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05 setembro 2011

Bicho do Mato leva crianças à natureza


Projeto apresenta informações sobre o meio ambiente a estudantes da rede municipal e estadual

Fabiano Ormaneze  Agência Anhangüera de Notícias 
04/08/2011 - 08h26 . 



O grupo de crianças se reúne em roda debaixo de uma árvore e ali começam as perguntas das educadoras que as acompanham: “O que é meio ambiente?”, questiona uma delas. Um dos garotos se apressa em responder: “São as florestas, as matas”. Com isso, vem a oportunidade de deixar o conceito mais claro. “Fazem parte também do meio ambiente todos os espaços em que convivemos, as praças, as matas, nosso quintal, todos os lugares onde estamos”, explica a educadora ambiental Maria do Carmo Barreto Barros. 

Assim, com bate-papo e ações de transformação dos espaços, o projeto Bicho do Mato, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Campinas, leva informação e propostas de sustentabilidade a estudantes das séries iniciais das redes municipal e estadual. 

Cerca de 850 crianças e pré-adolescentes entre 5 e 14 anos participam do projeto, atualmente desenvolvido em cinco instituições, entre escolas, creches e organizações não governamentais (ONGs). Os locais em que o projeto é realizado ficam em áreas beneficiadas por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a ideia da Prefeitura ao lançar o projeto foi possibilitar uma contrapartida que pudesse auxiliar no processo de melhoria de vida da população, uma iniciativa do governo federal. “Essas crianças vivem em meio a mudanças substanciais de qualidade de vida por causa do PAC, mas é preciso mostrar que é necessário um envolvimento de todos, com atitudes concretas, que possam dar continuidade às melhorias e mantê-las”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente Paulo Sérgio Garcia de Oliveira. 

A cena que abriu esse texto ocorreu na manhã de ontem(04/08/11) na Escola Estadual Regina Coutinho, na Vila Nogueira, que recepciona o projeto Bicho do Mato a partir deste mês. Como nos outros quatro locais, serão desenvolvidas diversas atividades com os estudantes, sempre com foco na conscientização da comunidade. Durante o contato com a garotada, tudo pode ser aproveitado para um ensinamento. Se um menino colhe uma flor no jardim da escola, por exemplo, Maria do Carmo aproveita para explicar a importância de as flores continuarem nas plantas, para ajudarem na continuidade da espécie, por meio da polinização e, depois, quando caírem, servirem de adubo orgânico. “A ideia é sempre transmitir informações para que as crianças possam aproveitar em casa e multiplicarem aos pais e familiares”, afirma Maria do Carmo. 

Atividades No caso da escola Regina Coutinho, o Bicho do Mato, além das dinâmicas sobre a fauna, a flora, a preservação e a reciclagem, vai recuperar uma nascente localizada na área do colégio. A ideia é transformar a água que nasce ali e que, no momento, está canalizada e não é aproveitada, em um lago, para observação de ciclos de vida e aulas práticas. Desde que iniciado nas escolas ou ONGs, o projeto Bicho do Mato não tem previsão de término e conta com visitas semanais das educadoras ambientais. “Queremos transmitir a ideia de que os recursos naturais são finitos e que os cuidados com o meio ambiente devem começar em casa. Ainda há um conceito equivocado com muitos alunos de que a natureza é algo distante, que só se vê em parques ou em matas”, afirma a educadora ambiental Elisângela Cristina Pereira Lopes. O nome do projeto foi escolhido justamente com a finalidade de ajudar a difundir um conceito mais adequado. “Os bichos do mato conhecem bem o lugar que habitam e vivem em harmonia com o seu espaço, sem prejudicá-lo. Queremos que as crianças entendam que a cidade é o espaço que elas têm para viver e precisam cuidar bem”, explica Elisângela. De forma prática ou por meio de um bate-papo, durante os encontros com os estudantes, são transmitidos conhecimentos sobre solo, espécies animais e vegetais, maus tratos e posse responsável de bichos, água, cultura indígena, combate ao vandalismo e à depredação, além de informações sobre os biomas brasileiros e as principais características da vegetação na região de Campinas e hábitos de vida saudável. Entre as dinâmicas, estão a montagem de composteiras e até de canteiros, usando como base para o plantio garrafas do tipo PET. Em cada escola participante, os diretores também podem indicar temas que acreditem necessários, a partir da constatação de problemas ou dificuldades de alunos. Na Regina Coutinho, por exemplo, foram incluídas dinâmicas sobre higiene bucal. “Como estamos próximos ao Parque Taquaral, nossa escola fica em uma área com muito verde. A vinda do Projeto Bicho do Mato para cá vai nos auxiliar, não só a tratar da temática ambiental, mas a tornar o dia a dia das crianças mais saudável”, explica o vice-diretor da escola, César Eduardo Vaz.

Alunos levam experiências para casa
As crianças participantes do Projeto Bicho do Mato ficam com boas lembranças das visitas das educadoras ambientais às escolas e instituições. Wanderci Pedroso da Silva, de 9 anos, por exemplo, já sabe da importância da reciclagem. “Dá para reaproveitar muita coisa, ao invés de jogar tudo no lixo. Todo mundo precisa evitar o desperdício e cuidar das plantas e animais. Tudo isso faz parte do meio ambiente”, diz o garoto. Isabela Vitória Petrin, de 9 anos, diz que adora contar em casa tudo o que aprende no projeto. “Fizemos um terrário, que foi muito legal. Deu para ver direitinho como as plantas crescem”, explica a menina, se referindo à prática de deixar com que sementes germinem em recipientes para que os alunos possam observar o ciclo de vida dos vegetais. (FO/AAN)

Áreas alvo de obras do PAC são atendidas pelo projeto
Como o Bicho do Mato é um projeto lançado pela Secretaria de Meio Ambiente como contrapartida às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as duas áreas da cidade beneficiadas pela iniciativa do governo federal, o Parque Anhumas e a região do Aeroporto Internacional de Viracopos, estão sendo atendidas pelo projeto. Na região do Anhumas, as crianças e os adolescentes participantes do Bicho do Mato estão na Escola Municipal Recanto da Alegria e na Escola Estadual Regina Coutinho. Um grupo de terceira idade que se reúne no Centro de Saúde São Quirino também foi incluído no programa das visitas das educadoras ambientais, principalmente, para passeios guiados por áreas verdes e de preservação ambiental. Na região do Anhumas, as obras do PAC incluem a construção de moradia para população de baixa renda, a recomposição da margem do córrego, a pavimentação do bairro Gênesis e a construção de praças, playgrounds e centro comunitário. Na área próxima a Viracopos, as crianças e os adolescentes do Bicho do Mato estão na Fundação Douglas Andreani, no Parque Oziel, e na Nave-Mãe do Jardim Fernanda. Nessa região, com dificuldades ainda maiores que a primeira, as obras do PAC incluem pavimentação e drenagem de itinerários de ônibus, obras de saneamento, construção de casas populares e centro de saúde, além da regularização dos terrenos. O PAC foi lançado em 2007 pelo governo federal e engloba uma série de políticas econômicas para os anos seguintes, com objetivo de acelerar o desenvolvimento. (FO/AAN)

24 junho 2011

Ele disse que ia me matar bem devagar', diz agricultora jurada de morte na Amazônia

Atualizado em  22 de junho, 2011 - 07:07 (Brasília) 10:07 GMT
Na Amazônia e em outros locais da região norte, 21 agricultores foram mortos em 2010
"Ele disse que ia me matar bem devagar." Essa foi a mensagem que um pistoleiro fez chegar a Nilcilene Miguel de Lima, 45 anos, através de sua cunhada em maio.
A produtora rural assentada pelo Incra há sete anos em Lábrea, cidade no Amazonas próxima à fronteira com o Acre e Rondônia, fugiu da própria casa e hoje está escondida sob a proteção da Pastoral da Terra por conta de ameaças de morte na região.

"Meu sonho era ter uma terra minha e eu consegui isso. Mas já me espancaram, queimaram minha casa, minhas plantações. Tudo isso que sofri e até hoje nada foi feito", disse Nilcilene em entrevista à BBC Brasil.Desde maio, cinco produtores rurais foram assassinados na região Norte do país, e Nilcilene não quer ser a próxima vítima.
"Eu quero voltar, reconstruir tudo, mas não vou mais aguentar, porque sei que vou morrer. Não sei se um dia vou ter uma vida tranquila lá e de pensar nisso estou ficando doente."
Ela e o marido, Raimundo de Oliveira, constam de uma lista de agricultores jurados de morte na região. Os nomes foram repassados pela Comissão Pastoral da Terra ao governo, que criou um gabinete de crise para lidar com o problema.
Enquanto Nilcilene está escondida, Raimundo continua em Lábrea. "Ele está correndo um risco muito grande, mas diz que só sai de lá enrolado em uma lona."
'Morte lenta'
A agricultora conta que a tensão vem lhe causando diversos problemas de saúde, como pressão alta e necessidade de tomar remédio para dormir. "É tanta dor de cabeça, tanto nervoso, sinto dor em tudo. Parece que minha carne está caindo dos ossos."
"
Eu quero voltar, reconstruir tudo, mas não vou mais aguentar, porque sei que vou morrer. Não sei se um dia vou ter uma vida tranquila lá e de pensar nisso estou ficando doente."
Nilcilene Miguel de Lima, produtora rural
Presidente da associação de agricultores familiares de Lábrea, Nilcilene conta que sua situação se agravou em maio, quando o Ibama fez apreensões na região e madeireiros acreditaram que ela havia feito a denúncia ao órgão.
A mando de um madeireiro da região, conta, um pistoleiro permaneceu três dias de tocaia nas proximidades de sua casa. Como Nilcilene não aparecia, resolveu abordar uma cunhada que sempre a acompanhava.
"Ele disse que minha cunhada estava atrapalhando e que se não saísse de perto de mim, ia morrer também. E disse que ia me matar bem devagar", diz Nilcilene.
A agricultora diz ainda que tentou, em vão, recorrer à polícia e às autoridades locais contra as ameaças.
Entretanto, a delegacia de uma cidade vizinha não permitiu que ela fizesse o boletim de ocorrência. O mesmo ocorreu em Extrema, já em Rondônia, onde inicialmente alegaram que ela deveria fazer o registro no Estado do Amazonas.
Após insistir, Nilcilene conseguiu fazer o BO, mas não houve menção ao conflito nem às agressões por parte do madeireiro.
O caso está sendo analisado pela Secretaria de Direitos Humanos e o suposto mandante da tentativa de assassinato contra ela está sendo investigado pela polícia local.
Entretanto, a agricultora lamenta a impunidade que deixa à solta os mandantes de crimes contra pequenos produtores rurais.
"Quem manda lá (na Amazônia) são os madeireiros. Não tem Estado, não tem Justiça, não tem (Ministério do) Meio Ambiente, não tem autoridade nenhuma."
Violência
As ameaças contra Nilcilene já vinham ocorrendo desde o ano passado e entram nas estatísticas da Pastoral, que registram um recrudescimento da violência agrária em 2010.
De acordo com o levantamento, 34 agricultores ou ambientalistas foram assassinados no ano passado, um número 30% maior que em 2009, quando foram registradas 26 mortes no campo. Em 2008 foram 28 assassinatos.
"
Não podemos ter policiais lá eternamente. É preciso criar alternativas para que essas pessoas continuem em suas terras com segurança, com medidas como aceleração da reforma agrária feita de maneira sustentável."
Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública
A região Norte é a mais violenta nesses casos, já que em 2010 concentrou 21 desses crimes. Apenas no Pará houve 18 mortes, número 100% maior que as nove de um ano antes.
Em segundo lugar está a região Nordeste, onde 12 pessoas foram mortas no campo no ano passado.
Além das mortes, foram registradas no ano passado em todo o Brasil 55 tentativas de assassinato, 4 pessoas torturadas, 88 presas e 90 agredidas. Outros 125 agricultores e ativistas ambientais foram ameaçados de morte.
Depois da recente onda de assassinatos no Norte, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação de um grupo interministerial para discutir os problemas de violência no campo.
O grupo é integrado pela Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria Geral da Presidência, além dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e do Gabinete de Segurança Institucional.
Entre as medidas anunciadas estão a liberação de R$ 500 mil para serem direcionados ao Incra no Pará e no Amazonas e a intensificação do combate ao desmatamento na região amazônica.
Denúncia
Para a porta-voz da comissão interministerial, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, é vital que pessoas ameaçadas, como Nilcilene, entrem em contato com o serviço de disque denúncia, ligado à Secretaria dos Direitos Humanos.
Questionada sobre o fato de a agricultora ter enfrentado dificuldades em registrar o caso com as autoridades locais, a secretária ressaltou que os policiais não poderiam ter se recusado a lavrar um boletim de ocorrência. Regina Miki admite que pode ter havido interferência de policiais corruptos da região.
Miki, que integra a área de contenção de crise no grupo, afirma que a opção da secretaria foi a de proteção coletiva dos ameaçados. "Fazemos a segurança pessoal quando a ameaça é mais iminente", disse a secretária à BBC Brasil.
Segundo ela, para proteger todas as pessoas ameaçadas seria necessária a utilização de quase todo o efetivo da Polícia Federal.
A Pastoral da Terra, no entanto, acredita que não é a segurança pessoal dos ameaçados que resolverá o problema, e sim a investigação dos crimes e o fim da impunidade.
A secretária explica que atualmente a comissão está fazendo uma checagem in loco da situação de todas as pessoas listadas pela organização. Enquanto o braço civil da secretaria ajuda no auxílio às investigações dos assassinatos, o militar faz o monitoramento das regiões mais críticas.
Miki afirma que os próximos passos incluem políticas de longo prazo desenvolvidas pelo Ministério da Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente.
"Não podemos ter policiais lá eternamente. É preciso criar alternativas para que essas pessoas continuem em suas terras com segurança, com medidas como aceleração da reforma agrária feita de maneira sustentável."

22 fevereiro 2011

Energia limpa obtida do sol é oportunidade para a África

Instalações solares poderiam reduzir rapidamente a emissão de CO2A energia solar limpa vinda do deserto poderá superar instalações poluentes movidas a carvão, bem como usinas nucleares. Em particular na África, onde as condições de incidência solar são excelentes.

Quando o assunto é África, frequentemente os noticiários abordam a falta de alimentos, deficiências na educação e a falta de condições para uma vida saudável. Uma coisa, porém, o continente tem de sobra: o sol.

E é por esse motivo que a energia solar poderia resultar em uma mudança expressiva para o continente – tanto em termos econômicos, quanto sociais. Hoje, tal estimativa é compartilhada simultaneamente por pesquisadores, ambientalistas e profissionais de ajuda ao desenvolvimento.

Fatos e números

De acordo com a Agência Internacional de Energia, o sol irradia permanentemente mais de 120 mil terawatts para a superfície terrestre. Isso corresponde ao desempenho de 100 milhões de grandes usinas atômicas. A luz solar oferece 7.700 vezes mais energia do que toda a demanda mundial medida em 2006 (136 mil terawatts-hora).

Em decorrência da forte incidência solar em diversos países africanos, o continente apresenta condições particularmente boas para produzir energia a partir dos raios solares. Conforme os cálculos da organização ambientalista Greenpeace, se apenas 2% da área do deserto do Saara fossem ocupados por plantas solares, seria possível suprir toda a demanda energética do planeta.
Altos custos de lançamento

O principal obstáculo para uma ampla captação de energia solar na África, de acordo com as estimativas de especialistas, ainda são os altos custos para a construção da planta solar – tanto o sistema fotovoltaico, quanto o termossolar. Quando se trata de um projeto desse gênero, os investimentos são muito altos, ainda que a geração posterior de energia seja praticamente gratuita, explica Frank Asbeck, diretor da construtora alemã de plantas solares SolarWorld, de Bonn.

Quem opta por combustíveis poluentes, como o querosene ou o diesel, paga nitidamente mais pela mesma quantia de energia, mas esse montante é distribuído em gastos menores, diz. Esse é um dos fatores que leva principalmente os países mais pobres a dar preferência às usinas que prejudicam o meio ambiente.

Em função disso, o Greenpeace propõe um maior esforço político e financeiro dos países desenvolvidos, especialmente os europeus, para amparar a técnica solar na África. Entre eles, por exemplo, o governo alemão estaria promovendo a inovação de usinas termossolares com um orçamento de pesquisa de 8 milhões de euros. No desenvolvimento da tecnologia nuclear, no entanto, seriam investidos pelo país mais de 130 milhões de euros anualmente, reclama.

Andree Böhling, especialista em energia do Greenpeace, pondera: "Na realidade, a Alemanha não depende de importações de energia solar da África, mas considerando os enormes problemas climáticos e energéticos que temos, é necessário que nos abstenhamos o quanto antes de fontes de energia fósseis como o carvão e o gás – evidentemente, também da atômica – e foquemos nas renováveis."

As instalações solares africanas poderiam ser uma boa contribuição para incentivar a utilização de energias limpas, afirma Böhling.

"Tecnologicamente, não há desafio"

Enquanto falta, acima de tudo, dinheiro e determinação política, os engenheiros não veem dificuldade técnica alguma em construir usinas termossolares ou sistemas fotovoltaicos na África. "Hoje em dia, há modernas usinas de energia movidas a gás ou petróleo no Egito, no Marrocos, na Líbia e em outros países [do norte da África]. Comparado a elas, as usinas termossolares ou os sistemas fotovoltaicos não são uma tecnologia complicada", explica o pesquisador solar Robert Pitz-Paal do Centro Aeroespacial Alemão, DLR. "Tecnologicamente, isso não é um desafio", diz.

Entre uma série de parcerias, o DLR trabalha no Projeto Desertec, que pretende instalar usinas na região do cinturão colar africano, a fim de gerar energia "verde" para a África, Oriente Médio e Europa.

Limpa e ecológica

Se as usinas poluentes fossem substituídas pelas solares, o benefício climático seria imenso. Um estudo do Greenpeace mostra que as usinas termossolares planejadas de acordo com o conceito da Desertec no Saara poderiam prevenir a emissão de 4,7 bilhões de toneladas de CO2 até o ano 2050. Essa economia equivale a seis vezes o volume total de CO2 produzido pela Alemanha atualmente.
Vantagens para a África

A geração de energia através da força solar também poderia resolver grandes problemas no próprio continente africano. Lá, mais de meio bilhão de pessoas não têm um abastecimento constante de energia elétrica, o que prejudica o desenvolvimento econômico e social. Os custos de produção são mais altos do que em outros lugares, afetando negativamente a competitividade de países africanos no mercado mundial. Uma energia solar barata não apenas possibilitaria um melhor atendimento à saúde, comunicação, informação e educação, como também é um pré-requisito para unidades de produção competitivas no mercado mundial.

Horizonte de tempo

Resta a pergunta: Quando os africanos estariam prontos para se tornarem fornecedores de energia limpa para si próprios e para os outros? O especialista Böhling, do Greenpeace, afirma que parte disso poderia estar em andamento já em dez anos. Por outro lado, o pesquisador de tecnologia solar Pitz-Paal é mais cauteloso e acredita que irá demorar mais de 20 anos até que nas tomadas alemãs corra eletricidade vinda da África.

Autor: Martin Schrader (mdm)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Comentário
Você acredita que o uso eficiente da energia solar possa mudar a vida no mundo?

24 julho 2010

Grandalhão e gelado

Montanha na água


Entenda o que é um iceberg e como esses gigantes blocos de gelo se formam 

Nos mares mais frios da Terra, há imensas montanhas flutuantes totalmente feitas de gelo: são os icebergs. Para ganhar esse nome, um bloco de gelo precisa ter, no mínimo, 10 metros de comprimento e 5 metros de altura. Isso só na parte que fica para fora da água, pois a parte submersa é muito maior.

Os icebergs surgem quando blocos de gelo se soltam das geleiras que cobrem a Antártida, no sul do planeta, ou o Ártico, no norte. Isso acontece quando as marés ou o calor provocam rachaduras na massa gigantesca de gelo.

Essas geleiras foram formadas pela neve que se acumulou durante milhões de anos. Por isso, elas são feitas de água doce, que veio de rios, e não de água do mar. E sabe como um bloco de gelo tão grande e pesado consegue flutuar?

É que o peso de água que um iceberg desloca ao seu redor é maior que seu próprio peso, o que faz com que ele flutue.

VOCE SABIA QUE…

- Um pinguim pula até 1,85 metro de altura para subir em um iceberg?
- O maior iceberg do mundo tem cerca de 110 quilômetros de extensão por 20 de largura? Ele é maior do que o município de São Paulo e se soltou de uma geleira depois de uma tempestade.
- Muitos bichos descansam e procuram alimento nesses blocos de gelo.
- O nome iceberg vem do termo em holandês “ijsberg” e quer dizer montanha de gelo.
- A parte submersa do iceberg é muito maior do que a que aparece na superfície.

VIDA NO GELO

Enquanto os icebergs flutuam, parte deles se derrete, liberando uma água rica em nutrientes que alimentam bichinhos chamados krill, que são o alimento favorito de pinguins, focas e baleias. Esses blocos de gelo abrigam ainda peixes, que se escondem em suas fendas, e aves que param sobre eles.

O aquecimento da Terra está acelerando o derretimento de geleiras e icebergs. Isso aumenta o nível dos oceanos, interfere na temperatura e na concentração de sal da água e pode ser uma ameaça para plantas e bichos de todo o planeta.

Maria Carolina Cristianini


CONSULTORIA: ALBERTO WAINGORT SETZER (pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), FERNANDA CANILE (pesquisadora do Centro de Pesquisas Antárticas da USP) e RICARDO DE CAMARGO (prof. do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP).

Recreio14/01/2010

15 julho 2010

Você recebe a encomenda, corta a caixa em pedacinhos e... planta

 Imagine se ao invés de reciclar, você pudesse plantar as caixas de papelao em que recebe suas encomendas? É isso que a marca Life Box proporciona - o material usado para a confecçao das caixas contém sementes de árvores e esporos de fungos, e você pode simplesmente despedaçar a caixa, plantar os pedaços e regar para ver florescer a sua mudinha. A simbiose entre os fungos e as mudas de árvores permite um melhor desenvolvimento da plantinha, que depois de crescida deve ser transplantada para um local definitivo. O conjunto com 10 caixas sai por USD 33. A dica (ecológica) é do Cool Hunting. 

Jacqueline Lafloufa

02 abril 2010

Nova ministra do Meio Ambiente assume cargo

Izabella Teixeira substitui Carlos Minc, que concorrerá a uma vaga de deputado estadual no Rio
A nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ex-secretária-executiva da pasta, assumiu o cargo nesta quarta-feira (31/03) em Brasília. Após 22 meses, Carlos Minc deixa o ministério para concorrer às eleições de outubro como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro. Bióloga e doutora em planejamento ambiental, Izabella Teixeira é funcionária de carreira do Ibama.
Izabella ressaltou que pretende concluir os projetos e programas iniciados por Minc. "Vou trabalhar duro e espero ter sucesso nas ações do MMA com a participação engajada das entidades vinculadas ao ministério". Em seu discurso, o presidente Lula disse que o licenciamento da usina de Belo Monte - aprovado na gestão de Minc - foi muito importante para o abastecimento de energia no País, e relembrou a participação proativa do Brasil em Copenhague e a queda do desmatamento na Amazônia.
Izabella destacou ainda a atuação de Carlos Minc, avaliando que o ex-ministro fortaleceu o papel do ministério na discussão e elaboração de políticas públicas no País. "Minc trabalhou com muita dedicação e lealdade, foi contestador e polêmico, mas deixou o MMA mais robusto".
Muitos ambientalistas acreditam que a gestão de Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente trouxe avanços significativos, principalmente por colocar a questão ambiental no centro das discussões de governo e tirar a pasta da situação de isolamento político.
Com o desafio de conduzir a pasta anteriormente ocupada pela ministra Marina Silva, Minc assumiu em maio de 2008 em meio a forte debate nacional sobre a questão ambiental. A redução na taxa de desmatamento foi um resultado importante. Minc influenciou para que os Estados desenvolvessem seus planos de combate ao desmatamento e liderou a proposta do Brasil de ter metas de redução de desmatamento para a Cúpula do Clima de Copenhague (COP-15).
O Fundo Amazônia, apresentado internacionalmente em Bali, em 2007, foi aprovado pelo Presidente Lula em agosto de 2008. “O início da operacionalização do Fundo Amazônia para apoio aos primeiros projetos evidencia a importância da busca de soluções para valorizar a Amazônia e acabar com o desmatamento e a degradação de nossa floresta”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
“Uma das ações de destaque da gestão Minc foi conseguir chamar atenção para o Cerrado e colocar esse bioma no debate nacional, como já ocorre com a Amazônia”, disse Hamú.
De acordo com o WWF, a frente dos licenciamentos ambientais não foi fortalecida nesse período. Em vez de caminhar para uma “economia verde”, com planos integrados e com licenças ambientais estratégicas, no caso das hidrelétricas da Amazônia, o governo continuou a discutir grandes obras de maneira isolada e sem a articulação.

Desafios

No campo internacional, em 2009, o Brasil conquistou destaque com a redução do desmatamento e o anúncio de metas voluntárias de redução da emissão de gases de efeito estufa. Na área climática, a nova ministra terá como principal desafio a continuidade e o avanço das ações já iniciadas, que incluem a revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, a articulação com os Estados na elaboração de políticas federais e estaduais, a regulamentação das compensações financeiras pela redução das emissões do desmatamento e a implementação do Fundo Clima.
Para firmar sua liderança no debate da biodiversidade, o Brasil precisará apresentar os relatórios de cumprimento das metas na Convenção da Diversidade Biológica, em outubro, em Nagóia, no Japão. O país se comprometeu a proteger 10% da área original de cada bioma e 30% da Amazônia, além de eliminar o desmatamento da Mata Atlântica e reduzir número de espécies sob ameaça, até 2010.
“Mesmo com os avanços, nem todas as políticas de desenvolvimento do governo incorporaram a premissa de um mundo diferente que precisa urgentemente inovar e mudar para uma economia mais verde e com baixas emissões de carbono. Ainda há grandes desafios no setor de energia, onde podemos esperar maiores investimentos em energia eólica, solar-térmica e em eficiência energética. E precisamos garantir que todos os avanços ambientais obtidos na última década não sejam prejudicados por tentativas de enfraquecer a legislação ambiental e o Código Florestal”, explica Cláudio Maretti, superintendente de Conservação de Programas Regionais do WWF-Brasil.

27 março 2010

Hora do Planeta

Hoje, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.


O próximo passo é espalhar a mensagem da Hora do Planeta para o maior número possível de pessoas. Convide familiares, amigos, colegas e membros da sua comunidade para participarem também
 
 
http://www.horadoplaneta.org.br/wwfbrasil.php
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