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17 setembro 2016

7 Autoras esquecidas da literatura brasileira

Texto de Homo Literatus - 10/06/2016

O Brasil se formou e ainda permanece como sociedade patriarcal. Os homens, durante a nossa história, tiveram supremacia em praticamente todos os âmbitos de poder: na política, na ciência, na cultura. Só em 1827 (!), com a abertura da primeira escola feminina no país, as mulheres passaram a ter o acesso básico à alfabetização, depois de mais de 300 anos de colonização. Devido a essa educação tardia, vieram depois as primeiras escritoras tupiniquins. Hoje, há um número imensamente maior de mulheres produzindo literatura; porém, elas ainda são pouco conhecidas, e isso se agrava mais ainda quando falamos das pioneiras.

O foco acadêmico e social acaba recaindo sempre nos mesmos nomes, já canonizados, como se estas fossem as únicas: Clarice Lispector, Cecilia Meireles, Ana Cristina Cesar – homenageada da FLIP esse ano –, Rachel de Queiroz, e agora Adélia Prado e Lygia Fagundes Telles (cotada ao Nobel de 2016). Sem desmerecer, obviamente, nenhuma dessas brilhantes representantes, creio ser importante também reconhecer as outras, que caem no ostracismo, longe dos holofotes. Por isso, resolvi fazer uma lista para iluminar algumas das moças que permaneceram, injustamente, tempo demais na escuridão.

MARIA FIRMINA DOS REIS (1825-1917)
Maranhense e negra, é considerada a primeira romancista brasileira. Em 1859, publicou o incrível Úrsula, tido pela crítica como o primeiro romance abolicionista e feminista escrito no Brasil, inaugurando a vertente da literatura afro-brasileira. Também era professora e figura ativa na imprensa local, publicando poemas, contos, crônicas e artigos em jornais da época. Além disso, na década de 1880, fundou a primeira escola mista (misturando meninas e meninos) do estado do Maranhão, ousadia que provocou muito rebuliço e incômodo.


Eu não te ordeno, te peço,

Não é querer, é desejo;

São estes meus votos – sim.

Nem outra cousa eu almejo.

E que mais posso eu querer?

Ver-te Camões, Dante ou Milton,

Ver-te poeta – e morrer.


NÍSIA FLORESTA (1810-1885)

Considerada a primeira feminista brasileira, publicou em 1832 o manifesto “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”. Também educadora e presença constante em periódicos da imprensa até então jovem, Nísia Floresta rompeu os limites entre o público e o privado que eram impostos às mulheres. Ela viajou pelo mundo, criando contatos e diálogos com Augusto Comte, pai do positivismo, e Alexandre Dumas, importante escritor francês.


Se cada homem, em particular, fosse obrigado a declarar o que sente a respeito de nosso sexo, encontraríamos todos de acordo em dizer que nós nascemos para seu uso, que não somos próprias senão para procriar e nutrir nossos filhos na infância, reger uma casa, servir, obedecer e aprazer aos nossos amos, isto é, a eles homens. (…) Por que [os homens] se interessam em nos separar das ciências a que temos tanto direito como eles, senão pelo temor de que partilhemos com eles, ou mesmo os excedamos na administração dos cargos públicos, que quase sempre tão vergonhosamente desempenham?

NARCISA AMÁLIA (1852-1924)
Além de poeta, Narcisa Amália foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Feminista e abolicionista, lutava contra as opressões de gênero e de raça nos seus textos. Foi, de acordo com Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional”, contribuindo imensamente para a formação da nossa literatura “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”.

POR QUE SOU FORTE

Dirás que é falso. Não. É certo. Desço

Ao fundo d’alma toda vez que hesito…

Cada vez que uma lágrima ou que um grito

Trai-me a angústia – ao sentir que desfaleço…

E toda assombro, toda amor, confesso,

O limiar desse país bendito

Cruzo: – aguardam-me as festas do infinito!

O horror da vida, deslumbrada, esqueço!

É que há dentro vales, céus, alturas,

Que o olhar do mundo não macula, a terna

Lua, flores, queridas criaturas,

E soa em cada moita, em cada gruta,

A sinfonia da paixão eterna!…

– E eis-me de novo forte para a luta.

GILKA MACHADO (1893-1980)
Vinda de família de artistas, com mãe atriz, parentes poetas e músicos, Gilka Machado foi uma grande poeta, que, nesses últimos anos, infelizmente caiu no ostracismo. Publicou em 1915, aos 22 anos, seu primeiro livro, Cristais Partidos. Durante a década de 1920, continua a escrever, lançando Estados d’Alma (1917), Mulher Nua (1922), Meu Glorioso Pecado (1928), e Amores que mentiram, que passaram (1928). Foi uma importante precursora da literatura erótica escrita por mulheres. Em 1979, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras.


Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada

para os gozos da vida, a liberdade e o amor,

tentar da glória a etérea e altívola escalada,

na eterna aspiração de um sonho superior…

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada

para poder, com ela, o infinito transpor,

sentir a vida triste, insípida, isolada,

buscar um companheiro e encontrar um Senhor…

Ser mulher, calcular todo o infinito curto

para a larga expansão do desejado surto,

no ascenso espiritual aos perfeitos ideais…

Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!

ficar na vida qual uma águia inerte, presa

nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

PAGU (PATRÍCIA GALVÃO) (1910-1962)
Sempre relacionada a Oswald de Andrade e condenada ao título de musa, Pagu foi muito mais do que companheira do escritor. Poeta, escritora, tradutora, desenhista, diretora de teatro, jornalista e militante, Patrícia Galvão lutou pela participação política da mulher na sociedade brasileira e foi figura essencial no movimento modernista. Publicou seu primeiro romance, Parque Industrial, em 1933. Primeira mulher a se tornar presa política no país, foi torturada durante muitos períodos em sua vida.

Nada nada nada

Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada

Pois existe o só nada

(…)

Um copo de conhaque

Um teatro

Um precipício

Talvez o precipício queira dizer nada

Uma carteirinha de travel’s check

Uma partida for two nada

Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas

Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava

Um cão rosnava na minha estrada

Um papagaio falava coisas tão engraçadas

Pastorinhas entraram em meu caminho

Num samba morenamente cadenciado

Abri o meu abraço aos amigos de sempre

Poetas compareceram

Alguns escritores

Gente de teatro

Birutas no aeroporto

E nada.

ORIDES FONTELA (1940-1998)
Pertencente à chamada ‘geração de 60’, Orides fez uma poesia filosófica, que se atenta aos detalhes, às brevidades, à palavra-coisa. Teve sua obra completa (de 1969 a 1996) reeditada recentemente pela Cosac Naify, possibilitando uma oportunidade de leitura aos novos leitores, que provavelmente nunca ouviram falar no seu nome.


Tudo

será difícil de dizer:

a palavra real

nunca é suave.

(…)



Tudo será

capaz de ferir. Será

agressivamente real.

Tão real que nos despedaça.



Não há piedade nos signos

e nem o amor: o ser

é excessivamente lúcido

e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade.)


HILDA HILST (1930-2004)
Hilda é, provavelmente, o nome mais conhecido dessa lista. O que ela faz aqui, então? Escolhi-a pois as pessoas podem saber quem ela é, mas quase ninguém a lê verdadeiramente. Além disso, ela é constantemente associada somente à poesia e ao romance, porém, as pessoas negligenciam que ela foi também uma excelente dramaturga e cronista – a meu ver, se estabelecendo como um dos únicos autores brasileiros (aqui, conto com os homens) a atingir alto nível de escrita nos três gêneros principais: lírico, narrativo e dramatúrgico.
 
Das autoras acima apenas ouvir falar de Pagu e Hilda Hilst, e vocês?

10 setembro 2016

Qual era o livro mais vendido no ano em que você nasceu?

Texto de Pamela Carbonari - Superinteressante

Compilamos os maiores best-sellers de ficção: para selecionar os hits literários no Brasil recorremos à lista dos mais vendidos da revista Veja. Também utilizamos a lista do The New York Times para encontrar as obras mais compradas pelos americanos nas últimas quatro décadas. Boa leitura!
1975

Brasil – Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado

Estados Unidos – A Saga do Colorado, James Michener

1976

Brasil – Araceli, Meu Amor, de José Louzeiro

Estados Unidos – Triniy, Leon Uris

1977

Brasil –

Estados Unidos – Pássaros Feridos, Colleen McCullough

1978

Brasil- Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa

Estados Unidos – A Herdeira, Sidney Sheldon

1979

Brasil – Farda, Fardão, Camisola de Dormir, Jorge Amado

Estados Unidos – O círculo Matarese, Robert Ludlum

1980

Brasil- A Falta que Ela me Faz, Fernando Sabino

Estados Unidos- A identidade Bourne, Robert Ludlum

1981

Brasil- Crônicas de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez

Estados Unidos- Os Rebeldes, James Michener

1982

Brasil – O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – O Mosaico de Parsifal, Robert Ludlum

1983

Brasil – A Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Garota do Tambor, John Le Carré

1984

Brasil – Tocaia Grande, Jorge Amado

Estados Unidos – Operação Aquitânia, Robert Ludlum

1985

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – Tripulação de Esqueletos, Stephen King

1986

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – A Coisa, Stephen King

1987

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Preço do Amor, Danielle Steel

1988

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Cardeal do Kremlin, Tom Clancy

1989

Brasil – As Areias do Tempo, Sidney Sheldon

Estados Unidos – A casa da Rússia, John Le Carré

1990

Brasil – Diário de um Mago, Paulo Coelho
Estados Unidos – O Ônus da Prova, Scott Turow

1991

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos – Scarlett, Alexandra Ripley

1992

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos- O Dossiê pelicano, John Grisham

1993

Brasil – Noite sobre as Águas, Ken Follett
Estados Unidos – As Pontes de Madison, Robert James Waller

1994

Brasil – Brida, Paulo Coelho
Estados Unidos – A Profecia Celestina, James Redfield

1995

Brasil – Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Profecia Celestine, James Redfield

1996

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – Segredos do Poder, Joe Klein

1997

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – A Montanha Gelada, Charles Frazier

1998

Brasil – O Livro das Virtudes para Crianças, William j. bennett

Estados Unidos – O Advogado, John Grisham

1999

Brasil – O Homem que Matou Getúlio Vargas, Jô Soares

Estados Unidos – O Testamento, John Grisham

2000

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling
Estados Unidos – A Confraria, John Grisham

2001

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

Estados Unidos – O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson
2002

Brasil – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling
Estados Unidos – The Lovely Bones, Alice Sebold

2003

Brasil – Onze Minutos, Paulo Coelho

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2004

Brasil – Budapeste, Chico Buarque

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2005

Brasil – Fortaleza Digital, Dan Brown

Estados Unidos – O Corretor, John Grisham

2006

Brasil – Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom

Estados Unidos – For One More Day, Mitch Albom

2007

Brasil – A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

Estados Unidos – A Cidade Do Sol, Khaled Hosseini

2008

Brasil – A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
Estados Unidos – O Recurso, por John Grisham

2009

Brasil – A Cabana, William Young
Estados Unidos – O Símbolo Perdido, Dan Brown
2010

Brasil – A Cabana, William P. Young
Estados Unidos – A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson

2011

Brasil – A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

Estados Unidos – A Resposta, Kathryn Stockett

2012

Brasil – A Escolha, de Nicholas Sparks
Estados Unidos – Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James
2013

Brasil – Inferno, Dan Brown

Estados Unidos – Um Porto Seguro, Nicholas Sparks
2014

Brasil – A Culpa é das Estrelas, John Green
Estados Unidos – O Pintassilgo, Donna Tartt

2015

Brasil – O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
Estados Unidos – A Garota no Trem, Paula Hawkins

Apesar de não ter os do ano que nasci(1960), acredito que na época não houvesse essa pesquisa, já li 6 livros. Os livros em negrito foram os que já li.

Os que tenho na estante:
  1. Diário de um Mago, Paulo Coelho
  2. Noite sobre as Águas, Ken Follett
  3.  Brida, Paulo Coelho
  4. O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson
  5. O Código da Vinci, Dan Brown
  6. Fortaleza Digital, Dan Brown
  7. A Cabana, William Young
  8. O Símbolo Perdido, Dan Brown
  9. A Escolha, de Nicholas Sparks
  10. Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James
  11.  Inferno, Dan Brown
  12.  Um Porto Seguro, Nicholas Sparks
  13. A Culpa é das Estrelas, John Green
Bom. tenho mais livros para ler do que lidos. Apenas três dessa lista estão na minha lista de leituras para este ano. 

E vocês já leram alguns desses livros da lista ou não tem interesse em lê-los?









22 setembro 2013

Mergulhando no baú de brinquedos

Jogos e brinquedos que foram criados há muito tempo ganham novamente vida pelas mãos de Diogo Rafael e Kênia Andréa. Físicos e artesãos, o casal busca recuperar as brincadeiras

Para aqueles que já superaram a tão temida “crise dos trinta” e rumam agora para seus quarenta ou cinquenta anos, brincadeiras e brinquedos clássicos como o ‘Boneco Trapezista’, ‘Bumerangue’, ‘Jogo de Varetas’, ‘Resta Um’ e ‘Jogo da Velha’ fazem parte da memória. São coisas que marcaram a história de muita gente e que graças ao talento de Diogo Rafael e Kênia Andréa estão se perpetuando no tempo.
Os dois são proprietários do ‘Ateliê Mayumanah’ que fica em Ponta Grossa, no bairro de Uvaranas. Físicos formados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), há dez anos a dupla resolveu resgatar clássicos das brincadeiras de antigamente e oferecer uma opção diferenciada de lazer em meio aos grandes avanços tecnológicos vividos atualmente. “Nós buscamos muito a cultura da família. A gente percebe que a diversão eletrônica separa muito, é cada um na sua tela.

Fonte: Jornal da Manhã-Ponta Grossa-22/09/13

Retalhos no Mundo: Você também já brincou com alguns destes brinquedos?
RM: Dos relacionados, apenas não brinquei com o bumerangue e tenho em casa o jogo de varetas e resta um. E vocês?

13 abril 2012

Sexta-feira 13. Você acredita?

Publicado em 28/07/2009 by Redação.

Quem é que nunca entrou em um casa nova com o pé direito ou não bateu na madeira para isolar o azar? Algumas superstições já fazem parte do dia-a-dia das pessoas.
É comum ouvir que nós, brasileiros, somos um povo muito supersticioso. Você sabe o que isso significa? Uma pessoa supersticiosa possui apego infundado a qualquer coisa que lhe dizem, crê em fatos sem fundamento real, segue conselhos que nascem da crendice popular. É algo que passa de avós para netos, entre amigos, de geração a geração, é a chamada história oral.
Veja abaixo algumas superstições bastante conhecidas e avalie você mesmo o quanto é supersticioso ou não.

Pé direito - Devemos sair de casa e entrar em qualquer lugar, sempre com o pé direito, para evitar o azar.


Borboleta- Ver uma borboleta voar dá sorte para o dia.

Gato – Se tivermos um gato e formos mudar de casa, é bom passar manteiga em suas patinhas, para que ele não volte para a casa antiga.

Gato Preto- Na idade média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.

Sal grosso – Deixar um copo de vidro cheio de sal grosso no canto da sala, traz sorte.

Bolsa no chão – Não podemos deixar a bolsa apoiada no chão se não quisermos perder dinheiro.

Escada – Nunca devemos passar por debaixo de uma escada. É mal sinal na certa!

Vassoura – Para dispensar uma visita chata, é só deixar uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta. Crianças que montarem em vassouras serão infelizes. Mais uma: varrer a casa à noite expulsa a tranqüilidade

Arco- íris – Quem passar por debaixo do arco-íris muda de sexo: o homem vira mulher, e a mulher vira homem.

Coceira - Sua mão esquerda está coçando? Então, prepare-se para receber um bom dinheiro extra. Se por acaso a mão que estiver coçando for a direita, tome cuidado: é provável que perca uma grande quantia. Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior.

Estrela Cadente – Viu uma estrela cadente? Faça um pedido, porque, segundo a crença de muita gente, é garantia de que ele vai se realizar.

Elefante – Ter um elefante de enfeite, sobre um móvel qualquer, sempre com a tromba erguida mas de costas para a porta de entrada, evita a falta de dinheiro. Outra figura que garante carteira cheia é o Buda. Ele deve ficar em cima da geladeira, sobre um prato cheio de moedas.

Orelha Quente – Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.

Objetos Perdidos - A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho.

Espelho quebrado - Quebrou um espelho? A superstição prega que serão sete anos de má sorte. Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior. Significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você.

Guarda-chuva – Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho. Segundo uma tradição, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas aos familiares.

Aranhas – Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Brinde – Se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, no brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tintim, a ter seus desejos invertidos.

Velas, lâmpadas e cigarros – Três velas ou três lâmpadas acesas em um mesmo quarto podem ser prenúncio de morte. Acender três cigarros com um mesmo palito de fósforo também significa perigo. Trata-se de uma tradição de guerra. O primeiro cigarro aceso mostra o alvo ao inimigo, que mira no segundo e atira no terceiro.

Bons desejos - Na hora de acordar, abra os dois olhos ao mesmo tempo para ver tudo com clareza e não ser enganado por ninguém. Ao levantar, procure dar o primeiro passo com o pé direito para atrair boa sorte e felicidade. Faça um desejo ao cortar a primeira fatia de seu bolo de aniversário. Ponha um caroço de melancia na testa e, antes que ele caia, faça um desejo. Jogue uma moeda numa fonte. Só faça um desejo quando a água parar de se movimentar e você enxergar o seu reflexo. Os gregos atiravam moedas em seus poços para que estes nunca secassem. Faça um desejo ao usar um sapato novo pela primeira vez. Enquanto você estiver cruzando uma pequena ponte, prenda a respiração e faça um desejo.

Meias do avesso - Se você colocar a meia do avesso, não se preocupe: sinal de que uma boa notícia está para chegar.

Qual será o sexo do bebê? – Existem algumas crenças para tentar adivinhar. Pedir a futura mamãe que mostre a mão uma delas. Se ela estender com a palma para baixo, será menino. Se a palma estiver para cima, nascerá uma menina. Existe também a linguagem do ventre. Se for pontudo e saliente, sinal de que um menino está para chegar. Arredondado e crescendo para os lados? Menina à vista.

Fonte:Brasil Cultura - O portal da cultura brasileira (2004 - 2012)


Retathos no Mundo 
Você acredita que a sexta-feira 13 é dia de azar?

Retalhos no Mundo: Não, mas respeito as tradições. Pra que arriscar, não é?

06 maio 2010

Entenda o que é o Pré-sal

Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, também chamada de subsal. As rochas reservatório deste tipo de região normalmente são encontradas em regiões muito profundas, de difícil localização e de acesso mais complexo. A maior parte das reservas petrolíferas “pré-sal” ou “subsal” atualmente conhecidas no mundo está em áreas marítimas profundas e ultra-profundas.

A primeira reserva petrolífera em área pré-sal no mundo ocorreu no litoral brasileiro, onde passaram a ser conhecidas simplesmente como “petróleo do pré-sal” ou “pré-sal”. Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal.

A chamada camada pré-sal brasileira é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter, Iara, Iracema, Abaré entre outros.

Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.

Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.

Neste ano, as ações da estatal tiveram forte oscilação depois que a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil em Tupi, com 25%) divulgou nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de petróleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número.

Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.

Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

O PRÉ-SAL É DO POVO BRASILEIRO?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que 71% do dinheiro obtido com a exploração de petróleo na camada do pré-sal irá para um fundo do governo federal destinado à educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza.

E OS OUTROS 29%?

29% já foram leiloados nas regras anteriores e que, portanto, o que vai entrar na nova regulamentação são apenas 71% que não tinham sido leiloados ainda.

POÇOS

“Foram perfurados 11 poços pela Petrobras como operadora nos blocos do pré-sal da Bacia de Santos com 100% de indícios de óleo. Desses 11, dois estão em fase de teste de formação (para avaliar a descoberta) No momento estamos perfurando mais três poços (áreas de Tupi, Iracema e Abaré)”, afirmou a estatal.

Origem

Processo de aparecimento do atlântico Sul, entre 140 e 60 milhões de anos atrás, quando se formou o petróleo do pré-sal

O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundezas do leito marinho.

Entre 300 e 200 milhões de anos atrás a África e a América do Sul formavam um único continente, a Pangeia, que a cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. A aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre duas as placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.

Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue , onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos , misturando-se à outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica , que dariam origem às rochas geradoras. A partir delas, o petróleo migrou para cima e ficou aprisionado nas rochas reservatórios, de onde é hoje extraído. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, ocorrendo inclusive a deposição de grandes quantidades de sal que formaram grandes camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo Oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.

Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano , soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que é encontrado atualmente no litoral do Brasil.

O conjunto de descobertas situado entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo genérico “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras.

Ocorrências similares, sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Cumuruxatiba e Espírito Santo, no litoral das ilhas Malvinas, mas também já foram identificadas no litoral atlântico da África, Japão, no Mar Cáspio e nos Estados Unidos, na região do Golfo do México. A grande diferença deste último é que o sal é alóctone(vindo de outras regiões) enquanto o brasileiro e o africano são autóctones(formado nessa região) (Mohriak et al., 2004).

Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal, possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de “campo de produção”, os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3° da Portaria ANP nº 90, com nomes ligados à fauna marinha.
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