24 maio 2012

O Prazer da Leitura - Viagens de Gulliver

Viagens de Gulliver

Viagens de Gulliver

Nas bancas 20 de abril

Como conseguir criticar o rei, a sociedade, o ser humano, em 1700, sem acabar na cadeia? Com imaginação e destreza, Jonathan Swift tece As Viagens de Gulliver.
Swift constrói uma fábula que satiriza e critica alguns dos pontos mais negativos da política, da religião, da ciência, enfim do ser humano.
Com muito humor e fantasia, as viagens do médicocirurgião Lemuel Gulliver, vai lhe entreter, fazer você refletir com introspecção, e demonstrar como o ser humano não mudou desde então. A mensagem transmitida nesta história continua válida para o mundo de hoje!
Presencie nas páginas deste livro um instigante casamento entre a imaginação e a razão. Embarque com Gulliver

23 maio 2012

O Prazer da Leitura - O Retrato de Dorian Gray

O Retrato de Dorian Gray


O Retrato de Dorian Gray

Nas bancas 13 de abril

Oscar Wilde, brilhante autor e poeta inglês do final do século XIX, encontra uma forma totalmente inusitada para tecer sua obra. Nela, uma luta constante entre o Bem e o Mal é travada.
Dorian, o personagem central, é uma criatura de beleza única, contudo sua natureza íntima é continuamente corrompida pela busca dos prazeres mundanos. Ele quase reencarna o mitológico Narciso, que olha seu reflexo na água e se acha maravilhoso.
O retrato de Dorian, pintado pelo artista Basil Howard, incorpora sua verdadeira natureza. Assim, Oscar Wilde consegue criticar a decadente sociedade inglesa, onde as aparências refinadas guardam um universo de intrigas, traições e falsidades.
Leia, sinta, vibre e veja como as aparências enganam... porém os retratos, não!


18 maio 2012

Outras Estantes - Uma realidade perturbante



Dois novos livros
Gonçalo M. Tavares: Uma realidade perturbante
Gonçalo M. Tavares faz parte daquele reduzidíssimo grupo de escritores que alia uma magnífica prosa a uma estonteante produção de escrita. A publicação em simultâneo de dois livros do autor não constitui, por isso, novidade. O que surpreende é a sempre renovada capacidade de, através da sua escrita, interpelar os leitores. Short Movies e Canções Mexicanas, os seus dois mais recentes livros, são disso prova.

Agripina Carriço Vieira
14:07 Quinta feira, 12 de Abr de 2012


Gonçalo M. Tavares faz parte daquele reduzidíssimo grupo de escritores que alia uma magnífica prosa a uma estonteante produção de escrita. A publicação em simultâneo de dois livros do autor não constitui, por isso, novidade. O que surpreende é a sempre renovada capacidade de, através da sua escrita, interpelar os leitores. Short Movies e Canções Mexicanas, os seus dois mais recentes livros, são disso prova. Sem designação genérica o primeiro, com o rótulo "Ficção" o segundo, estamos perante textos de difícil ou impossível classificação, porque de género indefinido, que oscilam entre os registos da crónica, do conto, do ensaio ou do guião, sem nunca obedecerem totalmente às convenções dos diferentes géneros.

Short Movies e Canções Mexicanas são antes de mais uma tomada de consciência do prazer do contador de histórias, que em traços sóbrios e contidos (textos há que não ultrapassam a dezena de linhas) nos revelam um mundo marcado pela violência gratuita, por ameaças brutais, por atitudes e acontecimentos absurdos. Cada história capta fragmentos de um quotidiano, suficientemente costumeiro para o reconhecermos como nosso, mas que se distancia quando mediado pela cáustica voz e irónico olhar do contador. O distanciamento assim criado obriga-nos, no final de cada história, a uma paragem, porque não se passa impunemente por um texto de Gonçalo M. Tavares, lê-lo tem consequências. As suas ficções desnudam uma realidade que perturba a nossa visão da existência humana e desafiam a nossa reflexão.A lente da câmara, estratégia retórica escolhida pelo autor que deste modo assinala através de um objeto concreto o distanciamento da observação que os seus textos refletem, capta acontecimentos anódinos, sem qualquer excecionalidade, que subitamente deixam de o ser: o menino que posa para uma fotografia em vez de ajudar a extinguir um incêndio; um homem que não regressa ao carro depois de o ter abastecido de combustível; a presença de mulheres a arranjarem o cabelo num cenário de total destruição. É através desse olhar da câmara de filmar, pretensamente neutro, que nos dá a ver um mundo perturbado e perturbador, que impiedosamente nos questiona. Como ficar indiferente à demonstração que a velhice não faz perder a vontade de matar, ou que qualquer pessoa pode adotar uma atitude e o seu inverso (ser agredido e agressor, vítima e carrasco), ou ainda que o perigo pode advir de sentimentos tão paradoxais quanto a arrogância (que impede a assunção dos nossos medos) ou a amizade (inimiga da vigilância e da cautela).

Mais do que quadros do quotidiano, cada texto surge antes como retratos de parcelas de algo mais vasto e abrangente que raramente nos é desvendado. A incapacidade de apreensão e entendimento dos acontecimentos que daí advém, presente em todos os textos (embora em níveis diferentes) é, não raras vezes, verbalizada pelo narrador, que nos explica: "E porque continuamos apenas a ver o rosto, não sabemos o que aconteceu" ou "Com o tamanho daquele espelho a mulher não consegue ver o seu rosto na totalidade, precisa de ajuda para isso". A ajuda de que a mulher ao espelho precisa é extensiva ao leitor que também ele se vê impossibilitado de perceber o que lhe é apresentado devido à proximidade da observação. Apenas quando "o plano se abre" é que algumas das situações ou atitudes que nos pareciam absurdas ou inexplicáveis ganham sentido. Quando a lenta da objetiva se afasta, percebemos porque é que nenhum taxista responde ao chamamento da elegante mulher, ou os motivos pelos quais um homem com uma máscara de gás gesticula de modo ridículo, ou ainda o porquê da fotografia do rosto de Hitler colada numa parede estar cravada de buracos.

É com uma interpelação ao leitor que se fecha este conjunto de curtas narrativas, convidando-nos o narrador a refletir acerca da atitude de aparente loucura de uma personagem que sem motivo aparente corre sozinho em redor de uma mesa. E pergunta-nos o narrador: "E tu, por exemplo, se estivesses na mesma situação - a correr como um louco em redor de uma mesa - também não estarias assustado?", sugerindo deste modo que o perigo mais temível não é físico mas imaterial.

Ao contrário da sua anterior produção que se caracteriza por uma ostensiva indeterminação espacial e temporal, Canções Mexicanas leva-nos numa alucinante viagem até à cidade do México. Se nesses romances a não identificação se constituía como uma outra forma de expressar o sentimento de estranheza que habita grande parte das suas personagens, verificamos que este não só se mantém como se agudiza em textos ancorados numa realidade nacional concreta e definida. Com efeito, nas canções que Gonçalo M. Tavares nos oferece, circunscrevendo-se à observação e descrição de espaços conhecidos e reconhecíveis, perpassa uma intensa sensação de estranhamento. Todos os textos são percorridos por um acrescentado sentimento de incompreensão, aquele que invade o viajante europeu ao percorrer as ruas e as praças da cidade do México e que é resumido de modo lapidar no comentário daquele pai que educa o filho à estalada: "Tu vieste de fora e não entendes nada". A sensação de estranhamento perante a cultura do outro, de que a efabulação dá conta, estende-se ainda ao discurso que surge pespontado por expressões ou vocábulos que não respeitam as convenções gramaticais (nomes próprios grafados ora com maiúscula ora com minúscula; textos que não se fecham graficamente). O turista imprudente ou inadvertido é levado numa espiral de loucura e delírio: o delírio provocado pelo mezcal, que distorce a realidade e cria "um redemoinho em cima da cabeça", o delírio da tarantela, essa dança frenética que salva o viajante da morte, mas também o delírio da brutalidade e da violência que a todos envolvem.

Gonçalo M. Tavares dá-nos a conhecer um mundo de loucura que está para além do racional, povoado por seres estranhos: uma prostituta que obriga os clientes, antes de qualquer ato, a beijar um crucifixo, uma menina que exige a esmola aos transeuntes, um polícia que em vez de desenhar os contornos de um corpo sem vida cria intermináveis representações figurativas. Short Movies e Canções Mexicanas revelam-nos um mundo fragmentado e às avessas, que inquieta e desafia o leitor, fazendo apelo ao seu imaginário para a perceção de cada personagem, de cada situação, de cada espaço.
Gonçalo M. Tavares
CANÇÕES MEXICANAS
Relógio D'Água, 96 pp, 14 euros
SHORT MOVIES
Caminho, 160 pp, 11,90 euros 


Fonte: JL

15 maio 2012

Paris recebe 14º Festival de Cinema Brasileiro de Paris



Por Andréia Silva 

Quem estiver na capital francesa entre os dias 9 e 22 e maio vai poder conferir o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que este ano chega à 14ª edição. O evento é produzido pela Associação Jangada, da carioca Katia Adler.
 
Este ano, participarão 29 obras, entre documentários e ficções, que disputam o prêmio de Melhor Filme, eleito por voto popular. Há ainda a mostra retrospectiva RioFilme 20 Anos e uma homenagem ao cineasta francês Claude Santiago.
 
Capitães da Areia, adaptado do livro homônimo de Jorge Amado, abre o festival. O escritor viveu por muitos anos em Paris nos anos 70, em exílio, e é o segundo autor brasileiro mais lido na França (o primeiro é Paulo Coelho). A sessão terá a presença da diretora, Cecília Amado, neta de Jorge, que este ano completaria 100 anos.
 
Rio Anos 70, de Maurício Branco e Patricia Faloppa, fará sua première no festival no dia 18 de maio. O documentário mostra o glamour dos anos 1970 no Rio de Janeiro, bem na época da disco music, quando a francesa Régine Choukroun desembarcou na cidade e abriu a boate Régine’s, no subsolo do Hotel Méridien.
 
Já badalados e elogiados no Brasil, dois documentários musicais também integram a programação do festival: Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, que será exibido no dia 15 de maio, com a presença de Bial; e Raul: O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho e Eduardo Mocarzel, que encerra o evento, no dia 22.

Será exibido ainda, no dia 17, o documentário Marcelo Yuka, no Caminho das Setas, com a presença da diretora Daniela Broitman.
 
Entre as ficções, um dos filmes mais aguardados este ano é Corações Sujos, de Vicente Amorim, inédito no circuito comercial do Brasil. Com renomados atores japoneses como Tsuyoshi Ihara (Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood) e Sugata Shun (Kill Bill e O Último Samurai), o longa conta a história de um imigrante cuja vida foi virada de cabeça para baixo.

O festival também faz uma homenagem ao cineasta francês Claude Santiago, falecido em janeiro deste ano, que retratou, entre vários documentários, os brasileiros Carlinhos Brown e Tom Zé – dois filmes que serão exibidos na mostra comemorativa.
 
Além da mostra de filmes, haverá uma exposição inédita de fotos e vídeos da Rocinha, produzida pela organizadora do evento, Katia Adler, e um debate entre moradores da "banlieue" parisiense e jovens da periferia do Rio.

Fonte:Saraiva Conteúdo
 

14 maio 2012

Agora é a vez do Brasil exportar cinema

"Agora é a vez do Brasil exportar cinema", diz Cecília Amado
10 de maio de 2012
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 A diretora brasileira Cecília Amado, neta do escritor Jorge Amado, afirmou nesta quinta-feira (10) que o Brasil precisa começar a exportar cinema com força para mostrar sua cinematografia e o próprio país ao mundo, assim como fizeram e fazem a Itália e a França.

"A temática do atual cinema brasileiro é muito variada", declarou a cineasta à Agência EFE. "Os filmes produzidos aqui não falam somente de violência, favelas e meninos de rua, embora esses assuntos estejam presentes nas telas por fazerem parte da realidade do país", completou.

Escalada para a abertura da 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com seu primeiro longa-metragem - Capitães da Areia, uma adaptação homônima do livro de seu avô -, Cecília lembrou que a miséria é retratada em seu filme, embora não seja o tema central da trama, que acompanha um grupo de jovens moradores de rua de Salvador.

"Este livro é um verdadeiro clássico, além de leitura obrigatória nas escolas", explicou a cineasta ao reconhecer entre risos que, "da mesma forma que grande parte das meninas", ela também se encantou com o protagonista.

Desta forma, a cineasta carioca tenta contar "uma história universal" não só de pobreza, mas principalmente "de amor, de liberdade e da conflitante passagem que supõe a saída da infância e a chegada da idade adulta", disse.

Apesar da intenção de se manter fiel ao livro, o filme se abstrai da onipresente faceta política para priorizar um retrato social. Assim, a cineasta consegue fazer justiça ao avô, que escreveu o livro aos 24 anos e cheio de convicções comunistas, mas se transformou em um humanista com o passar do tempo.

Cecília Amado também falou sobre a atual realidade do país, onde, segundo ela, "a crise econômica chegou com atraso". A classe média brasileira, com problemas mais existenciais do que financeiros, será tema de seu próximo filme, intitulado Trinta Carnavais. Segundo a cineasta, o filme acompanha a trajetória de dois irmãos que entram em crise ao chegar aos 30 anos.

Mesmo diante do favorável momento econômico, Cecília admitiu que, "apesar do país seguir um bom caminho, ainda há muito o que percorrer".

"A saúde e a educação são duas contas pendentes no país", aponta Cecília, que lamentou que os jovens atores selecionados para atuar no Capitães da Areia, com 13 e 14 anos, "quase não sabiam ler e nem escrever".

A 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que se estende até o dia 22 de maio, projetará mais de 30 longas-metragens de ficção e documentários nas salas do cinema Le Nouveau Latino da capital francesa.
Fonte: Terra

13 maio 2012

Dia das Mães

Dia das Mães

Fonte:Jornal do Brasil
Dom Orani João Tempesta


O segundo domingo de maio é um dia dedicado a homenagear as mulheres que acolheram em sua vida a missão sublime de gerar ou acolher um filho para educar. Ser mãe é dom gratuito da bondade de Deus para cada mulher, e também a possibilidade de aceitar trabalhar pelo futuro da humanidade. Uma significativa expressão da fidelidade de Deus no sacramento do matrimônio, que torna o amor de um casal fecundo e multiplicador de vida. Esse dia nascido por motivações afetivas, mas muito explorado comercialmente nos dias atuais, pode ser agora uma oportunidade de valorizar a vida e a família. Principalmente, se refletimos sobre a missão importante da mãe (junto com o esposo) de educar seus filhos.

Além de acolher ou procriar fisicamente, gerar um filho para a fé é um compromisso que sinaliza a relação de Deus com seu povo, que é sempre fecunda, capaz de multiplicar a vida, e se dá na plena confiança e entrega à providência divina. No contexto de um capitalismo selvagem, cada vez mais tenta-se destruir os valores verdadeiros da humanidade, ser mãe, o que, para além de uma responsabilidade e de um dom, significa manifestar um compromisso com a vida em todas as suas dimensões. Com as pressões atuais contra a dignidade da vida e a propaganda contra a geração de filhos, constatamos que isso é ferir em uma mulher o direito de ser mãe, ferindo também sua mais profunda dignidade e violando aquilo que de mais belo Deus concedeu a uma mulher: o direito de ser mãe e de contribuir assim com a criação, que continua a ser criada e recriada. "Cada criança que nasce é Deus que volta a sorrir para o mundo" diz a tradição popular.

Homenagear as mães neste dia nos faz recordar a importância da família humana e também a figura de Maria, exemplo de mãe e educadora. Mulher forte e doce, mulher do silêncio, da presença e da esperança que não decepciona. Maria traz consigo as virtudes mais profundas, capazes de fazer de todas as mulheres verdadeiramente mães e mestras, como ela o foi. A humildade, a plena confiança em Deus, seu sim à acolhida do projeto divino em sua vida, conformando-se plenamente a ele, as lutas para proteger o filho, a coragem de lançá-lo no projeto do Pai antes mesmo de "chegar a sua hora", a força para acompanhar o filho no sofrimento e aos pés da cruz, acolher o filho morto ao ser retirado da cruz e contemplar, em seus braços, seu corpo sofrido por amor, a esperança de fazer continuar o projeto de construção do Reino junto com os discípulos amedrontados no Cenáculo, a alegria de ver o filho ressuscitado e Senhor para sempre.

Mães de nosso tempo: pobres, mas incapazes de abandonar os filhos que geraram. Capazes de educar na dificuldade, nunca os deixando de lado. Mulheres de fé, que choram aos pés do Santíssimo Sacramento e da Virgem das Dores, implorando a Deus por seus filhos, escravos das drogas, da prostituição e de tantos outros vícios. Mães que percorrem o calvário com seus filhos, lutam para que não sejam mortos e imploram de Deus uma nova vida de cada um deles.Verdadeiras guerreiras, batalhando e lutando por sua prole, trabalham de sol a sol para estudar os filhos, fazê-los crescer bem e oferecer-lhes melhores condições de vida e novas possibilidades, que, elas mesmas, não puderam receber. Mulheres que choram as dores dos filhos, que sorriem e celebram suas vitórias. Mulheres de aço, mulheres como flores, singelas e frágeis. Amor traduzido em gestos concretos e na mais profunda oferta de vida. Capazes de tudo para garantir aos filhos uma vida de sucesso e de realização.

As Sagradas Escrituras estão cheias dos testemunhos de mulheres, mães, que tudo fizeram para que seus filhos compreendessem e permanecessem no caminho do Senhor. Vale lembrar o desejo de Sara de ser mãe e sua confiança em Deus, que transformou sua impossibilidade e fez de Abraão pai de todas as nações (Gn 18,10); a história de Ana, mãe de Samuel, que deu à luz o filho primogênito (1Sm 1-2); a belíssima história da mãe e dos sete filhos que dão a vida mas não negam o Senhor (2Mc 7, 1-40); a busca da mulher cananeia pela cura de sua filha (Mt 15,21); a alegria de Isabel ao conceber João Batista (Lc 1,12-15) e Maria, modelo novo de maternidade e coragem (Lc 1,26-38).

A figura materna tem nas Sagradas Escrituras um valor profundo que até mesmo a Revelação compara o amor de Deus com algumas características maternas: "... agora vou gritar como a mulher que dá à luz, vou gemer e suspirar" (cf.Is 42, 14); "Sião dizia: o Senhor me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas, pode a mãe esquecer o seu filho, ou a mulher a criança em suas entranhas? Ainda que ela esqueça, eu não esquecerei você" (cf. Is 49,15); "Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês... (cf. Is 66,13).

Na história do cristianismo, tantas mães se santificaram pensando e promovendo o bem para seus filhos. Recordemos Santa Mônica, que tanto rezou pela conversão do filho Agostinho, que se tornou um santo e doutor da Igreja, ou ainda, Santa Rita de Cássia, que rezou a Deus por seus filhos, que não queria vê-los manchados com a culpa do sangue e do ódio entre famílias rivais.

A todas as mães queremos homenagear e rezar para que suas presenças sejam sempre sinal de vida e de fecundidade. Para que sinalizem o amor de Deus com suas vidas, principalmente em nossos tempos, onde o direito de ser mãe vem sendo substituído pelo horror do aborto que fere a dignidade de tantas mulheres iludidas por falsas ideologias. Rezemos também pelas mães que já se encontram junto com Maria na eternidade, na bem-aventurança eterna, para que recebam a recompensa de suas vidas doadas e entregues a Deus e à família.

Que Maria, mãe e mestra, cubra todas as mães com seu sagrado manto de amor, humildade e dedicação. Que ela alcance de Deus para todas as mães as condições necessárias para educarem seus filhos com dignidade, na justiça, fraternidade e solidariedade. Que nenhuma mãe se esqueça de que a melhor herança que podem entregar a seus filhos é a fé.

Maria, mãe de todos os povos, rogai por nós!

*Dom Orani João Tempesta, cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro.

Dica Literária da Semana

TEATRO NA ABL


Teatro R. Magalhães Jr.

Horário: 15h30min

A descoberta das Américas (de Dario Fo)
Direção de Alexandra Vanucci
Com Julião Adrião
Datas:
2 de maio

João do Vale, poeta do povo (de Maria Helena Kühner)
Direção de Sergio Fonta
Com Rodrigo Candelot e outros
Datas:
11, 14, 18, 21, 25 e 28 de maio
1º e 4 de junho

As artimanhas de Scarpino (de Moliére)
Companhia de Atores de Laura
Direção de Daniel Herz
Com Charles Frick (prêmio melhor ator de 2011)
Datas:
18, 20, 22, 25 e 29 de junho

Fonte: Academia Brasileira de Letras (ABL)

Leiam a Revista Brasileira nº 70
Pura cultura.
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