11 novembro 2013

Dica Literária da Semana: Vikas Swarup

Herdeira Acidental (A) - Ampliar Imagem
A Herdeira Acidental
Vikas Swarup
Tradução de Elsa T. S. Vieira
ASA
400 pp
17,50 euros 
Tema: Ficção

Eis uma informação curiosa: "Embora o autor, Vikas Swarup, trabalhe para o governo indiano, nenhuma das opiniões expressas neste romance deve ser vista como se retratasse de alguma forma a opinião do governo da Índia, ou do autor na sua capacidade oficial". Que as obras de ficção são ficção, todos sabemos, e que qualquer coincidência, como também se sabe, não é mais do que isso: "pura coincidência". Mas talvez haja mais verdade neste romance do que em muita comunicação social. Desde o primeiro livro (Quem que ser bilionário?, cuja adaptação cinematográfica de Danny Boyle, vencedora de um Óscar, deu grande visibilidade ao escritor, cônsul no Japão), Vikas Swarup tem vindo a retratar uma certa Índia, pobre e remediada, em busca de uma vida melhor. Uma Índia que reencarnou também o sonho americano, onde todos os sonhos são possíveis e onde as injustiças podem ser denunciadas. Isso mesmo aprenderá Sapna, uma jovem que se vê forçada a abandonar a universidade para cuidar da família. Mas, como lhe ensinaram, "na vida nunca temos aquilo que negociamos". É o que terá de fazer com quem a acusa e com quem a defende.
Fonte: JL

Sinopse - A Herdeira Acidental - The Accidental Apprentice - Vikas Swarup

A jovem Sapna está destroçada. Obrigada a abandonar a universidade para se dedicar a um emprego medíocre como vendedora de eletrodomésticos em Nova Deli, ela é agora a única responsável pelo sustento da mãe doente e da fútil irmã mais nova. Mesmo para um coração otimista como o seu, é cada vez mais difícil acreditar num futuro melhor… até que um dia, quando o seu desespero é absoluto, algo insólito acontece: um milionário excêntrico quer fazer dela sua herdeira. Sapna pode vir a receber mais dinheiro do que alguma vez sonhou e, com ele, mudar a sua vida e a de todos os que ama. Em troca, terá "apenas" de superar os sete testes do "livro da vida". Sete testes sobre os quais o seu estranho benfeitor mantém segredo absoluto. Assim começa uma viagem rocambolesca que vai testar o seu caráter, a sua coragem e o seu coração. Pelo caminho, conhece pessoas inesquecíveis. De um casal de noivos em fuga a um sex symbol de Bollywood ou a uma insuspeita cleptomaníaca, todos vão, de alguma forma, transformá-la. E quando se depara com o sétimo e último teste - aquele para o qual a vida não a preparara -, Sapna questiona até que ponto será capaz de se sacrificar por um sonho. Vikas Swarup, autor de Quem Quer Ser Bilionário? - que inspirou o filme vencedor de oito Óscares e quatro Globos de Ouro - está de volta com uma história hilariante e dramática, terna e cruel, como o seu próprio país. Tanto a Índia como a sua heroína estão presas entre tradição e modernidade neste romance que nos leva questionar os nossos próprios sonhos e limites. 

10 novembro 2013

A Semana em Retalhos- 03 a 09/11


Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequena informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiro, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui 


Leitura(s) do momento:
Crime e Castigo
Quando o inverno chegar 
Livros emprestados da biblioteca:
Crime e Castigo

Li essa semana:
Caçadas de Pedrinho

Abandonei essa semana:
Nenhum 

Resenhei essa semana: 

Comprei essa semana:
Nenhuma compra
Evento(s) da Semana: 

Top Comentarista:
  • Ler para divertir
  • Livros Românticos
Sorteios:(Participando)
  • Seconde Hand Giveway # 26- Gatos na Biblioteca -Ganhadora: Michelli S

Desafio de comentários




Blog: Livros e Bolinhos: 1 Desafios de Comentários




Promovendo:


Promoção de 1 ano dos blogs: Superbookaholic e Moda e Eu


Ganhei essa semana:
Nada
Recebi essa semana: (pelo correio)
Nada
Desejo Comprar Urgentemente:
No momento nada 
Im in mood for...(gênero literário do momento)
Romance
Super Quote:
Não selecionei nenhum

Vi e viciei(booktrailers, trailers, videos whatever)


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1) Resenhas Lidas
 Desejo Proibido

2) Conhecendo novos blogs:
  • Sangue com amor
  • As Leituras da Mila
  • Surtos da Juleka
  • Cantinho da Mah
  • Louca Escrivaninha
  • Um Sonho Literário
  • iSthen
  • The Little Things
  • O Blog da San

3) Sinopses Lidas


09 novembro 2013

Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 12

João da Ega: Memórias de um Átomo
Seis romancistas 'inventam' um início para o romance que a famosa personagem d'Os Maias desejava escrever e o sétimo imagina a sua estrutura.
2) Miguel Real 

No princípio criou Deus os céus e a terra. E Deus fez-me como ser luminoso. De mim nasceu o primeiro luzeiro e brilhou a primeira luz.
Rompi as trevas que havia e viu-se, entre o abismo hiante das profundezas do Nada, a face de Deus pairando sobre as águas.
E disse Deus, haja luz. E houve luz. Por todos os céus estrelares penetraram as minhas vibrações incandescentes, aclarando os mais ínfimos vórtices de matéria. E luz houve, organizando o caos e banhando de claridade as trevas mais fundas do fundo sem fundo do universo. E com a luz, houve o Tempo, que desde então não cessou de se movimentar, consumindo-me a força vital. São os meus dois filhos, que me esgotarão a vida - o Tempo e o Movimento -, que patriarca um só tenho: Deus, meu Senhor e Criador. Eu, templo de matéria, seu escravo.
Chamou-me Deus à expansão da vida. Da luz nasce o calor, do calor a vida e a vida inundou a terra vazia e sem forma. Separou Deus o céu alvo e a terra escura e, como um berlinde nas mãos de uma criança, acionou a redonda terra, fazendo-a girar infinitamente até o longínquo limite dos tempos e das eras. Fui eu a primeira partícula a beijar de luz a sagrada terra, antes mesmo de esta para todo o sempre ser beijada pelo magnificente sol. Ao esplendor do sol chamou Deus dia e noite ao fulgor prateado da lua. E criou Deus os viventes do dia e os viventes da noite.
Eu, atraído pela potência do astro-rei, pairava a uma velocidade absoluta entre a terra e o sol, criando, na escuridão do vasto espaço gelado e imóvel, uma fímbria de luminosidade que atraiu o santo olhar divino. Por misericórdia, Deus libertou-me da minha prisão gravitacional. Senti-me projetado para a terra, arremessado para o centro da pupila de Adão, que, puro e virginal, lançava o primeiro olhar de desejo para as carnes roliças e ardentes de Eva.
Fonte: JL   


Post relacionado:
Outras Estantes: Os Maias Revisitados - Parte 11 

07 novembro 2013

Sortei-me que te quero-2013/03

Criei esta seção para registrar os sorteios em que estou participando e acompanhar a evolução dos itens a serem sorteados
Post rotativo
(atualizado em 07/11/13)
Post relacionado
Sortei-me que te quero-2013
Sortei-me que te quero- 2013/01
Sortei-me que te quero-2013/02
Promoção #58: Outubro Fantástico
Blog: Ler para Divertir
Promoção# 58: Outubro Fantástico
Kit 1: Ricardo H.



Kit 2: Lucas G.
Kit 3: Merelayne F.
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Blog: Sangue com Amor
Promoção: Primavera entre amigas
Ganhadoras: Aline de Campos
          Manu Hitz
                     Cibele dos Santos
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Blog: La Vie Est Ailleurs
Promoção: Dias das Crianças
Ganhadoras: Anne B.
                 Laura Z.
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Blog: Minha Vida Literária
Promoção: Bienal na sua Casa
Ganhadora:Thalyssa M.
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Blog: La Vie Est Ailleurs
Sorteio de Kit Surpresa de Marcadores
Ganhadora:  Carolina O.

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Blog: Books and Much More
Promoção Aniversário de 2  Anos
Hot  Nicole L.
ThrillerAdriana S.
Romance  Aliny L.
Lembranças   Larissa C.

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Blog: Ler para Divertir
Promoção 53: Fale!
Ganhadora: Cris Aragão

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Blog: Way to Hapiness
1-Diário de Bordo-Bienal 07/09-Nacionais
Ganhadoras: Esterline G.








                    Letícia M.      
            Khrys A
.                Samuka R.
2-Diário de Bordo-Bienal 01/09-Tietando
Ganhadoras: Giselle d.


                Adriana M.
            Aline C
            Thainá C.

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Blog: Ler para Divertir
Promoção 52: Bienal 2013-Fui, vi , curti
Ganhadora: Nara Brasil

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Blog: Ler para Divertir
Promoção 51: Curta a Baraúna
Ganhador: Nardonio Almeida
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Blog: Palavras ao Vento...
Promoção: Leituras Relaxantes-Novo Conceito
Ganhadora: Adrielly S

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Blog: Ler para Divertir
Promoção 50: Farol Leitura, sempre uma aventura
Ganhador: Jean Souza
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Blog: Ler para Divertir
Promoção 49: Meus Livros da Bienal
Ganhadoras :Karla
                              Eva Munhoz
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Blog: As Envenenadas pela maçã
Promoção: 2 livros por semana (3ª)
Ganhadora: Beth
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Blog: Tribo do Livro
Promo Minha Lista de Desejados no Skoob
Ganhadores: Julia R.
                 Paula C.
                     Cristiane S.
                    Vanessa R.
               Tiago F.
            Luiz F.

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Blog: Daily of Books
Promoção: O Niver é da Milla, o presente é meu.
Ganhadora: Daniela C.


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Blog: Endless Poem
Promoção: Você entregaria sua vida nas mãos de um Kindle
Ganhador:  Douglas F.
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Blog:  O maravilhoso mundo da leitura
Promoção-1 do blog
Ganhadores: Rodrigo L.
               Adriana O
                 Fabrica D.
          Rízia C.
           Kelry C.





04 novembro 2013

Dica Literária da Semana: Dan Brown


Se você não tem, compre.
Se você já comprou, leia.
Se você já leu, resenhe.
Se você já resenhou, releia.

 Capa inglesa
Livro: Inferno
Autor: Dan Brown
Tradução de Fernanda Oliveira, Ana Lourenço, Tânia Canho
Bertrand
552 pp
22,20 euros (jul)
Tema: Ficção

O novo e muito aguardado romance de Dan Brown começa com um aviso: "Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados àqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral". E prossegue com factos: "Todas as obras de arte, literatura, ciência e referências históricas citadas neste romance são reais. 'O Consórcio' é uma organização privada com escritórios em sete países. O seu nome foi alterado por razões de segurança e confidencialidade. Inferno é o mundo inferior, tal como descrito no poema épico de Dante Alighieri, A Divina Comédia, que o retrata como um reino de estrutura complexa povoado por entidades conhecidas como sombras -almas desencarnadas presas entre a vida e a morte". Os ingredientes são, por isso, os que encontrámos nos romances anteriores do escritor norte-americano, tornado célebre pelo sucesso mundial de O Código Da Vinci. Uma ficção que quer ser verdadeira, suspense da primeira à ultima página e a religião no centro de tudo. Neste caso, Robert Langdon terá de investigar o poder das sombras e descodificar as passagens mais obscuras da obra de Dante.

Texto relacionado:

Autor Dan Brown lança o livro "Inferno"

02 novembro 2013

Metas do Mês de Novembro/13


Visitando o Blog Maravilhosas Descobertas encontrei um post onde a Mari se propõe a determinar 10 metas por mês para cumprir. E senti que seria um ótimo método para seguir: visto que tenho a tendência de desviar-me do objetivo pretendido.
Por isso, vou escrever as minhas 10 metas para novembro e tentar realizá-las. 
Vamos a listinha?
  1. Agendar/Planejar as leituras do mês (E colocar no Skoob-Vou Ler);
  2. Finalizar a Gincana do Books and Much More: (Jogo das Capas - 12/11) + (Caça-palavras - 18/11)
  3. Postar pelo menos 3 vezes por semana;
  4. Atualiza os posts dos desafios( livros)
  5. Fazer post dos livros que ganhei em promoções/sorteios (atrasadíssima)
  6. Fazer o post com as aquisições da Bienal/13 (idem)
  7. Começar o Desafio de Séries (Maravilhosas Descobertas)
  8. Atualizar o Skoob com os livros da minha estante (pelo menos 10 livros)
  9. Selecionar um blog para participar do Top Comentarista;
  10. Não deixar as resehas para última semana.
  • Blog Ler para divertir
Como bem lembrado pela Luma, tenho mais um item da meta:
11) Participar do 7º BookCrossing Blogueiro (08 a 16/11)

Outras Estantes: Um romance burlesco


Pedro Sena-Lino
Despaís. Como suicidar um país
Porto Editora
336 pp
15,50 euros

Por Miguel Real
(Os Dias da Prosa)-JL

Romance de intervenção, um dos raríssimos romances burlescos portugueses publicados este século, Despaís. Como suicidar um país, de Pedro Sena-Lino, evidencia-se como uma narrativa de revolta contra o sentido político das instituições sociais atualmente reinantes em Portugal e de denúncia contra as elites que as têm dominado, nomeadamente o Estado, provocando intencionalmente o afundamento político, económico e, sobretudo, civilizacional do país, levando-o ao "suicídio" (um referendo popular sobre a extinção de Portugal promovido pela "Plataforma Viriato", de extrema-direita)
Pedro Sena-Lino (PSL), conhecido crítico literário e professor de escrita criativa, pertencente a uma nova geração de emigrantes culturais involuntários, publicou, no campo do romance, 333 (2009). Este seu primeiro romance impressionou seja, como autor, pela erudição histórico-literária e bibliófila de alto nível, seja, ao nível da estrutura de composição, pela capacidade narrativa de criação de múltiplas breves histórias sem perda da unidade estética do texto. Foi um belíssimo romance de estreia.
Despaís. Como suicidar um país possui um estatuto radicalmente diferente. Radicado no ano de 2023, consiste num texto de intervenção social e política destinado a dar voz romanesca a uma nova geração ( a geração dos "precários") e a fazer "despertar" a consciência de revolta da maioria dos leitores, levando-os a uma espécie de insurreição popular. É um texto com explícito e evidente destinatário: o leitor humanista, letrado, com conhecimentos históricos, que assiste hoje, impotente, desprovido de mecanismos instituicionais para fazer valer o seu protesto, à humilhação e ao aviltamento de Portugal operados por uma elite classificada no romance como "neoliberal", elite que, a um nível mais profundo, se encontra apostada em retirar todas as benesses que tinham feito dos portugueses um povo com uma qualidade de vida europeia - justamente, uma das medidas económicas de que a elite política se serve para compensar o défice do Estado consiste no pagamento direto do ensino básico pelos país, anulando o ensino gratuito em Portugal.
Qual o instrumento literário que o autor usa para denunciar e desmascarar a pretensa elite aviltadora da história e dos valores tradicionais de Portugal?
Em primeiro lugar, a sátira, caricaturando e ridicularizando as suas personagens representativas. Assim são trabalhadas as personagens do primeiro-ministro, Sebastião Afonso, o "Capitão Franguinhas", um homossexual fellinesco traumatizado pela história ilustre da família e por uma antiga relação carnal em Berlim com um enigmático Hans, os ministros, os assessores, as secretárias de Estado, as secretárias pessoais, a personagem do "gestor", com a absolutização do jargão económico, como se a anãlise do todo da sociedade se reduzisse a esta ciência, a da "velha", exemplo de mulher idosa e pobre, "Afonso", exemplo de menino exitencialmente desorientado pela mudança brusca de comportamento do país (de gastos ostentatórios para escassez absoluta, expulsos de casa por impossilidade de pagamento da prestação mensal ao banco).
Em segundo lugar, aperfeiçoando o elemento satírico, PSL, em inúmeras situações e sobretudo na caracterização do ministro das Finanças, Judas da Silva, apaniguado do "Quadrado" (substituro da troika com a entrada da FICO, Associação Internacional de Empresas Financeiras), arrasta o texto para o elemento burlesco.
Judas da Silva é, de facto, uma verdadeira personagem burlesca, centro de um autêntico carnaval de efeitos grotescos, cujas consequências se evidenciam pela sua natureza extremada, a começar pela intenção monstruosa e disforme que move a personagem ao longo de todo o texto: levar à falência a maioria dos cidadãos, forçá-los a endividarem-se à FICO, que lhes fica com as casas para destruir prédios, já que só está interessada nos terrenos, vendidos posteriormente a sociedades financeiras internacionais para fins turísticos e de divertimento. Assim são vendidos o Sul e o Centro de Portugal, país que fica reduzido ao Norte, destinado pela FICO a ser dirigido pelo "traidor" Judas da Silva como prémio pela sua ação destruidora, gorada no entanto pela intervenção do presidente da Assembleia da República e pelo Presidente da República, dois políticos humanistas, e pelas tropas espanholas.
Uma personagem burlesca exige situações burlescas. E é assim que dois terços de Portugal é vendido, que se estuda a venda dos Mosteiro dos Jerónimos a uma empresa asiática, que se promove um referendo sobre o fim de Portugal, cuja população resistente, comandada pelo jornalista Bartolomeu Henriques, embarca nas "Crisias" e regressa ao mar: prefere a expectante incerteza do mar à total incerteza da vida em Portugal, país governado por elites autistas e interesseiras.
Texto a necessitar de uma última revisão estilística (percebe-se que foi escrito sob o fogo da paixão da revolta e o fulgor da atualidade), é, no entanto, um ótimo exemplo da intervenção empenhada do artista na cidade, fazendo valer o seu protesto e a sua indignação, não por meios convencionais, como os restantes cidadãos, mas em forma de texto narrativo, usando como instrumento, neste caso, um estilo satírico e burlesco. Outra coisa não fizeram Gil Vicente, o Eça d'A Relíquia, o Camilo d' A Queda de um Anjo, o Saramago de Ensaio sobre a Lucidez, o Lobo Antunes d' As Naus, o Rui Zink d' A Instalação do Medo e tantos outros.

Texto relacionado: 
Como suicidar um país
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