30 março 2010

Mais detalhes

O Livro de Eli


Um homem luta sozinho para proteger um livro secreto numa América após o apocalipse
Diretor: Albert Hughes,Allen Hughes
Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman e Mila Kunis
Nome Original: The Book of Eli
Ano: 2009
País: EUA

Em um futuro pós-apocalíptico, não há mais qualquer lugar que possa ser considerado seguro. As cidades estão devastadas, isoladas, e os poucos que ainda vivem vagam escondidos em busca de sobrevivência, já que o mundo é dominado por diversas gangues que não veem problemas em matar por qualquer coisa.
Neste universo, vive o solitário Eli (Denzel Washington). Com a missão de atravessar os EUA, ele tem nas mãos o que pode ser a chave para a salvação do mundo, um livro que guarda e protege há mais de trinta anos. No caminho, no entanto, ele encontra Carnegie (Gary Oldman), um inescrupuloso bandido que fará de tudo para roubar O Livro de Eli, para dominar o poder que poderá aprender com o artefato.
Dirigido pelos irmãos Albert e Allen Hughes, de Do Inferno, o thriller pós-apocalíptico O Livro de Eli é protagonizado por Denzel Washington e deveria ter também a estrela teen Kristen Stewart, de Crepúsculo. Por problemas na agenda, a atriz, que estava filmando Lua Nova, não pode participar da produção, sendo substituída pela ucraniana Mila Kunis, do seriado That 70´s Show.


Tulpan

Jovem quer ser pastor, mas para isso ele precisa convencer garota a se casar com ele
Diretor: Sergei Dvortsevoy
Elenco: Ondas Besikbasov, Samal Esljamova e Askhat Kuchencherekov
Nome Original: Tulpan
Ano: 2008
País: CAZ

Tudo o que o jovem Asa mais quer para seu futuro é virar pastor de ovelhas em sua cidade natal, no Cazaquistão. Depois de prestar o serviço militar na marinha, ele retorna para casa e faz de tudo para realizar seu sonho. Porém, pelas tradições do local, ele só poderá trabalhar como pastor se for casado, e a única mulher disponível na aldeia é a jovem Tulpan.
A garota, no entanto, não aceita o pedido de Asa, já que acha que ele tem a orelha grande demais para ser seu marido. Como ela é a sua única chance de atingir seu objetivo de vida, ele faz de tudo para convencê-la de que pode ser um bom marido.
Candidato do Cazaquistão ao Oscar de filme estrangeiro, de 2009, Tulpan é um filme misto de documentário e ficção. Os atores interpretam papéis próximos às suas rotinas, com seus próprios nomes. Muitas das cenas exibidas foram flagrantes, como o momento em que um dos personagens tenta salvar uma ovelha, ou no parto do animal.

Os Homens que Encaravam Cabras

Soldados americanos no Iraque treinam para combater com o poder da mente
Diretor: Grant Heslov
Elenco: George Clooney, Ewan McGregor e Kevin Spacey
Nome Original: The Men Who Stare at Goats
Ano: 2009
País: EUA

Apaixonado por sua esposa, o jornalista Bob Wilton (Ewan McGregor) leva um choque ao descobrir que ela está tendo um caso com seu chefe e que irá largá-lo. Sem suportar a perda, e querendo provar para a ex que pode ser melhor que a nova escolha dela, Bob decide entrar em uma perigosa missão, viajar ao Iraque para conseguir o melhor trabalho de sua vida. Lá, sem conseguir muita coisa, ele acaba conhecendo o soldado Lyn Cassady (George Clooney), de um setor secreto do exército, que parece ser o homem perfeito para ajudá-lo.
Membro do Projeto Jedi, que usa os poderes paranormais para combater o inimigo, Cassady revela estar em uma missão secreta no Iraque, e aceita levar Bob com ele. Durante a viagem, o oficial revela a origem do batalhão, criado por Bill Django (Jeff Bridges), um soldado hippie em busca da paz. Para atingir o fim da guerra, os membros da equipe não usam armas, mas poderes especiais, como o de atravessar paredes, adivinhar o futuro e, até mesmo, matar apenas com o olhar. Porém, um dos membros, Larry Hooper (Kevin Spacey), acredita que pode conseguir muito mais com esta ideia, ameaçando os planos de paz de Django.
Com um grande elenco, a sátira de guerra Os Homens Que Encaravam Cabras é a estreia do ator Grant Heslov na direção de um longa metragem. Grant realizou diversos trabalhos no cinema e na televisão, dentre eles um pequeno papel em Boa Noite e Boa Sorte, que ele escreveu junto com George Clooney. A comédia foi exibida no Festival de Veneza de 2009 e é uma adaptação de uma história de Jon Ronson e foi roteirizada por Peter Straughan, de Um Louco Apaixonado.


A Caixa

Casal recebe uma caixa que pode solucionar seus problemas financeiros, mas também tirará a vida de alguém.
Diretor: Richard Kelly
Elenco: Cameron Diaz, Gillian Jacobs e James Marsden
Nome Original: The Box
Ano: 2009
País: EUA
Em 1976, a professora Norma Lewis (Cameron Diaz) e seu marido Arthur (James Marsden), um engenheiro da NASA, vivem felizes como muitas outras famílias do subúrbio. Sempre com muita dificuldade, eles se esforçam para que o orçamento da casa permita que seu jovem filho possa ter acesso a uma boa universidade, tendo um futuro melhor do que o do casal. Tudo muda, porém, quando recebem a visita de Arlington Steward, um estranho homem que lhes faz uma grande proposta.
O desconhecido oferece ao casal A Caixa. Um artefato de madeira, com um botão vermelho que, quando apertado, dará aos dois uma grande quantia em dinheiro. Porém, ao mesmo tempo, uma pessoa morre subitamente quando isso acontece. O dilema do casal em aceitar ou não a proposta é grande, ainda mais porque Arlington aparece em um momento complicado para a família. Arthur acaba de ter negada sua promoção, então não terá condições de bancar os estudos do filho. Ainda, Norma precisa de um caro tratamento de saúde. Mas tudo pode mudar, dependendo da escolha dos dois.
O suspense A Caixa é uma adaptação do conto Button, do escritor Richard Matheson, o mesmo de Eu Sou a Lenda. O suspense é dirigido por Richard Kelly, que em 2001 ficou conhecido ao fazer Donnie Darko, indicado ao Grande Prêmio do Júri em Sundance. Os personagens Norma e Arthur foram inspirados nos pais de Kelly, que também escreveu o roteiro.

Como Treinar o Seu Dragão

Filho de viking decide treinar seu desajeitado dragão para se tornar um herói
Diretor: Dean DeBlois,Chris Sander
Elenco: (animação)
Nome Original: How to Train Your Dragon
Ano: 2010
País: EUA

No tempo dos Vikings, tudo o que o jovem Soluço desejava era ser reconhecido como um grande guerreiro. Magrelo e atrapalhado, o garoto nunca consegue provar que também pode fazer a diferença na aldeia em que vive. Assim, ele decide acabar com a maior praga da região: os dragões. Convicto de que deve matar um dragão, Soluço só consegue o descrédito e a risada de seus amigos, mas ele inicia uma jornada para cumprir seu objetivo.
No entanto, seu trabalho não vai ser tão simples como imaginou. O menino logo encontra um grande dragão e, ao contrário do que poderia imaginar, os dois se tornam bons companheiros. Sabendo que os grandes animais não são tão perigosos como os Vikings pensavam, Soluço decide mudar seu plano. Ele resolve treinar Banguela, seu amigo dragão e, assim, provar para todo seu povo que é possível viver em harmonia com os grandes cuspidores de fogo.
A animação em 3D Como Treinar o Seu Dragão é dos mesmos produtores de Shrek e Kung Fu Panda, pela Dreamworks. A direção é de Dean DeBlois e Chris Sanders, de Lilo & Stitch, e o roteiro é baseado no livro How To Train Your Dragon, de Cressida Cowell. Além deste, a autora tem outras obras com o mesmo tema. O filme já deu origem a uma série de jogos de videogame e celular com seus personagens.

História da Páscoa

Origens do termo, Páscoa entre os judeus e cristãos, a história do coelhinho da páscoa e os ovos de chocolate, significados, importância, formas de comemoração e celebrações, rituais e símbolos


As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Veja também:

Livros sobre a Páscoa

Site indicado: http://www.ocoelhodapascoa.com.br/ (para a criançada)

http://www.recadosonline.com/pascoa.html  (imagens )

29 março 2010

Investigados na Operação Caixa de Pandora se calam em depoimento

29/03/2010
19h45
PF

Dos 11 depoimentos agendados pela Polícia Federal para hoje (29) sobre a Operação Caixa de Pandora, apenas três investigados falaram com o delegado federal Alfredo Junqueira, responsável pelo caso. Segundo a Polícia Federal, responderam às perguntas do delegado o ex-secretário de Educação do Distrito Federal, José Luiz Valente, o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente e o empresário Alcyr Collaço.
Além do governador cassado, José Roberto Arruda (sem partido), permaneceram calados durante o depoimento o ex-secretário de Comunicação Weligton Moraes, o ex-sub-secretário de Justiça e Cidadania Luiz França, o ex-assessor da Secretaria de Educação Gibrail Gebrim e Marcelo Carvalho, diretor do grupo empresarial do ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido).
Arruda ficou calado por orientação de seu advogado, Nélio Machado. De acordo com o advogado, seu cliente só irá prestar esclarecimentos quando tiver acesso total ao inquérito. O ex-governador está preso na Superintendência da Polícia Federal acusado de tentar corromper testemunha do suposto esquema de pagamento de propina a deputados distritais em troca de apoio político.
O ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel e o ex-assessor de imprensa Omézio Pontes já haviam protocolado pedido na PF para ficarem calados. A PF não informou sobre o depoimento do empresário José Abdon. Os depoimentos continuam nesta terça-feira, mas a PF não divulgou a lista de quem será ouvido.

Da Agência Brasil

Bento XVI homenageou João Paulo II nos cinco anos da sua morte

Publicação: 29-03-2010 23:39

Última actualização: 29-03-2010 23:40

O papa Bento XVI prestou hoje homenagem ao seu antecessor, João Paulo II, que descreveu como um homem "forte como uma rocha" e como uma "esperança luminosa", durante uma missa que assinalou os cinco anos da sua morte.
João Paulo II morreu a 2 de abril de 2005, data em que este ano se celebra a Sexta Feira Santa.
Na sua homilia de hoje, Bento XVI afirmou que a vida do papa polaco decorreu "sob o signo da caridade, da capacidade de se dar generosamente, sem reserva, sem medida, sem calculismo".
"O que o motivou foi o amor de Cristo, ao qual consagrou a sua vida, um amor abundante e incondicional", o que permitiu a João Paulo II ser "o companheiro de viagem do homem moderno", acrescentou Bento XVI.
Bento XVI dirigiu algumas palavras em polaco aos fiéis do país de origem de João Paulo II, mas nada adiantou sobre a sua futura beatificação.
João Paulo II morreu aos 84 anos, depois de 27 anos como papa.

Lusa

Cardeal diz que João Paulo 2° impediu investigação sobre pedofilia

Assimina Vlahou
De Roma para a BBC Brasil

João Paulo 2º teria impedido o início das investigações
O cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, disse nesta segunda-feira que o papa Bento 16 não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo 2º.
Schönborn afirmou que Joseph Ratzinger – que foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 - pretendia, em 1990, investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-arcebispo de Viena, Hans Hermann Groër.
Mas, segundo ele, isso não foi possível porque o papa não autorizou o início das investigações.
De acordo com o arcebispo, essa informação comprovaria que Bento 16 tem feito mais do que qualquer outro pontífice no combate contra abusos sexuais na Igreja e indicaria que as alegações de abusos contra Bento 16 são exageradas.
No domingo, Schönborn criou uma comissão especial para investigar as denúncias de abusos por parte de padres contra menores na Áustria.

Acusação

O caso do ex-arcebispo Hans Hermann Groër ficou conhecido em 1995 com a publicação de uma entrevista na qual um ex-aluno de Groër no seminário Hollabrumm disse que foi submetido a abusos pelo então professor na década de 70.
Na época, a Cúria de Viena colocou em dúvida a credibilidade da suposta vítima, questionando o fato de o aluno ter denunciado os abusos muitos anos após eles terem ocorrido.
Segundo a imprensa da época, foi por conta dessa posição que o então papa João Paulo 2° não teria sido informado ou não teria considerado que as denúncias tivessem fundamento, o que o levou a nomear Groër como cardeal.
Mas a primeira denúncia foi seguida de outras e acompanhada por uma grande campanha da imprensa austríaca. O caso então se transformou na maior crise da Igreja Católica na Áustria no pós-guerra, o que levou o cardeal a pedir afastamento do cargo.
Apesar da demissão, as acusações de abusos cometidos por Hans Hermann Groër continuaram e três anos depois, em 1998, João Paulo 2º finalmente enviou um inspetor para investigar o caso no país.
Após as investigações do inspetor do Vaticano, Groër foi obrigado a deixar a Áustria e impedido de se apresentar novamente como bispo ou cardeal.
Em abril de 1998, o ex-arcebispo de Viena pediu perdão “a Deus e aos homens”, mas não admitiu ser culpado pelos abusos.
Groër ficou exilado na Suécia e morreu em 2003, aos 83 anos.

Mudança

Segundo o atual arcebispo de Viena, atualmente a política da Igreja está mudada e sacerdotes que cometem abusos sexuais são imediatamente suspensos e destituídos do sacerdócio.
“Infelizmente, no passado preferiu-se, injustamente, proteger os carrascos e não as vitimas, enquanto que a preocupação com estas deve estar em primeiro lugar”, disse Schönborn em entrevista à televisão austríaca no começo de março, logo após a reunião da Conferência Episcopal da Áustria.
O cardeal Schönborn é amigo do papa Bento 16 e considerado um clérigo aberto ao diálogo.
Ele declarou recentemente que a Igreja Católica deveria promover um debate a respeito do celibato – o que, segundo ele, seria uma das causas dos abusos cometidos por sacerdotes contra crianças. A afirmação foi posteriormente desmentida pelo porta-voz da Arquidiocese de Viena.

Após atentados, Putin diz que responsáveis serão ‘destruídos’

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu que os responsáveis pelos atentados que mataram 38 pessoas nesta segunda-feira no sistema de metrô de Moscou serão “destruídos”.
“Como se sabe, hoje foi cometido um crime com consequências horríveis e de natureza atroz contra os cidadãos pacíficos de Moscou”, disse Putin, que voltou às pressas de uma viagem à Sibéria depois de receber a notícia das explosões.
“Dezenas de pessoas morreram no metrô. Estou confiante de que as agências de cumprimento da lei vão fazer tudo para rastrear e punir os criminosos. Os terroristas serão destruídos.”
Segundo as autoridades russas, os atentados desta segunda-feira de manhã foram cometidos por duas mulheres-bomba, na hora do rush.
Vinte e quatro pessoas teriam morrido na primeira explosão, às 07h56 (hora local, 0h56 hora de Brasília), quando um trem parou na estação de Lubyanka, próximo aos escritórios do Serviço Federal de Segurança (FSB), no centro da cidade.
Cerca de 40 minutos depois, outra explosão destruiu um trem na estação de Park Kultury, causando a morte de outras 14 pessoas.
Mais de 60 pessoas ficaram feridas nas duas explosões, 30 delas gravemente, segundo as autoridades.

Chechênia

O FSB acredita que os atentados foram provavelmente planejados por rebeldes do Cáucaso, onde fica a Chechênia.
Segundo o correspondente da BBC em Moscou Richard Galpin, até agora nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas no passado, outros ataques na capital foram realizados ou atribuídos a rebeldes islâmicos que lutam pela independência chechena.
Em Fevereiro, o líder rebelde checheno Doku Umarov havia declarado que “a zona de operações militares será estendida para o território da Rússia… a guerra está chegando à cidade deles”.
Nas últimas semanas, as forças de segurança russas realizaram algumas operações militares contra rebeldes do Norte do Cáucaso com sucesso. Em Fevereiro, pelo menos 20 insurgentes foram mortos em uma ação na Inguchétia.

Suspeitas

Em uma reunião com o presidente Dmitry Medvedev, o chefe do FSB, Alexander Bortnikov afirmou que seus investigadores acreditam que os atentados foram cometidos por “grupos terroristas relacionados ao Norte do Cáucaso”.
“Esta provavelmente será nossa principal conclusão, porque fragmentos dos corpos de duas mulheres-bomba foram encontrados mais cedo no local dos incidentes e os exames mostram que esses indivíduos vieram do Norte do Cáucaso”, disse ele.
Citando um relatório forense preliminar, Bortnikov acrescentou que as bombas foram fabricadas com um poderoso explosivo, hexogênio, comumente conhecido como RDX.
A bomba que explodiu na estação de Lubyanka tinha força equivalente a até quatro quilos de TNT, enquanto a bomba de Park Kultury tinha potência equivalente a 1,5 a dois quilos de TNT. Os artefatos estavam recheados com pedaços de metal, para aumentar o poder de destruição.
A promotoria federal já abriu investigação sobre o que chamou de “suspeitos atos de terrorismo”.

Crime

O metro de Moscou é um dos mais movimentados do mundo, transportando cerca de 5,5 milhões de passageiros por dia.
Partes do sistema foram fechadas como precaução depois das explosões e 700 soldados foram enviados para as ruas.
“A cidade toda está uma bagunça, as pessoas estão telefonando umas para as outras, as operadoras não conseguem lidar com tantas ligações ao mesmo tempo”, disse Olga, uma internauta da BBC em Moscou. “Aqueles que testemunharam a tragédia não conseguem superar o choque.”
O presidente Medvedev pediu às autoridades que aumentem a segurança no serviço de transporte em toda a Rússia. “O que estava sendo feito tem que ser substancialmente fortalecido”, disse ele. “Olhem este problema na escala do Estado, não apenas em relação a um único tipo de transporte em uma cidade em particular.”
O presidente americano Barack Obama condenou os atos e disse que os americanos estão unidos com os russos em oposição ao extremismo violento.
A União Europeia também condenou os atentados e ofereceu “solidariedade às autoridades russas”. O secretário-geral da Otan, Andes Fogh Rasmussen reiterou seu compromisso de lutar junto à Rússia contra o terrorismo.

Histórico
Os ataques coordenados foram os que causaram mais vítimas em Moscou desde Fevereiro de 2004, quando 40 pessoas foram mortas em uma explosão num trem de metrô lotado que se aproximava da estação de Paveletskaya.
Seis meses depois, uma extremista suicida explodiu outra bomba do lado de fora de outra estação, matando dez pessoas. Os dois atentados foram atribuídos a rebeldes chechenos.
Em Novembro, o líder rebelde checheno Doku Umarov afirmou que sua milícia havia cometido um atentado a bomba causando a morte de 26 pessoas em um trem expresso que viajava entre Moscou e São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.
O atentado ocorreu seis meses depois de o presidente Medvedev ter declarado o fim das “operações contra o terrorismo” na Chechênia, em uma tentativa de “normalizar a situação” depois de 15 anos do conflito que causou a morte de mais de 100 mil pessoas e deixou a região em ruínas.
Apesar disso, muitas repúblicas autônomas continuam sendo palco de violência na região e nos últimos dois anos, militantes islâmicos aumentaram o número de ataques nas vizinhas Inguchétia e Daguestão.


Ataques ao Metrõ de Moscou

Março de 2010: Duas extremistas suicidas explodem bombas nas estações de Lubyanka e de Park Kultury, causando a morte de 38 pessoas

Agosto de 2004: Extremista suicida explode bomba do lado de fora da estação de Rizhskaya, matando 10 pessoas

Fevereiro de 2004: Extremista suicida explode bomba na linha Zamoskoretskaya, que conecta os principais aeroportos, matando 40 pessoas

Agosto de 2000: Boma em túnel de pedestres que leva à estação de Tverskaya explode, matando 13 pessoas

Fevereiro de 2000: Explosão deixa 20 feridos na estação de Belorusskaya

Janeiro de 1998: Três pessoas ficam feridas em explosão na estação de Tretyakovskaya

Prudente fala em depoimento que dinheiro era de campanha, diz advogado

Ex-deputado foi flagrado colocando maços de dinheiro nas meias.

Ele foi um dos convocados para depor sobre o mensalão do DEM.

Robson Bonin

Do G1, em Brasília

Um dos convocados a depor sobre o mensalão do DEM de Brasília nesta segunda-feira (29), o ex-deputado Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), que aparece nas vídeos do escândalo colocando maços de dinheiro nas meias, disse à Polícia Federal que a quantia era dinheiro de campanha não contabilizado. A informação foi confirmada pelo advogado dele, Herman Barbosa.

“Não é questão de declarar inocência ou culpabilidade. É relatar os fatos como eles aconteceram. Ele manteve a mesma resposta que ele já tinha dado na Câmara: dinheiro de campanha”, afirmou o advogado ao deixar a Superintendência da PF.

A versão indicativa de um possível caixa dois de campanha já havia sido apresentada quando Prudente ainda era presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ainda segundo o advogado, o depoimento de Prudente durou meia hora e foi tranqüilo. O ex-deputado respondeu a todas as perguntas formuladas pelo delegado Alfredo Junqueira sempre negando participação no suposto esquema: “Respondeu todas as perguntas que foram feitas pela autoridade policial. Ele não participou de esquema nenhum.”

O advogado também afirmou que o nome do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) também foi citado por Prudente no depoimento. Herman só não revelou as circunstâncias em que o nome de Arruda foi citado. “O nome do ex-governador é sempre mencionado, porque é o governo dele, mas foi mencionado circunstancialmente. É difícil porque eu acabo não sendo fiel ao que o ex-deputado disse”, afirmou Herman.

Primeiro dia O primeiro dia de interrogatórios no inquérito do mensalão do DEM de Brasília terminou com saldo de três depoimentos prestados. Levantamento da Polícia Federal divulgado no final da tarde desta segunda mostra que além de Prudente, apenas o empresário Alcyr Collaço e o ex-secretário de Educação do DF José Luiz Valente responderam às perguntas elaboradas pelo delegado Alfredo Junqueira.

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) seguiu orientação dos advogados e permaneceu calado. O advogado Nélio Machado disse que só permitiria as declarações de Arruda depois de tomar conhecimento da íntegra das evidências reunidas no inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Seguiram o mesmo caminho do silêncio o ex-secretário de Comunicação do DF Welligton Moraes, o ex-assessor da secretaria de Educação do DF Gibrail Gebrim, o ex-sub-secretário de Justiça e Cidadania do DF Luiz França e Marcelo Carvalho, homem de confiança do ex-vice-governador Paulo Octávio. A PF não revelou como foi o depoimento do empresário José Abdon Bucar.

O ex-chefe da Casa Civil do DF José Geraldo Maciel e o ex-assessor de imprensa de Arruda Omésio Pontes pediram autorização para não prestar depoimento. A PF informou ainda que o empresário Renato Malcotti também foi convocado e não respondeu às perguntas.

Na manhã desta segunda, a PF havia divulgado relação com 11 depoimentos, sem a presença de Malcotti. A lista com os convocados para o segundo dia de interrogatórios só será divulgada nesta terça-feira (30).
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