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08 março 2014

Dia Internacional da Mulher

Em homenagem a todas nós mulheres, deixo este texto escrito por Maria Cecília Amaral de Rosa

Ah! Mulheres... 


Nem só de beleza e bons perfumes fazem parte do pensamento dessas criaturas supreendentes . Durante muito tempo, a mulher lutou para ampliar seus espaços na sociedade e, para isso, usou de todo o seu talento e ousadia. São verdadeiras Cleópatras quando se trata de determinação para alcançarem seus objetivos e se tornarem poderosas, seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura e até nas guerras.

Enfrentando a guerra  
Ana Neri não vacilou em enfrentar a guerra dedicando-se em salvar vidas com muito carinho. A nossa Anita Garibaldi enfrentou batalhas na terra e no mar sem deixar de ser esposa e mãe apaixonada. Maria Quitéria lutou com garra pela libertação do povo brasileiro e também da mulher que almejava ser livre. A solidariedade da primeira dama Eleanor Roosevelt visitando feridos em meio a batalhas transformou a visão do mundo acerca da fragilidade feminina e abriu-lhes um espaço de reconhecimento. A tímida americana Clara Barton foi enfermeira voluntária nos campos de batalha, mudou a vida dos soldados feridos organizando a Cruz Vermelha Americana e conseguiu a assinatura do Tratado de Genebra pelos EUA.

Nas alturas
O Céu é o limite, diz o antigo ditado. Não para Ada Rogato que, entre outras pioneiras da aviação, tirou sua licença aos 16 anos de idade, sobrevoou a cordilheira dos Andes e apaixonou-se por paraquedismo fazendo inúmeras apresentações. Amélia  Eahart foi mais atrevida: atravessou o Atlântico num voo solo, desafiando tempestades e altitudes e bateu recordes que nem mesmo aviadores experientes ousaram arriscar. E ainda criou um "estilo" de moda todo seu, o charme do lencinho no pescoço e da jaqueta acinturada contnuam em "alta".

Uma arma infalível
A beleza tornou-se uma arma poderosa nas mãos de Helena Rubistein, que prolongou a aparência de juventude das moças de seu tempo e continua fazendo sucesso na pele feminina das tão atarefadas executivas de hoje. Viva HR! Uma "gênia" dos cosméticos!

Esporte é saúde
O setor dos esportes também não pode se queixar, pois foi eleito por belas mulheres como um caminho de desafios e vitória. Hortência chegou ao Hall da Fama por sua dedicação ao Basquete, Daiane dos Santos brilhou nas Olímpiadas e a americana Charlotte Cooper foi cinco vezes campeã em Winbledon quando o tênis abriu as portas para elas... maravilhosas... mulheres!

De doce e de letras
A alma feminina passa por receitas infalíveis e por sonhos singelos como os doces versos de Cora Coralina, que ganhou seu sustento como doceira profissional. Que calda deliciosa!! Tão doce e suave como os passos dos nordestinos retratados por Rachel de Queiroz e tão chocantes quanto as linhas do Diário de Uma Estudante Paquistanesa que revive os temores de Anne Frank muitos anos depois. O mundo mudou, os tempos mudaram, mas a essência da mulher não muda: é movida pelas inquietações do novo, do bonito, do justo...

O brilho das estrelas
O universo da moda brilhou com a criatividade de Coco Chanel que, além de perpetuar o "pretinho básico", um acessório fundamental no guarda-roupa feminino, lançou a calça comprida com corte feminino tão prática para o dia a dia. Conquistaram o mundo cantando e divulgando o país como a encantadora Carmem Miranda que "adotou" o Brasil e o tornou conhecido nos EUA e Europa pelo seu estilo de baiana adorável nas telas e palcos por onde passou. Inezita Barroso, a nossa querida folclorista, enaltece nossas raízes com sua voz inconfundível perpetuando o sertanejo brasileiro.

Na vida da nação
Os altos cargos  do governo do mundo todo também registraram a suave presença de verdadeiras heroinas como a diplomata Maria José Rebello Mendes que precisou lutar para ingressar no Itamaratuy. Já Indira Gandhi e Golda Meir deram suas vidas por um país melhor e melhores condições para toda uma nação. Moças simples, porém com uma visão bem definida em favor dos menos privilegiados Margareth Thatcher e Hillary Clinton mostraram como o amor pode ultrapassar barreiras e sua incrível capacidade de superação.

As ciências
As contribuições femininas para a pesquisa científica foram inúmeras. A curiosidade de Hildegard Bingen resultou num livro sobre botânica e medicina. A matemática espanhola Maria Gaetana Agnesi descobriu a solução para equações que usamos até hoje. As taxas de mortalidade infantil baixaram significativamente depois que Virgínia Apgar criou a escala de testes que avalia recém-nascidos nos primeiros momentos de vida e descobriu que alguns tipos de anestesias usadas no parto prejudicavam os bebês. Marie Curie recebeu oo Prêmio Nobel de Química e o Prêmio Nobel de Física por sua valiosa pesquisa sobre radioatividade, conhecimentos dedicados à melhoria e preservação da humanidade.

Amparadas por Deus
A força da religião moveu mulheres em todas as partes do mundo por um trabalho social em favor dos necessitados a ponto de erguer verdadeiros impérios. São exemplos memoráveis a Madre Teresa de Calcutá que unia muçulmanos e budistas entre outros em favor de sua causa. No Brasil, a Irmã Dulce dedicou sua vida a amenizar o sofrimento de doentes e pessoas carentes, transformando residências em abrigos e conseguiu edificar um hospital de alta tecnologia para salvar vidas. O trabalho da Pastoral feito por Zilda Arns também conseguiu diminuir a mortalidade infantil no nosso país. Mulheres abençoadas que partilharam a graça com milhares de pessoas. Já a fé de Catarina de Siena esteve a serviço da união da igreja no Grande Cisma de Oriente. Apesar de analfabeta, ditou mais de 300 cartas a autoridades e o livro  "Diálogos de Divina Providência" registrado em 1377.

Mulheres na Arte
Entre versos, canções e pinceladas elas adentraram um universo que ficou mais bonito. Superando críticas, como fez Anita Malfatti, persistiu na sua ânsia da expressividade e sagrou-se artista reconhecida mindialmente. Tarsila do Amaral retratou um período muito importante da luta operária no Brasil e o fez com suavidade e impacto. Os enigmas dos crimes articulados por Agatha Christie encantam o pensamento romântico de leitores no mundo todo, a versatilidade com que ela escrevia prende e desafia a nossa mente a decifrar os episódios. O mundo maravilhoso vivido e transcrito por Simone Beauvoir nos transporta para um tempo em que se descobria a liberdade do pensar  em meio a uma modernidade extremamente avançada no relacionamento a dois, nascia a filosofia de Sartre, ganhando o mundo e conduzindo ao pensamento político do iluminismo.

Salvando vidas
Não só a medicina ou a ciência, mas a coragem e ousadia de Aracy Guimarães Rosa possibilitaram uma ponte para a vida para inúmeros judeus e o fez por solidariedade, amor ao próximo. Pequenos gestos que mudaram a história de muitas famílias. Assim como as obras sociais da Princesa Diana aliviaram o sofrimento de muitas crianças famintas. A Lei Maria da Penha é outro exemplo de esforço em benefício da mulher, precisou ficar paraplégica e lutar 20 anos na justiça brasileira para dividir sua causa e proteger todas as mulheres vítimas da violência doméstica que encontram amparo legal capaz de evitar outros crimes.

Superando limites
A trajetória de Chica da Silva mostra a força da mulher que, nascida escrava, tornou-se proprietária de terras, educou os filhos para a sociedade da época sem dever nada aos aristocratas. Chegou à Corte, mas não desamparou suas raízes firmando a esperança de um mundo melhor.
A capacidade de superação humana é comprovada na relação de comunicação entre a mestra e sua pupila. Anne Sullivan e Hellen Keller viajaram o mundo para auxiliar os governos  a implantarem políticas para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiências. Hellen dedicou sua vida a essa causa, investindo principalmente na educação para o trabalho, resgatando-lhes a dignidade de cidadão produtivo. A filósofa Ayn Rand saiu de uma condição de extrema pobreza ao lado de sua família quando emigrou aos Estados Unidos e começou a carreira de roteirista em Hollywood . Ela iniciou o objetivismo com suas considerações sobre o individualismo e a razão acima da emoção, acreditando na sua produtividade. Eva Peron construiu seu próprio destino com uma determinação ímpar, tendo nascido bastarda, tornou-se um ícone da vida política da Argentina enquanto primeira-dama "mãe dos descamisados" . Fez da sua própria luta uma fonte de justiça para os desvalido: criou escolas, hospitais, políticas sociais dedicadas aos trabalhadores que não tinham voz para sanar seus infortúnios.

Ganhando espaço
Transformar a realidade para uma situação de igualdade social sempre fez parte dos anseios femininos. A estadunidense Dorothy Parker ilustra muito bem essa batalha colocando seu talento de escritora a serviço do registro fiel do lado obscuro da vida urbana do século XX , com sua linguagem teatral poética recheada de ironias e sarcamos. A botânica Bertha Lutz trilhou caminhos semelhantes utilizando do seu prestígio para participar de congresso feministas, ampliar o campo educacional para as mulheres no Brasil e, sutilmente, alcançar o congresso nacional, abrindo de forma definitiva os caminhos da política para a participação das brasileiras.

A mulher na Política: um capítulo a parte no Brasil
As decisões contundentes tomadas por mulheres em nosso país tiveram início com a atitude libertadora da Princesa Isabel, na ocasião em que governava o Império. O Rio Grande do Norte foi pioneiro na abertura política, tendo inscrito a primeira mulher eleitora em 1927, a professora Celina G. Vieira. O primeiro voto feminino da América Latina. Não tardou para que o mesmo estado brasileiro tivesse outro importante registro noticiado no mundo todo. Foi pioneiro na candidatura de mulheres  a cargos eletivos quando Alzira Soriano, por indicação da então advogada Bertha Lutz, foi eleita a primeira "mulher prefeita" do Brasil e também da América Latina na cidade de Lajes.

A doutora eleita Deputada Federal
A médica de São Paulo Carlota Pereira de Queiróz  foi a primeira deputada federal eleita no Brasil e os caminhos da história política seguiram com os passos femininos rumo aos mais altos cargos., A educação passou a fazer parte dos orçamentos por conta de Esther F. Ferraz,  pioneira na Ordem dos Advogados do Brasil, foi a primeira brasileira a ocupar um Ministério (da Educação e Cultura) e trabalhou por investimentos na educação, pela carreira docente na reforma universitária e a criação das escolas técnicas federais. A popularidade e o trabalho dedicado às populações amazonenses fizeram de Eunice Michiles  a primeira Senadora da República e a primeira brasileira a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas, pelo Amazonas.

A primeira candidatura à presidência
A campanha eleitoral de 1989 registrou a primeira candidatura de uma mulher à presidência da república brasileira: Maria Pia de Abreu do Partido Nacional (PN). A primeira mulher governadora foi eleita em 1995, Roseana Sarney do estado do Maranhão, e foi também a primeira a se reeleger, em 1998. A defensora da Amazônia, a ambientalista Marina Silva luta pelo planeta e pela igualdade social, sendo reconhecida mundialmente e participou da abertura das Olimpíadas de Londres levando a Bandeira dos Arcos. Pela primeira vez na história política do nosso país temos uma mulher no cargo de presidente: Dilma Rousseff,  que iniciou ainda adolescente na militância. É destaque entre as pessoas mais poderosas do mundo e premiada Chefe de Estado.

Rainhas e Guerreiras
Reinaram pelo mundo guiando nações,. acompanhando o progresso e garantindo boa herança aos seus filhos como a Rainha Elizabeth que seguiu tantas mudanças no desenvolvimento da Inglaterra e a descolonização. Catarina  a Grande,  que aumentou o domínio do seu país agregando territórios. Outras delas assumiram seus cargos junto dos filhos devido ao amor e ao desejo de educar, como ocorreu com a nossa redentora Princesa Isabel. Muitas ecibiram o talento de grandes estrategistas para o bem. A rainha Catarina de Médici, influenciou a vida política da França por 30 anos governando com sabedoria entre católicos e protestantes. Preocupou-se com o progresso, a cultura e a educação incluindo a alimentação e postura à mesa. Cleópatra venceu pela astúcia e beleza, é a rainha mais conhecida de todos os tempos.

Nas notas musicais
Entre  um acorde e outro, a grande compositora brasileira Chiquinha Gonzaga,  pianista e regente de orquestra, levou o cancioneiro popular brasileiro aos salões mais cultos e luxuoso do Rio de Janeiro e tornou-se imortal com a 1ª marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", sucesso nos nosso carnavais. A ousadia da jovem pianista abriu espaço no cenário brasileiro para tanta vozes belíssimas como Elis Regina, Angela Maria , Clara Nunes e um sem-número de cantoras e compositoras excepcionais que habitam o universo sonoro como Ana Carolina, Leci Brandão, Paula Fernandes, Inezita Barroso entre outras.

Na telinha 
Com o advento da televisão no Brasil (1950), passamos a conhecer mulheres lindas, comunicativas, excelentes atrizes, profissionais de alto nível como a pioneira Ruth de Souza que conquistou o público pelo seu talento, a expressividade de Glória MariaSandra Passarinho, Ana Maria Braga sempre à frente dos fatos. A brasileira Hebe Camargo  tornou-se um ícone da televisão brasileira, cantou no rádio, foi atriz, humorista e fez história como apresentadora de televisão. A "rainha da televisão brasileira" esteve por mais de 40 anos na "telinha".

Nas telonas
Inúmeras atrizes fizeram sucesso na "telona". Hollywood, a indústria do cinema, foi palco de grandes beldades e talentos inesquecíveis como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Angelina Jolie, Whoopi Golberg, Tilda Swinton, Anjelica Huston, Sally Field, Susan Sarandon e a talentosíssima Fernanda Montenegro .entre muitas outras. Mas não só atuando as mulheres brilham no cinema. Como escritoras e roteiristas também estão conquistando o público pelos quatro cantos do mundo. A série "Harry Potter" é criação de Joanne K. Rowling que traz muito da história da humanidade, da alquimia, e da igreja medieval nos seus enredos e cenas. Outro sucesso espetacular do talento feminino no cinema é a série "Crepúsculo" de autoria de Stephenie Meyer, uma escritora americana que rodou partes do último filme da série em cenário brasileiro.      

Texto intregante:Revista Mulheres Brilhantes- edição histórica    

21 julho 2012

Sucos que emagrecem

12/07/2012 - POR BEAUTYINC

Se você é do time que tem dificuldade em manter uma alimentação balanceada ou por conta da rotina corrida ou simplesmente por não gostar de comer legumes e folhas crus, vai adorar conhecer os sucos funcionais. Eles são uma solução eficaz e saborosíssima de suprir boa parte de nossas necessidades diárias de nutrientes e vitaminas já que misturam frutas, legumes e verduras. Além disso, conferem um grande fluxo de energia ao organismo, principalmente se consumidos pela manhã, aumentando a disposição.
Por serem diuréticos e desintoxicantes, os também conhecidos como “sucos verdes” limpam os órgãos internos, ajudando-os a funcionar melhor e auxiliando no processo de emagrecimento. Além disso, mantêm o corpo hidratado, bem nutrido e funcionam como preciosos auxiliares na prevenção de doenças, já que regulam o metabolismo e fortalecem o sistema imunológico.
A clorofila contida em todas as folhas verdes, especialmente as escuras como couve, espinafre, salsa e agrião, entre outras, purifica o sistema digestivo e oxigena as células, fornecendo mais vitalidade e melhorando a pele e as funções musculares.
As frutas e legumes, além de também estarem repletos de nutrientes e vitaminas, ajudam a adoçar naturalmente os sucos. Para dar um toque final e tornar a mistura ainda mais saborosa, você pode acrescentar ingredientes como gengibre, erva-cidreira, capim limão ou hortelã.
O consumo de fibras também é muito importante para o bom funcionamento do intestino e para prolongar a sensação de saciedade, por isso, podem ser adicionados farelos de trigo, linhaça, flocos de quinoa, ou grãos germinados
Suco verde
2 folhas de couve
1 punhado de folhas de hortelã
1 maçã
1 cenoura ou beterraba
½ pepino
1 lasca de gengibre
Azedinho bom
1 talo de aipo
1 maçã
1 limão
Laranja com maçã
200ml de suco de laranja
1 maça
1 punhado de salsinha
Abacaxi com hortelã especial
2 fatias de abacaxi
1 limão
2 folhas de couve
algumas folhinhas de hortelã.
Procure variar sempre as misturas, use a criatividade e teste sem medo as diversas possibilidades de combinação de sabores. Assim, além de enriquecer seu corpo a ingestão de todos os tipos possíveis de nutrientes e vitaminas, você ainda poderá evitar o desperdício, aproveitando todos os alimentos que estão “sobrando” na geladeira.
Fonte: Glamour

20 abril 2012

Que tal fazer um pouco de Ginástica Mental?

Que tal fazer um pouco de Ginástica Mental? 

Que tal fazer um pouco de Ginástica Mental?


...e melhorar a saúde do corpo físico?

Sente-se numa cadeira de encosto reto e assento firme, madeira de preferência. Fique na metade da frente do assento para poder se movimentar melhor. Pés paralelos, pernas afastadas, na direção dos quadris. Respire calma, profunda e lentamente, mas sem esforço algum. Olhe para o lado direito, até lá atrás. e observe até onde seus olhos conseguem enxergar, sempre sem forçar, e registre esse ponto. Faça o mesmo para o lado esquerdo e também registre o ponto até onde você consegue enxergar.

1. Agora você vai fazer movimentos apenas para o lado direito e sempre na sua expiração. Inspire e na expiração gire a cabeça, sem forçar, para o lado direito. Inspire e retorne na expiração. Mais uma vez: inspire e na expiração gire a cabeça para a direita. Inspire e retorne na expiração. Faça esse movimento 8 vezes, pouco menos se você não tiver muito tempo. E descanse um minuto, respirando calmamente e prestando atenção na respiração.

2. Inspire e na expiração gire a cabeça para a direita, mas desta vez mantendo o olhar fixo à sua frente. O movimento vai ser menor e mais difícil, mas faça as mesmas 8 vezes, inspirando e girando a cabeça para a direita na expiração, mas sempre com o olhar fixo à frente.

3. Agora repita o primeiro movimento, com a cabeça girando solta para a direita, sempre da mesma forma - movimento na expiração - e 8 giros lentos, tranqüilos, prestando atenção na respiração e procurando não alterá-la.

4. Agora a cabeça fica fixa para frente, os olhos giram um pouco, o pescoço e os ombros também. Sempre para a direita e sempre 8 vezes.

5. Repita novamente o primeiro movimento. E observe o que começa a acontecer.

6. Desta vez, a cabeça e os ombros vão girar para a direita, mas os olhos vão virar para a esquerda. É um pouco desconfortável, mas daqui a pouco você verá os resultados. Faça as 8 vezes de sempre.

7. Faça de novo o primeiro movimento, cabeça, ombros, tronco, olhos, tudo girando para a direita e cada vez mais soltos. E observe. Pode sorrir, porque de fato é engraçado.

8. Agora, apenas o joelho esquerdo se move, bem pouquinho, para frente. Deixe o resto do corpo solto, se movimentando naturalmente. Provavelmente, o ombro esquerdo irá um pouco para frente e a cabeça pode girar naturalmente para a direita. Joelho para frente 8 vezes, sempre na expiração.

9. Finalmente, repetimos o primeiro movimento, com o joelho esquerdo indo para a frente e cabeça, tronco, ombros, olhos, tudo girando livremente para a direita. E você observa até onde o seu olhar alcança agora. Mudou, não mudou? Pois é, com poucos movimentos, bem suaves, você já conseguiu destravar um pouquinho seu pescoço e seus ombros. E isso é ótimo para melhorar também a saúde dos olhos, porque com ombros e pescoço travados seus olhos recebem menos oxigênio, menos sangue e menos energia prânica, a energia de vida que no Yoga se chama Prana e no Chi Kung recebe o nome de Chi.

Bem, agora você vai repetir o exercício, exatamente da mesma maneira, para o lado esquerdo, com apenas uma 'pequena' diferença: você não vai se mexer, vai apenas visualizar, imaginar, 'ver' mentalmente o movimento e sentir como se estivesse de fato fazendo-o.
Fica mais fácil fazer esta parte do exercício se você gravá-lo ou pedir para alguém ler para você.
Repita toda a série, exatamente igual, como você fez fisicamente para o lado direito, só que desta vez é para a esquerda e mentalmente, o corpo não se mexe - ou se mexe um pouquinho, mas independente de sua vontade.

Ao terminar a série inteira, abra os olhos lentamente e aí, sim, você vai fazer o movimento físico para o lado esquerdo. Gire cabeça, ombros, pescoço, tórax e ajude o movimento com o joelho direito se movendo um pouquinho para frente. E observe atentamente até onde o seu olhar consegue alcançar, agora para o lado esquerdo.
Mudou alguma coisa? Você está surpreso? Normalmente, o resultado deste exercício é igual, ou quase, para os dois lados, embora você só tenha feito o exercício 'realmente', fisicamente, para o lado direito. Para o lado esquerdo você só imaginou, visualizou, não se mexeu nem um pouquinho...

Este exercício, baseado em ensinamentos bem antigos do Chi Kung chinês, e também da técnica criada por Moshe Feldenkrais, comprova que é possível fazer ginástica sem se mexer, só imaginando. Esse fato é muito importante para você trabalhar seu corpo, inclusive quando você está adoentado ou para pessoas muito idosas, que já não têm facilidade para fazer ginástica física. Faça e comprove os resultados.
Claro que os resultados desses exercícios são melhores seguindo técnicas mais suaves como Yoga, Tai Chi, Chi Kung etc, e muito menos com as técnicas da malhação, porque com estas o cérebro normalmente não consegue entender o que a pessoa pretende.
E há também bastante gente tendo bons resultados com a prática da ginástica mental e de visualização para melhorar o seu 'visual' físico. Experimente. Basta imaginar, visualizar, 'sentir' como você quer ser.

NEURÓBICA
Mendigo fumante descobre que para fazer um cigarro inteiro basta colar 5 bitucas (pedaço de cigarro fumado e jogado fora). Sai andando pelas ruas e consegue juntar 21 bitucas. Quantos cigarros ele consegue fazer?
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Roberto Inácio é jornalista (há 46 anos), foi publicitário, radialista, é diretor-proprietário do Jornalternativo e é autor do livro Yoga para os Olhos e do DVD Yoga no Computador. É terapeuta energético e dá cursos de Pranaterapia e Radiestesia.
Veja também o site do Jornalternativo.


06 setembro 2011

Vírus: o inimigo público número 1 da nossa saúde

Micro-organismos estão na fronteira entre o que é vida e apenas química


05/08/2011 - 08h27 . 
Murilo Borges/AAN  
O vírus está na fronteira da classificação dos seres vivos. Não pode ser considerado um organismo. É rotineiramente incluído entre os micróbios, mas a definição não é tão precisa. Causador de doenças como a gripe e a Aids, o vírus é um pequeno agente infeccioso cuja constituição é basicamente formada por proteínas e acido nucleico (DNA ou RNA). A dúvida é: como uma estrutura tão simples pode causar tantos prejuízos à saúde animal e humana? 

A resposta passa justamente pela simplicidade de sua constituição. O vírus é um parasita que depende do contato com as células para sobreviver. Com esta relação, consegue se replicar em centenas e se reproduzir, formando assim a maior diversidade biológica do planeta. Sem a célula, porém, é inofensivo como um grão de areia. O problema é quando replica na célula. 

Dotado da capacidade de se multiplicar em pouquíssimo tempo, o vírus consegue escapar do tratamento de antibióticos e vacinas por agir dentro da célula. Soma-se a isso o fato de não ter uma ampla estrutura molecular. É capaz de se adaptar aos mecanismos de defesa do corpo e ficar ainda mais encorpado. Assim, qualquer medicação tende a dar errado. 

“Vírus não se combate, se previne”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), Clarice Weiss Arns. “É muito mais difícil identificar um vírus dentro do corpo humano do que uma bactéria. Quando procuramos alguma alteração dentro de um órgão, vamos procurar aquilo que já conhecemos. A bactéria é facilmente identificada, o que não ocorre com o vírus”, diz. 

A ação viral dentro da célula impede que o tratamento seja melhor elaborado pela medicina e também pelo corpo humano, que é incapaz de produzir anticorpos. “O vírus infecciona a célula para sobreviver. Esse mecanismo é intracelular, o que dificulta a atuação do sistema imunológico. Não podemos apagar nossas próprias células. Isso e a alta variabilidade do vírus impede um tratamento mais adequado”, afirma o infectologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Campinas (Unicamp), Plínio Trabasso. 

Por conta da dificuldade do combate, o vírus é um dos assuntos mais estudados pelos especialistas em todo o mundo. Pesquisadores no Brasil, Estados Unidos e Europa trabalham na criação de uma vacina que possa combater a dengue em um futuro próximo. 

“Estudamos hoje a parte molecular do vírus, para entender qual pedaço dele é mais fácil de ser combatido. A partir da confirmação dos estudos, fica mais fácil saber onde atacá-lo”, afirma Clarice. 

Para ela, o Brasil ainda carece de estrutura para fazer o atendimento necessário. “Falta um laboratório com equipamentos e pessoas adequadas, aqui no Brasil, para tratar de doenças virais. Temos bons laboratórios como em qualquer lugar do mundo, mas são poucos. Não é qualquer lugar que tem estudo complexo sobre vírus”, completa. 

Uso de vitamina C não passa de um mito
Ao contrário de doenças bacterianas, os vírus não podem ser combatidos de forma caseira. O epidemiologista Plínio Trabasso, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, usa como exemplo o vírus que causa a gripe. Segundo ele, é comum confundir gripes com resfriado, doenças de sintomas semelhantes, mas causadas por agentes diferentes.'Todos dizem que a vitamina C ajuda a curar a gripe, mas já foi comprovado que não existe nenhuma relação direta entre as coisas. As únicas recomendações são higiene e boa alimentação, mas isso não é segredo para ninguém', afirma o professor da Unicamp. O resfriado é uma pequena infecção nas vias aéreas e é causado principalmente pelo Rinovírus. É uma doença extremamente contagiosa, já que o contato pode ser feito pelas mãos infectadas. Espirros, rinite e tosse são seus principais sintomas. Enquanto isso, a gripe é basicamente causada pelo vírus Influenza. Tem os mesmos sintomas do resfriado, mas os pacientes gripados também sofrem com febre alta, dores de cabeça, corpo e garganta, mal estar e perda de apetite. Seu quadro clínico é mais complexo, pois pode resultar em pneumonia. 'A gripe é muito mais séria do que o resfriado. O paciente precisa tomar mais cuidado. Mas muitos confundem as duas doenças, o que prejudica o diagnóstico', diz Plínio. (MB/AAN)

O segredo está na estratégia de reprodução viral
Costumeiramente comparada ao vírus, a bactéria é bastante diferente em termos de estrutura. Tem membrana e citoplasma e está inserida no grupo de micro-organismos unicelulares. Algumas são parasitas, assim como o vírus, mas existem aquelas que atuam de forma positiva, principalmente na digestão. Podem ser vistas a olho nu quando estão em colônias, ao contrário do vírus, visível somente por microscópios. 

A reprodução viral também é diferente. Por utilizar todo o material genético das células, o vírus adere à membrana, introduz seu DNA e a infecciona, causando o rompimento e a proliferação desuas réplicas. 

Quando descobertas, em 1683, as bactérias foram classificadas como plantas. São sensíveis a antibióticos, o que facilita o combate a doenças e também utilizadas na fabricação de alimentos, como iogurte e leite fermentado. 

“Nós já sabemos o que esperar das bactérias. Elas crescem em meio a cultura e criam colônias Isso facilita o diagnóstico”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Clarice Weiss Arns. “A bactéria tem ribossomos e mitocôndrias, por isso sente o efeito dos medicamentos e dos anticorpos”, completa o epidemiologista Plínio Trabasso. (MB/AAN) 

Vampiro usa calor para chegar ao sangue das vítimas
O morcego hematófago, também chamado de vampiro, não chega à presa pelo odor de seu sangue, mas pelo calor que ele emite sob a pele. E essa especificidade, presente em outros mamíferos, serve de alerta para evitar queimaduras, revela um estudo. Essa qualidade genética do vampiro comum explica sua capacidade de detectar uma fonte de calor a 20 centímetros de distância e 'de distinguir o local onde as veias são mais próximas da superfície da pele', estima David Julius, especialista em biologia molecular da Universidade da Califórnia em São Francisco, autor do estudo. 

Os especialistas já sabiam que o morcego localiza a vítima adormecida guiando-se pelo som de sua respiração, como parecem indicar os ataques repetidos a cabeças de gado. Eles sugam mais de duas colheres de sopa de sangue. (AFP)


20 maio 2011

Dor pélvica

Dores no baixo ventre põem ser um alerta de doenças no aparelho reprodutivo

A dor pélvica está sempre relacionada ao sistema reprodutivo e pode ser um sinal de alguma outra doença presente na região. Por isso qualquer desconforto ou dor no baixo ventre deve ser investigada pelo médico especialista, que recomendará a realização de exames.

Esse desconforto pode ser sentido na forma de cólica, aperto ou pontada. As causas são diversas, e entre elas pode ser a presença de um mioma, que são tumores benignos no útero, alterações vasculares no útero como a presença de varizes pélvicas, cistos de ovário e endometriose, que é, atualmente, a principal causa de dor pélvica nas mulheres que ainda se encontram na idade de reproduzir.

A dor aguda acontece de forma inesperada, e a crônica é aquela que já está presente há algum tempo. A dor pélvica pode acometer mulheres de qualquer idade e o tratamento depende da causa.

Se for endometriose, a cirurgia é indicada. Se for mioma, recomenda-se a retirada também através de cirurgia ou o tratamento com medicamentos.

No caso de varizes pélvicas, recorre-se a medicações analgésicas.

Por Yasmin Barcellos

18 maio 2011

Olheiras

Estresse, cansaço e alterações hormonais podem provocá-las

As sombras que costumam aparecer abaixo dos olhos estão associadas geralmente a noites maldormidas, mas o estresse, o cansaço físico e emocional, alterações hormonais e Tensão Pré Menstrual (TPM) também podem provocar o seu aparecimento.

Não há ninguém que não se sinta incomodado pelos olheiras. Elas dão peso a expressão e causam impressão de cansaço e desleixo. Seu aspecto escurecido ou avermelhado é provocado pelo depósito de melanina na região, pela dilatação dos vasos sanguíneos ou pela congestão vascular. Existem também olheiras que aparecem quando a região abaixo dos olhos é mais funda que o normal, formando uma sombra.

A melhor maneira de preveni-las é adotar uma vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e oito horas de sono por noite. Mas quando surgem, podem ser amenizadas com compressas frias de chá de camomila, cosméticos com ativos despigmentantes e peelings clareadores.

Quando o quadro é mais complexo, pode-se indicar preenchimentos e até mesmo uma cirurgia plástica.

Por Yasmin Barcellos



17 maio 2011

Couve

Conheça os inúmeros benefícios desse vegetal para a sua saúde

A couve é um vegetal rico em cálcio, fósforo e ferro, minerais importantes à formação e manutenção de ossos e dentes e à integridade do sangue. Contém ainda vitamina A, indispensável à boa visão e à saúde da pele; e vitaminas do complexo B, que tem por funções proteger a pele, evitar problemas do aparelho digestivo e do sistema nervoso.

Esta hortaliça também é laxante, pois possui grande quantidade de fibras, e é boa para a asma e bronquite. Além disso, a couve é excelente para combater as enfermidades do fígado, como a icterícia e os cálculos biliares, assim como os cálculos renais, as hemorróidas, e as menstruações difíceis ou dolorosas.

Em suco, é um tônico excelente, muito recomendado às crianças em fase de desenvolvimento. O caldo da couve cozida é indicado nas enfermidades da pele. Ela dissolve também os cálculos, combate a artrite, desinfeta o intestino, cura as úlceras gástricas e é ótimo no combate aos vermes.

Para uma boa compra é só verificar se as folhas estão bem verdes e sem marcas de picadas de insetos. Folhas amarelas indicam que a hortaliça está velha.

Por Yasmin Barcellos

15 maio 2011

Filhos, um difícil teste para o casamento

Pais e mães recorrem a psicoterapia e cursos para evitar que o bebê, fonte de alegria familiar, se transforme em uma bomba-relógio para o casal

Por Nathalia Goulart

Com 37 anos de profissão, o ginecologista e obstetra Alberto D’Auria assistiu, na última década, a uma mudança entre suas pacientes – e maridos: a explosão do número de casais que balançam com a chegada dos bebês. A constatação levou o médico a intensificar uma orientação. "Atualmente, encaminho metade das minhas pacientes para a terapia, seja a individual ou a de casal. Isso não acontecia antes", diz o especialista, da Maternidade Pro-Matre Paulista. A nova orientação é uma tentativa de dar solução ao problema antigo. O rebento traz alegria e satisfação, mas com ele vêm também trocas de fraldas, choros prolongados, noites mal dormidas e gastos adicionais.

Segundo os especialistas, embora antiga, a "crise da cegonha" vem se tornando mais visível e aguda devido às mudanças ocorridas na vida das mulheres a partir da segunda metade do século XX – especialmente, sua entrada em massa no mercado de trabalho e a crescente autonomia em relação aos homens. Agora, elas tendem a optar pelos filhos quando suas carreiras já deslancharam. E, ainda assim, muitas vezes, relutam em fazê-lo. Por isso, têm dificuldade em se adaptar às transformações que um filho pequeno exige, como permanecer em casa por vários meses, se desligar do trabalho e restringir as atividades sociais. "Se indagássemos mulheres há 20 ou 30 anos, elas teriam vergonha de assumir que o filho era, de alguma forma, motivo de insatisfação", diz Renay Bradley, diretora do Relationship Reasearch Institute, organização americana sem fins lucrativos que se dedica ao estudo do assunto. "Elas eram criadas para se sentir felizes com o nascimento de um herdeiro. Era proibido negar essa felicidade."

É fácil entender por que a equação do casamento é desbalanceada com a chegada de um filho. Basta considerar o valor de algumas variáveis. Segundo recente estudo do Relationship Research Institute, dois terços dos casais sentem que a qualidade de seus relacionamentos piora nos três anos que se seguem ao nascimento do bebê. Somem-se a isso dados de duas pesquisas também americanas. Segundo a Universidade do Estado de Ohio, após o nascimento, os pais passam a ter apenas um terço do tempo que costumavam dedicar à relação amorosa antes da gravidez e, de acordo com a Universidade de Maryland, as despesas com a crianças explodem o orçamento familiar: alta de 300%.

Médicos e hospitais se mostram cada vez mais atentos às crises conjugais detonadas pelo nascimento de um filho. O Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, criou uma escola para pais, com ciclos de debate sobre temas relacionados à criação dos filhos. Entre os assuntos abordados, estão as alterações no relacionamento de marido e mulher. "A ideia é atrair o homem para essa conversa. Quando ele se envolve, passa a cobrar menos e a colaborar mais com a mulher. Tudo fica mais fácil", diz Germana Savoy, psicoterapeuta do hospital.

As inevitáveis transformações no corpo da mulher nesta fase também trazem insegurança e instabilidade ao casamento. É exatamento o que viveu a dona de casa Bianca Paiva, de 32 anos: "Vi meu corpo se transformar e não me sentia confortável com isso. Deixei, então, de ser mulher e passei a ser apenas mãe." A insatisfação se refletiu no casamento. A qualquer sinal de aproximação física por parte do marido, o empresário Filipe, de 33 anos, Bianca se esquivava. "Levou cerca de um ano para que voltássemos a nos relacionar como fazíamos antes da chegada de nossa primeira filha, Melissa", conta Bianca. 

Passados sete anos do nascimento de Melissa e cinco da chegada da segunda filha, Manuela, Bianca e Filipe consideram que os obstáculos impostos pela maternidade (e também pela paternidade) foram superados. Para o casal, foi o diálogo que permitiu a estabilização do casamento. Especialistas podem ajudar nesse momento. Obstetras, por exemplo, acompanham a gestação de perto e ficam ao lado da mulher nas primeiras semanas após o parto. São capazes de identificar as queixas de ambas as partes – e orientar o casal a buscar ajuda especializada, como a do terapeuta.

Foi a essa ajuda que recorreu a administradora de empresas Joana, de 48 anos – que prefere não revelar seu verdadeiro nome. "Após o nascimento de meu filho, passei a dispor de poucas horas de lazer. Minhas responsabilidade como mãe impunham restrições a mim. Isso me frustrava", conta. A frustração era transferida para o companheiro. "Quando via que meu marido se divertia, saindo com amigos, por exemplo, me sentia ofendida. Como ele podia se divertir enquanto eu sofria em casa?" Finalmente, quando a ideia do divórcio cruzou a mente de Joana, ela decidiu buscar a terapia. "Aos poucos, fui buscando formas aliviar o stress e lidar com as mudanças dentro de casa." A solução encontrada pelo casal foi retomar as atividades a dois: jantares, cinema e muita, muita conversa.

"O nascimento de um filho suspende parte dos sistemas que sustentam um casamento. É preciso saber lidar com as mudanças, porque elas são temporárias", diz Marli Sattler, psicóloga e terapeuta de casal e família. É a receita para evitar que o bebê – aguardado com grande expectativa e fonte de alegria para toda a família – se transforme em uma bomba-relógio para o casal.

(Com reportagem de Natalia Cuminale)

Fonte:
Veja
Edição da semana (nº 2217 - 18 de maio de 2011)

Retalhos no Mundo:
Realmente a emancipação das mulheres, talvez tenha atrapalhado um pouco papel da mulher como mãe. Antigamente, elas se dedicavam integralmente ao lar, hoje temos carreira, ambições maiores, vida social as vezes muito ativas, além de optarmos ter filhos mais tarde, quando tudo já está esquematizado. E uma criança, não é uma boneca, que quando cansamos de brincar, colocamos de lado.
A maternidade tem, nos dias de hoje ser bem planejada, associar todas as mudanças que poderão ocorrer,
dedicação 24 horas, noites mal-dormidas, mudanças corporais. E talvez a colaboração do marido, apoiando, ajudando nas tarefas e dando atenção no nosso lado mulher, com paciência e bom humor.

05 março 2011

Livre-se da ressaca

Se você abusou da bebida e acordou com a maior ressaca. saiba que a primeira atitude a tomar é se reidratar. beba muita água e, de preferência, sucos com folhas verdes. Alimentos desintoxicantes como gengibre, limão, maçã, beterraba, folhas verdes e cenoura também ajudarão a afastar o mal-estar.

19 fevereiro 2011

Os 10 mandamentos para manter a saúde no Carnaval

Para não atrevessar o samba durante o Carnaval, alguns cuidados simples com a saúde devem ser tomados. Para evitar inconvenientes e manter a saúde durante e depois da folia, a Secretaria de Estado da Saúde dá 10 dicas para o Carnaval.

1. Use preservativo

Não apenas no Carnaval. O uso de camisinha deve ser respeitado o ano todo. Na época da folia é importante manter a consciência. A camisinha é a forma segura de prevenção contra Aids;

2. Prefira alimentação leve: frutas, saladas, sorvete

No Carnaval e em todo o verão a boa pedida é uma alimentação leve. Não abuse dos pratos fartos e prefira fruta e saladas, que foram adequadamente conservadas sob refrigeração. Também não fique longos períodos sem se alimentar;

3. Beba líquidos, especialmente água

Hidrate o corpo com água e bebidas isotônicas, que recuperam sais minerais e outras fontes importantes de saúde;

4. Modere o consumo de bebidas alcoólicas

Além do grande risco de acidentes automobilísticos, as bebidas alcoólicas podem ser um dos fatores para a ocorrência de agressões e brigas. Se beber, não dirija. Se a ressaca chegar, tome muito líquido, como chás e sucos de frutas;

5. Use boné e protetor solar para brincar durante o dia

Para a folia que acontece até o pôr do sol, lembre de passar protetor na pele e utilizar boné para cobrir a cabeça, moderando o perigo de insolação;

6. Evite piscinas com muita gente e locais de aglomeração

Esses lugares são propícios, por exemplo, à transmissão de conjuntivite. Evite coçar os olhos e lave com freqüência as mãos e o rosto, depois de freqüentar locais muito cheios de gente, além de tomar banho com água limpa e sabão depois de sair de piscinas cheias de gente;

7. Use roupas ou fantasias folgadas, de tecidos “leves” e claros

O calor é forte nesta época do ano, ainda mais em salões fechados. As roupas apertadas, “pesadas” e com tecidos escuros dificultam a transpiração e retém o calor excessivo do corpo;

8. Cuidado com oferta de bebidas e comidas de outras pessoas

Podem conter substâncias nocivas à saúde e atrapalhar, sem consciência da pessoa, a folia e até mesmo o prosseguimento do ano;

9. Durma pelo menos oito horas por dia

Tente chegar em casa e descansar o máximo possível para o dia seguinte. É recomendável o descanso de pelo menos 8 horas;

10. Respeite os limites do corpo

Quando se sentir cansado, pare a relaxe. É importante respeitar os limites da saúde, guardando energia para o dia seguinte de folia.


Catraca Livre

11 fevereiro 2011

Conheça 15 dicas para ter uma alimentação saudável

Alguns hábitos alimentares melhoram a saúde e o bem-estar
Por Especialistas Publicado em 8/2/2011

É indiscutível a importância, do ponto de vista nutricional, de uma alimentação adequada em qualquer idade para assegurar o crescimento e o desenvolvimento fisiológico, a manutenção da saúde e do bem-estar do indivíduo.

Ao longo da história, a alimentação tem sido uma constante preocupação, seja pela falta, abundância, ou pelo tipo de comida ingeridos. Não basta ter acesso aos alimentos, para uma boa alimentação é igualmente importante escolher os componentes certos e nas quantidades certas, nas diferentes fases da vida.

A comida que ingerimos tem um grande impacto em nossa saúde e bem-estar. Ao manter a forma física e alimentar-se de forma adequada, reduz-se o risco de desenvolver doenças relacionadas à alimentação, como doenças do coração, diabetes e câncer, além de proteger-se contra infecções, já que os nutrientes reforçam as defesas do organismo.

Para adotarmos uma dieta equilibrada, devemos seguir alguns passos:

1- Realizar de cinco a seis refeições por dia
Não podemos esquercer de todas as refeições (desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia), que devem ser feitas de três em três horas. Essa prática obriga-nos a comer menos em cada uma delas, já que não haverá longos períodos de jejum. Ótimas opções de lanche entre as principais refeições são as frutas secas, como damasco, banana, uva, maçã e abacaxi e as oleaginosas, como nozes, castanhas, pistache, amêndoa e avelã.

2- Incluir cereais integrais no cardápio
Há vários produtos que consumimos diariamente que podem ser substiruídos por suas versões integrais, como arroz, pão e macarrão integrais. Já os cereais como aveia, quinua, amaranto, centeio e cevada, podem fazer parte de algumas de nossas refeições. Eles são ricos em fibras que causam saciedade, auxiliam no controle dos níveis de glicose e colesterol sanguíneos, além de regularizarem o trânsito intestinal;

3- Ingerir frutas, verduras e legumes
Esses três tipos de alimento não podem ficar fora da dieta. Devemos comê-los diariamente, dando preferência às de época e orgânicas, que possuem maior teor nutritivo - são fontes de vitaminas e minerais que estimulam o sistema imunológico e protegem contra vírus e infecções.
Sempre que for escolher um alimento, fuja das frituras. Prefira preparações cozidas, assadas e grelhadas, que possuem menos calorias.

4- Reduzir o consumo de carnes gordurosas
Carne vermelha e carne de porco são ricas em gordura saturada, que não fazem bem ao nosso organismo. Dê preferência a carnes magras (peixes, peito de frango), se possível na sua forma orgânica.

5- Evitar as frituras em geral
Sempre que for escolher um alimento, fuja das frituras. Prefira preparações cozidas, assadas e grelhadas, que possuem menos óleos e calorias.

6- Utilizar o sistema "a vapor"
Ao cozinhar os legumes, use este método. Ele ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita adição de gordura aos legumes.

7- Preferir os óleos vegetais prensados a frio
Eles são ricos em gorduras insaturadas benéficas ao organismo e auxiliam na redução dos níveis de colesterol. Entre esses olhos estão: azeite de oliva extravirgem, óleo de linhaça, óleo de macadâmia, óleo canola, óleo de gergelim etc.

8- Diminuir a ingestão de produtos embutidos
Os alimentos industrializados são ricos em sódio, açúcar refinado e gordura trans. Todas substâncias, se consumidas em excesso, são nocivas ao organismo.

9- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes
Quando não houver tempo para preparar um suco de frutas natural, optar pelos sucos prontos orgânicos ou chás gelados. Essas opções são mais benéficas e refrescantes do que bebidas alcoólicas e refrigerantes.

10- Evitar a ingestão de líquidos durante as refeições
Esse hábito atrapalha o processo digestivo, podendo causar gases e constipação. Além disso, ele dificulta a perda de peso.

11- Cuidado com a adição de sal nos alimentos
Use outros temperos para realçar o sabor dos alimentos, como as ervas aromáticas: alecrim, orégano, açafrão, cominho e tomilho.

12- Evitar o consumo exagerado de açúcar
Use adoçantes naturais como o extrato de agave, que possui baixo índice glicêmico, ou seja, é absorvido lentamente pelo organismo, além de conter minerais, como ferro, cálcio, potássio e magnésio;

13- Fazer as refeições em local calmo
Lembre-se de ficar longe da televisão e mastigar bem os alimentos. Uma boa mastigação estimula o centro da saciedade e, assim, é possível satisfazer-se com menores quantidades de comida.

14- Ingerir mais água
São necessários cerca de oito a 10 copos de água todos os dias para garantir a hidratação adequada, melhorar o funcionamento do intestino, facilitar a filtração do sangue e desintoxicar o organismo.

15- Praticar exercícios físicos regularmente
Além de prevenir o sobrepeso e a obesidade, melhora a oxigenação, a circulação sanguínea, aumenta a disposição e a resistência do organismo.

Fonte: Flávia Figueiredo - Nutricionista da rede Mundo Verde

Bem, são hábitos que todos sabem que são saudáveis. Você segue algumas destas dica?

28 agosto 2010

Dor crônica

A causa desse fenômeno é tão vasta e complexa como a própria dor. Questões socioculturais, as formas de trabalho e os avanços da Medicina que proporcionam sobrevida mesmo em casos de doenças que em outro momento seriam fatais, são alguns dos possíveis caminhos para uma melhor compreensão desse quadro



Por Melissa Coutinho
Pisicóloga clínica de orientação Lacaniana, especializada em Somatic Experiencing.

A Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) conceitua 'dor' como uma "experiência sensitiva e emocional desagradável decorrente ou descrita em termos de lesões teciduais reais ou potenciais". Para algumas pessoas essa pode ser uma definição difusa, pouco clara e muito ampla. Mas é exatamente esse caráter abrangente que permite que seja englobada a vivência do indivíduo. A dor é algo real, concreta na medida em que é experienciada, mas é também subjetiva, pois a vivência interna dela e a própria descrição da dor é uma experiência subjetiva e individual.

A dor crônica pode ter inúmeras causas, entre elas doenças reumáticas, câncer, acidente, LER/DORT (lesões por esforços repetitivos/ distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho), processo cirúrgico ou por algum outro transtorno que gere efeito no corpo. Doenças crônicas são assim classificadas devido ao período prolongado de tratamento; devido ao tipo de evolução da doença ou afecção, e/ou às respostas aos tratamentos, geralmente lentas e de efeito aquém do esperado na terapêutica usualmente utilizada.

Dor física e dor psíquica

A definição de dor é mais complexa, ampla e subjetiva. Na atualidade, convive a distinção entre o conceito de dor física e dor psíquica. O primeiro bastante difundido e aceito, bem definido pela Neurofisiologia, tratada com a terapêutica médica adequada a cada caso. O segundo, muito pouco compreendido, é pouco estudado e, geralmente, sem tratamento adequado. Além disso, a dor psíquica é vista apenas como uma consequência dos processos das enfermidades físicas. É relevante considerar, ainda, outro viés em relação à dor, que é a "origem da dor" no psíquico. Causas que podem ser chamadas de subjetivas ou pessoais, que com o tempo, com a insistência e repetição de padrões internos (forma como o indivíduo está estruturado perante o mundo) e externos (comportamentos), acabam por se tornar uma enfermidade física.

Para um olhar analítico, não há divisão entre dor física e dor psíquica. Essa ambiguidade que envolve a definição do conceito e o próprio tratamento da dor revela a sua complexidade. Isso exprime a necessidade de centros específicos no tratamento da dor crônica. Se partirmos do pressuposto que o ser humano é um ser multidimensional, então o corpo físico passa a ser um desses níveis, e não o único. Além disso, esses níveis são interligados e se influenciam mutuamente, de forma direta e imediata. Inconsciente e consciente, corpo e psique são dois lados de uma única moeda - o organismo.

Não existe o corpo que sofre, existe um corpo sofrido. É a pessoa que sofre, e ela sofre por inteiro. Um indivíduo que apresenta uma situação de sofrimento, de dor está imerso em um contexto familiar, social e cultural. Isso configura um quadro em que a dor vivida é modulada conforme a experiência pessoal daquela dor. Ela não é apenas um processo neurofisiológico, mas algo que ultrapassa essa compreensão estrita, e se inscreve no campo existencial.

Por isso, quando nos deparamos com quadros complexos, multifatoriais, torna-se difícil trabalhar se não for levando em conta os tratamentos adequados para cada nível específico afetado. Nesse contexto, é imprescindível trabalhar com uma equipe multidisciplinar, pois o trabalho com pacientes que sofrem de dor crônica exige uma rede de troca de informações. Por exemplo, nestes casos, o psicoterapeuta deve acompanhar o processo não só do próprio tratamento analítico, mas conhecer a evolução dos outros tratamentos, das medicações que o paciente está utilizando, e das alterações/ajustes ao longo do percurso. O trabalho deve possibilitar a união de forças para promover um suporte e um direcionamento mais adequado do tratamento. Afinal, estamos lidando com um organismo, corpo e psique, que se encontra em desarmonia, e a dor é um fenômeno que ultrapassa a experiência de um profissional isolado.

No tratamento da dor crônica a equipe de profissionais engloba diversas áreas e especialidades: Clínica da dor, Psiquiatria, Reumatologia, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia, Cirurgia da mão, Cirurgia buco-maxilo- facial, Acupuntura, Fisioterapia e Psicologia, dentre outras. A equipe trabalha objetivando o controle da dor, a melhora funcional, a reintegração biopsicossocial e a ressignificação da dor.

Por meio da arte

Segundo a revista Espaço Aberto, editada pela Universidade de São Paulo, as alterações químicas do cérebro provocadas pela dor crônica geram depressão. A prevenção está no próprio hábito de vida das pessoas. Há aqueles que utilizam a arte como forma de terapia: "Com isso conseguem superar a dor intensa que sofrem, porque ocupam a mente, elemento fundamental no reconhecimento da dor", afirma Mário Escobar, voluntário no setor administrativo do Centro de Dor do Hospital das Clínicas e coordenador da Expo Arte-Dor.

Por causa dos diferentes aspectos da dor crônica, é imprescindível que o tratamento ocorra com uma equipe multidisciplinar que favoreça uma rede de troca de informações

Psiquiatra e paciente

Existem alguns casos em que o suporte de um psiquiatra é necessário para estabilizar o quadro psíquico, possibilitando à pessoa readquirir a condição de poder entrar em processo analítico, pois não é possível refletir sobre as suas questões se toda sua energia psíquica está convergindo em função de conseguir uma estabilização. Isso acontece nos casos de ansiedade e depressão grave, onde algumas vezes a própria vida do indivíduo está em jogo.

O paciente de dor crônica geralmente vem de uma caminhada de sofrimento, em que se sente incompreendido, perdido, muitas vezes com a sua vida totalmente modificada em diversos contextos, como na família, gerando impacto psíquico, com sintomas como depressão e ansiedade, e no trabalho, como a relação com a profissão e sua estabilidade econômica.

O psicoterapeuta, se valendo de um bom suporte teórico e de valores éticos imprescindíveis, deve estar atento para um manejo adequado, levando em conta a história do indivíduo, o contexto em ele vive hoje, e as circunstâncias envolvidas no processo do adoecimento.

O psicoterapeuta não ocupa o lugar de um amigo íntimo, que está ali para ouvir os problemas e dar conselhos. Ele está como uma pessoa amistosa, sim, empática para escutar, para oferecer um espaço seguro e acolhedor para que o próprio cliente se escute, para que ele mesmo encontre suas respostas, para que ele encontre o caminho de sua reconstrução interna, de sua unidade, de sua saúde. O processo de reconstrução é necessário para quem está passando por essa situação, onde muitas vezes a imagem que se tem de si é destroçada, como se o corpo se partisse em pedaços.

É preciso que o profissional que atue nessa área tenha a sensibilidade de perceber as diferenças entre as pessoas, seu funcionamento peculiar e suas necessidades individuais.

Trabalhar no sentido de ajudar o indivíduo a acessar seus próprios recursos, além dos recursos externos, sociais e culturais que estão à sua volta, uma vez que a conceituação e o tratamento da dor crônica tem engendramentos que um olhar superficial não alcança.

No tratamento da dor crônica, a equipe de profissionais engloba diversas áreas e especialidades. Aa acupuntura é considerada um método de tratamento complementar com o objetivo de controlar a dor e obter a melhora funcional do paciente


Consequências da dor crônica


O quadro de dor crônica pode gerar, entre outros aspectos:

Desesperança: tentativa de diversos tratamentos, sem ter a resposta esperada;

Cansaço: geralmente são tratamentos que exigem muito tempo e disponibilidade (vários dias da semana, várias horas por dia), passando por diversos profissionais (fisioterapeuta, acupunturista, médico da dor, psicoterapeuta, etc.);

Resistência à adesão aos tratamentos: "Já fiz tanta coisa e não tive melhora, não quero mais nada, não acredito mais", "Não gosto de tomar remédio", "Tenho medo de ficar viciado nesses remédios tarja preta", "Já tomo muita coisa, não vou tomar mais ainda";

Medo: dúvidas em relação ao diagnóstico e ao próprio tratamento: "O que é que eu tenho mesmo?";

Raiva: devido às perdas que vem sofrendo ao longo do caminho nesse contexto; as relações que vem sendo alteradas, seja na família, seja no trabalho, seja com seu próprio corpo;

Impotência: perante a realidade que está vivenciando;

Questões envolvendo identidade: o indivíduo perde o seu lugar social, pois não pode mais exercer as funções que tinha (por exemplo: um pai de família que sustentava a casa e que está afastado há um ano, algumas vezes sem receber seu salário por questões burocráticas do sistema, como data da perícia, prazo para liberação, etc, e que também não pode fazer nada dentro da própria casa, pois qualquer esforço físico detona o processo de dor);

Estranhamento: muitas vezes do próprio corpo e até do próprio eu;

Além desses sintomas, é também frequente existir a alteração do sono, do apetite e do humor.


A tenção aos sinais


A dor é sempre um alerta, um sinal de proteção que diz que algo não vai bem. O que as palavras não dizem, o corpo fala. Por isso, quando o cliente chega ao consultório de psicoterapia encaminhado por outras especialidades, é comum ele não saber do que se trata, de como funciona e só estar ali porque o "doutor mandou ele ir". Está fragilizado, perdido, sentindo-se impotente e vendo a sua vida cada vez mais ser reduzida à própria dor. O indivíduo deixa de sentir dor, e passa a ser a própria dor.

O rio é uma boa metáfora para esse processo. Antes, com margens largas, com um fluxo de água satisfatório, com o tempo vai se estreitando, vai diminuindo seu fluxo e ficando cada vez mais raso e fraco. O trabalho do psicólogo caminha no sentido de o indivíduo voltar a ampliar esse fluxo, de novamente ter margens largas, ter um fluxo energético satisfatório, um fluxo de vida saudável.

Para tanto é fundamental que o psicoterapeuta tenha clareza de suas bases teóricas, e uma visão ampla de processo e de funcionamento da psique - consciente e inconsciente. É preciso devolver o sintoma ao lugar simbólico a que ele pertence. É importante que, ao longo do tratamento, a pessoa passe a entender o significado desse sintoma na sua vida, como surgiu, a serviço de que ele se fez presente, e possa ressignificá-lo.

Na medida em que isso vai acontecendo, se descortina uma realidade que, até então, ele não sabia que estava ali, e que muita vezes "não quis saber", ou que "não podia saber", por não ter o ego suficientemente estruturado e que desse conta com o que ele iria se deparar. O caminho para romper esse ciclo vicioso que a dor impõe, é compartilhar essa experiência.

Dividir, ser ouvido e se ouvir.

De repente, ele percebe que não está mais só, que tem um lugar para ele, para que ele possa estar com ele mesmo. E, ao longo desse caminho, de forma cuidadosa e devagar, a fragilidade, o cansaço, a tristeza, e as dúvidas aos poucos e de forma consistente, vão se transformando e dando lugar à força, às respostas, ao autoconhecimento. O indivíduo passa a "caber no seu corpo", e vai além dele. Passa a se perceber como muito mais do que um corpo.

A realidade de antes, com todas as limitações físicas e psíquicas envolvidas pode ser transformada, pois só se muda o que se conhece. Á medida que o processo de análise avança, novas descobertas acontecem, novas formas de pensar e de sentir começam a ser possíveis. Uma nova forma de viver, de estar no mundo se configura. Esse novo lugar de existência é congruente, estruturante e confortável.

O contato com pacientes de dor crônica ensina que é preciso construir uma prática com bases conceituais consistentes, com uma visão ampla de processo, e com flexibilidade para os ajustes necessários. A linguagem é a ponte que possibilita que todo tratamento aconteça. Na medida em que ele fala, ele já não está só, preso no seu mundo de dor e sofrimento, absorvido e reduzido às suas experiências e ao sentimento de impotência e fragilidade. Quando a relação com o outro que o escuta, que está ali para lhe assegurar um lugar seguro e coerente para essa jornada de autoconhecimento se estabelece, a pessoa pode começar a dizer sobre si, descobrir novas perspectivas e ganhar um novo olhar perante a vida.

Com a compreensão sobre a sua vida, sobre si mesmo, seu corpo e suas emoções, a pessoa passa a ter mais recursos, passa a ter condição de se implicar no seu processo. Ela passa a descobrir novas formas de se relacionar, de conviver e de produzir com dignidade e alegria.
o psicoterapeuta pode contribuir para que o paciente se escute, e encontre suas próprias respostas. Esse processo de reconstrução é necessário para quem sente dor crônica, quando, muitas vezes, a imagem que se tem de si e do mundo é distorcida

o suporte de um psiquiatra pode estabilizar o quadro psíquico, evitando ou minimizando casos de ansiedade e depressão grave apresentados por pessoas que sofrem de dor crônica

Referências

ALVES NETO, O.; CASTRO COSTA, C.M.; Siqueira, J.T.T.; TEIXEIRA,M.J. Dor - Princípios e Prática. Porto Alegre: Ed. Artemed, 2009.


JACOB, M. O encontro Analítico: Transferência e Relacionamento Humano. São Paulo: Ed. Cultrix, 2008.


NASIO, J.-D. A dor física. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2008.


NASIO, J.-D. A dor de amar. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2007


LEVINE, P. A. Despertar do Tigre: Curando o trauma. São Paulo: Ed. Summus, 1999.




Publicação:revista Psique & Vida 55

22 julho 2010

Medicamentos fracionados

A venda de medicamentos fracionados,isto é, em embalagens especiais, na quantidade de que o paciente necessita, foi autorizada há cinco anos, mas, até hoje, não teve a adesão de farmácias, laboratórios e médicos. O Estado de S. Paulo informou (1/3) que “15 laboratórios obtiveram o registro da Anvisa para produzir 175 tipos de medicamentos fracionados”, entre antibióticos, anti-inflamatórios e anti-hipertensivos. No entanto, de sete empresas entrevistadas, nenhuma está produzindo fracionados, mesmo sendo responsáveis pela maioria dos 175 tipos autorizados. “Farmácias e drogarias acreditam que vão perder lucro e por isso não há interesse”, disse ao jornal o diretor da Anvisa Pedro Ivo Ramalho. “Enquanto o projeto de lei que torna o fracionamento obrigatório não for aprovado, as empresas não vão investir”, analisou o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Nelson Mussolini.

O projeto de lei que torna compulsória a produção e a venda de medicamentos fracionados ( PL 7.029) tramita no Congresso desde 2006, como registrou o jornal. De autoria do Executivo, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara e, agora, passa por análise da Comissão de Constituição e Justiça. O próximo passo é o encaminhamento para o Senado.

21 julho 2010

Ética da diversidade na abordagem da deficiência

Há duas formas distintas de se pensar a deficiência: uma, mais antiga, se baseia no modelo médico; a outra, representando a tendência atual, baseia-se no modelo social.

O modelo médico tem como principal característica a descontextualização da deficiência, isto é, toma-a como incidente isolado e sem relação com questões de interesse público e relevância econômica, política ou social. No enfoque do modelo médico, o problema reside na pessoa, com consequências somente para ela e sua família, ficando a sociedade isenta de qualquer responsabilidade e compromisso para com a desconstrução de processos de discriminação. A cura ou quase cura das lesões e limitações torna-se condição para acesso a determinados direitos.

Já o modelo social considera que a maior parte das dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência resulta da forma como a sociedade trata as limitações físicas, intelectuais, sensoriais ou múltiplas de cada indivíduo. A deficiência é entendida como construção coletiva e condição flexível, não necessariamente permanente. Afinal, se as barreiras de acesso são removidas, a relação de desvantagem passa a ser parcial ou, mesmo, completamente abolida.

O modelo social está relacionado ao desenvolvimento inclusivo e à ética da diversidade, que combate a homogeneidade e privilegia ambientes heterogêneos, celebrando toda e qualquer diferença entre pessoas. Cada um, da forma como é, contribui com sua experiência e seus recursos, em benefício de todos. Do ponto de vista da ética da diversidade, as pessoas com deficiência não representam um equívoco, um deslize da natureza que gerou seres anômalos, a serem aceitos, tolerados, ou respeitados.

Estratégias vêm sendo incorporadas por organizações empresariais, governamentais e não governamentais — regionais e internacionais —, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, na busca de alianças e ações que gerem programas e políticas públicas inclusivas. Beneficiam-se não só as pessoas com deficiência, como outros grupos em situação de vulnerabilidade, como crianças trabalhadoras, coletores de Ética da diversidade na abordagem da deficiêncialixo, indígenas, pessoas com vírus HIV e pessoas com orientação homossexual.

No que se refere à implementação de políticas de desenvolvimento inclusivo, a ética da diversidade deve ser sistematicamente trabalhada e incentivada pelos meios e profissionais de comunicação, levando-se em conta orientações como:

1) Manter, ao escrever sobre deficiência ou ao analisar qualquer política pública, o mesmo rigor que caracteriza a abordagem de temas de outras áreas, como a econômica, por exemplo, entre outras.

2) Desconfiar de qualquer enfoque que marque pessoas com deficiência como pertencentes a um grupo homogêneo de cidadãos. (Exemplo: crianças com síndrome de Down têm sempre muito carinho para dar...)

3) Lembrar que sobre-estimar pessoas com deficiência, transformando-as em super-heroínas, é tão discriminatório quanto subestimá-las, porque ambos os enfoques lhes tiram o direito à individualidade.

4) Desenvolver uma visão crítica de discursos que valorizam ambientes homogêneos como ideais para o desenvolvimento humano.

5) Provocar e/ou reforçar alianças entre profissionais de diferentes áreas.

6) Tomar como base para suas reflexões e análises diárias as seguintes associações: modelo médico/ambiente homogêneo e modelo social/ambiente heterogêneo. Partindo-se do princípio de que os modelos médico e social não se apresentam de forma clara, como aprender a diferenciá-los? O quadro a seguir põe lado a lado as características de cada um, de modo a evidenciar suas diferenças.

Texto adaptado das publicações Manual da Mídia Legal 3 — Comunicadores pela Saúde e Manual sobre Desarrollo Inclusivo Para los Medios y Profissionales de la Comunicación, ambas editadas pela Escola de Gente Comunicação em Inclusão. As publicações podem ser acessadas em www.escoladegente.org.br
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