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08 março 2014

Dia Internacional da Mulher

Em homenagem a todas nós mulheres, deixo este texto escrito por Maria Cecília Amaral de Rosa

Ah! Mulheres... 


Nem só de beleza e bons perfumes fazem parte do pensamento dessas criaturas supreendentes . Durante muito tempo, a mulher lutou para ampliar seus espaços na sociedade e, para isso, usou de todo o seu talento e ousadia. São verdadeiras Cleópatras quando se trata de determinação para alcançarem seus objetivos e se tornarem poderosas, seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura e até nas guerras.

Enfrentando a guerra  
Ana Neri não vacilou em enfrentar a guerra dedicando-se em salvar vidas com muito carinho. A nossa Anita Garibaldi enfrentou batalhas na terra e no mar sem deixar de ser esposa e mãe apaixonada. Maria Quitéria lutou com garra pela libertação do povo brasileiro e também da mulher que almejava ser livre. A solidariedade da primeira dama Eleanor Roosevelt visitando feridos em meio a batalhas transformou a visão do mundo acerca da fragilidade feminina e abriu-lhes um espaço de reconhecimento. A tímida americana Clara Barton foi enfermeira voluntária nos campos de batalha, mudou a vida dos soldados feridos organizando a Cruz Vermelha Americana e conseguiu a assinatura do Tratado de Genebra pelos EUA.

Nas alturas
O Céu é o limite, diz o antigo ditado. Não para Ada Rogato que, entre outras pioneiras da aviação, tirou sua licença aos 16 anos de idade, sobrevoou a cordilheira dos Andes e apaixonou-se por paraquedismo fazendo inúmeras apresentações. Amélia  Eahart foi mais atrevida: atravessou o Atlântico num voo solo, desafiando tempestades e altitudes e bateu recordes que nem mesmo aviadores experientes ousaram arriscar. E ainda criou um "estilo" de moda todo seu, o charme do lencinho no pescoço e da jaqueta acinturada contnuam em "alta".

Uma arma infalível
A beleza tornou-se uma arma poderosa nas mãos de Helena Rubistein, que prolongou a aparência de juventude das moças de seu tempo e continua fazendo sucesso na pele feminina das tão atarefadas executivas de hoje. Viva HR! Uma "gênia" dos cosméticos!

Esporte é saúde
O setor dos esportes também não pode se queixar, pois foi eleito por belas mulheres como um caminho de desafios e vitória. Hortência chegou ao Hall da Fama por sua dedicação ao Basquete, Daiane dos Santos brilhou nas Olímpiadas e a americana Charlotte Cooper foi cinco vezes campeã em Winbledon quando o tênis abriu as portas para elas... maravilhosas... mulheres!

De doce e de letras
A alma feminina passa por receitas infalíveis e por sonhos singelos como os doces versos de Cora Coralina, que ganhou seu sustento como doceira profissional. Que calda deliciosa!! Tão doce e suave como os passos dos nordestinos retratados por Rachel de Queiroz e tão chocantes quanto as linhas do Diário de Uma Estudante Paquistanesa que revive os temores de Anne Frank muitos anos depois. O mundo mudou, os tempos mudaram, mas a essência da mulher não muda: é movida pelas inquietações do novo, do bonito, do justo...

O brilho das estrelas
O universo da moda brilhou com a criatividade de Coco Chanel que, além de perpetuar o "pretinho básico", um acessório fundamental no guarda-roupa feminino, lançou a calça comprida com corte feminino tão prática para o dia a dia. Conquistaram o mundo cantando e divulgando o país como a encantadora Carmem Miranda que "adotou" o Brasil e o tornou conhecido nos EUA e Europa pelo seu estilo de baiana adorável nas telas e palcos por onde passou. Inezita Barroso, a nossa querida folclorista, enaltece nossas raízes com sua voz inconfundível perpetuando o sertanejo brasileiro.

Na vida da nação
Os altos cargos  do governo do mundo todo também registraram a suave presença de verdadeiras heroinas como a diplomata Maria José Rebello Mendes que precisou lutar para ingressar no Itamaratuy. Já Indira Gandhi e Golda Meir deram suas vidas por um país melhor e melhores condições para toda uma nação. Moças simples, porém com uma visão bem definida em favor dos menos privilegiados Margareth Thatcher e Hillary Clinton mostraram como o amor pode ultrapassar barreiras e sua incrível capacidade de superação.

As ciências
As contribuições femininas para a pesquisa científica foram inúmeras. A curiosidade de Hildegard Bingen resultou num livro sobre botânica e medicina. A matemática espanhola Maria Gaetana Agnesi descobriu a solução para equações que usamos até hoje. As taxas de mortalidade infantil baixaram significativamente depois que Virgínia Apgar criou a escala de testes que avalia recém-nascidos nos primeiros momentos de vida e descobriu que alguns tipos de anestesias usadas no parto prejudicavam os bebês. Marie Curie recebeu oo Prêmio Nobel de Química e o Prêmio Nobel de Física por sua valiosa pesquisa sobre radioatividade, conhecimentos dedicados à melhoria e preservação da humanidade.

Amparadas por Deus
A força da religião moveu mulheres em todas as partes do mundo por um trabalho social em favor dos necessitados a ponto de erguer verdadeiros impérios. São exemplos memoráveis a Madre Teresa de Calcutá que unia muçulmanos e budistas entre outros em favor de sua causa. No Brasil, a Irmã Dulce dedicou sua vida a amenizar o sofrimento de doentes e pessoas carentes, transformando residências em abrigos e conseguiu edificar um hospital de alta tecnologia para salvar vidas. O trabalho da Pastoral feito por Zilda Arns também conseguiu diminuir a mortalidade infantil no nosso país. Mulheres abençoadas que partilharam a graça com milhares de pessoas. Já a fé de Catarina de Siena esteve a serviço da união da igreja no Grande Cisma de Oriente. Apesar de analfabeta, ditou mais de 300 cartas a autoridades e o livro  "Diálogos de Divina Providência" registrado em 1377.

Mulheres na Arte
Entre versos, canções e pinceladas elas adentraram um universo que ficou mais bonito. Superando críticas, como fez Anita Malfatti, persistiu na sua ânsia da expressividade e sagrou-se artista reconhecida mindialmente. Tarsila do Amaral retratou um período muito importante da luta operária no Brasil e o fez com suavidade e impacto. Os enigmas dos crimes articulados por Agatha Christie encantam o pensamento romântico de leitores no mundo todo, a versatilidade com que ela escrevia prende e desafia a nossa mente a decifrar os episódios. O mundo maravilhoso vivido e transcrito por Simone Beauvoir nos transporta para um tempo em que se descobria a liberdade do pensar  em meio a uma modernidade extremamente avançada no relacionamento a dois, nascia a filosofia de Sartre, ganhando o mundo e conduzindo ao pensamento político do iluminismo.

Salvando vidas
Não só a medicina ou a ciência, mas a coragem e ousadia de Aracy Guimarães Rosa possibilitaram uma ponte para a vida para inúmeros judeus e o fez por solidariedade, amor ao próximo. Pequenos gestos que mudaram a história de muitas famílias. Assim como as obras sociais da Princesa Diana aliviaram o sofrimento de muitas crianças famintas. A Lei Maria da Penha é outro exemplo de esforço em benefício da mulher, precisou ficar paraplégica e lutar 20 anos na justiça brasileira para dividir sua causa e proteger todas as mulheres vítimas da violência doméstica que encontram amparo legal capaz de evitar outros crimes.

Superando limites
A trajetória de Chica da Silva mostra a força da mulher que, nascida escrava, tornou-se proprietária de terras, educou os filhos para a sociedade da época sem dever nada aos aristocratas. Chegou à Corte, mas não desamparou suas raízes firmando a esperança de um mundo melhor.
A capacidade de superação humana é comprovada na relação de comunicação entre a mestra e sua pupila. Anne Sullivan e Hellen Keller viajaram o mundo para auxiliar os governos  a implantarem políticas para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiências. Hellen dedicou sua vida a essa causa, investindo principalmente na educação para o trabalho, resgatando-lhes a dignidade de cidadão produtivo. A filósofa Ayn Rand saiu de uma condição de extrema pobreza ao lado de sua família quando emigrou aos Estados Unidos e começou a carreira de roteirista em Hollywood . Ela iniciou o objetivismo com suas considerações sobre o individualismo e a razão acima da emoção, acreditando na sua produtividade. Eva Peron construiu seu próprio destino com uma determinação ímpar, tendo nascido bastarda, tornou-se um ícone da vida política da Argentina enquanto primeira-dama "mãe dos descamisados" . Fez da sua própria luta uma fonte de justiça para os desvalido: criou escolas, hospitais, políticas sociais dedicadas aos trabalhadores que não tinham voz para sanar seus infortúnios.

Ganhando espaço
Transformar a realidade para uma situação de igualdade social sempre fez parte dos anseios femininos. A estadunidense Dorothy Parker ilustra muito bem essa batalha colocando seu talento de escritora a serviço do registro fiel do lado obscuro da vida urbana do século XX , com sua linguagem teatral poética recheada de ironias e sarcamos. A botânica Bertha Lutz trilhou caminhos semelhantes utilizando do seu prestígio para participar de congresso feministas, ampliar o campo educacional para as mulheres no Brasil e, sutilmente, alcançar o congresso nacional, abrindo de forma definitiva os caminhos da política para a participação das brasileiras.

A mulher na Política: um capítulo a parte no Brasil
As decisões contundentes tomadas por mulheres em nosso país tiveram início com a atitude libertadora da Princesa Isabel, na ocasião em que governava o Império. O Rio Grande do Norte foi pioneiro na abertura política, tendo inscrito a primeira mulher eleitora em 1927, a professora Celina G. Vieira. O primeiro voto feminino da América Latina. Não tardou para que o mesmo estado brasileiro tivesse outro importante registro noticiado no mundo todo. Foi pioneiro na candidatura de mulheres  a cargos eletivos quando Alzira Soriano, por indicação da então advogada Bertha Lutz, foi eleita a primeira "mulher prefeita" do Brasil e também da América Latina na cidade de Lajes.

A doutora eleita Deputada Federal
A médica de São Paulo Carlota Pereira de Queiróz  foi a primeira deputada federal eleita no Brasil e os caminhos da história política seguiram com os passos femininos rumo aos mais altos cargos., A educação passou a fazer parte dos orçamentos por conta de Esther F. Ferraz,  pioneira na Ordem dos Advogados do Brasil, foi a primeira brasileira a ocupar um Ministério (da Educação e Cultura) e trabalhou por investimentos na educação, pela carreira docente na reforma universitária e a criação das escolas técnicas federais. A popularidade e o trabalho dedicado às populações amazonenses fizeram de Eunice Michiles  a primeira Senadora da República e a primeira brasileira a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas, pelo Amazonas.

A primeira candidatura à presidência
A campanha eleitoral de 1989 registrou a primeira candidatura de uma mulher à presidência da república brasileira: Maria Pia de Abreu do Partido Nacional (PN). A primeira mulher governadora foi eleita em 1995, Roseana Sarney do estado do Maranhão, e foi também a primeira a se reeleger, em 1998. A defensora da Amazônia, a ambientalista Marina Silva luta pelo planeta e pela igualdade social, sendo reconhecida mundialmente e participou da abertura das Olimpíadas de Londres levando a Bandeira dos Arcos. Pela primeira vez na história política do nosso país temos uma mulher no cargo de presidente: Dilma Rousseff,  que iniciou ainda adolescente na militância. É destaque entre as pessoas mais poderosas do mundo e premiada Chefe de Estado.

Rainhas e Guerreiras
Reinaram pelo mundo guiando nações,. acompanhando o progresso e garantindo boa herança aos seus filhos como a Rainha Elizabeth que seguiu tantas mudanças no desenvolvimento da Inglaterra e a descolonização. Catarina  a Grande,  que aumentou o domínio do seu país agregando territórios. Outras delas assumiram seus cargos junto dos filhos devido ao amor e ao desejo de educar, como ocorreu com a nossa redentora Princesa Isabel. Muitas ecibiram o talento de grandes estrategistas para o bem. A rainha Catarina de Médici, influenciou a vida política da França por 30 anos governando com sabedoria entre católicos e protestantes. Preocupou-se com o progresso, a cultura e a educação incluindo a alimentação e postura à mesa. Cleópatra venceu pela astúcia e beleza, é a rainha mais conhecida de todos os tempos.

Nas notas musicais
Entre  um acorde e outro, a grande compositora brasileira Chiquinha Gonzaga,  pianista e regente de orquestra, levou o cancioneiro popular brasileiro aos salões mais cultos e luxuoso do Rio de Janeiro e tornou-se imortal com a 1ª marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", sucesso nos nosso carnavais. A ousadia da jovem pianista abriu espaço no cenário brasileiro para tanta vozes belíssimas como Elis Regina, Angela Maria , Clara Nunes e um sem-número de cantoras e compositoras excepcionais que habitam o universo sonoro como Ana Carolina, Leci Brandão, Paula Fernandes, Inezita Barroso entre outras.

Na telinha 
Com o advento da televisão no Brasil (1950), passamos a conhecer mulheres lindas, comunicativas, excelentes atrizes, profissionais de alto nível como a pioneira Ruth de Souza que conquistou o público pelo seu talento, a expressividade de Glória Maria, Sandra Passarinho, Ana Maria Braga sempre à frente dos fatos. A brasileira Hebe Camargo  tornou-se um ícone da televisão brasileira, cantou no rádio, foi atriz, humorista e fez história como apresentadora de televisão. A "rainha da televisão brasileira" esteve por mais de 40 anos na "telinha".

Nas telonas
Inúmeras atrizes fizeram sucesso na "telona". Hollywood, a indústria do cinema, foi palco de grandes beldades e talentos inesquecíveis como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Angelina Jolie, Whoopi Golberg, Tilda Swinton, Anjelica Huston, Sally Field, Susan Sarandon e a talentosíssima Fernanda Montenegro .entre muitas outras. Mas não só atuando as mulheres brilham no cinema. Como escritoras e roteiristas também estão conquistando o público pelos quatro cantos do mundo. A série "Harry Potter" é criação de Joanne K. Rowling que traz muito da história da humanidade, da alquimia, e da igreja medieval nos seus enredos e cenas. Outro sucesso espetacular do talento feminino no cinema é a série "Crepúsculo" de autoria de Stephenie Meyer, uma escritora americana que rodou partes do último filme da série em cenário brasileiro.      

Texto intregante:Revista Mulheres Brilhantes- edição histórica    

28 julho 2012

As capas históricas dos discos com as trilhas sonoras de novelas

Dancin'days, Anos Rebeldes, Gabriela, Sassaricando, Vale Tudo, Roda de Fogo, O Astro, Baila 

Comigo, e muitas outras




Retalhos no Mundo: 
Você teve ou tem alguns destes discos?

Eu assisti todas as novelas e séries, mas disco mesmo só o Roda de Fogo(ainda tenho, como os de outras novelas).


13 abril 2012

A morte dos Chicos ou o que morre com Chico Anysio

30/03/2012 6:00

Nehac


Muito se tem escrito desde a morte de Chico Anysio no último dia 23. A maioria dos textos chama a atenção para a importância do gênio do humor, com seus mais de duzentos personagens, construídos ao longo de sua carreira no rádio, televisão, cinema, como ator, escritor, diretor, comentarista, poeta e artista plástico. Uma das observações apresentadas por importantes veículos de comunicação é que não se pode, pela grandiosidade de sua obra, reduzi-lo a humorista, dada à sua diversidade. Isso me levou a elaborar este texto para discutir o lugar decisivo de Chico Anysio como grande cômico e humorista.
Ser politicamente incorreto no Brasil hoje é motivo de orgulho entre os que desfilam uma pretensa luta contra qualquer interdição ao pensamento. Sob o rótulo de “incorretos” muitos “comediantes” se veem autorizados a recorrer a antigos estereótipos e em uma versão mais extremada de fazer jornalismo de má qualidade, sob o julgo de desfilarem irreverência. Ora, o Brasil no dizer de José Simão, o país da “piada pronta”, marcado pela cultura do politicamente incorreto, nunca precisou que seus humoristas fizessem a defesa da incorreção.
O que se percebe é que a “batalha” contra o politicamente correto travada pela “nova geração” de humoristas (Pânico na TV, CQC, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, entre outros) é um problema em que dois aspectos da comicidade se opõem. Em sua definição clássica, o humor se distingue entre o bom e o mau riso, outro argumento clássico para a dimensão cômica é o caráter de distanciamento e superioridade do sujeito e objeto de quem se ri.
Elias Thomé Saliba, um dos grandes estudiosos do humor no Brasil, discute como que o humor ganha impacto no Brasil, no surgimento da imprensa moderna, no final do século 19 e início do século 20, dissolvendo as concepções clássicas do cômico. Isto não é definido de forma tão esquemática, no entanto o que se vê é uma tensão entre uma tradição clássica de humor, em que o sentido de superioridade precisa ser articulado para que ocorra a graça, e um sentido libertário, do humor que transgride a esse distanciamento.
E é nisso que mais sentiremos falta do humor produzido por Chico Anysio! Se de um lado ele possuía uma linguagem direta, dura, sexista, machista e misógina, por outro, como recorda o historiador Saliba, suas personagens mudavam de lado, os papéis eram trocados, e, retomavam ao universo do burlesco, continham reversão de significado. Só para lembrar um desses, a atriz cômica de cinema e TV Zezé Macedo (1916-1999), que, segundo ela própria, fazia sempre personagens de “empregadinhas e mulheres feias”; na Escolinha do professor Raimundo atuava como a Dona Bela. A antítese e o jogo de contrários nesse caso provoca a comicidade pelo contraste.
Para quem acredita que stand up é uma linguagem nova, atualíssima, é importante lembrar que Chico Anysio utilizou desse gênero nos anos de 1950 no rádio, e, posteriormente na antiga TV Tupi em 1960, no programa “Chico City”, utilizando-se apenas de microfone, habilidade verbal e grande comicidade. Como pode se verificar está aí mais uma distinção entre Anysio e os “novos” humoristas. Não se tem feito stand up com comicidade.
Têm-se utilizado humor para fazer crônica jornalística, com baixa qualidade artística no texto. Chico Anysio foi um humorista e um grande cômico, pois se utilizou da totalidade de recursos do cômico, do corpo, da ludicidade, com o objetivo de provocar o riso, basta lembrar o pai de santo Painho (“Affe! Eu tô morta!), o deputado Justo Veríssimo (“Quero que pobre se exploda!”) e a gaúcha Salomé, que conversava ao telefone com o então presidente João Batista Figueiredo e criticava o governo dos militares.
Chico Anysio foi um dos grandes, juntamente com Oduvaldo Vianna, Grande Otelo e Oscarito, morrendo com ele mais um pouco de nossa capacidade autêntica para a irreverência, aquela que transforma o cômico em uma linguagem para dialogar com a realidade que o cerca. Por isso, insisto, perdemos na última semana um grande humorista, e, esta é a palavra que melhor o define, pois “humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo”.
Thaís Leão Vieira

Professora do departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Rondonópolis. colunanehac@gmail.com.

Fonte: Correio de Uberlândia

07 abril 2012

O inverno está chegando…

 “The winter is coming…” (O inverno está chegando, em português), a frase proferida por Eddard Stark, Senhor de Winterfell, se tornou famosa entre os espectadores do seriado “Game of Thrones” (em português, Guerra dos tronos), exibido pelo canal fechado HBO, e que começou sua segunda temporada no último domingo (1º de Abril).
Inspirado na série de livros de George R. R. Martin, “As crônicas de gelo e fogo”, a obra de ficção épica, com seu enredo instigante trazendo os clássicos conceitos de fantasia medieval que tiveram sucesso exponencial na obra de J. R. R. Tolkien. A série também apresenta intrigas, conspirações e guerras pela busca do poder, além da ideia do sobrenatural com os chamados outros (white walkers), criaturas envoltas em certo mistério. Partindo de todo esse contexto, poderíamos desenvolver uma discussão acerca da relação entre a obra literária e sua filmagem, ou percebendo como o número de livros vendidos só fez aumentar após a exibição da adaptação para a TV, mas há ainda outro tipo de questão que pode ser enfocada.
Atentando-se mais ao livro, pela abrangência maior que este possui, podemos perceber que, apesar de ser essencialmente uma ficção épica e de fantasia, se diferencia de outras obras desse gênero por suas características pautadas na realidade, mais especificamente na realidade política. Há os estratagemas que garantem a conquista do poder principalmente por meio da desonra, da traição, das alianças por interesses, os “vira-casacas”, entre outros artifícios. A ideia trazida por Hobbes de que “o homem é o lobo do homem” se insere perfeitamente nesse contexto, percebendo-se como o ser humano busca o poder, em função de seus interesses próprios, sempre que lhe é propício.
Observar o grande sucesso de uma obra como essa nos dias de hoje nos leva a pensar sobre como a nossa sociedade atual se encontra, e essa relação entre o fantasioso e a realidade nos faz perceber como, apesar de todas as dificuldades e de todo o desencanto que a realidade dura nos traz, ainda nos apegamos aos sonhos e ao irreal, buscando por um mundo que possa ser diferente e melhor.
Samita Vieira Barbosa Martins
Graduanda em História pela Universidade Federal de Uberlândia. Integrante do Nehac. E-mail: samitablue@hotmail.com

Fonte: Correio de Uberlândia


Retalhos no Mundo
Você já leu alguma obra de George R R Martin ou acompanha a série "Games of Thrones"?

07 janeiro 2012

Ingmar Bergman

Mergulho em sete filmes essenciais na obra do diretor sueco é oportunidade rara para revisitar um dos artistas mais influentes do século 20 (Bia Abramo)

1- O Ovo da Serpente
     Dia 7, Sábado, 22 h, Telecine Cult, 65

2- Cenas de Um Casamento
     Dia 14, Sábado, 22 h, Telecine Cult, 65

3- Gritos e Sussuros
     Dia 21, Sábado, 22 h, Telecine Cult. 65

4- Quando Duas Mulheres Pecam
     Dia 21, Sábado, 23h 45, Telecine Cult, 65

5- Através de Um Espelho
    Dia 28, Sábado, 22 h, Telecine Cult, 65

6- Morangos Silvestres
    Dia 28, Sábado, 23h 45, Telecine Cult, 65

7- O Sétimo Selo
     Dia 29, Domingo, 22 h, Telecine Cult, 65

09 março 2011

Vale a pena ser um ex-BBB? No Carnaval, sim

Por
Danilo Casaletti


A TV Globo exibe atualmente a 11ª edição do Big Brother Brasil. Se considerarmos que cada uma delas traz, em média, catorze participantes, poderemos contabilizar uma centena de “ex-BBBs” no mercado. E, embora muitos tentem fugir desse estigma, nem todos conseguem. Mas será que ele é tão pesado assim?

Dá para citar alguns exemplos de quem conseguiu superar esse “carimbo”. Grazi Massafera tenta se firmar como atriz. Sabrina Satto faz sucesso como apresentadora/repórter e ídolo dos marmanjos. Juliana Alves tem recebido elogios por sua atuação como Clotilde na novela Ti-ti-ti.

Os demais, além de muitos “projetos”, faturam a vida com presença vip em festas e eventos. Os cachês não são revelados. Especula-se que um ex-BBB em alta, aqueles que recentemente saíram da casa, possam ganhar de 10 a 15 mil Reais para comparecer a eventos. Os de edição passada, de 3 a 5 mil.

Na madrugada deste sábado (5), no Camarote Bar Brahma, no Anhembi, alguns ex-BBBs caíram na folia. Se todos receberam cachê, a organização do espaço não confirma, mas, provavelmente, sim. Passaram por lá Michelly, Natália e Igor (BBB 11), Tessália e Alex, Cacau e Eliéser (BBB 10) e Max (vencedor do BBB 9).

Além da ‘graninha’, eles têm a mordomia de transporte, espaço Vip, comida, bebidas e paparicos. Se não quisessem assistir aos desfiles, era só ir para outro ambiente e conferir shows exclusivos da banda Blitz e do cantor americano Chris Willis.

Bom para o camarote, melhor para eles que ganham espaço na mídia. Sempre simpáticos e solícitos, não negam qualquer entrevista ou fotos com fãs (e foram muitas). Aliás, os fãs parecem se sentir à vontade com eles para ser aproximar e pedir fotos, abraçar, etc. Sucesso garantido. Chegaram a chamar mais atenção que os irmãos Sthepanie e Kayky Brito que, apesar de atenciosos com todos os repórteres que se aproximavam, respondiam às perguntas burocraticamente.

Perguntei para a ex-BBB Michelly, de 27 anos, se participar do programa realmente vale a pena. “Sim, muito. Estou trabalhando bastante, faturando um bom dinheiro”, diz a loira, que acaba de posar nua para uma revista masculina. Ela, que estudava Publicidade, diz que trancou a faculdade e para, segundo seus planos, se dedicar durante um ano ao projeto ‘ser ex-BBB’. “Depois disso, vou ver o que faço, se ainda estiver rendendo…”, conta Michelly que não esconde que gostaria de ser atriz ou apresentadora.

Para quem pensa que em entrar nessa vida, Michelly avisa: “Eu pensei que fosse passar férias com uma galera legal, numa casa maravilhosa. Mas a coisa lá dentro é dura. A produção instiga situações, conflitos. Não foi fácil”, revela a loira.

Mente Aberta

05 julho 2010

Programas do bem enfrentam baixa audiência

Os programas que exploram as mazelas da sociedade sempre alcançam expressiva repercussão e audiência. Escândalos sob a tríade sexo, sangue e morte ganham o verniz sensacionalista da mídia e provocam arroubos no público que acompanha os casos. A bola da vez é o goleiro do Flamengo, Bruno, que se vê envolvido no sumiço de sua ex-affair.

Para tentar quebrar essa tendência, a Rede Globo estreou recentemente o interessante “Brasileiros”. Os repórteres Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas viajaram pelo Brasil em busca de personagens. A atração exibe histórias de vida que servem como boa inspiração para muitos. São os famosos depoimentos de “superação” que marcaram os finais dos capítulos de “Viver a Vida”. Sai o tom folhetinesco e entra o toque jornalístico.

Essas histórias que mostram o cidadão comum e o bem não alcançam expressivos índices na audiência na maior emissora do País. O jornalístico fica ao redor dos 11 pontos de medial, um dos índices mais baixos da faixa nobre (18hs-24 hs) da programação da emissora platinada.

Já outro programa que mostra o lado “bom” do Brasil, o “Ação” ancorado por Serginho Groisman, vai ao ar na faixa das 7 horas da manhã aos sábados. Horário ingrato, mas compreensível diante do que ocorre com “Brasileiros”.

A RedeTV! também tem uma atração que explora exemplos de vida pelo Brasil afora. É o “Good News”, noticiário de boas notícias exibido aos sábados a noite. Mesmo com baixa audiência, os programas podem tocar o telespectador que acompanha as histórias e incentivar a mudança de vida das pessoas que vivem momentos difíceis.

Fabio Maksymczuk

08 junho 2010

Sotaque italiano nas novelas e minisséries


Passione e outras produções cheias de charme italiano

Nino, o Italianinho
Na novela da TV Tupi, de 1969, o imigrante italiano Nino (Juca de Oliveira) tinha um açougue no Bixiga, em São Paulo. Ele era apaixonado por Natália (Bibi Voguel), que só queria saber de casar com o ricaço Renato (Wilson Fragoso). Já Bianca (Aracy Balabanian), a mocinha com defeito em uma das pernas, era louca por Nino e ele demorou a perceber. Décadas depois, no humorístico Sai de Baixo, Miguel Falabella sempre relembrava a personagem de Aracy e dizia: ''Ela mancava!''

Os Imigrantes
Na novela exibida pela Bandeirantes em 1981, Rubens de Falco era Antonio di Sálvio, imigrante italiano que prosperou ao casar com a filha de um fazendeiro. Ele tinha dois grandes amigos que também se chamavam Antonio, um português, vivido por Othon Bastos, e um espanhol, Altair Lima. O trio retratava a história da imigração no início do século 20.

Anarquistas, Graças a Deus
Zélia Gattai morou boa parte de sua vida em Salvador, ao lado do marido Jorge Amado, mas na verdade tinha raízes italianas. Filha de imigrantes, ela cresceu em São Paulo e acompanhava o envolvimento dos pais com o movimento político anarquista. Essas lembranças se transformaram em livro e depois na minissérie global Anarquistas, Graças a Deus, exibida em 1984. Os pais da escritora, Angelina e Ernesto, foram interpretados por Débora Duarte e Ney Latorraca.

O Rei do Gado
Durante a Segunda Guerra Mundial, as famílias italianas Mezenga e Berdinazzi brigavam muito por causa de terras no interior de São Paulo. No entanto, Giovanna Berdinazzi (Letícia Spiller) e Enrico Mezenga (Leonardo Brício) se apaixonaram e tiveram um filho, Bruno (Antônio Fagundes), que se tornou um grande fazendeiro. Já consagrado como rei do gado, ele conheceu Luana (Patrícia Pillar), uma sem-terra que na verdade era sua prima Marieta Berdinazzi e desconhecia a própria identidade. A novela O Rei do Gado foi exibida pela Globo em 1996.

Terra Nostra
Giuliana (Ana Paula Arósio) conheceu Matteo (Thiago Lacerda) na longa viagem de navio rumo ao Brasil. Os dois tiveram uma noite de amor em alto mar e planejaram casamento, mas a confusão no desembarque fez com que se perdessem. Ela passou a morar com amigos de seus pais, e ele foi trabalhar na fazenda de um barão do café. Quando se reencontraram, os dois já estavam casados com outras pessoas, o que movimentou a trama, exibida pela Globo em 1999.

Esperança
Em Esperança, novela global de 2002, Toni (Reynaldo Gianecchini) era apaixonado por Maria (Priscila Fantin), mas o pai da moça, Giuliano (Antônio Fagundes), não aceitava ter um genro pobre. Por conta disso, o italiano viajou ao Brasil, em busca de novas oportunidades de trabalho. Em São Paulo, ele conheceu a judia Camilli (Ana Paula Arósio), com quem iniciou um conturbado romance. A situação ficou ainda mais complicada quando Maria chegou ao país.

A Casa das Sete Mulheres
Na minissérie de 2003, o personagem real Giuseppe Garibaldi (vivido por Thiago Lacerda), revolucionário italiano, é retratado na época em que ajudou os gaúchos na Revolução Farroupilha e encontrou o grande amor de sua vida, Anita (Giovanna Antonelli). Na ficção, os dois vivem um triângulo amoroso com a jovem Manuela (Camila Morgado).

Poder Paralelo
Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), brasileiro de origem italiana, teve sua esposa, a Condessa Marina di Salaparuta, morta num atentado em Palermo, na Itália, junto com as filhas. Suspeito de envolvimento com a máfia da Itália, ele só não morreu por conta da ajuda do delegado Téo (Tuca Andrada). Ao descobrir que a ordem do assassinato veio do Brasil, Toni voltou ao país para se vingar. A trama da Record foi exibida em 2009.

Uma Rosa com Amor
Em Uma Rosa com Amor, no ar no SBT, Betty Faria aparece como uma típica mama italiana, de sotaque carregado. Ela interpreta Amália, mãe da mocinha Serafina (Carla Marins). Um dos principais núcleos da novela é em um cortiço do Bixiga, em São Paulo, que é repleto de imigrantes da Itália e rende os momentos mais divertidos da trama.

Passione
A trama da nova novela das oito da Globo começa quando Eugênio (Mauro Mendonça), á beira da morte, revela à sua esposa Bete (Fernanda Montenegro) que deu o filho dela a uma família de italianos. O menino não tinha morrido há 50 anos, como contou na época. Agora, ele tem mais de 50 anos, chama-se Totó (Tony Ramos) e pode herdar boa parte da fortuna da verdadeira família. A golpista Clara (Mariana Ximenes) ouve a história e parte para a Itália, pronta para conquistá-lo e ficar com seu dinheiro.

Por Gisele Navarro


PS: Assisti, bem acompanhei como televizinha a novela Nino, o Itatlianinho - não tinha televisão.
Também assisti O Rei do Gado, Terra Nostra, Esperança, Poder Paralelo, Uma Rosa com Amor( 1ª versão), A Casa das Sete Mulheres (e no momento a reprise no Canal Viva - 36 da Net).
E vocês, acompanharam algumas delas?
Sonia

02 junho 2010

Destaques da semana de 02 a 08 de junho

Essa é a semana de fim de temporadas para os canais Sony e Warner, além do episódio especial de "Ugly Betty", onde Betty tira o aparelho e passa por uma transformação. Também é época de despedidas para as séries "Trauma", "Accidentally on Purpose" e "Ghost Whisperer", que foram canceladas.

WARNER CHANNEL - Final de Temporadas

A semana de final de temporadas do Warner Channel terá oito dias. Começou nessa segunda, com o fim da temporada de "Cold Case" e indo até o dia 07 de junho com o final de temporada de "V". A seguir confiram quais são os dias dos últimos episódios das séries do canal: Segunda, 31 de maio: Cold Case e The Mentalis. Terça, 01 de junho: Two and a Half Men, The Big Bang Theory e Fringe. Quarta, 02 de junho: Reprise de The Big Bang Theory e Smallville. Quinta, 03 de junho: Supernatural e The Vampire Diaries. Domingo, 06 de junho: Trauma. Segunda, 07 de junho: Human Target. Terça, 08 de junho: V, especial de 2 horas.

SONY - Final de Temporadas

O Canal Sony também encerra a temporada de algumas séries e despede-se de outras, como "Accidentally on Purpose" e "Ghost Whisperer" que foram canceladas.

A grade do canal do ficou assim: Quarta, 02 de junho, final de temporada de "Desperate Housewives". Quinta, 03 de junho, final de "Accidentaly On Purpose". Sexta, 04 de junho, é o fim para "Ghost Whisperer" e Sábado, 05 de junho encerra a temporada de "90210". A série "Ugly Betty", que também foi cancelada, entra hoje em sua fase final com a transformação de Betty no episódio exibido às 21h no canal.

BOOMERANG - "Split"

O canal estréia "Split" sobre a complicada relação entre vampiros e humanos numa escola, pegando carona no tema amor e vampiros. Sucesso em Israel, onde a série foi criada, e na Europa. Ella é uma menina que é metade vampira e metade humana, a última de sua raça, daí o split do título. Ella precisa lidar com os típicos problemas adolescentes, ou seja, relacionamentos, timidez, desejo de ser aceita enquanto descobre seu lugar e sua missão no mundo dos vampiros. E ainda tem que lidar com o amor que tem por Léo, um vampiro de 500 anos, e os sentimentos que tem pelo seu melhor amigo humano, Omer. Quinta, 03 de junho, 21h30 (reprise aos sábados, 19h30).

TELECINE PREMIUM - "Watchmen - O Filme"

Em 1977 foi aprovada pelo congresso norte-americano uma Lei que proibia as atividades de mascarados no combate ao crime, tirando de cena super-heróis como o Coruja e Espectral. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan passaram a trabalhar para o governo. Em 1985 o mundo vive o clima da Guerra Fria e é nesse cenário que Edward Blake, o Comediante, é assassinado desenterrando a história dos Watchmen e expondo-os ao perigo. Sábado, 05 de junho, 22h.

Por Raphaela Ximenes e Tony Tramell

02 maio 2010

Últimas da TV

 ‘O Rebu’ depende de acertos com herdeiros

O autor Carlos Lombardi, escalado para transformar a novela “O Rebu”, de 1974, em minissérie, entregou o projeto na TV Globo, mas ainda não está escrevendo os capítulos. No meio disso existe uma delicada questão que envolve os seus direitos autorais.

Há uma diferença entre as partes, que ainda exige melhor entendimento. Assim que a Globo e os detentores da obra, escrita por Bráulio Pedroso, conseguirem se acertar, o trabalho será retomado. “O Rebu”, na versão original, contou com as participações de Lima Duarte, Ziembinski, Bete Mendes, Buza Ferraz, Tereza Rachel e Arlete Salles, entre outros.

Agora, como minissérie, quando for permitido levar à frente, a ideia é fazer alguma coisa mais ousada e adaptada aos dias atuais, conservando evidentemente a originalidade da obra, cuja história se passa em uma única noite - com os flash backs de praxe, que ninguém é de ferro.

Terceiro tempo

O diretor José Roberto Sanseverino está tocando com muita calma e carinho as primeiras gravações de “Anjos do Sexo”, novo seriado da Band. Ele já tem todo o elenco à disposição, mas essa é uma estreia que só deve acontecer depois da Copa do Mundo.

Menos mal

Assim fica complicado criar o hábito junto ao telespectador. O programa “Qual é o seu talento?” era exibido às quartas-feiras no SBT. Foi para segunda-feira. E, a partir de maio, irá para as noites de quinta, conforme decisão anunciada recentemente. A diferença é que, desta vez, a equipe não reclamou. Acha que quinta tem mais a ver.

Silêncio

Deu uma esfriada naquela ideia do Fábio Junior aparecer em participação especial na novela das seis, “Escrito nas Estrelas”. Ele até se empolgou um pouquinho, ficou no aguardo, mas ninguém mais tocou no assunto. Sobrou a trilha sonora.

Final anunciado

Em “Viver a Vida”, os personagens de Taís Araújo e Thiago Lacerda decidiram dar o famoso “tempo” na relação. Mas o destino dos personagens Helena e Bruno está traçado há um bom tempo, e o autor Manoel Carlos, nesta altura do campeonato, não vai contrariar ninguém. Para se ter uma ideia, 90% dos telespectadores, segundo consultas feitas, querem os dois juntos no final da novela.


Flávio Ricco

11 abril 2010

“American Chopper” vai voltar ao ar nos EUA

7, abril, 2010

A série “American Chopper”, que mostra os trabalhos de uma oficina especializada em motos customizadas, Orange County Choppers, de Nova York, vai voltar ao ar nos EUA.

Segundo o blog de Perez Hilton, o canal TLC, que passou a produzir a série depois que ela saiu do Discovery Channel, voltará a exibi-la.

A última temporada de “American Chopper”, a sexta, teve seu último episódio exibido no dia 11 de fevereiro. Ainda não há previsão para a estreia da nova temporada.

09 abril 2010

Estrela de “Blossom” será namorada de Sheldon em “The Big Bang Theory”

A atriz Mayim Bialik, que viveu a adolescente Blossom na série de mesmo nome, na década de 90, vai entrar para o elenco de “The Big Bang Theory” para formar par romântico com Sheldon (Jim Parsons).
Segundo a coluna “The Ausiello Files”, do site da revista “Entertainment Weekly”, Bialik será Victoria, uma física que conhece Sheldon em um site de relacionamentos.
A participação da estrela de “Blossom” está prevista para ir ao ar no dia 24 de maio, nos Estados Unidos, mas os produtores não descartam uma nova aparição na próxima temporada.

“The Big Bang Theory”

Warner Channel

Terça-feira, às 21h



02 abril 2010

Especial Alfred Hitchcock exibe grandes clássicos do mestre do suspense

Morte do diretor inglês, que completa 30 anos no próximo dia 29, foi lembrada pela programação do canal pago TCM

por Thais Kuzman - 2 de abril de 2010

O diretor gostava de fazer pequenas aparições em seus filmes. Ele descobriu a fórmula para manter o espectador com o corpo colado na cadeira de tanta tensão e os olhos vidrados na tela sem se utilizar de cenas escabrosas ou explícitas demais. A soma entre o jogo de luz e sombras, a identidade visual única, os roteiros rocambolescos e os atores certos criou uma série de sucessos e fez de Alfred Hitchcock o grande mestre do suspense.

A obra que praticamente virou sinônimo do diretor inglês é “Psicose” (1960) – quem não se lembra da emblemática cena do chuveiro? – , mas a sua filmografia está cheia de tesouros da paranoia, como “Janela Indiscreta” (1954), e complexos thrillers, como “Um Corpo que Cai” (1958) e “Dique M para Matar” (1954). Todos esses títulos do gordinho com cara de boa gente e alma irônica estão em um especial que o canal pago TCM preparou para lembrar os 30 anos de sua morte, data que será celebrada no próximo dia 29.

"Psicose" e uma das cenas mais famosas do cinema. A partir da noite deste sábado (3) e ao longo do mês serão exibidos longas de fases diversas do cineasta, sem uma ordem concreta de cronologia: de dois em dois, misturam-se filmes da época pré-Hollywood, quando Hitchcock ainda estava em suas primeiras experiências cinematográficas na Inglaterra, com produções consagradas da década de 50. Um dos pontos altos da compilação é o documentário “A Profile Of Hitchcock: The Early Years” (1999), que mostra o início da construção do que viria a ser uma sólida carreira.

Outro destaque é o filme “Suspeita”, de 1941, que marca sua primeira parceria com Gary Grant e traz em seus momentos finais uma daquelas cenas que faz o coração bater tão forte e acelerado que outra pessoa poderia ouvir. Na trama, Lina (Joan Fontaine) suspeita que seu marido (Grant) seja um perigoso assassino e que ela pode estar em sua mira. Fica difícil conter a emoção quando o maridinho a oferece um copo de leite possivelmente envenenado. É Hitchcock em sua melhor forma. Uma aula para quem gosta de suspense e também para os que hoje fazem um cinema de sustos calcado em tramas previsíveis e cenas mais sanguinolentas do que realmente assustadoras.

Marque a programação do especial em sua agenda:

- Dia 3

“Um Corpo que Cai”, às 22h
“Pacto Sinistro” (1951), à 00h10

- Dia 7

“A Profile Of Hitchcock: The Early Years”, às 22h
“Sabotagem” (1936), às 22h30
“Disque M para Matar”, às 23h50

- Dia 10

“Psicose”, às 22h
“A Dama Oculta” (1938), às 23h55

- Dia 14

“Suspeita” (1941), às 22h
“Os 39 Degraus” (1935), às 23h45

Dia 17

“Janela Indiscreta”, às 22h
“O Homem Errado” (1956), à 0h

- Dia 21

“A Sombra de uma Dúvida” (1943), às 22h
“Um Casal do Barulho” (1941), às 23h55

- Dia 24

“Intriga Internacional” (1959), às 22h
“A Profile Of Hitchcock: The Early Years”, à 0h20

- Dia 28

“O Homem que Sabia Demais” (1956), às 22h
“A Tortura do Silêncio” (1953), às 23h20

30 março 2010

Série esmiuça trajetória das chacretes

TV – Série esmiuça trajetória das chacretes

Série As Chacretes mostra trajetória das dançarinas

(BR Press) – Quem quer bacalhau? Esse bordão é de autoria de um dos maiores apresentadores da história da televisão brasileira: Abelardo Barbosa, o popularesco Chacrinha. Marca registrada de seu clássico programa, as assistentes de palco, reconhecidas como Chacretes, tornaram-se verdadeiros símbolos sexuais na época. Agora, mais de 20 anos depois, elas voltaram a ganhar evidência na  série do Canal Brasil, As Chacretes, que estreiou (11/02), às 20h15.

Assinada por Nelson Hoineff, mesmo diretor do recente documentário Alô Alô Terezinha, a série As Chacretes esmiúça a trajetória de vida das 13 principiais dançarinas do programa do Chacrinha. Em relatos emocionantes, a atração revela ao público histórias de algumas das mulheres mais desejadas pelos telespectadores de outrora. Como diferencial, o programa mostrará principalmente o paradeiro das dançarinas após a morte do “velho guerreiro”.

Nomes de guerra

Sempre em trajes provocantes e com uma sensualidade à flor da pele, as dançarinas divertiam o público com suas coreografias e ainda ajudavam a organizar o que acontecia no palco do programa. Para mexer ainda mais com o imaginário do espectador, cada chacrete era batizada com um nome bem peculiar como: Regina Polivalente, Índia Potira, Gracinha Copacabana, Vera Furacão, Fátima Boa Viagem, Cléo Toda Pura e Rita Cadillac.

Para acompanhar em detalhes a realidade de algumas dessas “guerreiras”, a jornalista, produtora e diretora Selma Regina acompanhou de perto o dia-a-dia das ex-chacretes para revelar o curioso destino seguido por elas no anonimato e longe da atenção da mídia. Em histórias reais, a série foca o drama do grupo de cobiçadas mulheres para dar continuidade em suas trajetórias artísticas mesmo distante do “glamour” e, principalmente, lidando com a falta de reconhecimento.

Índia encarcerada

Estrelado por Gloria Maria Aguiar da Silva, mais conhecida como Índia Potira, o primeiro episódio da série se aprofunda na história de uma das chacretes mais cobiçadas, sendo também, segundo suas amigas, aquela que ganhou mais dinheiro na época do programa.

Além do auge de sua carreira, o programa abordará o desfecho de superação em sua vida. Depois de ganhar muito dinheiro e brilhar nas telas da TV, Índia Potira não conseguiu se manter frente ao anonimato. Longe da fama, ela se envolveu com um traficante de drogas e acabou sendo presa.

Para completar, o episódio ainda mostra como ela conseguiu contornar as adversidades para reconstruir sua vida ao lado da família, mesmo trabalhando como faxineira em um banco no Rio de Janeiro.

(Felipe Kopanski)
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