24 março 2010

Crimes que Abalaram

Como todos sabem está ocorrendo o julgamento do casal Nadorni, isto me fez lembrar de tantos outros casos ocorridos no Brasil.
Alguém lembra destes?

Crimes que abalaram o Brasil


Tim Lopes

Produtor da Rede Globo, o jornalista Tim Lopes foi capturado por traficantes e morto durante uma reportagem policial, em junho de 2002. O assassinato seria vingança dos bandidos do morro por outra reportagem de Tim, sobre a venda de drogas no morroVeja também:

Daniela Perez/Guilherme de Pádua

Em 1992, a atriz Daniella Perez, 22 anos e à época famosa pelo papel da personagem Yasmin, na novela De corpo e alma, da TV Globo, foi assassinada com 18 golpes de tesoura, no Rio de Janeiro. Os autores do crime foram o ator Guilherme de Pádua, que vivia o Bira na mesma novela, apaixonado pela personagem Yasmin, e Paula Thomaz, mulher de Guilherme à época

Caso Isabella Nardoni
*Ocorrendo o julgamento esta semana.

Isabella Nardoni, 5 anos, morreu após cair da janela do prédio onde morava com o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo, em março de 2008. O pai e a madrasta são acusados do crime pois a criança foi jogada por Nardoni após apanhar de Anna Carolina, segundo laudos da polícia e o Ministério Público

Caso Richthofen

Em 2002, Suzane von Richthofen, então com 22 anos, matou os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, com a ajuda dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos namorado de Suzane na época do crime

Liana Friedenbach/Champinha

Os estudantes Liana Friedenbach, 16, e Felipe Silva Caffé, 19, foram assassinados quando acampavam na região de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, em 2003. Os dois mentiram para os pais sobre onde estariam, e foram rendidos por bandidos. Antes de ser morta a facadas pelo então adolescente Champinha, Liana foi estuprada. Cinco pessoas foram acusadas de envolvimento no sequestro e morte do casal

João Hélio

O menino João Hélio Fernandes, 6 anos, morreu ao ser arrastado por 7 quilômetro do lado de fora de um carro, durante um assalto no Rio de Janeiro, em 2007. Ladrões tomaram o carro da mãe do menino, e João Hélio ficou preso pelo cinto de segurança. O corpo do menino foi achado com o crânio esfacelado junto ao veículo, abandonado pelos bandidos em uma rua no subúrbio do Rio

Ives Otta

Em agosto de 1997, o menino Ives Ota, então com 8 anos, foi sequestrado e morto porque reconheceu um de seus raptores, um policial militar que trabalhava de segurança para o pai do menino, o comerciante Massataka Ota

Sequestro de Sílvio Santos

Em 21 de agosto de 2001, a filha do apresentador Sílvio Santos, Patrícia, foi rendida na garagem de casa e levada por sequestradores. Ela é solta no dia 28, e pouco depois, a polícia descobre a localização do mentor do sequestrado e vai atrás dele. Ele escapa do cerco, em um flat em Barueri (SP), no qual dois policias são mortos, supostamente por ele. Em fuga da polícia, o criminoso invade a casa de Sílvio Santos, e só saí de lá após negociações que envolveram o próprio governador do Estado à época, Geraldo Alckmin, que lhe garantiu que não seria morto.

Crime da Rua Cuba

Um dos crimes mais famosos dos anos 80, nunca foi solucionado. Na véspera do Natal de 1998, Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher Maria Cecilia Delmanto Bouchabki foram assassinados, e o filho de 18 anos do casal foi apontado como o principal suspeito do crime, ocorrido na rua Cuba, no Jardim América, bairro nobre de São Paulo. Jorginho, o filho, foi denunciado pelo Ministério Público como autor do crime, mas não houve provas que indicassem sua responsabilidade no assassinato. O caso foi arquivado, e a arma do crime não foi achada.

Morte de calouro da USP

Em 1999, o calouro da Usp Edison Tsung Chi Hsueh, 22 anos, morreu afogado em uma piscina da universidade durante um trote. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou o caso em 2006, por entender que não havia elementos para justificar a acusação de homicídio. Ninguém foi punido

Maníaco do parque

O motoboy Francisco de Assis Pereira ganhou fama como o "Maníaco do Parque" após ser preso, em agosto de 1998. O apelido vem do fato de que o motoboy seduzia suas vítimas com falsas promessas de emprego em uma agência de modelo e as levava até o Parque do Estado, na divisão de São Paulo e Diadema (ABC paulista), e lá abusava delas. Em algum caso, ele matou as vítimas. O maníaco cumpre pena de 270 anos de prisão

Maníaco do Shopping/Mateus da Costa Meira

Em 1999, o estudante de medicina Mateus da Costa Meira, 24 anos, invadiu uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, e disparou a esmo contra a platéia, matando três pessoas e ferindo cinco

Caso Pedrinho

O caso Pedrinho ficou nacionalmente conhecido em 2002, mas aconteceu muito antes. O garoto Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, e a menina Aparecida Ribeiro da Silva, a Roberta Jamilly, foram sequestrados quando eram bebês, em 1986 e 1979, respectivamente. Apontada como a sequestradora das crianças, a empresária Vilma Martins da Costa foi condenada pelos sequestros em 2003, e conseguiu a liberdade condicional em 2008

Pimenta Neves

A jornalista Sandra Gomide foi morta a tiros em 2000 pelo namorado, o também jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, em um haras em Ibiúna, interior de São Paulo. Pimenta Neves confessou o assassinato, mas não ficou preso. O motivo do crime seria o fim do relacionamento do casal

Caso Eloá

É lembrado como o mais longo caso de cárcere privado no Estado de São Paulo. No dia 13 de outubro de 2008, a estudante Eloá Cristina Pimentel foi refém do ex-namorado Lindemberg Alves por 100 horas no apartamento em que morava com a família, num conjunto habitacional na periferia de Santo André, região do Grande ABC. Inconformado com o fim do relacionamento, o motoboy invadiu a casa armado e deu início ao sequestro que duraria quatro dia. O caso terminou depois de negociações tensas e uma sequência de trapalhadas da polícia paulista. Com um tiro na cabeça, Eloá morreu no dia seguinte. Sua melhor amiga, Nayara Rodrigues, foi ferida com um tiro no rosto

Sequestro do ônibus 174

Foi transmitido ao vivo e rendeu até filme. Em 2000, o ônibus 174 (linha Gávea-Central) foi sequestrado no Rio e seus 11 passageiros, feitos reféns pelo assaltante Sandro do Nascimento. O assalto, que durou quatro horas, foi transmitido pela TV para todo o Brasil. Após horas de negociações com a polícia, Sandro desceu do veículo com uma arma apontada na cabeça da professora Geisa Gonçalves. Os dois morreram quando um soldado do Bope tentou balear o sequestrador e atingiu de raspão a professora. O criminoso matou a mulher e foi levado do local com vida, mas chegou morto ao hospital, por asfixia. Os PMs apontados como assassinos de Sandro foram absolvidos. O episódio virou o documentário 174, de José Padilha e Felipe Lacerda, que ganhou prêmios internacionais

Sequestro de repórter da Globo em 2006

Em 2006, homens ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) sequestraram o repórter da TV Globo Guilherme Portanova, e um auxiliar técnico da emissora, Alexandre Calado. Portanova só foi solto após a Globo exibir uma gravação dos bandidos cobrando melhorias no sistema penitenciário

Ataques do PCC

Saldo de mais de 150 mortos, ônibus incendiados, policiais mortos em plena luz do dia e atentados contra agentes de segurança penitenciária foram os instrumentos usados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma série de ataques que pôs a cidade de São Paulo de joelhos. O motivo foi uma série de transferências de presos que começou na noite de sexta, 12 de maio de 2006, e só parou três dias depois

Caso Farah Jorge Farah

O cirurgião plástico Farah Jorge Farah matou e esquartejou a ex-cliente e amante Maria do Carmo Alves, em janeiro de 2003. Além disso, para dificultar que o corpo fosse identificado, foram removidas as digitais dos pés e das mãos, além da pele do peito e do rosto

Caso Gil Rugai

Em 2004, o empresário Luiz Rugai e sua mulher, Alessandra Troitino, foram assassinados a tiros em casa, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. O ex-seminarista Gil Rugai, filho do empresário, é apontado como o principal suspeito da morte do pai e da madrasta.

O Crime da Mala

O imigrante italiano José Pistone desconfiava da fidelidade de sua mulher, Maria Mercedes Féa Pistone, grávida de 6 meses. Após uma crise de ciúme, o homem esganou Maria até a morte dentro da própria casa, no Centro da capital paulista, em outubro de 1928. Após o crime, foi a uma loja na Avenida São João, onde comprou uma grande mala para acondicionar o corpo. Como o cadáver já estava rígido, Pistone precisou quebrar o pescoço e cortar as pernas da “amada”.
Já preenchida, a mala foi despachada, via Estação da Luz, para o porto de Santos, na Baixada Santista, onde embarcou em um navio com destino a Bordeux, na França. “No navio, a mala começou a cheirar mal e chamou a atenção dos tripulantes”, afirmou Armenui Herbella, curadora do Museu da Polícia Civil, popularmente conhecido como museu do crime.
O malote foi entregue para a polícia, que investigou a origem do corpo. “Por causa da nota-fiscal da mala, os policiais chegaram ao endereço de Pistone”, contou a curadora. O homem foi preso e condenado a 31 anos de prisão por homicídio e profanação de cadáver. Em 1948, foi solto. Casou-se novamente e morreu em Taubaté, no interior de São Paulo.

Chico Picadinho

Em agosto de 1966, um apartamento da Rua Aurora, no Centro de São Paulo, foi palco de um crime bárbaro. Naquele dia, a bailarina austríaca Margareth Suida, de 38 anos, foi estrangulada até a morte e seu corpo, retalhado em vários pedaços. Na metade daquele mês, a polícia descobriu o autor do crime: Francisco Costa Rocha, popularmente conhecido como Chico Picadinho. Ao ser interrogado, descreveu, com detalhes, como esquartejou a vítima utilizando tesoura, faca e lâmina de barbear. Questionado sobre a motivação do crime, Chico disse que a bailarina lembrava sua mãe. Por esse crime, foi condenado a 17 anos e meio de prisão.
Em junho de 1974, teve a liberdade condicional concedida pela Justiça. Dois anos depois, em um apartamento na Avenida Rio Branco, também no Centro, novamente esganou uma mulher até a morte. A vítima, desta vez, foi Ângela de Souza da Silva. O corpo da mulher, assim como o de Margareth, foi retalhado por Chico, que usou um serrote, uma faca e um canivete.
Os membros foram acondicionados em uma mala de viagem e algumas partes que não couberam, foram jogados no vaso sanitário do banheiro do apartamento. Chico fugiu de São Paulo, mas foi encontrado e preso em Caxias, no Rio de Janeiro. Julgado pelo novo crime, foi condenado a mais de 30 anos de prisão.
Chico cumpriu a pena, mas permanece na Casa de Custódia de Taubaté, a 140 km de São Paulo, graças a uma interdição civil obtida pelo Ministério Público em 1997.

Bandido da Luz Vermelha

João Acácio Pereira da Costa cometia pequenos furtos em Joinville, em Santa Catarina, durante a década de 1950. Pego cometendo os delitos, foi preso. Acácio, porém, conseguiu fugir e veio a São Paulo, onde arrombava janelas e levava objetos de valor. Em uma das abordagens, ocorrida em Higienópolis, encontrou a proprietária da residência dormindo e resolveu acordá-la, para levá-lo até os objetos valiosos. A partir deste crime, passou a invadir residências e, com o auxílio de uma lanterna de luz vermelha, acordar as vítimas. Por conta desse modo de agir, recebeu o apelido de bandido da luz vermelha.
“Bon vivant”, gastava grande parte do dinheiro que conseguia nos assaltos com mulheres e bebidas. Conquistou o coração de diversas jovens nos bares em que frequentava em Santos, cidade onde vivia.
Além da lanterna, Acácio usava, durante os assaltos, um lenço sobre o rosto. Apesar disso, descuidou-se ao deixar impressões digitais em várias casas em que assaltou. A Polícia Civil levantou, por meio das digitais, a identidade do criminoso. Em julho de 1967, foi preso em Curitiba, no Paraná.
Durante interrogatório, confessou a morte de quatro homens. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão pelos assassinatos, por 77 assaltos e sete tentativas de homicídio. Após cumprir a pena máxima de 30 anos, foi solto em 1997. Voltou a Joinville, sua cidade natal. Quatro meses após a libertação, envolveu-se em uma briga com um pescador. No confronto, levou um tiro de espingarda na cabeça e morreu.

Meneghetti

Considerado um ladrão nato, o italiano Gino Amleto Meneghetti chegou a São Paulo em 1913, após fugir das polícias italiana e francesa. “Ele era o ladrão romântico, conhecido como o homem dos pés de mola por sua facilidade em escalar muros”, disse a curadora Armenui Herbella.
O homem furtava compulsivamente. Mas o crime mais grave a ele atribuído foi matar um delegado em 1926 –crime pelo qual foi condenado a 25 anos de prisão. Em 1945, conseguiu liberdade condicional.
Durante o tempo em liberdade, continuou a prática de crimes. Muitas vezes foi detido e libertado. Em 1966, a Prefeitura de São Paulo tentou dar um rumo à vida de Meneghetti doando a ele uma banca de jornais no Centro da cidade. A boa ação, porém, não deu certo e o criminoso, então com 90 anos, foi pego tentando invadir uma casa pelo telhado.
 idade o livrou da cadeia. A última vez em que foi flagrado aconteceu quando ele tinha 92 anos: em Pinheiros, ele tentou arrombar a porta de uma casa. Seis anos depois, o “homem dos pés de mola” sofreu um mal súbito e morreu. A seu pedido, foi cremado no Crematório da Vila Alpina.

Glauco

Na madrugada de 12 de março, o estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 24 anos, foi até a sede da igreja Céu de Maria, em Osasco, na Grande São Paulo, para conversar com o cartunista Glauco Villas Boas. Além de se dedicar aos quadrinhos, Glauco fundou no terreno de sua casa a igreja adepta do uso do chá alucinógeno ayahuasca –mais conhecido como Santo Daime.
Segundo a Polícia Civil, o rapaz recebeu carona de um amigo, o também estudante Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos. Armado com uma pistola e 70 balas, Cadu rendeu o cartunista e o ameaçou. Após conversar, o filho do cartunista, Raoni, de 25 anos, chegou da faculdade e discutiu com Cadu. O rapaz armado, então, disparou contra pai e filho e fugiu. Os dois morreram.
Durante dois dias e meio, o jovem ficou escondido até que, no dia 14, ele roubou um carro na Vila Sônia e dirigiu até Foz do Iguaçu, no Paraná, onde trocou tiros com policiais que tentaram interceptá-lo. Após o tiroteio, ele foi preso e levado à sede da Polícia Federal da cidade, onde permanece em uma cela, isolado.
Em depoimento, o jovem afirmou que o plano inicial era sequestrar Glauco e levá-lo até sua mãe. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito disse que, para ele, Glauco era um representante de São Pedro. O cartunista também deveria dizer para a mãe do rapaz que seu filho era Jesus Cristo.
O jovem aproveitou o depoimento para inocentar o amigo. Felipe afirma que foi rendido e obrigado a dirigir até a casa de Glauco. Antes dos tiros, ele teria aproveitado para fugir. A polícia, porém, continua investigando a participação de Felipe.
Segundo Cadu, a decisão de matar Glauco e Raoni foi tomada quando o amigo fugiu da chácara. Nesse momento, o suspeito achou que a polícia seria chamada, atrapalharia os planos e ele seria morto. A investigação do caso continua.

Caio Pimenta Neves

Jornalista matou a nmorada. Está em liberdade.

Toninho do PT

2001, Prefeito de Campinas é encontrado morto.

Sequestro de Washington Olivetto

2001, Publicitário ficou 53 dias em cativeiro.

Celso Daniel

2002,O prefeito de Santo André é morto em sequestro.

Antonio da Costa, o Lacosta

2003, fotógrafo de Época é assassinado trabalhando.

Unaí

MG, 2004, assassinato de fiscais do Trabalho.

Favela da Rocinha

2004, a guerra do tráfico deixa 10 mortos.

Dorathy Stang

2005, missionária é assassinada no Pará.


Assalto ao Banco Central

2005, R$ 150 milhões roubados no Ceará.

Bebê de Pampulha

2006, mãe tentou afogar a filha no lago.

Patrícia Amieiro

2008, jovem desaparece depois de blitz.

Os que me tocam mais porque remontam a minha infância, onde ainda é possível sonhar e ter esperança de um mundo sem violência..

Caso Carlinhos

Quem tem mais de quarenta, guarda as lembranças do caso Carlos Ramires, o menino Carlinhos, após o seu misterioso desaparecimento em 1973.

A esperança familiar é tempestivamente despertada por possíveis candidatos ao título do "filho e irmão" desaparecido em um conturbado rapto na rua Alice. Como a ave mitológica surgida das cinzas, estes "fortes candidatos" aparecem como o Phoenix, representado neste triste episódio.
Quem acompanha esta estória desde a sua origem não pode permanecer indiferente ao mistério que se arrasta teimosamente insolúvel há três decadas.

Caso Doca Street

Doca namorou Ângela por quatro meses e a matou com três tiros no rosto e um na nuca. Poucos meses antes, havia se separado da mulher, Adelita Scarpa, e perdeu a mordomia por ser casado com uma mulher rica, para viver um romance com Ângela.
Uma crise de ciúme de Doca Street iniciou a discussão que precedeu o assassinato de Ângela, em 1976, na casa de veraneio dela, em Búzios (RJ). 
 Ângela tivera uma vida marcada por incidentes. Em 1973 foi acusada de ter assassinado o vigia de sua residência, em Minas Gerais. Mas seu companheiro na época assumiu a culpa, alegando legítima defesa. Já no Rio, foi acusada de seqüestro por subtrair os três filhos da casa dos avós do ex-marido, que detinha a guarda deles. E em 1975, foi presa, acusada de esconder caixas de psicotrópicos e 100g de maconha.
Doca cumpriu a pena e, hoje, trabalha em agência de automóveis em São Paulo. Nos dois anos em que aguardou o segundo julgamento e em que ganhou a antipatia do público, ele foi um cidadão com emprego, salário e ajudava a mãe.


Caso Dorinha Duval

Aos 15 anos, ela fora violentada. Três anos mais tarde, passou a prostituir-se por enfrentar dificuldades financeiras e sofreu um aborto. Atriz da Rede Globo (atuou em O Bem Amado), casara-se com o ator e diretor Daniel Filho e fora abandonada por ele. Em seu segundo casamento, com o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, viveu uma relação conturbada. A dramática retrospectiva da vida de Dorinha Duval, foi exposta em júri, em 1983, pelo advogado Clóvis Sahione, que defendeu a atriz no processo em que ela era acusada de matar Paulo Sérgio.
Por sete votos a zero, Dorinha foi condenada a um ano e meio de prisão com sursis (suspensão condicional da pena). Três anos antes, Dorinha matara com três tiros o marido com quem estava casada havia seis anos. Dez dias depois, em declaração para a polícia, disse que iniciou com o marido uma discussão no quarto. Ela conta que o procurou carinhosamente e foi repelida. Aos 51 anos, 16 a mais que Paulo Sérgio, a atriz reclamou da atitude e, como mostra o livro, o marido disse que Dorinha era uma velha e que só apreciava meninas de corpo rijo.
Dorinha na delegacia, em 1980: ex-atriz que matou marido foi para a prisão aos 62 anos e, hoje, sobrevive como artista plástica
Dorinha disse que encararia um cirurgia plástica, mas Paulo Sérgio teria respondido: “Você não dá mais, nem com operação”. Para se defender sob argumento de legítima defesa, Dorinha contou que respondeu aos insultos dizendo ao marido que, quando ele precisava de dinheiro, era a ela que ele recorria. E, a partir de então, Paulo Sérgio a teria agredido até que ela pegou o revólver e atirou.
Após a primeira condenação mais branda, Dorinha foi a júri novamente. Acabou condenada a seis anos de prisão em regime semi-aberto. “Dorinha tinha de pagar, já pagou e talvez continue pagando”, diz o ator Paulo Goulart, que foi testemunha de defesa da amiga. “Só lamento que tivesse de modificar toda vida em função de uma tragédia.” Aos 62 anos, ela passou a primeira noite no cárcere, em Niterói (RJ). Dorinha está com 73 anos, é artista plástica, mora no Leme e vive das obras que faz.





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