19 maio 2011

Quartas de Final - Copa de Literatura de 2011

JOGO 12 – Elza, a garota x O livro dos mandarins



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TPM

A prática de um programa de exercícios pode ajudar a diminuir os incômodos da tensão pré-menstrual.

Pesquisas médicas dão conta que cerca de 80 % das mulheres sofrem com algum tipo de sintoma da TPM, como variações do humor, crises de choro, fadiga, ansiedade e dores de cabeça.

Para ajudar a mulher a enfrentar a tensão pré-menstrual, vários médicos garantem que a atividade física é fundamental no combate aos incômodos da TPM.

Isso pode ter relação com a liberação de endorfinas durante a prática de qualquer tipo de exercício físico.

É que a TPM pode ser considerada como uma espécie de depressão e as endorfinas são hormônios que ajudam a combater dores e geram uma sensação de bem-estar, o que amenizaria os sintomas da tensão pré-menstrual.

Por Marco de Cardoso

Retalhos no Mundo:
Você sofre com a TPM?

18 maio 2011

Olheiras

Estresse, cansaço e alterações hormonais podem provocá-las

As sombras que costumam aparecer abaixo dos olhos estão associadas geralmente a noites maldormidas, mas o estresse, o cansaço físico e emocional, alterações hormonais e Tensão Pré Menstrual (TPM) também podem provocar o seu aparecimento.

Não há ninguém que não se sinta incomodado pelos olheiras. Elas dão peso a expressão e causam impressão de cansaço e desleixo. Seu aspecto escurecido ou avermelhado é provocado pelo depósito de melanina na região, pela dilatação dos vasos sanguíneos ou pela congestão vascular. Existem também olheiras que aparecem quando a região abaixo dos olhos é mais funda que o normal, formando uma sombra.

A melhor maneira de preveni-las é adotar uma vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e oito horas de sono por noite. Mas quando surgem, podem ser amenizadas com compressas frias de chá de camomila, cosméticos com ativos despigmentantes e peelings clareadores.

Quando o quadro é mais complexo, pode-se indicar preenchimentos e até mesmo uma cirurgia plástica.

Por Yasmin Barcellos



17 maio 2011

Couve

Conheça os inúmeros benefícios desse vegetal para a sua saúde

A couve é um vegetal rico em cálcio, fósforo e ferro, minerais importantes à formação e manutenção de ossos e dentes e à integridade do sangue. Contém ainda vitamina A, indispensável à boa visão e à saúde da pele; e vitaminas do complexo B, que tem por funções proteger a pele, evitar problemas do aparelho digestivo e do sistema nervoso.

Esta hortaliça também é laxante, pois possui grande quantidade de fibras, e é boa para a asma e bronquite. Além disso, a couve é excelente para combater as enfermidades do fígado, como a icterícia e os cálculos biliares, assim como os cálculos renais, as hemorróidas, e as menstruações difíceis ou dolorosas.

Em suco, é um tônico excelente, muito recomendado às crianças em fase de desenvolvimento. O caldo da couve cozida é indicado nas enfermidades da pele. Ela dissolve também os cálculos, combate a artrite, desinfeta o intestino, cura as úlceras gástricas e é ótimo no combate aos vermes.

Para uma boa compra é só verificar se as folhas estão bem verdes e sem marcas de picadas de insetos. Folhas amarelas indicam que a hortaliça está velha.

Por Yasmin Barcellos

16 maio 2011

Tecnobrega: a nova música brasileira tipo exportação

A mistura de ritmos folclóricos do Pará com música eletrônica se tornou a bola da vez em clubes e festas da Europa e dos Estados Unidos, acompanhando uma onda de pesquisas por músicas produzidas em periferias

Por Rodrigo Levino

Organizados em pequenos selos musicais e produtoras de festas, DJs americanos e europeus promovem uma espécie de intercâmbio de novos gêneros musicais

Em dezembro de 2009, o DJ inglês Lewis Robinson, de 44 anos, se embrenhou no mercado de Ver o Peso, em Belém do Pará, para descobrir o que era o tecnobrega. “Fiquei espantado ao encontrar uma música brasileira que não é excessivamente polida como a bossa nova”, diz ele. Referir-se ao tecnobrega como "não excessivamente polido" é uma forma muito mais do que polida de descrever essa mistura tóxica de carimbó, brega dos anos 70, calipso e música eletrônica. Mas Lewis queria isso mesmo. Levou para casa, em Londres, dezenas de discos e passou a alimentar com eles a festa BatMacumba, que produz mensalmente em Nothing Hill, na capital inglesa.

Não só as noites londrinas são abaladas pelo tecnobrega. Em Nova York, Paris ou Montreal é possível escutar as suas batidas. O gênero está definitivamente em ascensão entre os DJs. Seus expoentes são artistas como Wanderley Andrade e Banda Calypso, que fazem o tecnobrega "clássico", e Waldo Squash, Maderito e Gaby Amarantos, que praticam uma variação mais recente e ainda mais encorpada da música paraense, batizada de eletromelody.

Conhecida como Beyoncé do Pará por causa das formas voluptuosas, Gaby Amarantos gravou há pouco um single que já faz algum sucessso em clubes da Europa O que ela canta, com timbre indomável e sintetizadores estridentes, é uma versão de Águas de Março (morra, bossa nova, morra!). “Só falta agora cantar no exterior”, diz Gaby. Não deve demorar.

World Music 2.0 – O single de Gaby Amarantos foi lançado por um selo alemão de música eletrônica. A produção ficou a cargo do DJ carioca João Brasil, que tem agenda nos próximos três meses na Alemanha, em Portugal, na Suíça e na Áustria. João – ao lado de outros nomes, como Chico Dub e Patrick Torquato – é um integrante brasileiro do movimento de DJs e produtores nomeado Global Guettotech ou World Music 2.0 (a contraparte eletrônica daquele gênero que congrega tocadores de bongô caribenhos e flautistas andinos).

Organizados em pequenos selos, dezenas de DJs canadenses, americanos, alemães, holandeses e ingleses promovem uma espécie de intercâmbio de funk, tecnobrega, kuduro, guarachero, calipso, merengue e cumbia, gêneros musicais produzidos em países como Brasil, Colômbia, México, Angola, Costa do Marfim e África do Sul. Oriundas de países que muitas vezes sequer tem indústria fonográfica estabelecida, as músicas são “traficadas” por meio de CD caseiros, pen drives e sites de download gratuito. Em menor escala, música dos Bálcãs e da Ásia é arrolada no esquema de troca.

Trocando informações por e-mail, redes sociais e blogs, os DJs e produtores organizam viagens para pesquisar novos ritmos “periféricos” e, ao voltarem para os seus países de origem, criam novas versões dessas músicas, combinando-as com house, techno e dubstep. A partir disso, mudam-se até os nomes. O merengue, ritmo típico da República Dominicana, se transformou em merengue street nos clubes de Amsterdam quando remixado com tecno e reggaton, este de origem jamaicana.

No Brasil, a garimpagem dos estrangeiros começou há alguns anos. O primeiro “achado” foi o funk carioca, que DJs como o americano Diplo e o já mencionado Lewis Robinson trataram de divulgar. O funk está perdendo espaço para o tecnobrega porque esse é mais fácil de dançar. “Quando eu toco tecnobrega em festas na Europa, percebo que as pessoas dançam mais. O funk é agressivo por natureza, os estrangeiros gostam mas não sabem direito como se mexer”, diz João Brasil. Mas ainda há interesse pelo gênero dos morros cariocas. Em fevereiro deste ano, o DJ americano Al Doyle foi detido por policiais durante uma visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. “Eles não acreditaram que eu estava procurando discos de funk”, escreveu Doyle no Twitter pouco depois de ser liberado.

Dance, dance, dance – A troca de músicas entre os DJs e os produtores gerou um circuito de festas temáticas em três continentes. As características comuns a esses eventos são a mistura de música eletrônica tradicional com ritmos locais, quase sempre sincopados, dançantes e com coreografias de forte apelo sexual.

Certamente não era nisso que estava pensando o compositor alemão Karlheinz Stockhausen, em suas experimentações pioneiras com a eletrônica, no final dos anos 40. A música eletrônica nasceu assim: como uma das vertentes mais cerebrais da composição erudita. E ela conservou essa característica por um bom tempo, mesmo depois de entrar na corrente sanguínea do pop. Basta lembrar dos discos do também alemão Kraftwerk.

Hoje em dia, no entanto, a música eletrônica é o contrário do que era ao nascer. Dos primórdios, só guardou a ideia dos “loops”, as repetições de batidas ou frases musicais. Mas com um único objetivo: fazer dançar. Ela é, em resumo, música de festa. Quem frequenta as festas na Europa e nos Estados Unidos, pode ter um pouco de “curiosidade antropológica”. No Leblon, ouve-se funk com uma certa ironia. Mas tanto a curiosidade antropológica quanto a ironia se acabam na pista. Nas pistas de tecnobrega, aliás, a música eletrônica completa o seu trajeto: de cerebral, a totalmente descerebrada. Ou será que ainda dá para ir além?

A bossa nova ainda é o gênero musical brasileiro mais exportado. Pontualmente, cantores e grupos venceram a barreira da língua e fizeram relativo sucesso no exterior. Em alguns dos casos, mais por excentricidade do que por talento.

1. Kaoma

Foi o grupo responsável por espalhar na Europa, principalmente na França, a epidemia da lambada. Com a insuportável Chorando se Foi, Kaoma permaneceu por dois anos, entre 1989 e 1991 entre as mais tocadas pelas rádios francesas.

2. É o Tchan
Em 1998, o festival de jazz de Montreaux, um dos mais tradicionais do gênero, arruinou a sua reputação ao escalar um dos piores grupos de música já surgidos no Brasil e seus hits como Tira e Bota, Ariga Tchan e Pega no Bumbum. Além, claro, das rebolativas e seminuas dançarinas.

3. Chico César

Em 2003 o cantor alcançou o primeiro lugar nas paradas européias na categoria World Music, um gênero que comporta sem problemas rimas como ‘Mama África, a minha mãe é mãe solteira / e sabe fazer mamadeira / todo dia’. Ele também se apresentou no concorrido festival inglês Reading.

4. Deize Tigrona

Apadrinhada pelo produtor e DJ americano Diplo e pela cantora britânica MIA, Deize excursionou pela Europa em 2008 cantando (?) pérolas do cancioneiro dos morros cariocas como Injeção e Bandida

5. Gaby Amarantos

A versão de Águas de Março, imortalizada por Tom Jobim e Elis Regina ganhou uma versão estridente e frenética da cantora paraense. A música já toca em clubes noturnos da Inglaterra e da Alemanha

Fonte:
Veja: Edição da semana (nº 2217 - 18 de maio de 2011)

Retalhos no Mundo:
Você curte tecnobrega?

15 maio 2011

Filhos, um difícil teste para o casamento

Pais e mães recorrem a psicoterapia e cursos para evitar que o bebê, fonte de alegria familiar, se transforme em uma bomba-relógio para o casal

Por Nathalia Goulart

Com 37 anos de profissão, o ginecologista e obstetra Alberto D’Auria assistiu, na última década, a uma mudança entre suas pacientes – e maridos: a explosão do número de casais que balançam com a chegada dos bebês. A constatação levou o médico a intensificar uma orientação. "Atualmente, encaminho metade das minhas pacientes para a terapia, seja a individual ou a de casal. Isso não acontecia antes", diz o especialista, da Maternidade Pro-Matre Paulista. A nova orientação é uma tentativa de dar solução ao problema antigo. O rebento traz alegria e satisfação, mas com ele vêm também trocas de fraldas, choros prolongados, noites mal dormidas e gastos adicionais.

Segundo os especialistas, embora antiga, a "crise da cegonha" vem se tornando mais visível e aguda devido às mudanças ocorridas na vida das mulheres a partir da segunda metade do século XX – especialmente, sua entrada em massa no mercado de trabalho e a crescente autonomia em relação aos homens. Agora, elas tendem a optar pelos filhos quando suas carreiras já deslancharam. E, ainda assim, muitas vezes, relutam em fazê-lo. Por isso, têm dificuldade em se adaptar às transformações que um filho pequeno exige, como permanecer em casa por vários meses, se desligar do trabalho e restringir as atividades sociais. "Se indagássemos mulheres há 20 ou 30 anos, elas teriam vergonha de assumir que o filho era, de alguma forma, motivo de insatisfação", diz Renay Bradley, diretora do Relationship Reasearch Institute, organização americana sem fins lucrativos que se dedica ao estudo do assunto. "Elas eram criadas para se sentir felizes com o nascimento de um herdeiro. Era proibido negar essa felicidade."

É fácil entender por que a equação do casamento é desbalanceada com a chegada de um filho. Basta considerar o valor de algumas variáveis. Segundo recente estudo do Relationship Research Institute, dois terços dos casais sentem que a qualidade de seus relacionamentos piora nos três anos que se seguem ao nascimento do bebê. Somem-se a isso dados de duas pesquisas também americanas. Segundo a Universidade do Estado de Ohio, após o nascimento, os pais passam a ter apenas um terço do tempo que costumavam dedicar à relação amorosa antes da gravidez e, de acordo com a Universidade de Maryland, as despesas com a crianças explodem o orçamento familiar: alta de 300%.

Médicos e hospitais se mostram cada vez mais atentos às crises conjugais detonadas pelo nascimento de um filho. O Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, criou uma escola para pais, com ciclos de debate sobre temas relacionados à criação dos filhos. Entre os assuntos abordados, estão as alterações no relacionamento de marido e mulher. "A ideia é atrair o homem para essa conversa. Quando ele se envolve, passa a cobrar menos e a colaborar mais com a mulher. Tudo fica mais fácil", diz Germana Savoy, psicoterapeuta do hospital.

As inevitáveis transformações no corpo da mulher nesta fase também trazem insegurança e instabilidade ao casamento. É exatamento o que viveu a dona de casa Bianca Paiva, de 32 anos: "Vi meu corpo se transformar e não me sentia confortável com isso. Deixei, então, de ser mulher e passei a ser apenas mãe." A insatisfação se refletiu no casamento. A qualquer sinal de aproximação física por parte do marido, o empresário Filipe, de 33 anos, Bianca se esquivava. "Levou cerca de um ano para que voltássemos a nos relacionar como fazíamos antes da chegada de nossa primeira filha, Melissa", conta Bianca. 

Passados sete anos do nascimento de Melissa e cinco da chegada da segunda filha, Manuela, Bianca e Filipe consideram que os obstáculos impostos pela maternidade (e também pela paternidade) foram superados. Para o casal, foi o diálogo que permitiu a estabilização do casamento. Especialistas podem ajudar nesse momento. Obstetras, por exemplo, acompanham a gestação de perto e ficam ao lado da mulher nas primeiras semanas após o parto. São capazes de identificar as queixas de ambas as partes – e orientar o casal a buscar ajuda especializada, como a do terapeuta.

Foi a essa ajuda que recorreu a administradora de empresas Joana, de 48 anos – que prefere não revelar seu verdadeiro nome. "Após o nascimento de meu filho, passei a dispor de poucas horas de lazer. Minhas responsabilidade como mãe impunham restrições a mim. Isso me frustrava", conta. A frustração era transferida para o companheiro. "Quando via que meu marido se divertia, saindo com amigos, por exemplo, me sentia ofendida. Como ele podia se divertir enquanto eu sofria em casa?" Finalmente, quando a ideia do divórcio cruzou a mente de Joana, ela decidiu buscar a terapia. "Aos poucos, fui buscando formas aliviar o stress e lidar com as mudanças dentro de casa." A solução encontrada pelo casal foi retomar as atividades a dois: jantares, cinema e muita, muita conversa.

"O nascimento de um filho suspende parte dos sistemas que sustentam um casamento. É preciso saber lidar com as mudanças, porque elas são temporárias", diz Marli Sattler, psicóloga e terapeuta de casal e família. É a receita para evitar que o bebê – aguardado com grande expectativa e fonte de alegria para toda a família – se transforme em uma bomba-relógio para o casal.

(Com reportagem de Natalia Cuminale)

Fonte:
Veja
Edição da semana (nº 2217 - 18 de maio de 2011)

Retalhos no Mundo:
Realmente a emancipação das mulheres, talvez tenha atrapalhado um pouco papel da mulher como mãe. Antigamente, elas se dedicavam integralmente ao lar, hoje temos carreira, ambições maiores, vida social as vezes muito ativas, além de optarmos ter filhos mais tarde, quando tudo já está esquematizado. E uma criança, não é uma boneca, que quando cansamos de brincar, colocamos de lado.
A maternidade tem, nos dias de hoje ser bem planejada, associar todas as mudanças que poderão ocorrer,
dedicação 24 horas, noites mal-dormidas, mudanças corporais. E talvez a colaboração do marido, apoiando, ajudando nas tarefas e dando atenção no nosso lado mulher, com paciência e bom humor.
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