02 abril 2010

Filme sobre romance gay entre judeus ortodoxos estreia em SP

O polêmico 'Pecado da carne' foi destaque de mostra em Cannes.

Longa rendeu a Zohar Strauss prêmio de melhor ator em Israel.

Destaque da mostra paralela “Um certo olhar” na última edição do Festival de Cannes, o polêmico “Pecado da carne” estreia em São Paulo neste final de semana. O drama dirigido por Haim Tabakman mostra a história de amor entre dois judeus ortodoxos e o preconceito que sofrem na comunidade onde moram, em Jerusalém.

Casado e pai de quatro filhos, o quarentão Aaron (Zohar Strauss) é um comerciante próspero, que cuida do açougue kosher que herdou da família. Ele vê sua vida mudar com a chegada do universitário Ezri (Ran Danker, galã da TV israelense), por quem sente uma atração imediata.

Apesar de reprimirem seus desejos, os rapazes passam a conviver de forma intensa, despertando rejeição entre os moradores ultra-conservadores de Meah Shearim. Quando é chamado por um rabino que tenta tirar satisfações sobre sua conduta, Aaron responde que antes de conhecer o estudante se sentia "um homem morto".

Diferente do vencedor do Oscar "Brokeback mountain" (2005), o foco principal de "Pecado da carne" não é conflito pessoal do casal protagonista ao se defrontar com a redescoberta da sexualidade. O diretor estreante Haim Tabakman parece mais preocupado em mostrar reação violenta dos judeus ortodoxos mediante o romance entre dois homens.

Co-produção entre Israel, França e Alemanha, o longa foi bem recebido pela crítica francesa e no Festival de Toronto, em 2009. Em Israel, Strauss recebeu o prêmio de melhor ator no Jerusalém Film Festival.

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1241052-7822-VEJA+O+TRAILER+DE+O+PECADO+DA+CARNE+SEM+LEGENDAS,00.html

O Sentido da Páscoa

A palavra PÁSCOA significa "passagem", tanto para os judeus quanto para os Cristãos.

No sentido Judaico, a Páscoa (Êxodo 12:18,19; 13:3-10) é a comemoração da saída do povo de Israel da escravidão do Egito. Começa no décimo quarto, à tarde- isto é, no princípio de décimo quinto dia de Abide ou Nisã, com a refeição sacrificial, quando um cordeiro ou um cabrito inteiro era assado e comido pelos membros duma família com ervas amargas e pães ázimos (sem fermento); nessa ocasião o chefe da família contava a história da redenção do Egito. Os sacrifícios significavam expiação e dedicação; as ervas amargas faziam lembrar da amargura da servidão egípcia; os pães ázimos simbolizavam a pureza (Lev.2:11).

Para os cristãos (católicos e protestantes) a Páscoa simboliza a morte vicária (substitutiva, ou seja, Jesus morreu em nosso lugar para nossa redenção) de Cristo, bem como a promessa de ressurreição e 2a vinda (parousia). Segundo a fonte da Internet (www.zog.com.br) "em 325 d.C., o Conselho de Nicea, composto por membros da Igreja católica, criou a Tabela eclesiástica, baseada na "Lua Eclesiástica", imaginária. Na verdade, o Dia da Páscoa, e o primeiro Domingo depois da Lua Cheia Eclesiástica que ocorre após 21 de março, dia do Equinócio, que é quando o sol passa por sobre a linha da Equador. A Quarta-feira de cinzas acontece 46 dias antes da Páscoa, portanto, a Terça-feira de Carnaval, último dia da festa pagã antes da quaresma." Portanto a celebração da Páscoa é móvel de ano para ano (2000-em 23/04; 2001-em 15/04; 2002-em31/03; 2003-em 20/04; 2004-em 11/04; 2005-em 27/03)

Fica uma questão central: Qual o seu verdadeiro significado religioso e político da páscoa para hoje ?

Quando partimos destes pressupostos teológicos, podemos afirmar que:

1. A Páscoa tem o sentido de libertação. O maior ato de injustiça é a forma com que um ser humano subjuga o seu semelhante, através da escravidão. Hoje existem várias formas de escravidão: o salário mínimo de FHC de R$ 180,00; a obscuridade dos gastos públicos, bem como prestações de contas duvidosas (Quem sabe que com a Lei de Responsabilidade Fiscal isto possa ser modificado ?), a corrupção e impunidade nos altos escalões do Governo, a ganância pelos juros dos empresários sonegadores e corruptos, etc. Diante da falta de responsabilidade social dos líderes judeus de sua época, Jesus afirmou: "Em verdade vos digo que, quando o fizestes (injustiça social) a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" Mat.25:40. E o destino destes que escravizam é o "fogo eterno". Mas aos pequeninos, disse Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João 8:32

2. A Páscoa tem o sentido de ressurreição. Jesus disse que ele mesmo é a ressurreição e a vida (João 11:25). A ressurreição hoje é a possibilidade do operariado sair de seu flagelo social e ter uma condição digna de sobrevivência e quando as distribuições de riquezas são mais justas. Se nós pudéssemos reduzir a população do mundo inteiro a uma aldeia de 100 pessoas, mantendo as proporções de todos os povos existentes no mundo, esta aldeia seria composta desta forma: 57 asiáticas; 21 europeus; 14 americanos (América do Norte e Sul); 8 Africanos, 52 mulheres; 48 homens; 70 não seriam brancos; 30 seriam brancos; 70 não seriam cristãos, 30 seriam cristãos, 59% da riqueza no mundo seria possuída por 6 pessoas e todas elas seriam norte-americanas; 80 morariam em casas sem nenhuma condição de habitação, 50 sofreriam de desnutrição, 1 estaria para morrer, 1 estaria para nascer, 1 possuiria um computador, 1 teria concluído o curso superior. Para e pense sobre isto.

3. A Páscoa tem sentido de renovação. A Páscoa não é uma liturgia fúnebre, mas a Celebração da Vida e da Esperança Cristã. Jesus veio ao mundo para que tivéssemos vida e vida em abundância (João10:10), bem como vida eterna (João 3:16) "Se alguém está em Cristo, uma nova Criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo" II Cor.5:15. Renovação hoje, significa condições mínimas de educação, saúde, trabalho e habitação.

Nossa conclusão é uma oração: "Ó Senhor, nosso Deus, dá-nos a graça de te desejar com todo o nosso coração; e que o nosso desejo nos leve a buscar-te e a encontrar-te; e que, encontrando-te, possamos amar-te. E que, amando-te, possamos odiar aqueles pecados de que nos redimistes." Santo Anselmo.

© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.

Fonte:© 1997-2009 Mundo dos Filósofos.com.br.

Nova ministra do Meio Ambiente assume cargo

Izabella Teixeira substitui Carlos Minc, que concorrerá a uma vaga de deputado estadual no Rio
A nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ex-secretária-executiva da pasta, assumiu o cargo nesta quarta-feira (31/03) em Brasília. Após 22 meses, Carlos Minc deixa o ministério para concorrer às eleições de outubro como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro. Bióloga e doutora em planejamento ambiental, Izabella Teixeira é funcionária de carreira do Ibama.
Izabella ressaltou que pretende concluir os projetos e programas iniciados por Minc. "Vou trabalhar duro e espero ter sucesso nas ações do MMA com a participação engajada das entidades vinculadas ao ministério". Em seu discurso, o presidente Lula disse que o licenciamento da usina de Belo Monte - aprovado na gestão de Minc - foi muito importante para o abastecimento de energia no País, e relembrou a participação proativa do Brasil em Copenhague e a queda do desmatamento na Amazônia.
Izabella destacou ainda a atuação de Carlos Minc, avaliando que o ex-ministro fortaleceu o papel do ministério na discussão e elaboração de políticas públicas no País. "Minc trabalhou com muita dedicação e lealdade, foi contestador e polêmico, mas deixou o MMA mais robusto".
Muitos ambientalistas acreditam que a gestão de Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente trouxe avanços significativos, principalmente por colocar a questão ambiental no centro das discussões de governo e tirar a pasta da situação de isolamento político.
Com o desafio de conduzir a pasta anteriormente ocupada pela ministra Marina Silva, Minc assumiu em maio de 2008 em meio a forte debate nacional sobre a questão ambiental. A redução na taxa de desmatamento foi um resultado importante. Minc influenciou para que os Estados desenvolvessem seus planos de combate ao desmatamento e liderou a proposta do Brasil de ter metas de redução de desmatamento para a Cúpula do Clima de Copenhague (COP-15).
O Fundo Amazônia, apresentado internacionalmente em Bali, em 2007, foi aprovado pelo Presidente Lula em agosto de 2008. “O início da operacionalização do Fundo Amazônia para apoio aos primeiros projetos evidencia a importância da busca de soluções para valorizar a Amazônia e acabar com o desmatamento e a degradação de nossa floresta”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
“Uma das ações de destaque da gestão Minc foi conseguir chamar atenção para o Cerrado e colocar esse bioma no debate nacional, como já ocorre com a Amazônia”, disse Hamú.
De acordo com o WWF, a frente dos licenciamentos ambientais não foi fortalecida nesse período. Em vez de caminhar para uma “economia verde”, com planos integrados e com licenças ambientais estratégicas, no caso das hidrelétricas da Amazônia, o governo continuou a discutir grandes obras de maneira isolada e sem a articulação.

Desafios

No campo internacional, em 2009, o Brasil conquistou destaque com a redução do desmatamento e o anúncio de metas voluntárias de redução da emissão de gases de efeito estufa. Na área climática, a nova ministra terá como principal desafio a continuidade e o avanço das ações já iniciadas, que incluem a revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, a articulação com os Estados na elaboração de políticas federais e estaduais, a regulamentação das compensações financeiras pela redução das emissões do desmatamento e a implementação do Fundo Clima.
Para firmar sua liderança no debate da biodiversidade, o Brasil precisará apresentar os relatórios de cumprimento das metas na Convenção da Diversidade Biológica, em outubro, em Nagóia, no Japão. O país se comprometeu a proteger 10% da área original de cada bioma e 30% da Amazônia, além de eliminar o desmatamento da Mata Atlântica e reduzir número de espécies sob ameaça, até 2010.
“Mesmo com os avanços, nem todas as políticas de desenvolvimento do governo incorporaram a premissa de um mundo diferente que precisa urgentemente inovar e mudar para uma economia mais verde e com baixas emissões de carbono. Ainda há grandes desafios no setor de energia, onde podemos esperar maiores investimentos em energia eólica, solar-térmica e em eficiência energética. E precisamos garantir que todos os avanços ambientais obtidos na última década não sejam prejudicados por tentativas de enfraquecer a legislação ambiental e o Código Florestal”, explica Cláudio Maretti, superintendente de Conservação de Programas Regionais do WWF-Brasil.

01 abril 2010

Tradição do 1° de abril está sumindo na sociedade

Especial

01.04.2010


 Sociedade tem menos tempo para brincadeiras

Há varias suposições sobre a origem do 1° de abril. O fato é que cada vez menos as pessoas estão fazendo brincadeiras umas com as outras. Praticamente só a mídia está mantendo a tradição do dia da mentira.


Ainda não se sabe ao certo quem contou a primeira mentira na história do 1° de abril. A brincadeira anual poderia remontar à época dos antigos romanos, que comemoravam na data uma grande festa em homenagem à deusa Vênus. Orgias e diversos tipos de brincadeiras faziam parte da celebração.

Segundo outra explicação, a decisão de 1530 da cidade alemã de Augsburg de unificar a moeda estatal teria exercido um papel importante para o dia da mentira. A data escolhida para a unificação da moeda foi o dia 1° de abril. No entanto, isso não aconteceu nessa data e muitos especuladores perderam dinheiro e foram acolhidos com gozação e deboche.

Reforma do calendário

Porém, a explicação mais plausível é que o rei francês Carlos 9° tenha iniciado a brincadeira do dia 1° de abril. Com a reforma do calendário gregoriano, ele estabeleceu em 1564 que o Ano Novo, até então comemorado em 1° de abril, passasse a ser comemorado em 1° de janeiro, o que não chegou aos ouvidos de muitas pessoas da época. No 1° de abril, os que sabiam zombavam daqueles que comemoravam o Ano Novo na data errada.

No início, as brincadeiras eram totalmente diferentes, sendo alteradas no decorrer da história. Nos séculos 17 e 18, as regras sociais tinham cada vez mais importância para orientar as travessuras. Dessa forma, os adultos podiam zombar das crianças, mas o contrário não era possível.

Mídias que criam histórias

Assim como muitos costumes, as piadas de abril também se transformaram ao longo do tempo. "Nossa noção de humor foi em grande parte formada pelas mídias. Nós assistimos piadas na televisão ou damos risadas de brincadeiras de rádio e temos aí uma elite funcional que, no plano midiático, está sempre recriando as piadas de abril", disse o etnólogo Gunther Hirschfelder.

E assim, nós somos enganados quase que apenas pela mídia, com notícias inventadas e histórias falsas. As mentiras da BBC são legendárias. Em 1° de abril de 1957, a emissora britânica informou sobre a colheita de espaguete no cantão suíço de Tessino. Nos seus televisores, os espectadores assistiram pasmados aos camponeses suíços colherem das árvores longos espaguetes.

Piadas clássicas tornam-se raridades

No dia-a-dia, as piadas tornaram-se raras. Para Gunther Hirschfelder, a culpa é do aumento da pressão de trabalho sobre as pessoas. Para brincadeiras, não sobra tempo. Hoje, simplesmente não há mais espaço para brincadeiras, e isso não poderia ser diferente no dia da mentira.

"Atualmente, em nossa sociedade, grande parte dos contatos são realizados em um espaço virtual, através da internet ou do telefone, e as piadas de abril quase não são mais possíveis, pois dependem do contato direto. Isso requer uma situação real e não digital", explicou Hirschfelder.
Apesar do embaraço, alguns até podem sentir falta das brincadeiras e desejar reviver os costumes do dia da mentira. Afinal, quando alguém faz uma piada conosco, quer também dizer que nos dá atenção.

Autora: Ralf Gödde (dd)
Revisão: Carlos Albuquerque



1930: Estreia o filme "O Anjo Azul"

 Marlene Dietrich interpretou Lola-Lola no famoso filme

O dia 1º de abril de 1930 foi data da pré-estreia do filme "O Anjo Azul", de Josef von Sternberg, baseado em uma obra de Heinrich Mann. O papel principal coube à berlinense Marlene Dietrich, até então quase desconhecida.

Só no mercado negro ainda havia ingressos para a estreia de O Anjo Azul (Der Blaue Engel). Até o último momento, corriam boatos de que a exibição do filme não seria autorizada.

Heinrich Mann foi o autor do romance que inspirou o roteiro do dramaturgo Carl Zuckmayer. O tema do filme – tragédia e degradação – era altamente suspeito para a época, com o nazismo em plena ascensão.

No enredo, o severo professor Unrat (Emil Jannings) descobre que seus alunos frequentavam o cabaré Anjo Azul, onde a atração principal era Lola-Lola (Marlene Dietrich). Para puni-los, segue-os à casa de espetáculos, mas acaba envolvido pela sensualidade da cantora que, pouco a pouco, arruína a sua vida.

A sedução em pessoa

O jovem diretor Joseph von Sternberg foi trazido especialmente de Hollywood para realizar o filme. Para o papel principal, logo foi escolhido Emil Jannings, ator alemão que havia protagonizado clássicos do Expressionismo e fora premiado com um Oscar no ano anterior.

Ele era um dos raros artistas que, em 1929, podia dar-se ao luxo de escolher seus papéis. Na época, seu projeto era filmar a história de Rasputin, mas acabou convencido pelo diretor Joseph von Sternberg a estrelar a adaptação do livro Professor Unrat, de Heinrich Mann, irmão do escritor Thomas Mann.

Para o papel de Lola-Lola, houve várias candidatas antes da escolha de Marlene. Assistindo a uma peça de teatro de Hans Albers, em Berlim, Sternberg descobriu num papel secundário a atriz Maria Magdalena von Losch, que tinha pouca experiência no cinema.

Ela era a tentação em pessoa, com um corpo sedutor e um sorriso irônico nos lábios. Foi imediatamente convidada para um teste de estúdio. Inicialmente, recusou por achar-se incapaz de fazer o papel de uma cínica atriz de teatro de revista, mas foi demovida pela insistência do diretor e mudou o seu nome para Marlene Dietrich.

Já durante o teste, ela demonstrou ser a escolha certa para o papel da intrigante e determinada Lola-Lola. A música do filme – uma valsa lenta e sensual – foi composta por Friedrich Holländer e interpretada por Marlene: "Sou feita para o amor da cabeça aos pés". Ninguém podia imaginar o sucesso que teria O Anjo Azul (duração: 103 minutos).

O filme transformou-se em obra-prima da transição do Expressionismo para o Realismo Alemão e projetou Dietrich para o mundo, valendo-lhe um contrato para outros cinco filmes com Sternberg nos estúdios da Paramount, em Hollywood.

A criação do mito

Segundo o crítico de cinema Rubem Biáfora, trata-se de uma obra-prima do realismo fantástico de Sternberg, com seu típico cenário barroco, refinamento fotográfico e atmosfera de neblina. O Anjo Azul também contribuiu para criar a nova estética do cinema audiovisual, dando ao som grande importância dramática. E, é óbvio, criou o mito Marlene Dietrich (1901–1992).

Ela foi, na opinião dos críticos, a encarnação definitiva da vamp, a sedutora e devoradora de homens. O escritor Ernest Hemingway, apaixonado por Marlene, escreveu que ela podia derreter um homem com um levantar de sobrancelhas e destruir uma rival com o olhar.

A própria Marlene tentou polir esse mito numa autobiografia e no livro de pensamentos O ABC de Marlene Dietrich, em que, entre outras coisas curiosas, define vício como "o que as outras pessoas têm".

A filha, Maria Riva, desmitificou a atriz. Num livro publicado em 1993, um ano após a morte de Marlene, em Paris, traçou um retrato devastador da mãe como mulher fria e violenta, que transformou a vida da filha num inferno. Apesar disso, o mito continua.

Peter Philipp (gh)

Estreia: Direto em DVD - 01 de abril

Herança Paranormal
 (The Skeptic)

Gênero: Suspense

Elenco: Tim Daly, Tom Arnold, Zoe Saldana, Edward Herrmann, Andrea Roth, Robert Prosky, Bruce Altman.
Direção: Tennyson Bardwell
Duração: 88 min.
Distribuidora: Paramount/Dreamworks Pictures

Sinopse: Após a misteriosa morte de sua tia, Bryan Becket (Tim Daly), um advogado extremamente realista, despreza os relatos de que a casa dela é mal-assombrada e se muda para lá. Logo começam a acontecer coisas que ele não consegue explicar. Além dos acontecimentos, há algo sobre a casa que envolve Becket: ele sente uma estranha ligação com o passado da casa. Logo, ele ouve vozes sugerindo pistas de um profundo mistério. Questionando sua sanidade, ele procura ajuda médica, mas em vez disso encontra uma jovem paranormal (Zoe Saldana) que imediatamente diz que há um segredo muito ruim naquela casa. Juntos, eles embarcam numa jornada aterrorizante para descobrir o segredo, uma viagem que os leva aos profundos recantos da mente cética e perturbada do próprio Becket.


Jogo de Mentiras
 (Moment Of Truth)

Gênero: Ação


Elenco: Melissa Leo, Thomas Haden Church, Elizabeth Shue.
Direção: Jake Goldberg
Duração: 88 min.
Distribuidora: Paramount/Dreamworks Pictures

Sinopse: Quando Don McKay, um tranqüilo zelador de colégio, recebe uma carta dizendo que Sonny, sua amada de infância, está mortalmente doente, ele volta correndo à sua cidade natal. Imediatamente eles reatam o antigo romance, mas obscuros personagens do problemático passado de Sonny começam a aparecer e logo Don se vê enredado num jogo de crime, traição e mistério. Mas quando nada é o que parece... até mentiras se tornam verdade!

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.

Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...

O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?

Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:

Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:

Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

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