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17 setembro 2016

7 Autoras esquecidas da literatura brasileira

Texto de Homo Literatus - 10/06/2016

O Brasil se formou e ainda permanece como sociedade patriarcal. Os homens, durante a nossa história, tiveram supremacia em praticamente todos os âmbitos de poder: na política, na ciência, na cultura. Só em 1827 (!), com a abertura da primeira escola feminina no país, as mulheres passaram a ter o acesso básico à alfabetização, depois de mais de 300 anos de colonização. Devido a essa educação tardia, vieram depois as primeiras escritoras tupiniquins. Hoje, há um número imensamente maior de mulheres produzindo literatura; porém, elas ainda são pouco conhecidas, e isso se agrava mais ainda quando falamos das pioneiras.

O foco acadêmico e social acaba recaindo sempre nos mesmos nomes, já canonizados, como se estas fossem as únicas: Clarice Lispector, Cecilia Meireles, Ana Cristina Cesar – homenageada da FLIP esse ano –, Rachel de Queiroz, e agora Adélia Prado e Lygia Fagundes Telles (cotada ao Nobel de 2016). Sem desmerecer, obviamente, nenhuma dessas brilhantes representantes, creio ser importante também reconhecer as outras, que caem no ostracismo, longe dos holofotes. Por isso, resolvi fazer uma lista para iluminar algumas das moças que permaneceram, injustamente, tempo demais na escuridão.

MARIA FIRMINA DOS REIS (1825-1917)
Maranhense e negra, é considerada a primeira romancista brasileira. Em 1859, publicou o incrível Úrsula, tido pela crítica como o primeiro romance abolicionista e feminista escrito no Brasil, inaugurando a vertente da literatura afro-brasileira. Também era professora e figura ativa na imprensa local, publicando poemas, contos, crônicas e artigos em jornais da época. Além disso, na década de 1880, fundou a primeira escola mista (misturando meninas e meninos) do estado do Maranhão, ousadia que provocou muito rebuliço e incômodo.


Eu não te ordeno, te peço,

Não é querer, é desejo;

São estes meus votos – sim.

Nem outra cousa eu almejo.

E que mais posso eu querer?

Ver-te Camões, Dante ou Milton,

Ver-te poeta – e morrer.


NÍSIA FLORESTA (1810-1885)

Considerada a primeira feminista brasileira, publicou em 1832 o manifesto “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”. Também educadora e presença constante em periódicos da imprensa até então jovem, Nísia Floresta rompeu os limites entre o público e o privado que eram impostos às mulheres. Ela viajou pelo mundo, criando contatos e diálogos com Augusto Comte, pai do positivismo, e Alexandre Dumas, importante escritor francês.


Se cada homem, em particular, fosse obrigado a declarar o que sente a respeito de nosso sexo, encontraríamos todos de acordo em dizer que nós nascemos para seu uso, que não somos próprias senão para procriar e nutrir nossos filhos na infância, reger uma casa, servir, obedecer e aprazer aos nossos amos, isto é, a eles homens. (…) Por que [os homens] se interessam em nos separar das ciências a que temos tanto direito como eles, senão pelo temor de que partilhemos com eles, ou mesmo os excedamos na administração dos cargos públicos, que quase sempre tão vergonhosamente desempenham?

NARCISA AMÁLIA (1852-1924)
Além de poeta, Narcisa Amália foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Feminista e abolicionista, lutava contra as opressões de gênero e de raça nos seus textos. Foi, de acordo com Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional”, contribuindo imensamente para a formação da nossa literatura “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”.

POR QUE SOU FORTE

Dirás que é falso. Não. É certo. Desço

Ao fundo d’alma toda vez que hesito…

Cada vez que uma lágrima ou que um grito

Trai-me a angústia – ao sentir que desfaleço…

E toda assombro, toda amor, confesso,

O limiar desse país bendito

Cruzo: – aguardam-me as festas do infinito!

O horror da vida, deslumbrada, esqueço!

É que há dentro vales, céus, alturas,

Que o olhar do mundo não macula, a terna

Lua, flores, queridas criaturas,

E soa em cada moita, em cada gruta,

A sinfonia da paixão eterna!…

– E eis-me de novo forte para a luta.

GILKA MACHADO (1893-1980)
Vinda de família de artistas, com mãe atriz, parentes poetas e músicos, Gilka Machado foi uma grande poeta, que, nesses últimos anos, infelizmente caiu no ostracismo. Publicou em 1915, aos 22 anos, seu primeiro livro, Cristais Partidos. Durante a década de 1920, continua a escrever, lançando Estados d’Alma (1917), Mulher Nua (1922), Meu Glorioso Pecado (1928), e Amores que mentiram, que passaram (1928). Foi uma importante precursora da literatura erótica escrita por mulheres. Em 1979, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras.


Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada

para os gozos da vida, a liberdade e o amor,

tentar da glória a etérea e altívola escalada,

na eterna aspiração de um sonho superior…

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada

para poder, com ela, o infinito transpor,

sentir a vida triste, insípida, isolada,

buscar um companheiro e encontrar um Senhor…

Ser mulher, calcular todo o infinito curto

para a larga expansão do desejado surto,

no ascenso espiritual aos perfeitos ideais…

Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!

ficar na vida qual uma águia inerte, presa

nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

PAGU (PATRÍCIA GALVÃO) (1910-1962)
Sempre relacionada a Oswald de Andrade e condenada ao título de musa, Pagu foi muito mais do que companheira do escritor. Poeta, escritora, tradutora, desenhista, diretora de teatro, jornalista e militante, Patrícia Galvão lutou pela participação política da mulher na sociedade brasileira e foi figura essencial no movimento modernista. Publicou seu primeiro romance, Parque Industrial, em 1933. Primeira mulher a se tornar presa política no país, foi torturada durante muitos períodos em sua vida.

Nada nada nada

Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada

Pois existe o só nada

(…)

Um copo de conhaque

Um teatro

Um precipício

Talvez o precipício queira dizer nada

Uma carteirinha de travel’s check

Uma partida for two nada

Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas

Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava

Um cão rosnava na minha estrada

Um papagaio falava coisas tão engraçadas

Pastorinhas entraram em meu caminho

Num samba morenamente cadenciado

Abri o meu abraço aos amigos de sempre

Poetas compareceram

Alguns escritores

Gente de teatro

Birutas no aeroporto

E nada.

ORIDES FONTELA (1940-1998)
Pertencente à chamada ‘geração de 60’, Orides fez uma poesia filosófica, que se atenta aos detalhes, às brevidades, à palavra-coisa. Teve sua obra completa (de 1969 a 1996) reeditada recentemente pela Cosac Naify, possibilitando uma oportunidade de leitura aos novos leitores, que provavelmente nunca ouviram falar no seu nome.


Tudo

será difícil de dizer:

a palavra real

nunca é suave.

(…)



Tudo será

capaz de ferir. Será

agressivamente real.

Tão real que nos despedaça.



Não há piedade nos signos

e nem o amor: o ser

é excessivamente lúcido

e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade.)


HILDA HILST (1930-2004)
Hilda é, provavelmente, o nome mais conhecido dessa lista. O que ela faz aqui, então? Escolhi-a pois as pessoas podem saber quem ela é, mas quase ninguém a lê verdadeiramente. Além disso, ela é constantemente associada somente à poesia e ao romance, porém, as pessoas negligenciam que ela foi também uma excelente dramaturga e cronista – a meu ver, se estabelecendo como um dos únicos autores brasileiros (aqui, conto com os homens) a atingir alto nível de escrita nos três gêneros principais: lírico, narrativo e dramatúrgico.
 
Das autoras acima apenas ouvir falar de Pagu e Hilda Hilst, e vocês?

10 setembro 2016

Qual era o livro mais vendido no ano em que você nasceu?

Texto de Pamela Carbonari - Superinteressante

Compilamos os maiores best-sellers de ficção: para selecionar os hits literários no Brasil recorremos à lista dos mais vendidos da revista Veja. Também utilizamos a lista do The New York Times para encontrar as obras mais compradas pelos americanos nas últimas quatro décadas. Boa leitura!
1975

Brasil – Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado

Estados Unidos – A Saga do Colorado, James Michener

1976

Brasil – Araceli, Meu Amor, de José Louzeiro

Estados Unidos – Triniy, Leon Uris

1977

Brasil –

Estados Unidos – Pássaros Feridos, Colleen McCullough

1978

Brasil- Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa

Estados Unidos – A Herdeira, Sidney Sheldon

1979

Brasil – Farda, Fardão, Camisola de Dormir, Jorge Amado

Estados Unidos – O círculo Matarese, Robert Ludlum

1980

Brasil- A Falta que Ela me Faz, Fernando Sabino

Estados Unidos- A identidade Bourne, Robert Ludlum

1981

Brasil- Crônicas de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez

Estados Unidos- Os Rebeldes, James Michener

1982

Brasil – O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – O Mosaico de Parsifal, Robert Ludlum

1983

Brasil – A Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Garota do Tambor, John Le Carré

1984

Brasil – Tocaia Grande, Jorge Amado

Estados Unidos – Operação Aquitânia, Robert Ludlum

1985

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – Tripulação de Esqueletos, Stephen King

1986

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – A Coisa, Stephen King

1987

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Preço do Amor, Danielle Steel

1988

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Cardeal do Kremlin, Tom Clancy

1989

Brasil – As Areias do Tempo, Sidney Sheldon

Estados Unidos – A casa da Rússia, John Le Carré

1990

Brasil – Diário de um Mago, Paulo Coelho
Estados Unidos – O Ônus da Prova, Scott Turow

1991

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos – Scarlett, Alexandra Ripley

1992

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos- O Dossiê pelicano, John Grisham

1993

Brasil – Noite sobre as Águas, Ken Follett
Estados Unidos – As Pontes de Madison, Robert James Waller

1994

Brasil – Brida, Paulo Coelho
Estados Unidos – A Profecia Celestina, James Redfield

1995

Brasil – Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Profecia Celestine, James Redfield

1996

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – Segredos do Poder, Joe Klein

1997

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – A Montanha Gelada, Charles Frazier

1998

Brasil – O Livro das Virtudes para Crianças, William j. bennett

Estados Unidos – O Advogado, John Grisham

1999

Brasil – O Homem que Matou Getúlio Vargas, Jô Soares

Estados Unidos – O Testamento, John Grisham

2000

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling
Estados Unidos – A Confraria, John Grisham

2001

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

Estados Unidos – O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson
2002

Brasil – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling
Estados Unidos – The Lovely Bones, Alice Sebold

2003

Brasil – Onze Minutos, Paulo Coelho

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2004

Brasil – Budapeste, Chico Buarque

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2005

Brasil – Fortaleza Digital, Dan Brown

Estados Unidos – O Corretor, John Grisham

2006

Brasil – Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom

Estados Unidos – For One More Day, Mitch Albom

2007

Brasil – A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

Estados Unidos – A Cidade Do Sol, Khaled Hosseini

2008

Brasil – A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
Estados Unidos – O Recurso, por John Grisham

2009

Brasil – A Cabana, William Young
Estados Unidos – O Símbolo Perdido, Dan Brown
2010

Brasil – A Cabana, William P. Young
Estados Unidos – A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson

2011

Brasil – A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

Estados Unidos – A Resposta, Kathryn Stockett

2012

Brasil – A Escolha, de Nicholas Sparks
Estados Unidos – Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James
2013

Brasil – Inferno, Dan Brown

Estados Unidos – Um Porto Seguro, Nicholas Sparks
2014

Brasil – A Culpa é das Estrelas, John Green
Estados Unidos – O Pintassilgo, Donna Tartt

2015

Brasil – O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
Estados Unidos – A Garota no Trem, Paula Hawkins

Apesar de não ter os do ano que nasci(1960), acredito que na época não houvesse essa pesquisa, já li 6 livros. Os livros em negrito foram os que já li.

Os que tenho na estante:
  1. Diário de um Mago, Paulo Coelho
  2. Noite sobre as Águas, Ken Follett
  3.  Brida, Paulo Coelho
  4. O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson
  5. O Código da Vinci, Dan Brown
  6. Fortaleza Digital, Dan Brown
  7. A Cabana, William Young
  8. O Símbolo Perdido, Dan Brown
  9. A Escolha, de Nicholas Sparks
  10. Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James
  11.  Inferno, Dan Brown
  12.  Um Porto Seguro, Nicholas Sparks
  13. A Culpa é das Estrelas, John Green
Bom. tenho mais livros para ler do que lidos. Apenas três dessa lista estão na minha lista de leituras para este ano. 

E vocês já leram alguns desses livros da lista ou não tem interesse em lê-los?









24 junho 2012

È dia de São João!

È dia de São João!
Texto de Jaqueline Li
(Revista Sorria)


Em junho o corpo se rende ao balanço da festa. Basta uma fogueira, o som da sanfona e as barracas cheias de diversão para se entregar aos melhores esportes de inverno.
O Tempo é de Quadrilha, bandeirinhas coloridas e paçoca. Nos meses mais frios do ano, os casais dançam junto ao som das sanfonas, ao redor da fogueira. Junho é a hora certa de ensaiar a mira nas barracas de jogos de argola e pescaria e sair com um prêmio, daqueles bem grandes, fazendo inveja aos outros. È a única oportunidade do ano para encarar a subida no quase impossível pau-de-sebo, o tronco liso que desafia os mais corajosos.
Essa brincadeira toda é para agradecer a São João, o padroeiro dos festejos. O 24 de junho, data de nascimento do santo, é um dos mais antigos dias de comemoração para os cristãos. Mas o mês ainda tem lugar para Santo Antônio e São Pedro, que abençoam as danças e os jogos. E não é só de santos que se faz um bom arraial. Pau-de-sebo e quadrilha são velhas tradições pagãs, que retribuem aos deuses as boas colheitas da época. Por aqui, elas incorporam a celebração religiosa e compôem um dos meses mais divertidos do ano. No meio da festança ninguém consegue resistir as barraquinhas cheias de prêmios, aos acordes da música caipira, as brincadeiras que entram noite adentro. Então, o  melhor a fazer é retirar do armário a camisa xadrez e render-se a esses esportes juninos!

No último pau-de-sebo

Tudo acontece em segundos. O grito da torcida, os pés machucados,  a coragem de, sozinho, alcançar a vitória. Mateus Marcarini ataca e, quando chega ao topo do tronco liso e ensebado, sente que valeu a pena. “ É como se fosse um jogador chegando na área para fazer o gol”, conta o professor de educação física, de 29 anos, craque na escalada de árvores, de troncos descascados e engordurados.Em Caxias do Sul(RS), onde mora, a  brincadeira do pau-de-sebo é conhecida pelo nome italiano de cuccagna (em português, cocanha, que significa abundância). A diferença é que, em vez de óleo usado para preparar a madeira em outras regiões do Brasil, no Sul o poste é um eucalipto que, ao ser descascado, libera a seiva. Mateus, que participa da atividade desde os 11 anos, já venceu quatro vezes a prova, que, em sua origem, é um modo de agradecer aos deuses a colheita farta. Para ele, a difícil tarefa de escalar um tronco escorregadio é como as brincadeiras de criança. “Quem viveu a experiência de correr no mato e comer fruta no pé aprendeu a subir em árvores. E, aí, a gente nunca mais esquece”, explica. Só que na cuccagna,os pés reclamam. “Para se firmar na escalada, eles ficam bastante esfolados”, conta. Para ele, além dos segundos de emoção e das lembranças da infância, o mais importante do jogo é perpetuar as tradições. “Eu me sinto honrado em resgatar as situações vividas por meus antepassados por meio dessa brincadeira “, diz.

Argola ao alvo

A paixão de Romi da Cunha são as argolas. Pesadas, de metal, que devem-se encaixar perfeitamente em alvos a metros de distância. A gerente de vendas de 53 anos é fascinada pelo jogo de argolas. Como não quer esperar junho para dedicar-se a essa paixão, ela vai duas ou três vezes por semana ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Embu das Artes, em São Paulo. Ali, onde a brincadeira está disponível o ano todo, ela arremessa os círculos de modo que fiquem planando no ar, como discos.
E, com tanto treino (e uma dose de sorte), acerta o alvo a 3 metros de distância.”Mas, tem dia que a gente não acerta nenhuma”, conta a jogadora, que descobriu que era boa na brincadeira cinco anos atrás.
Nas argolas, ganha mais pontos quem conseguir encaixar o maior número de arremessos. No CTG, há um torneio interno para os aficcionados, e Romi é uma das atletas que mais acumularam pontos, “ Na primeira semana, treinava muito para não ficar para trás, mas logo peguei o jeito”, conta. “ Tem de saber dosar a força, mas cada um inventa seu jeito de jogar”. Agora, ela participa até de campeonatos em outras cidades. Romi conta que a brincadeira- que treina a percepção visual e a coordenação motora- também é uma forma de fazer novas amizades. “Eu me sinto bem entre tantas pessoas simples e de bem com a vida”, diz. Tem prêmio melhor?

Olha a quadrilha!

Juliana Maria e Ronaldo da Silva são devotos da quadrilha. Dançando, a dona de casa de 22 anos  e o profissional autônomo de 27, conheceram-se apaixonaram-se e casaram-se. E nunca mais, abandonaram a religião dos passos e rodopios, embalados pela música caipira. “Para nós, arraial é como Carnaval. A gente se prepara o ano todo e, quando ouvimos o locutor dizer que a quadrilha vai começar, o coração bate muito forte”, diz Ronaldo, que além de dançar no grupo Tradição do Recife, é um dos costureiros dos figurinos, filho e irmão de quadrilheiros, ele começou aos 12 anos. Nessa época, a dança costumava combinar o balanço do ritmo da música (o balance) com as fitas compridas em que cada cavalheiro dá a mão á sua parceira (o passeio). Hoje, a coreografia da quadrilha pernambucana mistura os passos tradicionais, como o túnel e as caminhadas para frente e para trás, com movimentos cheios de giros, evoluções e sincronia entre os casais. São cerca de 150 pessoas envolvidas na quadrilha do Tradição, que tem o ponto dramático no casamento, com uma noiva tão leve e delicada que lembra uma bailarina clássica. A cena é como um teatro, com diálogos gravados e encenações coreografadas. Juliana entrou para o grupo de tanto vê-lo se apresentando em arraias da cidade. E pretende continuar dançando até o dia em que não puder mais se sustentar de pé. “Quero ser a coroa da quadrilha“. Ali, esqueço-me de tudo, rio às gargalhadas e desestresso ”, diz.


Retalhos no Mundo:
Vocês também curtem as tradições juninas, com suas danças e comidas típicas?

23 março 2012

Posters de viagem p/ preguiçosos

O ilustrador H. Caldwell Turnercriou esses posters com dicas para os preguiçosos viajarem sem sair de casa  A coleçao intitulada 'Travel Posters for Lazy People' faz com que atividades preguiçosas como navegar sem rumo pela internet o dia inteiro e abrir a geladeira na busca de um lanche pareçam verdadeiras aventuras ;-) Do Laughing Squid. 
Debora Schach  

 Posters de viagem p/ preguiçosos - que tal visitar a geladeira ou passear pela internet?
Fonte: Blue Bus

15 agosto 2011

Nova coleção revela segredos em torno do paradeiro de nazistas no Brasil

 Muitas incertezas ainda pairam sobre a 2ª Guerra Mundial. Entre estas o paradeiro de diversos nazistas, muitos deles dados como mortos e encontrados décadas depois vivos em países diversos, especialmente na América do Sul.



A Coleção K.B.K.  dividida em quatro livros e escrita ao longo de seis anos de intensa pesquisa por Luiz Franco e Christiane Pereira, tem seu primeiro volume lançado neste mês de setembro. Em foco a história da Condessa Nora Daisy Auguste Emilie Carlotte Friz Kirschner Von Kirschberg, ou apenas Condessa Nora Daisy. Vivendo então em Foz do Iguaçu de forma miserável, ela tinha um grande conhecimento sobre o III Reich e seus personagens de modo que demonstrava até a conhecê-los pessoalmente.
Durante o estudo que originou a Coleção K.B.K., os autores buscaram as identidades e aproximaram Nora Friz, a mãe de Nora Daisy, do nome real de Magda Goebbels, esposa de Joseph Goebbels, criador de toda propaganda do Reich e do próprio Hitler.
Assista neste vídeo ao depoimento de Luiz Franco e Christiane Pereira que apresentam a Coleção K.B.K..

22 fevereiro 2011

As diferentes 'causas mortis' do Super Mario reunidas em uma só imagem

Sao muitos os motivos para perder 'a vida' no Super Mário - pode ser por afogamento, congelamento, cair em uma piscina de lava, ou até mesmo nao completar a fase no tempo proposto. Veja na imagem abaixo as principais 'causa mortis' do game. A dica é do BuzzFeed.

Jacqueline Lafloufa

15 setembro 2010

Andressa Pedry: “Sinto-me uma mulher mais madura, com mais autoconfiança"

04-09-2010


"Foi um espectáculo. Fiquei apaixonada pelas fotos." É assim que Andressa Pedry descreve a segunda produção que protagoniza para a Vidas.

A apresentadora da TV Record, de 27 anos, reforça que o profissionalismo da equipa se mantém mas que o seu "perfil" mudou desde Junho de 2009. "Foi uma oportunidade que tive para mostrar uma nova Andressa. Estou mais magra, mais loura e com um corpo mais esculpido", começa por revelar. "Sinto-me muito melhor, uma mulher mais madura, com mais autoconfiança. Na rua, os piropos também têm aumentado, e creio que consegui transmitir isso nas fotos", diz.

Apesar de satisfeita, Andressa é exigente consigo própria: "Quero trabalhar mais a parte das pernas, que são a minha parte do corpo favorita. Acho que são charmosas e bem delineadas." Para isso, não prescinde das idas ao ginásio e do cuidado com a alimentação.

PERFIL

Andressa Pedry nasceu em São Paulo, Brasil, a 12 de Setembro de 1982. Chegou a Portugal há quatro anos e tem vingado na apresentação. Actualmente, está à frente do ‘Programa da Tarde', da TV Record Europa, e frequenta um curso de Artes Dramáticas na Escola Ibérica. "No Brasil, trabalhei como actriz na TV Globo. E confesso que tenho saudades de representar, por isso vou voltar a apostar na representação", revela.

Veja o vídeo do Making of em VíDEOS


PRODUÇÃO

Produção: Triângulo das Bermudas
Maquilhagem e cabelos: Rute Calçada
Assistente de fotografia: Eduardo Ribeiro
Biquíni: Rip Curl
Sapatos: Carmen Steffens
Agradecimentos: Barcos de Recreio do Jardim do Campo Grande

Vânia Nunes

14 setembro 2010

Sétima Arte: ‘Entre Irmãos’

29-08-2010

Até onde se pode chegar para conseguir o perdão? De si mesmo; dos outros. Como se deixar resgatar de volta à vida dos afectos quando, à tortura de um trauma maior, se perdeu o coração? E até a razão... Outubro de 2007. ‘Sam’ (Maguire) está de partida para a guerra do Afeganistão. ‘Tommy’, o irmão (Gyllenhaal), acaba de sair da prisão.

Em casa, ‘Grace’ (Portman) e as miúdas esperam para se despedir do pai e rever o tio. À mesa de jantar, a tensão é o prato principal... Assim arranca ‘Entre Irmãos’, de Jim Sheridan (‘Em Nome do Pai’), um filme sobre traumas de guerra e afectos. Lá longe, ‘Sam’ é feito refém pelos rebeldes afegãos.

E enquanto ele faz de tudo para sobreviver e voltar para a família, em casa chora-se a sua morte e tenta-se seguir em frente. Quando o engano é desfeito e o militar escapa da tortura, o regresso é só o começo de uma caminhada inglória para voltar à vida.

ELENCO

‘Entre Irmãos’ é daqueles filmes em que as personagens (quase) não precisam de falar e expor a emoção, a angústia ou o seu universo interior. Porque tudo isso está completamente ‘chapado’ na cara dos actores. Fortíssimo. Comovente. Com sabor a verdade.

FICHA
Título original: ‘Brothers’
Realizador: Jim Sheridan
Elenco: Natalie Portman, Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire
Produção: EUA
Duração: 105 minutos

Por:Sofia Canelas de Castro
Fonte: Vidas
Notícia em Portugal

12 junho 2010

10 Filmes para indicar a Ex-namorada (o)

10 Filmes que fazem Chorar de Raiva!


Filmes ruins não desperdiçam apenas nosso tempo. Principalmente nossa paciência!

10. Nove Canções (2004)

O pior desse trabalho de Wintterbotton não é apenas a falta de interesse que a história causa em quem a assiste; é sim a sua completa indecisão: ele não se decide se é um filme pornô ou um videoclipe. As cenas de sexo são pudicas, a história causa enfado! Nada que se compara com o ótimo "A Festa Nunca Termina".

9. Satyricon (1970)

Frederico Fellini é um dos grandes do cinema italiano. Mas esta adaptação do texto clássico de Petrônio parece não ter unidade. As imagens são um deslumbre. Mais nada! Principalmente comparado com obras-primas como Noites de Cabíria, A Estrada ou A Doce Vida. Parece que Fellini confiou demais em sucesso para fazer Satyricon. Pelo menos, se o leitor não dormir ou não chorar de raiva, consiga apreciar as imagens.

8. Alien vs. Predador (2005)

É um filme que os produtores fazem para tentar renovar uma grife, mas que causa apenas revolta nos fãs! A reunião do Alien com o Predador foi um fiasco! O resultado foi extremamente tosco! O enredo bolado para reunir as duas criaturas foi ridículo, os confrontos foram fracos e ver o Predador como mocinho foi broxante! Quando a "mocinha" fica cara a cara com o Predador e a câmera faz um close, algum expectador-sonoplasta completa a cena com um ruído de beijo estalado! Eis o sucesso do filme.

7. Titanic (1997)

Ok, o filme foi um sucesso, permanece como a maior bilheteria do cinema, rende paródias até hoje e formou uma legião de fãs. Mas, combinemos, ele não larga seu lado tosco! Para poder assistir as belas cenas no naufrágio, o expectador tem que acompanhar um pastiche de romance, protagonizado por um Leonardo Dicaprio ainda pouco experiente. Na época em que estava em cartaz, ainda éramos obrigados a escutar as meninas gritando "Leo, Leo". A única coisa que salva é a morte de Leo no fim!

6. Um Pequeno Romance (1979)

O filme é um romance sem sal! E sem pimenta-cuminho, sem orégano ou qualquer outro tempero! É tedioso do inicio ao fim! Um romance que nem o mais empolgado apaixonado terá paciência! O típico filme que depois de assistir, chorar de raiva, você se esquece da história.

5. Match Point - Ponto Final (2005)

Woody Allen já fez filme, como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan, Hannah e Suas Irmãs ou Melinda e Melinda. Match Point, no entanto, foi triste. A história é chata, o desenvolvimento é lento e nas cenas de sexo, Allen não explora direito os atributos, digamos, visuais de Sacarlett Johansson. Apenas a hora do assassinato empolga! Para, na próxima cena, voltarmos ao marasmo! O mais impressionante é o sucesso de crítica e público. Incompreensível! Woody Allen parece que só por ter uma ótima seleção musical, um bom elenco e uma alusão muito da canalha do livro Crime e Castigo, de Dostoiévisky.

4. A Paixão de Cristo (2004)

A Paixão de Cristo e de Mel Gibson é um engodo que consegui enganar milhões de fies! Não bastasse Mel Gibson ser um péssimo diretor, esta versão das últimas horas de Cristo foi uma violência sem sentido! E esteticamente, as seqüências de flagelo são pobres, sem inovações ou relevância. A violência de Kill Bill, de Tarantino, é muito mais elevada do que a de Gibson! E o que mais causa raiva: ao invés do público observar aspectos estéticos ou a história em si (o enredo do filme é pobre), elas pareciam que estavam assistindo uma encenação da paixão em uma paróquia, como se fosse um ritual, e não um filme!

3. A dança dos Vampiros (1967)

Todo o grande artista tem um instante de baixa qualidade. Em sua maioria, esses instantes ainda são melhores do que a média geral das produções. Mas, quando esse instante é pior do que a média, não tem choro nem vela! Este filme de Polanski é um horror! Em tese, deveria ser um terrir (uma comédia com pitadas de terror). Ele não provoca nem dor de estômago! Os vampiros não causam nem medo nem riso, as seqüências de ação um tédio, os cenários ridículos. Ao contrário de Satyricon, que tinha boas imagens, ou de Match Point, que tinha um bom elenco e boas músicas, nada se salva em A Dança dos Vampiros. Depois de assisti-lo, nos perguntamos: onde o Polanski tava com a cabeça!

2. Instinto Selvagem 2 (2006)

É o filme que você entra na sala de projeção sabendo que não sairá boa coisa. E quando sai, se pergunta como ainda cai nessas armadilhas de produtores. O filme é ridículo, as atuações são podres e as pernas da Sharon Stone não são mais o que foram. Nem o suspense provoca calafrio. A maior tristeza é saber que haverá outra continuação...

1. Irreversível (2003)

Gaspar Noe queria fazer uma obra de arte chocante. Ele não conseguiu passar do chocante! O filme narra a busca de um homem pelo estuprador e assassino de sua esposa. Tudo de trás para frente.
A técnica de montar o filme de trás para a frente não é nova. Foi feita magistralmente por Nolan em Amnésia. Nesse último caso, a razão pretendia colocar o espectador na situação do protagonista, vítima de doença que o impedia de lembrar os últimos acontecimentos.
Em Irreversível, o diretor alegou a mesma razão: nos colocar no lugar d a mulher vítima de estupro. Porém, foi total insucesso. A verdadeira função da montagem é esconder a fragilidade do enredo: uma mulher grávida vai para uma festa com o marido e amigo. Quando sai sozinha é violentada por 15 minutos e morre. O marido vai atrás e tenta descobrir o assassino.
Tudo é tosco: a cena de estupro é extremamente mal feita - depois de alguns minutos, ficamos indiferentes; a seqüência em que uma cabeça é destroçada serve apenas para chocar! E, depois de assistirmos um banho de sangue, acompanhamos os eventos anteriores Nessa parte, o Noe parece querer justificar as cenas violentas. Entretanto, a história não se sustenta.
Os diálogos ridículos sobre liberdade sexual não justificam nada. Fica claro que o diretor queria apenas fazer algumas cenas que chocassem e nada mais. E, ao tentar dar um sentido artístico, demonstra-se incompetente!
O problema não são as cenas fortes. Muitos grandes filmes são violentos. No entanto, essas obras de artes, são geniais do início ao fim. O trabalho de Noe, no fim, não deixa nada nas nossas cabeças, só vontade de chorar de raiva!

Por: Georgenor de S. Franco Neto

Você indicaria algum para o Ex?

10 Comédias Românticas mais Românticas

Como já advertia o Ministério da Saúde: "Fazer listas. Fazer listas é muito perigoso". Ou teria sido um romancista??? Enfim, sei, estou correndo risco de vida fazendo listas sobre cinema. Principalmente começando com as 10 melhores comédias românticas da minha vida - sei, vou começar a usar colete a prova de balas!


10. Mensagem Para Você

Gente, eu vi esse filme uma única vez! E foi logo na semana de Estreia. Tem o mérito de ter sido o primeiro filme - pelo menos o primeiro com repercussão - a falar de relações amorosas via internet. Na vida real, o personagem de Tom Hanks, proprietário de uma super-livraria, e Meg Ryan, dona de uma pequena loja de livros infantis, se odeiam. Mas, nos e-mails, eles se amam! A história é uma delícia! As cenas relacionadas à internet podem não surpreender tanto hoje, mas, na era pré-banda larga, foi genial.

9. Como se Fosse a Primeira Vez

Quando o leão-marinho vomitou em cima de uma das personagens, disse: "esse filme vai ser um horror!" Mas não se enganem! Ele é fofo! Esse início parece estar lá só para enganar o público. Se a história da mulher que se esquece do ocorrido no dia anterior nos angustia, as tentativas de Adam Sandler de conquistá-la são impagáveis! A história se equilibra muito bem entre o drama e o cômico. As armações de Sandler para reconquistar a personagem de Drew Barrymore todos os dias seguram muito bem a primeira metade do filme. Só não aconselho aos homens que já namoram ou são casados a muito tempo de assisti-lo junto com suas companheiras: elas vão reclamar que você nunca mais deu se quer uma pétala de rosas!

8. Do Que As Mulheres Gostam

Se em Como se Fosse a Primeira Vez sua mulher vai ficar reclamando de como nos últimos dez anos você não abriu a porta do carro, com Do que as Mulheres Gostam ao menos você entenderá como a cabeça delas funciona! O filme é uma cônica sobre o universo dessas tão complicadas mulheres, que preferem descobrir que transaram com um gay do que levar um fora do ficante! Vai entendê-las! Para os homens, melhor que o romance, é sentir-se como um invasor do universo feminino. Depois de assistir ao filme, podemos dizer: entramos no banheiro feminino! Ok! Ok! Não perguntei para nenhuma mulher se as histórias procedem, mas o filme é bem convincente! Vale também por ver Mel Gibson em sua fase pré-cineasta-profeta. Você, novamente meu amigo homem, corre o risco de escutar da boca de sua namorada a piada infame: "Ah, um filme do MEU Gibson!"

7. Uma Linda Mulher

Tenho um trauma com esse filme. Demorei anos para vê-lo! Na verdade, só o assisti uns dois anos atrás na Quinta no Cinema, no SBT. A história virou clássica! Acho que é mais por isso que coloquei na lista. Sabe como é: as pessoas querem ver os clássicos na lista. Sim, sim, esse filme já é clássico, apesar de a Julia Roberts continuar um pedaço! Mais do que o executivo que se apaixona por uma prostituta - sinceramente Olavo e Bebel, da novela Paraíso Tropical interpretaram o papel bem melhor, e em horário nobre! - o filme vale por ser uma dos grandes papais de Julia Roberts. Não é o que mais gostei, mas ainda sim é saboroso!

6. Alguém Tem que Ceder

É mais que um romance. É A comédia! Talvez uma das mais divertidas dessa lista! Não só pela história do homem na idade do lobo namorando uma ninfeta! Nem apenas pela disputa que vem em seguida, onde o mesmo cinqüentão luta contra um jovem médico pelo amor da mãe da ninfeta! Mas, principalmente, pelas atuações de Jack Nicholson e Diane Keaton. Eles protagonizam a melhor cena (cômica) de sexo na idade madura de todo cinema! Uma delícia!

5. Tudo Acontece em Elizabethtown

O filme de Cameron Crowe é mais do que uma excelente seleção musical. Um executivo (Orlando Bloom) volta para a cidade natal para o enterro do pai e se apaixona por uma aeromoça (Kirsten Dunst) - e que aeromoça! O diretor coloca situações tristes, como um velório, na fronteira entre o cômico e o lírico. Destaca-se no elenco Susan Sarandon, como a viúva odiada pela família do marido. Uma das seqüências mais emocionantes é a viagem de Bloom pelo interior dos Estados Unidos lançando as cinzas de seu pai ao vento. Tudo acompanhado de uma trilha sonora bem pop!

4. Simplesmente Amor

Uma maneira de medir a criatividade de uma comédia romântica é ver o que o diretor vai inventar para o casal terminar junto. Simplesmente Amor já merece entrar na lista porque conta várias histórias de amor, e todas com uma solução bem criativa. Sim, ele é mais do que a primeira produção americana na qual Rodrigo Santoro teve fala! Os "causos" são romances singelos, divertidos e cativantes. Tem amor de tudo quanto é jeito: amor na infância, amor no trabalho, amor entre estrangeiros, tem até amor no poder! Sim, o primeiro-ministro inglês se apaixona por uma plebéia! O filme tem outro mérito: no fim, não há uma união de todas as tramas. Não sei o porquê o diretor optou por esse fim. Mas, entre não unir as histórias e forçar um final, é melhor deixar cada um em seu canto. Ele se saiu bem. Afinal, não se pode faze chover sapos todos os dias no cinema!

3. Abaixo o Amor

Não chega a ser lisérgico. Poderíamos chamar de psicodélico. Ou, simplesmente, um visual anos 50 animal! Mais que uma produção de artes excelente, o filme tem ótimas atuações, uma história de amor com reviravoltas, uma romance adorável e uma crônica sobre o comportamento da década de 50 e da nossa década! As cenas são bem resolvidas e as piadas tem o time preciso. Mais do que o suficiente para um terceiro lugar.

2. Um lugar chamado Notting Hill

Chegou a hora de confessar: eu já chorei vendo comédia romântica! - e foi nessa!! Muitos falam que elas são fúteis, alienantes, lixo cultural, previsíveis. Isso tudo vai depender do diretor. Mas, no caso do nosso segundo lugar, esses adjetivos cabem perfeitamente. Logo no começo, sabemos que o casal vai se separar no meio do filme e no fim ficarão juntos, ricos e felizes! Mas dentro do máximo estereotipo, o filme emociona e mantém o ritmo. E não é só: a história prende, Julia Roberts está muito bem e Hugh Grant está em ótima performance. Ah, tem mais uma coisa: a trilha sonora é ótima. Principalmente a música She. É justamente quando ela toca, no final do filme, que eu choro. Pelo menos, até a última vez foi assim...

1. Embriagado de Amor

Se até agora você só fez me xingar pelas escolhas, agora você terá mais um motivo. Ou, se você acha toda comédia romântica um lixo, assista o meu primeiro lugar.
Não se trata de uma comédia romântica qualquer. Nem de um filme qualquer. Poucas pessoas para quem sugeri o filme gostaram. De fato, não é fácil a digestão. Entretanto, é o único dessa lista que digo com tranqüilidade: aqui se fez arte!
O filme conta a vida de Barry Egan, que se apaixona pela personagem de Emily Watson, sofre pressões no trabalho e da penca de irmãs, se envolve com máfia do disque-sexo, e compra potes de pudim para fazer uma viagem.
Mais que uma história inusitada, Paul Thomas Anderson dá status de arte para a comédia romântica. Do enquadramento ao som, da fotografia às atuações (foi com esse filme que passei a respeitar Adam Sandler), tudo impecável! Pegue a trilha sonora: ela ora parece ir contra tudo que está na tela, ora parece reforçar o que assistimos.
O filme é incompreendido, mas não incompreensível. Vale conferir! E por favor, não me matem se não gostarem! Se quiserem, podem encher minha caixa de e-mail com listas!

Por: Georgenor de S. Franco Neto

E vocês tem a sua própria lista de filmes românticos?

09 junho 2010

Como organizar uma festa junina

1. O básico: defina uma data sem jogos importantes da Copa e um lugar acessível. Pode ser na sua própria casa, se tiver espaço para isso (depende da quantidade de pessoas), no salão de festas do prédio ou na escola dos seus filhos.

2. Faça uma lista de convidados. A festa será apenas para crianças? Só para adultos? Para os dois? Com a quantidade definida, dá para estimar o quanto precisará de comida e bebida.

3. Procure resgatar o sentido original das festas juninas. Essa parte é especialmente importante para as crianças, que estão sempre em fase de aprendizado.
4. Festa junina que é festa junina tem muitas simpatias!  Uma busca simples pelo Google revela milhares de outras opções.

5. A música da festa também é muito importante. Atenha-se às músicas originais, para caracterizar. O ritmo típico é o forró. Na quadrilha a música mais tocada é "Festa na Roça" de Mário Zan. Outras músicas conhecidas são:

Capelinha de Melão

Olha pro céu, meu amor

Pula a fogueira

Cai cai balão

Sonho de papel

6. Peça para os convidados irem com trajes típicos. Os homens devem ir com camisa xadrez, calça jeans com retalhos costurados, chapéu de palha, lenço no pescoço, bota de cano alto. As mulheres com vestido florido com babado e renda, cabelo trançado e amarrado com fita, chapéu de palha, meia calça e sapato.

7. Existem muitas brincadeiras e jogos para as crianças.
8. Comes e bebes são um capítulo a parte. Os tradicionais são:
paçoca
cocada
vinho quente
bolo de fubá
cuscuz
doce de leite
bolo de milho com coco
arroz doce
pé-de-moleque
quentão
ponche
pipoca doce
pamonha
milho cozido
pipoca com manteiga
canjica
amendoim doce
biscoito de polvilho
cachorro-quente
doce de abóbora
pinhão
torta de banana
maçã do amor

9. A decoração também é fundamental. As tradicionais bandeirinhas são fáceis de fazer e a criançada adora participar. Se você tiver uma enorme área aberta, vale fazer uma fogueira. Senão, improvise com uma de mentirinha. Toalhas com estampa xadrez nas mesas e artefatos de palha dão o tom. Espalhe ramos de trigo e palhas de milho sobre as mesas.

10. Com tudo definido, não se esqueça dos convites! Você pode fazer modelos artesanais ou virtuais. o importante é enviá-los com uma antecedência boa, tipo 1 mês. Mais do que isso, as pessoas esquecem. E lembre-se de pedir para cada um levar um prato! Isso também faz parte das tradições juninas!
 
 Thais -Vida organizada
 

06 junho 2010

Tom experimental atrai artistas para espaços alternativos em SP

 Depois de carregar sacos de areia, instalar um sistema de iluminação e som e criar uma imagem “sensorial” para sua instalação, o artista Felippe Segall não ficou satisfeito com o resultado, exibido em um mezanino desocupado por anos, na edícula da casa que serve para a exposição “Aluga-Se”, em cartaz apenas até o próximo dia 12 em São Paulo.

Segall, 36 anos, nome emergente na cena de artes visuais de São Paulo – ele participará da próxima “Paralela”, mostra organizada pelas principais galerias paulistanas durante a Bienal de São Paulo, por exemplo -- e já representado por uma galeria importante da cidade, a Casa Triângulo, conseguiu interferir no trabalho até achar que ele ficou satisfatório. “Isso foi muito importante. É raríssimo que consigamos ter uma experiência dessas, mexer na obra no decorrer de uma mostra”, afirma ele, que encheu ainda mais de areia o espaço, além de dispor lâmpadas e equipamentos de som de forma mais equilibrada (veja foto acima).

A opinião de Segall serve como síntese de exposições que têm acontecido em São Paulo, com enfoques experimentais e coletivos. Tais mostras servem para artistas sem galeria exibirem suas peças e para nomes mais estabelecidos conseguirem abordar aspectos arriscados de sua obra, sem preocupação comercial com os resultados.

A coletiva “Aluga-Se” ocorre em uma residência de dimensões confortáveis no Alto de Pinheiros, em São Paulo. Reúne 33 artistas de diferentes gerações que se uniram para ocupar um espaço que está longe de ser um cubo branco. Muitos dos trabalhos são site specific, ou seja, são produzidos especialmente para o espaço, mas também há obras feitas anteriormente pelos artistas. A artista Yara Dewachter foi quem conseguiu a cessão da residência e tem suas pinturas exibidas no andar térreo da construção.

No entanto, lugares menos ortodoxos serviram para os artistas fazerem seus trabalhos. Um dos muros que separa a residência de outra propriedade recebeu pintura de Laura Gorski. “Foi um desafio, o muro é bem grande”, diz ela. Em uma das fachadas da construção, de frente para a obra de Gorski, Roberto Fabra fez um grafite com um de seus personagens usuais, um coelho algo computadorizado, em verde. Marlene Stamm aplicou microintervenções em vários cômodos, simulando elementos banais, como um interruptor. Bárbara Rodrigues instalou um vídeo que mostra uma “cascata” (produzida por água de chuva) no que um dia pode ter sido uma despensa.

Mas talvez a ocupação mais impactante dentro de “Aluga-Se” foi a feita por Daniel Caballero, que “invadiu” com terra, sementes – que já brotaram desde a abertura da mostra -- e tinta o que era um dos banheiros da casa. No mesmo andar, Rosana Naday instalou dentro de um antigo quarto um imenso barco, que impossibilita a circulação completa no espaço, fazendo com que o público, pela janela, veja outros trabalhos sob uma nova perspectiva.

Na edícula, Giba Gomes ativou seu próprio ateliê em uma das salas e utiliza uma prensa no local. Seguindo pelo espaço, uma das mais amplas áreas traz as pinturas de Newman Schutze, as intervenções de Lina Wurzmann, uma sala de vídeo com trabalhos de Cinthia Marcelle e Roberto Bellini, o mezanino de Segall, uma intervenção de Wagner Morales e uma pintura em grande escala de Bettina Vaz Guimarães, que a fez sobre pedaços de papel que podem cair do arranjo que criou na parede, em razão da umidade do local.

Bettina também participou de outra coletiva em espaços alternativos de São Paulo, o “1º Salão dos Artistas sem Galeria”, sendo uma das artistas premiadas -- os outros contemplados foram Amanda Mei e Bartolomeu Gelpi. Realizada na Casa da Xiclet e na Matilha Cultural, a exposição está atualmente em cartaz na Patricia Costa Galeria de Arte, em Copacabana, Rio, seguindo até o próximo dia 18.

“Foi importante para mim. Resolvi participar porque, desde que a galeria Oeste fechou, estava sem representação. Já no ‘Aluga-Se’, era importante a experimentação, o fato de a pintura que fiz não ser um processo fechado [pois algumas partes dela já descolaram]”, conta a artista paulistana, que já expôs em outros Estados e no exterior (Portugal e Bolívia).

“Em Obras” foi outra coletiva alternativa, reunindo 30 artistas que fizeram desenhos de duração temporária em um ponto movimentado de São Paulo, a passagem Consolação. O caráter da ocupação era preencher e, depois, apagar as obras criadas em uma das paredes do espaço.

“Os artistas se reuniram por convites informais, um chamava o outro. Não houve seleção. O interessante é que nenhum dos 30 artistas conhecia todos os outros, nem os seus trabalhos", diz Juliana Kase, uma das artistas envolvidas.

Os artistas participantes também eram diversos, desde aqueles representados por galerias -- Alice Shintani, Laerte Ramos e Marcia de Moraes, entre outros -- a jovens nomes, como Flávio Cerqueira, Henrique de França e Jerôme Florent.

Marcia de Moraes, hoje na galeria Leme, defende o risco e a experimentação em iniciativas do tipo. “Aceitei participar porque ocorreu em um lugar não usual, num projeto experimental que unia 30 artistas diferentes. Além disso, fazia com que eu fugisse do papel e se arriscasse numa parede, uma coisa nova para mim [a maior parte de sua produção é de desenhos sobre papel]”, avalia ela. “Não havia curador, galerista, instituição ou produtor por trás. Foram apenas artistas que se organizaram para realizar um projeto único. Isso é muito importante politicamente, pois coloca mais força nas mãos dos artistas.”
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"ALUGA-SE"

Quando: de terça a domingo, das 12h às 20h; até 12/6
Onde: av. São Gualter, 1941, São Paulo
Quanto: entrada franca

"1º SALÃO DOS ARTISTAS SEM GALERIA"

Quando: de segunda a sexta, das 10h às 20h, e sábado, das 12h às 19h; até 18/6
Onde: Patricia Costa Galeria de Arte (av. Atlântica, 4240, loja 226, shopping Cassino Atlântico, Rio, tel. 0/xx/21/2227-6929)
Quanto: entrada franca

MARIO GIOIA

02 maio 2010

TV - 'Dramédia' suicida

O canal de televisão a cabo americano Starz estreou, na última sexta-feira (23/04), a “dramédia” Gravity, série que tenta abordar de maneira engraçada e ao mesmo tempo íntegra, um assunto polêmico: o universo dos suicidas.

O programa mostra um grupo de suporte, no qual todos os integrantes tentaram cometer suicídio. Os personagens são a solitária Lily (Krysten Ritter de Breaking Bad), o católico devoto e viúvo Robert (Ivan Sergei), a ex-modelo quarentona Shawna (Rachel Hunter) – que tem uma queda por homens mais jovens – e o líder do grupo Doug (Ving Rhames, de Pulp Fiction), um ex-jogador de baseball que virou cadeirante.

Contrastes

A série procura mostrar o tema uma forma menos dramática. No primeiro episódio, Robert tenta se matar jogando seu carro de um penhasco, mas acaba caindo na piscina de um navio em um cruzeiro gay. Ou quando Lily tenta suicídio tomando um pote de comprimidos com uma fatia generosa de bolo de chocolate e se encanta por um homem no “céu”, mesmo sendo atéia.

"Um assunto sensível como esse, se tratado com honestidade e compaixão, pode também ser engraçado", diz o co-criador da série, Eric Schaffer, em entrevista ao site americano TV Guide. "O humor pode ser uma saída para se recuperar de uma tragédia e ajudar os outros a lidarem com isso”.

(BR Press)
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