15 julho 2013

Saindo da Estante: A zona azul de Andrew Gross


Kate Raab tem tudo: uma família extraordinária, um primeiro emprego atraente logo depois de sair da Universidade Brown e um namorado que ela adora. Mas isto foi antes de o FBI prender seu pai por lavagem de dinheiro. Antes de ele ser forçado a cooperar com promotores públicos. Antes que sua mãe, o irmão mais novo e a irmã fossem levados para um local desconhecido dentro do Programa de Proteção a Testemunhas. Sem Kate.
Agora, um ano depois, o pior aconteceu. O pai de Kate desapareceu de repente – passando a constar no que a agência WITSEC chama de “a Zona Azul” – e a agente designada para o caso foi brutalmente assassinada. Com o FBI totalmente no escuro, com os antigos “amigos” de seu pai cercando-a com crescente intensidade, Kate deverá penetrar na zona azul e descobrir toda a verdade. Descobrir o que seu pai esteve escondendo dela e o que realmente tinha feito.

Do manual do Programa de Proteção a Testemunhas:
A Zona Azul: a situação mais temida: quando há suspeita de que a nova identidade foi denunciada ou descoberta, Quando o indivíduo não segue as regras, não fica em contato com o agente que cuida do caso ou foge da segurança do programa. Quando não há conhecimento oficial se a pessoa está viva ou morta.

Sobre o autor:

Andrew Gross é o co-autor de best-sellers que ocuparam o primeiro lugar na lista do New York Times, junto com James Patterson, incluindo Judge & Jury, Lifeguard, Third Degree e Jester. Antes de começar a escrever, teve uma bem-sucedida carreira de negócios trabalhando com trajes esportivos. Vive com sua família em Westchester County, Nova York.

14 julho 2013

Outras Estantes; Eça Agora: Marcelo Rebelo de Sousa é o Jacinto

Um dia, o criado Grilo, referindo-se ao seu patrão Jacinto, exclama: "Sua Excelência sofre de fartura!..." Que fartura era esta? Não é uma só, são muitas. Por um lado, Jacinto é rico; por outro, é culto ("as letras, a tabuada, o latim entravam por ele tão facilmente como o Sol por uma vidraça", diz Zé Fernandes, o narrador de "A Cidade e as Serras"); por outro, ainda, é dado à modernidade, à geringonça que a civilização vai pondo ao dispor de cada um.
Deixando de lado a riqueza material - não vimos nem quisemos ver a conta bancária do nosso Marcelo -, é certo que também este absorve, tão facilmente quanto a vidraça, seja que conhecimento for. É esperto, é culto, é inteligente, é superior. E, o que é mais, não passa o professor sem a geringonça, supondo-se que ele se tornaria no mais feliz cidadão do mundo caso alguém inventasse um telemóvel que permitisse falar com dez pessoas ao mesmo tempo e a qualquer hora do dia ou da noite.
Mas há em Marcelo, como houve em Jacinto, a tentação da simplicidade. Da vida no campo, da vida nas serras. Se a personagem de Eça ganha o seu céu particular quando se muda de Paris para Tormes, junto ao rio Douro, tem o professor a casinha de Celorico de Basto. E, tal como Jacinto, é quase certo que Marcelo tem a tentação de disciplinar o pensamento, impedindo que ele "se estonteie e se esfalfe, como na fornalha das cidades, ideando gozos que nunca se realizam, aspirando a certezas que nunca se atingem". Aposta-se singelo contra dobrado que, quando dá aulas, ou, graças a Deus, naquelas missas de que chega sempre à TVI para a conversa com Judite, também o professor aspira a que a sua alma "deixe o mundo rolar, não esperando dele senão um rumor de harmonia, que a embale e lhe favoreça o dormir dentro da mão de Deus".
Se Marcelo experimentasse uma temporada longe das geringonças, dos telemóveis, das televisões... Quem sabe?
Fonte Jornal Expresso

A Semana em Retalhos- 07/07 a 13/07/13


Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequena informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiro, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui 


Leitura(s) do momento:
Book Tour: Garota Tempestade
Jogo de Amarelinha

Livros emprestados da biblioteca:

Li essa semana:


Abandonei essa semana:
Nenhum

Resenhei essa semana: 
Book Tour-Faces Opostas de L. F. Valadares

Comprei essa semana
 
Nenhuma compra

Evento(s) da Semana: 
Sorteios:(Participando)

 
Selecionada:


Ganhei essa semana:

Recebi essa semana: (pelo correio)

       (Promoção de 2 anos de CDL - 2ª parte)
Meu primeiro americano de Lore Segal
Presentes da Vida de Emily Giffin
Por um Momento Apenas de Bella Andre 
P.S. Eu te Amo de Cecelia Ahern 
Conselho de Amiga de Siobhan Vivian
Cruzando o Caminho do Sol de Corban Addison
Um Lugar para Ficar de Deb Caletti
O Começo do Adeus de Anne Tyler

      Participação: Gincana de Aniversário (Blog: O Mundo Maravilhoso da Leitura)
Alma? De Gail Carriger 


Desejo Comprar Urgentemente:
No momento nada
Im in mood for...(gênero literário do momento)
Ficção
Super Quote:
Não selecionei nenhum

Vi e viciei(booktrailers, trailers, videos whatever)

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1) Resenhas Lidas


2) Conhecendo novos blogs:



3) Sinopses Lidas
Meu Primeiro AmericanoP.S.  Eu Te AmoConselho de AmigaCruzando o Caminho do SolUm Lugar para FicarAlma?

13 julho 2013

Outras Estantes: Eça Agora: Manuela Moura Guedes é o Artur Corvelo

Não é tanto a fragilidade emocional de Artur Corvelo, personagem central do romance "A Capital", que faz recordar a jornalista Manuela Moura Guedes. Nem tão-pouco a sua desastrada carreira artística - ele deixa o seu livro de poemas, "Esmaltes e Joias", a amarelecer nos escaparates das livrarias; ela deixa o seu disco "Foram Cardos Foram Prosas" sem sequência.
Há outros pontos em que os dois se encontram: ambos colaboram na comunicação social e de ambos se começa por esperar muito mais do que vêm a revelar. Desiludido, Corvelo volta a Oliveira de Azeméis para trabalhar na farmácia onde já praticara. Por seu lado, Manuela, embora não possamos saber se está ou não desiludida, também desapareceu e não necessariamente para a sua Torres Vedras natal. Que é feito dos magníficos jornais da noite de sucesso incontroverso? E já lá vão uns bons anos! Que é feito do seu estilo inovador? Desapareceu nas brumas... Será que, como a personagem de Eça, conspira contra a sociedade - agora não num clube republicano mas numa agremiação monárquica? Ou antissocrática? Quem sabe?
Vale à talentosa Manuela o facto de João Gaspar Simões ter considerado Corvelo como a mais autobiográfica das personagens queirosianas e também o facto de Carlos Reis salientar que o romance "A Capital", ficando inacabado, não nos diz o desfecho do angustiado Artur. Pode, pois, Manuela Moura Guedes voltar em força, sem nos estragar este paralelismo... Quem sabe as voltas que a vida da personagem ainda ia dar? Se os "Esmaltes e Joias" não seriam, mais tarde, um sucesso? Se a Manuela não volta aos palcos para nos cantar um fado?
 Fonte: Jornal Expresso

11 julho 2013

Outras Estantes: Coleção Eça Agora: Paulo Portas é Teodorico Raposo

"Ai que cheirinho a igreja", dizia a Dona Patrocínio das Neves, a Titi de "A Relíquia", quando o sobrinho, Teodorico Raposo, o Raposão, chegava a casa. E este, velhaco, espargido de incenso para disfarçar um encontro com uma prostituta que ele cuidava ser mulher de virtude, respondia com voz beata: "Sou eu, Titi..." Queria o Raposão a fortuna da tia, disfarçando-se para tal atrás de uma beatice na qual não cria. Saem-lhe os planos furados, porque, após uma viagem à Terra Santa, uma inoportuna troca de embrulhos o leva a entregar à Titi a camisa de dormir de uma meretriz em vez da desejada relíquia que a catolicíssima senhora lhe tinha encomendado.
Paulo Portas não se faz beato nem viajou, que se saiba, pelos lugares santos, embora viaje quase tanto como o dr. Mário Soares na sua época áurea. Mas, se há algo de comum entre o Raposão de barba hirsuta, desbragado, simplório, e o astuto e bem escanhoado líder do CDS/PP, esse algo é a questão da herança. A Teodorico bastava-lhe a fortuna da tia, mas Portas pretende uma coisa menos material: a direita - e, já agora, o centro...
Naturalmente, o nosso Paulo Portas não cometeria os erros grosseiros de Teodorico, mas o seu dedo em riste, o seu fato às riscas, o ar severo com que se dirige aos circunstantes que o ouvem nas diversas rondas pelo país, nas quais contacta com o mesmo fulgor as vendedeiras das praças, os pescadores das praias, os alfacinhas de gema e, meu Deus, como poderíamos esquecê-los, sobretudo os reformados, pensionistas e homens da lavoura, o dedo, o fato e o ar levam-nos a pôr a hipótese de estar também ele a tentar passar pelo que não é, no fito de arrecadar herança.
Ao Teodorico correu-lhe mal a artimanha, mas Paulo, que é muito mais dotado, não teria levado tanto tempo quanto a personagem de Eça para concluir que, se "tivesse declarado que a camisa luxuriosa da Mary era a camisa de dormir de Santa Maria Madalena, teria herdado a fortuna da Titi, ficaria célebre e seria até considerado pela Ciência e pela Igreja".
Quem sabe, sabe.
 Fonte: Jornal Expresso

10 julho 2013

Outras Estantes: Coleção Eça Agora: Aníbal Cavaco Silva é José Joaquim Alves Pacheco


Versão revista e atualizada dos textos publicados na Revista do Expresso, em 2001, num número intitulado "Eça Agora". Figuras reais fazem lembrar célebres personagens do romance "Os Maias". O Expresso começa a publicar no próximo sábado, grátis, a coleção Eça Agora.


Na sua correspondência, Fradique Mendes descreve desta forma José Joaquim Alves Pacheco: "Sem Portugal - Pacheco não teria sido o que foi entre os homens; mas sem Pacheco - Portugal não seria o que é entre as nações." Ora esta inventada fusão entre o país e um político, um político que "foi tudo", como nos diz Eça, só pode ter paralelo com o único tudo que diz nunca ter sido político: Cavaco Silva.
É certo que Pacheco foi uma desilusão, ao contrário do Presidente e ex-primeiro-ministro, ex-ministro e ex-líder do PSD, uma vez que não tendo ainda acabado a história (mesmo no sentido hegeliano) podemos continuar a ter ilusões sobre quem preside ao retângulo. Mas sabendo que Pacheco espetava o dedo em riste a falar de autoridade; constatando que Pacheco tinha fama de ter um "imenso talento", sobretudo pelos silêncios a que se impunha; verificando que Pacheco era de uma imodéstia total, respondendo uma vez a um deputado que o questionava sobre educação com a seguinte frase: "Sua Excelência aí nessa bancada faz berreiro, eu aqui nesta cadeira faço luz" - podemos ser levados a ter circunvoluções cerebrais que nos façam confundir ficção e realidade. Sendo que Pacheco é o político completo, a soma de todos os defeitos de todos os políticos, pincelada com a mestria de Eça, não podemos encontrar par... mas não será por essa constatação que devemos desistir de arranjar dois para um tango.
Porquê então este paralelismo entre Pacheco e Cavaco? Apenas porque aquele foi tudo, fundiu-se com Portugal a ponto de um moldar o outro, e amava a autoridade. De resto, nada mais diferente, porque, como escreve o seu biógrafo, "Pacheco não deu ao seu país nem uma obra, nem uma fundação, nem um livro, nem uma ideia" - algo que nunca poderíamos dizer de Sua Excelência o Presidente da República, ainda que fôssemos populares como escritores.



Fonte: Jornal Expresso

Resenha: Book Tour- Faces Opostas de L. F. Valadares


Livro: Faces Opostas: a profecia de Manakel: o bem e o mal podem caminhar juntos?
Autor: L.F. Valadares
Barueri-SP
Editora: Novo Século 
Coleção novos talentos da literatura brasileira
Ano: 2012
Nº de Páginas: 366
Tema: Ficção Brasileira, Literatura Brasileira


Sinopse - Faces Opostas - A profecia de Manakel - L.F.Valadares

Envolvimentos afetivos jamais fizeram parte da vida de Luos, mas aquele par de olhos verdes sob aqueles fios dourados era impossível de se evitar. Era fato que algo dentro dele mudava na presença dela, sentia-se diferente, humano. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que humanos faziam parte do cardápio. Dilacerar suas almas era seu divertimento favorito, e agora lá estava ele entre os homens que subjugava. A aberração que nascera da união de forças opostas, céu e inferno, estava livre para caminhar sobre a Terra, para testar seus limites. Nesta fase de autoconhecimento, muitas dúvidas irão surgir, inimigos vindos da escuridão e da luz o rodearão, enquanto todo o resto parece conspirar contra ele. Bem e mal, luz e trevas, céu e inferno, certo e errado... O que fazer? Aonde ir? A quem recorrer?... Inúmeras questões que o levam sempre a mesma interrogação: "- O bem e o mal podem caminhar juntos?"

É exatamente o que o livro quer nos mostrar, se o bem e o mal podem se unir e é através de Luos, híbrido, gerado de uma celestial e um demônio que vamos entender a questão.

Começando pela capa, bem apropriada. Azul-celestiais e o Vermelho- o demônio. Apresenta também o nome do autor em oposição(no lado azul- o nome do autor e no lado vermelho- o nome do autor ao contrário= SERADALAV F. L. como se fosse visto através de um espelho(oposto). E a letra S da palavra Opostas também estão com a visão espelhada.
O livro está autografado e  vem acompanhado com marcador autografado.
"Deixando um pouco os humanos de lado, era melhor pensar em si mesmo. Em como resolver os seus problemas. Se os próprios humanos não se ajudavam, não seria ele que consertaria o mundo. Na verdade, nem estava lá para isso, e sim para contribuir ainda mais para a desordem." pág 148
Pesquisando na biblioteca, descobriu o livro "anjos" em que ficou sabendo, que os anjos se dividiam em 3 categorias: os celestiais(primeira hierarquia-serafins, querubins e tronos). Entendendo "a quem deveria respeito, e quem seria alvo fácil num possível encontro.".
Na biblioteca recebe um cartão do "Recanto das Bruxas-o lar da bruxaria moderna."
Lá encontra Beatriz, que tenta expulsá-lo com seus feitiços, mas nem com o ritual de exorcismo nem com a  água benta consegue
"- Um ...
-Híbrido! interrompeu- Essa não vale.
-...Seu Pai então seria um anjo e sua mãe um demônio, certo?
-Não. É o contrário.
-Contrário?
-Meu pai é o demônio." (pág 157)
No título há referência da profecia de Manakel:
"...a profecia de Manakel dizia que nasceria um filho da união entre a Luz e as Trevas, e que este marcharia à frente de um exército de anjos e demônios, devastando todos os que se opusessem a seu comando, ...uma Nova Era começaria ao final da Grande Guerra. Um reino de fogo e de dor, transformando a terra no novo inferno." pág. 159
Beatriz revela a Profecia de Manakel:
"...nasceria um filho de uma União entre a Luz e as Trevas, e que este marcharia à frente de um exército de anjos e demônios, devastando todos que se opussessem a seu comando... Um reino de fogo e de dor, transformando a terra no novo inferno." (pág 159)
" Segundo Manakel, ele era detentor do poder que iria trazer o inferno para a Terra. O Reino de Fogo se instalaria por suas mãos." (pág 202 )
Durante o decorrer da história, ocorrem alguns assassinatos e Luos passar a ser o principal suspeito, entrando na história os detetives Benevides e Joaquim.
" Eu diria que ele é uma pessoa muito inteligente, amiga, e um pouco perdida em seus objetivos de vida, mas nada que o tornasse um assassino." (Beatriz-pág 221)
"Ele é suspeito de assassinato de três jovens com as quais se relacionou, e também de outros crimes que fogem um pouco de seu padrão, mas acreditamos que são de sua autoria."  (Detetive Ricardo Benevites-pág 221)
A história se desenrola bem, a cada capítulo uma revelação, para nós e para o próprio Luos, tem muita ação. O final não sei se seria o justo para Luos, mas talvez a melhor solução para todos.

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Entrando e Saindo da Estante

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