Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

08 março 2014

Dia Internacional da Mulher

Em homenagem a todas nós mulheres, deixo este texto escrito por Maria Cecília Amaral de Rosa

Ah! Mulheres... 


Nem só de beleza e bons perfumes fazem parte do pensamento dessas criaturas supreendentes . Durante muito tempo, a mulher lutou para ampliar seus espaços na sociedade e, para isso, usou de todo o seu talento e ousadia. São verdadeiras Cleópatras quando se trata de determinação para alcançarem seus objetivos e se tornarem poderosas, seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura e até nas guerras.

Enfrentando a guerra  
Ana Neri não vacilou em enfrentar a guerra dedicando-se em salvar vidas com muito carinho. A nossa Anita Garibaldi enfrentou batalhas na terra e no mar sem deixar de ser esposa e mãe apaixonada. Maria Quitéria lutou com garra pela libertação do povo brasileiro e também da mulher que almejava ser livre. A solidariedade da primeira dama Eleanor Roosevelt visitando feridos em meio a batalhas transformou a visão do mundo acerca da fragilidade feminina e abriu-lhes um espaço de reconhecimento. A tímida americana Clara Barton foi enfermeira voluntária nos campos de batalha, mudou a vida dos soldados feridos organizando a Cruz Vermelha Americana e conseguiu a assinatura do Tratado de Genebra pelos EUA.

Nas alturas
O Céu é o limite, diz o antigo ditado. Não para Ada Rogato que, entre outras pioneiras da aviação, tirou sua licença aos 16 anos de idade, sobrevoou a cordilheira dos Andes e apaixonou-se por paraquedismo fazendo inúmeras apresentações. Amélia  Eahart foi mais atrevida: atravessou o Atlântico num voo solo, desafiando tempestades e altitudes e bateu recordes que nem mesmo aviadores experientes ousaram arriscar. E ainda criou um "estilo" de moda todo seu, o charme do lencinho no pescoço e da jaqueta acinturada contnuam em "alta".

Uma arma infalível
A beleza tornou-se uma arma poderosa nas mãos de Helena Rubistein, que prolongou a aparência de juventude das moças de seu tempo e continua fazendo sucesso na pele feminina das tão atarefadas executivas de hoje. Viva HR! Uma "gênia" dos cosméticos!

Esporte é saúde
O setor dos esportes também não pode se queixar, pois foi eleito por belas mulheres como um caminho de desafios e vitória. Hortência chegou ao Hall da Fama por sua dedicação ao Basquete, Daiane dos Santos brilhou nas Olímpiadas e a americana Charlotte Cooper foi cinco vezes campeã em Winbledon quando o tênis abriu as portas para elas... maravilhosas... mulheres!

De doce e de letras
A alma feminina passa por receitas infalíveis e por sonhos singelos como os doces versos de Cora Coralina, que ganhou seu sustento como doceira profissional. Que calda deliciosa!! Tão doce e suave como os passos dos nordestinos retratados por Rachel de Queiroz e tão chocantes quanto as linhas do Diário de Uma Estudante Paquistanesa que revive os temores de Anne Frank muitos anos depois. O mundo mudou, os tempos mudaram, mas a essência da mulher não muda: é movida pelas inquietações do novo, do bonito, do justo...

O brilho das estrelas
O universo da moda brilhou com a criatividade de Coco Chanel que, além de perpetuar o "pretinho básico", um acessório fundamental no guarda-roupa feminino, lançou a calça comprida com corte feminino tão prática para o dia a dia. Conquistaram o mundo cantando e divulgando o país como a encantadora Carmem Miranda que "adotou" o Brasil e o tornou conhecido nos EUA e Europa pelo seu estilo de baiana adorável nas telas e palcos por onde passou. Inezita Barroso, a nossa querida folclorista, enaltece nossas raízes com sua voz inconfundível perpetuando o sertanejo brasileiro.

Na vida da nação
Os altos cargos  do governo do mundo todo também registraram a suave presença de verdadeiras heroinas como a diplomata Maria José Rebello Mendes que precisou lutar para ingressar no Itamaratuy. Já Indira Gandhi e Golda Meir deram suas vidas por um país melhor e melhores condições para toda uma nação. Moças simples, porém com uma visão bem definida em favor dos menos privilegiados Margareth Thatcher e Hillary Clinton mostraram como o amor pode ultrapassar barreiras e sua incrível capacidade de superação.

As ciências
As contribuições femininas para a pesquisa científica foram inúmeras. A curiosidade de Hildegard Bingen resultou num livro sobre botânica e medicina. A matemática espanhola Maria Gaetana Agnesi descobriu a solução para equações que usamos até hoje. As taxas de mortalidade infantil baixaram significativamente depois que Virgínia Apgar criou a escala de testes que avalia recém-nascidos nos primeiros momentos de vida e descobriu que alguns tipos de anestesias usadas no parto prejudicavam os bebês. Marie Curie recebeu oo Prêmio Nobel de Química e o Prêmio Nobel de Física por sua valiosa pesquisa sobre radioatividade, conhecimentos dedicados à melhoria e preservação da humanidade.

Amparadas por Deus
A força da religião moveu mulheres em todas as partes do mundo por um trabalho social em favor dos necessitados a ponto de erguer verdadeiros impérios. São exemplos memoráveis a Madre Teresa de Calcutá que unia muçulmanos e budistas entre outros em favor de sua causa. No Brasil, a Irmã Dulce dedicou sua vida a amenizar o sofrimento de doentes e pessoas carentes, transformando residências em abrigos e conseguiu edificar um hospital de alta tecnologia para salvar vidas. O trabalho da Pastoral feito por Zilda Arns também conseguiu diminuir a mortalidade infantil no nosso país. Mulheres abençoadas que partilharam a graça com milhares de pessoas. Já a fé de Catarina de Siena esteve a serviço da união da igreja no Grande Cisma de Oriente. Apesar de analfabeta, ditou mais de 300 cartas a autoridades e o livro  "Diálogos de Divina Providência" registrado em 1377.

Mulheres na Arte
Entre versos, canções e pinceladas elas adentraram um universo que ficou mais bonito. Superando críticas, como fez Anita Malfatti, persistiu na sua ânsia da expressividade e sagrou-se artista reconhecida mindialmente. Tarsila do Amaral retratou um período muito importante da luta operária no Brasil e o fez com suavidade e impacto. Os enigmas dos crimes articulados por Agatha Christie encantam o pensamento romântico de leitores no mundo todo, a versatilidade com que ela escrevia prende e desafia a nossa mente a decifrar os episódios. O mundo maravilhoso vivido e transcrito por Simone Beauvoir nos transporta para um tempo em que se descobria a liberdade do pensar  em meio a uma modernidade extremamente avançada no relacionamento a dois, nascia a filosofia de Sartre, ganhando o mundo e conduzindo ao pensamento político do iluminismo.

Salvando vidas
Não só a medicina ou a ciência, mas a coragem e ousadia de Aracy Guimarães Rosa possibilitaram uma ponte para a vida para inúmeros judeus e o fez por solidariedade, amor ao próximo. Pequenos gestos que mudaram a história de muitas famílias. Assim como as obras sociais da Princesa Diana aliviaram o sofrimento de muitas crianças famintas. A Lei Maria da Penha é outro exemplo de esforço em benefício da mulher, precisou ficar paraplégica e lutar 20 anos na justiça brasileira para dividir sua causa e proteger todas as mulheres vítimas da violência doméstica que encontram amparo legal capaz de evitar outros crimes.

Superando limites
A trajetória de Chica da Silva mostra a força da mulher que, nascida escrava, tornou-se proprietária de terras, educou os filhos para a sociedade da época sem dever nada aos aristocratas. Chegou à Corte, mas não desamparou suas raízes firmando a esperança de um mundo melhor.
A capacidade de superação humana é comprovada na relação de comunicação entre a mestra e sua pupila. Anne Sullivan e Hellen Keller viajaram o mundo para auxiliar os governos  a implantarem políticas para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiências. Hellen dedicou sua vida a essa causa, investindo principalmente na educação para o trabalho, resgatando-lhes a dignidade de cidadão produtivo. A filósofa Ayn Rand saiu de uma condição de extrema pobreza ao lado de sua família quando emigrou aos Estados Unidos e começou a carreira de roteirista em Hollywood . Ela iniciou o objetivismo com suas considerações sobre o individualismo e a razão acima da emoção, acreditando na sua produtividade. Eva Peron construiu seu próprio destino com uma determinação ímpar, tendo nascido bastarda, tornou-se um ícone da vida política da Argentina enquanto primeira-dama "mãe dos descamisados" . Fez da sua própria luta uma fonte de justiça para os desvalido: criou escolas, hospitais, políticas sociais dedicadas aos trabalhadores que não tinham voz para sanar seus infortúnios.

Ganhando espaço
Transformar a realidade para uma situação de igualdade social sempre fez parte dos anseios femininos. A estadunidense Dorothy Parker ilustra muito bem essa batalha colocando seu talento de escritora a serviço do registro fiel do lado obscuro da vida urbana do século XX , com sua linguagem teatral poética recheada de ironias e sarcamos. A botânica Bertha Lutz trilhou caminhos semelhantes utilizando do seu prestígio para participar de congresso feministas, ampliar o campo educacional para as mulheres no Brasil e, sutilmente, alcançar o congresso nacional, abrindo de forma definitiva os caminhos da política para a participação das brasileiras.

A mulher na Política: um capítulo a parte no Brasil
As decisões contundentes tomadas por mulheres em nosso país tiveram início com a atitude libertadora da Princesa Isabel, na ocasião em que governava o Império. O Rio Grande do Norte foi pioneiro na abertura política, tendo inscrito a primeira mulher eleitora em 1927, a professora Celina G. Vieira. O primeiro voto feminino da América Latina. Não tardou para que o mesmo estado brasileiro tivesse outro importante registro noticiado no mundo todo. Foi pioneiro na candidatura de mulheres  a cargos eletivos quando Alzira Soriano, por indicação da então advogada Bertha Lutz, foi eleita a primeira "mulher prefeita" do Brasil e também da América Latina na cidade de Lajes.

A doutora eleita Deputada Federal
A médica de São Paulo Carlota Pereira de Queiróz  foi a primeira deputada federal eleita no Brasil e os caminhos da história política seguiram com os passos femininos rumo aos mais altos cargos., A educação passou a fazer parte dos orçamentos por conta de Esther F. Ferraz,  pioneira na Ordem dos Advogados do Brasil, foi a primeira brasileira a ocupar um Ministério (da Educação e Cultura) e trabalhou por investimentos na educação, pela carreira docente na reforma universitária e a criação das escolas técnicas federais. A popularidade e o trabalho dedicado às populações amazonenses fizeram de Eunice Michiles  a primeira Senadora da República e a primeira brasileira a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas, pelo Amazonas.

A primeira candidatura à presidência
A campanha eleitoral de 1989 registrou a primeira candidatura de uma mulher à presidência da república brasileira: Maria Pia de Abreu do Partido Nacional (PN). A primeira mulher governadora foi eleita em 1995, Roseana Sarney do estado do Maranhão, e foi também a primeira a se reeleger, em 1998. A defensora da Amazônia, a ambientalista Marina Silva luta pelo planeta e pela igualdade social, sendo reconhecida mundialmente e participou da abertura das Olimpíadas de Londres levando a Bandeira dos Arcos. Pela primeira vez na história política do nosso país temos uma mulher no cargo de presidente: Dilma Rousseff,  que iniciou ainda adolescente na militância. É destaque entre as pessoas mais poderosas do mundo e premiada Chefe de Estado.

Rainhas e Guerreiras
Reinaram pelo mundo guiando nações,. acompanhando o progresso e garantindo boa herança aos seus filhos como a Rainha Elizabeth que seguiu tantas mudanças no desenvolvimento da Inglaterra e a descolonização. Catarina  a Grande,  que aumentou o domínio do seu país agregando territórios. Outras delas assumiram seus cargos junto dos filhos devido ao amor e ao desejo de educar, como ocorreu com a nossa redentora Princesa Isabel. Muitas ecibiram o talento de grandes estrategistas para o bem. A rainha Catarina de Médici, influenciou a vida política da França por 30 anos governando com sabedoria entre católicos e protestantes. Preocupou-se com o progresso, a cultura e a educação incluindo a alimentação e postura à mesa. Cleópatra venceu pela astúcia e beleza, é a rainha mais conhecida de todos os tempos.

Nas notas musicais
Entre  um acorde e outro, a grande compositora brasileira Chiquinha Gonzaga,  pianista e regente de orquestra, levou o cancioneiro popular brasileiro aos salões mais cultos e luxuoso do Rio de Janeiro e tornou-se imortal com a 1ª marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", sucesso nos nosso carnavais. A ousadia da jovem pianista abriu espaço no cenário brasileiro para tanta vozes belíssimas como Elis Regina, Angela Maria , Clara Nunes e um sem-número de cantoras e compositoras excepcionais que habitam o universo sonoro como Ana Carolina, Leci Brandão, Paula Fernandes, Inezita Barroso entre outras.

Na telinha 
Com o advento da televisão no Brasil (1950), passamos a conhecer mulheres lindas, comunicativas, excelentes atrizes, profissionais de alto nível como a pioneira Ruth de Souza que conquistou o público pelo seu talento, a expressividade de Glória Maria, Sandra Passarinho, Ana Maria Braga sempre à frente dos fatos. A brasileira Hebe Camargo  tornou-se um ícone da televisão brasileira, cantou no rádio, foi atriz, humorista e fez história como apresentadora de televisão. A "rainha da televisão brasileira" esteve por mais de 40 anos na "telinha".

Nas telonas
Inúmeras atrizes fizeram sucesso na "telona". Hollywood, a indústria do cinema, foi palco de grandes beldades e talentos inesquecíveis como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Angelina Jolie, Whoopi Golberg, Tilda Swinton, Anjelica Huston, Sally Field, Susan Sarandon e a talentosíssima Fernanda Montenegro .entre muitas outras. Mas não só atuando as mulheres brilham no cinema. Como escritoras e roteiristas também estão conquistando o público pelos quatro cantos do mundo. A série "Harry Potter" é criação de Joanne K. Rowling que traz muito da história da humanidade, da alquimia, e da igreja medieval nos seus enredos e cenas. Outro sucesso espetacular do talento feminino no cinema é a série "Crepúsculo" de autoria de Stephenie Meyer, uma escritora americana que rodou partes do último filme da série em cenário brasileiro.      

Texto intregante:Revista Mulheres Brilhantes- edição histórica    

26 maio 2013

6º Mandamento-Não pecar contra a castidade

Texto de : Pe. Antonio Neto SDS
Religioso Salvatoriano
Rio de Janeiro-RJ


Quando Deus criou o ser humano, o dotou de uma sexualidade, de um modo particular de relacionar-se com o seu semelhante e de construir a sua personalidade e a sua identidade, mediante o seu gênero (masculino e ou feminino), numa dinâmica de complementaridade, da soma das suas diferenças constitutivas.
O ser humano se relaciona de modo racional e afetivo, tendo a liberdade e a responsabilidade para controlar seus instintos, os quais influenciam, mas não determinam suas escolhas e o seu agir. Geralmente, ao falarmos de castidade, alguns costumam focalizar a sexualidade associada exclusivamente ao aspecto genital, corpóreo, deixando-se de lado a dimensão da relação social, do encontro de um Eu com um Tu.
Lamentamos que a educação sexual gaste mais energia ensinando a utilização de métodos contraceptivos e de prevenção contra doenças do que educando para o respeito ao próximo e reconhecimento do valor e da dignidade do outro.
Vivemos num mundo utilitarista, no qual somos levados a consumir compulsivamente aquilo que possa satisfazer nossas necessidades imediatas. Semelhante ao modo como nos relacionamos com as coisas, acabamos agindo com as pessoas.
Algo me interessa, me dá prazer, então vou adquirir e me saciar. Depois eu me desfaço e cada um pro seu lado.
A moral cristã não pretende negar ou condenar a sexualidade como muitos a acusam. Ela quer que a pessoa adquira sua maturidade psíquica, espiritual, afetiva e corpórea.
Para que se antecipar algo para o qual não se está preparado? Nossas crianças, nossos adolescentes e jovens são iniciados cada vez mais cedo na curiosidade, no mundo do prazer, da desvalorização do namoro enquanto descoberta sadia do outro em vista da construção da felicidade, mediante a realização em uma vida a dois. Tornam-se predadores, colecionadores de aventuras e de fantasias que os tornam vazios, deprimidos. Muitos são os que se sentem sujos devido às experiências pelas quais passaram precocemente e desacreditados do AMOR, porque não o experimentaram. Conheceram apenas as ilusões e os vícios de envolvimentos superficiais.
A castidade significa o equilíbrio, o modo sadio como eu me conheço, me aceito e me respeito como pessoa e reconheço a dignidade do outro.
Pense nisso! Evite entrar em caminhos que poderão deixar marcas, cicatrizes na sua alma, tirando a sua paz. Ainda dá tempo de amar verdadeiramente e de ser amado.
Deus o abençoe!

19 maio 2013

Os Desafios dos Jovens Contemporâneos

Texto de Ricardo Ossani Parisi
Paróquia N.S. de Moema-SP

Amigo jovem, amiga jovem.
O grande mal da nossa geração é sempre achar que nós somos os primeiros do mundo: é como se, antes de nós, nunca tivesse existido nada e, depois de nós, nada mais será como antes. Então eu lamento te decepcionar: antes da nossa geração já viveram outras gerações de jovens, tão revolucionários, sedentos de mudanças e sem limites como nós.Se você, assim como eu, gosta de música, deve saber que Jimmy Hendrix passou a vida denunciando o racismo contra os negros; Cazuza, nosso poeta, disse que o que os jovens queriam era uma ideologia; Renato Russo, a voz de minha geração, falou sobre como gostamos de culpar nosso pais por tudo; e Kurt Cobain descobriu que, mesmo adultos, podemos todos usufruir do espírito adolescente do mundo.
Mas veja só: Jimmy Hendriz morreu aos 28 anos, depois de ingerir sete comprimidos para dormir misturados com vinho tinto; Cazuza morreu aos 32 anos por complicações advindas da AIDS contraída anteriormente; Renato Russo, também vítima da AIDS, morreu aos 36 anos; e Kurt Cobain, aos 27 anos com uma overdose de champanhe a antibióticos. Morreram todos jovens, com idades próximas às suas, procurando antes de você pelas mesmas respostas que você procura e ouvindo os mesmos "nãos" que a sociedade sempre diz aos jovens como você.
Mas aí eu te pergunto: eles foram iguais a mim? Posso afirmar que não. Podem ter sidos jovens, vivido conflitos, encontrado desafios. Mas você é diferente deles por um motivo simples, mas que muda tudo: você é cristão. E é aí que eu quero chegar: o jovem cristão vive tudo o que os outros jovens vivem; têm as mesmas vontades, os mesmo sonhos, as mesmas revoltas, as mesmas dúvidas. No entanto, o jovem cristão tem Jesus ao seu lado.
Diferente dos nossos ídolos aí acima, o jovem cristão não precisa de drogas para se libertar porque ele sabe que Jesus já o libertou por sua cruz; o jovem cristão não precisa de álcool para relaxar porque ele sabe rezar; o jovem cristão não precisa de pornografia para conhecer como as pessoas se relacionam entre si porque ele tem os Evangelhos para ler; o jovem cristão não precisa praticar sexo grupal nem dar beijos triplos porque os seus amigos são cristãos também e acreditam que sexo, namoro, virgindade e castidade são temas que se complementam sem nunca se excluírem nem se contradizerem; o jovem cristão não tem filhos fora do casamento nem é a favor do divórcio porque ele sabe que até Jesus quis ter uma família, e por isso nasceu numa. E olha que, se você acha a sua família estranha, já pensou na família de Jesus, que tinha um pai adotivo e uma mãe virgem?
O jovem cristão, portanto, é você mesmo, que está aí no mundo: no seu trabalho, na escola, na faculdade, entre amigos, na micareta, no rodeio, no shopping, nos chats discutindo se o Facebook é realmente mais legal que o Orkut. O que nos falta, como jovens cristãos, é assumir nosso papel de cristãos. Ninguém tem vergonha de dizer que acabou de perder a sua virgindade com uma prostituta; ninguém tem medo de dizer que usa drogas; ninguém tem receio de dizer que é a favor do aborto.
Então por que é que nós jovens, temos vergonha em dizermos que nós somos cristãos? Por que temos medo de afirmar nossas intenções, nossos valores baseados na vida de Jesus e no Evangelho? Por que temos medo de dizer à sociedade que somos contra o sexo livre, as drogas, e o aborto?
Provavelmente porque é mais cômodo calar. Afinal,  o mundo é tão grande, podemos pensar; então, para que me indispor com tanta gente que, daqui a pouco, vai sumir da minha vida? Enfim, a religião, a moral e os valores éticos não são pessoais? Para que expô-los e expor-me ao ridículo?
Lamento dizer isso, meus amigos e amigas, mas o Cristianismo é apenas para os fortes porque a proposta de Cristo é vencedora desde o começo e destinada aos vencedores. É uma opção pessoal ser perdedor; mas por que correr o risco de naufragar no meio de nossos desafios quando existe alguém  que, além de já ter as respostas mais perfeitas, não só nunca naufragou como também pode te salvar do naufrágio?

24 junho 2012

È dia de São João!

È dia de São João!
Texto de Jaqueline Li
(Revista Sorria)


Em junho o corpo se rende ao balanço da festa. Basta uma fogueira, o som da sanfona e as barracas cheias de diversão para se entregar aos melhores esportes de inverno.
O Tempo é de Quadrilha, bandeirinhas coloridas e paçoca. Nos meses mais frios do ano, os casais dançam junto ao som das sanfonas, ao redor da fogueira. Junho é a hora certa de ensaiar a mira nas barracas de jogos de argola e pescaria e sair com um prêmio, daqueles bem grandes, fazendo inveja aos outros. È a única oportunidade do ano para encarar a subida no quase impossível pau-de-sebo, o tronco liso que desafia os mais corajosos.
Essa brincadeira toda é para agradecer a São João, o padroeiro dos festejos. O 24 de junho, data de nascimento do santo, é um dos mais antigos dias de comemoração para os cristãos. Mas o mês ainda tem lugar para Santo Antônio e São Pedro, que abençoam as danças e os jogos. E não é só de santos que se faz um bom arraial. Pau-de-sebo e quadrilha são velhas tradições pagãs, que retribuem aos deuses as boas colheitas da época. Por aqui, elas incorporam a celebração religiosa e compôem um dos meses mais divertidos do ano. No meio da festança ninguém consegue resistir as barraquinhas cheias de prêmios, aos acordes da música caipira, as brincadeiras que entram noite adentro. Então, o  melhor a fazer é retirar do armário a camisa xadrez e render-se a esses esportes juninos!

No último pau-de-sebo

Tudo acontece em segundos. O grito da torcida, os pés machucados,  a coragem de, sozinho, alcançar a vitória. Mateus Marcarini ataca e, quando chega ao topo do tronco liso e ensebado, sente que valeu a pena. “ É como se fosse um jogador chegando na área para fazer o gol”, conta o professor de educação física, de 29 anos, craque na escalada de árvores, de troncos descascados e engordurados.Em Caxias do Sul(RS), onde mora, a  brincadeira do pau-de-sebo é conhecida pelo nome italiano de cuccagna (em português, cocanha, que significa abundância). A diferença é que, em vez de óleo usado para preparar a madeira em outras regiões do Brasil, no Sul o poste é um eucalipto que, ao ser descascado, libera a seiva. Mateus, que participa da atividade desde os 11 anos, já venceu quatro vezes a prova, que, em sua origem, é um modo de agradecer aos deuses a colheita farta. Para ele, a difícil tarefa de escalar um tronco escorregadio é como as brincadeiras de criança. “Quem viveu a experiência de correr no mato e comer fruta no pé aprendeu a subir em árvores. E, aí, a gente nunca mais esquece”, explica. Só que na cuccagna,os pés reclamam. “Para se firmar na escalada, eles ficam bastante esfolados”, conta. Para ele, além dos segundos de emoção e das lembranças da infância, o mais importante do jogo é perpetuar as tradições. “Eu me sinto honrado em resgatar as situações vividas por meus antepassados por meio dessa brincadeira “, diz.

Argola ao alvo

A paixão de Romi da Cunha são as argolas. Pesadas, de metal, que devem-se encaixar perfeitamente em alvos a metros de distância. A gerente de vendas de 53 anos é fascinada pelo jogo de argolas. Como não quer esperar junho para dedicar-se a essa paixão, ela vai duas ou três vezes por semana ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Embu das Artes, em São Paulo. Ali, onde a brincadeira está disponível o ano todo, ela arremessa os círculos de modo que fiquem planando no ar, como discos.
E, com tanto treino (e uma dose de sorte), acerta o alvo a 3 metros de distância.”Mas, tem dia que a gente não acerta nenhuma”, conta a jogadora, que descobriu que era boa na brincadeira cinco anos atrás.
Nas argolas, ganha mais pontos quem conseguir encaixar o maior número de arremessos. No CTG, há um torneio interno para os aficcionados, e Romi é uma das atletas que mais acumularam pontos, “ Na primeira semana, treinava muito para não ficar para trás, mas logo peguei o jeito”, conta. “ Tem de saber dosar a força, mas cada um inventa seu jeito de jogar”. Agora, ela participa até de campeonatos em outras cidades. Romi conta que a brincadeira- que treina a percepção visual e a coordenação motora- também é uma forma de fazer novas amizades. “Eu me sinto bem entre tantas pessoas simples e de bem com a vida”, diz. Tem prêmio melhor?

Olha a quadrilha!

Juliana Maria e Ronaldo da Silva são devotos da quadrilha. Dançando, a dona de casa de 22 anos  e o profissional autônomo de 27, conheceram-se apaixonaram-se e casaram-se. E nunca mais, abandonaram a religião dos passos e rodopios, embalados pela música caipira. “Para nós, arraial é como Carnaval. A gente se prepara o ano todo e, quando ouvimos o locutor dizer que a quadrilha vai começar, o coração bate muito forte”, diz Ronaldo, que além de dançar no grupo Tradição do Recife, é um dos costureiros dos figurinos, filho e irmão de quadrilheiros, ele começou aos 12 anos. Nessa época, a dança costumava combinar o balanço do ritmo da música (o balance) com as fitas compridas em que cada cavalheiro dá a mão á sua parceira (o passeio). Hoje, a coreografia da quadrilha pernambucana mistura os passos tradicionais, como o túnel e as caminhadas para frente e para trás, com movimentos cheios de giros, evoluções e sincronia entre os casais. São cerca de 150 pessoas envolvidas na quadrilha do Tradição, que tem o ponto dramático no casamento, com uma noiva tão leve e delicada que lembra uma bailarina clássica. A cena é como um teatro, com diálogos gravados e encenações coreografadas. Juliana entrou para o grupo de tanto vê-lo se apresentando em arraias da cidade. E pretende continuar dançando até o dia em que não puder mais se sustentar de pé. “Quero ser a coroa da quadrilha“. Ali, esqueço-me de tudo, rio às gargalhadas e desestresso ”, diz.


Retalhos no Mundo:
Vocês também curtem as tradições juninas, com suas danças e comidas típicas?

04 abril 2010

Escândalos na Igreja 'decepcionam' cidade-natal de Bento 16

Escândalos na Igreja 'decepcionam' cidade-natal de Bento 16
Steve Rosenberg
Enviado especial da BBC News a Traunstein

Traunstein criou atrações turísticas por causa do papa

A recente série de escândalos de abuso sexual de crianças envolvendo membros da Igreja Católica em vários países do mundo e as suspeitas de que o papa Bento 16 acobertou muitos dos casos mexeram com os ânimos em um dos lugares onde o pontífice encontrava mais apoio: sua cidade-natal, Traunstein, na Alemanha.

No vilarejo de cartão-postal, localizado aos pés dos Alpes, na região da Baviera, muitos habitantes falam em "decepção".

"Estávamos orgulhosos de termos um papa alemão", disse uma moradora que passeava pela principal praça da cidade. "Mas este orgulho acabou."


Outra habitante declara: "Os escândalos de abuso foram um choque. As pessoas estão deixando a Igreja".

Traunstein, no entanto, ainda atrai visitantes por causa de seu filho mais ilustre. No centro da cidade, turistas se aglomeram para serem fotografados ao lado do busto do papa Bento 16. E um passeio turístico passa pelos locais associados a Joseph Ratzinger.

Castigos e abusos


A Alemanha é um dos países onde recentemente surgiram acusações contra padres católicos.

Até agora, foram relatados mais de 300 casos de abuso físico e sexual, que datam desde a década de 50 e envolvem clérigos de escolas católicas, mosteiros e até o famoso coral de meninos de Regensburg.

Um desses meninos era o hoje compositor Franz Wittenbrink, que foi membro do coral entre 1958 e 1967. Segundo ele, os padres tinham um sistema de "castigo semi-sexual".

"Eles escreviam em um caderno quantas surras os meninos tomavam. Se chegássemos a 20, tínhamos que ir até eles, geralmente em seus aposentos particulares", contou Wittenbrink à BBC.

"Tínhamos que abaixar a calça e apanhávamos com vara. Três dos padres usavam suas mãos para bater nas nádegas nuas."

Ainda de acordo com Wittenbrink, outros meninos eram abusados sexualmente pelo diretor da escola onde funcionava o coral.

Para ele, Joseph Ratzinger, que foi arcebispo de Munique entre o final da década de 70 e o início dos anos 80, e foi nomeado como o papa Bento 16 em 2005, "sabia do que acontecia".

"Não consigo imaginar que ele não soubesse", disse. "Acho que naquela época, a Igreja tentou varrer tudo para debaixo do tapete. Eles não queriam ninguém falando coisas ruins sobre a Igreja."

Na sexta-feira, o Vaticano negou que o papa tenha acobertado casos de abusos.

Escândalo de abusos dentro da Igreja católica marca comemoração da Páscoa na Alemanha

Alemanha

04.04.2010

Escândalo de abusos dentro da Igreja católica marca comemoração da Páscoa na Alemanha

Bento 16 não menciona abuso contra crianças em sua mensagem de Páscoa

Bispos alemães se pronunciam sobre a responsabilidade da Igreja diante das denúncias de abuso sexual em instituições católicas. Vaticano defende Bento 16 contra acusações de negligência.

Na Alemanha, bispos luteranos e católicos reiteraram durante a Páscoa o repúdio aos casos de abuso de menores praticado dentro de instituições católicas ao longo de décadas e que, recentemente, chegaram ao conhecimento público.

As mensagens de inúmeros sacerdotes durante as missas neste domingo (04/04) fizeram menções diretas ao escândalo que abala a Igreja católica na Alemanha e em outros países europeus.

Os apelos dos bispos cristãos revelam posturas diversas em relação ao papel da Igreja diante do fato que pode ameaçar sua credibilidade. Enquanto uns encaram a revelação dos crimes cometidos dentro de instituições católicas como uma chance para a Igreja repensar suas estruturas, outros tendem a destacar a culpa individual nos casos de abuso, eximindo a Igreja de uma responsabilidade coletiva.

Esperança de ressurreição da Igreja

O presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha, Robert Zollitsch, considera a atual crise um recomeço. "Os crimes execráveis, as faces obscuras da Igreja e também a escuridão dentro das pessoas têm que ser observados de perto", apelou o arcebispo de Freiburg em sua mensagem de Páscoa. Zollitsch também estimulou os católicos a se engajarem em sua crença, apesar do impacto dos escândalos.

Um "crime odioso" é como o bispo católico de Rottenburg-Stuttgart, Gebhard Fürst, qualificou o abuso sexual de menores por parte de padres e membros das ordens religiosas. Para ele, a denúncia desses crimes deveria servir de impulso para todos "ressuscitarem para uma vida íntegra e para a salvação de almas feridas".

Para além da mera mensagem moral cristã, a advertência do encarregado católico para casos de abuso, Stephan Ackermann, bispo de Trier, não deixa de ter um senso pragmático. Ele fez um apelo para que a compreensão do significado da Páscoa motive as pessoas a agir. Essa ação teria como pressupostos "o respeito ao mistério da vida e à dignidade dos outros, sobretudo a dos mais fracos".

Para o arcebispo da Baviera, Johannes Friedrich, o mais chocante é o fato de que as vítimas eram crianças e de que o abuso ocorreu dentro de instituições da Igreja. "Esses atos terríveis têm um peso ainda maior por terem ocorrido dentro da Igreja. Afinal, as pessoas têm razão de esperar que a Igreja respeite as crianças como criaturas amadas por Deus e faça tudo para proteger sua vida." Friedrich assegurou que se empenhará pelo esclarecimentos das denúncias na sua arquidiocese.

Já o arcebispo de Munique, Reinhard Marx, atribui o problema à falta de responsabilidade individual, exigindo uma renovação das igrejas e da sociedade. Para ele, os recentes escândalos na economia, na sociedade e na Igreja se devem à irresponsabilidade de muitas pessoas isoladas. "Uma sociedade democrática livre só terá futuro se cada um assumir sua responsabilidade", declarou Marx.

Por um julgamento penal regular

O presidente do Conselho da Igreja Luterana na Alemanha, Nikolaus Schneider, advertiu que o interesse das vítimas deve prevalecer. Ele fez um apelo para que a Igreja não descarte as denúncias como inofensivas e ajude as vítimas. Schneider também considera importante facilitar os meios para que as pessoas que sofreram abuso sejam motivadas a contar sua experiência e aceitem ajuda terapêutica.

Quanto aos religiosos culpados por abusos, o líder luterano aconselha um processo penal regular. A Igreja não pode se dar ao luxo de assumir sozinha o esclarecimento dos casos; para tal, seria necessário um julgamento normal pela Justiça do país, com base no qual a Igreja poderia então que aplicar suas próprias medidas disciplinares. Schneider rejeita um direito penal eclesiástico paralelo à Justiça.

Em suas críticas, o religioso luterano ressaltou que não se trata de um antagonismo com os católicos. Para ele, a Igreja luterana e a católica representam uma comunidade cristã única. Afinal, o impacto do escândalo de abusos sobre a opinião pública mostra que não se costuma distinguir entre as duas grandes Igrejas cristãs alemãs, declarou ele.

Católicos irlandeses na mira dos protestantes

Ao contrário do que tende a acontecer na Alemanha no momento, escândalos semelhantes na Irlanda e no Reino Unido já chegaram a gerar contenda entre católicos e protestantes. Durante a Páscoa, o líder da Igreja anglicana britânica criticou os católicos com palavras drásticas.

Numa entrevista à emissora britânica BBC, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, declarara que a Igreja católica na Irlanda perdera "toda a credibilidade" por causa dos escândalos de abuso. Posteriormente, Williams retirou a acusação e declarou "seu profundo arrependimento pelas dificuldades que causou" devido à sua posição.

Na Irlanda, onde inúmeras denúncias de abuso sexual de menores dentro de instituições católicas vieram a público nas últimas semanas, os sacerdotes aproveitaram a Páscoa para condenar veementemente esses crimes.

Ao longo da data, o Vaticano também refutou a acusação de que o papa Bento 16 tenha protelado por anos a punição de Michael Teta, um padre pedófilo de Tucson, no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com relatos da mídia nos Estados Unidos, quando Joseph Ratzinger era responsável pela respectiva congregação, adiou durante anos o processo em questão, apesar dos pedidos do bispo de Tucson.

Segundo o Vaticano, a demora entre a sentença de primeira instância e a condenação de Michel Teta em processo eclesiástico ocorreu porque a Igreja estava reformulando sua regulamentação jurídica naquela época.

Além disso, Ratzinger teria transferido a responsabilidade do caso para a congregação local em 2001, explicou o Vaticano, informando que, apesar de Teta ter perdido o título religioso somente em 2004, ele já havia sido suspenso de suas atividades em 1990.

Em sua mensagem de Páscoa, o papa Bento 16 conclamou os católicos a uma renovação espiritual e moral, sem ter mencionado contudo o escândalo de abusos sexuais e a violência contra menores.

O jornal do Vaticano Osservatore Romano acusou a mídia internacional de difundir uma "propaganda grosseira contra o papa e os católicos". Para arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, por exemplo, as acusações de negligência contra as autoridades eclesiásticas nos casos de abuso sexual dentro da Igreja não passam de uma "ofensiva para desestabilizar o papa".

SL/afp/dpa/epd/kna
Revisão: Nádia Pontes

29 março 2010

Cardeal diz que João Paulo 2° impediu investigação sobre pedofilia

Assimina Vlahou
De Roma para a BBC Brasil

João Paulo 2º teria impedido o início das investigações
O cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, disse nesta segunda-feira que o papa Bento 16 não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo 2º.
Schönborn afirmou que Joseph Ratzinger – que foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 - pretendia, em 1990, investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-arcebispo de Viena, Hans Hermann Groër.
Mas, segundo ele, isso não foi possível porque o papa não autorizou o início das investigações.
De acordo com o arcebispo, essa informação comprovaria que Bento 16 tem feito mais do que qualquer outro pontífice no combate contra abusos sexuais na Igreja e indicaria que as alegações de abusos contra Bento 16 são exageradas.
No domingo, Schönborn criou uma comissão especial para investigar as denúncias de abusos por parte de padres contra menores na Áustria.

Acusação

O caso do ex-arcebispo Hans Hermann Groër ficou conhecido em 1995 com a publicação de uma entrevista na qual um ex-aluno de Groër no seminário Hollabrumm disse que foi submetido a abusos pelo então professor na década de 70.
Na época, a Cúria de Viena colocou em dúvida a credibilidade da suposta vítima, questionando o fato de o aluno ter denunciado os abusos muitos anos após eles terem ocorrido.
Segundo a imprensa da época, foi por conta dessa posição que o então papa João Paulo 2° não teria sido informado ou não teria considerado que as denúncias tivessem fundamento, o que o levou a nomear Groër como cardeal.
Mas a primeira denúncia foi seguida de outras e acompanhada por uma grande campanha da imprensa austríaca. O caso então se transformou na maior crise da Igreja Católica na Áustria no pós-guerra, o que levou o cardeal a pedir afastamento do cargo.
Apesar da demissão, as acusações de abusos cometidos por Hans Hermann Groër continuaram e três anos depois, em 1998, João Paulo 2º finalmente enviou um inspetor para investigar o caso no país.
Após as investigações do inspetor do Vaticano, Groër foi obrigado a deixar a Áustria e impedido de se apresentar novamente como bispo ou cardeal.
Em abril de 1998, o ex-arcebispo de Viena pediu perdão “a Deus e aos homens”, mas não admitiu ser culpado pelos abusos.
Groër ficou exilado na Suécia e morreu em 2003, aos 83 anos.

Mudança

Segundo o atual arcebispo de Viena, atualmente a política da Igreja está mudada e sacerdotes que cometem abusos sexuais são imediatamente suspensos e destituídos do sacerdócio.
“Infelizmente, no passado preferiu-se, injustamente, proteger os carrascos e não as vitimas, enquanto que a preocupação com estas deve estar em primeiro lugar”, disse Schönborn em entrevista à televisão austríaca no começo de março, logo após a reunião da Conferência Episcopal da Áustria.
O cardeal Schönborn é amigo do papa Bento 16 e considerado um clérigo aberto ao diálogo.
Ele declarou recentemente que a Igreja Católica deveria promover um debate a respeito do celibato – o que, segundo ele, seria uma das causas dos abusos cometidos por sacerdotes contra crianças. A afirmação foi posteriormente desmentida pelo porta-voz da Arquidiocese de Viena.

28 março 2010

Papa não vai renunciar, diz cardeal britânico

Nichols é o principal líder católico da Inglaterra e País de Gales

O líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, disse à BBC que o papa Bento 16 não vai renunciar ao cargo diante da série de escândalos de abuso sexual infantil envolvendo clérigos em vários países.
Em entrevista neste domingo ao programa Andrew Marr Show, Nichols disse que não existe nenhum "motivo forte" para uma renúncia.
"Pelo contrário, ele é, entre todos nós, quem vem combatendo esses problemas", afirmou o arcebispo.
Segundo Nichols, também foi Bento 16 quem introduziu mudanças nas leis da Igreja para proteger crianças.
"Ele mudou a lei para que ofensas sexuais cometidas contra qualquer pessoa menor de 18 anos passassem a ser consideradas crime dentro da lei da Igreja", explicou.

Mais defesas

Nichols reconheceu como sendo "justificável" a "a irritação e a consternação" sobre o possível acobertamento dos casos de abuso sexual por padres.
Mas disse que as acusações do envolvimento do papa são "sem fundamento".
"Nos documentos da Santa Sé não há nada que impeça bispos de reportar os crimes à polícia", afirmou. "Aliás, desde 2001, a Santa Sé tem pedido constantemente para que os bispos façam isso."
No sábado, um importante membro do Vaticano, o cardeal Walter Kasper, que chefia o conselho ecumênico da Igreja Católica, também defendeu Bento 16.
Kasper disse ao jornal italiano Corriere della Sera que foi o papa quem tomou atitudes que levaram ao processamento de vários casos de suspostos abusos sexuais por padres, quando ainda chefiava a Congregação para a Doutrina da Fé como cardeal Joseph Ratzinger.
Apesar da defesa dos cardeais, Bento 16 segue sendo criticado em vários países por causa dos escândalos e tem sido pressionado por ativistas a renunciar.
A polêmica em torno da Igreja Católica voltou à tona na semana passada, depois que o jornal americano The New York Times publicou uma reportagem dizendo que, em 1996, o cardeal Joseph Ratzinger, que veio a se tornar o papa Bento 16 em 2005, não respondeu a cartas vindas de clérigos americanos acusando um padre do Estado do Winsconsin de abusar sexualmente de até 200 menores deficientes auditivos.
© Retalhos no Mundo - 2013. Todos os direitos reservados.
Criado por: Roberta Santos.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo