16 fevereiro 2012

Desafio de Clássicos 2012..... Isso lembra alguma coisa?

Eu tenho culpa? Estou eu calmamente visitando alguns blogs e de repente....Mais um desafio. Não resisto.
Confesso que estou toda enrolada com as leituras. Mas não vou desistir.
Bem, estava visitando o blog Meio Livro, quando li Desafio de Clássicos, os olhos espicharam e preocupei-me. o post era de janeiro. E se já tivesse encerrado as inscrições.
Para a minha alegria estão abertas, na verdade o desafio é do Blog Minha Vida por um Livro. São 21 clássicos alguns já tive vontade de ler. Acho que o único que tenho é Lolita e já li o Morro dos Ventos Uivantes.
Bem, se estiverem interessados, passem por lá.

Caça aos Clássicos


Lista de Clássicos:


Atualizada em 31/01/13
1. 1984 - George Orwell (skoob)  Lido
2. A Hora da Estrela - Clarice Lispector (skoob)
3. Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley (skoob)
4. Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski (skoob)
5. David Copperfield - Charles Dickens (skoob)
6. Guerra e Paz - Leon Tolstói (skoob)
7. Jane Eyre - Charlotte Brontë (skoob)
8. Lolita - Vladimir Nabokov (skoob)
9. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis (skoob)
10. Moby Dick - Herman Melville (skoob)
11. Noite e Dia - Virginia Woolf (skoob)
12. O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger (skoob)
13. O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas (skoob)
14. O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë (skoob)
15. O Processo - Franz Kafka (skoob)
16. O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde (skoob)
17. O sol é para todos - Harper Lee (skoob) -(Resenha)
18. O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (skoob)
19. Persuasão - Jane Austen (skoob)
20. Ulisses - James Joyce (skoob)
21. Um Conto de Duas Cidades - Charles Dickens (skoob)

Outras Estantes - CHARLES DICKENS



CHARLES DICKENS: Uma vista para o quarto

Nas comemorações dos 200 anos do nascimento do mais importante romancista inglês da era vitoriana, a casa de Charles Dickens abre para obras de ampliação

Ana Margarida de Carvalho
20:02 Terça, 7 de Fevereiro de 2012

dickens
dickens

Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos': formavam-se assim as famosas primeiras linhas do romance de Charles Dickens, História de Duas Cidades (1859), por acaso passado nos "tempos" tão dúbios da revolução francesa. Só que naquele "tempo", no de Dickens, o "pior dos tempos" não vinha nos jornais, ainda menos nos romances. O mais conhecido e mundialmente lido dos escritores ingleses cujas comemorações do bicentenário do nascimento (7 de fevereiro de 1812) se anunciam resgatou para dentro da literatura o "pior dos tempos" da era vitoriana... O lado sórdido do império, o underworld londrino. A Londres dos ratos dos porões, do Tamisa fétido, dos decrépitos asilos para órfãos, dos obscuros antros fabris onde penavam operários famélicos, das sombras dos becos que abrigavam o sustento de carteiristas... Parte da fama de Dickens veio daqui, de ter exposto a sociedade ulcerada da época, muito mais por sentimentalismo ou melodramatismo, do que por denúncia revolucionária ou incitamento à luta social. Mais por entretenimento e sátira do que por apelo realista. Ainda assim, chega uma nova vaga de personagens icónicas, homens comuns de todos os dias enredados em tramas inverosímeis, de moralismo simplista, pontuadas por cliffhangers para manter leitores "agarrados". Curioso que, ao mostrar as desgraças da classe operária, o escritor conquistou a burguesia que consumia as suas obras e acorria às célebres matinés e soirés de leituras públicas, autênticas tournés pelo Reino Unido e EUA que tornaram Dickens numa espécie de artista pop do século XIX. O escritor investia tanto nestas leituras que arrancava gargalhadas e lágrimas à assistência e também muitas energias ao próprio corpo, o que tera conduzido à sua morte precoce, aos 58 anos.Foram 989 as personagens criadas por Dickens, algumas tão glosadas e familiares que se infiltraram no léxico inglês (o termo scrooge, o irascível avarento de A Canção de Natal, tornou-se sinónimo de miserabilista). Fizeram-se incontáveis adaptações teatrais, a BD e perto de 200 versões cinematográficas e televisivas da sua obra. Aliás, mais do que Shakespeare, Dickens está no pódio das adaptações ao cinema, em todo o mundo. A primeira, em 1913, ainda da era do cinema mudo; e, até em Portugal, João Botelho filmou a sua versão de Tempos Difíceis, em 1988.Londres, a personagemMas, no fundo, a mais omnipresente das suas personagens foi mesmo Londres.Dickens tinha uma memória fotográfica, à Balzac, convocava toda a vida que lhe passava pelos olhos e pelas janelas. Por isso, não se estranhe que para além do mobiliário, dos manuscritos, das penas e tinteiros, da secretária e cadeirão, dos espelhos (Dickens tinha uma obsessão por espelhos), das fotografias, ilustrações e pinturas e das muitas edições de todo o mundo, seja a janela preservada do seu quarto de infância uma das peças mais curiosas das expostas na casa-museu de Charles Dickens, em Boomsbury. Foi por esta janela que Dickens começou a ver o mundo. E depois pelas grades da prisão de Marshalsea, onde os pais estavam presos por insolvência. Ou por alguma fresta da insalubre fábrica de graxa onde trabalhou em criança, dez horas por dia a seis xelins, para pagar a dívida familiar, e também pelas janelas bem menos lúgubres daquela que foi a sua primeira casa de casado, no número 48 da Doughty Street, num bairro residencial, com uma correnteza de fachadas iguais, de gradeamento à frente e típico pátio georgiano nas traseiras. Foi aqui, nesta casa geminada (que será ampliada), de dois pisos, uma cave e um sótão para os criados, que Dickens se tornou pai de dois dos seus dez filhos e de duas das suas obras Os Cadernos de Picwick (1836) e Oliver Twist (1837-1839).POR ANA MARGARIDA DE CARVALHO, EM LONDRES
Palavras-chave  literatura

Fonte: JL

12 fevereiro 2012

Oba, mais um!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não dá para resistir, é bem simples: basta ler os livros.
1- Montar uma lista com 20 livros e lê-los atá 22/02.
2- A cada 2 livros lidos ganha um número para o final do desafio.
Simples não.
Mais informações veja no Blog Cultivando a Leitura

A Lista:

1-Missão Mackenzie de Linda Horward
    Saindo da Estante
    Resenha
2- Rebecca de Daphane Du Maurier
3- A Fábrica dos Sonhos de Janet Leigh
4- O Gênio do Crime de J. C. Marinho Silva
5- A Escolha Honrada de Denise Lynn
6- O Misterioso Caso de Styles de Agatha Christie
7- Assando Bolos em Kigali de Gailen Parkin
8-O Urso com Música na Barriga de Érico Veríssimo
9- Antes do Entardecer de Genia Davis
10- Um Novo Amor de Anna Robins
11- Impiedosa Paixão de Michelle Reid
12- Olhos de Seda de Françoise Sagan
13- O Pagador de Promessas de Dias Gomes
14- Brida de Paulo Coelho
15- Senhora de José de Alencar
16- Klone e Eu de Danielle Steel
17- Esmeralda de Zíbia Gasparetto ditado por Lucius
18- O Enigma do Quatro de Ian Caldwell
19- A Cadeira Vazia de Jeffery Deaver
20- Madame Bovary de Gustave Flaubert.
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09 fevereiro 2012

Outras Estantes - Para o Brasil, com livros

Para o Brasil, com livros

Tem na capa o brilho do crescimento económico e no miolo um universo de 190 milhões potenciais leitores. Eis as cores do best-seller que está a agitar algumas editoras portugueses. Chama-se Brasil, ele próprio, o país, e promete ser um oásis no meio da austeridade portuguesa de 2012. Para saber com que páginas se faz esta aventura no outro lado do Atlântico, seguida pela Babel, Leya e Tinta-da-China, o JL falou com administradores, editores e escritores 

Luís Ricardo Duarte
13:45 Quarta, 8 de Fevereiro de 2012

Para o Brasil,  com livros
Passou despercebido, mas o livro que o presidente da Câmara do Comércio do Brasil ofereceu a Aníbal Cavaco Silva, em março do ano passado, durante a visita oficial a Portugal da Chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff, tinha a marca de um grupo editorial português agora a atuar no outro lado do Atlântico, a Babel. Provavelmente, foi uma boa forma de abrir o apetite a futuros negócios entre os dois países, na medida em que não só se afigurava como mais um exemplo do intercâmbio económico em curso, como a obra tinha o sugestivo título de Poesia é para comer. No interior, a seleção de poemas de Ana Vidal era acompanhada por receitas de alguns dos mais conceituados chefs portugueses e brasileiros, em autênticas iguarias para o corpo e para o espírito. Não se sabe se este livro deixou o Presidente da República com água na boca, mas para Nuno Barros, administrador do Grupo Babel, criado por Paulo Teixeira Pinto, foi um "sinal" do "prestígio" que a aposta no Brasil já conquistou. "Temos sido muito bem recebidos, quer pela crítica, quer pelos leitores, quer ainda pelos pares", garante ao JL. 
Para quem acompanha o mundo dos livros, este é apenas mais um episódio da recente história editorial portuguesa no Brasil, a que poderíamos acrescentar outros "sucessos". Como este: alguns dos livros mais vendidos no Brasil, em 2011, têm a chancela da Leya Brasil, a filial do grupo criado por Miguel Paes do Amaral. Um resultado que ficou a dever-se, em parte, a um best-seller mundial, a série Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin (cujo primeiro volume foi adaptado a série televisiva). No entanto, ao JL, Pascoal Soto, editor da Leya Brasil, sublinha a constância das boas vendas. "Antes de A Guerra dos Tronos outros 15 títulos da Leya figuraram entre os mais vendidos". E exemplifica: "Histórias de Canções - Chico Buarque, de Wagner Homem, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch, ou Brasil: Uma História, de Eduardo Bueno". 
Com estas notícias, não surpreende que outras editoras comecem a seguir os passos da Babel e da Leya, como vai fazer a Tinta-da-China. O primeiro livro da empresa brasileira de Bárbara Bulhosa e Inês Hugon é uma antologia de crónicas de Ricardo Araújo Pereira e chega às livrarias em março, aproveitando a participação do humorista no Festival Risadaria. Segue-se, em abril, O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, e, em agosto, E a Noite Roda, o primeiro romance de Alexandra Lucas Coelho (com edição portuguesa em março).


Um governo que compra 
O tempo dirá se editar no Brasil passará a ser uma tendência das editoras portuguesas que queiram fugir às dificuldades que se vão sentir em Portugal em 2012 e cujo primeiro sintoma é a forte quebra nas vendas. Certo é que a este empreendedorismo não é alheio o bom momento económico que o outro lado do Atlântico atravessa. "O Brasil está a fervilhar", afirma, ao JL, Maria João Costa, que está de malas feitas para o seu maior "desafio" profissional: vai trabalhar com Pascoal Soto, na Leya Brasil. "Mundial de Futebol, em 2014, Jogos Olímpicos, em 2016, congressos, encontros e reuniões, está tudo a acontecer lá", garante. Com o mesmo entusiasmo, Bárbara Bulhosa, da Tinta-da-China, diz-nos: "É uma economia em constante crescimento, com novos públicos para o livro". E acrescenta: "Ao contrário de Portugal, o Brasil está a investir na Educação e na Cultura".
Jornalista cultural e escritor, Rodrigo Lacerda tem acompanhado com atenção a entrada de várias editoras estrangeiras no seu país. E sabe que o interesse não é só português. Como a Babel, a Leya e a Tinta-da-China, grandes grupos e editoras espanholas, alemãs, francesas e inglesas têm o Brasil debaixo de olho. Recentemente, a Penguin comprou 45 % da Companhia das Letras, que edita alguns dos mais conceituados escritores brasileiros, como Chico Buarque, Jorge Amado ou Lygia Fagundes Telles. A Amazon, por seu turno, abriu uma loja on-line direcionada ao público brasileiro. Para este interesse generalizado, o autor de Outra Vida, que acaba de ser publicado em Portugal pela Quetzal, avança duas explicações. Por um lado, as margens de crescimento do mercado brasileiro são enormes, tendo em conta o trabalho que está a ser desenvolvido nas áreas da Educação e dos hábitos de leitura: "Se tudo correr bem, o Brasil vai ter uma gigantesca classe média. E muitos milhões quererão ler e comprar livros", afirma Rodrigo Lacerda. Por outro, "o Brasil é um dos maiores compradores de livros do mundo. Os vários planos de leitura municipais, estaduais e federais são cruciais para muitas editoras e implicam centenas de obras", lembra. 
Este é um dado fundamental na equação que as editoras portuguesas têm de resolver, já que o circuito livreiro ainda é reduzido e localizado sobretudo nos grandes centros urbanos. A distribuição é, de resto, um dos principais desafios que Nuno Barros e a Babel enfrentam, depois de terem superado o longo processo burocrático de abertura da empresa. "O Brasil não é um país, são vários países", afirma o administrador. Nesse sentido, é preciso fazer "opções" e planear a entrada em cada estado federal. Além disso, com um território tão grande, "não é possível à Babel ter uma distribuição própria, como faz em Portugal". Com tantas incógnitas, uma das soluções será, adianta Nuno Barros, "optar pelos circuitos não tradicionais (como os supermercados), que ainda têm uma grande margem de progressão".  



Para lá da Economia
Nem tudo são números neste 'descobrimento' editorial do Brasil, que teve como um dos pioneiros Fernando Guedes, da editorial Verbo, que no país abriu em tempos uma sucursal. Publicar e promover autores no espaço global da língua portuguesa é, segundo a sua apresentação institucional, a vocação da Leya, pelo que apostar no Brasil foi pensado desde o início. "Está no nosso ADN", afirma, ao JL, José Menezes, assessor de imprensa da Leya. "Só assim poderemos ser um grupo editorial de referência no espaço da Lusofonia". 
No mesmo sentido, Paulo Teixeira Pinto apresentou a Babel, durante um debate sobre o tema O Livro, realizado no passado dia 12, na SEDES, não como "uma editora portuguesa, mas da língua portuguesa". Ideia que Nuno Barros reforça ao JL: "O nosso objetivo é levar a literatura em português o mais longe possível". No caso da Leya Brasil, a atividade editorial não se restringe à literatura, sendo esta, inclusivamente, minoritária. A educação e o e-learning são as áreas com maior dimensão, representando cerca de dois terços das receitas, percentagem que tenderá a aumentar.
É esta dimensão cultural que mais entusiasma Rodrigo Lacerda. Reconhecendo que num primeiro momento a recetividade das editoras estrangeiras foi muito boa, sempre vai alertando para o facto de a capacidade de dinamizar a cena literária brasileira depender das opções de cada um. Um dos problemas que identificou foi "o desejo das editoras competirem nos dois lados do negócio, o comercial e o cultural", o que em alguns casos levou a uma descaracterização das respetivas linhas editoriais. Na sua opinião, "criar diferentes chancelas, com identidades fortes, pode melhorar a relação com o leitor". Uma tese que tem sido seguida pelas editoras portuguesas. Sem capacidade para comprar editoras brasileiras, como fizeram em Portugal, a Babel e a Leya fundaram projetos de raiz, com filosofias próprias. 
"Somos uma editora orientada para o mercado, que é plural, multifacetado, e atuamos nas mais diversas linhas editoriais", descreve Pascoal Soto o seu trabalho à frente da Leya Brasil. E enfatiza: "Todos os nossos autores são importantes. Uma editora não se faz apenas com best-sellers". Assim, os livros publicados são divididos por várias marcas: a Leya, para ficção e não ficção; Lua de Papel, para os segmentos de desenvolvimento pessoal, espiritualidade e cultura pop; Barba Negra, para leitores ousados de BD, humor, terror e cinema; e Casa da Palavra, para a história e cultura brasileiras. 
Concebendo o mercado como uma pirâmide, Nuno Barros assegura-nos que a Babel só vai "atuar na base e no topo". "Só aí conseguiremos fazer a diferença", diz. Isso traduz-se em livros infantis, em baixo, e a ficção e o ensaio, em cima. Neste último campo, Nuno Barros destaca a coleção de biografias, publicada em Portugal pela Verbo e em França pela Fayard. 
No Brasil, a Tinta-da-China não mudará muito a fórmula que tão bons resultados tem dado em Portugal. "Sem pressas", vão começar por lançar poucos autores e valorizar o "livro enquanto objeto", com o design a contribuir para a personalidade da editora. De resto, foi a vontade de poder controlar "todo o processo editorial" que levou Bárbara Bulhosa a criar uma editora de raiz, em vez de estabelecer uma parceria ou apenas vender os direitos dos seus livros. "Assim, continuaremos a ser independentes e a defender os nossos autores", afirma. 



Ler na mesma língua
Poderá esta "aventura editorial", como lhe chama Bárbara Bulhosa, promover um maior intercâmbio cultural entre Portugal e Brasil? Também aqui, o tempo o dirá. A conjuntura, no entanto, é favorável. Por decisão da X Cimeira entre os dois países, 2012 é o Ano de Portugal no Brasil e o Ano do Brasil em Portugal. Segundo a resolução do Conselho de Ministros n.º 7/2012, publicada em Diário da República no passado dia 13 de janeiro, esta iniciativa será uma "oportunidade para atualizar as imagens recíprocas, promover as culturas e as economias de ambos os países e estreitar os vínculos entre as sociedades civis". Neste contexto, a literatura, as artes e a criatividade são áreas devidamente contempladas. Mais pormenores sobre esta iniciativa serão divulgados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Divulgar escritores brasileiros em Portugal não é, contudo, tarefa fácil. Quem o diz é João Rodrigues, da Sextante, do grupo Porto Editora, que não tem no seu horizonte abrir uma editora no Brasil. Com muitos anos no mundo do livro, o editor já viu muitos bons livros ficarem sem leitores suficientes para compensar o investimento. Do seu currículo, recorda, a título de exemplo, Tabajara Ruas e Luiz Antonio de Assis Brasil, "dois extraordinários autores, com uma estupenda capacidade de contar uma história", que publicou quando esteve na Ambar mas que não funcionaram. O cenário muda, esclarece, quando se trata de um "escritor com nome, que já é uma marca". É o caso de Chico Buarque ou de Jô Soares e, antes, Jorge Amado e Érico Verríssimo, que em Portugal tiveram um público vastíssimo, "não só pela sua qualidade literária, mas também pelas suas histórias de resistência". Com novos autores, reconhece João Rodrigues, "os resultados são mínimos". Apesar da proximidade histórica e cultural, um livro brasileiro não consegue competir com as campanhas de marketing que acompanham os grandes best-sellers internacionais, frisa o editor da Sextante, que faz questão de sublinhar que o mesmo se passa em Espanha, França, Inglaterra e em outros países. E o que acontece com a literatura brasileira, acontece também com espanhola, anglo-saxónica, francófona ou nórdica.
João Rodrigues está no entanto empenhado em combater esta tendência, sobretudo quando estão em causa autores em que "acredita" e de "muita qualidade". Ainda este mês sai, na Sextante, o terceiro romance de Rubem Fonseca, A Grande Arte, para muitos a sua obra-prima. E para não repetir resultados anteriores, reforçou as estratégias de marketing e o trabalho de divulgação, o que já deu os seus resultados. Dos dois livros do Prémio Camões 2003 que lançou o ano passado, O Seminarista já vai na segunda edição e Bufo & Spallanzani tem vendido bem. 
Será a língua um problema? João Rodrigues acusa a brincadeira, mas acha que não: "Os livros que vêm do Brasil leem-se facilmente e tanto os brasileiros percebem bem a nossa literatura, como nós a deles". Rodrigo Lacerda é da mesma opinião, ele que tem em Eça de Queirós um dos seus autores de eleição. "Li tudo dele, a ficção e as páginas do jornal e do diário", confessa. "A sua capacidade de análise e a forma como conjuga humor e emoção foram fundamentais para a minha formação". No Brasil, as maiores dificuldades que os autores portugueses encontram é junto do "grande público". "Nesse segmento, há de facto alguma resistência a uma linguagem aqui considerada mais clássica e castiça, que a um leitor médio brasileiro talvez soe um pouco antiquada. São diferenças que nenhum Acordo Ortográfico pode resolver". 
Mas talvez haja uma explicação para esse sentimento. "Ao contrário de muitos outros países, sobretudo europeus, o Brasil tem uma relação muito difícil com a sua tradição. Há toda uma estética e moralidade que o modernismo brasileiro e as vanguardas ofuscaram e que nos afastam de Portugal". São precisamente estes autores, entre muitos outros, que Rodrigo Lacerda espera que as editoras portuguesas possam recuperar, de forma a fortalecer a ponte cultural entre os dois países.
"Temos completa autonomia: não há qualquer compromisso da Leya Portugal publicar os nossos livros e vice-versa,", avança Pascoal Soto ao JL. Admite, porém, que é mais uma porta que se abre. "A literatura portuguesa goza de muito prestígio no Brasil e são várias as editoras que publicam escritores portugueses", garante. "A Leya Brasil é mais uma. E quando decidimos publicar um escritor português é porque julgamos que há mercado para ele no Brasil". 
Semelhantes linhas seguirá Barbará Bulhosa que, para o sucesso dessa missão, não irá adaptar os seus romances ao português do Brasil. Para Maria João Costa, que agora está mergulhada na história e cultura brasileiras, para preparar a sua entrada em funções na Leya Brasil, "insistir no longo prazo" pode ser uma saída. "Na área da literatura, às vezes é difícil inventar muito mais do que já foi feito. É preciso acreditar num autor, montar uma boa estratégia de marketing e esperar que o leitor reconheça a qualidade do livro e do seu autor". Ou seja, por mar ou por avião, editorial ou literariamente, atravessar o atlântico leva sempre o seu tempo.

Palavras-chave  Leya, Babel, Tinta da China, Brasil


Fonte: JL

Saindo da Estante- Impiedosa Paixão

Natasha Moyles jamais fez nada para prejudicar Leo Christakis, e não sabe por que ele parece tão determinado a vigiá-la de perto...perto demais! Ele a quer a seu lado durante o dia...e em sua cama à noite, e está disposto a lhe dar um luxo com o qual ela jamais sonhou. Mas o que dirá quando descobrir que ela é inocente...em todos os sentidos?


Coleção Magnatas gregos - Eles possuem tudo... menos uma noiva.
COL037 – Coleção Magnatas gregos
PX177 – Negócios & prazer
PX188 – União do desejo
PX214 – Doce lembrança
Tema  MAGNATAS GREGOS


Coleção Magnatas gregos

05 fevereiro 2012

Agenda Literária de Fevereiro 2012

MARATONA DE BANCA (até 17/02)
Blog: Maratona de Banca


Tema: Título com a palavra Paixão.
           1) Impiedosa Paixão de Michelle Reid

DESAFIO lITERÁRIO DE FÉRIAS   (até 18/02)
Blog: Doce Encanto

1) O urso com Música na Barriga de Érico Veríssimo
2) Antes do Entardecer de Gene Davis
3) Um Novo Amor de Anne Robins
4) Olhos de Seda de Francoise Sagan
5) O Pagador de Promessas de Dias Gomes
6) Brida de Paulo Coelho
7) Senhora de José de Alencar
8) Klone e Eu de Danielle Steel


Blog: Silêncio, que eu tô lendo

Tema: Personagem com inicial do seu nome
          1) Klone e Eu de Danielle Steel (Sthephanie)



DESAFIO CLÁSSICO  (até 28/02)
Blog: Nem um pouco épico


1) O Pagador de Promessas de Dias Gomes
2) Brida de Paulo Coelho
3) Senhora de José de Alencar

DESAFIO LITERÁRIO 2012 ( até 29/02)
Blog: Desafio Literário 2012
Tema: Nome Próprio
          1) Esmeralda -Zíbia Gasparetto ditado por Lucius


DESAFIO LITÉRARIO 2012 (até 29/02)
Blog: Livros e Versos
Tema: Livro 400/500 páginas
       1) O Enigma dos Quatros de Ian Caldwell


Outros desafios que estou participando em que valerá os livros lidos e resenhados em fevereiro


Blog: Wishing a Book

Blog: A Magia Real

Desafio de Férias 2011/2012 - Cultivando a Leitura (até 22/02)
Blog: Cultivando a Leitura

03 fevereiro 2012

Entrando na Estante

Últimas aquisições:

100 viagens que toda mulher precisa fazer (pocket)

As mulheres deveriam ler um livro que descrevesse o mundo de um jeito que fizesse sentido para elas; um livro que as encorajasse a seguir suas inspirações e a procurar os lugares pelo mundo em que elas se manifestam. 100 viagens que toda mulher precisa fazer faz exatamente isso. Este livro é a junção dos conhecimentos e das experiências de uma viajante destemida, que carimbou vários passaportes e agora nos oferece apenas as anotações mais suculentas, para que outras possam colocar o pé na estrada com o mesmo espírito feminino. Entre em comunhão com os espíritos das heroínas do passado no México e no Egito; atravesse as estepes da Mongólia montada em um pônei; mergulhe e colha pérolas em Bahrain; tome um banho de lama em um vulcão colombiano; dance com a magia do vodu na África Ocidental; devore chocolates em Bruxelas; aprenda a surfar na Costa Rica; beba champanhe direto da fonte na França, e muito, muito mais. Está procurando a tranquilidade de um centro de meditação budista? A agitação de um clube de rumba? 100 viagens que toda mulher precisa fazer não lhe dará somente inspiração, mas a animará a pegar a estrada com um grupo de amigas, em dupla ou sozinha


Um Amor para RecordarQuando tinha dezessete anos, a vida de Landon Carter mudou para sempre. Isso foi há quarenta anos, quando ele se viu diante de um impasse que pode ser catastrófico para um rapaz dessa idade: arrumar uma companhia para o baile de formatura. Landon já havia namorado uma garota, Angela, mas antes das férias daquele verão ela o havia trocado por um rapaz mais velho e com um carro mais bonito. Não que Landon não tivesse dinheiro. Era filho de um dos únicos políticos da pequena Beaufort, na Carolina do Norte, tinha uma bela casa, um carro e frequentava com os pais os melhores restaurantes da cidade. Mas naquele ano, não tinha mais nenhuma opção feminina para acompanhá-lo ao baile em honra aos ex-alunos da escola. 
Todas as mais bonitas já haviam sido convidadas e só lhe restavam as que usavam óculos de fundo de garrafa ou as de língua presa. A última esperança era encontrar alguém no álbum de retratos dos alunos da escola. Foi lá que encontrou Jamie Sullivan. Depois de resistir por quase uma hora, folheando o livro de trás para frente, Landon teve de dar o braço a torcer e aceitar que Jamie era sua opção mais razoável, a não ser que quisesse ficar servindo ponche e limpando as poças de vômito nos banheiros, que era o que os rapazes desacompanhados acabavam fazendo nos bailes.



Banquete de IdeiasOs autores com uma natural síntese descrevem o Banquete que é oferecido pela vida à família. Em coautoria por três dos onze irmãos. São relatos emocionantes de fé, amor, trabalho, força de vontade e muita determinação que abordam as fases da preparação do Banquete que é oferecido à vida. Fazem um passeio pela história familiar através do tempo. O banquete propriamente dito, está nas receitas culinárias apetitosas, oferecido nas páginas centrais do livro, que são especialidades de cada um dos familiares. Procuram mostrar a importância de registrar a história para que os descendentes valorizem seus antepassados resguardando e valorizando a memória da comunidade familiar.

As emocionantes histórias e as saborosas receitas das terras de Minas Gerais que vão conquistar você!

nao deixe para depois o que
  • É fácil cair na tentação de deixar para amanhã um trabalho ou obrigação que deveria ser feito hoje. Quase todo mundo empurra de vez em quando alguma tarefa com a barriga, seja por preguiça, medo, falta de organização ou excesso de compromissos. Protelação é um hábito que pode e deve ser modificado. Já! Rita Emmett ensina técnicas e truques para:
  • Iidentificar como e por que você adia coisas.
  • Desenvolver estratégias para manter a motivação e não desistir antes de finalizar uma tarefa chata.
  • Organizar o seu tempo e esus esforços para atingir suas metas e conquistar seus objetivos.

    Adiar sempre as coisas pode trazer problemas para a sua vida pessoal e profissional, causando angústia, baixa auto-estima e até prejuízos financeiros.

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