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27 janeiro 2014

Degustando Palavras



CBN Tempo de Letras




DOS LIVROS PARA A COZINHA

Degustando Palavras é o primeiro projeto da Babilonia de 2014. Cinco encontros - de janeiro a maio - de dar água na boca com o melhor da cultura, literatura, arte e gastronomia. 
A chef e historiadora Ana Roldão apresenta histórias e curiosidades de Marquesa de Santos, Carême, Fernando Pessoa, Frida Kahlo e Proust ligadas aos prazeres da mesa.

Brindes gastronômicos temáticos ao final de cada um dos encontros.

Saboroso e imperdível!

Mais informações e inscrições: eventos@babiloniaeditorial.com.br


Foto: Nota hoje no Prosa, O Globo, sobre o ciclo Degustando Palavras no Centro Cultural Justiça Federal.

Inscrições por e-mail: eventos@babiloniaeditorial.com.br


Uma série de encontros, com a chef e historiadora Ana Roldão, em homenagem a grandes nomes da cultura e literatura universal e sua relação com a cozinha de seus locais de origem e sua época. Cinco conversas de dar água na boca,  protagonizadas por Marquesa de Santos, Antonin Carême, Fernando Pessoa, Frida Kahlo e Marcel Proust. Os prazeres da mesa, bebidas, comidas, gostos, amores e desilusões traduzidos em pratos, cardápios e memória.

5 encontros, 2 horas cada de Janeiro a Maio de 2014
18h30 às 20h30
R$ 50, 00 por encontro

29 de janeiro: Marquesa de Santos e o cesto de morangos
26 de fevereiro: Antonin Carême e a alta gastronomia
26 de março: Fernando Pessoa e os cafés lisboetas
30 de abril: A cozinha de Frida Kahlo
28 de maio: As madeleines de Marcel Proust.

Face: babiloniaeditorial
Twitter: babiloniacult

22 setembro 2013

Mergulhando no baú de brinquedos

Jogos e brinquedos que foram criados há muito tempo ganham novamente vida pelas mãos de Diogo Rafael e Kênia Andréa. Físicos e artesãos, o casal busca recuperar as brincadeiras

Para aqueles que já superaram a tão temida “crise dos trinta” e rumam agora para seus quarenta ou cinquenta anos, brincadeiras e brinquedos clássicos como o ‘Boneco Trapezista’, ‘Bumerangue’, ‘Jogo de Varetas’, ‘Resta Um’ e ‘Jogo da Velha’ fazem parte da memória. São coisas que marcaram a história de muita gente e que graças ao talento de Diogo Rafael e Kênia Andréa estão se perpetuando no tempo.
Os dois são proprietários do ‘Ateliê Mayumanah’ que fica em Ponta Grossa, no bairro de Uvaranas. Físicos formados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), há dez anos a dupla resolveu resgatar clássicos das brincadeiras de antigamente e oferecer uma opção diferenciada de lazer em meio aos grandes avanços tecnológicos vividos atualmente. “Nós buscamos muito a cultura da família. A gente percebe que a diversão eletrônica separa muito, é cada um na sua tela.

Fonte: Jornal da Manhã-Ponta Grossa-22/09/13

Retalhos no Mundo: Você também já brincou com alguns destes brinquedos?
RM: Dos relacionados, apenas não brinquei com o bumerangue e tenho em casa o jogo de varetas e resta um. E vocês?

23 junho 2013

Brasileiros no exterior apoiam manifestantes do Brasil

Em diversas cidades do mundo aconteceram protestos em solidariedade às manifestações que pedem mudanças no Brasil. Os atos são organizados por brasileiros que vivem no exterior e convocados pelo Facebook.
Em praticamente todos os cantos do mundo aconteceram, nestes últimos dias, manifestações em solidariedade aos protestos que acontecem no Brasil. Assim como no Brasil, os manifestantes no exterior – a maioria, brasileiros – defendem mudanças no país, incluindo um melhor combate à corrupção e mais investimentos em saúde e educação.
Na Alemanha, o maior protesto aconteceu neste sábado (22/06) na cidade de Colônia, a quarta maior do país e onde mora uma das maiores comunidades de brasileiros na Alemanha. A manifestação aconteceu em frente à Catedral da cidade renana e transcorreu sem incidentes.
Gabriela Zopolato, uma das organizadoras do ato, diz que o protesto reuniu brasileiros e estrangeiros interessados em demonstrar solidariedade aos manifestantes no Brasil.
"Queremos incentivar as pessoas a irem às ruas, a se manifestarem. Não nos posicionamos contra nenhum governo, mas entendemos que é o povo quem precisa fazer a política", afirmou a estudante de engenharia mecânica na Universidade de Duisburg-Essen.
Colônia teve a maior manifestação na Alemanha
Hamburgo
Na nesta terça-feira, protesto semelhante havia acontecido em Hamburgo, maior cidade do norte do país. Algumas dezenas de pessoas – aproximadamente 250, pelos cálculos dos organizadores – reuniram-se em frente à estação central de metrô da cidade.
Assim como os demais, o protesto de Hamburgo foi convocado pelo Facebook. A belo-horizontina Liz Cunha, de 22 anos, foi uma das organizadoras da manifestação. Há três anos e meio em Hamburgo, a mineira diz que teve a ideia após ler sobre a repercussão dos protestos em outras cidades da Europa. Ela afirmou estar "muito emocionada e muito orgulhosa" com os protestos em seu país natal.
A paulistana Lúcia Zanforlin Trede, de 30 anos, veio para a manifestação acompanhada dos pais e da filha pequena, de alguns meses. "Eu estou aqui para afirmar, para mostrar que o brasileiro quer mudar o Brasil, independentemente de morarmos lá ou aqui."
"Eu fico feliz por o povo brasileiro ter acordado, por estar se manifestando contra todas essas coisas que têm de mudar para o país ir para a frente", afirmou a engenheira química, que mora há nove anos em Hamburgo.
Primeiro protesto aconteceu em Berlim
Berlim
O primeiro protesto de brasileiros na Alemanha aconteceu em Berlim, no domingo passado. A passeata contou com a participação de mais de 250 pessoas, segundo a polícia, e criticou principalmente a violência policial em São Paulo e os gastos com a realização de grandes eventos esportivos no Brasil.
"Essa marcha é para mostrar para os alemães, para as pessoas que moram aqui e também para a mídia que está acontecendo algo no Brasil e que o país precisa ser olhado com atenção", disse Juliana Doraciotto, organizadora da manifestação em Berlim, à DW Brasil. A profissional de marketing se inspirou nos movimentos de apoio às manifestações turcas que estão sendo realizados na capital alemã.
Também em Bremen, Hannover e Frankfurt aconteceram protestos organizados por brasileiros no exterior.
Cidade da Praia
Cerca de 30 brasileiros saíram neste domingo às ruas na Cidade da Praia, em Cabo Verde, para se manifestarem pacificamente com cartazes e entoando o Hino Nacional, em apoio aos protestos que ocorrem nos diversos Estados brasileiros desde o início deste mês.
A manifestação foi organizada pelo Movimento Acorda Brasil em Cabo Verde, formado por um grupo de brasileiros residentes e que surgiu no Facebook. O objetivo é "dar uma força" aos compatriotas que estão organizando os protestos em várias cidades brasileiras.
Manifestações de solidariedade semelhantes aconteceram em várias cidades do mundo, entre elas Londres, Paris, Cidade do México, São Francisco, Boston, Dublin, Toronto, Buenos Aires, Lisboa, Porto e até na praça Taksim, na Turquia.

Fonte: Deutsche Welle
AS/dw/lusa

14 agosto 2012

Uma página da história


São raras as vezes em que determinada geração tem a oportunidade de vivenciar a história sendo feita. O julgamento dos 38 réus do mensalão, que começa na próxima quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, é um desses episódios com força para atrasar ou acelerar, dependendo de sua qualidade, os processos históricos da evolução política no Brasil. A história de um país e de um povo é feita de fatos. É sobre eles que os historiadores se debruçam na tentativa de encontrar um fio condutor que os ligue em uma sequência lógica cujo somatório é o que chamamos de nação.
O mensalão foi um fato. Foi um gigantesco arranjo partidário, financeiro, empresarial em que parte das elites governantes do Brasil no primeiro mandato de Lula se pôs de acordo sobre o uso de dinheiro de diversas origens, quase todas elas espúrias, para comprar ou manter o apoio ao Palácio do Planalto de parlamentares e partidos tradicionalmente mercenários.
Inédito? Não. Mas nunca se tinha tentado uma operação daquela envergadura com a instalação no coração do mundo político de um mecanismo de mercado negro de consciências em troca de dinheiro. Políticos iam e vinha de agências bancárias para receber quantias em dinheiro vivo; os mais destemidos assinavam recibos ou pediam à mulher para fazê-lo; os de nervos fracos

inventavam despesas falsas de consultores, agências de propaganda ou assessores de imprensa. Quem não tinha tanta iniciativa podia contar com os serviços financeiros do esquema, que fornecia recibos assinados por secretárias, motoristas, laranjas arrumados às pressas. A capital do país foi tomada por um furor argentário que o então deputado Roberto Jefferson, figura-chave no desmantelamento do mensalão, descreveu com sua voz de barítono: "ratos magros!".
VEJA foi o órgão de imprensa que primeiro revelou o arranjo, com a divulgação de um vídeo em que o diretor dos Correios embolsava um maço de cédulas como propina. O diretor era ligado a Jefferson, que, para não cair sozinho, relatou a extensão dos crimes de repasse de dinheiro a parlamentares e chamou pela primeira vez o processo de mensalão. Sete anos depois, desbaratada a "quadrilha", nas palavras de Antonio Fernando de Souza, o então procurador-geral da República, o STF começa a julgar responsabilidades. O que está em jogo não é apenas o destino das 38 pessoas acusadas. O que está em jogo é que página da história nossa geração escreveu neste começo do século XXI - uma página que pode nos envergonhar ou da qual nós, nossos filhos e netos vamos nos orgulhar.
VEJA, edição 2280, 1º de Agosto de 2012

24 junho 2012

È dia de São João!

È dia de São João!
Texto de Jaqueline Li
(Revista Sorria)


Em junho o corpo se rende ao balanço da festa. Basta uma fogueira, o som da sanfona e as barracas cheias de diversão para se entregar aos melhores esportes de inverno.
O Tempo é de Quadrilha, bandeirinhas coloridas e paçoca. Nos meses mais frios do ano, os casais dançam junto ao som das sanfonas, ao redor da fogueira. Junho é a hora certa de ensaiar a mira nas barracas de jogos de argola e pescaria e sair com um prêmio, daqueles bem grandes, fazendo inveja aos outros. È a única oportunidade do ano para encarar a subida no quase impossível pau-de-sebo, o tronco liso que desafia os mais corajosos.
Essa brincadeira toda é para agradecer a São João, o padroeiro dos festejos. O 24 de junho, data de nascimento do santo, é um dos mais antigos dias de comemoração para os cristãos. Mas o mês ainda tem lugar para Santo Antônio e São Pedro, que abençoam as danças e os jogos. E não é só de santos que se faz um bom arraial. Pau-de-sebo e quadrilha são velhas tradições pagãs, que retribuem aos deuses as boas colheitas da época. Por aqui, elas incorporam a celebração religiosa e compôem um dos meses mais divertidos do ano. No meio da festança ninguém consegue resistir as barraquinhas cheias de prêmios, aos acordes da música caipira, as brincadeiras que entram noite adentro. Então, o  melhor a fazer é retirar do armário a camisa xadrez e render-se a esses esportes juninos!

No último pau-de-sebo

Tudo acontece em segundos. O grito da torcida, os pés machucados,  a coragem de, sozinho, alcançar a vitória. Mateus Marcarini ataca e, quando chega ao topo do tronco liso e ensebado, sente que valeu a pena. “ É como se fosse um jogador chegando na área para fazer o gol”, conta o professor de educação física, de 29 anos, craque na escalada de árvores, de troncos descascados e engordurados.Em Caxias do Sul(RS), onde mora, a  brincadeira do pau-de-sebo é conhecida pelo nome italiano de cuccagna (em português, cocanha, que significa abundância). A diferença é que, em vez de óleo usado para preparar a madeira em outras regiões do Brasil, no Sul o poste é um eucalipto que, ao ser descascado, libera a seiva. Mateus, que participa da atividade desde os 11 anos, já venceu quatro vezes a prova, que, em sua origem, é um modo de agradecer aos deuses a colheita farta. Para ele, a difícil tarefa de escalar um tronco escorregadio é como as brincadeiras de criança. “Quem viveu a experiência de correr no mato e comer fruta no pé aprendeu a subir em árvores. E, aí, a gente nunca mais esquece”, explica. Só que na cuccagna,os pés reclamam. “Para se firmar na escalada, eles ficam bastante esfolados”, conta. Para ele, além dos segundos de emoção e das lembranças da infância, o mais importante do jogo é perpetuar as tradições. “Eu me sinto honrado em resgatar as situações vividas por meus antepassados por meio dessa brincadeira “, diz.

Argola ao alvo

A paixão de Romi da Cunha são as argolas. Pesadas, de metal, que devem-se encaixar perfeitamente em alvos a metros de distância. A gerente de vendas de 53 anos é fascinada pelo jogo de argolas. Como não quer esperar junho para dedicar-se a essa paixão, ela vai duas ou três vezes por semana ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Embu das Artes, em São Paulo. Ali, onde a brincadeira está disponível o ano todo, ela arremessa os círculos de modo que fiquem planando no ar, como discos.
E, com tanto treino (e uma dose de sorte), acerta o alvo a 3 metros de distância.”Mas, tem dia que a gente não acerta nenhuma”, conta a jogadora, que descobriu que era boa na brincadeira cinco anos atrás.
Nas argolas, ganha mais pontos quem conseguir encaixar o maior número de arremessos. No CTG, há um torneio interno para os aficcionados, e Romi é uma das atletas que mais acumularam pontos, “ Na primeira semana, treinava muito para não ficar para trás, mas logo peguei o jeito”, conta. “ Tem de saber dosar a força, mas cada um inventa seu jeito de jogar”. Agora, ela participa até de campeonatos em outras cidades. Romi conta que a brincadeira- que treina a percepção visual e a coordenação motora- também é uma forma de fazer novas amizades. “Eu me sinto bem entre tantas pessoas simples e de bem com a vida”, diz. Tem prêmio melhor?

Olha a quadrilha!

Juliana Maria e Ronaldo da Silva são devotos da quadrilha. Dançando, a dona de casa de 22 anos  e o profissional autônomo de 27, conheceram-se apaixonaram-se e casaram-se. E nunca mais, abandonaram a religião dos passos e rodopios, embalados pela música caipira. “Para nós, arraial é como Carnaval. A gente se prepara o ano todo e, quando ouvimos o locutor dizer que a quadrilha vai começar, o coração bate muito forte”, diz Ronaldo, que além de dançar no grupo Tradição do Recife, é um dos costureiros dos figurinos, filho e irmão de quadrilheiros, ele começou aos 12 anos. Nessa época, a dança costumava combinar o balanço do ritmo da música (o balance) com as fitas compridas em que cada cavalheiro dá a mão á sua parceira (o passeio). Hoje, a coreografia da quadrilha pernambucana mistura os passos tradicionais, como o túnel e as caminhadas para frente e para trás, com movimentos cheios de giros, evoluções e sincronia entre os casais. São cerca de 150 pessoas envolvidas na quadrilha do Tradição, que tem o ponto dramático no casamento, com uma noiva tão leve e delicada que lembra uma bailarina clássica. A cena é como um teatro, com diálogos gravados e encenações coreografadas. Juliana entrou para o grupo de tanto vê-lo se apresentando em arraias da cidade. E pretende continuar dançando até o dia em que não puder mais se sustentar de pé. “Quero ser a coroa da quadrilha“. Ali, esqueço-me de tudo, rio às gargalhadas e desestresso ”, diz.


Retalhos no Mundo:
Vocês também curtem as tradições juninas, com suas danças e comidas típicas?

15 maio 2012

Paris recebe 14º Festival de Cinema Brasileiro de Paris



Por Andréia Silva 

Quem estiver na capital francesa entre os dias 9 e 22 e maio vai poder conferir o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que este ano chega à 14ª edição. O evento é produzido pela Associação Jangada, da carioca Katia Adler.
 
Este ano, participarão 29 obras, entre documentários e ficções, que disputam o prêmio de Melhor Filme, eleito por voto popular. Há ainda a mostra retrospectiva RioFilme 20 Anos e uma homenagem ao cineasta francês Claude Santiago.
 
Capitães da Areia, adaptado do livro homônimo de Jorge Amado, abre o festival. O escritor viveu por muitos anos em Paris nos anos 70, em exílio, e é o segundo autor brasileiro mais lido na França (o primeiro é Paulo Coelho). A sessão terá a presença da diretora, Cecília Amado, neta de Jorge, que este ano completaria 100 anos.
 
Rio Anos 70, de Maurício Branco e Patricia Faloppa, fará sua première no festival no dia 18 de maio. O documentário mostra o glamour dos anos 1970 no Rio de Janeiro, bem na época da disco music, quando a francesa Régine Choukroun desembarcou na cidade e abriu a boate Régine’s, no subsolo do Hotel Méridien.
 
Já badalados e elogiados no Brasil, dois documentários musicais também integram a programação do festival: Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, que será exibido no dia 15 de maio, com a presença de Bial; e Raul: O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho e Eduardo Mocarzel, que encerra o evento, no dia 22.

Será exibido ainda, no dia 17, o documentário Marcelo Yuka, no Caminho das Setas, com a presença da diretora Daniela Broitman.
 
Entre as ficções, um dos filmes mais aguardados este ano é Corações Sujos, de Vicente Amorim, inédito no circuito comercial do Brasil. Com renomados atores japoneses como Tsuyoshi Ihara (Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood) e Sugata Shun (Kill Bill e O Último Samurai), o longa conta a história de um imigrante cuja vida foi virada de cabeça para baixo.

O festival também faz uma homenagem ao cineasta francês Claude Santiago, falecido em janeiro deste ano, que retratou, entre vários documentários, os brasileiros Carlinhos Brown e Tom Zé – dois filmes que serão exibidos na mostra comemorativa.
 
Além da mostra de filmes, haverá uma exposição inédita de fotos e vídeos da Rocinha, produzida pela organizadora do evento, Katia Adler, e um debate entre moradores da "banlieue" parisiense e jovens da periferia do Rio.

Fonte:Saraiva Conteúdo
 

14 maio 2012

Agora é a vez do Brasil exportar cinema

"Agora é a vez do Brasil exportar cinema", diz Cecília Amado
10 de maio de 2012
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 A diretora brasileira Cecília Amado, neta do escritor Jorge Amado, afirmou nesta quinta-feira (10) que o Brasil precisa começar a exportar cinema com força para mostrar sua cinematografia e o próprio país ao mundo, assim como fizeram e fazem a Itália e a França.

"A temática do atual cinema brasileiro é muito variada", declarou a cineasta à Agência EFE. "Os filmes produzidos aqui não falam somente de violência, favelas e meninos de rua, embora esses assuntos estejam presentes nas telas por fazerem parte da realidade do país", completou.

Escalada para a abertura da 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com seu primeiro longa-metragem - Capitães da Areia, uma adaptação homônima do livro de seu avô -, Cecília lembrou que a miséria é retratada em seu filme, embora não seja o tema central da trama, que acompanha um grupo de jovens moradores de rua de Salvador.

"Este livro é um verdadeiro clássico, além de leitura obrigatória nas escolas", explicou a cineasta ao reconhecer entre risos que, "da mesma forma que grande parte das meninas", ela também se encantou com o protagonista.

Desta forma, a cineasta carioca tenta contar "uma história universal" não só de pobreza, mas principalmente "de amor, de liberdade e da conflitante passagem que supõe a saída da infância e a chegada da idade adulta", disse.

Apesar da intenção de se manter fiel ao livro, o filme se abstrai da onipresente faceta política para priorizar um retrato social. Assim, a cineasta consegue fazer justiça ao avô, que escreveu o livro aos 24 anos e cheio de convicções comunistas, mas se transformou em um humanista com o passar do tempo.

Cecília Amado também falou sobre a atual realidade do país, onde, segundo ela, "a crise econômica chegou com atraso". A classe média brasileira, com problemas mais existenciais do que financeiros, será tema de seu próximo filme, intitulado Trinta Carnavais. Segundo a cineasta, o filme acompanha a trajetória de dois irmãos que entram em crise ao chegar aos 30 anos.

Mesmo diante do favorável momento econômico, Cecília admitiu que, "apesar do país seguir um bom caminho, ainda há muito o que percorrer".

"A saúde e a educação são duas contas pendentes no país", aponta Cecília, que lamentou que os jovens atores selecionados para atuar no Capitães da Areia, com 13 e 14 anos, "quase não sabiam ler e nem escrever".

A 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que se estende até o dia 22 de maio, projetará mais de 30 longas-metragens de ficção e documentários nas salas do cinema Le Nouveau Latino da capital francesa.
Fonte: Terra

13 maio 2012

Dia das Mães

Dia das Mães

Fonte:Jornal do Brasil
Dom Orani João Tempesta


O segundo domingo de maio é um dia dedicado a homenagear as mulheres que acolheram em sua vida a missão sublime de gerar ou acolher um filho para educar. Ser mãe é dom gratuito da bondade de Deus para cada mulher, e também a possibilidade de aceitar trabalhar pelo futuro da humanidade. Uma significativa expressão da fidelidade de Deus no sacramento do matrimônio, que torna o amor de um casal fecundo e multiplicador de vida. Esse dia nascido por motivações afetivas, mas muito explorado comercialmente nos dias atuais, pode ser agora uma oportunidade de valorizar a vida e a família. Principalmente, se refletimos sobre a missão importante da mãe (junto com o esposo) de educar seus filhos.

Além de acolher ou procriar fisicamente, gerar um filho para a fé é um compromisso que sinaliza a relação de Deus com seu povo, que é sempre fecunda, capaz de multiplicar a vida, e se dá na plena confiança e entrega à providência divina. No contexto de um capitalismo selvagem, cada vez mais tenta-se destruir os valores verdadeiros da humanidade, ser mãe, o que, para além de uma responsabilidade e de um dom, significa manifestar um compromisso com a vida em todas as suas dimensões. Com as pressões atuais contra a dignidade da vida e a propaganda contra a geração de filhos, constatamos que isso é ferir em uma mulher o direito de ser mãe, ferindo também sua mais profunda dignidade e violando aquilo que de mais belo Deus concedeu a uma mulher: o direito de ser mãe e de contribuir assim com a criação, que continua a ser criada e recriada. "Cada criança que nasce é Deus que volta a sorrir para o mundo" diz a tradição popular.

Homenagear as mães neste dia nos faz recordar a importância da família humana e também a figura de Maria, exemplo de mãe e educadora. Mulher forte e doce, mulher do silêncio, da presença e da esperança que não decepciona. Maria traz consigo as virtudes mais profundas, capazes de fazer de todas as mulheres verdadeiramente mães e mestras, como ela o foi. A humildade, a plena confiança em Deus, seu sim à acolhida do projeto divino em sua vida, conformando-se plenamente a ele, as lutas para proteger o filho, a coragem de lançá-lo no projeto do Pai antes mesmo de "chegar a sua hora", a força para acompanhar o filho no sofrimento e aos pés da cruz, acolher o filho morto ao ser retirado da cruz e contemplar, em seus braços, seu corpo sofrido por amor, a esperança de fazer continuar o projeto de construção do Reino junto com os discípulos amedrontados no Cenáculo, a alegria de ver o filho ressuscitado e Senhor para sempre.

Mães de nosso tempo: pobres, mas incapazes de abandonar os filhos que geraram. Capazes de educar na dificuldade, nunca os deixando de lado. Mulheres de fé, que choram aos pés do Santíssimo Sacramento e da Virgem das Dores, implorando a Deus por seus filhos, escravos das drogas, da prostituição e de tantos outros vícios. Mães que percorrem o calvário com seus filhos, lutam para que não sejam mortos e imploram de Deus uma nova vida de cada um deles.Verdadeiras guerreiras, batalhando e lutando por sua prole, trabalham de sol a sol para estudar os filhos, fazê-los crescer bem e oferecer-lhes melhores condições de vida e novas possibilidades, que, elas mesmas, não puderam receber. Mulheres que choram as dores dos filhos, que sorriem e celebram suas vitórias. Mulheres de aço, mulheres como flores, singelas e frágeis. Amor traduzido em gestos concretos e na mais profunda oferta de vida. Capazes de tudo para garantir aos filhos uma vida de sucesso e de realização.

As Sagradas Escrituras estão cheias dos testemunhos de mulheres, mães, que tudo fizeram para que seus filhos compreendessem e permanecessem no caminho do Senhor. Vale lembrar o desejo de Sara de ser mãe e sua confiança em Deus, que transformou sua impossibilidade e fez de Abraão pai de todas as nações (Gn 18,10); a história de Ana, mãe de Samuel, que deu à luz o filho primogênito (1Sm 1-2); a belíssima história da mãe e dos sete filhos que dão a vida mas não negam o Senhor (2Mc 7, 1-40); a busca da mulher cananeia pela cura de sua filha (Mt 15,21); a alegria de Isabel ao conceber João Batista (Lc 1,12-15) e Maria, modelo novo de maternidade e coragem (Lc 1,26-38).

A figura materna tem nas Sagradas Escrituras um valor profundo que até mesmo a Revelação compara o amor de Deus com algumas características maternas: "... agora vou gritar como a mulher que dá à luz, vou gemer e suspirar" (cf.Is 42, 14); "Sião dizia: o Senhor me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas, pode a mãe esquecer o seu filho, ou a mulher a criança em suas entranhas? Ainda que ela esqueça, eu não esquecerei você" (cf. Is 49,15); "Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês... (cf. Is 66,13).

Na história do cristianismo, tantas mães se santificaram pensando e promovendo o bem para seus filhos. Recordemos Santa Mônica, que tanto rezou pela conversão do filho Agostinho, que se tornou um santo e doutor da Igreja, ou ainda, Santa Rita de Cássia, que rezou a Deus por seus filhos, que não queria vê-los manchados com a culpa do sangue e do ódio entre famílias rivais.

A todas as mães queremos homenagear e rezar para que suas presenças sejam sempre sinal de vida e de fecundidade. Para que sinalizem o amor de Deus com suas vidas, principalmente em nossos tempos, onde o direito de ser mãe vem sendo substituído pelo horror do aborto que fere a dignidade de tantas mulheres iludidas por falsas ideologias. Rezemos também pelas mães que já se encontram junto com Maria na eternidade, na bem-aventurança eterna, para que recebam a recompensa de suas vidas doadas e entregues a Deus e à família.

Que Maria, mãe e mestra, cubra todas as mães com seu sagrado manto de amor, humildade e dedicação. Que ela alcance de Deus para todas as mães as condições necessárias para educarem seus filhos com dignidade, na justiça, fraternidade e solidariedade. Que nenhuma mãe se esqueça de que a melhor herança que podem entregar a seus filhos é a fé.

Maria, mãe de todos os povos, rogai por nós!

*Dom Orani João Tempesta, cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro.

13 abril 2012

Sexta-feira 13. Você acredita?

Publicado em 28/07/2009 by Redação.

Quem é que nunca entrou em um casa nova com o pé direito ou não bateu na madeira para isolar o azar? Algumas superstições já fazem parte do dia-a-dia das pessoas.
É comum ouvir que nós, brasileiros, somos um povo muito supersticioso. Você sabe o que isso significa? Uma pessoa supersticiosa possui apego infundado a qualquer coisa que lhe dizem, crê em fatos sem fundamento real, segue conselhos que nascem da crendice popular. É algo que passa de avós para netos, entre amigos, de geração a geração, é a chamada história oral.
Veja abaixo algumas superstições bastante conhecidas e avalie você mesmo o quanto é supersticioso ou não.

Pé direito - Devemos sair de casa e entrar em qualquer lugar, sempre com o pé direito, para evitar o azar.


Borboleta- Ver uma borboleta voar dá sorte para o dia.

Gato – Se tivermos um gato e formos mudar de casa, é bom passar manteiga em suas patinhas, para que ele não volte para a casa antiga.

Gato Preto- Na idade média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.

Sal grosso – Deixar um copo de vidro cheio de sal grosso no canto da sala, traz sorte.

Bolsa no chão – Não podemos deixar a bolsa apoiada no chão se não quisermos perder dinheiro.

Escada – Nunca devemos passar por debaixo de uma escada. É mal sinal na certa!

Vassoura – Para dispensar uma visita chata, é só deixar uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta. Crianças que montarem em vassouras serão infelizes. Mais uma: varrer a casa à noite expulsa a tranqüilidade

Arco- íris – Quem passar por debaixo do arco-íris muda de sexo: o homem vira mulher, e a mulher vira homem.

Coceira - Sua mão esquerda está coçando? Então, prepare-se para receber um bom dinheiro extra. Se por acaso a mão que estiver coçando for a direita, tome cuidado: é provável que perca uma grande quantia. Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior.

Estrela Cadente – Viu uma estrela cadente? Faça um pedido, porque, segundo a crença de muita gente, é garantia de que ele vai se realizar.

Elefante – Ter um elefante de enfeite, sobre um móvel qualquer, sempre com a tromba erguida mas de costas para a porta de entrada, evita a falta de dinheiro. Outra figura que garante carteira cheia é o Buda. Ele deve ficar em cima da geladeira, sobre um prato cheio de moedas.

Orelha Quente – Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.

Objetos Perdidos - A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho.

Espelho quebrado - Quebrou um espelho? A superstição prega que serão sete anos de má sorte. Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior. Significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você.

Guarda-chuva – Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho. Segundo uma tradição, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas aos familiares.

Aranhas – Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Brinde – Se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, no brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tintim, a ter seus desejos invertidos.

Velas, lâmpadas e cigarros – Três velas ou três lâmpadas acesas em um mesmo quarto podem ser prenúncio de morte. Acender três cigarros com um mesmo palito de fósforo também significa perigo. Trata-se de uma tradição de guerra. O primeiro cigarro aceso mostra o alvo ao inimigo, que mira no segundo e atira no terceiro.

Bons desejos - Na hora de acordar, abra os dois olhos ao mesmo tempo para ver tudo com clareza e não ser enganado por ninguém. Ao levantar, procure dar o primeiro passo com o pé direito para atrair boa sorte e felicidade. Faça um desejo ao cortar a primeira fatia de seu bolo de aniversário. Ponha um caroço de melancia na testa e, antes que ele caia, faça um desejo. Jogue uma moeda numa fonte. Só faça um desejo quando a água parar de se movimentar e você enxergar o seu reflexo. Os gregos atiravam moedas em seus poços para que estes nunca secassem. Faça um desejo ao usar um sapato novo pela primeira vez. Enquanto você estiver cruzando uma pequena ponte, prenda a respiração e faça um desejo.

Meias do avesso - Se você colocar a meia do avesso, não se preocupe: sinal de que uma boa notícia está para chegar.

Qual será o sexo do bebê? – Existem algumas crenças para tentar adivinhar. Pedir a futura mamãe que mostre a mão uma delas. Se ela estender com a palma para baixo, será menino. Se a palma estiver para cima, nascerá uma menina. Existe também a linguagem do ventre. Se for pontudo e saliente, sinal de que um menino está para chegar. Arredondado e crescendo para os lados? Menina à vista.

Fonte:Brasil Cultura - O portal da cultura brasileira (2004 - 2012)


Retathos no Mundo 
Você acredita que a sexta-feira 13 é dia de azar?

Retalhos no Mundo: Não, mas respeito as tradições. Pra que arriscar, não é?

04 setembro 2011

Aula de "bruxaria" assusta alunos

Crianças de 11 anos copiam textos sobre poções para atrair um amor e pais questionam escola I Uma aula “sinistra” de português provocou polêmica na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Pavanatti Fávaro, no Jardim São Cristóvão, em Campinas. Os alunos da quinta série aprenderam na última semana como preparar poções mágicas para atrair um amor e a prosperidade financeira. A justificativa para a aplicação do conteúdo é de que os alunos irão ao cinema para assistir ao filme Harry Potter e as Relíquias da Morte.


De acordo com os pais, na quarta-feira da semana passada, os alunos, que têm idades entre 11 e 12 anos, fizeram cópia de dois textos, um deles intitulado “Transformando Homens em Porcos”. No dia seguinte, eles foram ao laboratório de informática, onde receberam orientação do professor para copiar o significado de algumas palavras encontradas em um dicionário on-line de termos usados em umbanda e candomblé. Além das palavras, os alunos precisaram copiar receitas mágicas de um blog. E foram elas que mais assustaram os pais. Entre as poções, há formulas para um beijo ardente, para atrair um amor, fazer poção afrodisíaca e banho incentivador de prosperidade financeira. Preocupados, alguns pais procuraram a escola para pedir explicações sobre o objetivo da aula e a ligação das receitas com a disciplina de português. Uma das mães, a autônoma K.C.S., decidiu tirar o filho da escola. “O meu filho disse que ficou assustado, assim como os outros coleguinhas. Procurei a equipe pedagógica da escola para tentar saber porque o meu filho estava recebendo aquele conteúdo e se fazia parte do cronograma de aula, porque não consegui fazer nenhuma ligação das receitas de magia com os adjetivos, substantivos ou interpretação de textos”, diz. Segundo K., a resposta que recebeu era de que a atividade foi extracurricular e contava no planejamento anual da escola. “Para mim não fazia sentido o meu filho de 11 anos aprender como se faz para atrair um amor. Para que lado ele está indo? Para o ocultismo? É um ritual que não tem nada a ver com o português. Faltou bom senso do professor”, afirma. O garoto parou de frequentar a escola na segunda feira. “Com tudo isso, se ele continuasse na escola, não sei se o rendimento dele seria o mesmo”, afirma a mãe. Outra mãe, C.M.B., não tirou o filho da escola, mas decidiu que não quer mais que ele participe das aulas de português. “Não estamos de acordo que o nosso filho aprenda esse conteúdo na idade em que está. Entendo que o professor quis informar, mas ele se aprofundou de mais sem levar em conta a idade dos alunos”, diz. A Secretaria de Estado da Educação não informou o nome do professor. Outro lado A escola informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto pedagógico da escola tem como foco a leitura e a escrita. Por isso, várias atividades desenvolvidas com os alunos visam o desenvolvimento dessas duas questões educacionais, como foi o caso da lição de português questionada pelos pais. Informou ainda que a atividade de pesquisa sobre magia faz parte da atividade extra-classe que será desenvolvida com os alunos da turma. Os estudantes irão até o cinema para assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte — o filme foi escolhido pelos próprios alunos. A primeira etapa do trabalho consistiu na leitura de um texto sobre magia, retirado de um livro didático. Posteriormente, os alunos fizeram a pesquisa via internet, no laboratório de informática. Após a visita ao cinema, os alunos irão fazer uma redação sobre o tema em sala de aula. Educadora diz que conteúdos são 'ilimitados' Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não existe um limite para aplicação de conteúdo em sala de aula. “Esse limite é colocado na competência da formação do professor. Se ele é bom, você pode dar o tema mais complexo e mais difícil que ele vai saber dar a melhor abordagem. Daí a importância da boa formação do professor e da atuação competente da equipe gestora”, afirma. Segundo a especialista, o próprio educador poderia esclarecer à família o motivo didático-pedagógico para aplicação do tema. “Quando o professor é bom, ele dá conta de fazer a explicação didático-pedagógica. A família pergunta e se sente absolutamente esclarecida. Agora, se o professor não fez a escolha do conteúdo com clareza, ele não vai conseguir justificar”, diz. A decisão da mãe em tirar o filho da escola pode ter sido precipitada, segundo a educadora. “Quem mais se prejudica com essa situação de retirada da escola é o próprio aluno. É na escola que ela faz amigos, aprende com o convívio. Por isso, é preciso ter um motivo muito forte para desvincular a criança de seus laços afetivos. É uma decisão muito séria”, afirma. (IM/AAN) naê Miranda    De acordo com os pais, na quarta-feira da semana passada, os alunos, que têm idades entre 11 e 12 anos, fizeram cópia de dois textos, um deles intitulado “Transformando Homens em Porcos”. No dia seguinte, eles foram ao laboratório de informática, onde receberam orientação do professor para copiar o significado de algumas palavras encontradas em um dicionário on-line de termos usados em umbanda e candomblé. Além das palavras, os alunos precisaram copiar receitas mágicas de um blog. E foram elas que mais assustaram os pais. Entre as poções, há formulas para um beijo ardente, para atrair um amor, fazer poção afrodisíaca e banho incentivador de prosperidade financeira. Preocupados, alguns pais procuraram a escola para pedir explicações sobre o objetivo da aula e a ligação das receitas com a disciplina de português. Uma das mães, a autônoma K.C.S., decidiu tirar o filho da escola. “O meu filho disse que ficou assustado, assim como os outros coleguinhas. Procurei a equipe pedagógica da escola para tentar saber porque o meu filho estava recebendo aquele conteúdo e se fazia parte do cronograma de aula, porque não consegui fazer nenhuma ligação das receitas de magia com os adjetivos, substantivos ou interpretação de textos”, diz. Segundo K., a resposta que recebeu era de que a atividade foi extracurricular e contava no planejamento anual da escola. “Para mim não fazia sentido o meu filho de 11 anos aprender como se faz para atrair um amor. Para que lado ele está indo? Para o ocultismo? É um ritual que não tem nada a ver com o português. Faltou bom senso do professor”, afirma. O garoto parou de frequentar a escola na segunda feira. “Com tudo isso, se ele continuasse na escola, não sei se o rendimento dele seria o mesmo”, afirma a mãe. Outra mãe, C.M.B., não tirou o filho da escola, mas decidiu que não quer mais que ele participe das aulas de português. “Não estamos de acordo que o nosso filho aprenda esse conteúdo na idade em que está. Entendo que o professor quis informar, mas ele se aprofundou de mais sem levar em conta a idade dos alunos”, diz. A Secretaria de Estado da Educação não informou o nome do professor. Outro lado A escola informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto pedagógico da escola tem como foco a leitura e a escrita. Por isso, várias atividades desenvolvidas com os alunos visam o desenvolvimento dessas duas questões educacionais, como foi o caso da lição de português questionada pelos pais. Informou ainda que a atividade de pesquisa sobre magia faz parte da atividade extra-classe que será desenvolvida com os alunos da turma. Os estudantes irão até o cinema para assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte — o filme foi escolhido pelos próprios alunos. A primeira etapa do trabalho consistiu na leitura de um texto sobre magia, retirado de um livro didático. Posteriormente, os alunos fizeram a pesquisa via internet, no laboratório de informática. Após a visita ao cinema, os alunos irão fazer uma redação sobre o tema em sala de aula. Educadora diz que conteúdos são 'ilimitados' Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não existe um limite para aplicação de conteúdo em sala de aula. “Esse limite é colocado na competência da formação do professor. Se ele é bom, você pode dar o tema mais complexo e mais difícil que ele vai saber dar a melhor abordagem. Daí a importância da boa formação do professor e da atuação competente da equipe gestora”, afirma. Segundo a especialista, o próprio educador poderia esclarecer à família o motivo didático-pedagógico para aplicação do tema. “Quando o professor é bom, ele dá conta de fazer a explicação didático-pedagógica. A família pergunta e se sente absolutamente esclarecida. Agora, se o professor não fez a escolha do conteúdo com clareza, ele não vai conseguir justificar”, diz. A decisão da mãe em tirar o filho da escola pode ter sido precipitada, segundo a educadora. “Quem mais se prejudica com essa situação de retirada da escola é o próprio aluno. É na escola que ela faz amigos, aprende com o convívio. Por isso, é preciso ter um motivo muito forte para desvincular a criança de seus laços afetivos. É uma decisão muito séria”, afirma. (IM/AAN)
04/08/2011 - 08h46 . Atualizada em 04/08/2011 - 08h51
Inaê Miranda  

16 agosto 2011

A devassa e as artimanhas da mídia para iludir

Por Luciano Pires 


Mas que crise econômica, que corrupção, que nada! Parem tudo! A Sandy disse que é possível ter prazer anal! Pô, não foi qualquer uma não, foi a Sandy!  A do Júnior, cara! A filha do Xororó! E o assunto ferveu nas mídias sociais, virou tema de acaloradas conversas na hora do cafezinho e quadros e enquetes em programas de televisão.


Sandy, a devassa, parou o Brasil.
A coisa explodiu quando a revista Playboy apresentou a capa da sua edição de agosto de 2011 com um ensaio fotográfico com Adriane Galisteu e uma chamada muito sugestiva:  Entrevista Sandy - “É possível ter prazer anal.”
Era só o que faltava! A doce Sandyzinha que todos vimos crescer, falando em prazer anal? Aliás, esse é um daqueles temas que tocam fundo, sem trocadilho. E uma lição valiosíssima para entender como é que os profissionais da comunicação fazem para ganhar nossa atenção. Impossível ler a frase da Sandy e ficar impassível! Pois fui atrás da entrevista e achei o trecho fatídico. Veja só:
Playboy – Dizem que as mulheres não gostam de sexo anal. Você concorda com isso?
Sandy – Então... Não tem como não responder isso sem entrar numa questão pessoal. Mas, falando de uma forma geral, eu acho que é possível ter prazer anal. Sim, porque é fisiológico. Não é todo mundo. Deve ser a minoria que gosta.
Ora, ora, então a Sandy não é uma militante do sexo anal! Sua resposta foi até bem diplomática, algo como nem contra nem a favor, muito pelo contrário. Mas será que a danadinha pratica, hein? 


Olha a continuação da entrevista:Sandy – ...Deve ser a minoria que gosta.Playboy – Uma minoria na qual você se inclui?
Sandy – Não vou dizer. Essa é uma pergunta que me faria por em prática minhas aulas de boxe (risos).
Ora essa! Então ela não disse que gosta. Não disse que é bom. Não disse que as pessoas devem praticar. Ela apenas disse que isso é uma questão pessoal, que não falaria sobre suas preferências, mas que acha que é possível ter prazer anal e que uma minoria deve gostar. Ponto. Não consigo imaginar uma resposta melhor. 


Quem me lê há tempos já sabe da minha “Teoria dos 4 Rês”: notícias sem a menor relevância, passadas por pessoas sem qualquer responsabilidade, são recebidas por nós sem nenhuma reserva e recebem ressonância desproporcional. Os profissionais da comunicação sabem trabalhar as informações, signos, ritmos, como ninguém, para nos capturar pela emoção. Marotamente pinçada para fora do contexto, a frase “eu acho que é possível ter prazer anal” transformou-se numa confissão, e a Sandy virou devassa.
Abre o olho, meu. É assim que a coisa funciona.

Palestrante e escritor, Luciano Pires é editor do site Café Brasil

17 julho 2011

Abertura-5º Jogos Mundiais Militares do CISM

 Fui assistir à Cerimônia de Abertura dos 5º Jogos Mundiais Militares, ontem no Engenhão. 
Paz símbolo dos 5JMM - reina nos arredores e nas filas.Crédito: Alexandre Loureiro/Ginga Fotos.


Teve apresentação de Bandas Militares das Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronaútica , Polícia Militar , Corpo de Bombeiros e Fuzileiros Navais que fizeram evoluções enquanto tocavam.
Bandas Militares das Forças Armadas, Marinha, Exército e Aeronáutica, apresentam ao público músicas das suas instituições.Crédito: Alexandre Loureiro/Ginga Fotos.
Apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Emocionante.
Público se emociona e vibra com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça nas festividades de abertura dos 5º Jogos Mundiais Militares. Crédito: Alexandre Loureiro/Ginga Fotos.


Paralamas cantaram Soldado da Paz enquanto Arion( o mascote dos Jogos  e a Tropa da Paz fazem rapel para o palco.


Arion e a Tropa da Paz fazem rapel para o palco enquanto os Paralamas tocam Soldado da Paz.Crédito: Alexandre Loureiro/Ginga Fotos.


Dilma Rousseff e Pelé  também estavam presente.
O soldado Nascimento, Pelé, acendeu a pira em forma de pomba da paz
Pelé Abertura Jogos Militares (Foto: Ag. Estado)


Toquinho, cantou "Aquarela", e Zizi Possi,  "A Paz" ,Alcione, Diogo Nogueira, Dudu Nobre e Jorge Aragão e encerrou com apresentação de Porta-Bandeira e Mestre Sala  e passistas.


Abertura Jogos Militares (Foto: Ag. Estado)


O único inconveniente tive que voltar a pé para casa, por causa de fechamentos de ruas em redor do Estádio. ficava mais prático ir andando. Mas valeu a pena, estava uma noite agradavel.
Depois eu publico as fotos que tirei.

24 junho 2011

Ele disse que ia me matar bem devagar', diz agricultora jurada de morte na Amazônia

Atualizado em  22 de junho, 2011 - 07:07 (Brasília) 10:07 GMT
Na Amazônia e em outros locais da região norte, 21 agricultores foram mortos em 2010
"Ele disse que ia me matar bem devagar." Essa foi a mensagem que um pistoleiro fez chegar a Nilcilene Miguel de Lima, 45 anos, através de sua cunhada em maio.
A produtora rural assentada pelo Incra há sete anos em Lábrea, cidade no Amazonas próxima à fronteira com o Acre e Rondônia, fugiu da própria casa e hoje está escondida sob a proteção da Pastoral da Terra por conta de ameaças de morte na região.

"Meu sonho era ter uma terra minha e eu consegui isso. Mas já me espancaram, queimaram minha casa, minhas plantações. Tudo isso que sofri e até hoje nada foi feito", disse Nilcilene em entrevista à BBC Brasil.Desde maio, cinco produtores rurais foram assassinados na região Norte do país, e Nilcilene não quer ser a próxima vítima.
"Eu quero voltar, reconstruir tudo, mas não vou mais aguentar, porque sei que vou morrer. Não sei se um dia vou ter uma vida tranquila lá e de pensar nisso estou ficando doente."
Ela e o marido, Raimundo de Oliveira, constam de uma lista de agricultores jurados de morte na região. Os nomes foram repassados pela Comissão Pastoral da Terra ao governo, que criou um gabinete de crise para lidar com o problema.
Enquanto Nilcilene está escondida, Raimundo continua em Lábrea. "Ele está correndo um risco muito grande, mas diz que só sai de lá enrolado em uma lona."
'Morte lenta'
A agricultora conta que a tensão vem lhe causando diversos problemas de saúde, como pressão alta e necessidade de tomar remédio para dormir. "É tanta dor de cabeça, tanto nervoso, sinto dor em tudo. Parece que minha carne está caindo dos ossos."
"
Eu quero voltar, reconstruir tudo, mas não vou mais aguentar, porque sei que vou morrer. Não sei se um dia vou ter uma vida tranquila lá e de pensar nisso estou ficando doente."
Nilcilene Miguel de Lima, produtora rural
Presidente da associação de agricultores familiares de Lábrea, Nilcilene conta que sua situação se agravou em maio, quando o Ibama fez apreensões na região e madeireiros acreditaram que ela havia feito a denúncia ao órgão.
A mando de um madeireiro da região, conta, um pistoleiro permaneceu três dias de tocaia nas proximidades de sua casa. Como Nilcilene não aparecia, resolveu abordar uma cunhada que sempre a acompanhava.
"Ele disse que minha cunhada estava atrapalhando e que se não saísse de perto de mim, ia morrer também. E disse que ia me matar bem devagar", diz Nilcilene.
A agricultora diz ainda que tentou, em vão, recorrer à polícia e às autoridades locais contra as ameaças.
Entretanto, a delegacia de uma cidade vizinha não permitiu que ela fizesse o boletim de ocorrência. O mesmo ocorreu em Extrema, já em Rondônia, onde inicialmente alegaram que ela deveria fazer o registro no Estado do Amazonas.
Após insistir, Nilcilene conseguiu fazer o BO, mas não houve menção ao conflito nem às agressões por parte do madeireiro.
O caso está sendo analisado pela Secretaria de Direitos Humanos e o suposto mandante da tentativa de assassinato contra ela está sendo investigado pela polícia local.
Entretanto, a agricultora lamenta a impunidade que deixa à solta os mandantes de crimes contra pequenos produtores rurais.
"Quem manda lá (na Amazônia) são os madeireiros. Não tem Estado, não tem Justiça, não tem (Ministério do) Meio Ambiente, não tem autoridade nenhuma."
Violência
As ameaças contra Nilcilene já vinham ocorrendo desde o ano passado e entram nas estatísticas da Pastoral, que registram um recrudescimento da violência agrária em 2010.
De acordo com o levantamento, 34 agricultores ou ambientalistas foram assassinados no ano passado, um número 30% maior que em 2009, quando foram registradas 26 mortes no campo. Em 2008 foram 28 assassinatos.
"
Não podemos ter policiais lá eternamente. É preciso criar alternativas para que essas pessoas continuem em suas terras com segurança, com medidas como aceleração da reforma agrária feita de maneira sustentável."
Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública
A região Norte é a mais violenta nesses casos, já que em 2010 concentrou 21 desses crimes. Apenas no Pará houve 18 mortes, número 100% maior que as nove de um ano antes.
Em segundo lugar está a região Nordeste, onde 12 pessoas foram mortas no campo no ano passado.
Além das mortes, foram registradas no ano passado em todo o Brasil 55 tentativas de assassinato, 4 pessoas torturadas, 88 presas e 90 agredidas. Outros 125 agricultores e ativistas ambientais foram ameaçados de morte.
Depois da recente onda de assassinatos no Norte, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação de um grupo interministerial para discutir os problemas de violência no campo.
O grupo é integrado pela Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria Geral da Presidência, além dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e do Gabinete de Segurança Institucional.
Entre as medidas anunciadas estão a liberação de R$ 500 mil para serem direcionados ao Incra no Pará e no Amazonas e a intensificação do combate ao desmatamento na região amazônica.
Denúncia
Para a porta-voz da comissão interministerial, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, é vital que pessoas ameaçadas, como Nilcilene, entrem em contato com o serviço de disque denúncia, ligado à Secretaria dos Direitos Humanos.
Questionada sobre o fato de a agricultora ter enfrentado dificuldades em registrar o caso com as autoridades locais, a secretária ressaltou que os policiais não poderiam ter se recusado a lavrar um boletim de ocorrência. Regina Miki admite que pode ter havido interferência de policiais corruptos da região.
Miki, que integra a área de contenção de crise no grupo, afirma que a opção da secretaria foi a de proteção coletiva dos ameaçados. "Fazemos a segurança pessoal quando a ameaça é mais iminente", disse a secretária à BBC Brasil.
Segundo ela, para proteger todas as pessoas ameaçadas seria necessária a utilização de quase todo o efetivo da Polícia Federal.
A Pastoral da Terra, no entanto, acredita que não é a segurança pessoal dos ameaçados que resolverá o problema, e sim a investigação dos crimes e o fim da impunidade.
A secretária explica que atualmente a comissão está fazendo uma checagem in loco da situação de todas as pessoas listadas pela organização. Enquanto o braço civil da secretaria ajuda no auxílio às investigações dos assassinatos, o militar faz o monitoramento das regiões mais críticas.
Miki afirma que os próximos passos incluem políticas de longo prazo desenvolvidas pelo Ministério da Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente.
"Não podemos ter policiais lá eternamente. É preciso criar alternativas para que essas pessoas continuem em suas terras com segurança, com medidas como aceleração da reforma agrária feita de maneira sustentável."
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