Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens

30 agosto 2010

O Boitatá

É uma versão brasileira do mito explicativo do fogo-fátuo (chama espontanêa de gases emanados do pântanos ou de sepulcros), existente em quase todas as culturas. O Boitatá (de “boi”: cobra, “tatá”: fogo) seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendiavam. Às vezes, transformava-se em grosso madeiro em brasa que fazia morrer, por combustão, aquele que queimava os campos.

È um mito dos mais antigos e quase totalmente de origem indígena. O Padre Anchieta a ele se refere em carta de 1560: “Há também outros (fantasmas), que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados Baetatá, que quer dizer coisas de fogo, o que é o mesmo como se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra coisa senão facho cintilante correndo ( por sobre a lama dos pântanos). O que, seja isto, ainda não se sabe com certeza”. O mito do Boitatá, ou do fogo-fátuo, recebe outros nomes, como: Fofo-corredor, Batatão, Baitatá e Jã- de-la – foice.

Revista Recreio:
Uma lenda muito conhecida no Rio Grande do Sul conta que, quando ocorreu o dilúvio na Terra, muitos animais morreram e as serpentes riam à toa com tanto alimento sobrando. Mas, como castigo por essa gulodice, a barriga delas começou a brilhar cada vez mais, até que se elas se incendiaram. Nos estados do Nordeste, o boitatá é conhecido também como "fogo que corre".

Se você encontrar com o boitatá, feche os olhos e fique quieto. Aí ele vai embora. Ufa

Post relacionado:

http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/08/as-sereias.html

23 agosto 2010

As Sereias

São identidades mitológicas dos gregos. Eram filhas de Fôrcis, deus marinho, segundo alguns, ou, segundo outros, de Aqueloos, divindade fluvial, e de uma Ninfa (as ninfas eram espíritos da natureza e que velavam pelas águas dos mares e rios, montes e bosques). Pela mágica suavidade de seu canto as Sereias atraíam os navegadores contra os rochedos à beira do mar, onde habitavam; entre a Ilha de Capri e o litoral da Itália. Primitivamente as Sereias eram representadas por figuras metade mulher, metade pássaro. Com o tempo atribuiu-se a elas a forma da metade mulher, metade peixe, que as tornou clássica.

Conta ainda a lenda que Ulisses, rei grego de Itaca, ao retornar para casa após a Guerra de Tróia, foi obrigado a usar essa passagem sinistra. Ordenou então aos marinheiros que vendassem os ouvidos com cera, a fim de que não escutassem o trágico e fatal canto. E ele se fez amarrar ao mastro da embarcação e assim poder ouvi-la sem perigo. Deste modo Ulisses escapou ao encantamento, deixando as sereias tomadas de grande indignação.


As primeiras sereias


Marcos Fleury de Oliveira

Os relatos mais conhecidos vem da antigüidade clássica, sendo o episódio mais famoso aquele na Odisséia, de Homero, onde Ulisses exausto depois de tantos anos tentando retornar à Ítaca, tem que atravessar a região onde ficavam as sereias. Graças aos conselhos da feiticeira Circe, Ulisses instrui sua tripulação para que o amarrem com força junto ao mastro de seu barco enquanto seus marinheiros deveriam fechar os ouvidos com cera. Dessa maneira Ulisses passa incólume e por fim volta para casa. Dessa experiência fica-lhe o sofrimento e o desespero vividos enquanto estava preso ao mastro, escutando e sentindo o canto e os encantos daquelas mulheres.

Outro episódio importante é o de Orfeu que embarca com a expedição dos Argonautas e no encontro com as sereias se põe a cantar de tal forma e com tal encanto que consegue superar o fascínio do Canto das Sereias. Nessa passagem apenas um dos tripulantes, Butes, não resiste e se lança ao mar para uma morte certa, sendo no entanto salvo por Afrodite e alcançando assim um destino mais feliz.
© Retalhos no Mundo - 2013. Todos os direitos reservados.
Criado por: Roberta Santos.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo