07 junho 2011

Citações sobre livros



Há tantos livros, mas há tão pouco tempo.
Frank Zappa


Uma pessoa, seja ela cavalheiro ou senhorita, que não sinta prazer ao ler um bom romance, deve ser intoleravelmente estúpida.
Jane Austen, em Northanger Abbey


Eu acho a televisão muito educativa. Toda vez que alguém a liga, eu vou para a outra sala e leio um livro.

Groucho Marx


Não há amigo tão leal quanto um livro.
Ernest Hemingway


Se alguém não tiver prazer em ler um livro várias e várias vezes, não há motivos para lê-lo, afinal.
Oscar Wilde


Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca.
Jorge Luis Borges


Você nunca poderá ter uma xícara de chá grande o suficiente, ou um livro longo o suficiente.

C. S. Lewis


Nunca confie em ninguém que não trouxe um livro consigo.
Lemony Snicket


Leia para viver.
Gustave Flaubert


Um livro sem palavras é como o amor sem beijos; é vazio.
Andrew Wolf


Se há um livro que você queira ler, mas ainda não foi escrito, então você deve escrevê-lo.
Toni Morrison


Há dois motivos para ler um livro; um, é o prazer em lê-lo; o outro, é a possibilidade de melhorá-lo.
Bertrand Russell


Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.
Neil Gaiman


Se você tem um jardim e uma biblioteca, você tem tudo que precisa.
Marcus Tullius Cicero


Os livros servem para mostrar para um homem que aqueles seus “pensamentos originais”, não são tão novos assim, afinal.
Abraham Lincoln


Uma casa sem livros é como uma sala sem janelas.
Heinrich Mann


Há livros que devem ser provados, outros devorados, mas só alguns devem ser mastigados e digeridos.
Cornelia Funke


O pior dos novos livros é que eles nos impedem de ler os antigos.
Joseph Joubert


A ficção revela a verdade que a realidade esconde.

Jessamyn West


Minha vó sempre dizia que Deus fez as bibiliotecas para que as pessoas não tenham desculpas para serem tão estúpidas.
Joan Bauer


Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los.
Joseph Alexandrovitch Brodsky


Um clássico é um livro que nunca termina de dizer o que tem para dizer.
Italo Calvino


Nós vivemos para os livros.
Umberto Eco, em O Nome da Rosa


Quando você relê um clássico, você não vê mais no livro do que havia antes; você vê mais em você do que havia antes.

Clifton Fadiman


Sempre leia coisas que façam você parecer bem caso morra no meio da leitura.
P.J. O’Rourke

Retalhos no Mundo:
Escolha a qual você mais se identificar.
Fico com a de Joseph Joubert


O pior dos novos livros é que eles nos impedem de ler os antigos.

06 junho 2011

Antes fruto do poder, arte no espaço público se revigorou nos anos 70

Obras de arte expostas ao ar livre já existem há séculos. Principalmente os políticos tentam se imortalizar com monumentos em espaços públicos. Só a partir dos anos 70, tais peças começaram a perder o caráter oficial.

 
Durante muito tempo, a arte colocada à exposição pública era destinada somente a honrar governantes e servir à ideologia do poder. Os exemplos mais famosos são as estátuas equestres, que surgiram, em sua maioria, no século 19. Dessa forma, muitos chefes de Estado foram eternizados em poses heróicas em lugares representativos.
Sob o regime nacional-socialista, Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, teve a ideia de incluir artistas na concepção de edifícios públicos. À legislação da construção civil, ele vinculou uma diretriz que estabelecia que uma pequena porcentagem dos custos construtivos fosse destinada à arte: mais um meio de propaganda estatal e, ao mesmo tempo, uma medida de apoio a artistas fiéis ao regime.
Arte e cultura para todos

A diretriz da "arte na construção" manteve-se depois da Segunda Guerra Mundial. Embora os artistas contratados não fossem mais agentes fiéis da propaganda estatal, seus projetos artísticos não eram originais nem críticos. Em 1953, aconteceu a primeira tentativa de se ir além desses modestos exemplos da arte pública.

O projeto "Escultura ao ar livre", em Hamburgo, quis tornar a arte acessível a um público maior. Ele foi baseada na ideia de que a arte exposta em museu era reservada somente a um público iniciado.

Hilmar Hoffmann, responsável durante muitos anos pela secretaria de Cultura de Frankfurt e depois diretor do Instituto Goethe, agrupa esses pensamentos esclarecedores numa fórmula clara: as palavras "arte para todos" contribuíram para um grande avanço da arte no espaço público, através de um maior apoio de prefeituras e municípios.

Eram grandes as pretensões por trás dessa ideia. Os cidadãos deveriam desenvolver uma maior autonomia com o estímulo da arte – procurava-se uma educação sensorial com vista a mais democracia.

A arte se torna independente

Em 1974, a prefeitura de Hannover contratou a artista franco-suíça Niki de Saint Phalle, para criar esculturas para uma exposição pública em área urbana. As representações femininas atraentes, coloridas e voluminosas provocaram discussões acaloradas e muitas críticas. Muitos consideram a exposição como o berço da arte no espaço público na Alemanha.
O historiador da arte Volker Plagemann foi diretor do departamento de assuntos culturais em Bremen a partir de 1973, trabalhando posteriormente muito tempo em Hamburgo. Para ele, duas causas principais foram decisivas para o número crescente de obras de arte no espaço público.

Nos anos 1970, a responsabilidade pela arte pública mudou de mãos. A partir daí, os profissionais das secretarias de obras públicas não eram mais os responsáveis pelo projeto artístico e pela conclusão dos espaços públicos, mas os conhecedores da cultura e da arte. Além disso, os artistas foram envolvidos na fase de planejamento. Eles participavam das decisões de onde e como as obras de arte deveriam ser realizadas.

"Assim, a imagem da arte mudou", assinala Plagemann. Se antes havia muitas esculturas "comportadas", como meninas lendo um livro diante de uma biblioteca estatal, ou a representação de um menino escrevendo em frente à uma escola, a arte se tornou independente. Isso levou muitas vezes a controvérsias, já que as obras eram incompreensíveis para muitos. Desde essa época, as autoridades culturais dispõem de um orçamento fixo para trabalhar em espaços públicos e edifícios – em Hamburgo, até mesmo sobre superfícies aquáticas.

Do grafite à arte de rua


Mais tarde, veio a arte de rua ou "street art", que queria libertar os objetos da atmosfera dos museus. Às vezes, em nome de cidades e empresas e muitas vezes ilegalmente, surgiram obras de arte sobre superfícies urbanas. A complexa cultura do grafite – agora parte indispensável das cidades modernas – é o exemplo mais conhecido, mas é apenas um pequeno elemento da arte de rua.
Grafite: muitas vezes ilegal, mas formador de estiloGrafite em muro da cidade alemã de Colônia: arte muitas vezes ilegal, mas que marca centros urbanos







"Hoje", diz Volker Plagemann, "obras de arte ilegais e a arte contratada legalmente se combinam das mais diversas formas nos espaços públicos. Além disso, já faz bastante tempo que a arte no espaço público não se reduz apenas a esculturas ou pinturas nas paredes das casas."
Em alguns lugares, imagens ou vídeos são projetados em grandes superfícies. Sejam bailarinos, percursionistas ou um só ator de pantomima, a arte de rua é bastante diversificada. E assim, também, é o seu caráter: ele pode ser exigente, superficial, profundo, abstrato, realista ou somente comercial – há exemplo de todos os tipos.
Nos últimos anos, o financiamento público da arte diminuiu cada vez mais. Em vez disso, aposta-se mais e mais em patrocinadores e financiadores privados. Quanto à questão sobre se a arte no espaço público é hoje mais bem-aceita do que antigamente, o historiador da arte Plagemann responde sobriamente: "A arte é sempre bem-aceita por aqueles que a entendem. Pelo outros, ela não recebe aceitação."
Autor: Günther Birkenstock (ca)
Revisão: Marcio Damasceno

 
 
Comente:
O grafite é uma arte que enriquece ou que polui o espaço público?


Retalhos no Mundo:
Acho que a arte do grafite exprime a visão do artista e não importa se é um espaço público ou em outro local. O que desvaloriza essa arte é "pixar" as casas e locais não autorizados.

05 junho 2011

Região do Chiemgau oferece canto alpino, paisagens deslumbrantes e tradição

 

O local também é conhecido por ser a terra do papa Bento 16. Região do Chiemgau oferece bela vista dos Alpes, um universo cheio de tradições e os três maiores lagos da Alemanha.

Josef Ecker ama sua terra natal – o que ele percebe quando está longe de casa. Como professor de música, ele trabalha não apenas nos Alpes de Chiemgau, mas por toda a Alemanha. Há 13 anos, ele ofereceu pela primeira vez aula de canto alpino e nunca mais parou.
Atualmente, cerca de dez pessoas o procuram todos os dias interessadas em aprender esta forma típica de canto bávaro. Entre os alunos estão desde donas de casa a gerentes de empresas, inclusive um grupo de britânicos, que sai de Londres para fazer um curso noturno.
A mídia já apelidou Josef Ecker como "Rei do Canto Alpino". Ele também poderia ser escolhido como o "rei do traje típico", com sua calça de couro até o joelho e a imagem do rei bávaro Ludwig 2º no suspensório . "O rei era um incentivador da música", ressalta Ecker.


Desafios

É preciso uma certa técnica para praticar o canto. "Uma voz forte, a respiração correta por meio do diafragma e o lugar adequado são essenciais", afirma o professor, apontando para seu lar nos Alpes, o Hochfelln. Ele garante que preferiria andar os 1.674 metros até o topo. "É assim que é para um bávaro: conquistamos os Alpes preferencialmente a pé." Mas a aventura, claro, duraria muito. Por isso ele usa o teleférico.
Até a metade do caminho, o professor segue como um guia turístico. Ele mostra o Maxhütte, local onde há 450 anos já havia exploração de minérios. Atualmente existe um museu instalado nas construções antigas, ao pé dos Alpes, onde os visitantes podem ter informações sobre as histórias de exploração do ferro e do processamento de metal. Ecker aponta ainda um pântano, uma área de proteção onde alguns tipos de aves se reproduzem.
"Aqui se pode fazer escalada, montanhismo, caminhada. No lago é possível andar de barco e nadar", diz, entusiasmado. De bicicleta também se pode percorrer toda a volta do lago Chiemsee, de aproximadamente 60 quilômetros.
Após 15 minutos no teleférico, chega-se ao topo do Hochfelln. A 1.674 metros de altura é possível desfrutar da bela vista dos Alpes e das redondezas. No horizonte brilham ao longe os cumes cobertos de gelo da Grossglockner, a maior montanha da Áustria. Adiante, vê-se as construções dos locais onde se praticam esportes de inverno na comunidade bávara de Ruhpolding. Lá do alto, segundo o professor, é um lugar adequado para praticar o canto alpino. "A paisagem e a natureza são meus maiores parceiros. Aqui posso respirar livre", afirma.
Ele explica que a preparação começa com a agitação dos braços fazendo um movimento circular, como se fosse abraçar alguém. Ao mesmo tempo, ele alonga a barriga e respira fundo. "É preciso sentir o ar também na região dos rins". E então ele solta a voz. No verão, conta Ecker, a resposta ao seu canto chega rapidamente de algum turista.
Antigamente, os moradores das regiões alpinas se comunicavam a distância por meio deste canto. A arte era praticada em todos os lugares, inclusive nas áreas para pedestres.
O proprietário da cabana em Hochfelln, Meier Loisl, é mais reservado e passa praticamente o ano inteiro lá em cima, e no inverno pode-se esquiar até o vale. Em Hochfelln ele tem tudo que precisa: uma linda vista de dia e sossego à noite. E Loisl nem precisa saber muito de canto alpino: ele tem conexão de internet sem fio em casa.
Nos tempos do rei

O rei bávaro Ludwig 2º certamente teria incentivado a moderna técnica. Embora o nobre fosse contra a expansão das linhas de trem no reinado – porque elas destruíam a solidão idílica e a natureza romântica do lugar –, ele mesmo desfrutava as viagens noturnas nos primeiros trenós elétricos iluminados.
Como lembrança do 125º aniversário de morte do monarca, será apresentada uma exposição multimídia no castelo de Herrenchiemsee, na ilha de mesmo nome, sobre como era a vida naquele tempo. Peças originais foram selecionadas especialmente para o evento. Pela primeira vez, os turistas poderão visitar as salas inacabadas do Templo da Glória, construído segundo modelo do Palácio de Versalhes, em homenagem o rei francês Luis 14.
A exposição oferece ainda uma representação resumida e objetiva do rei, cuja morte permanece misteriosa. Os últimos vestígios de Ludwig 2º foram encontrados no dia 13 de junho de 1886 no lago Starnberg. O rei teria cometido suicídio, atirado por engano com a arma de seu médico acompanhante ou o ele simplesmente foi assassinado?
Os ponteiros do relógio de bolso que afundou na água marcavam 18h54. Seu guarda-chuva também foi encontrado na margem. Os dois objetos estão expostos no Herrenchiemsee. Eles fazem parte da crendice de que Ludwig 2º ainda circula pelo local.
Terra do papa

Vestígios da passagem de um outro bávaro de grande notoriedade também se encontram nos arredores do Chiemsee. O papa Bento 16 visitou o morro Ratzinger, uma colina arborizada perto da comunidade de Prien, de onde se pode ter uma vista maravilhosa do lago e da montanha Chiemgau, dez quilômetros distante dali.
O lugar não recebeu este nome devido ao atual líder da Igreja Católica, mas é proveniente do povoado de Ratzing, que fica próxima dali. Mas existe, de fato uma ligação: a mãe do então cardeal  Joseph Ratzinger, atual papa, morava no município de Rimsting, na região do morro Ratzinger. Por esse motivo, o religioso visitou uma vez o local e peregrinou pela trilha das frutas, com árvores de todo o mundo. Um árvore de tília plantada pelos moradores de Rimsting lembra o acontecimento.
Autora: Karin Jäger (ms)

Revisão: Nádia Pontes

DW-WORLD.DE

04 junho 2011

1882: Nasce o comediante bávaro Karl Valentin

CALENDÁRIO HISTÓRICO

 

Em 4 de junho de 1882 nascia o comediante bávaro Karl Valentin. Seu humor é uma espécie de antídoto contra a vida acidentada que teve durante duas guerras.

 
Não há tarefa mais árdua para um artista do que arrancar gargalhadas de um país que esteve seriamente envolvido nas duas grandes guerras mundiais do último século. Principalmente quando se trata de um humor que nada tem de escapista, nem tampouco apela para a típica perpetuação dos preconceitos de toda espécie.
 
Pois foi com um dom fora do comum e uma sensibilidade artística a toda prova que, em 4 de junho de 1882, nascia em Munique Valentin Ludwig Fey. Um homem que esteve muito à frente de seu tempo e que pagou caro – muito caro – por ter nascido numa época em que a brutalidade e o desespero davam o tom.
    
Determinação de pioneiro
 
Karl Valentin costuma ser comparado a Charlie Chaplin. A comparação é oportuna, mas requer aprofundamento. Chaplin foi muito mais bem-sucedido que o cabaretista e artesão multimídia alemão, conseguindo a proeza de conquistar corações e mentes nos quatro cantos do mundo com toda sua genialidade e humor tragicômico, mas Valentin foi o primeiro a realizar os seus próprios filmes mudos em 1912, dois anos antes do cativante vagabundo inglês.
 
Enquanto o autor de Luzes da Cidade (1931) atuava dentro da indústria cinematográfica mais poderosa do mundo – a norte-americana –, Karl Valentin teve que lutar muito para se impor dentro de seu próprio país, que estava mergulhado em uma profunda crise de identidade. 
 
Estátua de Karl Valentin, em um chafariz no centro de MuniqueEstátua de Karl Valentin, em um chafariz no centro de Munique
"Aqui em Munique ainda não foi encontrado nenhum ser humano que, na minha cidade natal, queira fazer filmes sonoros comigo", protestava Valentin, que iria amargar outras ingratidões de seus concidadãos bávaros.
 
A relação de Karl Valentin com a indústria de filmes sempre foi complicada. Ele não se conformava em ter que acatar as imposições do meio. O artista alemão chegaria a recusar vários convites de trabalho nos Estados Unidos por não querer se distanciar de Munique e por ter pânico de viagens longas. 
 
Em 1928, quando foi se apresentar no Kabarett der Komiker, em Berlim, com a peça Ensaio de Orquestra, o humorista chegou ao ponto de mandar imprimir nos cartazes da turnê: "Maior comediante trágico da Alemanha, Karl Valentin deixa Munique".
 
O teatro como ponto de partida
 
Karl Valentin escapou por pouco da morte por difteria, que levou dois irmãos dele ainda crianças. Aos 15 anos, foi aprender seu primeiro ofício, a marcenaria, que lhe seria útil posteriormente para a construção de cenários e adereços de suas peças teatrais.
 
Depois de aprender a tocar cítara, o rapaz de longas pernas e curiosa silhueta iria encarar as primeiras apresentações como comediante ao completar 17 anos. Mas o sucesso só chegaria em 1908, ao atuar no prestigiado palco do Frankfurter Hof, em Munique. Três anos depois, Valentin conheceria aquela que seria sua companheira de palco por 26 anos a fio, a atriz Elisabeth Wellano, mais conhecida como Liesl Karlstadt.
 
Em 1912, depois de montar um estúdio de pequenas proporções, o humorista rodaria seu primeiro filme mudo, O Casamento de Karl Valentin, que seria sucedido dois anos mais tarde por A Nova Escrivaninha.
 
Encarado como dadaísta ou como irreverente seguidor do surrealismo, Karl Valentin seguiu em rota de expansão, cunhando frases impagáveis que entrariam para a história: "tudo já foi dito, mas não por todos"; "antes, até o futuro era melhor"; "o ser humano é bom, as pessoas é que são ruins", ou ainda "toda coisa tem três lados – um positivo, um negativo e um estranho".
 
As guerras
 
Karl Valentin, antes de 1945 Karl Valentin, antes de 1945
A eclosão da Primeira Guerra Mundial não impediu que Karl Valentin fizesse sucesso nos palcos. O comediante escapou de prestar serviço militar por causa das fortes crises de asma que sofria e, de 1915 a 1921, foi a grande sensação dos cabarés de Munique. 
 
Com a chegada dos nazistas ao poder em 1933, o filme A Herança seria proibido, por questionar a propagada superioridade da raça ariana. Mas ele e sua companheira Liesl Karlstadt seguiram em frente, resolvendo abrir o Panoptikum, um espaço artístico no porão de um hotel da cidade. O projeto fracassou e levou os dois artistas à ruína financeira, provocando um colapso nervoso em Karlstadt, que chegou a tentar o suicídio. 
 
Ao terminar a Guerra, Karl Valentin não estava melhor que o país em que nasceu. Os discos gravados pelo humorista não eram mais tocados publicamente, e a série radiofônica que produzia para a emissora Bayerischer Rundfunk – sua única fonte de renda – foi retirada do ar por não agradar aos ouvintes, que discordavam da visão pessimista de seus textos.
 
Em 1948, aos 66 anos, Karl Valentin morreu em decorrência de uma pneumonia. Dois dias antes, ele havia passado a noite num camarim de uma casa noturna em Munique desprovida de calefação, em pleno inverno alemão.

 
Filipe Tadeu

01 junho 2011

Semifinal da Copa de Literatura 2011

Jogo 14 – O gato diz adeus x O livro dos mandarins

http://copadeliteratura.com.br/index.php/clb2010/jogo-14-o-gato-diz-adeus-x-o-livro-dos-mandarins


Sobremesa

Laranjas Caramelizadas
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
 

Ingredientes:
Para 6 pessoas

  • 6 laranjas grandes
  • 200 g de açúcar
  • +2 laranjas
  • folhas de hortelã q.b.
Confecção:

Descasque 2 laranjas, deixando a casca limpa de todas as peles brancas.
Corte as cascas em juliana fina.
Ponha as 6 laranjas no congelador durante 10 minutos para que endureçam.
Ferva a juliana por 5 minutos, depois retire do lume e deixe arrefecer em água fria.
Num tacho, leve ao lume o açúcar com 1 chávena de água.
Deixe ferver até obter ponto fraco.
Retire as laranjas do congelador e descasque-as, deixando-as limpas de peles brancas.
Corte-as às rodelas e várias colocando umas sobre as outras, até as laranjas recuperarem a sua forma original.
Coloque-as numa taça redonda.
Junte a juliana reservada com a calda, leve ao lume deixando ferver até a calda engrossar um pouco.
Deixe amornar.
Deite depois a calda sobre as laranjas, leve ao frigorífico, retirando só na hora de servir.
 Sirva decorado com folhas de hortelã


Fonte: Gastonomias
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