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30 dezembro 2012

Ressenha: A Peste- Alberto Camus


Livro: A Peste
Título Original: La Peste
Autor: Alberto Camus (1913-1960)
Livro Vira-Vira 2
Obras juntas publicadas em sentido contrário
Com O Estrangeiro - Alberto Camus
Tradução: Valerie  Rumjaner
Prefácio: Manuel da Costa Pinto
BestBolso
Nº de Páginas: 278
Romance Francês


Sinopse




Neste clássico do escritor existencialista francês Albert Camus, uma cidade argelina tomada pela peste bubônica serve como metáfora dos horrores da Segunda Guerra Mundial.


Mês passado, li a outra obra deste escritor " O Estrangeiro".
A cidade está em meio a uma epidemia, entram em quarentena. O isolamento acaba favorecendo a  união da comunidade no final.
Podemos comparar a peste com os campos de concentração, onde todos estão ameaçados. Temos dor, medo e solidão o que motivará outros sentimentos: compaixão e solidariedade.

Participando:
51 livros em 2012! By Alquimia dos Romances!

20 novembro 2012

Resenha - O Estrangeiro- Alberto Camus


Livro: O Estrangeiro
Título Original:Létranger
Autor: Alberto Camus (1913-1960)
Livro Vira-Vira 1
Obras juntas publicadas em sentido contrário
Com A Peste - Alberto Camus
Tradução: Valerie  Rumjaner
Prefácio: Manuel da Costa Pinto
BestBolso
Nº de Páginas: 112
Romance Francês


Sinopse - O Estrangeiro - Albert Camus

"O Estrangeiro", tão popular porque, à parte ser a seca narrativa das desventuras de Meursault, condenado à morte por matar um árabe a troco de nada, é também a narrativa das desventuras de um homem do século XX. Uma autobiografia de todo mundo. Mersault leva uma vida banal; recebe, indiferentemente, a notícia da morte da mãe; comete o crime; é preso; julgado; tudo gratuito, sem sentido, apenas mais um homem arrastado pela correnteza da vida e da História.


O livro traz a história de um argelino que trabalha num escritório em Paris e, em consequência de situações absurdas, mata um árabe.

O personagem principal Meursault comete um crime e é julgado.
No julgamento, o que pesa sobre a acusação é Meursault não ter demonstrado nenhum sentimento pela morte de sua mãe. Um dos argumentos é que ele não sente remorsos pelos crimes que cometeu e,  é considerado perigoso e tem que servir como exemplo. 

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28 outubro 2012

Resenha - O Gato Brasileiro-- Arthur Conan Doyle

O Gato Brasileiro e outros contos

O GATO BRASILEIRO

Autor: 

Arthur Conan Doyle

Editora: EDIOURO
Literatura Juvenil


Nº de Páginas:144

Sinopse




Uma herança, um título, uma onça negra brasileira - junte-se a isso um pouco do melhor humor macabro inglês, e temos aí um dos bons contos de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes

Este conto de Arthur Conan Doyle, O Gato Brasileiro, nos mostra como os europeus pensam do Brasil, um país exótico cercado de animais selvagens.
Um futuro herdeiro falido recebe um convite de um primo vindo de uma viagem das Américas vendo nisso uma possível solução para os seus problemas.
O primo trouxe de sua viagem, um gato negro em uma jaula. Mas, o herdeiro não sabe das verdadeiras intenções do primo.

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25 setembro 2012

Resenha: A Garota Americana - Meg Cabot

                                         
Título: A Garota Americana
Subtítulo: A Garota Americana Vol.1
Edição: 1
ISBN: 9788577993338
Editora: BestBolso
Ano: 2011
Páginas: 288
Sinopse: 
Em A GAROTA AMERICANA, Meg Cabot nos presenteia com mais um romance inteligente e divertido sobre os problemas, desejos e anseios de uma típica adolescente. Afinal, Samantha Madison é uma garota comum, que leva uma vida muito parecida com a de tantas meninas de sua idade. Pelo menos, até resolver matar a aula de arte e acabar salvando por acaso a vida do presidente dos Estados Unidos. Então, tudo muda para ela: o mundo começa a venerá-la como uma heroína e seus dias de anonimato parecem ter definitivamente chegado ao fim. Como agradecimento por seu ato de coragem, o presidente a indica para o cargo de embaixadora teen da ONU. De quebra, Samantha ainda acaba conquistando o coração de David, o primeiro-filho.


Samantha, filha do meio, possui uma autoestima baixa, nutre uma paixão secreta pelo namorado da irmã mais velha, usa somente roupas pretas e adora desenhar. Diferente de suas irmãs: a mais velha é animadora de torcida, popular e a caçula uma mini gênio.
A vida de Samantha começa a mudar devido a um  castigo imposto pelos pais. Ela passa a frequentar uma escola de arte. Quando ela decidi faltar a aula e apreciar os cds de sua loja preferida no mesmo prédio. Na saída da loja, um homem tenta atirar no homem mais importante do país e ela impede tal ação virando uma heroína nacional.
Infelizmente,  não apreciei a leitura. Não sei se estava num momento de baixa expectativa, para mim foi uma leitura arrastada e olha que gosto de histórias desse tipo.
Um detalhe que apreciei, Samantha adora fazer listas em várias passagens da sua vida ( tipo: 10 razões por que é um saco ser eu ou 10 razões por que é demais ser adolescente nos Estados Unidos). Morri de "inveja", não consigo fazer este tipo de lista.
E para completar ainda li algumas resenhas (para saber opiniões de outras pessoas ). e vi 2 resenhas que recomendam a leitura do livro através de uma lista: 10 razões para ler A Garota Americana ( no Skoob Flávia e no blog A Leitora). Leiam, e assim vocês não ficarão com uma má impressão do livro. 
O livro não é ruim, eu que não estava num momento teen. Assim que puder, farei uma releitura dele para tirar a dúvida.
Mesmo assim, não deixo de recomendar.

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31 julho 2012

Resenha- Crepúsculo de Stephenie Meyer

Crepúsculo

Livro: Crepúsculo
Autor: Stephenie Meyer
Título Original: Twilight
Tradução de Ryta Vinagre
Editora Intrinseca
Nº de páginas::

Sinopse - Crepúsculo - Crepúsculo - Livro 1 - Stephenie Meyer

Crepúsculo poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego - um romance repleto das angústias e incertezas da juventude - o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks - último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.

Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo "amor proibido", alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.

Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer - humanos ou não - se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível - e irresistível - a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador.


" De três coisas eu estava convicta.
Primeira, Edward era um vampiro.
Segunda,

Eu não acompanhei a série no lançamento, fiquei sabendo no momento que veio o filme Crepúsculo,que também assisti muito tempo depois na tv. 
Agora tive a oportunidade de ler o livro, o primeiro de uma série, ele estava lá na minha estante( é da minha irmã).
Como já tinha visto o filme, acho que fica diferente a leitura do livro, você já tem uma ideia do vai acontecer.  
Mas valeu a pena. Você consegue enxergar detalhes que não são visto no filme, como pensamentos e algumas atitudes.
É uma história de amor, com todos os problemas, só que são retratados por um vampiro e uma humana. Penso que esta imagem de vampiro e humano, não deixa de ser um recurso para falar sobre adolescentes e seus namoros. Como saber esperar o tempo certo, descobrir a verdadeira paixão e lutar por ela.


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Objetivo:
Para o Nivel 1: 12 livros no ano =




30 junho 2012

Resenha: Urepês - Monteiro Lobato



Urupês - Monteiro Lobato
Obras Completas de Monteiro Lobato
1ª série -Literatura Geral -Vol  1
Ano: 1959
Editora Brasiliense
Nº de páginas: 300

Sinopse - Urupês - (1918) - Monteiro Lobato

O livro é composto por 13 contos e 1 artigo, que mostram a vida cotidiana e mundana do caboclo do interior do estado de São Paulo, através de suas crenças, costumes e tradições. Monteiro Lobato reuniu na obra alguns contos que a experiência de fazendeiro do Vale do Paraíba lhe proporcionou. Urupês não contém uma única história, mas vários contos e um artigo, quase todos passados na cidadezinha de Itaoca, no interior de São Paulo, com várias histórias, geralmente de final trágico e algum elemento cômico. O último conto, Urupês, apresenta a figura de Jeca Tatu, o caboclo típico e preguiçoso, no seu comportamento típico. No mais, as histórias contam de pessoas típicas da região, suas venturas e desventuras, com seu linguajar e costumes. Foi o segundo livro publicado por Monteiro Lobato. Ele havia publicado antes "O saci-pererê: O resultado de um inquérito", no mesmo ano.

Os contos do livro são: "Os faroleiros", "O engraçado arrependido", "A colcha de retalhos", "A vingança da peroba", "Um suplício moderno", "Meu conto de Maupassant", "Pollice Verso", "Bucólica", "O mata-pau", "Bocatorta", "O comprador de fazendas", "O estigma" e "Urupês". O artigo é "Velha praga".

Em "Os faroleiros", é contado que no Farol dos Albatrozes trabalhavam dois homens: Gerebita e Cabrea. Gerebita alegava que Cabrea era louco. Numa noite, travou-se uma briga entre Gerebita e Cabrea, vindo este a morrer. Seu corpo foi jogado ao mar e engolido pelas ondas. Gerebita alegava ter sido atacado pelos desvarios de Cabrea, agindo em legítima defesa. Mas Eduardo descobre mais tarde que o motivo de tal tragédia era uma mulher chamada Maria Rita, que Cabrea roubara de Gerebita.

Em "O engraçado arrependido", um sujeito chamado Pontes, com fama de ser uma grande comediante e farrista, resolve se tornar um homem sério. As pessoas, pensando se tratar de mais uma piada do rapaz negavam-lhe emprego. Pontes recorre a um primo de influência no governo, que lhe promete o posto da coletoria federal, já que o titular, major Bentes, estava com sérios problemas cardíacos e não duraria muito tempo. A solução era matar o homem mais rápido, e com aquilo que Pontes fazia de melhor: contar piadas. Aproxima-se do major e, após várias tentativas, consegue o intento. Morte, porém inútil: Pontes se esquece de avisar o primo da morte, e o governo escolhe outra pessoa para o cargo.

Em "A colcha de retalhos", um sujeito vai até o sítio de um homem chamado Zé Alvorada para contratar seus serviços. Zé está fora e, enquanto não chega, o sujeito trata com a mulher (Sinhá Ana), sua filha de quatorze anos (Pingo d'Água) e a figura singela da avó, Sinhá Joaquina, no auge dos seus setenta anos. Joaquina passava a vida a fazer uma colcha de retalhos com pedacinhos de tecido de cada vestido que Pingo d'Água vestia desde pequenina. O último pedaço haveria de ser o vestido de noiva. Passado dois anos, ele fica sabendo da morte de Sinhá Ana e a fuga de Pingo d'Água com um homem. Volta até aquela casa e encontra a velha, tristonha, com a inútil colcha de retalhos na mão. 

Em "A vingança da peroba, lemos que sentindo inveja da prosperidade dos vizinhos, João Nunes resolve deixar de lado sua preguiça e construir um monjolo (engenho de milho). Contrata um deficiente, Teixeirinha, para fazer a tal obra. Em falta de madeira boa para a construção, a solução é cortar a bela e frondosa peroba na divisa das suas terras (o que causa uma tremenda encrenca com os vizinhos). Teixeirinha, enquanto trabalha, conta a João Nunes sobre a vingança dos espíritos das árvores contra os homens que as cortam. Coincidência ou não, o monjolo não funciona direito (para a gozação dos vizinhos) e João Nunes perde um filho, esmagado pela engenhoca.

Em "Um suplício moderno", lemos que ajudando o coronel Fidencio a ganhar a eleição em Itaoca, Izé Biriba recebe o cargo de estafeta (entregador de correspondências e outras cargas). Obrigado a andar sete léguas todos os dias, Biriba perde aos poucos a saúde. Resolve pedir demissão, o que lhe é negada. Sabendo da próxima eleição, continua no cargo com a intenção de vingança. Encarregado de levar um "papel" que garantiria novamente a vitória de seu coronel, deixa de cumprir a missão. Coronel Fidencio perde a eleição e a saúde, enquanto o coronel eleito resolve manter Biriba no cargo. 

Em "Meu conto de Maupassant", lemos sobre delegado que investigou a morte de uma velha. O primeiro suspeito era um italiano, dono de venda, que é preso. Solto por falta de provas, vai morar em São Paulo. Passado algum tempo, novas provas incriminam o mesmo e, preso em São Paulo e conduzido de trem ao vilarejo, se joga da janela. Mas depois descobre-se que o assassino era outro. 

Em "Pollice Verso", lemos que Inacinho forma-se em Medicina no Rio de Janeiro e volta para exercer a profissão. Pensando em arrecadar dinheiro para ir a Paris reencontrar a namorada francesa, Inacinho começa a cuidar de um coronel rico. Como a conta seria mais alta se o velho morresse, a morte não tarda a acontecer. O caso vai parar na Justiça, onde dois outros médicos velhacos dão razão a Inacinho. O moço vai para Paris para morar com a namorada, levando uma vida boêmia. 

Em "Bucólica", lemos sobre a trágica história da morte da filha de Pedro Suã. Aleijada e odiada pela mãe, a filha adoeceu e, ardendo em febre numa noite, gritava por água. A mãe não lhe atendeu, e a filha foi encontrada morta na cozinha, perto do pote de água, para onde se arrastou.

Em "O mata-pau", dois homens conversam na mata sobre uma planta chamada mata-pau, que cresce e mata todas as outras árvores ao seu redor. O assunto termina no trágico caso de um próspero casal, Elesbão e Rosinha, que encontram um bebê em suas terras e resolvem adotá-lo. Crescido o menino, se envolve com a mãe e mata o pai. Com os negócios paternos em ruína, resolve vendê-los, o que vai contra os gostos da mãe-esposa. Esta quase acaba vítima do rapaz e vai parar num hospital, enlouquecida.

Em "Bocatorta", lemos que na fazenda do Atoleiro vivia a família do major Zé Lucas. Nas matas da fazenda, havia um negro com a cara defeituosa com fama de monstro: Bocatorta. Cristina, filha do major, morre justamente alguns dias depois de ter ido com o pai ver a tal criatura. Seu noivo, Eduardo, não agüenta a tristeza e vai até o cemitério chorar a morte da amada. Encontra Bocatorta desenterrando a moça. Volta correndo e, junto a um grupo de homens da fazenda, sai em perseguição a Bocatorta. Esse, em fuga, morre ao passar num atoleiro, depois de ter dado o seu único beijo na vida.

Em "O comprador de fazendas", lemos sobre a tentativa de Moreira em se livrar logo da fazenda Espigão (verdadeira ruína para quem a possui). Moreira recebe com entusiasmo um bem-apessoado comprador: Pedro Trancoso. O rapaz se encanta com a fazenda e com a filha de Moreira e, prometendo voltar na semana seguinte para fechar o negócio, nunca mais dá notícias. Moreira vem a descobrir mais tarde que Pedro Trancoso é um tremendo safado, sem dinheiro nem para comprar pão. Pedro, no entanto, ganha na loteria e resolve comprar mesmo a fazenda, mas é expulso por Moreira, que perdeu assim a única chance que teve na vida de se livrar das dívidas.

Em "O estigma", lemos que Bruno resolve visitar o amigo Fausto em sua fazenda. Lá conhece a bela menina Laura, prima órfã de Fausto, e sua fria esposa. Fausto convivia com o tormento de um casamento concebido por interesse e uma forte paixão pela prima. Passado vinte anos, os amigos se reencontram no Rio de Janeiro, onde Bruno fica sabendo da tragédia que envolveu as duas mulheres da vida de Fausto: Laura sumiu durante um passeio, e foi encontrada morta com um revólver ao lado da mão direita. Suicídio misterioso e inexplicável. A fria esposa de Fausto estava grávida e deu a luz a um menino que tinha um sinalzinho semelhante ao ferimento de bala no corpo da menina. Fausto vê o sinalzinho e percebe tudo: a mulher havia matado Laura. Mostra o sinal do recém-nascido para ela que, horrorizada, padece até a morte.

Em "Urupês", Monteiro Lobato personifica a figura do caboclo, criando o famoso personagem Jeca Tatu, apelidado de urupê (uma espécie de fungo parasita). Vive "e vegeta de cócoras", à base da lei do menor esforço, alimentando-se e curando-se daquilo que a natureza lhe dá, alheio a tudo o que se passa no mundo, menos do ato de votar. Representa a ignorância e o atraso do homem do campo.

No artigo "Velha praga", Monteiro Lobato denuncia as queimadas da Serra da Mantiqueira por caboclos nômades, além de descrever e denunciar a vida dos mesmos. O artigo havia sido escrito originalmente em 1914 em forma de carta de protesto quando ele ainda era fazendeiro em Buquira. Durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu essa "indignação" e a enviou para a seção "Queixas e Reclamações" do jornal "O Estado de S. Paulo", edição da tarde, o "Estadinho". Em 12 de novembro de 1914, o jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos e contos para o jornal, incluindo o conto "Urupês", publicado originalmente no jornal em 24 de dezembro de 1914.

Urupês - (1918) - Monteiro Lobato


Este livro é muito interessante faz parte de uma coleção, e traz a vida e obra, cita fontes de estudos, uma ligeira nota sobre a ortografia de Monteiro e Monteiro e a Academia, é bem educativo.
O livro trás 13 contos e um artigo. Exatamente neste livro que aparece a tão famosa figura do Jeca Tatu, representando o nosso caboclo. E o artigo ainda continua atual com o tema.
É uma leitura voltada para as raízes do povo, com histórias intrigantes e interessantes. 



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Objetivo:
Para o Nivel 1: 12 livros no ano =




30 abril 2012

Resenha: Romeu e Julieta

Romeu e Julieta
William Shakespeare
Título original: The tragedy of Romeo and Juliet
Tradução de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes
Sinopses, Dados Históricos e Notas de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros
Círculo do Livro e Nova Cultural Ltda
São Paulo-1993


Sinopse (F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros)
Tudo começa em Verona, onde duas poderosas famílias eram inimigas de morte . Capuletos, de um lado, e Montecchios, de outro, viviam em constantes guerras, do senhor ao menor dos servidores. Cansado dessas querelas que prejudicavam à vida dos habitantes da cidade, Escalo; Príncipe de Verona, declara que qualquer atentado ao sossego e à paz seria punido com a morte do ofensor. Vivendo abismado em seu amor pela jovem Rosalina, Romeu, filho de Montecchio, vai aconselhar-se com seu parente  Benvólio, o qual acha que ele deve procurar esquecer o objeto de seus amores e, para isso, deveria ir, encoberto por uma máscara, ao baile dos Capuletos. Romeu assim o faz. Tendo conseguido penetrar na casa dos inimigos de sua família, lá se vê logo atraído por uma jovem de extrema formosura e, sabendo tratar-se de Julieta, filha de Capuleto, sente-se desapontado pensando na inutilidade de sua nova paixão. Entretanto, Julieta, agindo da mesma maneira que Romeu, pergunta pelo nome do jovem por quem, também, se sente logo atraída e fica sabendo tratar-se de alguém inimigo de sua família, com a qual seu pai nunca a deixaria casar-se. Enquanto isso se dava, Teobaldo, da família dos Capuletos, reconhece Romeu, mas é impedido de fazer qualquer dano ao intruso pelo velho Capuleto que, respeitador das leis da hospitalidade, não lhe permite desprestigiá-las.
Conseguindo penetrar no jardim dos Capuletos, o apaixonado Romeu ouve a confissão de Julieta, que não podendo fazê-la pessoalmente ao seu amado, conta à estrelas sua paixão. Romeu revela sua presença à Julieta e, dominados pela paixão, resolvem casar-se . No dia seguinte, na cela do Frei Lourenço é realizado o enlace, pois o franciscano, amigo de Romeu, pensa que, com aquela cerimônia, poderia fazer a paz entre as duas famílias.
De volta da cerimônia,Romeu encontra seus amigos. Benvólio e Mercúrio, em briga com Teobaldo que estava a procura de Romeu para tomar-lhe satisfação pela sua ingerência no baile. Imediatamente, Teobaldo desafia Romeu que não responde a provocação, lembrando-se que estava na presença de um parente de sua esposa secreta. Mercúrio, entretanto, que não pode compreender a causa da fraqueza de Romeu, aceita o desafio e, quando Romeu e Benvólio procuravam apartar os dois contendores, Mercúrio é morto, o que faz com que Romeu mate, também, Teobaldo. O príncipe  bane o infrator da lei, que se refugia na cela de Frei Lourenço, onde recebe um anel de Julieta com o aviso de que a fosse ver naquela noite. Romeu, assim o fez e, com nascer da aurora, foge para Mântua. Os pais de Julieta, vendo a aflição da jovem, pensam tratar-se de dor pela morte do primo e resolvem casá-la com Páris, primo do Príncipe Escalo.
Julieta, desesperada, procura Frei Lourenço que a aconselha a fingir a aceitar o casamento e lhe dá um remédio com o qual,  depois de tomá-lo, pareceria morta. Sua família, acreditando realmente que ela tivesse falecido, a colocaria no túmulo dos Capuletos, onde Romeu iria encontrá-la. Julieta aceita o plano de Frei Lourenço e tudo acontece como fora previsto. Toma o remédio, cai em estado de letargia e os Capuletos, acreditando-a morta, promovem o enterro da jovem.
Mas, a carta de Frei Lourenço relatando o plano a Romeu não chega a seu destino. Romeu sabe da morte de Julieta por outra fonte. Desesperado, resolve arriscar a vida. Compra um mortal veneno a um farmacêutico, e volta para Verona. Chegando ao túmulo dos Capuletos, encontra-se com Páris que lá fora colocar flores no túmulo de sua noiva. Nova luta e Romeu mata Páris. Entrando na sepultura, Romeu bebe o veneno que trouxera e morre diante do corpo de Julieta, a quem ele julga morta. Quando Frei Lourenço chega e acorda Julieta, ela vê, horrorizada, morto o seu esposo. Apanhando a adaga, suja de sangue, que Romeu deixara caída no chão, ela se mata, igualmente, com a arma de seu amado. Entram as duas famílias e Frei Lourenço relata o sacríficio dois amantes em razão do ódio existente entre suas famílias. Arrependidos, apertam as mãos jurando esquecerem para sempre as diferenças existentes entre as duas Casas.

Dados Históricos
A Tragédia de Romeu e Julieta é considerada verídica, citando-se mesmo como tendo-se passado nos primeiros anos do século XIV. Apesar disso, é tema muito antigo, já existindo na literatura grega história semelhante. Luigi da Porto é o primeiro a usar o nome de Romeu e Julieta. Bandello adapta a história que foi traduzida para o francês por Pierre de Boisteau de Launay. Artur Brooke traduziu desta última fonte em versos ingleses, dando-lhe o título de Tragical History of Romeo e Juliet, com o qual publica o poema em 1562. Foi daí que Shakespeare tirou inspiração para sua tragédia, que segue fielmente a versão de Brooke. Este último diz ter visto representar o mesmo argumento, o que faz os estudiosos acreditarem ter Shakespeare feito uso de uma peça ainda mais antiga, posssivelmente La Hadriana, tragédia de Luigi Groto, mas tal versão está desaparecida, só existindo hoje a que foi inspirada na obra de Brooke. Foi reapresentada entre 1596-7 e apareceu em edição in quarto, em 1597.
Personagens:
Escalo, principe de Verona
Páris, jovem nobre, parente do príncipe
Montecchio e Capuleto, Chefes de duas famílias inimigas uma da outra
Um velho, da família dos Capuletos
Romeu, filho de Montecchio
Mercúrio, parente do príncipe e amigo de Romeu
Benvólio, sobrinho de Montecchio e amigo de Romeu
Teobaldo, sobrinho da Senhora Capuleto
Frei Lourenço e Frei João, Frades franciscanos
Baltazar, servidor de Romeu
Sansão e Gregório, servidores de Capuleto
Pedro, servidor da Ama de Julieta
Abraão , criado de Montecchio
Um boticário
Três músicos
Pajem de Mercúrio
Pajem de Páris
Outro pajem
Um oficial
Senhora Montecchio, esposa de Montecchio
Senhora Capuleto, esposa de Capuleto
Julieta, filha de Capuleto
Ama de Julieta
Cidadãos de Verona, Homens e Mulheres, parentes de ambas as famílias, Mascarados, Guardas, Aguazis e Séquito
Cena: Verona e Mântua

A história de Romeu e Julieta é conhecida por todos, se não for pelo livro, pelo menos em filmes, teatro ou música. Por isso, não preciso descrever a história e me aterei em alguns detalhes.
As famílias Montecchio e Capuleto são rivais. O amor dos dois jovens representa o amor ideal. Na obra de Shakespeare esta peça representa uma tragédia de amor. Na peça existem 26 personagens, entre os criados, os cidadãos, a guarda, os pajens, a criadagem, os portadores de tochas e os mascarados. (veja a relação acima)
O Coro resume todo o enredo:
"Na bela Verona, onde situamos nossa cena, duas famílias iguais na dignidade, levadas por antigos rancores, desencadeiam novos distúrbios, nos quais o sangue civil tinge mãos cidadãs.
Da entranha fatal desses dois inimigos ganharam vida, sob adversa estrela, dois amantes, cuja desventura e lastimoso fim enterram, com sua morte, a constante sanha de seus pais.
Os terríveis momentos de seu amor mortal e a obsessão de ódio das famílias, que somente à morte de seus filhos pode acalmar, serão, durante duas horas, o assunto de nossa representação.
Se à escutardes com atenção benévola, procuraremos remir-nos com nosso zelo das faltas que houver.
A primeira cena, começa pelos criados das 2 famílias e finalizando com a chegada do principe. Os criados, como parte integrante das famílias , assumem as disputas dos amos sem questionamentos:
"Gregório- A querela é entre nossos amos e entre nós, seus criados.."
O Frei Lourenço, representa a boa conduta e autoridade da igreja:
"Frei Lourenço- Vinde, vinde comigo e agiremos rapidamente; porque, com vosso consentimento, não vos permitirei permanecer sós, até que a Santa Igreja, vos haja incorporado os dois em um só."
E Frei Lourenço aconselha Romeu:
"Frei Lourenço- Esses transportes violentos têm um fim igualmente violento e morrem em pleno triunfo, como o fogo e a pólvora que, ao se beijarem, se consomem. O mais doce mel é repugnante pela própria delícia e estraga o apetite pelo seu excelente gosto. Ama,.portanto, moderadamente, assim se conduz o verdadeiro amor. Tão tarde chega quem depressa demais vai, como quem vai por demais lentamente.(Entra Julieta). Está chegando a dama! Oh! jamais roçará em pé tão de leve o sílex eterno! Um apaixonado poderia cavalgar, sem cair, os tenuíssimos filamentos que se espreguiçam no ar alegre do verão. Como é leve  a vaidade!".
A presença da ama representa uma contra-balança com o Frei Lourenço, prestativa e com características um pouco vulgares. 
Nesta peça, percebemos a morte, o relacionamento amoroso e até questões sociais.
No livro, no rodapé, existem explicações de algumas frases e expressões, o que auxilia muito na leitura.
A mesma é encerrada com o príncipe:
" Príncipe- Uma lúgubre paz acompanha esta alvorada. O sol não mostrará seu rosto por causa de nosso luto. Saiamos daqui para falarmos mais demoradamente sobre estes tristes acontecimentos. Uns serão perdoados e outros punidos, pois nunca houve história mais triste do que esta de Julieta e Romeu. (Saem)"  


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31 março 2012

Resenha: 1984 de George Orwell

  1984
  George Orwell (1905-1950)
  Título original: Nineteen Eighty-Four
  Tradução de Wilson Velloso
  18ª edição- São Paulo
  Editora Nacional-1984
(Biblioteca do espírito moderno-Série 4ª -Literatura -Volume 24)
Romances-Século 20-Literatura inglesa

O livro conta a história de Winston, um apagado funcionário do Ministério da Verdade da Oceania e de como ele parte da indiferença perante a sociedade totalitária em que vive, passa à revolta, levado pelo amor por Júlia e incentivado por O'Brien, um membro do Partido Interno com quem Winston simpatiza; e de como acaba por descobrir que a própria revolta é fomentada pelo Partido no poder. E também de como, no Quarto 101, o chamado "pior lugar do mundo", todo homem tem os seus limites.
A trama se passa na Pista Nº 1, o nome da Inglaterra sob o regime totalitário do Grande Irmão(Big Brother) e sua ideologia IngSoc(socialismo inglês). (Wikipedia)
                         
Como escolhi este livro para a leitura do mês?
No Desafio Literário 2012 do Livros e Versos,era um livro distópico, a minha primeira opção era Jogos Vorazes, mudei para Feios e finalmente, como participo do Desafio Clássico da Minha Vida por um Livro e do Desafio Literário - 7 Clássicos do Livros, letras e metas, fiquei com a opção: 1984
Já ouvira falar dele, mas não conhecia o enredo. Bem, chegou a hora.
No início, não me entusiasmei muito, mas com o passar das páginas foi ficando melhor. Nunca li um livro de distopia. 
1984, foi publicado em 08 de junho de 1949, por tanto fala do futuro, foi publicado um pouco antes da morte do autor, George Orwell, causando uma revolução O livro mostra a transformação da realidade.Foi traduzido para mais de 65 línguas e por pouco não teve o título de "O Último Homem na Europa.". A razão para o livro se chamar 1984, até agora não há uma razão e sim especulações.

"O ideal criado pelo Partido era enorme, terrível, luzidio-um mundo de aço e concreto, de monstruosas máquinas e armas aterrorizantes- uma nação de guerreiros e fanáticos, marchando avante em perfeita unidade, todos tendo os mesmos pensamentos e gritando as mesmas divisas- trezentos milhões com a mesma cara- trabalhando perpetuamente, lutando, triufando, perseguindo" (1984)
Um homem, uma ditadura, sexo furtivo, palavras novas como novalingua, duplipensar, crimideia e Big Brother.e lugares que não condizem com o nome: Ministério da Defesa que realiza ataques e o do Amor, as torturas.
O significado desta terminologia:
Big Brother: "Grande Irmão" que tem o poder de observar tudo através das teletelas. 
Duplipensar: Como o nome do Ministérios, idéias contraditórias
Novalínguia: um novo vocabulário cada vez mais reduzido com uma finalidade limitar os pensamentos e opiniões.
crimideia: crime de idéias.
A história mostra a total invasão de privacidade através das teletelas, a manipulação da memória histórica, as pessoas não lembram praticamente nada antes do partido existir, um povo sem passado e sem futuro, e guerras criadas para manter a paz. Será? A quem interessava manter o povo em guerra constante? Desta maneira o povo fica mais maleável a obedecer. Será que estamos em 1984?
O personagem de Winston Smith é o tipico representante dessa geração, trabalha no Ministério da Verdade, reescrevendo(alterando) a história de acordo com a vontade do partido. E quem pensasse diferente, era capturado pela Polícia do Pensamento e vaporizado. Todos eram incentivados, inclusive os filhos, a denunciarem os que cometessem crimideia.
No mundo atual, vivemos quase a mesma atmosfera do livro: câmeras por todos os lugares, através do cartões de créditos. podemos ser localizados. Vocês incluiria mais algum item? A linguagem da Internet, não parece uma novalingua?
Com a alteração dos fatos históricos que ocorre no Ministério da Verdade ajuda apagar a memória das pessoas, que não tem como provar o que de fato ocorreu, o que facilita o partido..O partido também usa como controle o duplipensar e os 2 minutos de ódio diário (lavagem cerebral)
Para entender o duplipensar vamos novamente nos ater aos nomes dos Ministérios:
Da Verdade: falsifica(altera) documentos para que não se possa provar o que aconteceu.
"Dia a dia e quase minuto a minuto o passado era atualizado. Desta forma, era possível demonstrar, como prova documental, a correção de todas as profecias do Partido: jamais continuava no arquivo uma notícia, artigo ou opinião que entrasse em conflito com as necessidades do momento. Toda a história era um palimpsesto, raspado e reescrito tantas vezes quanto fosse necessário." (1984)
Da Paz: É responsável pela Guerra.(limita a cultura, a educação, bens materiais). E sempre notifica a  Vitória do partido.Será que existe um Ministério da Paz em 2012?
Lema do Partido: Guerra é Paz
"Guerra é paz.
Liberdade é escravidão.
Ignorância é força."

Da Fartura: na verdade, é responsável pela fome.
Do Amor: O pior de todos. Responsável pela espionagem, torturas e lavagens cerebrais.
" O Ministério do Amor era realmente aterrorizante, Não tinha janela alguma. Winston nunca estivera lá, nem a menos de um quilometro daquele edifício. Era um prédio impossível de entrar, exceto em função oficial, e assim mesmo atravessando um labirinto de rolos de arame farpado, portas de aço e ninhos de metralhadoras. Até as ruas que conduziam às suas barreiras externas eram percorridas por guardas de cara de gorila e fardas negras, armados de porretes articulados." (1984)
É nesse mundo que vive Winston, não existe passado, apesar dele quase ter certeza de que há, afinal ele trabalha no Ministério da Verdade, sexo só para procriação senão é considerado crime. Em determinado tempo, ele resolve anotar coisas em seu diário,
"me darão um tiro que mimporta me darão um tiro na nuca não mimporta abaixo o grande irmão eles sempre dão tiro na nuca que mimporta abaixo o grande irmão."
Se envolve com Júlia, que divide com ele algumas idéias. Tem também, O' Brien, membro do partido interino, que ao se aproximar dele, o faz acreditar que exite em algum lugar alguém da resistência. O que ele não sabe, que o O'Brien será o torturador dele e de Júlia. Através da tortura começa aceitar as idéias do Partido. Acaba confessando seus crimes. São libertados, mas não são mas os mesmos - Adoram, o Grande Irmão..
O livro foi banido em alguns países. 
Nota: 1984 não entrará em domínio público nos EUA e na União Européia até 2044 e 2020, respectivamente. No Brasil em 2020. Já está em domínio público no Canadá, Rússia e Austrália, ( Wikipedia)


Dois Minutos de Ódio - 1984 George Orwell

Orwell 2 Minutes of Hate




1984 - George Orwel


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