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15 março 2013

Resenha: Ana Karenina de Tolstói


Livro: Ana Karênina – Vol 1 e 2
Título Original: Ana Karenina
Autor: Leon Nikolaievitch Tolstói (1828-1910)
Tradutor: João Gaspar Simões
Editora: Abril Cultural
Ano: 1982
Nº de páginas: 751
Temas: Romance, Literatura Russa.
Perído de Leitura: 06/03 a 14/03/13

Sinopse - Ana Karênina - Volume 1 - Leon Nikolaievitch Tolstói

”Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma a sua maneira”. É o início de “Ana Karênina”, obra de Tolstói, publicada entre 1873 e 1877.
O romance gira em torno do caso extra-conjugal da personagem que dá título a obra, uma aristocrata da Rússia, que aparentemente tem tudo, riqueza, beleza, popularidade e um filho amado, mas sente-se vazia até encontrar Vronski.
A sociedade russa do século XIX e a estrutura de relações que existiam entre as várias classes sociais, são caracterizadas pelas personagens da trama. Para fazer a análise social, Tolstói usa de dois eixos principais: o primeiro é o drama de Anna e o segundo a busca existencial de Levine. O humanismo dos personagens, o que possuem de bom e mau, como seres insondáveis, leva à ações comportamentais imprevisíveis, trazendo uma maior maturidade através de uma abertura dentro dos dogmas que já tinham adotado.
No final, o autor analisa em conjunto todas as perspectivas sobre as quais se pode debruçar a existência, como religião, a filosofia e a ciência.



"Todas as famílias felizes se parecem entre si. as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira"

A leitura deste livro foi inusitada. Fui a biblioteca pegar o livro, abri para ver, e vejo escrito que era a quinta parte, descobrindo desta maneira que era o segundo volume e que o primeiro estava emprestado. 
Não tendo outra solução, comecei a ler por este volume. No inicio, não entendia direito, conforme foi evoluindo a leitura, fui me envolvendo com a história e querendo pegar o mais rápido possível o primeiro volume para saber como foi aproximação dos casais.
Pelo título você pensa que se trata apenas da história de Ana Karenina, não é isso que acontece. São apresentados três casais: Dolly e Oblonski, Kitty e Liêven, Anna Karenina e Karenin(marido) /Vronsky(amante).
No primeiro capítulo, já se apresenta qual seria o tema abordado (traições). Dolly descobre a traição do marido e quer se separar. Liêven  está apaixonado por Kitty e não sabe como se aproximar. Ana vai tentar apaziguar Dolly e o marido e é quando conhece Vrosnky..
Com este amor, uma grande mudança ocorre em sua vida, abandona o marido e o filho, e a sociedade a condena, sendo discriminada e o prestigio perdido.. 
Através das páginas você vai sentido todos os valores morais, religiosos, politicos e o assunto como adultério é o mais visado..
O convivio de Ana e Vrosnkty vai esmaecendo, Ana com o seu ciúme doentio e ele tornando-se cada vez mais distante. Você quer chegar logo no fim, para desvendar o final.
Um livro cheio de conteúdo e que vale a pena ler.

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12 março 2013

Entrando e Saindo da Estante- Ana Karenina


Porque Entrando e Saindo da Estante?
São livros que peguei emprestado na biblioteca ou de alguma pessoa.



Volume 1 e 2

Saindo da Estante

Leon Nikolaievitch Tolstói nasceu na Iásmaia, Poliana, província de Tula, a 9 de novembro de 1828 e morreu em Astapova, província de Tambov, a 20 de novembro de 1910. Filho de uma família de latifundiários de alta aristocracia, foi educado em casa por professores particulares. Sua formação intelectual foi adquirida em contato direto com os livros, longe das escolas. Depois dos primeiros estudos, dentro dos moldes da cultura francesa do século XVIII permaneceu três anos na Universisade de Kazan, onde estudou direito e línguas orientais. Desiludido com o convencionalismo do ensino acadêmico, voltou para casa e atirou-se por conta própria a uma apaixonada pesquisa filosófica. Do período universitário restaria contudo, a profunda influência das ideias de Rousseau. Entre seus trabalhos iniciais, três são autobiográficoa: A História da Minha Infância (1852), Adolescência (1854) e Mocidade (1857). Entre o segundo e o terceiro intercala-se A Manhã de um Fidalgo (1856), romance inspirado pelos ideais e frustações interiores de seu tempo de juventude. Em 1851, Leon e seu irmão Nicolau alistam-se no Exército e partem para o Cáucaso. O jovem escritor comtempla o magnifico cenário das aldeias cossacas, sua vida primitiva e intensa, e participa das caçadas e expedições contra as tribos montanhosas. As experiências da vida militar originaram: A Incursão (1853), A Derrubada da Floresta(1855) e os Cossacos ( 1862).

Desencadeada a Guerra da Criméia (1854/56), Tolstói solicitou sua transferência para a zona de combate e participou do sítio de Sebastopol, descrito depois em Narrativas de Sebastopos (1836). Encerrada a guerra, o escritor abandonou as armas e visitou a São Petersburgo e depois à aldeia natal. Em 1857 esteve na França, Suiça e Alemanha. De volta à Rússia dedicou-se a atividade pedagógicas e fundou uma escola para componeses baseada na moderna educação progressista. O casamento com a Condessa Sofia Andreiona Bers, em 1862 representou o início de um período de quinze anos de paz interior, que dividiu entre uma ativa produção literária, a dedicação à família (teve dez filhos) e a administração da propriedade. Guerra e Paz(1864/69) e Ana Karênina (1873/77) marcam o ápice de vida e da carreira literária do grande escritor.

Entre 1878 e 1879 Tolstói passou por grande crise religiosa, vivendo momentos de misticismo alternados com a negação da fé. Ataca severamente a Igreja Ortodoxa em Crítica da Teologia Dogmática (1879) e propôs, como fórmula mais autêntica, a volta da Escritura- em Concordância e Tradução das Escrituras (1891) e Em que Consiste Minha Fé (1883). Seus últimos trabalho foram: A Morte de Ivan Ilitch (1886), Sonata a Kreiutzer (1889),, À Luz que Brilha na Escuridão (1891), O que é a Arte (1896), Ressurreição (1899) e Hadji Murad (1904).

AnnaKareninaTitle.jpg Capa da primeira edição

Esta história teve várias adaptações para o cinema, e entre as mais conhecidas estão:
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