29 outubro 2013

Dica Literária da Semana- O Livro Negro de Hilary Mantel

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O livro Negro
Hilary Mantel
Tradução de Miguel Freitas da Costa
Civilização
440 pp
Temática: Literatura, Romance
17,50 euros


Com O Livro Negro, Hilary Mantel entrou na restrita elite dos escritores de língua inglesa que ganharam duas vezes o prestigiado Man Booker Prize. O feito afigurou-se ainda maior do que o alcançado pelos seus pares (Peter Carey, em 1988 e 2001, e J. M. Coetzee, em 1983 e 1999), porque o foi em dois livros consecutivos. Na verdade, O Livro Negro (Bring Up The Bodies em inglês) é a continuação de Wolf Hall e o relato de uma época extraordinária: a Inglaterra de Henrique VIII. A ação centra-se em Thomas Cromwell, primeiro-ministro do rei, e a sua fulgurosa ascensão.É ele que terá de resolver os problemas causados pelo coração bamboleante do monarca, agora apaixonado por Jane Seymour. "A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira", como se lê na contracapa. História que parece ficção, ficção que se confunde com a História, numa prosa que consegue penetrar os segredos que a passagem do tempo oculta mas que a imaginação de Mantel ilumina.
Fonte: JL 
Leia mais:
O Livro Negro (Primeiras páginas)


Veja também: 
Wolf Hall  
Video: 

Wolf Hall, Hilary Mantel - Civilização Editora


27 outubro 2013

Divulgação: Desafio e Projeto no Maravilhosas Descobertas

Hoje, atualizando as minhas leituras de blogs( o que eu adoro fazer), vi o Blog Maravilhosas Descobertas e encontrei algo bem interessante: um desafio e um projeto.
Vamos a eles:
1. Desafio Agarre quantos Autores Brasileiros puder!


Os interessados devem comentar no post do desafio. O desafio começou no dia 25 de outubro e ainda não tem a data do término. E é bem simples: postar as resenhas dos livros nacionais durante o periodo do desafio(25/10  até a data final) e o ganhador será quem tiver mais resenhas postadas.

2.Projeto: Resenhando Séries

Apesar de ser um projeto individual da Mari, qualquer blog que desejar pode participar.

PS: Veja também o post Meta do Mês.

26 outubro 2013

Outras Estantes: Oa Maias Revisitados - Parte 11

João da Ega: Memórias de um Átomo
Seis romancistas 'inventam' um início para o romance que a famosa personagem d'Os Maias desejava escrever e o sétimo imagina a sua estrutura.
1) Manuel Jorge Marmelo 

Eis que posso beneficiar, enfim, de algum sossego após as mil atribulações em que desde o início dos tempos me tenho visto confundido, eternamente em bolandas (1).
A existência de um átomo não é coisa amena nem descontraída, bem pelo contrário, condenado, como é da nossa condição, a participar em contínuo na grande azáfama (4) da reinvenção das matérias mais vulgares do mundo. Entre ser grão de pó e luz das estrelas, já perdi já a noção de quantas substâncias incorporei no decurso do grande tropel do universo, mas não a sua recordação, pois que desde o momento inicial tenho impresso no mais íntimo do núcleo a memória de tudo o que hei de ser até o momento em que tudo se extinga e volva a ser nada. O mais complexo é contá-lo e incluir nisto alguma ordem inteligível. Um átomo não conhece o tempo: existe desde sempre e para sempre - como se, numa comédia, se condensasse o curso da história num único e íntimo instante, numa palavra mínima que resumisse tudo. Hu.
Na fração do ininterrupto em que transitoriamente estacionei, insignificante parcela absoluta no corpo de um escritor de novelas, forcejarei, em todo o caso, por dar sentido e continuidade ao que é amálgama (2) e caos. Redigirei as minhas memórias como se, com voz grave de contador de casos, as narrasse a partir do futuro, de um lapso do espaço-tempo que não existe e é apenas amálgama e quantum (3), eternidade.
Era uma vez, pois, o início do mundo.
(Fonte: JL)

Vocabulário: 
1) Bolandas: s. f. pl. || baldões, tombos. [Usa-se na locução andar em bolandas.] F. talvez do cast. Volandas

2) Amálgama:. Fig. Mistura de coisas ou pessoas de natureza diferente, formando um todo: "Homens de todas as cores, amálgamas de diversas raças..." (Euclides da Cunha, Os sertões.)

3) Quantumsm. 1. Fís. A menor quantidade, indivisível, de energia eletromagnética.

4) Azáfamasf.1. Grande pressa e dedicação na execução de um trabalho, de uma tarefa etc.: "(...) um menino que entrava e saía sem descanso, numa azáfama dos diabos (...)" (Adolfo Caminha, A normalista))

(Fonte: http://aulete.uol.com.br)


Complemento: 

João da Ega

Amigo e confidente de Carlos da Maia e filho de uma viúva rica e beata, de Celorico de Basto.

Caracterização física:

Ega usava “um vidro entalado no olho”, tinha “ nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha” – retrato idêntico ao de Eça.

João da Ega é a projecção literária de Eça de Queirós.

Personagem contraditória – por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico sarcástico do Portugal do Constitucionalismo.


  • Diletante, concebe grandes projectos literários que nunca chega a realizar


(Fonte: http://osmaiasemanalise.wikispaces.com/Personagens+Secund%C3%A1rias)


Post relacionado:
Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 10 

21 outubro 2013

Dica Literária da Semana: Frank - O Andarilho de Sérgio Ribas

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Livro: Frank - O Andarilho

Autor: Sérgio Ribas
Editor: Glaciar
Lançamento: Março/13
Nº de páginas: 96
Tema: Ficção
Preço: 11,95 euros

Frank e Karl falam. A peça acabou e o show continua. Antes? Depois? Entretanto? Frank e Karl falam. Sobre tudo e sobre nada, mas conscientes que cada termo deve ser entendido na sua total propriedade, que até o que pode parecer vazio está cheio de possíveis reflexões. Há uma carta de amor. Antes? Depois? E há Frank e Karl perguntando ao leitor quem são. Caber-lhe-á descobrir. Sérgio Ribas responder-lhe-á. Ou não.
Estudou engenharia e é construtor civil, com uma carreira muito bem-sucedida. Mas Sérgio Ribas surgiu na literatura brasileira como uma novidade. O personagem principal dos seus três livros conquistou os leitores, sobretudo pelas conversas hilariantes e divertidas que mantém com o seu conselheiro. Como diz o autor, "Frank e Karl falam. Sobre tudo e sobre nada, mas conscientes que cada termo deve ser entendido na sua total propriedade, que até cheio de possíveis reflexões". Noutra apresentação, Sérgio Ribas diz: "Num jogo interessante e divertido, misturando sonho e realidade num mundo ora real ora irreal, Frank, nosso personagem, que representa um pouco de cada um, e seu inseparável conselheiro, Karl, vivem e discutem as características típicas das pessoas, as pitorescas, as divertidas, e também as doentias, dentre tantas outras, neste livro que se propõe fundamentalmente a ser divertido e agradável aos queridos leitores, bem como profundo e intrigante, buscando provocar reflexões interessantes."  Frank O Andarilho, o primeiro título do autor a ser publicado em Portugal, é o terceiro da série, que arrancou com Frank e Frank no Grande Palco.
Fonte: JL

  Livro Frank no grande palco - 2006 da editora Alínea e Átomo                                               Livro Frank - O Andarilho da editora Alínea e Átomo
Editora Alínea e Átomo




19 outubro 2013

Outras Estantes: Cinema de bolso

Depois de Rapace (2006), de João Nicolau, um filme português voltou a ganhar a competição internacional do Curtas de Vila do Conde. Carosello, de Jorge Quintela, é um filme de bolso, como lhe chama o próprio realizador, feito com a câmara fixa (com dois planos sobrepostos) e uma narração em voz off. O realizador de 21 anos  também apresentou Ausstieg, na Competição Experimental do Curtas.
Uma nova geração de curtas
A grande surpresa de Vila do Conde não foi o facto do grande prêmio ter sido atribuído a um filme português. Tal já havia acontecido, em 2006, com Rapace, o primeiro filme de João Nicolau. A grande surpresa foi este prémio ter sido atribuído a Jorge Quintela, um realizador principiante, de apenas 21 anos, com um filme de bolso, Carosello, de produção minimalista.Como havia feito no passado com Sandro Aguilar, Miguel Gomes, João Nicolau, António Ferreira, Rodrigo Areias ou, mais recentemente, Basil da Cunha, o Curtas inscreve o nome de Jorge Quintela num palmares dourado, dando visibilidade a uma nova geração, já distante daquela que deu nas vistas no final da década de 90, princípio dos anos 2000, e também com diferentes argumentos. Carosello é minimalista na sua forma. Só há um plano de câmara. À imagem de um carrossel italiano sobrepõe-se a de um homem a falar. Em voz off o seu discurso entre a nostalgia e o humor. Nada mais foi preciso para convencer o júri. Na competição nacional, curiosamente, destacou-se a estreia na realização de Telmo Churro, com Rei inútil. O realizador já há muito que trabalha no cinema, sobretudo na equipa da produtora O Som e a Fúria. Uma estreia feliz, com um humor peculiar, no retrato de um jovem e no seu universo, em que o onírico, por vezes, ganha um peso real. Este palmarés surpreendente deixou de fora alguns dos favoritos como Gambozinos, de João Nicolau (ganhou honrosa no Curtinhas), O Corpo de Afonso( aviso importante, contém cena imprópria para menores), de João Pedro Rodrigues, ou Tabatô, de João Viana.
Na competição internacional, o prémio de ficção foi para uma das grandes cinematografias europeias que precisa de ajuda, devido ao desinvestimento do estado na cultura: a Hungria. Chuva Suave é uma produção húngaro-belga, com realização de Denes Nagy, que num contexto rural (mas sem a arte de Bela Tarr) desvenda a história de um órfão que se apaixona por uma rapariga, mas que tem que descobrir os códigos dos jogos do amor. O prémio de documentário ficou em Espanha, com Bom Dia Resistência, de Adrian Orr. Uma ideia simples e eficaz, conta apenas uma manhã de um pai de três filhos nos arredores de Madrid. Na animação, sem grandes surpresas, foi premiada a imaginação de Gloria Victoria, a conclusão da trilogia de Theodore Ushev, iniciada com Tower Bawher e Drux Flux. Também sem grandes surpresas, o prêmio experimental foi para Cut, de Cristophe Girardet e Mathias Muller, presenças assíduas no Curtas.


 Entrevista:

 Já tinha sido selecionado para Vila do Conde com o filme O Amor é a Solução para a Falta de Argumento, mas acaba por vingar com Carrosello, uma ideia bastante mais simples, quase minimal.Surpreendido?
Carossello e Ausstieg são filmes de bolso, trabalhados com o argumentista Pedro Bastos, que obedecem a premissas. Há um trabalho com a imagem e a palavra. Estabelece-se como regras o uso de um só plano e a narração através de uma personagem. Os filmes partem de uma imagem registada sem a pretensão de transformar em filme. Só ao rever as imagens captadas surge a necessidade de construir uma narrativa.

O conceito de filme de bolso tem que ver apenas com a produção ou também com a forma como os filmes são recebidos? São filmes a pensar em telemóveis e tablets? 
Não necessariamente. O conceito originário de filme de bolso é do meu amigo Paulo Abreu, que tem há alguns anos umas séries chamadas pocket movies, numa lógica de produção reduzida, mas sem as mesmas premissas. A ideia tem a ver com a contenção na estrutura de produção e não com o seu visionamento. O filme foi feito a pensar na sala de cinema.

Temos falado em cinema experimental, mas contudo o seu filme não é abstrato, há uma personagem concreta que nos fala da sua vida... 
A narrativa não é de todo experimental. Até é bastante linear. A experiência está no processo e no artefacto. Mas a barreira entre a ficção convencional e o experimental, em geral, é cada vez mais ténue, vai-se quebrando.

Optou por estes filmes de bolso por uma questão estética ou por necessidade financeira, devido à falta de financiamento?
É um conjunto de fatores. Comecei a fazer estes filmes de bolso em 2010, porque era a única forma de satisfazer o meu desejo de realizar, na ausência de uma estrutura que me apoiasse. Mais tarde acabei por contar com o Bando à Parte e o Rodrigo Areias. E a verdade é que essa estrutura existe porque já foi financiada.

Por que motivo o filme é falado em italiano?
A imagem do carrossel foi filmada na Praça da República, em Florença. Só mais tarde, ao ver esse plano, tive a ideia de filmar uma narrativa. O Ausstieg foi filmado em Berlim e é falado em alemão. Um dos desafios destes filmes de bolso é tentar construir uma personagem dando uma visão sobre a cultura do país em causa.

Que perspetivas se abrem com este prémio? 
Dado o seu caráter experimental, surpreendeu-me logo á partida que o filme fosse selecionado para a Competição Nacional. Por isso, o prémio foi uma grande surpresa. Vai permitir que este e os próximos filmes tenham mais visibilidade. O meu próximo projeto não é um filme de bolso, mas uma curta-metragem, com os meios normais de produção, que recebeu apoio do ICA em 2011.

Destaque : A barreira entre a ficção convencional e o experimental, em geral, é cada vez mais ténue, vai-se quebrando. 

17 outubro 2013

PROMOÇÃO DE 1 ANO DO BLOG MINHA MONTANHA RUSSA DE EMOÇÕES

Oi Galera.


O blog Minha Montanha Russa de Emoções irá completar 1 ano no dia 09/11/2013. Para comemorar o Retalhos no Mundo se juntou com mais 10 blogs, a Única Editora e os autores Vera Lúcia Cervi Mattei. Alma Cervantes. Wudson Silva, Juliana Walker, Iracy Araújo e Deyse Ramos Nicoli  para fazer uma grande festa e o convidado de honra é você leitor.

Como festa sem presente não tem graça serão sorteados 21 livros divididos em 7 kits. Assim 7 sortudos poderão fazer a festa em suas casas ao receberem 3 livros e 1 kit de 10 marcadores.
Gostaram da notícia?

Vamos a lista dos prêmios:
Por uma boa leitura: Livro surpresa
Deyse Ramos: Paraíso

La Vie Est Ailleurs: Livro surpresa
Iracy Araújo: As crônicas da Terra do Lago

Jornalismo na alma: Começar de novo
Juliana Walker: O Escolhido Legado

Minha Montanha Russa de Emoções: A menina que fazia nevar
Detalhe feminino: Desejos dos mortos
Alma Cervantes: Se arrependimento matasse

Draft’s da Nica: Em busca de um final feliz
Retalhos no Mundo: Ecos da morte
Wudson Silva: Anjos – O segredo de Judith

Livros e Marshmallows: Coisas não ditas
Borboletas do saber: A Última música
Vera Lucia Cervi Mattei: Arthannya

Única Editora: De repente, o amor – De repente, é ele – De repente, o destino.

Cada ganhador irá receber 1 kit com 10 marcadores sortidos.


Termos Gerais:
- Esta promoção não tem fins lucrativos, os blogs, a editora e os autores visam somente incentivar a leitura;
- A promoção tem início no dia 09/10/2013 e vai até 09/11/2013 dia do aniversário do Minha Montanha Russa de Emoções.
- Serão sorteados 7 ganhadores dentre os participantes da promoção, sendo que os mesmos estando em conformidade com as regras divulgadas à seguir ganharão 1kit cada um.
- Os ganhadores irão receber um e-mail e deverão respondê-lo em até 2 dias. Caso isso não ocorra, o sorteio será refeito.
- Os livros serão enviados por cada blog e autor responsável em até 40 dias após o recebimento do endereço do ganhador. Caso o prêmio retorne por erro ao informar o endereço este não será reenviado.
-Os blogs, os autores e a Única Editora não se responsabilizam pelo atraso ou extravio dos correios.

Regras:
-Seguir os blogs do formulário que escolher concorrer. (Se quiser concorrer em todos então terá que estar seguindo todos os blogs).
-Curtir a página do autor/livro.
-Deixar um comentário neste post para validar sua participação.
-Ter endereço de entrega no Brasil.


Temos muitas chances extras em cada formulário para ajudar a sua sorte a brilhar.


IndomávelParaíso




Belo DesastreAs Crônicas da Terra do Lago




PaperboyO Escolhido - Legado




A Menina Que Fazia NevarDesejos dos MortosSe Arrependimento Matasse




Em Busca de um Final FelizEcos da MorteAnjos - o segredo de Judith




Coisas não ditasA Última MúsicaArthannya








BOA SORTE!!

14 outubro 2013

Dica Literária da Semana

Se você não tem, compre.
Se você já comprou, leia.
Se você já leu, resenhe.
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Emigrantes
Ferreira de Castro
Cavalo de Ferro
272 pp
Ficção
15 euros

Com Emigrantes, a Cavalo de Ferro inicia a publicação do essencial da obra de Ferreira de Castro, nome forte da literatura portuguesa da primeira metade do século XX. Autor de romances muito célebres no seu tempo, como A Selva, iniciou o seu percurso literário no Brasil, para onde emigrou aos 12 anos. Mais tarde, muito mais tarde, haveria de ser jornalista e percorrer o mundo em consagradas reportagens, mas nesses anos de juventude comeu o pão que o diabo amassou. Teve múltiplos trabalhos e experiências, que de certa forma deram corpo a esta história de homens e mulheres que procuram uma vida melhor do outro lado do Atlântico. "Biógrafos que somos das personagens que não têm lugar no Mundo, imprimimos neste livro despretensiosa história de homens que, sujeitos a todas as vicissitudes provenientes da sua própria condição, transitam de uma banda a outra do oceano, na mira de poderem também, um dia, saborear aqueles frutos de oiro que outros homens, muitas vezes sem esforço, colhem às mãos cheias", escreve Ferreira de Castro no prefácio a este livro. Além do romance, esta edição inclui Pequena História de Emigrantes, texto autobiográfico sobre o regresso do escritor ao Brasil, em 1959.
Fonte: JL

Texto relacionado:

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