02 novembro 2013

Metas do Mês de Novembro/13


Visitando o Blog Maravilhosas Descobertas encontrei um post onde a Mari se propõe a determinar 10 metas por mês para cumprir. E senti que seria um ótimo método para seguir: visto que tenho a tendência de desviar-me do objetivo pretendido.
Por isso, vou escrever as minhas 10 metas para novembro e tentar realizá-las. 
Vamos a listinha?
  1. Agendar/Planejar as leituras do mês (E colocar no Skoob-Vou Ler);
  2. Finalizar a Gincana do Books and Much More: (Jogo das Capas - 12/11) + (Caça-palavras - 18/11)
  3. Postar pelo menos 3 vezes por semana;
  4. Atualiza os posts dos desafios( livros)
  5. Fazer post dos livros que ganhei em promoções/sorteios (atrasadíssima)
  6. Fazer o post com as aquisições da Bienal/13 (idem)
  7. Começar o Desafio de Séries (Maravilhosas Descobertas)
  8. Atualizar o Skoob com os livros da minha estante (pelo menos 10 livros)
  9. Selecionar um blog para participar do Top Comentarista;
  10. Não deixar as resehas para última semana.
  • Blog Ler para divertir
Como bem lembrado pela Luma, tenho mais um item da meta:
11) Participar do 7º BookCrossing Blogueiro (08 a 16/11)

Outras Estantes: Um romance burlesco


Pedro Sena-Lino
Despaís. Como suicidar um país
Porto Editora
336 pp
15,50 euros

Por Miguel Real
(Os Dias da Prosa)-JL

Romance de intervenção, um dos raríssimos romances burlescos portugueses publicados este século, Despaís. Como suicidar um país, de Pedro Sena-Lino, evidencia-se como uma narrativa de revolta contra o sentido político das instituições sociais atualmente reinantes em Portugal e de denúncia contra as elites que as têm dominado, nomeadamente o Estado, provocando intencionalmente o afundamento político, económico e, sobretudo, civilizacional do país, levando-o ao "suicídio" (um referendo popular sobre a extinção de Portugal promovido pela "Plataforma Viriato", de extrema-direita)
Pedro Sena-Lino (PSL), conhecido crítico literário e professor de escrita criativa, pertencente a uma nova geração de emigrantes culturais involuntários, publicou, no campo do romance, 333 (2009). Este seu primeiro romance impressionou seja, como autor, pela erudição histórico-literária e bibliófila de alto nível, seja, ao nível da estrutura de composição, pela capacidade narrativa de criação de múltiplas breves histórias sem perda da unidade estética do texto. Foi um belíssimo romance de estreia.
Despaís. Como suicidar um país possui um estatuto radicalmente diferente. Radicado no ano de 2023, consiste num texto de intervenção social e política destinado a dar voz romanesca a uma nova geração ( a geração dos "precários") e a fazer "despertar" a consciência de revolta da maioria dos leitores, levando-os a uma espécie de insurreição popular. É um texto com explícito e evidente destinatário: o leitor humanista, letrado, com conhecimentos históricos, que assiste hoje, impotente, desprovido de mecanismos instituicionais para fazer valer o seu protesto, à humilhação e ao aviltamento de Portugal operados por uma elite classificada no romance como "neoliberal", elite que, a um nível mais profundo, se encontra apostada em retirar todas as benesses que tinham feito dos portugueses um povo com uma qualidade de vida europeia - justamente, uma das medidas económicas de que a elite política se serve para compensar o défice do Estado consiste no pagamento direto do ensino básico pelos país, anulando o ensino gratuito em Portugal.
Qual o instrumento literário que o autor usa para denunciar e desmascarar a pretensa elite aviltadora da história e dos valores tradicionais de Portugal?
Em primeiro lugar, a sátira, caricaturando e ridicularizando as suas personagens representativas. Assim são trabalhadas as personagens do primeiro-ministro, Sebastião Afonso, o "Capitão Franguinhas", um homossexual fellinesco traumatizado pela história ilustre da família e por uma antiga relação carnal em Berlim com um enigmático Hans, os ministros, os assessores, as secretárias de Estado, as secretárias pessoais, a personagem do "gestor", com a absolutização do jargão económico, como se a anãlise do todo da sociedade se reduzisse a esta ciência, a da "velha", exemplo de mulher idosa e pobre, "Afonso", exemplo de menino exitencialmente desorientado pela mudança brusca de comportamento do país (de gastos ostentatórios para escassez absoluta, expulsos de casa por impossilidade de pagamento da prestação mensal ao banco).
Em segundo lugar, aperfeiçoando o elemento satírico, PSL, em inúmeras situações e sobretudo na caracterização do ministro das Finanças, Judas da Silva, apaniguado do "Quadrado" (substituro da troika com a entrada da FICO, Associação Internacional de Empresas Financeiras), arrasta o texto para o elemento burlesco.
Judas da Silva é, de facto, uma verdadeira personagem burlesca, centro de um autêntico carnaval de efeitos grotescos, cujas consequências se evidenciam pela sua natureza extremada, a começar pela intenção monstruosa e disforme que move a personagem ao longo de todo o texto: levar à falência a maioria dos cidadãos, forçá-los a endividarem-se à FICO, que lhes fica com as casas para destruir prédios, já que só está interessada nos terrenos, vendidos posteriormente a sociedades financeiras internacionais para fins turísticos e de divertimento. Assim são vendidos o Sul e o Centro de Portugal, país que fica reduzido ao Norte, destinado pela FICO a ser dirigido pelo "traidor" Judas da Silva como prémio pela sua ação destruidora, gorada no entanto pela intervenção do presidente da Assembleia da República e pelo Presidente da República, dois políticos humanistas, e pelas tropas espanholas.
Uma personagem burlesca exige situações burlescas. E é assim que dois terços de Portugal é vendido, que se estuda a venda dos Mosteiro dos Jerónimos a uma empresa asiática, que se promove um referendo sobre o fim de Portugal, cuja população resistente, comandada pelo jornalista Bartolomeu Henriques, embarca nas "Crisias" e regressa ao mar: prefere a expectante incerteza do mar à total incerteza da vida em Portugal, país governado por elites autistas e interesseiras.
Texto a necessitar de uma última revisão estilística (percebe-se que foi escrito sob o fogo da paixão da revolta e o fulgor da atualidade), é, no entanto, um ótimo exemplo da intervenção empenhada do artista na cidade, fazendo valer o seu protesto e a sua indignação, não por meios convencionais, como os restantes cidadãos, mas em forma de texto narrativo, usando como instrumento, neste caso, um estilo satírico e burlesco. Outra coisa não fizeram Gil Vicente, o Eça d'A Relíquia, o Camilo d' A Queda de um Anjo, o Saramago de Ensaio sobre a Lucidez, o Lobo Antunes d' As Naus, o Rui Zink d' A Instalação do Medo e tantos outros.

Texto relacionado: 
Como suicidar um país

31 outubro 2013

Maratona de Banca-Out/13: Estrela Cativa de Nora Roberts



Livro: Estrela Cativa (1997)
Título Original: Captive Star
Autora: Nora Roberts
Trilogia As Estrelas de Mithra - Livro II
Tradução: Deborah Barros
Rainhas do Romance Edição 16
Harlequin Books 2008


Sinopse - Estrela Cativa - Trilogia As Estrelas de Mithra 02 - Nora Roberts

O serviço parecia fácil. Tudo que precisava fazer era encontrar uma fugitiva que se negava a dar explicações perante o juiz e o júri sobre seus motivos para atirar no namorado. E ela não estava sequer preocupada em se esconder. Mas o cínico caçador de recompensas Jack Dakota logo descobriria que nada relacionado a M. J. O’Leary se resolve facilmente. 
Agora, ambos estão em apuros, em fuga, na mira de alguém misterioso e tentando despistar uma dupla de assassinos de aluguel. M. J. se recusa a dizer tudo o que sabe, mesmo quando Jack encontra um gigantesco diamante azul em sua bolsa. A intuição de Jack diz que nada relacionado àquela raposinha deve ser digno de confiança... Mas não seu coração, que já se tornou cativo dela. 



Estrela Cativa é o segundo livro da Trilogia As Estrelas de Mithra.
Este é o primeiro livro que leio da série e fiquei bem empolgada: tem ação, suspense, amor, enfim tudo para prender a atenção.
Gira em torno, das lendárias Estrelas de Mithra, que são três diamantes azuis que dizem serem mágicos representando cada uma: o amor, o conhecimento e a generosidade.
M.J. está sendo perseguida, por um homem misterioso, que quer a todo custo os diamantes.
Pelo que eu li, senti necessidade de ler o primeiro livro, a parte do casal fica solucionada. Mas em relação aos diamantes e quem as persegue não.
Então, aconselho que leiam na ordem.

29 outubro 2013

Dica Literária da Semana- O Livro Negro de Hilary Mantel

Se você não tem, compre.
Se você já comprou, leia.
Se você já leu, resenhe.
Se você já resenhou, releia.




O livro Negro
Hilary Mantel
Tradução de Miguel Freitas da Costa
Civilização
440 pp
Temática: Literatura, Romance
17,50 euros


Com O Livro Negro, Hilary Mantel entrou na restrita elite dos escritores de língua inglesa que ganharam duas vezes o prestigiado Man Booker Prize. O feito afigurou-se ainda maior do que o alcançado pelos seus pares (Peter Carey, em 1988 e 2001, e J. M. Coetzee, em 1983 e 1999), porque o foi em dois livros consecutivos. Na verdade, O Livro Negro (Bring Up The Bodies em inglês) é a continuação de Wolf Hall e o relato de uma época extraordinária: a Inglaterra de Henrique VIII. A ação centra-se em Thomas Cromwell, primeiro-ministro do rei, e a sua fulgurosa ascensão.É ele que terá de resolver os problemas causados pelo coração bamboleante do monarca, agora apaixonado por Jane Seymour. "A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira", como se lê na contracapa. História que parece ficção, ficção que se confunde com a História, numa prosa que consegue penetrar os segredos que a passagem do tempo oculta mas que a imaginação de Mantel ilumina.
Fonte: JL 
Leia mais:
O Livro Negro (Primeiras páginas)


Veja também: 
Wolf Hall  
Video: 

Wolf Hall, Hilary Mantel - Civilização Editora


27 outubro 2013

Divulgação: Desafio e Projeto no Maravilhosas Descobertas

Hoje, atualizando as minhas leituras de blogs( o que eu adoro fazer), vi o Blog Maravilhosas Descobertas e encontrei algo bem interessante: um desafio e um projeto.
Vamos a eles:
1. Desafio Agarre quantos Autores Brasileiros puder!


Os interessados devem comentar no post do desafio. O desafio começou no dia 25 de outubro e ainda não tem a data do término. E é bem simples: postar as resenhas dos livros nacionais durante o periodo do desafio(25/10  até a data final) e o ganhador será quem tiver mais resenhas postadas.

2.Projeto: Resenhando Séries

Apesar de ser um projeto individual da Mari, qualquer blog que desejar pode participar.

PS: Veja também o post Meta do Mês.

26 outubro 2013

Outras Estantes: Oa Maias Revisitados - Parte 11

João da Ega: Memórias de um Átomo
Seis romancistas 'inventam' um início para o romance que a famosa personagem d'Os Maias desejava escrever e o sétimo imagina a sua estrutura.
1) Manuel Jorge Marmelo 

Eis que posso beneficiar, enfim, de algum sossego após as mil atribulações em que desde o início dos tempos me tenho visto confundido, eternamente em bolandas (1).
A existência de um átomo não é coisa amena nem descontraída, bem pelo contrário, condenado, como é da nossa condição, a participar em contínuo na grande azáfama (4) da reinvenção das matérias mais vulgares do mundo. Entre ser grão de pó e luz das estrelas, já perdi já a noção de quantas substâncias incorporei no decurso do grande tropel do universo, mas não a sua recordação, pois que desde o momento inicial tenho impresso no mais íntimo do núcleo a memória de tudo o que hei de ser até o momento em que tudo se extinga e volva a ser nada. O mais complexo é contá-lo e incluir nisto alguma ordem inteligível. Um átomo não conhece o tempo: existe desde sempre e para sempre - como se, numa comédia, se condensasse o curso da história num único e íntimo instante, numa palavra mínima que resumisse tudo. Hu.
Na fração do ininterrupto em que transitoriamente estacionei, insignificante parcela absoluta no corpo de um escritor de novelas, forcejarei, em todo o caso, por dar sentido e continuidade ao que é amálgama (2) e caos. Redigirei as minhas memórias como se, com voz grave de contador de casos, as narrasse a partir do futuro, de um lapso do espaço-tempo que não existe e é apenas amálgama e quantum (3), eternidade.
Era uma vez, pois, o início do mundo.
(Fonte: JL)

Vocabulário: 
1) Bolandas: s. f. pl. || baldões, tombos. [Usa-se na locução andar em bolandas.] F. talvez do cast. Volandas

2) Amálgama:. Fig. Mistura de coisas ou pessoas de natureza diferente, formando um todo: "Homens de todas as cores, amálgamas de diversas raças..." (Euclides da Cunha, Os sertões.)

3) Quantumsm. 1. Fís. A menor quantidade, indivisível, de energia eletromagnética.

4) Azáfamasf.1. Grande pressa e dedicação na execução de um trabalho, de uma tarefa etc.: "(...) um menino que entrava e saía sem descanso, numa azáfama dos diabos (...)" (Adolfo Caminha, A normalista))

(Fonte: http://aulete.uol.com.br)


Complemento: 

João da Ega

Amigo e confidente de Carlos da Maia e filho de uma viúva rica e beata, de Celorico de Basto.

Caracterização física:

Ega usava “um vidro entalado no olho”, tinha “ nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha” – retrato idêntico ao de Eça.

João da Ega é a projecção literária de Eça de Queirós.

Personagem contraditória – por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico sarcástico do Portugal do Constitucionalismo.


  • Diletante, concebe grandes projectos literários que nunca chega a realizar


(Fonte: http://osmaiasemanalise.wikispaces.com/Personagens+Secund%C3%A1rias)


Post relacionado:
Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 10 

21 outubro 2013

Dica Literária da Semana: Frank - O Andarilho de Sérgio Ribas

Se você não tem, compre.
Se você já comprou, leia.
Se você já leu, resenhe.
Se você já resenhou, releia.



Livro: Frank - O Andarilho

Autor: Sérgio Ribas
Editor: Glaciar
Lançamento: Março/13
Nº de páginas: 96
Tema: Ficção
Preço: 11,95 euros

Frank e Karl falam. A peça acabou e o show continua. Antes? Depois? Entretanto? Frank e Karl falam. Sobre tudo e sobre nada, mas conscientes que cada termo deve ser entendido na sua total propriedade, que até o que pode parecer vazio está cheio de possíveis reflexões. Há uma carta de amor. Antes? Depois? E há Frank e Karl perguntando ao leitor quem são. Caber-lhe-á descobrir. Sérgio Ribas responder-lhe-á. Ou não.
Estudou engenharia e é construtor civil, com uma carreira muito bem-sucedida. Mas Sérgio Ribas surgiu na literatura brasileira como uma novidade. O personagem principal dos seus três livros conquistou os leitores, sobretudo pelas conversas hilariantes e divertidas que mantém com o seu conselheiro. Como diz o autor, "Frank e Karl falam. Sobre tudo e sobre nada, mas conscientes que cada termo deve ser entendido na sua total propriedade, que até cheio de possíveis reflexões". Noutra apresentação, Sérgio Ribas diz: "Num jogo interessante e divertido, misturando sonho e realidade num mundo ora real ora irreal, Frank, nosso personagem, que representa um pouco de cada um, e seu inseparável conselheiro, Karl, vivem e discutem as características típicas das pessoas, as pitorescas, as divertidas, e também as doentias, dentre tantas outras, neste livro que se propõe fundamentalmente a ser divertido e agradável aos queridos leitores, bem como profundo e intrigante, buscando provocar reflexões interessantes."  Frank O Andarilho, o primeiro título do autor a ser publicado em Portugal, é o terceiro da série, que arrancou com Frank e Frank no Grande Palco.
Fonte: JL

  Livro Frank no grande palco - 2006 da editora Alínea e Átomo                                               Livro Frank - O Andarilho da editora Alínea e Átomo
Editora Alínea e Átomo




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