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28 julho 2012

As capas históricas dos discos com as trilhas sonoras de novelas

Dancin'days, Anos Rebeldes, Gabriela, Sassaricando, Vale Tudo, Roda de Fogo, O Astro, Baila 

Comigo, e muitas outras




Retalhos no Mundo: 
Você teve ou tem alguns destes discos?

Eu assisti todas as novelas e séries, mas disco mesmo só o Roda de Fogo(ainda tenho, como os de outras novelas).


18 julho 2012

“As ‘Girls’ não existiriam sem ‘Sex and the City’”, diz criadora da série

14/07/2012 - POR MARIANE MORISAWA, DE PASADENA (CALIFÓRNIA



Lena Dunham é roteirista e atriz da nova série da moda. Ela contou à Glamour o que as quatro amigas de Nova York tem para dizer

Lena Dunham passou por aquele momento “e agora?” logo depois de se formar na universidade. Foi difícil arrumar emprego, e ela teve de se virar em lojas de bebês e estágios pouco promissores. Hoje, sua vida tomou um rumo bem melhor: aos 25, é criadora, roteirista e atriz de “Girls”, seriado da HBO produzido por Judd Apatow (“Missão Madrinha de Casamento”) que é um dos maiores sucessos da temporada e estreia dia 23 no Brasil. Essas experiências todas – fora uma certa tendência de se envolver com os caras errados – viraram tema dos episódios, protagonizados por quatro garotas de 20 e poucos anos às voltas com as dificuldades da vida adulta. Lena Dunham falou à Glamour:

Muito se falou sobre as semelhanças de “Girls” com “Sex and the City”. Mas acha que “Girls” existiria sem “Sex and the City”?
Acho que essas garotas de “Girls” não poderiam existir sem “Sex and the City”. Suas ideias sobre o que significa ser mulher e o que significa morar em Nova York são totalmente formadas por “Sex and the City” e as ideias de feminismo que existiam no seriado. Eu me lembro de ler o livro “Ele Não Está Tão a Fim de Você” na faculdade porque alguém mencionou em “Sex and the City”. O impacto cultural da série é gigantesco.


 Mas “Girls” é muito diferente
Eu espero que sim. Nós sabíamos que ia haver comparações, porque são garotas em Nova York e são quatro amigas, mas acho que o tom e o conteúdo são diferentes. E também a idade das personagens, elas estão num momento na vida totalmente diferente das mulheres de “Sex and the City”.Mas “Girls” é muito diferente.

É bem novo ver que essas garotas moram em apartamentos apertados e bagunçados, normalmente não é assim na televisão.
Eu sei! A produtora Jenni Konner e eu dizíamos, quando estavam construindo os cenários: “Temos de deixar esses apartamentos bem pequenos”. Aí quando estávamos rodando vimos que chatice é filmar num cenário apertado! Você deseja não ter tido essa ideia (risos).


Girls home (Foto: Divulgação)

Sendo tão jovem, você é invejada por muitos. Como foi que conseguiu ter seu projeto aprovado pela HBO?
Eu fiz o filme “Tiny Furniture” e tive sorte porque as pessoas viram e houve repercussão. Isso possibilitou que eu encontrasse as pessoas da HBO, Jenni Konner e Judd Apatow. Acho que só foi possível porque decidi fazer um filme sozinha, sem apoio, e isso levou a que pessoas me apoiassem. Agora tenho essa infraestrutura excelente, o que torna tudo mais fácil e menos aterrorizante do que poderia ser. Mas realmente não esperava ter só 25 anos e passar por essa experiência! (risos)


Não há pressão em trabalhar com Judd Apatow, diretor de tantas comédias de sucesso e produtor de “Missão Madrinha de Casamento”?
Sim! Quando o encontrei pessoalmente pela primeira vez, ele foi a Nova York, e eu estava tão nervosa! Fiquei esperando na frente de seu hotel, porque cheguei uma hora adiantada, usava minha roupa mais adulta (risos). Aí ele desceu usando camiseta e shorts de ginástica e parecia tão relaxado que, sem trocar uma palavra, todo o medo foi embora. Ele é uma pessoa tão calorosa e confortável... Colabora muito e tem bastante experiência, mas não fica demonstrando isso. Quanto ao sucesso de “Missão Madrinha de Casamento”, só nos ajuda, porque o filme prova que Judd entende aquelas comediantes, aquele público... Isso sempre apareceu em seu trabalho, mas agora ficou provado que as mulheres podem ser engraçadas. É uma boa atmosfera para um seriado como o nosso.


O seriado vai falar de tudo? Gravidez, aborto? Não há nenhum assunto proibido?
Tentamos falar de tudo que uma garota dessa idade possa experimentar. Tentamos ser sensíveis, mas também ser realistas. São preocupações quando você tem essa idade: gravidez, DSTs, questões emocionais. Quando você tem 24 anos, sua vida envolve tipos diferentes de drama (risos).


Seus pais parecem bastante liberais. Eles viram o seriado? Houve algum momento esquisito?
Eles viram algumas coisas, porque querem acompanhar pela televisão, o que acho bem fofo. Se bem que, se passar na mesma hora de “Homeland”, vamos ter um problema (risos). Mesmo assim, sempre é esquisito quando seus pais a veem fazendo uma cena de sexo. Meu pai, mais do que minha mãe, cobre seus olhos. Ele não fica chateado que eu tenha feito, mas acha estranho assistir. O que me parece totalmente razoável (risos).


Tanto “Tiny Furniture” quanto “Girls” têm homens se comportando de maneira realmente irritante em relação às garotas. Isso é algo comum entre rapazes nova-iorquinos dessa idade?
É uma combinação de algo particular de nova-iorquinos dessa idade, que se sentem no direito, que acham que podem falar com as garotas da maneira como quiserem, porque estamos em tempos liberais, que têm medo de compromisso, e minha própria atração inexplicável por tipos irritantes, sei lá por que razão... (risos) É minha cruz!


Você mencionou que passou por uma série de humilhações. Qual a pior de todas?
Elas não são grandiosas. São pequenas coisas que acontecem diariamente, quando você está tentando se relacionar com outras pessoas. Meus dois primeiros filmes são sobre caras que querem dormir na sua cama, mas nem trocar um beijo. São relações confusas, indefiníveis, que levam a muita vergonha e ansiedade. Colocando-as na tela eu posso pensar bastante nelas e aí repetir tudo de novo! (risos)


Passou por estágios horríveis, como sua personagem?
Sim. Teve um em que precisei cuidar do marido de uma pessoa, porque ele estava gripado, e ela não queria ficar doente (risos). Realmente, não queria usar meu diploma para isso. Ao mesmo tempo, não queria ser demitida. Mas também teve um dia em que todos estavam fora e eu me tranquei para fora do escritório. Minhas coisas estavam todas lá dentro... Fui para casa, não sabia mais o que podia fazer! Eu era a pior estagiária do mundo.
  

Você tira tantas coisas da sua vida para o seriado, mas sua vida deve ter mudado tanto... não teme que fique sem material?
Temos uma grande equipe de roteiristas, então, contando todo o mundo, temos um bom estoque de histórias e experiências. Mas, mesmo se você é mais bem-sucedida no trabalho, ainda assim se relaciona com outras pessoas, e isso nunca é simples só porque as questões profissionais estão melhores. Espero que não, mas acredito que sim, haverá mais experiências pessoais para colocar no seriado! (risos)
Fonte: Glamour

13 abril 2012

A morte dos Chicos ou o que morre com Chico Anysio

30/03/2012 6:00

Nehac


Muito se tem escrito desde a morte de Chico Anysio no último dia 23. A maioria dos textos chama a atenção para a importância do gênio do humor, com seus mais de duzentos personagens, construídos ao longo de sua carreira no rádio, televisão, cinema, como ator, escritor, diretor, comentarista, poeta e artista plástico. Uma das observações apresentadas por importantes veículos de comunicação é que não se pode, pela grandiosidade de sua obra, reduzi-lo a humorista, dada à sua diversidade. Isso me levou a elaborar este texto para discutir o lugar decisivo de Chico Anysio como grande cômico e humorista.
Ser politicamente incorreto no Brasil hoje é motivo de orgulho entre os que desfilam uma pretensa luta contra qualquer interdição ao pensamento. Sob o rótulo de “incorretos” muitos “comediantes” se veem autorizados a recorrer a antigos estereótipos e em uma versão mais extremada de fazer jornalismo de má qualidade, sob o julgo de desfilarem irreverência. Ora, o Brasil no dizer de José Simão, o país da “piada pronta”, marcado pela cultura do politicamente incorreto, nunca precisou que seus humoristas fizessem a defesa da incorreção.
O que se percebe é que a “batalha” contra o politicamente correto travada pela “nova geração” de humoristas (Pânico na TV, CQC, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, entre outros) é um problema em que dois aspectos da comicidade se opõem. Em sua definição clássica, o humor se distingue entre o bom e o mau riso, outro argumento clássico para a dimensão cômica é o caráter de distanciamento e superioridade do sujeito e objeto de quem se ri.
Elias Thomé Saliba, um dos grandes estudiosos do humor no Brasil, discute como que o humor ganha impacto no Brasil, no surgimento da imprensa moderna, no final do século 19 e início do século 20, dissolvendo as concepções clássicas do cômico. Isto não é definido de forma tão esquemática, no entanto o que se vê é uma tensão entre uma tradição clássica de humor, em que o sentido de superioridade precisa ser articulado para que ocorra a graça, e um sentido libertário, do humor que transgride a esse distanciamento.
E é nisso que mais sentiremos falta do humor produzido por Chico Anysio! Se de um lado ele possuía uma linguagem direta, dura, sexista, machista e misógina, por outro, como recorda o historiador Saliba, suas personagens mudavam de lado, os papéis eram trocados, e, retomavam ao universo do burlesco, continham reversão de significado. Só para lembrar um desses, a atriz cômica de cinema e TV Zezé Macedo (1916-1999), que, segundo ela própria, fazia sempre personagens de “empregadinhas e mulheres feias”; na Escolinha do professor Raimundo atuava como a Dona Bela. A antítese e o jogo de contrários nesse caso provoca a comicidade pelo contraste.
Para quem acredita que stand up é uma linguagem nova, atualíssima, é importante lembrar que Chico Anysio utilizou desse gênero nos anos de 1950 no rádio, e, posteriormente na antiga TV Tupi em 1960, no programa “Chico City”, utilizando-se apenas de microfone, habilidade verbal e grande comicidade. Como pode se verificar está aí mais uma distinção entre Anysio e os “novos” humoristas. Não se tem feito stand up com comicidade.
Têm-se utilizado humor para fazer crônica jornalística, com baixa qualidade artística no texto. Chico Anysio foi um humorista e um grande cômico, pois se utilizou da totalidade de recursos do cômico, do corpo, da ludicidade, com o objetivo de provocar o riso, basta lembrar o pai de santo Painho (“Affe! Eu tô morta!), o deputado Justo Veríssimo (“Quero que pobre se exploda!”) e a gaúcha Salomé, que conversava ao telefone com o então presidente João Batista Figueiredo e criticava o governo dos militares.
Chico Anysio foi um dos grandes, juntamente com Oduvaldo Vianna, Grande Otelo e Oscarito, morrendo com ele mais um pouco de nossa capacidade autêntica para a irreverência, aquela que transforma o cômico em uma linguagem para dialogar com a realidade que o cerca. Por isso, insisto, perdemos na última semana um grande humorista, e, esta é a palavra que melhor o define, pois “humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo”.
Thaís Leão Vieira

Professora do departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Rondonópolis. colunanehac@gmail.com.

Fonte: Correio de Uberlândia

05 novembro 2011

Culo



O lançamento foi feito pela Interscope Geffen A&M e conta com um vídeo especial para sua divulgação, com a música Pass At Me, de Timbaland com Pitbull. Culo será lançado oficialmente no dia 22 de novembro.

Veja o vídeo de divulgação de Culo: (Fonte:Contigo)

http://www.youtube.com/watch?v=prrVS7IwbbQ&feature=player_embedded


O renomado fotógrafo canadense Raphael Mazzuco vai lançar, uma obra definitiva sobre uma paixão nacional, mas parece ter abrangência planetária: o bumbum.
"Culo", um livraço de 248 páginas, trará fotos emblemáticas de derrières de famosas como Lady Gaga e Fergie, vocalista da banda Black Eyed Peas, mas quem rouba a cena, para variar, são duas brasileira: Gisele Bundechen, cujo bumbum perfeito ilustra a capa, é a modelo e atriz Ana Araújo, namorada do Rolling Stone Ron Wood.(Fonte: O dia)

13 setembro 2011

Cantores que viram atores

Por Luiza Baptista

Alguns cantores não se satisfazem apenas com o sucesso de seus clipes e/ou show. Muitos veem na atuação uma maneira de conseguir mais fãs e dinheiro, claro, existem aqueles que fazem apenas pela arte.
Não é de hoje que personalidades do mundo da música se arriscam como atores. Já em 1956 o Rei do Rock invadia as grandes telas do cinema com Love me Tender. E Elvis não parou no primeiro sucesso, atuando em diversos filmes, como: Loving you, G.I. Blues, Feitiço Havaiano eEstrela de Fogo


.Muitos anos depois, outro cantor de Memphis ficou famoso por seus passos de dança, música e atuação. Justin Timberlake, ex-N’sync, conheceu o sucesso na extinta boyband e acabou atuando em algumas produções cinematográficas. O cantor chegou a receber elogios por seu desempenho em Edison, Alpha Dog e no programa Saturday Night Life, mostrando sua veia humorística.


Sua ex-namorada, Britney Spears, também aproveitou o sucesso musical para tentar a carreira de atriz. Seu principal filme foi Crossroads, mas a cantora pop também fez participações especiais nas séries How I met you mother e Glee.

No mundo pop, também temos o exemplo da cantoraMariah Carey, que fracassou ao tentar se lançar como atriz. Seu filme Glitter não atingiu o público esperado, e foi muito criticado na imprensa especializada. Mesmo assim, a cantora ainda participou de produções de sucesso, como Preciosa.


No Brasil são muitos os exemplos de cantores que se misturam com atores. O papito Supla já testou seus talentos para atuação na novela Um anjo caiu do céu e na minissérie Sex Appeal, além de alguns filmes.Maurício Mattar lançou alguns Cds românticos e fez sucesso em novelas.Fábio Junior segue a mesma linha, com papéis em Roque Santeiro e Corpo Dourado, por exemplo, da qual foi protagonista. Ainda temos a dupla Sandy e Junior, que estrelou uma série, a novela Estrela Guia e o filme Aquária
.Quais atores/cantores você se lembra?

Fonte:A Trilha Sonora

08 setembro 2011

O novo look de Katy Perry

Cantora muda madeixas ruivas para loiras.

Katy Perry deu o que falar com seu novo look durante o lançamento do filme ‘The Smurfs’, no último dia 24, em Nova York. Ela literalmente incorporou a Smurfette, que também é loira, e tem sua voz dublada por ela no filme. A idéia foi caracterizar a personagem e permitir maior identificação com o público. A cantora também usou um mini-vestido com estampa de Smurfette, sapatos azuis, e unhas decoradas com imagens de todos os personagens do filme.

Katy está sempre inovando e mudando seu visual. Ela, que é morena e recentemente esteve ruiva, já usou perucas coloridas e diversos cortes de cabelos. 


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E você, prefere qual look na cantora?



16 agosto 2011

A devassa e as artimanhas da mídia para iludir

Por Luciano Pires 


Mas que crise econômica, que corrupção, que nada! Parem tudo! A Sandy disse que é possível ter prazer anal! Pô, não foi qualquer uma não, foi a Sandy!  A do Júnior, cara! A filha do Xororó! E o assunto ferveu nas mídias sociais, virou tema de acaloradas conversas na hora do cafezinho e quadros e enquetes em programas de televisão.


Sandy, a devassa, parou o Brasil.
A coisa explodiu quando a revista Playboy apresentou a capa da sua edição de agosto de 2011 com um ensaio fotográfico com Adriane Galisteu e uma chamada muito sugestiva:  Entrevista Sandy - “É possível ter prazer anal.”
Era só o que faltava! A doce Sandyzinha que todos vimos crescer, falando em prazer anal? Aliás, esse é um daqueles temas que tocam fundo, sem trocadilho. E uma lição valiosíssima para entender como é que os profissionais da comunicação fazem para ganhar nossa atenção. Impossível ler a frase da Sandy e ficar impassível! Pois fui atrás da entrevista e achei o trecho fatídico. Veja só:
Playboy – Dizem que as mulheres não gostam de sexo anal. Você concorda com isso?
Sandy – Então... Não tem como não responder isso sem entrar numa questão pessoal. Mas, falando de uma forma geral, eu acho que é possível ter prazer anal. Sim, porque é fisiológico. Não é todo mundo. Deve ser a minoria que gosta.
Ora, ora, então a Sandy não é uma militante do sexo anal! Sua resposta foi até bem diplomática, algo como nem contra nem a favor, muito pelo contrário. Mas será que a danadinha pratica, hein? 


Olha a continuação da entrevista:Sandy – ...Deve ser a minoria que gosta.Playboy – Uma minoria na qual você se inclui?
Sandy – Não vou dizer. Essa é uma pergunta que me faria por em prática minhas aulas de boxe (risos).
Ora essa! Então ela não disse que gosta. Não disse que é bom. Não disse que as pessoas devem praticar. Ela apenas disse que isso é uma questão pessoal, que não falaria sobre suas preferências, mas que acha que é possível ter prazer anal e que uma minoria deve gostar. Ponto. Não consigo imaginar uma resposta melhor. 


Quem me lê há tempos já sabe da minha “Teoria dos 4 Rês”: notícias sem a menor relevância, passadas por pessoas sem qualquer responsabilidade, são recebidas por nós sem nenhuma reserva e recebem ressonância desproporcional. Os profissionais da comunicação sabem trabalhar as informações, signos, ritmos, como ninguém, para nos capturar pela emoção. Marotamente pinçada para fora do contexto, a frase “eu acho que é possível ter prazer anal” transformou-se numa confissão, e a Sandy virou devassa.
Abre o olho, meu. É assim que a coisa funciona.

Palestrante e escritor, Luciano Pires é editor do site Café Brasil

04 agosto 2011

A melhor revista de cinema do mundo

Por Marcelo Forlani, do blog Omelete

As pessoas sempre me perguntam de referências, sites, revistas e livros sobre cinema que valem a pena acompanhar.
 
Bom, a minha fonte favorita no mundo das velhas mídias é a revista inglesa Empire. Ao unir com maestria o bom texto com o bom humor, eles conseguem não apenas informar, como também divertir.


Uma das minhas seções favoritas se chama "Pint of Milk", que são entrevistas que tiram o entrevistado da sua "zona de conforto", perguntando coisas como "quando foi a última vez que você usou transporte público?", "você já infringiu a lei alguma vez?" e a pergunta que dá título à página: "quanto custa um pint (aproximadamente 600ml) de leite?"
 
Outro diferencial da revista é conseguir muitas matérias exclusivas. Há cerca de um ano publicaram um bate-papo histórico com James Cameron, Steven Spielberg e Robert Zemmeckis falando sobre captação de performance, que um dia foi apenas motion capture, mas Cameron e seu Avatar elevaram para "Emotion Capture", conseguindo captar não apenas os movimentos, mas todas as emoções dos atores.

Na edição do deste mês, a capa é esta aí do lado, O Hobbit, fruto de uma visita ao set de filmagens do próximo filme de Peter Jackson. É ou não motivo de sobra para ter aquela invejinha branca?



Retalhos do Mundo:

Seria muito bom se houvesse uma revista assim no Brasil. Vocês conhecem alguma?

23 junho 2011

Chico Buarque

http://www.jobim.org/chico/


Entre os documentos para consulta encontram-se algumas relíquias da vida do artista, como o livro de impressões da mãe do compositor que relata seus primeiros anos de vida. Ou a história em quadrinhos “O Chico-mirim”, que escreveu aos 12 anos, além de matérias a respeito de sua carreira.
Para consultar alguns conteúdos específicos como cartas e alguns vídeos é necessário ir pessoalmente ao Instituto. Já foram disponibilizados os acervos de Tom Jobim, Lucio Costa eDorival Caymmi. Entre os próximos da lista estão Gilberto Gil e Milton Nascimento.
O Que:Acervo pessoal de Chico Buarque
Quanto:Catraca Livre
Onde:
Instituto Antonio Carlos Jobim
Endereço:rua Jardim Botânico, 1008 - Rio de Janeiro - RJ

Fonte: Catraca Livre

12 junho 2011

Jennifer Lopez ganha em tribunal


10-06-2011
A justiça norte-americana determinou que o vídeo com imagens íntimas de Jennifer Lopeze do ex-marido Ojani Noa seja devolvido à cantora, através do seu advogado.
O vídeo com as imagens de J-Lo foi entregue à justiça pelo produtor Ed Meyer, que foi ainda obrigado a apagar todos os arquivos informáticos ligados ao caso.

Fonte:Vidas


11 junho 2011

Shakira dança no varão em lingerie


10-06-2011
Conhecida pelas poses sensuais e provocantes, Shakira surpreende no videoclip da música ‘Rabiosa'. A cantora, de 34 anos, aparece em lingerie preta a dançar agarrada a um varão.
Segundo a imprensa espanhola, a namorada do futebolista Gerard Piqué gravou o vídeo em Barcelonae para a dança do varão teve que ensaiar muitas horas. 

Fonte:Vidas

Retalhos no Mundo: Você já assistiu o vídeo?


30 maio 2011

Bar Refaeli em produção sensual


28-05-2011
Na primeira produção depois de terminado o namoro com o actor Leonardo DiCaprio, a modelo israelita Bar Refaeli posou muito sensual para a edição de Junho da revista ‘GQ' alemã.
Após uma relação de cinco anos, o actor e a manequim decidiram pôr amigavelmente termo ao namoro e parecem ter refeito a sua vida sentimental.
Com efeito, DiCaprio tem sido visto com a actriz Blake Lively e a deslumbrante manequim israelita foi fotografada em clima de romance com um desconhecido em Berlim, na Alemanha. 



Fonte:Vidas

29 maio 2011

Arquivada queixa contra Mariah Carey


28-05-2011
O Departamento de Serviços Sociais e da Família de Los Angeles arquivou a denúncia contraMariah Carey, que era acusada de tomar bebidas alcoólicas quando ainda estava na maternidade onde deu à luz os gémeos.



Fonte: Vidas

16 maio 2011

Tecnobrega: a nova música brasileira tipo exportação

A mistura de ritmos folclóricos do Pará com música eletrônica se tornou a bola da vez em clubes e festas da Europa e dos Estados Unidos, acompanhando uma onda de pesquisas por músicas produzidas em periferias

Por Rodrigo Levino

Organizados em pequenos selos musicais e produtoras de festas, DJs americanos e europeus promovem uma espécie de intercâmbio de novos gêneros musicais

Em dezembro de 2009, o DJ inglês Lewis Robinson, de 44 anos, se embrenhou no mercado de Ver o Peso, em Belém do Pará, para descobrir o que era o tecnobrega. “Fiquei espantado ao encontrar uma música brasileira que não é excessivamente polida como a bossa nova”, diz ele. Referir-se ao tecnobrega como "não excessivamente polido" é uma forma muito mais do que polida de descrever essa mistura tóxica de carimbó, brega dos anos 70, calipso e música eletrônica. Mas Lewis queria isso mesmo. Levou para casa, em Londres, dezenas de discos e passou a alimentar com eles a festa BatMacumba, que produz mensalmente em Nothing Hill, na capital inglesa.

Não só as noites londrinas são abaladas pelo tecnobrega. Em Nova York, Paris ou Montreal é possível escutar as suas batidas. O gênero está definitivamente em ascensão entre os DJs. Seus expoentes são artistas como Wanderley Andrade e Banda Calypso, que fazem o tecnobrega "clássico", e Waldo Squash, Maderito e Gaby Amarantos, que praticam uma variação mais recente e ainda mais encorpada da música paraense, batizada de eletromelody.

Conhecida como Beyoncé do Pará por causa das formas voluptuosas, Gaby Amarantos gravou há pouco um single que já faz algum sucessso em clubes da Europa O que ela canta, com timbre indomável e sintetizadores estridentes, é uma versão de Águas de Março (morra, bossa nova, morra!). “Só falta agora cantar no exterior”, diz Gaby. Não deve demorar.

World Music 2.0 – O single de Gaby Amarantos foi lançado por um selo alemão de música eletrônica. A produção ficou a cargo do DJ carioca João Brasil, que tem agenda nos próximos três meses na Alemanha, em Portugal, na Suíça e na Áustria. João – ao lado de outros nomes, como Chico Dub e Patrick Torquato – é um integrante brasileiro do movimento de DJs e produtores nomeado Global Guettotech ou World Music 2.0 (a contraparte eletrônica daquele gênero que congrega tocadores de bongô caribenhos e flautistas andinos).

Organizados em pequenos selos, dezenas de DJs canadenses, americanos, alemães, holandeses e ingleses promovem uma espécie de intercâmbio de funk, tecnobrega, kuduro, guarachero, calipso, merengue e cumbia, gêneros musicais produzidos em países como Brasil, Colômbia, México, Angola, Costa do Marfim e África do Sul. Oriundas de países que muitas vezes sequer tem indústria fonográfica estabelecida, as músicas são “traficadas” por meio de CD caseiros, pen drives e sites de download gratuito. Em menor escala, música dos Bálcãs e da Ásia é arrolada no esquema de troca.

Trocando informações por e-mail, redes sociais e blogs, os DJs e produtores organizam viagens para pesquisar novos ritmos “periféricos” e, ao voltarem para os seus países de origem, criam novas versões dessas músicas, combinando-as com house, techno e dubstep. A partir disso, mudam-se até os nomes. O merengue, ritmo típico da República Dominicana, se transformou em merengue street nos clubes de Amsterdam quando remixado com tecno e reggaton, este de origem jamaicana.

No Brasil, a garimpagem dos estrangeiros começou há alguns anos. O primeiro “achado” foi o funk carioca, que DJs como o americano Diplo e o já mencionado Lewis Robinson trataram de divulgar. O funk está perdendo espaço para o tecnobrega porque esse é mais fácil de dançar. “Quando eu toco tecnobrega em festas na Europa, percebo que as pessoas dançam mais. O funk é agressivo por natureza, os estrangeiros gostam mas não sabem direito como se mexer”, diz João Brasil. Mas ainda há interesse pelo gênero dos morros cariocas. Em fevereiro deste ano, o DJ americano Al Doyle foi detido por policiais durante uma visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. “Eles não acreditaram que eu estava procurando discos de funk”, escreveu Doyle no Twitter pouco depois de ser liberado.

Dance, dance, dance – A troca de músicas entre os DJs e os produtores gerou um circuito de festas temáticas em três continentes. As características comuns a esses eventos são a mistura de música eletrônica tradicional com ritmos locais, quase sempre sincopados, dançantes e com coreografias de forte apelo sexual.

Certamente não era nisso que estava pensando o compositor alemão Karlheinz Stockhausen, em suas experimentações pioneiras com a eletrônica, no final dos anos 40. A música eletrônica nasceu assim: como uma das vertentes mais cerebrais da composição erudita. E ela conservou essa característica por um bom tempo, mesmo depois de entrar na corrente sanguínea do pop. Basta lembrar dos discos do também alemão Kraftwerk.

Hoje em dia, no entanto, a música eletrônica é o contrário do que era ao nascer. Dos primórdios, só guardou a ideia dos “loops”, as repetições de batidas ou frases musicais. Mas com um único objetivo: fazer dançar. Ela é, em resumo, música de festa. Quem frequenta as festas na Europa e nos Estados Unidos, pode ter um pouco de “curiosidade antropológica”. No Leblon, ouve-se funk com uma certa ironia. Mas tanto a curiosidade antropológica quanto a ironia se acabam na pista. Nas pistas de tecnobrega, aliás, a música eletrônica completa o seu trajeto: de cerebral, a totalmente descerebrada. Ou será que ainda dá para ir além?

A bossa nova ainda é o gênero musical brasileiro mais exportado. Pontualmente, cantores e grupos venceram a barreira da língua e fizeram relativo sucesso no exterior. Em alguns dos casos, mais por excentricidade do que por talento.

1. Kaoma

Foi o grupo responsável por espalhar na Europa, principalmente na França, a epidemia da lambada. Com a insuportável Chorando se Foi, Kaoma permaneceu por dois anos, entre 1989 e 1991 entre as mais tocadas pelas rádios francesas.

2. É o Tchan
Em 1998, o festival de jazz de Montreaux, um dos mais tradicionais do gênero, arruinou a sua reputação ao escalar um dos piores grupos de música já surgidos no Brasil e seus hits como Tira e Bota, Ariga Tchan e Pega no Bumbum. Além, claro, das rebolativas e seminuas dançarinas.

3. Chico César

Em 2003 o cantor alcançou o primeiro lugar nas paradas européias na categoria World Music, um gênero que comporta sem problemas rimas como ‘Mama África, a minha mãe é mãe solteira / e sabe fazer mamadeira / todo dia’. Ele também se apresentou no concorrido festival inglês Reading.

4. Deize Tigrona

Apadrinhada pelo produtor e DJ americano Diplo e pela cantora britânica MIA, Deize excursionou pela Europa em 2008 cantando (?) pérolas do cancioneiro dos morros cariocas como Injeção e Bandida

5. Gaby Amarantos

A versão de Águas de Março, imortalizada por Tom Jobim e Elis Regina ganhou uma versão estridente e frenética da cantora paraense. A música já toca em clubes noturnos da Inglaterra e da Alemanha

Fonte:
Veja: Edição da semana (nº 2217 - 18 de maio de 2011)

Retalhos no Mundo:
Você curte tecnobrega?

28 abril 2011

Os filmes da monarquia

CINEMA

por EURICO DE BARROS23 Abril 2011

Seria preciso um suplemento inteiro para podermos enumerar todos os filmes (sem esquecer as séries de televisão e os telefilmes) já feitos sobre a monarquia britânica, desde as biografias mais convencionais de reis e rainhas até às abordagens de episódios, personagens e factos com ela relacionados, uns mais conhecidos que outros (a "gaguez real" de Jorge VI, por exemplo, retratada em 'Discurso do Rei', nunca tinha sido puxada para tema de um filme). Embora os sentimentos republicanos estejam a ganhar terreno no Reino Unido, a monarquia e os reis britânicos continuam a ser muito populares no cinema, nomeadamente nos republicaníssimos EUA. Eis 12 filmes sobre vários monarcas, épocas, acontecimentos e personagens da sua história, incluindo uma ficção brincalhona.
1933
Henrique VIII é o monarca inglês a quem o cinema e a televisão têm dedicado mais filmes e séries. Esta realização de Alexander Korda, datada de 1933, é uma das mais conhecidas e populares, apesar de um certo tom cómico que hoje soa muito deslocado, e de os historiadores lhe apontarem inúmeras e descaradas incorrecções históricas e toda uma série de liberdades factuais. Nomeadamente no que diz respeito às relações do monarca com as suas seis mulheres, e ao retrato de várias delas, bem como na própria representação da personalidade de Henrique VIII, interpretado por Charles Laughton, que recebeu o Óscar de Melhor Actor e que "carrega" o filme às costas. Entre outros, A Vida Privada de Henrique VIII conta ainda com as interpretações de Robert Donat, Merle Oberon (como Ana Bolena) e Elsa Lanchester, e foi um enorme sucesso na altura.
1939
A exemplo de seu pai, Henrique VIII, a rainha Isabel I é outra das figuras reais favoritas do cinema e da televisão, e é interpretada neste filme de Michael Curtiz por Bette Davis. Este drama romântico histórico está mais interessado em retratar a relação amorosa entre a rainha e o seu favorito, Robert Devereux, duque de Essex (Errol Flynn), que Isabel I acabaria por mandar decapitar. Anos mais tarde, em 1955, Bette Davis voltaria a personificar a "good queen Bess", agora já avançada nos anos, em A Rainha Virgem, de Henry Koster. Este é outro daqueles filmes em que as necessidades da intriga romântica levam a que a verdade histórica seja contornada ou mesmo alterada. Bette Davis queria que fosse Laurence Olivier a interpretar o duque de Essex, mas os produtores não quiseram arriscar num actor que era ainda pouco conhecido nos EUA, e preferiram Errol Flynn, então no auge da fama.
1968
Peter O'Toole, Katharine Hepburn, Anthony Hopkins, Timothy Dalton e Nigel Terry são os principais intérpretes desta adaptação ao cinema da peça de James Goldman, realizada por Anthony Harvey. Passado no século XII, O Leão no Inverno é uma especulação dramática sobre o confronto entre o rei Henrique II, primeiro monarca da dinastia Plantageneta, e a mulher, Leonor de Aquitânia, sobre quem sucederá àquele no trono de Inglaterra. O rei quer que seja o príncipe João (futuro João Sem-Terra), enquanto a rainha prefere o príncipe Ricardo, Coração de Leão (que sucederia ao pai como Ricardo I de Inglaterra). Um grande filme de actores e de argumento, O Leão no Inverno deu Óscares a Katharine Hepburn (Melhor Actriz, ex aequo com Barbra Streisand), John Barry (Banda Sonora) e James Goldman (Argumento).
1969
Geneviève Bujold é Ana Bolena, a segunda mulher de Henrique VIII, personificado por Richard Burton em Rainha por mil Dias, de Charles Jarrott, e cujo casamento com este está na origem da violenta ruptura do monarca, e da Igreja de Inglaterra, com Roma. O filme abre com o rei a ponderar sobre se deverá ou não mandar executar Ana Bolena, e depois conta, em flashback, toda a história da relação entre Henrique VIII e a irmã de Maria Bolena, com quem este estava amorosamente envolvido antes de se deixar atrair pela adolescente Ana, mãe da futura rainha Isabel I. Rainha por mil Dias termina com a execução da rainha e Henrique já a pensar no seu terceiro casamento, com Jane Seymour. Ana Bolena sai muito favoravelmente retratada do filme, que a apresenta como inocente das acusações de adultério, incesto e feitiçaria, que levariam à sua decapitação.
1970
Entre 1653 e 1658, após a derrota das forças realistas na guerra civil e a execução do rei Carlos I, a Inglaterra foi uma República e o terratenente, parlamentar e comandante militar puritano Oliver Cromwell governou como Lorde Protector de Inglaterra, Escócia e Irlanda. No filme de Ken Hughes, Cromwell é personificado por Richard Harris e Sir Alec Guinness interpreta o rei Jaime I. Esta grande produção histórica foi abundantemente criticada, não só por conter muitas incorrecções, simplificações e omissões (caso das brutalidades várias e dos massacres cometidos durante a invasão da Irlanda pelas tropas puritanas), como também por dar um retrato alegadamente nobre e heróico demais de Richard Cromwell, que muitos historiadores britânicos consideram ter não ter sido mais do um fanático religioso e um tirano regicida.
1971
Na sequência do sucesso comercial de Rainha por mil Dias, o realizador britânico Charles Jarrott regressou à história de Inglaterra com este filme sobre o confronto entre Maria Stuart, rainha da Escócia e católica, e Isabel I, rainha de Inglaterra e protestante, que acabaria com a execução da monarca escocesa em 1587, acusada de conspiração e de traição, 19 anos depois de ter sido encarcerada a mando da primeira. Vanessa Redgrave interpreta Maria Stuart e Glenda Jackson dá corpo a Isabel I. No mesmo ano, Jackson voltaria a personificar a filha de Henrique VIII na aclamada série de televisão Isabel I, que a RTP exibiu em Portugal. O filme não foi muito bem recebido, quer pelos críticos quer pelos historiadores, tendo sido acusado de inventar factos e de ter contemplado uma abordagem demasiadamente telenovelesca aos acontecimentos e às figuras das duas rainhas.
1991
David S. Ward realizou esta rara comédia sobre a monarquia britânica, em que a casa de Windsor surge com o nome de casa de Wyndham. Depois de a família real em peso ter morrido electrocutada quando tirava uma fotografia de conjunto durante uma trovoada, o Governo britânico começa a busca por um descendente vivo, mesmo que remoto, que possa ascender ao trono e dar continuidade à monarquia. E vão encontrá-lo em Las Vegas, na pessoa de Ralph Jones (John Goodman), um bonacheirão e boçal pianista e cantor de bares de casinos, que é trazido para Inglaterra para ser devidamente treinado e "polido", antes de ascender ao trono. Aparentemente uma sátira à monarquia, King Ralph - O Primeiro Rei Americano acaba por ser um filme bastante simpático para com este regime.
1994
Alan Bennett escreveu a peça The Madness of George III, que teve um estrondoso sucesso nos palcos londrinos, e Nicholas Hytner transportou-a ao cinema com o título A Loucura do Rei George. É a história verídica da deterioração mental do rei George III de Inglaterra (interpretado por Nigel Hawthorne, conhecido em Portugal pelas séries Sim, Senhor Ministro, e Sim, Senhor Primeiro-Ministro), que reinou entre 1738 e 1820, e dos problemas políticos e familiares a que deu origem, caso da Crise da Regência, entre 1788 e 1789, que quase levou ao trono o príncipe de Gales, por incapacidade do pai (que entretanto se recuperaria e reinaria até 1810). O filme faz ainda um retrato arrepiante do estado da medicina nos finais do século XVIII, sobretudo no que tinha que ver com o tratamento das perturbações mentais. Helen Mirren recebeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo seu papel da rainha Charlotte.
1997
Este filme de John Madden conta a história da relação de amizade que, durante longos anos, uniu a rainha Vitória e John Brown, um criado escocês da sua propriedade de Balmoral, após a morte do príncipe Alberto, em 1861. Brown tinha sido um devotado servidor do falecido príncipe consorte e vários dos membros da corte acharam que ele poderia ser a pessoa ideal para atenuar a profunda dor da monarca, conseguir que ela voltasse a aparecer em público e retomasse a sua vida normal. John Brown não só conseguiu tudo isso como também se tornou numa das pessoas mais próximas da rainha, ganhando uma enorme influência junto dela. À época, chegou a suspeitar-se de que ela e Brown teriam tido uma relação íntima, e mesmo casado em segredo. Judi Dench interpreta rainha Vitória e Billy Connoly é o lealíssimo John Brown.
2006
Stephen Frears realizou e Peter Morgan escreveu aquele que é um dos melhores filmes já feitos sobre a monarquia britânica, uma ficção baseada em muitos elementos reais, sobre a forma como a Rainha Isabel II (Helen Mirren) reagiu à morte da princesa Diana, em 31 de Agosto de 1997. Em paralelo, Frears recria a reacção do Governo de Tony Blair à tragédia, contrastando o desejo da família real de tratar a morte de Diana e suas exéquias de forma recatada e privada, com as opiniões do recém- -nomeado primeiro-ministro e do príncipe Carlos, que acham necessária uma manifestação de dor mais pública, em sintonia com os desejos do povo e de acordo com a imensa popularidade de que Diana gozava. A Rainha teve o Prémio do Melhor Argumento no Festival de Veneza, e Helen Mirren ganhou numerosos prémios de Melhor Actriz, entre eles o Óscar, o Globo de Ouro e a Taça Volpi em Veneza.
2009
Realizado por um canadiano, Jean-Marc Valée, e escrito por Julian Fellowes (Gosford Park), e contando com Martin Scorsese entre os seus produtores, A Jovem Vitória procura reconstituir a ascensão ao trono da rainha Vitória, os seus primeiros anos de reinado e o casamento com o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, retratando os problemas familiares e políticos que teve de enfrentar, antes e depois de ser coroada, e a maneira como procurou impor a sua vontade e personalidade na corte e na vida política da Grã-Bretanha. Esta imponente produção, que tem Emily Blunt no papel da rainha Vitória e Rupert Friend na figura do príncipe Alberto, não consegue fugir a uma ligeireza cor-de-rosa de minissérie televisiva "de prestígio", em que a riqueza e o luxo da produção se sobrepõem a uma abordagem íntima, histórica e política mais detalhada e complexa.
2010
Ou como o duque de Iorque se viu inesperadamente no trono como Jorge VI em 1936, mesmo à beira da II Guerra Mundial, após a súbita e escandalosa abdicação do irmão, Eduardo VIII, por amor à sua amante americana, Wallis Simpson, e conseguiu controlar e atenuar a sua terrível gaguez graças aos métodos heterodoxos de um obscuro, desembaraçado e persistente terapeuta da fala australiano chamado Lionel Logue. Realizado por Tom Hooper e interpretado por Colin Firth (Jorge VI) e Geoffrey Rush (Logue), O Discurso do Rei foi escrito por David Seidler, que teve acesso aos arquivos e aos cadernos de apontamentos de Lionel Logue, e é também um filme sobre as diferenças de classe na Inglaterra dos anos 30, e sobre uma amizade improvável entre um monarca e um plebeu das "colónias". Ganhou os Óscares de Melhor Realizador, Filme, Actor e Argumento Original.
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