07 agosto 2011

Eventos Agosto 2011


07/08

Pretty Little Liars, Editora Rocco
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                                     Horário: 15:00



Quarto livro da bem-sucedida série Pretty Little Liars que a Rocco publica no
Brasil, Inacreditáveis mostra que “A”, a misteriosa figura que mandava e-mails
 e torpedos ameaçando revelar os segredos das ex-melhores amigas Spencer
 Hastings, Emily Fields, Hanna Marin e Aria Montgomery, não estava brincando.
Participe do bate-papo e concorra a prêmios!
07
Ago
Hora da Criança Zastras apresenta contações de histórias
Saraiva MegaStore New York City Center                       Horário: 16:00

Baseadas nos livros 
Odila croc croc, A contadora de histórias, O grande peludo e Humberto Amarílis,
 as contações acontecerão durante a tarde!
 Traga as crianças para momentos inesquecíveis de diversão e imaginação.
07
Ago
Hora da Criança apresenta Histórias de Natal, de Augusto Pessôa, Editora Escrita Fina
Saraiva MegaStore Botafogo Praia Shopping                           Horário: 16:00

“Histórias de Natal” reúne belos contos populares de várias regiões do mundo, recontados e ilustrados pelo contador de histórias Augusto Pessôa. Além de escrever e ilustrar, a criançada vai ter a oportunidade de ouvir essas histórias contadas pelo próprio Pessôa, na contação para lançamento do livro.





10
Ago
Pocket Show com Jay Vaquer para lançamento do CD Umbigobunker!?, Lab 344
Saraiva MegaStore Ouvidor             Horário: 12:30

O 6º álbum de Jay Vaquer, Umbigobunker!?, conta com repertório todo inédito e autoral e participação de Maria Gadú na faixa "Do Nada, Me Jogaram Aos Leões". Como indica o nome do CD, as músicas giram em torno do cotidiano de Vaquer, conhecido pelas músicas Cotidiano de Um Casal Feliz e A Falta que a Falta Faz.

11
Ago
Pocket Show com Manu Santos para lançamento do Cd Nossa Alegria, SalaDeSom
Saraiva MegaStore Ouvidor                 Horário: 12:30

Manu é da primeira geração de filhos da Lapa. Sua voz doce já encantou em participações no grupo Seresta Moderna, ao lado do compositor João Roberto Kelly e também como vencedora no II Mostra de Talentos do Carioca da Gema, reduto de grandes artistas. Nesse primeiro CD procura timbres acústicos, ritmos brasileiros e a mais bela poesia para fazer par com sua voz. Produzido por André agra, Nossa Alegria tem participação de Carlos Cesar, Pedro Moraez, Giló, entre outros.
13
Ago
Hora da Criança Zastras apresenta contações de histórias
Saraiva MegaStore Shopping RioSul              Horário: 16:00

Baseadas nos livros “Odila croc croc”, “A contadora de histórias”, “O grande peludo” e “Humberto Amarílis”, as contações acontecerão durante a tarde! Traga as crianças para momentos inesquecíveis de diversão e imaginação.
13
Ago
Hora da Criança Cantos da Mata com Histórias Pra Boi Dormir
Saraiva MegaStore New York City Center                             Horário: 16:00

O “Histórias pra Boi Dormir” entra na mata brasileira do norte ao sul do país e tenta descobrir a verdadeira história sobre os personagens típicos do folclore brasileiro. Com muita musica e adereços cênicos, "Cantos da Mata" descobre os problemas do desmatamento e busca idéias para a preservação da Flora e da Fauna.


13
Ago
Hora da Criança Formato apresenta contação da história Tia Carlota não escuta direito e entende tudo do seu jeito
Saraiva MegaStore NorteShopping                                  Horário: 16:00

Os moradores da Casa Amarela foram surpreendidos por uma visita não muito querida: a Tia Carlota, irmã do Vovô Gatônio. Liloca já foi logo resmungando que seria difícil aturar a mal-educada, que, mal chegou, foi farejando o cheiro da macarronada. O grande problema é que a Tia Carlota, além de chata, não escutava direito e fazia tudo do seu jeito. Até que um dia, Liloca arquitetou um plano para fazê-la ir embora. Que plano terá sido esse?


14
Ago
Hora da Criança Zastras apresenta contações de histórias
Saraiva MegaStore Botafogo Praia Shopping           Horário16:00

Baseadas nos livros “Odila croc croc”, “A contadora de histórias”, “O grande peludo” e “Humberto Amarílis”, as contações acontecerão durante a tarde! Traga as crianças para momentos inesquecíveis de diversão e imaginação.
18
Ago
Pocket Show com Zé Ricardo para lançamento do CD Vários em Um, Warner
Saraiva MegaStore Ouvidor                             Horário: 12:30

Com produção de Plinio Profeta, o quarto álbum de Zé Riardo, Vários em Um, sintetiza a maturidade que sua obra atingiu: canções autorais enlaçadas em arranjos que valorizam cada nuance das melodias e experiências sonoras com elementos eletrônicos, instrumentos rústicos e até uma levada de samba construída com o digitar de uma antiga máquina de escrever Olivetti em “A Filha da Sorte”.
18
Ago
Lançamento do livro Pequenas Agências, Grandes Resultados, de Antônio Lino Pinto
Livraria Saraiva Leblon                                     Horário: 19:00

A Livraria Saraiva e a Editora Clio lançam “Pequenas agências, grandes resultados”, que apresenta situações práticas e linguagem simples para que os profissionais de agências de propaganda envolvidos nas áreas de administração e finanças possam ter um bom atendimento dos processos de gestão de seus negócios, em temas como: gestão de custos, orçamento, fluxo de caixa, lucro presumido, mudança no faturamento por força da Lei e muito mais.
18
Ago
Lançamento do livro Empresa familiar – É Sim – Um Bom Negócio!, de José Renato de Miranda, Editora Loyola
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                       Horário: 19:00

Um livro provocativo pelo título, uma vez que as empresas familiares são conhecidas pelos inúmeros conflitos, Empresa familiar – é sim – um bom negócio! é resultado da experiência de José Renato de Miranda como consultor. Com prefácio da PricewaterhouseCoopers- PwC e orelha da Federação das Indústrias do Estado do Rio, o livro traz exemplos de casos reais e pesquisas realizadas pela PwC.
19
Ago
Lançamento do livro Até Eu Te Encontrar, de Graciela Mayrink, Editora Usina de Letras
Saraiva MegaStore Shopping RioSul            Horário: 19:30

O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? São essas respostas que Flávia tem responder quando troca o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma “mudança de ares”.
20
Ago
Hora da Criança Cantos da Mata com Histórias Pra Boi Dormir
Livraria Saraiva Leblon                                            Horário: 11:00

O “Histórias pra Boi Dormir” entra na mata brasileira do norte ao sul do país e tenta descobrir a verdadeira história sobre os personagens típicos do folclore brasileiro. Com muita musica e adereços cênicos, "Cantos da Mata" descobre os problemas do desmatamento e busca idéias para a preservação da Flora e da Fauna.
20
Ago
Encontro de fãs Irmandade da Adaga Negra
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                                    Horário: 15:00

A série internacional de vampiros a "Irmandade da Adaga Negra", de J.R. Ward já conta com nove livros e é um dos principais sucessos do gênero. Cada volume conta a história de um dos vampiros da Irmandade e sua luta pela sobrevivência e suas paixões arrebatadoras. Participe do encontro de fãs e concorra a brindes! Humanas Lit. Estrangeira
20
Ago
Hora da Criança apresenta Quibungo, de Maria Clara Cavalcanti, Editora Escrita Fina
Saraiva MegaStore NorteShopping                                       Horário: 16:00

Quibungo é um gigante de aparência feroz muito temido pelos habitantes da aldeia de Kunta, um menino corajoso e curioso. O encontro inusitado do monstro com o menino é o tema do livro que será contado pela própria autora, Maria Clara Cavalcanti.

20
Ago
Hora da Criança Formato apresenta contação da história Tia Carlota não escuta direito e entende tudo do seu jeito
Saraiva MegaStore New York City Center                                   Horário: 16:00

Os moradores da Casa Amarela foram surpreendidos por uma visita não muito querida: a Tia Carlota, irmã do Vovô Gatônio. Liloca já foi logo resmungando que seria difícil aturar a mal-educada, que, mal chegou, foi farejando o cheiro da macarronada. O grande problema é que a Tia Carlota, além de chata, não escutava direito e fazia tudo do seu jeito. Até que um dia, Liloca arquitetou um plano para fazê-la ir embora. Que plano terá sido esse?
21
Ago
Hora da Criança apresenta Um Menino Chamado Negrinho, de Hellenice Ferreira, Editora Escrita Fina
Livraria Saraiva Leblon                                            Horário: 16:00

A lenda do Negrinho do Pastoreio ganha uma versão delicada e belamente ilustrada no livro que será contado pela própria autora, Hellenice Ferreira.
21
Ago
Hora da Criança apresenta Viva eu, Viva tu, Viva o Rabo do Tatu!, de Cristina Villaça, Editora Escrita Fina
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                                        Horário: 16:00

“Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!” é inspirado nas belas histórias contadas na coleção “Disquinho”, coordenada por Braguinha. Apaixonada pela obra do compositor, Cristina Villaça decidiu homenageá-lo criando uma narrativa com cara de canção, recheada de rimas e bom humor. Para o lançamento do livro, a autora conta essa história para a criançada. Diversão garantida!
22
Ago
Lançamento do livro Conversas com Jovens Diplomatas, de Celso Amorim, Editora Saraiva
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                                     Horário: 19:00

Resultado de palestras que o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim fez aos alunos do Instituto Rio Branco, Conversas com jovens diplomatas compõe um retrato inédito do relacionamento do Brasil com o mundo. No livro, o ministro fala da política externa do governo Lula, com ênfase no relacionamento comercial, na abertura de novas frentes de negócios internacionais e nos tratados que o país assinou na ONU, na OEA e na OMC, entre outros.
23
Ago
Lançamento do Livro O Avesso do Terninho, de Carla Bellino, Editora Clio
Livraria Saraiva Leblon                                                Horário: 19:00

A publicitária Carla Bellino lança o livro que tem como tema o dia-a-dia de uma executiva moderna. A aparência convencional da personagem principal, porém, é mera ilusão: ela tem de sair de diversas "saias justas" e manter a classe ao mesmo tempo. Bem-humorado e leve, o livro tem tudo para estar na sua estante em breve.
26
Ago
Pocket Show com Juliana Lima para lançamento do CD O Dom, Tratore
Saraiva MegaStore Ouvidor                                       Horário: 12:30

Com mais de 10 anos de carreira, Juliana Lima lança o seu quarto álbum, que faz jus ao título: O Dom. Neste trabalho, a artista mostra seu talento em um trabalho eclético que mistura samba, bossa, baião e jazz. No disco, Juliana exalta as nuances de sua voz – suave, intensa e forte – além do próprio dom de transformar tudo em música.
27
Ago
Clube do Livro Saraiva – Romances
Saraiva MegaStore Shopping RioSul                                     Horário: 15:00

Desde os clássicos, como Jane Austen, até o queridinho da lista de mais vendidos, o americano Nicholas Sparks, as histórias românticas nunca saem de moda. A jornalista Frini Georgakopoulos vai discutir alguns dos livros mais famosos do gênero e quer saber, qual é o seu romance favorito?
27
Ago
Hora da Criança apresenta Quibungo, de Maria Clara Cavalcanti, Editora Escrita Fina
Saraiva MegaStore Botafogo Praia Shopping                                Horário: 16:00

 
Quibungo é um gigante de aparência feroz muito temido pelos habitantes da aldeia de Kunta, um menino corajoso e curioso. O encontro inusitado do monstro com o menino é o tema do livro que será contado pela própria autora, Maria Clara
Cavalcanti.





















 

Primeira[1][2][3][4]Última
Primeira[1][2][3][4]Última

04 agosto 2011

A melhor revista de cinema do mundo

Por Marcelo Forlani, do blog Omelete

As pessoas sempre me perguntam de referências, sites, revistas e livros sobre cinema que valem a pena acompanhar.
 
Bom, a minha fonte favorita no mundo das velhas mídias é a revista inglesa Empire. Ao unir com maestria o bom texto com o bom humor, eles conseguem não apenas informar, como também divertir.


Uma das minhas seções favoritas se chama "Pint of Milk", que são entrevistas que tiram o entrevistado da sua "zona de conforto", perguntando coisas como "quando foi a última vez que você usou transporte público?", "você já infringiu a lei alguma vez?" e a pergunta que dá título à página: "quanto custa um pint (aproximadamente 600ml) de leite?"
 
Outro diferencial da revista é conseguir muitas matérias exclusivas. Há cerca de um ano publicaram um bate-papo histórico com James Cameron, Steven Spielberg e Robert Zemmeckis falando sobre captação de performance, que um dia foi apenas motion capture, mas Cameron e seu Avatar elevaram para "Emotion Capture", conseguindo captar não apenas os movimentos, mas todas as emoções dos atores.

Na edição do deste mês, a capa é esta aí do lado, O Hobbit, fruto de uma visita ao set de filmagens do próximo filme de Peter Jackson. É ou não motivo de sobra para ter aquela invejinha branca?



Retalhos do Mundo:

Seria muito bom se houvesse uma revista assim no Brasil. Vocês conhecem alguma?

03 agosto 2011

Lobão lança autobiografia "50 Anos a Mil"

Foi ao lado do jornalista Claudio Tognolli que o músico Lobão decidiu escrever a autobiografia. Motivado pela chegada aos 50 anos(hoje ele já contabiliza + 3), contou a sua trajetória sem recriminação em publicação extensa com 600 páginas. Abrange desde a infância no Rio de Janeiro, o primeiro contato com a música e os sucessos em bandas e carreira solo. Não faltam bastidores, polêmicas e música na vida de Lobão, seus fãs de diversas gerações poderão ter contato com os períodos distintos vividos pelo músico. Além de histórias 50 anos a mil  também traz entrevistas de Elza Soares, Ritchie e da produtora Maria Juça. Duas canções inéditas-"Das tripas, coração" e "Song for Sampa"- e amplo material fotográfico completam o lançamento da Editora Nova Fronteira.
Saraivaconteúdo


http://www.youtube.com/watch?v=hKJHMsd3R0k&feature=player_embedded#at=21


Das Tripas Coração

Lobão

Composição: Júlio Barroso, Cazuza, Ezequiel Neves e Lobão
Quem foi que disse a você, quero saber
Que perder é o mesmo que esperar?
Quero saber quem é que vai ficar tranquilo
perdido na beira do abismo, sangrando?
Se você pudesse ter alguém de joelho aos teus pés
A pedir o teu final
Sussurrando todo seu calor na tua orelha
Procurando uma palavra que não fosse em vão
Que fizesse você compreender...
Que eu abandono meu lugar rasgando as veias
Derramando o meu amor pelas areias
Anuncio um lindo sol radiante
A última alvorada em teu semblante
E na perfeição de um céu sem sombras
A gente vai se encontrar
Quem é que vai zombar desse Deus trapaceiro
Nesse Rio de Janeiro
Quem é que vai anunciar a próxima atração
E uivar pra lua cheia gargalhar dos tormentos do mundo
Quem é que vai ficar sorrindo jogando palavras ao mar
Vendo a terra toda estremecer
Quero saber quem é que vai guardar toda essa dor
De ficar sozinho no convés sem a tripulação
Sou eu...
Que abandono meu lugar rasgando as veias
Derramando o meu amor pelas areias
Anuncio um lindo sol radiante
A última alvorada em teu semblante
E na perfeição de um céu sem sombras
A gente vai se encontrar
E das tripas coração mais uma tarde
Pra levar o meu amor pra eternidade
Meu amigo, por favor, me aguarde
Que a gente vai se encontrar
Que a gente vai se encontrar



Song for Sampa

Lobão

Composição: Lobão
Eu ainda nem senti o que faz você vibrar
e os automóveis passam pelas ruas
caminhando com ninguém
a cidade ao meu redor
Eu quero alento para o recomeço
e vai acontecer, eu vou te libertar
pra gente sair,
sonhar feliz pelas noites sem luar.
E de que vale o céu se as nebulosas de faróis vem me dizer que isso é pra sempre?
Passageiros no metrô ouvem blues e rock'n'roll,
eu penso "essa é a minha cidade",
gosto tanto de você, para sempre vou te amar,
esse é o tempo depois do futuro.
E vai acontecer, eu vou te libertar
pra gente sair, sonhar feliz pelas noites sem luar.
E de que vale o céu se as nebulosas de faróis vem me dizer que isso é pra sempre?


Capa do livro "50 Anos a Mil"
Era um daqueles sábados de azul desconcertante no Rio. A entrevista com Lobão seria numa livraria em Ipanema, bairro pelo qual ele circulou a vida toda. Mas o cantor carioca preferiu transferi-la para um hotel no Flamengo. Queria ficar mais próximo do Aeroporto Santos Dumont, de onde decolaria para a cidade onde decidiu envelhecer: São Paulo. Aos 53 anos, o momento, em que está saindo da MTV e se voltando exclusivamente à música, seu ofício primaz, é considerado pelo próprio "um rito de passagem". O marco é o lançamento da autobiografia "50 Anos a Mil", em que narra não só suas quase quatro décadas de vida profissional, iniciada aos 17 anos ao lado de Lulu Santos e Ritchie, na banda Vímana, mas também os anos que forjaram sua personalidade, quando aprendeu a rir de si mesmo.
O jornalista Claudio Tognolli coassina a capa, estampada por um Lobão mais grisalho e magro do que a imagem fixada no imaginário brasileiro. A primeira pessoa, no entanto, é do roqueiro: "Eu não tava a fim de escrever. Mas quando fiz o prólogo, não parei mais, e escrevi 900 páginas. Logo percebi que se essa história fosse contada por outra pessoa, seria trágica. Chega às raias da inverossimilhança", conta o músico, ou melhor, o multiartista - assim se reconhece -, por vezes tachado de "decadente" e "recalcado".
Compositor de sucessos cantados há quase 30 anos, dos hinos "Me Chama" e "Rádio Blá" às criações mais recentes, baterista desde criança, toca guitarra e violão, e bem. É um sobrevivente, e está (bem) disposto para mais 50 anos.
Artista de apelo jovem, cultuado talvez igualmente pelo talento e pela porra-louquice, viveu os excessos das drogas dos anos 80 (principalmente cocaína, mas também heroína), só que conseguiu colocar a cabeça para fora. Acabou padecendo da dor de se tornar órfão dos grandes amigos, que morreram em plena atividade criativa (Júlio Barroso, Cazuza).
A 'vida louca, bandida' o jogou na prisão e na bancarrota, por conta dos gastos com advogados. A relação visceral com a música, a religiosidade (carola na infância, depois espírita), as brigas pela distribuição independente de seu trabalho, as desavenças no meio artístico, as vaias do Rock in Rio - tudo é contado no livro de forma quase sempre jocosa. Tire as crianças de perto e viaje com esse narrador-personagem, um ícone do rock nacional, que revela dramas, exageros e controvérsias com eloquência e ritmo. E sem arrependimentos.

Agência Estado | 17/12/2010



Entrevista Revista Quem
    Revista QUEM: Como se sente aos 53 anos?
     Lobão: Me sinto muito bem, estou melhorzinho, não sou titio, “yo soy Lobón”. Só meu olho que está mal. Uso óculos para miopia, mas mesmo assim não enxergo bem. Acho que estou com catarata, dizem que a cortisona estraga a vista cedo, sei lá. Mas estou me preparando para envelhecer, ser escritor e continuar fazendo meu som. Eu sou bem-sucedido porque sei o peso do trabalho. Se parar de trabalhar, no mês que vem vou morar embaixo da ponte. São apenas meus primeiros cinqüenta anos, ainda tem muita coisa por vir . Sempre fui cara que quis ser caseiro, ter uma família. Sou casado há 20 anos. Pô, adoro minha mulherzinha (que ele chama de Regininha). Tenho três gatos, o Lampião, a Maria Bonita e a Dalila, e adoro morar em São Paulo. Estou muito mais bonito atualmente porque estou melhorando 
    QUEM: Por que tomava cortisona? 
    Lobão – Eu tinha nefrose, uma doença nos rins. Desde 1 ano eu tomava cortisona pra c…. Os médicos diziam que eu não sobreviveria, então minha mãe não me deixava fazer nada – escrever, calçar os sapatos, sair para brincar… Ela me superprotegia além da conta. Eu tinha tudo para ser um babaca, estava morto desde criança, na minha carreira me enterraram mil vezes, mas o rock’n’roll me salvou. 
    QUEM: Como foi o período que passou na prisão?
     Lobão – Fui pego com um galho de maconha (em 1987). Nem tinha erva, era só um galhinho. Cumpri três meses na cadeia com dois chefes do Comando Vermelho. Fiquei amigo dos caras porque levei caixas de Rivotril (tranquilizante) para a galera. Imagina, eles cheiravam cocaína num calor, dentro daquele cubículo! 
    QUEM: Depois que saiu da cadeia, como foi?
     Lobão – Fui muito bem tratado por eles (do Comando) e me tornei membro, uma espécie de diplomata do Comando Vermelho. Nunca gastei grana com farra: ganhava pó, uísque e até barra de ouro. Passava dias virado, cheirando pó, sob o fogo cruzado. Aí, a tia Bolinha, uma senhora lá do morro (da Mangueira), fazia suco de laranja para mim. Ela falava: “Menino, você está há dias sem comer nada, só cheirando esse troço. Precisa de vitamina”. Eu agachava para não levar nenhum tiro e ia tomar o suco
     QUEM: Até quando você se relacionou com criminosos? 
    Lobão – Ah, meu, acho que até 1992. Sumi de lá quando fui ameaçado. Um cara me mandou cheirar e eu estava de boa, não queria, mas ele insistiu e ameçou matar um amigo se eu não obedecesse. Agora, estou limpo, não uso mais droga, mas acho que devia ser legalizado. O crime tem muita força, meu, eu estava lá dentro, eu vi! Queria escrever só sobre esse tempo que passei no meio do crime. Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô! Era marginalizado pela sociedade e fui buscar a marginalidade real. Mas minha vida tem outras histórias… minha mãe se suicidou por minha causa. 
    QUEM: Como foi isso? 
    Lobão – Ela era bipolar. Tivemos uma briga porque eu estava cansado das inúmeras tentativas de suicídio dela. Em seguida, ela deixou de tomar o remédio do coração e disse a todo mundo que, se morresse, a culpa era minha. Ela disse: “Meu filho, quando eu morrer, coloca uma bandeira do Botafogo e toca meu samba-enredo preferido”. Coitada, só achei um lápis que tinha a bandeirinha do Botafogo. Mas, no velório dela, eu batuquei no caixão, como ela pediu. O povo me tachou de mau filho, mas eu não estava nem aí com eles. Só fiquei aliviado depois que escrevi esse livro. Minha mãe, Ruth, era professora, tentou dezenas de vezes o suicídio. Mas conto com muita naturalidade, me tratei como personagem, me desprendi e me curei com isso. Penso que se hoje consigo rir disso tudo, é porque estou curado 
    QUEM: Você também tentou se matar, em 1999. Por quê?
     Lobão – Minha tentativa de suicídio não foi depressão química, foi uma reação saudável de querer me salvar, estava sem saída. A indústria fonográfica só me queria se eu gravasse um acústico, porque os artistas da minha geração só gravavam acústicos. Um dia, em que bebi, fiquei deprimido, peguei o canivete suíço, serrei os pulsos, fui para a janela e me seguraram para eu não cair. Me pegaram com camisa de força e, a partir daí, fique três meses sob vigilância integral. Olho para isso e não me arrependo. 
    QUEM: Gastou muito dinheiro com drogas? 
    Lobão – Que nada. Eu parecia um exu : chegava no palco e já ganhava seringa, garrote, heroína, cocaína. Torrei toda minha grana para me livrar da polícia e pagar propina para juiz. No livro, tem documentos que mostram que eu era perseguido, havia uma ordem para qualquer um poder me prender a qualquer momento.O Claudio Tognolli fez a pesquisa da perseguição que eu sofria na ditadura e conversou com as pessoas.
     QUEM: O que você lembra da sua infância?
     Lobão – Levava muita porrada quando era criança, tinha muito apelido porque minha mãe me engomava muito. Eu era completamente anacrônico, parecia um menino da década de 30 . Naquela época, só tinha maluco e meu pai me vestia completamente diferente dos outros meninos, ele colocava roupa da época da guerra em mim. Aí, não tinha jeito, era esculachado por todos. Aos 12 anos, ia a centro de macumba. Tinha tesão em pomba gira. Ela é a imagem da puta, falava de sexo, amava ir pra ficar vendo ela. Uma vez, resolvi fazer uma sessão para o Exu Caveirinha em casa: tive a minha primeira crise epilética naquele dia. Quando acordei, estava tudo quebrado, a gaveta bagunçada, uma destruição completa. Um médico me curou com uma lanterninha. Segundo ele, era um problema no alinhamento da córnea, o nervo ótico está desorientado, sei lá. Desde 1993, estou curado 
    QUEM: Você tem uma filha, como é sua relação com ela? 
    Lobão – A relação é desprezível. Sabe aquele casamento em que a mulher fala mal de você para a filha? Não tenho o menor contato. Não conheço ela basicamente. Não quero falar nem o nome, nem invocar, porque nessa hora vai ter um monte de ratazanas atrás de mim. Só posso dizer que ela é uma carioca típica. Tudo de que eu discordo.
     QUEM: O que pensa sobre a música da geração atual? 
    Lobão – Esse agrobrega novo quer ser rock, mas é muito ruim. O Luan Santana, por exemplo, é uma minhoca, uma degenerescência estética, depõe contra a inteligência. 
    QUEM: Conte sobre sua briga com Herbert Vianna…
     Lobão – Eu fiz “Me Chama”, ele fez “Me Liga”, eu fiz o disco “Cena de Cinema”, ele fez o “Cinema Mudo”, entre outras coisas. Eu dei pito nele, briguei, mas me falaram que no fundo ele é meu fã. Me disseram que, depois do acidente, quando ele estava voltando do coma, ele pediu um violão e começou a cantar “Chove lá fora e aqui…” Quer fixação maior que isso? Eu simplesmente não concordo com a maneira como ele se nutre dessa admiração. Só que agora ele está na cadeira de rodas. Vou dizer o que para ele? 
    QUEM: Quais foram as consequências disso? 
    Lobão – Essa minha briga com o Herbert Viana decretou minha solidão. Era eu e o resto, todos os meus amigos se bandeavam para o lado dele. Virei o doido, o maluco, o vilão. A música do Hebert, além de ser copiada, era ruim. Mas a crítica estava toda comprada. Então, no final de 1989, ninguém mais estava com a bola nenhuma, estava morta a nossa geração de artistas por causa dessa polarização, de muita briga. Acho que a minha cisão com o Herbert implodiu a geração 
    QUEM: Como foi o fim da união com a Blitz ?
    Lobão – Fui baterista da Blitz, mas não ganhei muito dinheiro como eles. Na época do sucesso “Você não soube me amar”, eu comia pão com mortadela, não tinha um puto no bolso, e o pessoal estava comprando sítio, apartamento duplex. Eu não assinei contrato com a gravadora porque eles queriam que eu rasgasse uma fita que eu tinha com composições próprias. A gravadora falou: “Ou você rasga isso aí ou não tem contrato”. Como eu não assinei, me dei mal. A Blitz teve que virar uma banda infanto juvenil pra fazer sucesso, pô! Eu não concordo nisso. Jonas Tucci 
    QUEM: Você se sente esquecido no cenário musical? 
    Lobão – Eu sumi da biografia do Cazuza, sou o melhor amigo dele, a gente era a voz da nossa época . Ele falava: “Lobão, você teve que ser preso e eu tive que pegar uma Aids pra gente aparecer “. Eu faço parte da história do Cazuza, eu ajudei a construir tudo isso, mas me baniram da história, por isso eu resolvi escrever o livro. Ainda tenho que aturar crítico musical dizendo que eu lanço mão da musica do Cazuza . Mas os caras mal sabem que a música “Vida Louca Vida” é minha. Ele também cantou, mas a música fui eu que fiz e cantei primeiro. Tem gente que me assiste na MTV e acha que eu surgi agora, ali. O livro tem um historia muito densa e as pessoas tem que saber a minha historia . Numa m … de país como esse, o povo tinha que me amar porque eu sou um gênio (risos) 
    QUEM: Por que resolveu escrever sua biografia?
     Lobão – Eu era rei das manchetes de jornal, vendo mais revista e jornal que disco. Nada mais justo do que poder vender muito livro. Eu lutei e consegui a numeração dos discos. Antes, os artistas não sabiam quantos discos vendiam e as gravadoras ganhavam em cima do número que queriam. Eu escrevo sobre a minha geração, sou o primeiro dessa época a escrever e contar sobre ela. Acho isso muito importante.
    Retalhos no Mundo:
    Acho que exagerei no post, mas nele dá pra sentir como é o Lobão e uma geração.
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