01 maio 2011

1979: Vaticano pune teólogo Hans Küng

No dia 18 de dezembro de 1979, a Congregação da Fé do Vaticano cassou a licença de lecionar do suíço Hans Küng. O teólogo arrebatou o ódio do Vaticano ao questionar a infalibilidade do Papa.

O então cardeal de Colônia, Joseph Höffner, havia convocado uma entrevista coletiva para a tarde de 18 de dezembro de 1979, sem anunciar o assunto. Pouco antes do encontro com os jornalistas, um emissário da embaixada do Vaticano entregou em Tübingen uma carta da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício). "O professor Hans Küng – declarou o cardeal Höffner – diverge da integridade da fé católica em seus escritos. Por isso, ele não pode ser considerado teólogo católico nem continuar lecionando como tal".

Era o desfecho de um conflito de dez anos entre Küng e o Vaticano. O teólogo suíço, radicado na Alemanha, foi proibido de lecionar teologia em nome da Igreja. "Acredito que o importante para um teólogo é expressar as preocupações e esperanças atuais do povo à luz do Evangelho. Assim ele também será levado a sério em Roma", disse Hans Küng, numa entrevista à Deutsche Welle em meados dos anos 1970, quando o conflito parecia ter se acalmado.

Nascido em 1928, em Sursee, no cantão de Lucerna, ele começou a questionar a doutrina da igreja depois de estudar em Roma. Ele duvidava que as antiquadas fórmulas de pregação católica ainda fossem assimiláveis pelo homem moderno.

Küng argumentava que os ensinamentos da Igreja deveriam ser formulados de maneira irrefutável, mas numa linguagem adequada a cada época. Ele criticou o dogma da infalibilidade do Papa, aprovado sob circunstâncias peculiares, no Concílio Vaticano 1º, em 1871.

Leonardo Boff, outra vítima

Já em 1957, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sucessora da Inquisição, havia elaborado um Dossiê Küng, para analisar posições duvidosas de sua teologia. Apesar disso, o Papa João 23 convocou o teólogo (professor da Universidade de Tübingen a partir de 1960) para ser consultor oficial durante o Concílio Vaticano 2º, que pretendia modernizar a igreja. Logo após a conclusão do Concílio pelo Papa Paulo 6º, a Sagrada Congregação retomou o dossiê, abriu secretamente um processo para cassar a cátedra de Küng e tentou impedir a publicação de seus livros.

Küng queria, ao menos, que o processo fosse justo. Reivindicava o direito de ver os documentos e à assistência jurídica. "Um processo que não respeite esses direitos básicos é contra o Evangelho", disse. O teólogo, porém, não teve possibilidade de se defender em Roma e, pouco antes do Natal de 1979, o Vaticano lhe cassou, unilateralmente, a licença de lecionar.

Cinco anos depois, no dia 3 de setembro de 1984, o teólogo brasileiro Leonardo Boff, um dos teóricos da Teologia da Libertação, receberia punição semelhante, por criticar a estrutura da igreja no livro Igreja, Carisma e Poder.

Pela lei alemã, Küng não podia ser demitido como professor e foi transferido para a cadeira de Teologia Ecumênica na Universidade de Tübingen. Longe de ficar reduzido ao silêncio, prosseguiu sua tarefa esclarecedora, empreendendo dois grandes projetos: tratar da situação religiosa e de uma ética global.

Globalização requer ética mundial

Küng realizou estudos sobre as tradições cristã, judaica, islâmica, hinduísta e budista e publicou obras sobre a questão da ética mundial ("Weltethos"). "A globalização requer uma ética mundial que supere as linhas de conflito entre nações, povos e religiões. Se a globalização for apenas um instrumento para a maximização dos lucros, preparem-se para uma séria crise social", advertiu no Fórum Econômico Mundial de 1997, em Davos, na Suíça.

No livro Uma ética global para a política e economia mundiais (Editora Vozes, Petrópolis, 1998), Küng afirma que "uma nova ética mundial passa pela paz religiosa, sem a qual não haverá paz mundial, e esta exigirá interpretações mais humanas de leis sacras ultrapassadas e anti-humanistas, fundadas na intolerância e na mentira".

Outro livro de sua autoria foi Os grandes pensadores do cristianismo – Paulo de Tarso, Orígenes, Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Friedrich Schleiermacher, Karl Barth, lançado em português pela Editorial Presença, de Lisboa, em 1999.

Hajo Goertz (gh)

Líbia acusa Otan de violar direito internacional com ataques a Kadafi

Morte de filho e netos do ditador líbio em ataque da aliança militar ocidental é vista por Trípoli como tentativa deliberada de eliminar Kadafi. Otan rechaça acusações. Presidente venezuelano faz cobrança a europeus.

O filho mais jovem de Muammar Kadafi, Saif al Arab, e três netos do ditador líbio foram mortos num bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na capital líbia na noite de sábado.

A notícia foi confirmada pelo porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, na televisão estatal na manhã deste domingo (01/05). Também Kadafi e sua esposa se encontrariam na residência do filho de 29 anos durante os ataques, mas nada teriam sofrido.

A televisão mostrou imagens do prédio completamente destruído. As explosões teriam sido ouvidas em toda a cidade. Vários jornalistas foram levados para ver a destruição em um complexo de prédios num bairro residencial em Trípoli. Para Ibrahim, que vê nos bombardeios uma violação do direito internacional, o bombardeio foi um ataque deliberado contra a vida de Kadafi.

Em sua página na internet, a Otan confirmou neste domingo a ocorrência do ataque aéreo contra um prédio na capital líbia. O alvo teria sido um conhecido edifício do comando militar no complexo de Bab al Aziziya, no subúrbio de Trípoli, onde fica a principal base militar e a residência do líder líbio.

Estudo em Munique

Pouco se sabe sobre Saif al Arab Kadafi, que não ocupava uma posição de destaque no regime de seu pai. Segundo Ibrahim, ele estudou em Munique, mas não teria concluído seus estudos.

Reclamações devido a sua Ferrari especialmente barulhenta e pancadarias em boates exclusivas o tornaram conhecido da polícia da capital bávara. Entre novembro de 2006 e julho de 2010, foram registrados na Procuradoria Pública dez processos e uma investigação preliminar contra ele.

O Ministério Público de Munique investigou casos de contrabando de armas e lesões corporais, entre outros, mas nunca houve uma acusação formal contra Saif al Arab.

Segundo a Secretaria do Interior da Baviera, no início de 2011, Saif foi declarado "pessoa indesejada" na Alemanha, não podendo mais entrar no país.

Acredita-se que ele seja o segundo filho de Kadafi morto desde o início da rebelião contra o regime líbio. Segundo os rebeldes, seu irmão Chamies morreu em meados de março após a queda do avião de combate que pilotava. A informação foi negada pelo governo de Trípoli.

Otan: "alvos militares"

Sem confirmar a morte do filho de Kadafi, o comandante da missão da Otan na Líbia, general Charles Bouchard, declarou que "sei de relatos não confirmados que alguns membros da família Kadafi teriam sido mortos". "Todos os alvos da Otan são de natureza militar e estão em estreita relação com os ataques sistemáticos do regime de Kadafi contra a população líbia e regiões habitadas", acresceu.

Segundo Bouchard, a Otan está cumprindo seu mandato, cujo objetivo é, usando de cuidado e precisão, pôr fim aos ataques a civis, "diferentemente das tropas de Kadafi, que causam tanto sofrimento".

Cobrança de Chávez à Europa

O presidente da Venezuela foi citado neste domingo pelo portal da revista Der Spiegel. Em um programa de televisão, Hugo Chávez teria condenado como "loucura" os ataques aéreos contra a residência de Kadafi por parte dos Estados Unidos e Otan.

Chávez disse acreditar que a aliança militar teria dado o comando de "matar Kadafi", o que o levou a fazer uma cobrança aos europeus: "Não sei como a Europa apoia isso", cita a Spiegel em seu site.

A revista lembra que as palavras de Chávez foram direcionadas principalmente aos mandatários na Espanha, Itália e França, para que "reflitam" sobre os bombardeios. "Na verdade, todos os aliados na Otan envolvidos na missão na Líbia talvez estejam diante de um problema. Também os Estados Unidos e os britânicos. Porque segundo o direito internacional, eles não devem matar o ditador", escreveu o semanário.

RW/dapd/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

Cometário:
O que você acha da missão da Otan na Líbia?

Rubem Fonseca fez 85 anos com sucessos na literatura e cinema


11 de maio de 2010 • 

    Rubem Fonseca completa 85 anos: relembre momentos marcantes de sua carreira

O escritor mineiro Rubem Fonseca completa nesta terça-feira (11/05/10) 85 anos, sendo considerado um dos maiores cronistas da literatura brasileira, muitas vezes comparado a Machado de Assis. Advogado por formação, sua primeira profissão foi como policial, o que o levou a estudar nos Estados Unidos. Ele cursou Administração de Empresas no país entre 1953 e 1954 e começou a trabalhar na Light, companhia de energia elétrica. Só publicou seus primeiros contos em 1963, no livro Os Prisioneiros.

Em 1975, lançou Feliz Ano Novo, um dos clássicos da literatura brasileira contemporânea. O livro, também de contos, foi recolhido em todo o país, por ter "matéria contrária à moral e aos bons costumes". O conto que empresta o nome ao livro fala de um grupo que invade a festa de réveillon de uma casa rica de forma violenta, culminando com o assassinato dos donos da mansão. Mais do que uma história violenta, o conto aborda de forma crua as diferenças sociais entre a classe média burguesa e a periferia. Além da violência urbana, suas obras também tratam frequentemente de luxúria.
Rubem Fonseca não fica restrito à literatura. Outra de suas obras, o livro Agosto, deu origem à minissérie da TV Globo, exibida em 1993. Para o cinema, o escritor já recebeu prêmios pelos roteiros de Relatório de um Homem Casado (1974), dirigido por Flávio Tambellini; Stelinha (1990), de Miguel Faria Jr.; e A Grande Arte, de Walter Salles Jr. O romance policial Bufo & Spallanzani também, foi transposto para tela. Além dos prêmios de cinema, o escritor tem 5 prêmios Jabuti.
Rubem também criou o personagem Mandrake, que foi protagonista de vários de seus contos. Em 2005, Mandrake ganhou uma série no canal HBO, roteirizada e dirigida pelo filho de Rubem Fonseca, José Henrique Fonseca. O escritor sempre foi um homem reservado, conhecido pela aversão a aparições na mídia. Foi casado com Théa Fonseca, de quem é viúvo e com quem teve três filhos.

30 abril 2011

Saiba as regras que Catherine Middleton terá de seguir agora

Catherine terá que seguir as regras da família real

Nem tudo são flores agora na vida da nova duquesa de Cambridge. Recém-casada com o príncipe William, Catherine terá que seguir algumas regras próprias da família real para se manter de bem com a tradição familiar. Confira abaixo o que ela deve e o que não deve fazer a partir de agora.

1 - Nada de Kate

Agora parte da família real Windsor, seu título oficial passa a ser Sua Alteza Real, a Princesa Catherine de Gales. As pessoas não podem mais se dirigir a ela como Kate, apenas como Catherine ou Lady.

2 - Comer mais rápido que a Rainha

Dentro da Grã-Bretanha, quando a rainha acaba sua refeição, todos os demais são obrigados a largar seus talheres. Ninguém pode continuar comendo depois da rainha.

3 - Sombra

Para mostrar que tem respeito pelas tradições reais do marido, ela terá que andar sempre dois passos atrás de William nos compromissos públicos oficiais.

4 - Nada de mariscos

Não podem ser servidos nenhum tipo de mariscos aos Windsor. Justificativa? Prevenção de uma eventual intoxicação alimentar.

5 - Longe do Banco Imobiliário

Por mais estranho que isso possa parecer, há uma regra desde 2008 que nenhum membro da família real pode jogar Banco Imobiliário. A regra foi estabelecida pelo Príncipe Andrew, Duque de York, que disse que o jogo era "muito viciante".

6 - Cuidado com a assinatura

Para evitar que sua assinatura seja copiada e falsificada, Catherine só poderá assinar a partir de agora documentos oficiais.

7 - Dar adeus à carreira profissional

A mulher do príncipe precisa agora esquecer qualquer possibilidade de carreira profissional, particularmente aquelas ligadas a política.

8 - Engolir o choro

Uma vez realeza, a duquesa Catherine não pode mais chorar em público.

Fonte:Terra

Retalhos nos Mundo: Apesar de tudo, não sinto nem um pouco de inveja de Catherine.  A pessoa fica presa a várias convenções. E também no nosso dia - a - dia temos convenções a seguir, nada comparadas com as delas. Bem, que ela consiga ser feliz, realizar alguns de seus sonhos e os dois não deixem esses" pequenos detalhes" atrapalhem a vida deles.

Curiosidade: Se você fosse Catherine quais destas regras de incomodaria mais?
Para mim seria Comer mais rápido que a Rainha, que naturalmente sou lenta ao comer.

Um milhão de chineses vivem de escrever literatura na web

A literatura através da internet está se tornando um negócio próspero na China, onde aproximadamente um milhão de usuários ganham a vida publicando livros e histórias, segundo o jornal China Daily.

A demanda por esse tipo de conteúdo tem crescido. Sites especializados na publicação das obras cobram dos leitores que desejam acessá-las, embora os preços sejam até dez vezes menores do que os das edições de papel, e repassam de 50% a 70% da arrecadação aos escritores.

Os autores são contratados para escrever um determinado número de palavras, e geralmente empregam entre seis e dez horas por dia neste tipo de trabalho, disse um dos escritores ao jornal.

Os leitores pagam entre 4 e 5 yuan (cerca de R$ 1) para acessar estas obras literárias. Dependendo da fama do profissional, em alguns casos é possível arrecadar até US$ 140.000 - cerca de R$ 250 mil - por ano.

Não é um caminho fácil para os escritores chineses, pois eles enfrentam a limitação da censura - que os proíbe, por exemplo, de escrever sobre pornografia, informou o China Daily. Também há o risco de que suas obras sejam copiadas algo que, de acordo com algumas empresas do setor, acontece frequentemente.

A China tem a maior comunidade online do mundo, mais de 400 milhões de usuários, apesar de extensas limitações de acesso impostas pelo governo do país.

Fonte:Terra Colombia
14 de maio de 2010


Retalhos no Mundo:Eu gostaria de ler algumas dessas publicações para sentir a qualidade. Porque escrever com limite de palavras precisa ser bem criativo.
E além do mais, são um milhão de escritores, acho que mais que no mundo todo. Será que entendi direito?

29 abril 2011

Você Sabia?


24/04/2011 00:14
Micheli Nunes
Especial para o BOM DIA

Encontre os ovos de Páscoa nas suas séries

Os ‘easter eggs’ são brincadeiras ou surpresas ocultas dentro de programas de computador,

 internet, livros, videogames, filmes e seriados


No Brasil, os ovos de Páscoa são uma deliciosa tradição que, como muitas outras tradições judaico-cristãs, formou-se da mistura dos rituais pagãos aos ensinamentos bíblicos. O ovo é o símbolo da fertilidade e se uniu à lebre (que, mais tarde, tornou-se o coelhinho da páscoa), animal que representa a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã. Com os séculos as tradições foram se misturando, foi adicionado o chocolate e tudo ficou muito mais atraente. Hoje, na época da Páscoa, é costume esconder os ovos de chocolate pela casa e deixar pistas, ou “rastros” do coelhinho, para as crianças seguirem e encontrarem seus ovos. E essa tradição acabou por gerar uma outra, no mundo do entretenimento, também muito bacana.
Os chamados “easter eggs” (ovos de Páscoa em português), são brincadeiras ou surpresas ocultas dentro de programas de computador, páginas da internet, livros, videogames, filmes, e claro, seriados de TV. Alfred Hitchcock foi um dos diretores que mais usaram desse recurso: ele aparecia como figurante na maioria de seus filmes – participações muito discretas que poucas pessoas perceberiam à primeira vista. O cartunista americano Al Hirschfeld, assim que sua filha Nina nasceu em 1945, começou a esconder o nome dela no meio de suas ilustrações. Encontrar a palavra “Nina” dentro dos desenhos e descobrir quantas vezes ele se repetia se tornou um hábito quase obsessivo entre seus fãs.
No mundo das séries de TV, os easter eggs são usados com diversos propósitos. De piadas extras em sitcoms a dicas sobre o enredo em séries de suspense. É certo que essas pequenas surpresas não prejudicam em nada os espectadores distraídos, que as perdem, mas divertem muito os mais atentos. Um grande marco no costume de usar easter eggs foi o seriado “Lost”. Baseada em grandes mistérios, a série, desde a primeira temporada, soltava pequenas pistas sobre o desenvolvimento da história e a solução dos mistérios.
Um dos enigmas mais conhecidos de Lost foram os números “4, 8, 15, 16, 23, 42”, que apareciam em lugares diversos, como relógios e números de telefone. Os fãs começaram a ficar atentos a todos os detalhes, de quadros na parede a placas de carro, ao final de cada episódio começava uma grande discussão online unindo pessoas do mundo inteiro, tentando trocar informações e serem os primeiros a descobrir detalhes. Ao notar o grande potencial da internet, os criadores da série incentivaram essa troca de informação, colocando nos episódios dicas que poderiam ser usadas online, como um número que ao ser digitado no aplicativo Google Street View, mostrava locações da série em Los Angeles e alguns atores apareciam ao fundo. Mas, afinal, o que queriam mesmo dizer os tais números?
Agora que já sabe que os easter eggs não são os ovos de chocolate que comemos na Páscoa, fique atento aos detalhes dos seriados, pois você pode encontrar surpresas divertidas.
© Retalhos no Mundo - 2013. Todos os direitos reservados.
Criado por: Roberta Santos.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo