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04 julho 2010

O que aconteceu, Brasil?

(Porto Elizabeth, BR Press) - O primeiro tempo da seleção brasileira foi quase perfeito. Faltou marcar mais gols nas chances que surgiram. E sobrou o azar de estar apitando um japonês permissivo, que assistiu de camarote a defesa holandesa bater muito e não tomar providências

Além do árbitro, falhou também o auxiliar coreano, que invalidou o primeiro gol de Robinho aos 7 minutos. Ele não estava impedido e assim o Brasil foi prejudicado.

No intervalo de jogo, era possível fazer planos para Cape Town, onde será realizada uma das semifinais. Afinal, a seleção brasileira jogava tão bem que não havia espaço para pessimistas.

Começou o segundo tempo e o que se viu foi outro jogo. A Holanda se ofereceu para jogar, empatou logo aos sete minutos, numa falha lastimável de Julio César. Goleiro quando sai do gol é para pegar ou espalmar a bola. Ele não fez nem uma coisa, nem outra.

A partir daí, o Brasil perdeu a cabeça. E não se consegue uma explicação convincente para jogadores tão experientes jogarem daquela forma. Nervosos, sem domínio da situação e completamente abilolados.

Veio o segundo gol holandês, outra vez com falha coletiva, desta vez da defesa toda.

Quando se esperava pelo talento de Robinho e Kaká, quem brilhava era Sneijder.

Para piorar, aos 28 minutos, Felipe Melo faz aquilo que todos temiam a Copa inteira: deu uma dura entrada no adversário e foi expulso de campo.

O que se viu a partir daí foi um desespero só e a Holanda perdendo chances e mais chances de ampliar o marcador.

Futebol é assim. Perdeu o melhor. No primeiro tempo! Precisa avisar aos jogadores brasileiros que, pela regra, o futebol tem dois tempos.

BASTIDORES

Camisa azul

A seleção brasileira não jogava com o uniforme azul desde 2002. Naquela tarde, em Shyizuoka, vencemos a Inglaterra por 2 a 1, de virada. Contra a Holanda, em 1994, uma tarde quente de Dallas, vencemos por 3 a 2, também jogando com as camisas azuis. Só havíamos perdido uma vez na história jogando de azul: para a Holanda, em 1974, na Alemanha.

Cervejada

Disparado e sem medo de errar, os holandeses e alemães são os torcedores que mais bebem cerveja. Claro que muitos deles entram no campo alcoolizados. E como aqui pode vender a bebida dentro dos estádios, diferente do Brasil, a alegria é impulsionada pelo teor etílico da torcida.

Comportamento

Essa história de que o passionalismo com seleção nacional só acontece no Brasil é pura cascata. Italianos, ingleses e franceses, que fizeram péssima campanha na África, chegaram a seus países e foram execrados pelos torcedores. Já os chilenos, que consideraram boa a campanha de sua equipe, fizeram festa na recepção no aeroporto.

Alfinetadas

Troca de farpas entre personalidades acontece sempre. Aqui na África não é diferente. Começou com Maradona e Pelé. Depois Maradona e o time alemão, seu adversário nestas quartas de final. Agora Cruiff falou da seleção de Dunga, que deu o troco com ironia e elegância. Realmente não se pode é baixar o nível.

Pé frio

A embaixada brasileira ajuda na festa que o Comitê Organizador da Copa de 2014 realizará em Johanesburgo, no dia 8. Lula e alguns ministros estarão presentes. O Presidente aproveitará para assistir a final do dia 11. Tem político que não gosta disso, porque tem receio de ser apontado pé quente ou pé frio.

Tolerância 0

A iniciativa da Fifa merece elogios. A campanha contra o racismo, especialmente em um país como o que sedia a Copa, é bambambã. Aproveitando a exposição mundial do evento, a entidade está pregando que qualquer tipo de discriminação racial, sexual e de qualquer espécie é intolerável. É isso mesmo!

TOQUE FINAL

Nelson Mandela Bay

O Nelson Mandela Bay é um dos mais lindos estádios que conheci. Tem capacidade para 42.486 espectadores. Sua construção, especialmente para o Mundial, custou U$ 159 milhões, cerca de R$ 300 milhões.

No total, foram jogadas 7 partidas. A decisão de terceiras e quartas também serão aqui.

Os cidadãos de Porto Elizabete estão preocupados, porque o estádio pode virar um elefante branco. É que ele poderia ser usado também para jogos de rúgbi, mas sua concepção foi feita para o futebol, o que tem várias diferenças arquitetônicas. Assim não sabe o que farão com ele.

Na cidade existe um time de futebol profissional, o Bay United Football Club. Mas ele está em situação de falência. Sua patente foi vendida para um grupo de investidores de fora da cidade.

Há uma grande dúvida sobre o futuro da equipe e principalmente se ela será levada para uma outra região.

O estádio elefante branco pode ser mais um triste legado desta Copa do Mundo. Mais ou menos o que aconteceu com o estádio João Havelange, no Rio de Janeiro.

Tomara que isso sirva de exemplo para os brasileiros, que estão assanhados em construir estádios no país para a próxima Copa de 2014.

Márcio Bernardes*/Especial para BR Press

(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press.

03 julho 2010

Os erros que eliminaram a seleção brasileira na Copa do Mundo

É sempre mais fácil criticar depois, mas a seleção de Dunga foi suficientemente 'cornetada' antes e durante a Copa, de maneira que os erros cometidos na partida contra a Holanda não surpreenderam os observadores mais atentos. Abaixo, uma seleção dos sete mais notórios observados pela reportagem do UOL Esporte:

POUCA CRIATIVIDADE

Já em maio, ao convocar a equipe que ia à Copa, Dunga deixou clara a sua prioridade: um meio-campo marcador. Dos oito jogadores do setor, seis tinham características mais defensivas do que de criação. Kaká não tinha um substituto à altura. Não à toa, o lateral Daniel Alves entrou em todas as partidas na função de meia.

DESCONTROLE

Com dez em campo e perdendo o jogo, o Brasil mostrou impressionante desequilíbrio. Até Robinho quis brigar com os holandeses. O capitão Lucio não fez um único gesto no sentido de acalmar o time ou mostrar comando. Em sua terceira Copa, Kaká e Gilberto Silva igualmente se omitiram. Não houve um brasileiro em campo capaz de orientar os demais, acalmá-los ou mostrar liderança

MELHOR DEFESA DO MUNDO

Louvada em verso e prosa, a zaga brasileira mostrou, de fato, grande qualidade contra adversários de menor expressão, mas falhou seriamente na partida decisiva. Julio Cesar, “melhor goleiro do mundo”, e Felipe Melo foram na mesma bola no lance do primeiro gol holandês. No segundo, Sneijder, com 1m70, não precisou nem sair do chão para cabecear na direção do gol brasileiro.

DESTEMPERO DE FELIPE MELO

A expulsão de Felipe Melo era considerada certa em qualquer casa de apostas. A dúvida era saber em que jogo ocorreria. Acabou sendo numa partida decisiva. O volante já tinha deixado a marca da sua chuteira em Pepe, na partida contra Portugal, mas mereceu apenas um cartão amarelo. Contra a Holanda, quando o Brasil perdia por 2 a 1, deu um pisão em Robben e corretamente ganhou um cartão vermelho direto.

KAKÁ PELA METADE

Numa situação normal, o camisa 10 da seleção talvez fosse poupado no início da Copa. Mas Dunga apostou todas as suas fichas nele e Kaká acreditou que seria o protagonista deste Mundial. Em más condições, passou uma boa parte da fase de preparação se recuperando fisicamente e jamais encontrou a forma perfeita durante o torneio. Apesar de ter dado assistência em três gols brasileiros, o meia foi uma grande decepção.

DUNGUISMO

O técnico da seleção implantou uma filosofia de trabalho na contramão de todas as tradições do futebol brasileiro. Fez o elogio da marcação perfeita, do posicionamento rígido, criticou o individualismo, desprezou o futebol-arte e, pragmático, mirou exclusivamente o resultado. O Brasil teve poucos momentos de bom futebol na África do Sul, e não compensou o torcedor com a vitória final.

MUNDO PARALELO

A euforia e a confusão na fase de preparação da Copa de 2006 foram eleitas, quatro anos depois, como as causas da derrota na Alemanha. A imprensa foi escolhida como inimigo preferencial. O mundo exterior à seleção se transformou numa ameaça constante – nem os parentes dos jogadores deveriam vir à Copa, recomendou Dunga. Isolada como num quartel, a seleção viveu uma realidade paralela na África do Sul.

Alexandre Sinato, Bruno Freitas e Mauricio Stycer
Em Port Elizabeth (África do Sul)

19 junho 2010

Anelka xinga Domenech com palavrões no intervalo, diz jornal francês

Anelka perdeu a compostura e xingou Domenech

A situação da equipe francesa é cada vez mais calamitosa. Grupo rachado, más atuações em campo, jogadores descontentes, a lista é interminável. A polêmica da vez agora é entre o atacante Nicolas Anelka e o técnico da seleção Raymond Domenech. O jogador, de acordo com o jornal do país L’Équipe, xingou o treinador com pesados palavrões no intervalo de partida entre França e México, na quinta-feira.

“Vá tomar no..., sujo filho da p...”, teria dito Anelka ao comandante no vestiário do jogo, após ser criticado por Domenech pelo seu desempenho contra os mexicanos na etapa inicial. O atacante não concordou com o técnico, que o ameaçou em colocá-lo no banco. Em seguida, o jogador fez os insultos na frente de todos os companheiros e Raymond Domenech falou; “Está bem, sai”.

“Sim, claro”, respondeu Anelka, que permaneceu no vestiário ao ser substituído por André-Pierre Gignac. Após a derrota de 2 a 0 para o México, os jornalistas enviados do L’Équipe à África disseram que Anelka se mostrou bastante displicente, como se o fracasso da França não tivesse nada a ver com ele.

O jornal francês também cita um gesto ofensivo do defensor William Gallas para um jornalista de TV, que pediu uma entrevista após o revés da equipe. O jogador mostrou o dedo do meio na frente das câmeras, sem responder ao repórter.

Outra informação é de que os mais experientes da seleção se mostraram surpresos com a escalação de Sidney Govou entre os titulares contra o México, já que ele havia sido um dos mais criticados pela fraca atuação na estreia francesa no empate contra os uruguaios.

No caso de Anelka, não é a primeira vez que ele mostra indisciplina com um treinador da seleção. Em 2002, o atacante recusou uma convocação de Jacques Santini, já que o técnico o havia chamado para substituir o lesionado Govou, o que Nicolas Anelka considerou uma afronta a sua qualidade.

A justificativa de Anelka na época foi de que ele não sentia apoio da comissão técnica da França que só o utilizava para “tapar buracos”.

A seleção francesa soma apenas um ponto no grupo A da Copa do Mundo, obtido após empate na estreia sem gols com o Uruguai. Em seguida, a equipe européia foi derrotada pelos mexicanos e agora vê sua continuidade no torneio ameaçada, já que tem que vencer os anfitriões sul-africanos e ainda depende do resultado da outra partida.

Em Pretória (AFS)

5 LANCES QUE NÃO PODEM ACONTECER

Perder uma Copa do Mundo acontece mais por detalhes que não são bem resolvidos fora dos gramados. Por isso, é bom evitar a euforia desmedida, problemas financeiros e torcer para que uma contusão não apareça. Também ajuda não contar com o melhor do mundo.

1. “Já Ganhou”

É fundamental blindar os jogadores do clima de otimismo exagerado dos torcedores e de alguns setores da mídia. Na última Copa esse foi um ponto falho, pois a CBF acabou transformando a preparação do time em uma grande festa, principalmente na estada na cidade suíça de Weggis. Lá, o assédio aos jogadores passou dos limites – com direito a torcida invadindo o campo de treinamento

2. Quanto Vale o Show?


È bom sempre antecipar qual será o prêmio pago para os jogadores. Em 1990, a discórdia começou quando a CBF acertou o contrato de patrocínio com uma fábrica de refrigerantes. Os atletas, insatisfeitos com o valor recebido, esconderam o logotipo da empresa na foto oficial da delegação. A briga ajudou o time a ser precocemente eliminado nas oitavas.

3. Cartolas Incompetentes


“Nas Copas de 1958 e 1962 tínhamos dirigentes muito bons. Tanto o Dr. Paulo Machado de Carvalho(chefe da delegação), como o Carlos Nascimento (supervisor) inspiravam confiança nos jogadores, e nós, neles. Os dois davam todo o apoio para que os atletas só se preocupassem em jogar bem. Em 1954 e 1966 sofremos com a desorganização.” aponta o ex-lateral Djalma Santos.

4. Desfalques


Perder alguns jogadores antes do Mundial já se tornou rotina para a seleção brasileira. Algumas dessas ausências foram cruciais. Em 1998, a dupla de ataque formada por Ronaldo e Romário prometia infernizar as defesas na França. Mas uma contusão muscular tirou o baixinho da Copa – que não segurou as lágrimas quando foi anunciado o seu corte.

5. Ter o Melhor do Mundo


Desde que a Fifa passou a premiar o melhor jogador do planeta, em 1991, a equipe que conta com esse craque fracassa na Copa. Isso aconteceu com o italiano Baggio(1995), o português Figo (2001) e os brasileiros Ronaldo(1997) e Ronaldinho (2005). Para o Mundial de 2010, a preocupação com essa coincidência fica com os argentinos, já que o melhor do planeta no ano passado foi Messi.


Humberto Peron

14 junho 2010

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (11)

11. Sorte


Em Mundiais, a sorte não ajuda apenas naquele lance em que o atacante adversário acerta um chute na trave no último minuto, ou na partida em que o time é dominado, vê o adversário desperdiçar inúmeras finalizações, mas mesmo assim consegue fazer um gol num contra-ataque, como aconteceu na vitória do Brasil sobre a Bélgica, por 2x0, em 2002. Também é contar com a ajuda do acaso, por exemplo, no sorteio dos grupos. Muitas equipes fortes perderam a chance de conquistar o título por terem confrontos complicados desde o início. Escapar ileso dos erros de arbitragem, uma rotina em Copas do Mundo, também é preciso – as interpretações erradas dos árbitros podem decidir mais partidas do que as jogadas dos craques.

Humberto Peron

13 junho 2010

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (10)

10.Revelação

Eles passam despercebidos durante a preparação para o Mundial. Mas, de repente, assumem um lugar no time e são destaques. “Existem alguns jogadores que tiveram seu melhor momento em Copas do Mundo e depois não conseguem render o mesmo que fizeram no Mundial”, diz Mauro Beting, analista do Bandsports. Um dos jogadores que se enquadram nesse caso é o zagueiro Márcio Santos, titular na campanha do tetra em 1994. se na convocação ele era considerado a quarta opção entre os defensores, acabou ganhando a vaga de titular com as contusões de Ricardo Gomes e Ricardo Rocha. Ao lado, de Aldair, transformou a defesa brasileira em uma muralha intransponível. Depois daquele Mundial, foi perdendo espaço nas convocações.

Humberto Peron

Você sabia? Recordistas

O brasileiro Émerson Leão tem o recorde de minutos corridos numa Copa. Levou um gol aos 36 minutos do primeiro tempo contra a Suécia, na partida de estréia na Copa de 1978 e ficou quatro jogos sem ser vazado. Só levou um gol aos 44 minutos da etapa inicial contra a Polônia, totalizando 457 minutos sem deixar passar nada.

Marcelo Duarte

12 junho 2010

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (9)

9. Comprometimento de todos

Esqueça expressões como “grupo unido” ou “família” para qualquer elenco de futebol. Grandes seleções sempre tiveram graves problemas de relacionamento entre jogadores. È possível transformar os atletas em grandes amigos, mas pode-se fazer com que as diferenças pessoais sejam esquecidas quando a bola rola. Por exemplo, o time brasileiro que foi tetra em 1994, nos EUA, entrava em campo de mãos dadas, porque queria dar uma resposta as inúmeras críticas que Carlos Alberto Parreira e seus comandados recebiam da imprensa. Já no último Mundial, o mesmo treinador não conseguiu motivar os 25 convocados. “ Em 2006, tínhamos muitas estrelas, mas não havia comprometimento, por isso ficamos pelo caminho”, completa Vanessa Riche, apresentadora do SporTV.

Humberto Peron

Você sabia? Recordistas

O recorde de minutos sem levar gols numa Copa do Mundo é do inglês Gordon Banks, de 1968. Ele permaneceu invicto durante 442 minutos a contar do início da competição.

Marcelo Duarte

11 junho 2010

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (8)

8. Goleiro Confiável

O camisa 1 da Seleção Brasileira não costuma trabalhar muito durante os jogos de Copa de Mundo. Mas, toda vez que ele precisa entrar em ação, vai ter que operar um milagre(senão, vai sofrer com a responsabilidade da derrota até o final de sua carreira, como aconteceu com Barbosa, em 1950). Por isso, sempre é bom ter sob as traves um goleiro de quem os companheiros – e, principalmente, os torcedores – tenham a convicção de que não vai negar fogo. Quando se fala em um atleta com essas características, os brasileiros não podem esquecer de Taffarel. Titular da seleção nos Mundiais de 1990,1994 e 1998, o gaúcho sempre atuou melhor com a camisa do Brasil do que defendendo seus clubes. Goleiro de estilo sóbrio, tinha um senso de colocação perfeito e não precisava dar grandes saltos para fazer uma intervenção. Júlio César está a sua altura.

Humberto Peron

Você sabia? Recordistas

O gol mais rápido de uma Copa do Mundo foi marcado pelo turco Hakan Sukur, aos 10s8 na decisão do terceiro lugar da Copa de 2002.

Marcelo Duarte

10 junho 2010

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (7)

7. Experiência

“Chegamos ao Chile com a base que venceu a Copa de 1958. Nossa equipe tinha uma média de idade alta, mas usamos muito a experiência para ganhar o bi, principalmente nos jogos mais complicados”. Comenta o vitorioso Zagallo, sobre o time que venceu o Mundial de 1962. Um elenco que quer ter alguma chance em Copas precisa contar com um bom número de jogadores que já participaram de outras edições do torneio. E principalmente atletas que fracassaram em participações anteriores. Considerado a melhor seleção da história, o fantástico time brasileiro que conquistou o tricampeonato no México tinha nada menos que cinco jogadores titulares – Brito, Tostão, Gérson, Pelé e Jairzinho – que estiveram na vexatória campanha de 1966 .

Humberto Peron

Você sabia? Recordistas

Alfred Bickel (Suiça) e Erik Nisson (Suécia) foram os únicos jogadores que participaram de Copas do Mundo antes e depois da Segunda Guerra Mundial. Eles estiveram presentes em 1938 e 1950.

Marcelo Duarte

Aquecimento para a Copa do Mundo na África do Sul

E começa o jogo na Saraiva.com.br. De um lado, imagens incríveis de Copas do Mundo, desde 1930 até o pentacampeonato brasileiro em 2002. Do outro, entrevistas exclusivas, histórias sobre os grandes times, clubes e grandes jogadores como Pelé, Maradona e Ronaldo. Quem vai se dar melhor neste show de bola e imagens? Fácil. O espectador que deixar a rivalidade de lado e adquirir o box Fifa Fever 100 years, detentor dos DVDs com estes conteúdos exclusivos. Isto sim é um gol de placa.

A caixa reúne o duplo Fifa Fever: O melhor da história do futebol, lançado em 2004, e o inédito Fifa Futebol: o melhor do século, ambos com a narração do jornalista e escritor Orlando Duarte. São, no total, três discos, que proporcionam 3 horas e 15 minutos de emoção, golaços históricos, informações sobre as seleções que participaram das copas e entrevistas com craques da bola. Além disto, os DVDs reúnem registros em imagem de quatro mundiais femininos, torneios juvenis e de Futsal promovidos pela FIFA.

Fifa Fever: O melhor da história do futebol foi feito em comemoração ao centenário da FIFA, a entidade mundial que comanda o futebol (1904-2004). O especial conta com imagens de todas as 17 Copas do Mundo realizadas até 2002, trazendo ângulos e filmagens que estiveram ausentes durantes as transmissões televisivas. Dividido em capítulos, o DVD exibe os melhores gols, partidas, defesas, imagens raras, além de momentos históricos de craques como Pelé, Platini, Beckham, Zidane e Ronaldo, entre outros. Como bônus, Fifa Fever: O melhor da história do futebol apresenta um filme oficial da entidade sobre a copa de 1930, as maiores goleadas, uma entrevista com Orlando Duarte e o making of da dublagem.

O novo Fifa Futebol: O melhor do século foi lançado no Brasil pela Focus Filmes e também foi produzido em virtude do centenário da organização. O DVD traz diversas imagens de pessoas comemorando os títulos nas ruas, homenagens a ídolos do esporte, crianças jogando em campinhos improvisados na escola, areia, neve, ruas, além de depoimentos de lendas como Pelé, Maradona, Ronaldo e Cruyff. A abertura de tudo isso ficou por conta de Joseph Blatter, que mostra dados interessantes, como os 28 bilhões de espectadores em 213 países que assistiram Cafu levantar a taça do penta, em 2002. O presidente da Fifa ressalta ainda curiosidades, como o fato de a entidade ter mais representatividade que as Nações Unidas, com 204 associações. O DVD, dividido em capítulos como em um livro de história, conta ainda com depoimentos de João Havelange, ex-presidente da Fifa e uma das maiores personalidades da história do futebol, responsável pela expansão do futebol na África e na Ásia, além de ser o criador dos mundiais juvenis.

Enquanto o mundial de 2010 não chega, vale curtir este aperitivo no sofá.

Assista à algumas imagens dos DVDs

http://www.youtube.com/watch?v=8RoHx3Na0h4&feature=player_embedded


Por Vinicius Valente

09 junho 2010

As camisas oficiais que fazem parte da história da seleção (6)

2010: A Sustentável

Seguindo a onda, a Nike apresentou a camisa oficial do Brasil para a Copa da África do Sul. Cada uma é feita com oito garrafas pets e o material é 100% reciclável. no visual, as mudanças são pequenas, como a diminuição de detalhes verdes e a inclusão de pequenos furos para ventilação na lateral.

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (6)

6. Eficiência nos pênaltis


O emocionante – e (por que não ?) dramático – sistema de desempate que foi empregado pela primeira vez no Mundial de 1982 e desde então já foi utilizado em 20 oportunidades, até determinou dois campeões do Mundo. Em 1984, ganhamos o tetra graças ao erro do italiano Roberto Baggio e na última Copa os italianos ficaram com a taça após derrotar a França nas penalidades. A decisão por pênaltis está longe de ser loteria. Os times que treinam mais, primam pela eficiência e têm sangue-frio nas cobranças, saem na frente. A soma dessas razões explica o motivo de a Alemanha ter vencido as quatro disputas que decidiram seu destino em Copas

Humberto Peron

Você sabia/ Recordistas

O lateral Cafu é o único jogador da história a ter entrado em campo em três finais de Copas: 1994,1998 e 2002. Ele é também o jogador que tem mais vitórias na história da competição. Foram 16 vitórias em 20 jogos disputados entre 1994 e 2006.

Marcelo Duarte

08 junho 2010

As camisas oficiais que fazem parte da história da seleção (5)

1994: A Moderninha

A seleção de 1994 jogou com uma camisa com marca d'água. Confeccionada pela Umbro, ela trazia o escudo da CBF em tamanho grande na frente da camisa.

11 PASSES PARA GANHAR A TAÇA (5)

5. Melhor preparo físico.


O Campeão do mundo precisa disputar sete partidas em apenas 30 dias. Por isso, o preparo físico é fundamental para o sucesso, pois mesmo os mais talentosos craques não conseguem jogar se não puderem correr (Zidane, na campanha frustada da França, em 2002, que o diga).

Na história das Copas, a melhor simbiose entre talento e capacidade física aconteceu com a seleção que conquistou o tricampeonato no México, em 1970. Com um plano de treinamento perfeito, o time decidia as partidas no segundo tempo, hora em que gênios como Pelé, Tostão e Rivelino tinham muito mais que os adversários.

Humberto Peron

Você sabia? Recordistas

Na Copa da França, o alemão Matthaus bateu o recorde de jogos disputados em Mundiais. Ele completou 25 partidas. O brasileiro com mais jogos em Copas é Cafu, com 20. 

Por Macelo Duarte
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