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11 setembro 2015

Desafio Shakespeare

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Café com Blá Blá Blá



Vamos  a mais um desafio! Que tal ler toda a obra de Shakespeare.
 O blog Café com Blá Blá Bla o está realizando e nos convidando para participar.  Você somente deve se inscrever e ler junto e acompanhar no blog.
É um desafio que vai ficar aberto. Pra sempre. E o melhor, você pode o fazer a qualquer tempo. Que é o meu caso, irei fazer em meu próprio tempo.
Tem uma planilha, com o título, data de leitura e data do post no blog.
Ex.: Hamlet-Inicio da leitura(09/09)- Post no blog (11/09).
Vamos animar a ler ou pelo menos acompanhar o desafio pelo posts.  
 
 
 

29 maio 2012

Resenha- Hamlet-Príncipe da Dinamarca


Hamlet- Príncipe da Dinamarca
William Shakespeare
Título original: The tragedy of Hamlet, prince of Denmark
Tradução de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes
Sinopses, Dados Históricos e Notas de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros
Círculo do Livro e EditoraNova Cultural Ltda
São Paulo-1993
129 páginas.


Dados Históricos
O mito de Hamlet é antiquissimo na legenda escandinava. Foi um dinamarquês no século XII, Saxo Grammatieus, que contou a história de Hamlet, no terceiro livro de sua compilação História Danica. François de Belleforest (1530-1583) publica suas Histoires Tragiques em 1576, entre as quais figura a história de Hamlet. Belleforest serve de base para Shakespeare, segundo tudo faz presumir. Similaridades de estrutura e de estilo fazem supor que Thomas Kyd muito contribuiu para o Hamlet do grande poeta e é bem provável que o primitivo trabalho de Kyd (hoje desaparecido) servisse para a composição da peça atual. Há três versões conhecidas desta peça. Os textos hoje usados são, geralmente baseados no Folio I e no Quarto II.
Esta peça foi registrada no Stationer`s Register, a 26 de julho de 1602, e impressa em 1603. Acredita-se que a data de composição fique entre 1601 e 1602.

Personagens:
Claúdio, rei da Dinamarca
Hamlet, filho do falecido rei e sobrinho do atual
Fortimbrás, príncipe da Noruega
Horácio, amigo de Hamlet
Polônio, lorde camarista
Laertes, filho de Polônio
Voltimand, Cornélio, Rosencrantz, Guildenstern, Osric, Um Gentil-Homem, Um Sacerdote, cortesãos
Marcelo, Bernardo- Oficiais
Francisco, Soldado
Reinaldo, servidor de Polônio
Um Capitão
Embaixadores Ingleses
Atores
Dois campônios, coveiros
Gertrudes, rainha da Dinamarca e mãe de Hamlet
Ofélia, filha de Polônio
Espectro do pai de Hamlet
Senhores, Damas, Oficiais, Soldados, Marinheiros, Mensageiros e outros servidores
Cena: Elsenor

Gostei bastante da história. Antes tinha lido, Noite de Reis (comédia) e Romeu e Julieta (tragédia) e esta é  também uma tragédia. Das três, prefiro Hamlet. Em Noite de Reis não senti nenhuma comédia, Romeu e Julieta uma história tão batida, não me empolgou a leitura. Já em Hamlet, houve o elemento surpresa, não conhecia a história, apesar da tão famosa frase: Ser ou não ser, eis a questão. Adorei o espectro logo no inicio da história, acho que foi isso que me encantou.
Bem, temos que considerar, que a época que foram escritas a forma de narrar era bem diferente do nosso tempo. Uma linguagem mais rebuscada e, na verdade, estamos lendo uma tradução, o que depende de cada tradutor colocar a sua interpretação.

O fantasma do  pai de Hamlet surgi para reclamar vingança e Hamlet fica sabendo que o causador da morte de seu pai, foi seu próprio tio Claudio, que agora é seu padastro.
Passa-se por louco e desisti de seu amor por Ofélia, para poder planejar a sua vingança.
O rei suspeita da loucura de Hamlet e acha melhor mandar matá-lo. Na sua viagem para Inglaterra, o navio foi atacado por piratas. Hamlet oferece dinheiro para levá-lo de volta.
Ofélia, enloquecida com a morte do pai, Polônio, se suicida.
Hamlet e Laertes ficam sabendo da morte de Ofélia. O rei aproveita a dor de Laertes para confessar que Hamlet matara Polônio, e assim tentar mais uma vez matá-lo, convencendo Laerte duelar com Hamlet.
Laerte usa um florete envenenado e o rei coloca veneno no vinho para garantir a morte de Hamlet
Conclusão: Laerte fere Hamlet com florete envenenado e então trocam de armas, agora é a vez de Hamlet ferir Laerte. A rainha para comemorar bebe do vinho. Tanto a rainha como Laertes antes de morrerem confessam que foi rei o causador de toda aquela tragédia. Hamlet fere o rei com o mesmo florete.
Conclusão: Todos morrem e fica apenas o seu amigo Horácio para contar a história para prosperidade..
É ganância pelo poder não leva a lugar nenhum.
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Objetivo:
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30 abril 2012

Resenha: Romeu e Julieta

Romeu e Julieta
William Shakespeare
Título original: The tragedy of Romeo and Juliet
Tradução de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes
Sinopses, Dados Históricos e Notas de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros
Círculo do Livro e Nova Cultural Ltda
São Paulo-1993


Sinopse (F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros)
Tudo começa em Verona, onde duas poderosas famílias eram inimigas de morte . Capuletos, de um lado, e Montecchios, de outro, viviam em constantes guerras, do senhor ao menor dos servidores. Cansado dessas querelas que prejudicavam à vida dos habitantes da cidade, Escalo; Príncipe de Verona, declara que qualquer atentado ao sossego e à paz seria punido com a morte do ofensor. Vivendo abismado em seu amor pela jovem Rosalina, Romeu, filho de Montecchio, vai aconselhar-se com seu parente  Benvólio, o qual acha que ele deve procurar esquecer o objeto de seus amores e, para isso, deveria ir, encoberto por uma máscara, ao baile dos Capuletos. Romeu assim o faz. Tendo conseguido penetrar na casa dos inimigos de sua família, lá se vê logo atraído por uma jovem de extrema formosura e, sabendo tratar-se de Julieta, filha de Capuleto, sente-se desapontado pensando na inutilidade de sua nova paixão. Entretanto, Julieta, agindo da mesma maneira que Romeu, pergunta pelo nome do jovem por quem, também, se sente logo atraída e fica sabendo tratar-se de alguém inimigo de sua família, com a qual seu pai nunca a deixaria casar-se. Enquanto isso se dava, Teobaldo, da família dos Capuletos, reconhece Romeu, mas é impedido de fazer qualquer dano ao intruso pelo velho Capuleto que, respeitador das leis da hospitalidade, não lhe permite desprestigiá-las.
Conseguindo penetrar no jardim dos Capuletos, o apaixonado Romeu ouve a confissão de Julieta, que não podendo fazê-la pessoalmente ao seu amado, conta à estrelas sua paixão. Romeu revela sua presença à Julieta e, dominados pela paixão, resolvem casar-se . No dia seguinte, na cela do Frei Lourenço é realizado o enlace, pois o franciscano, amigo de Romeu, pensa que, com aquela cerimônia, poderia fazer a paz entre as duas famílias.
De volta da cerimônia,Romeu encontra seus amigos. Benvólio e Mercúrio, em briga com Teobaldo que estava a procura de Romeu para tomar-lhe satisfação pela sua ingerência no baile. Imediatamente, Teobaldo desafia Romeu que não responde a provocação, lembrando-se que estava na presença de um parente de sua esposa secreta. Mercúrio, entretanto, que não pode compreender a causa da fraqueza de Romeu, aceita o desafio e, quando Romeu e Benvólio procuravam apartar os dois contendores, Mercúrio é morto, o que faz com que Romeu mate, também, Teobaldo. O príncipe  bane o infrator da lei, que se refugia na cela de Frei Lourenço, onde recebe um anel de Julieta com o aviso de que a fosse ver naquela noite. Romeu, assim o fez e, com nascer da aurora, foge para Mântua. Os pais de Julieta, vendo a aflição da jovem, pensam tratar-se de dor pela morte do primo e resolvem casá-la com Páris, primo do Príncipe Escalo.
Julieta, desesperada, procura Frei Lourenço que a aconselha a fingir a aceitar o casamento e lhe dá um remédio com o qual,  depois de tomá-lo, pareceria morta. Sua família, acreditando realmente que ela tivesse falecido, a colocaria no túmulo dos Capuletos, onde Romeu iria encontrá-la. Julieta aceita o plano de Frei Lourenço e tudo acontece como fora previsto. Toma o remédio, cai em estado de letargia e os Capuletos, acreditando-a morta, promovem o enterro da jovem.
Mas, a carta de Frei Lourenço relatando o plano a Romeu não chega a seu destino. Romeu sabe da morte de Julieta por outra fonte. Desesperado, resolve arriscar a vida. Compra um mortal veneno a um farmacêutico, e volta para Verona. Chegando ao túmulo dos Capuletos, encontra-se com Páris que lá fora colocar flores no túmulo de sua noiva. Nova luta e Romeu mata Páris. Entrando na sepultura, Romeu bebe o veneno que trouxera e morre diante do corpo de Julieta, a quem ele julga morta. Quando Frei Lourenço chega e acorda Julieta, ela vê, horrorizada, morto o seu esposo. Apanhando a adaga, suja de sangue, que Romeu deixara caída no chão, ela se mata, igualmente, com a arma de seu amado. Entram as duas famílias e Frei Lourenço relata o sacríficio dois amantes em razão do ódio existente entre suas famílias. Arrependidos, apertam as mãos jurando esquecerem para sempre as diferenças existentes entre as duas Casas.

Dados Históricos
A Tragédia de Romeu e Julieta é considerada verídica, citando-se mesmo como tendo-se passado nos primeiros anos do século XIV. Apesar disso, é tema muito antigo, já existindo na literatura grega história semelhante. Luigi da Porto é o primeiro a usar o nome de Romeu e Julieta. Bandello adapta a história que foi traduzida para o francês por Pierre de Boisteau de Launay. Artur Brooke traduziu desta última fonte em versos ingleses, dando-lhe o título de Tragical History of Romeo e Juliet, com o qual publica o poema em 1562. Foi daí que Shakespeare tirou inspiração para sua tragédia, que segue fielmente a versão de Brooke. Este último diz ter visto representar o mesmo argumento, o que faz os estudiosos acreditarem ter Shakespeare feito uso de uma peça ainda mais antiga, posssivelmente La Hadriana, tragédia de Luigi Groto, mas tal versão está desaparecida, só existindo hoje a que foi inspirada na obra de Brooke. Foi reapresentada entre 1596-7 e apareceu em edição in quarto, em 1597.
Personagens:
Escalo, principe de Verona
Páris, jovem nobre, parente do príncipe
Montecchio e Capuleto, Chefes de duas famílias inimigas uma da outra
Um velho, da família dos Capuletos
Romeu, filho de Montecchio
Mercúrio, parente do príncipe e amigo de Romeu
Benvólio, sobrinho de Montecchio e amigo de Romeu
Teobaldo, sobrinho da Senhora Capuleto
Frei Lourenço e Frei João, Frades franciscanos
Baltazar, servidor de Romeu
Sansão e Gregório, servidores de Capuleto
Pedro, servidor da Ama de Julieta
Abraão , criado de Montecchio
Um boticário
Três músicos
Pajem de Mercúrio
Pajem de Páris
Outro pajem
Um oficial
Senhora Montecchio, esposa de Montecchio
Senhora Capuleto, esposa de Capuleto
Julieta, filha de Capuleto
Ama de Julieta
Cidadãos de Verona, Homens e Mulheres, parentes de ambas as famílias, Mascarados, Guardas, Aguazis e Séquito
Cena: Verona e Mântua

A história de Romeu e Julieta é conhecida por todos, se não for pelo livro, pelo menos em filmes, teatro ou música. Por isso, não preciso descrever a história e me aterei em alguns detalhes.
As famílias Montecchio e Capuleto são rivais. O amor dos dois jovens representa o amor ideal. Na obra de Shakespeare esta peça representa uma tragédia de amor. Na peça existem 26 personagens, entre os criados, os cidadãos, a guarda, os pajens, a criadagem, os portadores de tochas e os mascarados. (veja a relação acima)
O Coro resume todo o enredo:
"Na bela Verona, onde situamos nossa cena, duas famílias iguais na dignidade, levadas por antigos rancores, desencadeiam novos distúrbios, nos quais o sangue civil tinge mãos cidadãs.
Da entranha fatal desses dois inimigos ganharam vida, sob adversa estrela, dois amantes, cuja desventura e lastimoso fim enterram, com sua morte, a constante sanha de seus pais.
Os terríveis momentos de seu amor mortal e a obsessão de ódio das famílias, que somente à morte de seus filhos pode acalmar, serão, durante duas horas, o assunto de nossa representação.
Se à escutardes com atenção benévola, procuraremos remir-nos com nosso zelo das faltas que houver.
A primeira cena, começa pelos criados das 2 famílias e finalizando com a chegada do principe. Os criados, como parte integrante das famílias , assumem as disputas dos amos sem questionamentos:
"Gregório- A querela é entre nossos amos e entre nós, seus criados.."
O Frei Lourenço, representa a boa conduta e autoridade da igreja:
"Frei Lourenço- Vinde, vinde comigo e agiremos rapidamente; porque, com vosso consentimento, não vos permitirei permanecer sós, até que a Santa Igreja, vos haja incorporado os dois em um só."
E Frei Lourenço aconselha Romeu:
"Frei Lourenço- Esses transportes violentos têm um fim igualmente violento e morrem em pleno triunfo, como o fogo e a pólvora que, ao se beijarem, se consomem. O mais doce mel é repugnante pela própria delícia e estraga o apetite pelo seu excelente gosto. Ama,.portanto, moderadamente, assim se conduz o verdadeiro amor. Tão tarde chega quem depressa demais vai, como quem vai por demais lentamente.(Entra Julieta). Está chegando a dama! Oh! jamais roçará em pé tão de leve o sílex eterno! Um apaixonado poderia cavalgar, sem cair, os tenuíssimos filamentos que se espreguiçam no ar alegre do verão. Como é leve  a vaidade!".
A presença da ama representa uma contra-balança com o Frei Lourenço, prestativa e com características um pouco vulgares. 
Nesta peça, percebemos a morte, o relacionamento amoroso e até questões sociais.
No livro, no rodapé, existem explicações de algumas frases e expressões, o que auxilia muito na leitura.
A mesma é encerrada com o príncipe:
" Príncipe- Uma lúgubre paz acompanha esta alvorada. O sol não mostrará seu rosto por causa de nosso luto. Saiamos daqui para falarmos mais demoradamente sobre estes tristes acontecimentos. Uns serão perdoados e outros punidos, pois nunca houve história mais triste do que esta de Julieta e Romeu. (Saem)"  


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31 março 2012

Resenha: Noite de Reis-William Shakespeare

O título original desta peça, Twelfth Night, refere-se à décima segunda noite depois do Natal; é a noite de 6 de janeiro, Dia de Reis. Na tradição britânica, o Dia de Reis encerra o ciclo de festejos natalinos, e o costume diz que patrões presenteiam empregados, você presenteia o carteiro que lhe traz a correspondência, etc. E divertir-se era a ordem do dia em tempos elizabetanos. 



Noite de Reis 
Nesta peça, um grupo arma uma cilada para fazer de bobo Malvólio, personagem que não sabe se divertir e muito menos aceitar a diversão dos outros. Uma segunda personagem que não está imbuída do espírito de diversão naquele Dia de Reis é Olívia, que guarda luto severo pela perda de seu irmão – até que isso perde sua importância quando ela conhece Cesário e por ele se apaixona. Aqui entra a genialidade shakespeariana, lidando de modo magistral com questões de amores não correspondidos, afetos impossíveis, identidades falseadas, e levando a trama cômica a um final feliz de acertamentos amorosos. 

Os amores acontecem e desacontecem, o ser amado a um tempo pode ser um e a outro tempo pode ser outro. Não deixa de ser uma visão cética sobre o amor, que em Noite de Reis revela-se altamente circunstancial – e na maioria das vezes romanticamente cômico, ou comicamente apaixonado. 

Esta edição, com nova tradução da professora Beatriz Viégas-Faria (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS), vem a enriquecer o catálogo de obras shakespearianas da Coleção L&PM POCKET, que já disponibiliza ao grande público edições cuidadas dos seguintes títulos: Hamlet, Macbeth, A megera domada, Muito barulho por nada, O rei Lear, Otelo, Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão, A tempestade e Júlio César.



Prefácio no livro:
Com muita probabilidade de acertarmos, podemos fixar a data de 1600-1 como a da composição da comédia Noite de Reis. Vem citada no Diário de um estudante de Middle Temple, de nome Manninghan,  que anotava na data de 12 de fevereiro - "Tivermos em nossa festa uma comédia denominada Noite de Reis ou o que quiserdes, muito parecida com a Comédia dos Erros, ou Menechmi de Plauto, mas muito mais próxima do que os italianos denominaram Inganni." A referência, em certa altura da comédia, ao "novo mapa das Índias aumentadas", diz respeito, sem dúvida, ao mapa de Emmerie Molineus, publicado em 1599. Há duas comédias italianas com o título GI'Inganni, a de Nicolo Secco e a de Carzio Gonzaga; mas há probabilidade de que Shakespeare se inspirasse noutra de título parecido, GI'Ingannati, representada em Siena em 1551 e publicada no volume II Sacrífico , de onde ele tirou também, com pequena variante, o nome de Malvólio. 
O título Noite de Reis não é sugerido pelo enredo da peça, mas provavelmente pela data da primeira representação. É a melhor comédia inglesa, asseverou o poeta laureado John Masifield, que ficará como exemplo de arte perfeita, até que alguém maior do que Shakespeare consiga apresentar coisa mais fina. E, depois , com um pouquinho de maldade: Há tanta beleza infusa nessa peça, que, sem enfado, poderiamos vê-la representada noites seguidas, semana após semana, até mesmo num teatro de Londres.
São famosos as passagens liricas desta peça, sobressaindo-se a canção do bobo, no ato II, que o Duque Orsino recomenda a Cesário, por ser "antiga e muito simples", da predilção das fiandeiras, quando trabalham ao sol, e das raparigas que ainda tem livre o coração?
Não quero que espalhem  flores

sobre o meu negro ataúde
No exemplar do segundo Fólio , que pertenceu ao Rei Carlos I da Inglaterra, este alterou para Malvólio i título original da peça, como a indicar o seu juizo sobre quem deve ser a personagem principal. Contudo, não cabe ao intendente da condessa tão grande responsabilidade. O título Os Enganados diria melhor da situação das figuras do primeiro plano, ainda que seja Viola - tão feminina, até mesmo com um disfarce de homem- o centro de irradiação de todo o enredo e o foco de nossas simpatias, Realmente, todas as personagens desta peça delicada se deixam transviar por suas fantasias.Não é somente Malvólio que se ve colhido pelas malhas fatuidade, para cair vitima dos farpões de seus inimigos; com música e flores alimentava o Duque Orsino e sua paixão pela condessa Olivia, até que pudesse concentrar em Viola - seu servidor "Cesário"- todo o fervor de sua alma enamorada.
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Resenha
Viola e Sebastião, irmãos gêmeos , sofrem um naufrágio, e um pensa que o outro morreu. Viola em segurança, pede ao seu salvador que a apresente ao duque Orsino, disfarçada de homem, de nome Cesário. Orsino o incumbe de ser intermediário entre ele e a condessa Olivia, que está de luto por seu irmão. Olivia encanta-se por Cesário e apaixona-se. 
Enquanto isso, Malvólio, administrador de Olivia, e envolvido em uma armadilha pelos outros empregados do palácio. Contam-lhe que Olivia esta apaixonada por ele. Olivia acredita que Malvolio esteja louco, anda estranho e roupas esquisitas.. Ela o prende por horas.
Viola fica perdida com seu tinteresse por Olivia. Até que surge seu irmão, e Olivia acredita se tratar de Cesário.Sebastião se apaixona por Olivia. A armação dos empregados é descoberta> Malvolio é solto, Viola se revela como mulher e confessa seu amor pelo duque, que se casa com ela.



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12º livro





Objetivo:
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5º livro



14 março 2012

6 MESES COM SHAKESPEARE

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Vamos a mais um desafio?
No Blog Nat Puga está rolando o Desafio 6 meses com Shakespeare, Veja as regras e participe.
 A lista de livros são:

Março: Noite de Reis (comédia)
Saindo da Estante
Resenha
Abril: Romeu e Julieta (tragédia)
Maio: Hamlet (tragédia)
Junho: A Megera Domada (comédia)
Julho: O Mercador de Veneza comédia)
Agosto: Rei Lear (tragédia) 


Adivinhem, quem está participando?
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