12 fevereiro 2011

Trote, uma prática medieval que desafia as universidades

Instituições tentam implementar programas de "boas-vindas aos calouros", mas ainda falham em coibir agressões e humilhações


Por Nathalia Goulart


As primeiras universidades surgiram na Europa em plena Idade Média. Foram um sopro de liberdade. Permitiram progressivamente ao homem atuar segundo a razão, em vez de apenas obedecer a dogmas. Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que nasciam os centros de estudo, surgia uma instituição muito mais tributária da ideia que hoje fazemos da "Idade das Trevas": o trote. Os primeiros registros da prática datam do início do século XIV. Calouros da região correspondente à moderna Alemanha eram obrigados a andar nus e ingerir fezes de animais mediante a promessa de que poderiam se vingar nos novatos do ano seguinte. "Os alunos veteranos descontavam nos mais novos a repressão promovida em sala de aula por professores rigorosos", afirma Antônio Zuin, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação.

O trote é uma demonstração de que, a despeito de avanços inegáveis, o mundo não mudou tanto assim em quase 800 anos. Mantém no século XXI um tanto de século XIV. Prova disso é que o trote se mantém no calendário como uma atividade acadêmica regular: encerrada a fase de vestibulares, se inicia a de divulgação de listas de candidatos aprovados e explode a agressão e a humilhação dos novatos. Neste ano, por exemplo, uma tropa de veteranos da Universidade de Brasília (UnB) exibiu sua porção medieval ao obrigar calouras a simular sexo oral com uma linguiça envolta numa camisinha e embebida em leite condensado. Americanos e franceses, entre outros, também tem motivos para lamentar. Lá, como aqui, o trote persiste, preocupa e escapa do controle.

No centro do problema, estão as próprias universidades. A maioria das instituições proíbe o trote dentro de suas dependências – algumas já o fazem há cerca de 40 anos. Contudo, em geral, a fiscalização não é rigorosa, e as atividades envolvendo veteranos e calouros muitas vezes acontecem do lado de fora dos muros acadêmicos. "A universidade ainda não vê como sua tarefa coibir o trote", diz Antonio Ribeiro de Almeida Júnior, professor de sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) e autor do livro Universidade, Preconceito e Trote. "A proibição por si só não funciona. É preciso punir aqueles que desrespeitam a norma. O problema é que normalmente as universidades se restringem a abrir inquéritos, mas ninguém é punido", afirma.

Mostrar aos algozes a face dura da lei foi a escolha da França. Desde 1998, está em vigor no país uma lei que criminaliza o trote violento. Os condenados podem pegar um ano de prisão e pagar multa de até 15.000 euros. Desde que o mecanismo entrou em vigor, os veteranos passaram a se comportar melhor, apontam estudos locais. As práticas humilhantes e violentas foram substituídas por uma jornada de integração dos novos alunos à instituição. Estudante de psicologia da École des Psychologues Praticiens, de Paris, Maria Elisa Serra passou pela experiência. "Foram promovidas festas, gincanas e atividades dentro da universidade. Foram dois dias divertidos e saudáveis", diz a brasileira. Alguma semelhança com a tradicional baderna por que passaram seus colegas no Brasil? "Nenhuma", ela responde.

Trote camarada – Algumas instituições brasileiras têm se esforçado para melhorar as estatísticas sobre trotes – que são escassas, diga-se, pois o medo dos novatos inibe reclamações e o problema só costuma vir à tona quando ocorrem mortes ou ferimentos graves. Há dois anos a UnB criou, em parceria com os diretórios de estudantes, um "programa de boas-vindas aos calouros" nos moldes franceses. Alguns resultados são animadores. No curso de agronomia, a parcela de vítimas de trotes caiu de 75% para 50%. Contudo, o episódio da linguiça encapada por camisinha, ocorrido na mesma unidade da universidade, segue como alerta de que ainda há muito o que fazer. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tenta iniciativas semelhantes para afastar o trote violento. "Conversamos com os diretórios acadêmicos para coibir esse tipo de ação. Em paralelo, desenvolvemos atividades em parceria com os alunos veteranos para receber os novos estudantes. Nos últimos quatro anos, não registramos nenhuma ocorrência relacionada aos calouros", afirma Luiz Leduino de Salles Neto, pró-reitor de assuntos estudantis da Unifesp.

Os legisladores brasileiros ainda discutem o que fazer para enfrentar o problema que, por aqui, já tem quase dois séculos – o trote chegou ao país trazido por brasileiros que haviam estudado na Europa no século XIX. Um projeto de lei que pretende disciplinar o assunto foi aprovado na Câmara em 2009 e, desde então, repousa no Senado. Pretende proibir o constrangimento dos calouros, a exposição deles a situações vexatórias e ofensas graves, além de garantir a integridade física dos novatos. O texto determina que as universidades abram processos disciplinares contra os veteranos violentos, mas não prevê sanções a instituições que se furtarem a cumprir suas responsabilidades. Aos alunos que se excederem, seriam aplicadas multas – de 1.000 a 20.000 reais –, suspensão de um a seis meses e até expulsão. Desde 1999, alguns estados mantêm leis locais que tratam do tema, caso de São Paulo e Santa Catarina. No entanto, passada mais de uma década, não há registros de condenações motivadas por esses freios legais.

Os Estados Unidos também tentam minorar o problema pela via legal – e têm falhado igualmente. Em 44 estados, o trote já é considerado crime. Contudo, 29 estudantes morreram vítimas de trotes violentos na última década, cinco deles só em 2008, segundo levantamento de Hank Nuwer, professor do Franklin College e estudioso do assunto. "As leis e os programas das universidades que tentam promover atividades alternativas ainda são ineficientes. É difícil combater uma prática que, até a metade do século passado, era amplamente incentivada pelas próprias instituições de ensino", diz Nuwer.

Entre os americanos, em geral, violência e humilhação não são impostos cobrados às portas da instituição. Lá, os maiores problemas são registrados durante a seleção promovida por veteranos para escolher os novatos que serão aceitos pelas fraternidades (somente de homens) e irmandades (de mulheres). Ambos são grupos fechados que alegam selecionar os melhores e, posteriormente, beneficiá-los de alguma forma, como oferecendo conexões sociais privilegiadas ou acesso a oportunidades de emprego. A possibilidade de se tornar um líder no meio universitário – e fora dele – anima os jovens a encarar provas arriscadas para fazer parte dos grupos. "O maior problema ali é relativo ao abuso de bebida alcoólica, além de brincadeiras aparentemente inocentes, como levar um candidato a uma área rural ou a um bairro extremamente perigoso em plena madrugada e deixá-lo ali sozinho, à própria sorte", conta o especialista americano.

Como ocorria há quase 800 anos, o ingresso de um calouro na universidade pode de fato configurar um ponto de inflexão na vida desse jovem. É quando uma porta se abre à sua frente. Fazem sentido, por isso, festas e cerimônias. "O momento pede um ritual que marque a transição. O calouro precisa ser iniciado no meio acadêmico e os veteranos precisam cumprir esse papel", afirma o professor Antônio Zuin, da UFSCar. Está claro, contudo, que, em pleno século XXI, esse ritual não pode reproduzir a face obscura do século XIV.
Veja-n° 2204

Vocè já passou por algum trote? (De um modo geral)

11 fevereiro 2011

Conheça 15 dicas para ter uma alimentação saudável

Alguns hábitos alimentares melhoram a saúde e o bem-estar
Por Especialistas Publicado em 8/2/2011

É indiscutível a importância, do ponto de vista nutricional, de uma alimentação adequada em qualquer idade para assegurar o crescimento e o desenvolvimento fisiológico, a manutenção da saúde e do bem-estar do indivíduo.

Ao longo da história, a alimentação tem sido uma constante preocupação, seja pela falta, abundância, ou pelo tipo de comida ingeridos. Não basta ter acesso aos alimentos, para uma boa alimentação é igualmente importante escolher os componentes certos e nas quantidades certas, nas diferentes fases da vida.

A comida que ingerimos tem um grande impacto em nossa saúde e bem-estar. Ao manter a forma física e alimentar-se de forma adequada, reduz-se o risco de desenvolver doenças relacionadas à alimentação, como doenças do coração, diabetes e câncer, além de proteger-se contra infecções, já que os nutrientes reforçam as defesas do organismo.

Para adotarmos uma dieta equilibrada, devemos seguir alguns passos:

1- Realizar de cinco a seis refeições por dia
Não podemos esquercer de todas as refeições (desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia), que devem ser feitas de três em três horas. Essa prática obriga-nos a comer menos em cada uma delas, já que não haverá longos períodos de jejum. Ótimas opções de lanche entre as principais refeições são as frutas secas, como damasco, banana, uva, maçã e abacaxi e as oleaginosas, como nozes, castanhas, pistache, amêndoa e avelã.

2- Incluir cereais integrais no cardápio
Há vários produtos que consumimos diariamente que podem ser substiruídos por suas versões integrais, como arroz, pão e macarrão integrais. Já os cereais como aveia, quinua, amaranto, centeio e cevada, podem fazer parte de algumas de nossas refeições. Eles são ricos em fibras que causam saciedade, auxiliam no controle dos níveis de glicose e colesterol sanguíneos, além de regularizarem o trânsito intestinal;

3- Ingerir frutas, verduras e legumes
Esses três tipos de alimento não podem ficar fora da dieta. Devemos comê-los diariamente, dando preferência às de época e orgânicas, que possuem maior teor nutritivo - são fontes de vitaminas e minerais que estimulam o sistema imunológico e protegem contra vírus e infecções.
Sempre que for escolher um alimento, fuja das frituras. Prefira preparações cozidas, assadas e grelhadas, que possuem menos calorias.

4- Reduzir o consumo de carnes gordurosas
Carne vermelha e carne de porco são ricas em gordura saturada, que não fazem bem ao nosso organismo. Dê preferência a carnes magras (peixes, peito de frango), se possível na sua forma orgânica.

5- Evitar as frituras em geral
Sempre que for escolher um alimento, fuja das frituras. Prefira preparações cozidas, assadas e grelhadas, que possuem menos óleos e calorias.

6- Utilizar o sistema "a vapor"
Ao cozinhar os legumes, use este método. Ele ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita adição de gordura aos legumes.

7- Preferir os óleos vegetais prensados a frio
Eles são ricos em gorduras insaturadas benéficas ao organismo e auxiliam na redução dos níveis de colesterol. Entre esses olhos estão: azeite de oliva extravirgem, óleo de linhaça, óleo de macadâmia, óleo canola, óleo de gergelim etc.

8- Diminuir a ingestão de produtos embutidos
Os alimentos industrializados são ricos em sódio, açúcar refinado e gordura trans. Todas substâncias, se consumidas em excesso, são nocivas ao organismo.

9- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes
Quando não houver tempo para preparar um suco de frutas natural, optar pelos sucos prontos orgânicos ou chás gelados. Essas opções são mais benéficas e refrescantes do que bebidas alcoólicas e refrigerantes.

10- Evitar a ingestão de líquidos durante as refeições
Esse hábito atrapalha o processo digestivo, podendo causar gases e constipação. Além disso, ele dificulta a perda de peso.

11- Cuidado com a adição de sal nos alimentos
Use outros temperos para realçar o sabor dos alimentos, como as ervas aromáticas: alecrim, orégano, açafrão, cominho e tomilho.

12- Evitar o consumo exagerado de açúcar
Use adoçantes naturais como o extrato de agave, que possui baixo índice glicêmico, ou seja, é absorvido lentamente pelo organismo, além de conter minerais, como ferro, cálcio, potássio e magnésio;

13- Fazer as refeições em local calmo
Lembre-se de ficar longe da televisão e mastigar bem os alimentos. Uma boa mastigação estimula o centro da saciedade e, assim, é possível satisfazer-se com menores quantidades de comida.

14- Ingerir mais água
São necessários cerca de oito a 10 copos de água todos os dias para garantir a hidratação adequada, melhorar o funcionamento do intestino, facilitar a filtração do sangue e desintoxicar o organismo.

15- Praticar exercícios físicos regularmente
Além de prevenir o sobrepeso e a obesidade, melhora a oxigenação, a circulação sanguínea, aumenta a disposição e a resistência do organismo.

Fonte: Flávia Figueiredo - Nutricionista da rede Mundo Verde

Bem, são hábitos que todos sabem que são saudáveis. Você segue algumas destas dica?

20 dezembro 2010

Presentes de Natal

Ágape
O amor divino, segundo o padre Marcelo Rossi


Em seu livro Ágape, com prefácio de Gabriel Chalita, o sacerdote católico tece suas reflexões sobre passagens do Evangelho de são João e convida o leitor a enveredar por inspiradas orações

Os dicionários definem a palavra "ágape" como a refeição promovida pelos primitivos cristãos a fim de celebrar o rito eucarístico. O rito confraternizava ricos e pobres em torno de ideais como amizade, caridade, amor. Em Ágape, livro lançado pela Editora Globo, Padre Marcelo Rossi retoma e amplia o sentido original do conceito: "Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas nesse amor divino", assinala no texto de introdução do volume.

Com sua abordagem de comunicação moderna, original e leve, padre Marcelo leva conforto espiritual e ensinamentos da Igreja Católica para milhões de brasileiros por meio de programas de rádio e TV. O estilo claro, direto e sereno que o transformou em fenômeno midiático está impregnado, agora, em Ágape, obra literária em que o autor apresenta trechos selecionados do Evangelho de são João e os reinterpreta à luz do significado do amor divino no mundo contemporâneo.

Mais do que se apresentar como estudo teológico sobre os escritos narrados pelo apóstolo, o livro tem explícita intenção oracional. Nesse sentido, trata-se de um diálogo entre o autor, na condição de padre, e seus filhos em busca da boa palavra. Cada capítulo do volume se encerra com uma oração envolvendo os temas ali examinados pelo autor, como a convidar os leitores para um momento de introspecção e de acolhimento das mensagens de Jesus segundo são João.

A escolha do Evangelho de São João entre tantas outras possibilidades dentro da Bíblia é justificada por Padre Marcelo pela beleza da estrutura literária e pela impressionante delicadeza com que são descritos os momentos da vida de Jesus - como se o apóstolo não se contentasse em apenas narrar os fatos, mas quisesse nos trazer para dentro da situação descrita. Compartilhar a beleza das narrações do evangelista com os leitores é outro dos objetivos declarados do autor, que busca, com Ágape, incentivar cada vez mais a leitura da Palavra de Deus.

Editora: Globo
Autor: PADRE MARCELO ROSSI
ISBN: 9788525048950
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Coleção Mochileiros (5 Livros)



Douglas Adams foi um escritor e comediante britânico, famoso por ter escrito esquetes para a série televisiva Monty Python´s Flying Circus, junto com os integrantes desse grupo de humor nonsense, e pela série de rádio, jogos e livros O Guia do Mochileiro das Galáxias .

Douglas Adams nasceu em Cambridge, Inglaterra, em1952, e faleceu aos 49 anos, em 2001. Filho de Janet Donovan e Christopher Douglas Adams. A obra começou como série radiofônica transmitida pela primeira vez no Reino Unido pela Radio 4, da BBC, em 1978, e mais tarde foi publicada (muito modificada e amplificada) numa Saga de romances em cinco partes.

Os cinco livros trazem um humor escrachado, no qual o autor usa situações hilárias e bizarras para ironizar a política, a burocracia, as pessoas e suas manias.

Edição Especial Completa

A Saga divide-se em 5 livros sendo eles:

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.

A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

 
O Restaurante no Fim do Universo

Em 12 de outubro de 1979, o mais extraordinário livro jamais publicado pelas grandes editoras da Ursa Menor (e da Terra) tornou-se acessível para a humanidade: O Guia do Mochileiro das Galáxias!

O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão falta?

A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.

O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente O Guia do Mochileiro das Galáxias, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor.

Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.

A Vida, o Universo e Tudo Mais

Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O guia do mochileiro das galáxias e O restaurante no fim do universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.

Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.

Este é o terceiro volume da "trilogia de quatro livros" de Douglas Adams, um dos mais cultuados escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros indispensáveis para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo. Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o universo e tudo mais.

A missão dos protagonistas deste livro é de deter os inimigos e dar um fim à batalha genocida. Mas é claro que tudo dá mais errado do que o provável, e nossos heróis vão passar por maus momentos no meio desse fogo cruzado

Até logo, e Obrigado pelos Peixes

Depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer as mais extraordinárias criaturas, Arthur está de volta ao seu planeta. Tudo parece igual, mas ele descobre que algo muito estranho aconteceu na sua ausência. Curioso com o fato e apaixonado por uma garota tão estranha quanto o que quer que tenha acontecido, ele parte em busca de uma explicação.

Com sua peculiar ironia e seu talento aparentemente inesgotável para inventar personagens e histórias hilariantes - embora altamente filosóficas -, Douglas Adams nos presenteia com mais uma genial obra capaz de nos fazer refletir sobre o sentido da vida de uma forma bem diferente da habitual.

Intercalando momentos cômicos com imagens e descrições poéticas, Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! é mais uma aventura da "trilogia de cinco" que já levou os leitores a conhecerem situações bem improváveis e a viver momentos de reflexão e de pura diversão

Praticamente Inofensiva

O livro até hoje inédito no Brasil, Praticamente inofensiva é tão polêmico quanto seu criador. Muitos o consideram o último volume da série O mochileiro das galáxias e outros afirmam tratar-se de um título independente, que apenas utiliza os mesmos personagens. Parte dessa controvérsia se deve aos 13 anos que separam este livro da primeira aventura de Arthur Dent, já que Adams iniciou a coleção no final dos anos 1970 e somente em 1992 retomou a história.

As inúmeras mudanças políticas, culturais e, principalmente, tecnológicas que aconteceram nesse período influenciaram os rumos da narrativa e tornaram Praticamente inofensiva uma obra singular. Mas, em vez de perder o tom, Adams parece ainda mais irônico e profundo ao divagar sobre a vida, o Universo e tudo mais. Situações hilárias, personagens imprevisíveis, descrições poéticas e paisagens surrealistas se mesclam com perfeição, resultando numa trama cheia de suspense, comédia e filosofia. Depois de muitos anos, Arthur Dent, Tricia McMillan e Ford Prefect se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco a vida de todos.

Praticamente inofensiva é o toque final de Adams nessa divertida história. Não importa se faz parte da "trilogia" ou não: ele é o último presente do autor para os mais de 15 milhões de fãs que adotaram sua obra como ícone de uma geração.

Usando e abusando da mesma imaginação ilimitada que demonstra nos livros anteriores, Adams apresenta em Praticamente inofensiva uma Mistureba Generalizada de Todas as Coisas que fizeram da coleção um grande sucesso ao redor da Borda Ocidental desta Galáxia.

Editora: Sextante
Autor: DOUGLAS ADAMS
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Acabamento: Brochura

19 dezembro 2010

Tudo pode dar certo

:: Elisabeth Cavalcante ::

Recentemente, tomei conhecimento de um filme de Woody Allen, - um de meus cineastas preferidos, entre outras razões, por sua capacidade de nos ensinar a rir de nós mesmos,- que foi traduzido com o título Tudo Pode Dar Certo.

A frase chamou minha atenção, pois tem uma característica de afirmação muito positiva. Infelizmente, a maioria de nós vive com a mente focada sempre na negatividade, ou seja, alimentando uma expectativa pessimista acerca dos acontecimentos.

Seja o que for que nos propusermos a planejar, fazer ou conquistar na vida, as chances de materialização são proporcionais, ou seja, 50% de que dêem certo e 50% de que dêem errado.

Entretanto, muitas vezes nos esquecemos da visão positiva, e ficamos apenas com a expectativa ruim, como se ela constituísse a única possibilidade possível. O medo e a insegurança que sentimos ou a grande ansiedade pela realização de nossos sonhos acabam nos impedindo de enxergar esta matemática tão simples.

Por que não fazer da frase acima um mantra, a direcionar nossa vida?

Certamente, se a cada manhã repetirmos esta afirmação com toda a confiança, as chances de que nosso dia e nossos projetos sejam concretizados de modo positivo, serão ainda maiores.

É claro que apenas repetir as palavras sem uma ação determinada e uma fé sólida, não será suficiente. Mas é um bom começo. Tomemos então como um de nossos objetivos para o novo ano, focalizar nossa mente no pólo oposto ao da negatividade, acreditando, a cada momento, na possibilidade de que tudo poderá dar certo.

Mas a experiência só será produtiva, se puder ser tomada como uma divertida brincadeira, em que a ânsia por resultados esteja totalmente ausente, visto que ela constitui o principal obstáculo para que possamos olhar para a vida com uma perspectiva otimista.

"Criando a própria vida

Criamos continuamente possibilidades em torno de nós, mas nos surpreendemos quando elas acontecem. Vigie bem suas idéias e observe como elas criam sua vida.

Alguém pensa que é um fracasso, que não vai fazer nada na vida. Realmente, essa pessoa não irá fazer nada porque sua idéia está criando a sua realidade. Quanto mais ela achar que não está conseguindo nada, quanto mais essa idéia for reforçada pelo feedback, mais ela achará que está se tornando um fracasso. Cria-se um círculo vicioso.

Quem pensa que vai ter sucesso, é bem-sucedido; quem pensa em ficar rico, enriquece; quem pensa que não vai enriquecer, permanece pobre. Experimente e você ficará admirado; algumas vezes, nem vai acreditar.

Se um homem pensa que jamais encontrará um amigo, ele não encontrará. Ergueu em torno de si a Muralha da China; não está disponível. Ele precisa provar que sua idéia está certa, lembre-se. mesmo que alguém se aproxime com grande cordialidade, será rejeitado. Ele precisa provar sua idéia; está muito comprometido com ela. Não irá se desviar dessa idéia, porque ela é uma parte importante de seu ego. Ele precisa provar ao mundo que tinha razão, que ninguém pode ser seu amigo, que todos são inimigos. E pouco a pouco todos se tornarão seus inimigos.

Observe a sua mente. Você está constantemente criando sua vida, está constantemente fabricando sua vida". Osho, Vá Com Calma.

Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching

Meu Resumo(Pontos chaves)
Tudo pode dar certo

Tomemos então como um de nossos objetivos para o novo ano, focalizar nossa mente no pólo oposto ao da negatividade, acreditando, a cada momento, na possibilidade de que tudo poderá dar certo.

Vigie bem suas idéias e observe como elas criam sua vida.

Observe a sua mente. Você está constantemente criando sua vida, está constantemente fabricando sua vida". Osho

 

11 dezembro 2010

Mel Gibson: volta por cima?

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Qui, 09 de Dezembro de 2010

Mel Gibson e Jodie Foster estrelam o drama The Beaver. Divu...

(BR Press) - Depois de vários escândalos em sua vida pessoal, que comprometeram sua carreira em Hollywood, Mel Gibson está de volta em novo filme. Será que a produção irá marcar sua volta por cima em Hollywood? Pode ser que sim.

Em The Beaver (ainda sem título em português), ele interpreta um homem em depressão que encontra conforto em um fantoche de castor. A história segue a jornada do personagem que busca redescobrir sua família e dar um novo começo à sua vida.

O drama marca a reunião de Gibson com Jodie Foster, com quem trabalhou em Maverick, de 1994. Além de atuar no longa, ela também é a diretora da produção.

Confira o aqui o trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=DOSOWNS3jts.

The Beaver chega aos cinemas em 2011.

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