25 agosto 2013

Read-a-thon Br -Distopias

Read-a-Thon BR

Uma semana, o máximo de livros possível e um gênero.

Consiste em uma maratona para ver quantos livros você consegue ler em um determinado espaço de tempo, organizado pelas blogueiras Babi Lorentz e Camille Thomaz, o tema da 2ª semana é: Distopia.
Infelizmente, já ocorreu a primeira semana e não participei. Mas não se preocupem, podem se inscrever ainda.

O Read-a-thon 2ª Semana começou no dia 23/08/2013 e termina no dia 31/08/2013.
Faça sua inscrição e participe também. Não é necessário ter blog.

Vai ficar de fora do Read-a-thon Br?

Livros selecionados:
1- Delírio -342 páginas
2-Cidade de Ossos-462 páginas

A Semana em Retalhos - 18/08 a 24/08


Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequena informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiro, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui 


Leitura(s) do momento:
O Minotauro de Monteiro Lobato
Livros emprestados da biblioteca:
Nenhum
Li essa semana:
O Rei da Terra de Dalton Trevisan
Abandonei essa semana:
Nenhum
Resenhei essa semana: 
Falta publicar
Comprei essa semana
 
Nenhuma compra
Evento(s) da Semana: 
Sorteios:(Participando)














Selecionada:


Ganhei essa semana:
Nada
Recebi essa semana: (pelo correio)
Nada
Desejo Comprar Urgentemente:
No momento nada
Im in mood for...(gênero literário do momento)
Mitologia,  contos
Super Quote:
Não selecionei nenhum

Vi e viciei(booktrailers, trailers, videos whatever)

O Livro

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1) Resenhas Lidas



2) Conhecendo novos blogs:
  • Jeito de ler
  • Triplamente
  • Leitora Incomum
  • Ao Leitor
3) Sinopses Lidas

24 agosto 2013

Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 4

Se assinalam os 125 anos da sua edição(Os Maias) e uma iniciativa Expresso (Eça Agora) veio chamar a atenção para a obra e a efeméride. De facto, o conhecido semanário oferece o romance, em très edições consecutivas, a que se seguirão, em outras três edições, textos de seis escritores atuais que "trazem" Os Maias até 1973- e um sétimo e último volume sairá um estudo, sobre o romance, do reputado especialista queirosiano Carlos Reis.
E é deste colunista o texto a seguir. Maria do Rosário Cunha, falará sobre a futura edição crítica de Os Maias. Kyldes Batista Vicente, sobre a minissérie da TV Globo que os teve por base- enquanto se lembram também suas adaptações ao teatro (bem como a falhada tentativa do próprio Eça), com o testemunho da encenadora Filomena Oliveira.  E ainda o que pretende ser uma sua próxima adaptação ao cinema, em entrevista com o realizador João Botelho.
Alguns tópicos de uma releitura 
Por Carlos Reis

Por que razão ou razões relemos um romance? Por exemplo: porque a sua complexidade requer outra e outra(s) leitura(s), porque trabalhamos sobre ele, porque amadurecemos e desejamos reencontrá-lo com olhos refeitos por esse amadurecimento. Ou simplesmente porque ele é, conforme a expressão banal diz, o livro da nossa vida, esse que nos fica quando muitas outras coisas passaram ou vão passando.
Das minhas releituras d'Os Maias retive algumas revelações curiosas. Como quem diz: fui reajustando imagens, refigurando personagens, descobrindo minudências aparentemente irrelevantes, dessas que me permitiram, há alguns anos, falar numa estética do pormenor que n'Os Maias se ilustra. Por exemplo: aquele "bando de pardais (que) veio gralhar um momento nos ramos de uma alta árvore que roçava a varanda", no amago episódio em que Afonso da Maia se acha na solidão decorrente da rutura com Pedro. A presença de Vilaça pai é ali meramente funcional (é ele quem traz a notícia do casamento de Pedro); não assim com aquele bando de pardais, que, por contraste, tornam mais denso e sombrio o episódio de que falo. E sobretudo dão o testemunho de um outro realismo, aquele que não prescinde de pormenores que dão do real representado uma imagem multímoda e plural, refugindo ao esquematismo de um programa estético pré-determinado. Ou seja: num texto de Eça nada está por acaso.
Dentre todas as revelações de que falei não esqueço nem esquecerei aquela a que fui conduzido por uma certa releitura d'Os Maias. Refiro-me à imagem reelaborada da grande personagem que é Afonso da Maia-porque, além do mais, Eça foi também um grande autor de personagens. Durante algum tempo, Afonso foi, para mim, uma figura imponente e fisicamente impressiva; e "lembrava, como dizia Carlos, um varão esforçado das idades heroicas, um D. Duarte de Meneses ou um Afonso de Albuquerque" (cap. 1). Só que um pouco antes e a abrir este parágrafo, pode ler-se: Afonso era um pouco baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes."  Repito: "um pouco baixo".
De onde vinha, então, a imagem de grandeza que me estava gravada? Nem mais nem menos do que da derradeira aparição de Afonso, no capítulo XVII, naquele arrepiante encontro com o neto, quando ambos sabiam já da tragédia do incesto. É de madrugada, Carlos regressa de casa de Maria Eduarda, torturado pela culpa e pelo horror da desgraça que se abateu sobre a família; e quando reentra no Ramalhete, surge Afonso da Maia: "O clarão chegava, crescendo; passos lentos, pesados, pisavam surdamente o tapete; a luz surgiu - e com ela o avô em mangas de camisa, lívido, mudo, grande, espetral."
Para se entender a aparente divergência desta figura (agora) "grande", relativamente a quem antes era "um pouco baixo", é preciso estar atento a duas coisas, dessas que podem escapar a uma primeira leitura. Primeira: ambas as imagens são filtradas e mesmo distorcidas pelo olhar e pelas emoções de Carlos da Maia. Segunda: a grandeza de Afonso, naquele momento decisivo em que mudamente interpela o neto - "e os dois olhos do velho, vermelhos, esgazeados, cheios de horror, caíram sobre ele, ficaram sobre ele, varando-o até às profundidades da alma, lendo lá o seu segredo" - não é física, mas moral. É essa sua dimensão moral, aliás, que o impôe ao longo do romance como referência de valores e de comportamentos, perante a fauna de amigos e conhecidos que circulam pelo Ramalhete - incluindo quem, como Carlos, descuida o exemplo do "varão heroico" que o avô representa.
As releituras d'Os Maias não são apenas (o que já seria muito) atos de reencontro e processos de reajustamento semântico de um texto longo, complexo e tecnicamente muito elaborado. São também oportunidades para lermos o eco de outras aventuras artísticas que o gênio queirosiano antecipou.
Recordo que Eça trabalhou este romance durante cerca de oito anos, com avanços e recuos, desânimos e entusiasmos, num tempo que, para o escritor, foi de busca de novos rumos estéticos. Às vezes penso que nunca faremos um ideia precisa do que era, naquela época, o esforço exigido para se levar até o fim a redação, a cópia, o árduo trabalho de emenda (em sucessivas campanhas de escrita) e a correção de provas tipográficas de romances com esta dimensão, sejam eles Os Maias, La Regenta ou Guerra e Paz. Mais: esse exigente labor (até o ponto de vista físico: pense-se no que eram os instrumentos de escrita da época) foi acompanhado, por parte de Eça, por uma reflexão doutrinária muito lúcida e consequente. Vivendo fora de Portugal, Eça estava em boas condições para acompanhar o evoluir da vida cultural e literária europeia e para perceber, como poucos no seu tempo, os rumos e os desafios que essa vida cultural colocava..
Lembro que foi durante a composição d'Os Maias que Eça escreveu alguns dos seus mais significativos textos doutrinários: por exemplo, em 1884, a carta-prefácio d'O Brasileiro Soares, de Luís de Magalhães, em 1886; e sobretudo, no mesmo ano, o admirável prólogo dos Azulejos do Conde de Arnoso, texto de arguta e elegante reflexão acerca da pertinência estética do naturalismo, da sua receção portuguesa, do alargamento do mercado de bens culturais (assim mesmo, como um Bourdieu avant la letre), das mutações técnicas que alteraram a relação entre o escritor e o público e do potencial de transcendência e de sobrevivência das grandes obras artísticas..
É muito disto que encontramos n'Os Maias, quando os lemos como romance virado para questões de índole literária. É que Tomás de Alencar e João da Ega (e até, em parte, Carlos da Maia) são escritores em potência ou no ativo. E são-no num tempo em que a literatura e o escritor detinham um poder institucional e simbólico considerável. Por iso Os Maias incluem vários momentos de ponderação metaliterária e metacultura, às vezes temperados pela paródia a que Eça dificilmente resistia.
Só para dar um exemplo: o capítulo VIII ( o do passeio a Sintra) não é apenas um episódio de pausa na intriga e de dececionante desencontro (Carlos ia em busca de Maria Eduarda, afinal ausente). O espaço de Sintra e a sua relação com os temas, com os valores e com as vivências de um romantismo cada vez mais convencional estimulam reações em que é bem audível (mas quase sempre caricatural) o propósito de embutir na ficção a doutrina, o imaginário e os mitos literários do romantismo.
Dois exemplos: é em Sintra que o burlesco Palma Cavalão reage azedamente ao olhar sobranceiro de Carlos da Maia. Assim: "olhem, o Herculano é capaz de fazer belos artigos e estilo catita... Agora tragam-no cá para lidar com espanholas e veremos! Não dá meia.." E é já no final do capítulo que Alencar (era ele quem tinha que estar em Sintra e não Maria Eduarda) mistura receitas literárias com receitas de cozinha: "Porque, lá isso, rapazes, versos os farão outros melhor; bacalhau, não!"
Por estas e por outras, Tomás de Alencar saiu das páginas do romance e prolongou a sua vida ficcional num caso de polémica que é parte integrante da chamada receção imediata d'Os Maias (lembro um livro de António Apolinário Lourenço, O Grande Maia, de 2000). Refiro-me à reação de Bulhão Pato e de Pinheiro Chagas (sempre este homem fatal!, diria Eça) a propósito de Alencar como possível caricatura do poeta da Paquita. A resposta do grande romancista a esta acusação (e vá-se lá saber se Eça seria capaz de resistir à tentação daquela caricatura...) é um notável texto de ironia e de agilidade argumentativa, publicado em 1889 com o título "Tomás de Alencar (Uma explicação)" (inserto nas Cartas Públicas, edição de Ana Teresa Peixinho na Imprensa Nacional-Casa da Moeda).
Seja ou não fundada a ofensa de Pato, aquele texto é, em embrião, um tratado de teoria da ficção, envolvendo não só (e sempre) a questão do realismo e da representação, mas também a da sobrevida das figuras ficcionais na sua relação com o mundo real. Esse mesmo de onde talvez elas tenham vindo e para onde acabam por regressar, quando o génio de um escritor é capaz de projetar para a posteridade o que elas são e significam. Também por isso, reler Os Maias é uma aventura sem fim.
Fonte: JL



Post relacionado: 

Book Tour - Amazônia - M. C. Jachnkee



Estou participando de mais um Book Tour, desta vez é do livro Amazônia de M. C. Jachnkee, organizado pela Sarah Marques do Blog Endless Poem.
Temos 15 dias para lê-lo e resenhar no blog, no Skoob, curtir a página do livro e da autora no face.
Os participantes são:

Alessandra Bastos
Neyara Furtado
Delmara Silva
Raquel Araújo
Yasmin Namen
Ana Maria Carmo
Andrea Carmo
Sonia Carmo
Carol Sousa
Maria Santana

E no final, será sorteado entre nós.

18 agosto 2013

PROMOÇÃO 1 ANO DE ESTANTE DE CRISTAL

Oi pessoal, tudo bom?
O Blog Estante de Cristal, da Estela Corrêa está comemorando um ano de vida e, claro, não podíamos deixar de comemorar! Por isso, criamos uma promoção incrível!
Juntos ao Estante de Cristal, estão os blogs amigos Endless Poem, Encantos Paralelos, Borboletas do Saber, Detalhe Feminino, Leituras da Cá, Retalhos no Mundo, 2 Book Girls e Meu amor pelos livros !
São 9 livros para dois vencedores, vai perder?




a Rafflecopter giveaway />Sorteio válido até 18/09/2013
- Resultado será divulgado nas redes sociais dos blogs organizadores;
- Não serão aceitos perfis fakes ou criados exclusivamente para promoções.
- As regras serão devidamente conferidas!
- Contato será feito via e-mail.
- Prêmio:
- Regras sujeitas a alterações sem aviso prévio!

Participe e boa sorte!

17 agosto 2013

Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 3


Se assinalam os 125 anos da sua edição(Os Maias) e uma iniciativa Expresso (Eça Agora) veio chamar a atenção para a obra e a efeméride. De facto, o conhecido semanário oferece o romance, em très edições consecutivas, a que se seguirão, em outras três edições, textos de seis escritores atuais que "trazem" Os Maias até 1973- e um sétimo e último volume sairá um estudo, sobre o romance, do reputado especialista queirosiano Carlos Reis.

Feitas duas perguntas aos escritores que trarão o famoso romance até à decada de 70 do século passado, e todos responderam ao inquérito- com exceção de Gonçalo M. Tavares, que se encontra em viagem.
Inquérito (Final)

É um dos seis escritores que irá "continuar" Os Maias, prolongando-o no tempo, de 1887 até 1973, anos da fundação do Expresso, nos termos dos objetivos do projeto "Eça Agora" desse semanário. Pergunta-se:

1. Considera realizável, para citar o projeto, " dar seguimento à narrativa de Os Maias, à altura de Eça? 

Clara Ferreira Alves   


Se não acreditasse que se podia fazer, não fazia. É ficção, e em ficção tudo é aceitável desde que feito com competência. Os Maias é um dos livros da minha vida, um dos livros responsável pelo facto de eu querer escrever como carreitra e profissão, e nesse sentido sinto-me honrada de integrar este projeto. Era irrecusável.
2. Pela sua parte, escreveu ou vai escrever a sua ficção de forma natural, como qualquer outra, ou entende tratar-se de um desafio particularmente difícil, que exigiu ou exige pelo menos "ousadia" para lhe responder? E qual o ângulo ou tom da sua abordagem, se já o tem e se pode saber?
Clara Ferreira Alves
E é sempre um desafio e particularmente difícil, para usar as mesmas palavras. Neste caso, tratando-se de um romance que me educou e me ensinou, a responsabilidade aumenta. Sou uma queirosiana confessa, inabalável. Sempre que releio Eça fico surpreendida por aquela escrita, aquele humor, aquela ironia e até aquela generosidade. As personagens de Eça são personagens que fazem parte da minha família espiritual, por isso tentei que na minha sequela não se perdessem completamente, não desaparecessem. Tentei honrá-las noutro lugar, noutro tempo. Não tenho um ângulo, tenho um tom, e colocar esse tom na afinação certa foi a minha preocupação. E foi o desafio, Uma queirosiana nunca pode ser anti-queirosiana. Seria abordagem mas não é a minha. De resto, tomei liberdades, porque entendo que a ficção é o território da liberdade, ao contrário do jornalismo, apenso a factos. 


Nota: Um dos princípios para Eça Agora prendeu-se com a cronologia. Cada escritor ficou com vários anos a seu cargo- 12,15 ou mais- iniciando-se a nova história em 1888 (Carlos da Maia tem 37 anos) e prolongando-se até 5 de janeiro de 1973, 

Fonte: JL nº 1117

Próximo post: Alguns tópicos de uma releitura

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12 agosto 2013

Outras Estantes: Coleção Eça Agora: Pacheco Pereira é Fradique Mendes

"O cérebro de Fradique está admiravelmente construído e mobilado. Só lhe falta uma ideia que o alugue, para viver e governar lá dentro. Fradique é um génio com escritos." Era assim que Carlos Mayer, um seu amigo, definia a genialidade improdutiva e irreprodutiva da personagem queirosiana celebrizada pela correspondência.
Carlos Fradique Mendes passa a vida a viajar, a divertir-se e a opinar e, além do mais (e nisto todos os especialistas são unânimes), ele não é uma personagem só, mas três: primeiro, um heterónimo coletivo de Batalha Reis, Antero e Eça; segundo, um fugaz figurante em "O Mistério da Estrada de Sintra"; terceiro, o persistente epistolar.
Ora que tem José Pacheco Pereira a ver com isto? Simultaneamente, pouco e muito. Como Fradique, opina - coisa que fica bem a todos os que têm saúde e disponibilidade para o fazer. Depois, Pacheco não é um, mas pelo menos três: há o José sensível, da poesia matinal no blogue e da cultura vastíssima; há o Pacheco historiador do PCP, biógrafo de Cunhal e classificador do movimento esquerdista e operário; e há o temível Pereira, crítico feroz da verrina política e da dinamite persistente. A dinamite cerebral que ele tenta chegar ao cérebro dos outros mas raras vezes experimenta com o seu.
Porém, ao contrário de Fradique, no cérebro de Pacheco, também ele admiravelmente construído e mobilado, fervilham tantas ideias quantos chineses ilegais cabem num apartamento. Desde logo, as ideias contra o Governo de Pedro Passos Coelho; depois, as ideias contra o próprio Passos Coelho; por último, as ideias contra todas as ideias que possam parecer boas ao dito Coelho. E, para contabilizar mais diferenças, fiquemo-nos por mais esta: enquanto Fradique clamava "Eu não sei escrever! Ninguém sabe escrever!", Pacheco só diz a segunda parte da frase.



Fonte: jornal Expreso
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