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12 março 2015

Julianne Moore em dose tripla


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Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Distribuidora: Diamond Films
Orçamento: US$ — milhões
Estreia: 12 de Março de 2015
Sinopse: 
Juilanne Moore interpreta uma renomada psicóloga, especialista em aquisição de linguagem, professora da Universidade de Harvard, que descobre aso 50 anos sofrer de Mal de Alzheimer de instalação precoce. Adaptado do romance de Lisa GenovaPara Sempre Alice” (Ediouro), o filme narra como Alice convive com a doença, com a perda das palavras tão caras a ela, da memória, e a família reage à notícia: o marido dedicado (Alec Baldwin) e seus três filhos adoráveis: Lydia (Kristen Stewart), Anna (Kate Bosworth) e Tom (Hunter Parrish).
Curiosidades: 
» Baseado no livro de Lisa Genova.
» Após a exibição do filme no Festival de Toronto, a Sony Pictures Classics comprou seus direitos de exibição e o lança nos EUA em dezembro, na temporada pré-Oscar.


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Elenco:
Julianne Moore, Robert Pattinson, Mia Wasikowska, John Cusack, Olivia Williams
Direção: David Cronenberg
Gênero: Drama
Duração: 111 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Orçamento: US$ 13 milhões
Estreia: 19 de Março de 2015
Sinopse:
Os Weiss são uma família arquetípica da dinastia de Hoollywood. O pai, Sanford é um psicólogo e técnico motivacional que fez uma fortuna com livros de autoajuda; a mãe, Christina, passa a maior parte dos seus dias cuidando da carreira do filho Benjie, um astro-mirim de 13 anos. Uma das clientes de Sanford, Havana, é uma atriz que sonha em filmar um remake do filme que fez sua mãe, Clarice, famosa na década de 60. Clarice está morta e Havana sonha com ela. Somando-se à mistura tóxica, Benjie acaba de voltar da reabilitação que ele começou aos 9 anos e sua irmã, Agatha, acaba de ser liberada do sanatório em que foi tratada por piromania criminosa.
Curiosidades:
» Rodado nos EUA, Canadá, França e Alemanha.
» Nova parceria entre o ator Robert Pattinson e o diretor David Cronenberg após ‘Cosmópolis‘.


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Elenco:
Direção: Sergey Bodrov
Gênero: Aventura/Fantasia
Duração: 102 min.
Distribuidora: Universal Pictures
Orçamento: US$ 100 milhões
Estreia: 12 de Março de 2015
Sinopse:
Em um passado distante, um mal está prestes a ser desencadeado e reacenderá mais uma vez a guerra entre as forças humanas e sobrenaturais. Mestre Gregory (Jeff Bridges) é um cavaleiro que aprisionou há séculos a Mãe Malkin (Julianne Moore), uma poderosa e malévola bruxa. Mas ela escapou e agora quer se vingar. Invocando seus seguidores de cada encarnação, Mãe Malkin se prepara para soltar sua terrível ira sobre um mundo desprevenido. Apenas uma coisa está em seu caminho. Mestre Gregory. Em um encontro mortal, Gregory fica cara a cara com o mal que ele sempre temeu voltar. Ele só tem até a próxima lua cheia para fazer o que, geralmente, leva anos: treinar seu novo aprendiz, Tom Ward (Bem Barnes), para lutar contra uma magia negra diferente de todas as outras. A única esperança do homem está no sétimo filho de um sétimo filho.
Curiosidades:
» Adaptação do livro O Aprendiz, o primeiro da série de livros As Aventuras do Caça-Feitiço, escrito por Joseph Delaney.


Fonte: Cinepop 

08 março 2014

Dia Internacional da Mulher

Em homenagem a todas nós mulheres, deixo este texto escrito por Maria Cecília Amaral de Rosa

Ah! Mulheres... 


Nem só de beleza e bons perfumes fazem parte do pensamento dessas criaturas supreendentes . Durante muito tempo, a mulher lutou para ampliar seus espaços na sociedade e, para isso, usou de todo o seu talento e ousadia. São verdadeiras Cleópatras quando se trata de determinação para alcançarem seus objetivos e se tornarem poderosas, seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura e até nas guerras.

Enfrentando a guerra  
Ana Neri não vacilou em enfrentar a guerra dedicando-se em salvar vidas com muito carinho. A nossa Anita Garibaldi enfrentou batalhas na terra e no mar sem deixar de ser esposa e mãe apaixonada. Maria Quitéria lutou com garra pela libertação do povo brasileiro e também da mulher que almejava ser livre. A solidariedade da primeira dama Eleanor Roosevelt visitando feridos em meio a batalhas transformou a visão do mundo acerca da fragilidade feminina e abriu-lhes um espaço de reconhecimento. A tímida americana Clara Barton foi enfermeira voluntária nos campos de batalha, mudou a vida dos soldados feridos organizando a Cruz Vermelha Americana e conseguiu a assinatura do Tratado de Genebra pelos EUA.

Nas alturas
O Céu é o limite, diz o antigo ditado. Não para Ada Rogato que, entre outras pioneiras da aviação, tirou sua licença aos 16 anos de idade, sobrevoou a cordilheira dos Andes e apaixonou-se por paraquedismo fazendo inúmeras apresentações. Amélia  Eahart foi mais atrevida: atravessou o Atlântico num voo solo, desafiando tempestades e altitudes e bateu recordes que nem mesmo aviadores experientes ousaram arriscar. E ainda criou um "estilo" de moda todo seu, o charme do lencinho no pescoço e da jaqueta acinturada contnuam em "alta".

Uma arma infalível
A beleza tornou-se uma arma poderosa nas mãos de Helena Rubistein, que prolongou a aparência de juventude das moças de seu tempo e continua fazendo sucesso na pele feminina das tão atarefadas executivas de hoje. Viva HR! Uma "gênia" dos cosméticos!

Esporte é saúde
O setor dos esportes também não pode se queixar, pois foi eleito por belas mulheres como um caminho de desafios e vitória. Hortência chegou ao Hall da Fama por sua dedicação ao Basquete, Daiane dos Santos brilhou nas Olímpiadas e a americana Charlotte Cooper foi cinco vezes campeã em Winbledon quando o tênis abriu as portas para elas... maravilhosas... mulheres!

De doce e de letras
A alma feminina passa por receitas infalíveis e por sonhos singelos como os doces versos de Cora Coralina, que ganhou seu sustento como doceira profissional. Que calda deliciosa!! Tão doce e suave como os passos dos nordestinos retratados por Rachel de Queiroz e tão chocantes quanto as linhas do Diário de Uma Estudante Paquistanesa que revive os temores de Anne Frank muitos anos depois. O mundo mudou, os tempos mudaram, mas a essência da mulher não muda: é movida pelas inquietações do novo, do bonito, do justo...

O brilho das estrelas
O universo da moda brilhou com a criatividade de Coco Chanel que, além de perpetuar o "pretinho básico", um acessório fundamental no guarda-roupa feminino, lançou a calça comprida com corte feminino tão prática para o dia a dia. Conquistaram o mundo cantando e divulgando o país como a encantadora Carmem Miranda que "adotou" o Brasil e o tornou conhecido nos EUA e Europa pelo seu estilo de baiana adorável nas telas e palcos por onde passou. Inezita Barroso, a nossa querida folclorista, enaltece nossas raízes com sua voz inconfundível perpetuando o sertanejo brasileiro.

Na vida da nação
Os altos cargos  do governo do mundo todo também registraram a suave presença de verdadeiras heroinas como a diplomata Maria José Rebello Mendes que precisou lutar para ingressar no Itamaratuy. Já Indira Gandhi e Golda Meir deram suas vidas por um país melhor e melhores condições para toda uma nação. Moças simples, porém com uma visão bem definida em favor dos menos privilegiados Margareth Thatcher e Hillary Clinton mostraram como o amor pode ultrapassar barreiras e sua incrível capacidade de superação.

As ciências
As contribuições femininas para a pesquisa científica foram inúmeras. A curiosidade de Hildegard Bingen resultou num livro sobre botânica e medicina. A matemática espanhola Maria Gaetana Agnesi descobriu a solução para equações que usamos até hoje. As taxas de mortalidade infantil baixaram significativamente depois que Virgínia Apgar criou a escala de testes que avalia recém-nascidos nos primeiros momentos de vida e descobriu que alguns tipos de anestesias usadas no parto prejudicavam os bebês. Marie Curie recebeu oo Prêmio Nobel de Química e o Prêmio Nobel de Física por sua valiosa pesquisa sobre radioatividade, conhecimentos dedicados à melhoria e preservação da humanidade.

Amparadas por Deus
A força da religião moveu mulheres em todas as partes do mundo por um trabalho social em favor dos necessitados a ponto de erguer verdadeiros impérios. São exemplos memoráveis a Madre Teresa de Calcutá que unia muçulmanos e budistas entre outros em favor de sua causa. No Brasil, a Irmã Dulce dedicou sua vida a amenizar o sofrimento de doentes e pessoas carentes, transformando residências em abrigos e conseguiu edificar um hospital de alta tecnologia para salvar vidas. O trabalho da Pastoral feito por Zilda Arns também conseguiu diminuir a mortalidade infantil no nosso país. Mulheres abençoadas que partilharam a graça com milhares de pessoas. Já a fé de Catarina de Siena esteve a serviço da união da igreja no Grande Cisma de Oriente. Apesar de analfabeta, ditou mais de 300 cartas a autoridades e o livro  "Diálogos de Divina Providência" registrado em 1377.

Mulheres na Arte
Entre versos, canções e pinceladas elas adentraram um universo que ficou mais bonito. Superando críticas, como fez Anita Malfatti, persistiu na sua ânsia da expressividade e sagrou-se artista reconhecida mindialmente. Tarsila do Amaral retratou um período muito importante da luta operária no Brasil e o fez com suavidade e impacto. Os enigmas dos crimes articulados por Agatha Christie encantam o pensamento romântico de leitores no mundo todo, a versatilidade com que ela escrevia prende e desafia a nossa mente a decifrar os episódios. O mundo maravilhoso vivido e transcrito por Simone Beauvoir nos transporta para um tempo em que se descobria a liberdade do pensar  em meio a uma modernidade extremamente avançada no relacionamento a dois, nascia a filosofia de Sartre, ganhando o mundo e conduzindo ao pensamento político do iluminismo.

Salvando vidas
Não só a medicina ou a ciência, mas a coragem e ousadia de Aracy Guimarães Rosa possibilitaram uma ponte para a vida para inúmeros judeus e o fez por solidariedade, amor ao próximo. Pequenos gestos que mudaram a história de muitas famílias. Assim como as obras sociais da Princesa Diana aliviaram o sofrimento de muitas crianças famintas. A Lei Maria da Penha é outro exemplo de esforço em benefício da mulher, precisou ficar paraplégica e lutar 20 anos na justiça brasileira para dividir sua causa e proteger todas as mulheres vítimas da violência doméstica que encontram amparo legal capaz de evitar outros crimes.

Superando limites
A trajetória de Chica da Silva mostra a força da mulher que, nascida escrava, tornou-se proprietária de terras, educou os filhos para a sociedade da época sem dever nada aos aristocratas. Chegou à Corte, mas não desamparou suas raízes firmando a esperança de um mundo melhor.
A capacidade de superação humana é comprovada na relação de comunicação entre a mestra e sua pupila. Anne Sullivan e Hellen Keller viajaram o mundo para auxiliar os governos  a implantarem políticas para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiências. Hellen dedicou sua vida a essa causa, investindo principalmente na educação para o trabalho, resgatando-lhes a dignidade de cidadão produtivo. A filósofa Ayn Rand saiu de uma condição de extrema pobreza ao lado de sua família quando emigrou aos Estados Unidos e começou a carreira de roteirista em Hollywood . Ela iniciou o objetivismo com suas considerações sobre o individualismo e a razão acima da emoção, acreditando na sua produtividade. Eva Peron construiu seu próprio destino com uma determinação ímpar, tendo nascido bastarda, tornou-se um ícone da vida política da Argentina enquanto primeira-dama "mãe dos descamisados" . Fez da sua própria luta uma fonte de justiça para os desvalido: criou escolas, hospitais, políticas sociais dedicadas aos trabalhadores que não tinham voz para sanar seus infortúnios.

Ganhando espaço
Transformar a realidade para uma situação de igualdade social sempre fez parte dos anseios femininos. A estadunidense Dorothy Parker ilustra muito bem essa batalha colocando seu talento de escritora a serviço do registro fiel do lado obscuro da vida urbana do século XX , com sua linguagem teatral poética recheada de ironias e sarcamos. A botânica Bertha Lutz trilhou caminhos semelhantes utilizando do seu prestígio para participar de congresso feministas, ampliar o campo educacional para as mulheres no Brasil e, sutilmente, alcançar o congresso nacional, abrindo de forma definitiva os caminhos da política para a participação das brasileiras.

A mulher na Política: um capítulo a parte no Brasil
As decisões contundentes tomadas por mulheres em nosso país tiveram início com a atitude libertadora da Princesa Isabel, na ocasião em que governava o Império. O Rio Grande do Norte foi pioneiro na abertura política, tendo inscrito a primeira mulher eleitora em 1927, a professora Celina G. Vieira. O primeiro voto feminino da América Latina. Não tardou para que o mesmo estado brasileiro tivesse outro importante registro noticiado no mundo todo. Foi pioneiro na candidatura de mulheres  a cargos eletivos quando Alzira Soriano, por indicação da então advogada Bertha Lutz, foi eleita a primeira "mulher prefeita" do Brasil e também da América Latina na cidade de Lajes.

A doutora eleita Deputada Federal
A médica de São Paulo Carlota Pereira de Queiróz  foi a primeira deputada federal eleita no Brasil e os caminhos da história política seguiram com os passos femininos rumo aos mais altos cargos., A educação passou a fazer parte dos orçamentos por conta de Esther F. Ferraz,  pioneira na Ordem dos Advogados do Brasil, foi a primeira brasileira a ocupar um Ministério (da Educação e Cultura) e trabalhou por investimentos na educação, pela carreira docente na reforma universitária e a criação das escolas técnicas federais. A popularidade e o trabalho dedicado às populações amazonenses fizeram de Eunice Michiles  a primeira Senadora da República e a primeira brasileira a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas, pelo Amazonas.

A primeira candidatura à presidência
A campanha eleitoral de 1989 registrou a primeira candidatura de uma mulher à presidência da república brasileira: Maria Pia de Abreu do Partido Nacional (PN). A primeira mulher governadora foi eleita em 1995, Roseana Sarney do estado do Maranhão, e foi também a primeira a se reeleger, em 1998. A defensora da Amazônia, a ambientalista Marina Silva luta pelo planeta e pela igualdade social, sendo reconhecida mundialmente e participou da abertura das Olimpíadas de Londres levando a Bandeira dos Arcos. Pela primeira vez na história política do nosso país temos uma mulher no cargo de presidente: Dilma Rousseff,  que iniciou ainda adolescente na militância. É destaque entre as pessoas mais poderosas do mundo e premiada Chefe de Estado.

Rainhas e Guerreiras
Reinaram pelo mundo guiando nações,. acompanhando o progresso e garantindo boa herança aos seus filhos como a Rainha Elizabeth que seguiu tantas mudanças no desenvolvimento da Inglaterra e a descolonização. Catarina  a Grande,  que aumentou o domínio do seu país agregando territórios. Outras delas assumiram seus cargos junto dos filhos devido ao amor e ao desejo de educar, como ocorreu com a nossa redentora Princesa Isabel. Muitas ecibiram o talento de grandes estrategistas para o bem. A rainha Catarina de Médici, influenciou a vida política da França por 30 anos governando com sabedoria entre católicos e protestantes. Preocupou-se com o progresso, a cultura e a educação incluindo a alimentação e postura à mesa. Cleópatra venceu pela astúcia e beleza, é a rainha mais conhecida de todos os tempos.

Nas notas musicais
Entre  um acorde e outro, a grande compositora brasileira Chiquinha Gonzaga,  pianista e regente de orquestra, levou o cancioneiro popular brasileiro aos salões mais cultos e luxuoso do Rio de Janeiro e tornou-se imortal com a 1ª marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", sucesso nos nosso carnavais. A ousadia da jovem pianista abriu espaço no cenário brasileiro para tanta vozes belíssimas como Elis Regina, Angela Maria , Clara Nunes e um sem-número de cantoras e compositoras excepcionais que habitam o universo sonoro como Ana Carolina, Leci Brandão, Paula Fernandes, Inezita Barroso entre outras.

Na telinha 
Com o advento da televisão no Brasil (1950), passamos a conhecer mulheres lindas, comunicativas, excelentes atrizes, profissionais de alto nível como a pioneira Ruth de Souza que conquistou o público pelo seu talento, a expressividade de Glória MariaSandra Passarinho, Ana Maria Braga sempre à frente dos fatos. A brasileira Hebe Camargo  tornou-se um ícone da televisão brasileira, cantou no rádio, foi atriz, humorista e fez história como apresentadora de televisão. A "rainha da televisão brasileira" esteve por mais de 40 anos na "telinha".

Nas telonas
Inúmeras atrizes fizeram sucesso na "telona". Hollywood, a indústria do cinema, foi palco de grandes beldades e talentos inesquecíveis como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Angelina Jolie, Whoopi Golberg, Tilda Swinton, Anjelica Huston, Sally Field, Susan Sarandon e a talentosíssima Fernanda Montenegro .entre muitas outras. Mas não só atuando as mulheres brilham no cinema. Como escritoras e roteiristas também estão conquistando o público pelos quatro cantos do mundo. A série "Harry Potter" é criação de Joanne K. Rowling que traz muito da história da humanidade, da alquimia, e da igreja medieval nos seus enredos e cenas. Outro sucesso espetacular do talento feminino no cinema é a série "Crepúsculo" de autoria de Stephenie Meyer, uma escritora americana que rodou partes do último filme da série em cenário brasileiro.      

Texto intregante:Revista Mulheres Brilhantes- edição histórica    

21 dezembro 2013

Outras Estantes: A malta e eu de Michel Gondry

Cartaz do Filme



Por: Manuel Halpern

Desde que Larry Clark filmou Kids, em 1995, que os adultos puseram as mãos na cabeça e exclamaram: "Meu Deus, o que é feito dos nossos filhos?". O tratamento de choque foi dado e repetido. E a questão voltou a levantar-se tão bem em Paranoid Park(2007) e Elefante (2003), de Gus Van Sant, como em 17 raparigas (2011), de Delphine Coulin e Muriel Coulin, que mostra uma escola onde várias estudantes decidem engravidar. A conclusão é sempre a mesma: temos motivos para entrar em pânico. A adolescência é o período onde se tomam as grandes decisões que poderão ser fatais para o resto da vida. O mundo dos perigos desconhecidos, que os pais comodamente resolvem com um " é da idade, depois passa.

Enquanto objeto cinematográfico, a adolescência é um universo fascinante desde, pelo menos, Rebelde sem Causa (1955), de Nicholas Ray, exatamente devido a essa ligação com o risco e a forma de estar extrema, no lusco-fusco entre a infância e a idade adulta. A propensão infantil para o egoísmo aliada à vertigem pela imitação dos adultos, com um gosto pelo excesso, torna a adolescência apelativa mas extremamente difícil de tratar. Mais difícil ainda do que a infância ou a velhice. Os adolescentes são incompreendidos e incompreensíveis.
Michel Gondry é um realizador francês radicado nos Estados Unidos, habituado a fazer telediscos, incluindo de alguns rappers, e autor de um filme de culto, O Despertar da Mente (2004), que vinga pelo experimentalismo na história contada. Gondry encontrou uma estratégia para entrar de forma mais profunda neste tema difícil. Devolveu o ângulo aos alunos de uma escola, numa prática habitual para documentários ou repérage de argumento, chegando ao ponto de lhes entregar o desenvolvimento e interpretação do próprio filme, sendo esta história a conclusão de um projeto numa colónia de férias dos arredores de Nova Iorque. Não é um documentário, nem sequer um docudrama, é um filme em que não-atores fazem de si próprios. De resto, como tem sido prática em algum do mais notável cinema português, de Pedro Costa a Miguel Gomes, passando por João Salaviza e Basil da Cunha, para não falar de Gambozinos, de João Nicolau, que foi feito precisamente em interação com uma colónia de férias na Verdizela.
Michel Gondry fecha a ação no autocarro que atravessa o Bronx (zona de Nova Iorque tão bem retratada por Spike Lee), no último dia de aulas. Não se trata das típicas carrinhas da escola, amarelas com quatro rodas apenas, mas um transporte público regular, da Carris lá do sítio, de que os jovens se apropriam sem resistência, tendo o único e relativo contraponto na motorista. Quando sobem a escada do autocarro, a maioria dos outros passageiros desce, evitando o confronto. Mas a desgraçada sorte de quem apanhou um bando de adolescentes na viagem nem chega a ser tema, resolve-se e assume-se nos primeiros minutos. O estado de absoluta e exagerada insubordinação torna-se secundário, para dar espaço às relações dentro do grupo, construídas à base de jogos de humilhação, em que o bullying é bastante mais popular do que o baseball. Gondry procura chegar ao âmago, e descobrir a adolescência nos seus afetos e contradições. Não se preocupando tanto com o experimentalismo social - um big brother dentro do autocarro -, descartando-se do pseudorrealismo das cenas (o que talvez seja pena) e evitando impor regras demasiado rígidas (não é um mero exercício de estilo, há cenas fora do autocarro).
A descoberta essencial neste retrato de Gondry está resumida no título. Apesar das enormes diferenças de personalidade e de níveis de maturidade, há uma característica carregada ao fundo no espírito adolescente. Precisamente a diferença entre o eu grupal e individual, exemplificada de forma evidente na personagem de Michael. O indivíduo bestializa-se no grupo e desconstrói-se fora dele. A identidade anda algures pelo caminho.
Fonte: JL


A Malta e Eu

Título original:
The We and the I
De:
Michel Gondry
Com:
Michael BrodieTeresa LynnRaymond Delgado
Género:
Drama
Classificação:
M/12
Outros dados:
EUA/FRA/Afeganistão, 2012, Cores, 103 min.







19 outubro 2013

Outras Estantes: Cinema de bolso

Depois de Rapace (2006), de João Nicolau, um filme português voltou a ganhar a competição internacional do Curtas de Vila do Conde. Carosello, de Jorge Quintela, é um filme de bolso, como lhe chama o próprio realizador, feito com a câmara fixa (com dois planos sobrepostos) e uma narração em voz off. O realizador de 21 anos  também apresentou Ausstieg, na Competição Experimental do Curtas.
Uma nova geração de curtas
A grande surpresa de Vila do Conde não foi o facto do grande prêmio ter sido atribuído a um filme português. Tal já havia acontecido, em 2006, com Rapace, o primeiro filme de João Nicolau. A grande surpresa foi este prémio ter sido atribuído a Jorge Quintela, um realizador principiante, de apenas 21 anos, com um filme de bolso, Carosello, de produção minimalista.Como havia feito no passado com Sandro Aguilar, Miguel Gomes, João Nicolau, António Ferreira, Rodrigo Areias ou, mais recentemente, Basil da Cunha, o Curtas inscreve o nome de Jorge Quintela num palmares dourado, dando visibilidade a uma nova geração, já distante daquela que deu nas vistas no final da década de 90, princípio dos anos 2000, e também com diferentes argumentos. Carosello é minimalista na sua forma. Só há um plano de câmara. À imagem de um carrossel italiano sobrepõe-se a de um homem a falar. Em voz off o seu discurso entre a nostalgia e o humor. Nada mais foi preciso para convencer o júri. Na competição nacional, curiosamente, destacou-se a estreia na realização de Telmo Churro, com Rei inútil. O realizador já há muito que trabalha no cinema, sobretudo na equipa da produtora O Som e a Fúria. Uma estreia feliz, com um humor peculiar, no retrato de um jovem e no seu universo, em que o onírico, por vezes, ganha um peso real. Este palmarés surpreendente deixou de fora alguns dos favoritos como Gambozinos, de João Nicolau (ganhou honrosa no Curtinhas), O Corpo de Afonso( aviso importante, contém cena imprópria para menores), de João Pedro Rodrigues, ou Tabatô, de João Viana.
Na competição internacional, o prémio de ficção foi para uma das grandes cinematografias europeias que precisa de ajuda, devido ao desinvestimento do estado na cultura: a Hungria. Chuva Suave é uma produção húngaro-belga, com realização de Denes Nagy, que num contexto rural (mas sem a arte de Bela Tarr) desvenda a história de um órfão que se apaixona por uma rapariga, mas que tem que descobrir os códigos dos jogos do amor. O prémio de documentário ficou em Espanha, com Bom Dia Resistência, de Adrian Orr. Uma ideia simples e eficaz, conta apenas uma manhã de um pai de três filhos nos arredores de Madrid. Na animação, sem grandes surpresas, foi premiada a imaginação de Gloria Victoria, a conclusão da trilogia de Theodore Ushev, iniciada com Tower Bawher e Drux Flux. Também sem grandes surpresas, o prêmio experimental foi para Cut, de Cristophe Girardet e Mathias Muller, presenças assíduas no Curtas.


 Entrevista:

 Já tinha sido selecionado para Vila do Conde com o filme O Amor é a Solução para a Falta de Argumento, mas acaba por vingar com Carrosello, uma ideia bastante mais simples, quase minimal.Surpreendido?
Carossello e Ausstieg são filmes de bolso, trabalhados com o argumentista Pedro Bastos, que obedecem a premissas. Há um trabalho com a imagem e a palavra. Estabelece-se como regras o uso de um só plano e a narração através de uma personagem. Os filmes partem de uma imagem registada sem a pretensão de transformar em filme. Só ao rever as imagens captadas surge a necessidade de construir uma narrativa.

O conceito de filme de bolso tem que ver apenas com a produção ou também com a forma como os filmes são recebidos? São filmes a pensar em telemóveis e tablets? 
Não necessariamente. O conceito originário de filme de bolso é do meu amigo Paulo Abreu, que tem há alguns anos umas séries chamadas pocket movies, numa lógica de produção reduzida, mas sem as mesmas premissas. A ideia tem a ver com a contenção na estrutura de produção e não com o seu visionamento. O filme foi feito a pensar na sala de cinema.

Temos falado em cinema experimental, mas contudo o seu filme não é abstrato, há uma personagem concreta que nos fala da sua vida... 
A narrativa não é de todo experimental. Até é bastante linear. A experiência está no processo e no artefacto. Mas a barreira entre a ficção convencional e o experimental, em geral, é cada vez mais ténue, vai-se quebrando.

Optou por estes filmes de bolso por uma questão estética ou por necessidade financeira, devido à falta de financiamento?
É um conjunto de fatores. Comecei a fazer estes filmes de bolso em 2010, porque era a única forma de satisfazer o meu desejo de realizar, na ausência de uma estrutura que me apoiasse. Mais tarde acabei por contar com o Bando à Parte e o Rodrigo Areias. E a verdade é que essa estrutura existe porque já foi financiada.

Por que motivo o filme é falado em italiano?
A imagem do carrossel foi filmada na Praça da República, em Florença. Só mais tarde, ao ver esse plano, tive a ideia de filmar uma narrativa. O Ausstieg foi filmado em Berlim e é falado em alemão. Um dos desafios destes filmes de bolso é tentar construir uma personagem dando uma visão sobre a cultura do país em causa.

Que perspetivas se abrem com este prémio? 
Dado o seu caráter experimental, surpreendeu-me logo á partida que o filme fosse selecionado para a Competição Nacional. Por isso, o prémio foi uma grande surpresa. Vai permitir que este e os próximos filmes tenham mais visibilidade. O meu próximo projeto não é um filme de bolso, mas uma curta-metragem, com os meios normais de produção, que recebeu apoio do ICA em 2011.

Destaque : A barreira entre a ficção convencional e o experimental, em geral, é cada vez mais ténue, vai-se quebrando. 

15 novembro 2012

Outras Estantes-‘Twilight – Amanhecer Parte 2’ estreia hoje nas salas portuguesas


Vingança de vampiro serve-se muito morna
Hollywood acaba de pôr termo a uma das suas mais recentes ‘galinhas de ovos de ouro’: antes do regresso às telas das aventuras passadas na ‘Terra Média’, o fim de ano fica desde já marcado pela conclusão da saga literária ‘Twilight’, de Stephenie Meyer, com a segunda parte de ‘Amanhecer’, que chega hoje às salas portuguesas com pompa e circunstância.

O êxito mede-se sobretudo por números: se o primeiro ‘Crepúsculo’, rodado em 2008, custou 30 milhões de euros, este derradeiro episódio teve um orçamento acima dos cem milhões e mais efeitos especiais por plano do que nunca antes. O que se percebe: se a primeira parte de ‘Amanhecer’, gravada em simultâneo com esta, se centrava no casamento, lua-de-mel e parto problemático de ‘Bella’ (Kristen Stewart), agora é tempo de ajustar contas, preparar uma vingança e a protagonista descobre o que é ser-se imortal.
‘Amanhecer – Parte 2’ começa precisamente com uma nova imagem de ‘Bella’, vampira que tem de (re)aprender os limites e a sentir-se feliz com os novos poderes. É ela até mais ‘viril’ do que um apagado (e de sorriso amarelo frequente) ‘Edward’ (Robert Pattinson). Outra novidade é o nascimento de ‘Renesmee’, a menina meio-humana meio- -imortal, que põe à prova as convicções dos vampiros e espevita a raiva do clã Volturi.
Mas a obra dirigida sem chama por Bill Condon não perde tempo e segue de forma atabalhoada para a batalha final que une vampiros com lobos e que tem um ‘twist’ quase insultuoso para quem suportar longas dezenas de minutos de uma batalha rica em... decapitações.
Carregada de efeitos digitais – até ‘Renesmee’ é vista em bebé com traços artificiais! –, a saga fecha sem fôlego e apenas os fãs vão apreciar esta vingança em paisagens geladas. Que é muito morna para todos os outros...
MILIONÁRIA A PARTIR DE UM SONHO
Como nos contos de fadas, tudo começou num sonho: a 2 de Junho de 2003, a americana Stephenie Meyer, formada em língua inglesa e muito religiosa, viu no sono um vampiro com sede de sangue por uma mulher, mas que esconde a natureza imortal em nome do amor. Daí nasceu ‘Crepúsculo’, arranque da saga juvenil que rendeu mais milhões desde que J.K. Rowling criou ‘Harry Potter’. Seguiram--se quatro outros livros, a produção dos filmes e um salário estimado em, pelo menos, 31 milhões de euros por ano. Hoje, aos 38 anos, a mulher natural de Hartford é uma das mais poderosas do ramo e aí parece querer ficar: a propósito deste novo filme, Stephenie Meyer já deu a entender que novas aventuras podem vir a caminho.
AMOR COM POLÉMICA SE PAGA
Os fãs suspiraram com a notícia: o par ‘Bella’ e ‘Edward’ transpôs-se há três anos para a vida real, com Kristen Stewart e Robert Pattinson a cederem ao romance nos bastidores de ‘Twilight’. O amor pareceu sério e duradouro mesmo quando ambos avançaram avançaram para novos projectos: ele fez o filme ‘Cosmópolis’, produzido por Paulo Branco; ela voltou a ser heroína de acção em ‘A Branca de Neve e o Caçador’. A polémica surgiu aí: Kristen Stewart foi fotografada aos beijos, em cenas íntimas, com o realizador deste filme, Rupert Sanders, e as imagens correram Mundo. Teve de assumir a traição e Pattinson acabou tudo. Até agora: nesta semana mostraram-se felizes na promoção deste derradeiro capítulo.
Fonte Correio da Manhã
Por:Rui Pedro Vieira

06 agosto 2012

O bem amado Jorge


Este ano estamos comemorando o centenário de Jorge Amado. Teremos algumas comemorações durante o ano. Para não passar em branco, colocarei aqui um artigo que li sobre ele.

O bem amado Jorge
Por Manoela Ferrari
(Jornal das Letras)

O ano de centenário de Jorge Amado – nascido no dia 9 de agosto de 1912- é uma excelente oportunidade para se fazer uma releitura de um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.
Numericamente atrás apenas do fenômeno Paulo Coelho, a obra de Jorge Amado foi vertida para 49 idiomas e dialetos, editada em 55 países, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.
Para saber o total da obra vendido até hoje, a pesquisadora Ilana Goldstein, autora de O Brasil best seller de Jorge Amado (Senac)(1), realizou um levantamento junto às antigas editoras do escritor e estima que o montante se encontre na casa dos 30 milhões. Segundo a autora, Jorge Amado “iniciou  muita gente na leitura e ajudou um país inteiro a aprender a ler”.
Autor mais adaptado da televisão brasileira, a literatura de Jorge Amado- que inclui 25 romances, dois livros de memórias, duas biografias – a do poeta Castro Alves e a do Comunista Luís Carlos Prestes-, duas histórias infantis e uma infinidade de outros trabalhos, entre contos, crônicas e poesias- conheceu inúmeras adaptações também para cinema e teatro, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil.
Por motivos extra literários, a recepção crítica à sua obra variou muito, desde que o autor baiano começou a publicar, nos anos 30. A razão para a divisão de opiniões, segundo a presidente da ABL(Academia Brasileira de Letras), Ana Maria Machado, se deu, entre outros motivos, pelo fato de o autor ter pertencido ao Partido Comunista, por sua associação com  a Bahia ou pela linguagem coloquial. Os livros de Amado sempre foram alvo de fortes ressalvas. A severidade no julgamento fez com que o autor baiano fosse menosprezado nas análises universitárias de letras, apesar de sempre apreciado por antropólogos e sociólogos.
A postura dos críticos literários contribuiu para um certo descrédito de sua obra e possivelmente para o afastamento dos leitores, sobretudo os mais jovens, algo que as reedições iniciadas em 2008 pela Companhia das Letras, têm buscado reverter. O centenário é um momento-chave nessa reconquista, com exposições, seminários, shows, peças teatrais, livros, além de novela e filme. Toda essa movimentação será uma oportunidade para que se renove também o debate sobre a nova relação da literatura e da crítica com os leitores.
Em apoio à proposta de releitura e reconstrução crítica, sobretudo estética do imenso legado do ilustre baiana, a ABL, vem atuando em duas frentes: a nacional e a internacional. No Brasil, está programada uma grande exposição no mês de aniversário do homenageado (agosto), acompanhada de palestras, exibição de um ciclo de filmes e publicação de artigos.
Internacionalmente, a programação também é variada, sempre em parceria com universidades e instituições culturais estrangeiras. A primeira homenagem foi realizada em Paris,  durante o Salon do Livro, de 16 a 18 de março. Na oportunidade, juntamente com a Sorbonne, universidade da qual ele foi Doutor Honoris Causa, criou-se a jornada Jorge Amado, com uma programação incluindo conferências dos acadêmicos Ana Maria Machado, Nélida Piñon e Sergio Paulo Rouanet.
No cinema,  a novidade desse ano de homenagem fica por conta da Warner Bros.Pictures e da Total Filmes, que levarão para as telas o longa-metragem. As fantásticas aventuras de um capitão(2), baseado no livro Os velhos marinheiros(3). Com uma linguagem moderna e direta, o filme é dirigido e roteirizado por Marcos Jorge (premiado diretor de Estomâgo(4)). As filmagens acontecem entre março e maio de 2012, com 90% da produção realizada no Rio de Janeiro.
A sensualidade do romance Gabriela, por sua vez, voltará a ser exibida nas telas da televisão brasileira, em novela da Rede Globo. Com estreia prevista pra junho (5), o remake baseado no livro do autor baiano terá Juliana Paes e Humberto Martins no papel dos protagonistas, Gabriela e Nacib (na primeira versão exibida pela emissora em 1975, o casal era interpretado por Sônia Braga e Armando Bôgus (6)).No mercado editorial, a Companhia das Letras reuniu quatro dos mais famosos livros de Jorge Amado em um kit, que tem como tema as suas personagens femininas. As Obras, que narram as histórias de Dona Flor, Gabriela, Tieta e Teresa Batista, compõem a caixa As Mulheres de Jorge Amado. O item foi lançado em edição limitada e contém os títulos: Gabriela, Cravo e Canela(1958), Dona Flor e Seus Dois Maridos(1966), Teresa Batista Cansada de Guerra(1972), Tieta do Agreste(1977).
Controversa ou polêmica, não importa. A obra de Jorge Amado encerra uma utopia. Há os que o viam como um trivial contador de histórias. Mas há também os que o consideram um mestre do romance. O fato é que o nosso mais popular autor baiano queria fazer uma obra acessível, acreditando que a literatura poderia ser um meio de libertação.

“Sonho com uma revolução sem ideologia,
onde o destino do ser humano,
seu direito a comer, a trabalhar, a amar,
a viver a vida plenamente
não esteja condicionado ao conceito expresso e imposto por
uma ideologia seja ela qual for.
Um sonho absurdo?
Não possuímos direito maior e mais alienável do que o direito
ao sonho.
O único que nenhum ditador pode reduzir ou exterminar.”
Jorge Amado.

Retalhos no Mundo
 
 (1CapaEsse livro chega em boa hora por discutir, sob novo ângulo, um dos mais espinhosos temas no que diz respeito à construção da identidade nacional brasileira: a mestiçagem. Com uma teoria inovadora, que aproxima antropologia e estudos literários, e uma narrativa instigante e bem enredada, a autora dialoga com esse universo complexo e problemático no qual as personagens de Jorge Amado, o cotidiano da cidade de Salvador e a imagem do próprio escritor se imbricam.


(2)


WARNER BROS. PICTURES DISTRIBUIRÁ AS FANTÁSTICAS AVENTURAS DE UM CAPITÃO

A Warner Bros. Pictures e a Total Filmes levarão aos cinemas As Fantásticas Aventuras de um Capitão, longa-metragem baseado no livro Os Velhos Marinheiros, de Jorge Amado. Com uma linguagem moderna e direta, o filme é dirigido e roteirizado por Marcos Jorge (Estômago). A produção conta com cenários grandiosos e numerosos efeitos especiais, comandados pelo renomado produtor criativo Juan Tomicic, ganhador de 8 prêmios Goya, e com a colaboração de Diego Saura, filho do consagrado diretor Carlos Saura. As filmagens acontecem entre março e maio de 2012, com 90% da produção realizada no Rio de Janeiro.
O longa é protagonizado pelo premiado ator português Joaquim de Almeida, que dá vida ao capitão-de-longo-curso Vasco Moscoso de Aragão. Almeida já atuou em mais de 90 filmes e curtas, incluindo “Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio”, ”O Xangô de Baker Street” e “Perigo Real e Imediato”, além de participar de séries de TV como “The Mentalist”, “CSI: Miami” e “24 Horas”.
Warner Cinema
As Fantásticas Aventuras de um Capitão conta a história do comandante Vasco Moscoso de Aragão (Joaquim de Almeida) e de sua agitada chegada em uma cidadezinha balneária, a vila de Periperi, situada nas proximidades de um grande município portuário. Já maduro, este pitoresco forasteiro vem para ficar, buscando repouso depois de uma longa vida de aventuras por todos os mares do globo.
O charmoso navegante conquista rapidamente a simpatia e admiração dos moradores. Os homens se reúnem ao seu redor para ouvir histórias do mar e as mulheres suspiram por sua figura romântica. O que não demora a suscitar o despeito de alguns invejosos, em especial do fiscal Chico Pacheco, até então o cidadão mais admirado do local.
José Wilker será Chico Pacheco, que perde popularidade na pacata vila de Periperi com a chegada do comandante Aragão. Desconfiado e enciumado das histórias contadas pelo capitão, Chico resolve investigar sua vida pregressa e o desafia a provar suas habilidades.
O filme discute o tema da construção da verdade e do mito. Avançando e recuando no tempo, apresentando os personagens ora de uma maneira ora de outra, manipulando habilmente o ponto de vista, o roteiro do longa dá espaço à fantasia, mas termina por traçar um retrato verídico da condição e das paixões humanas.
O elenco estelar que completa o filme inclui Claudia Raia, Patricia Pillar, Marcio Garcia, Milton Gonçalves, Mauricio Gonçalves, Tainá Muller, Sandro Rocha, entre outros.
As Fantásticas Aventuras de um Capitão tem direção de Marcos Jorge – diretor de Estômago, filme premiado nos festivais do Rio, de Roterdã, de Punta del Este e pela Academia Brasileira de Cinema – e é produzido pela Total Filmes (Se Eu Fosse Você 1 e 2) com coprodução da Warner Bros. Pictures. As filmagens começam em março de 2012, comemorando o centenário de Jorge Amado.
Fonte:http://www.brasiltvdigital.com
(3) 
OS VELHOS MARINHEIROS OU O CAPITÃO-DE-LONGO-CURSO


Num belo dia de 1929, chega à estação de trem de Periperi - um pacato vilarejo de veraneio na periferia de Salvador - um personagem singular, vestindo túnica de oficial da marinha mercante: comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão-de-longo-curso. Aos sessenta anos, ele se declara cansado de navegar mundo afora e diz que veio para ficar.
Logo se torna figura de destaque na comunidade local, composta quase exclusivamente de aposentados, encantando a todos com seus relatos de aventuras românticas e exóticas. Ou a quase todos. Um grupo de cidadãos enciumados com o prestígio do recém-chegado questiona a veracidade das histórias e até mesmo sua condição de comandante.
O fiscal aposentado Chico Pacheco, líder dos questionadores, empreende uma investigação implacável em Salvador e volta com a bombástica notícia de que Aragão é uma fraude: não passa de um velho boêmio, que torrou nos bordéis e cabarés o patrimônio do avô português, comerciante de secos e molhados. Seu título de capitão-de-longo-curso fora obtido por meio de corrupção e malandragem.
Quem estará com a razão? O comandante ou seus detratores? O tira-teima definitivo se apresenta na forma de uma última missão para a qual o comandante é convocado: levar ao porto de chegada um navio cujo capitão morrera em alto-mar.
O romance foi publicado originalmente em 1961, no volume Os velhos marinheiros - Duas histórias do cais da Bahia, que incluía a novela A morte e a morte de Quincas Berro Dágua.
(5)               Estreou no dia 18/06
(6)               Armando Bôgus (1930-1993)

Abertura da Novela-Gabriela 1975
 Trilha original de 1975

14 maio 2012

Agora é a vez do Brasil exportar cinema

"Agora é a vez do Brasil exportar cinema", diz Cecília Amado
10 de maio de 2012
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 A diretora brasileira Cecília Amado, neta do escritor Jorge Amado, afirmou nesta quinta-feira (10) que o Brasil precisa começar a exportar cinema com força para mostrar sua cinematografia e o próprio país ao mundo, assim como fizeram e fazem a Itália e a França.

"A temática do atual cinema brasileiro é muito variada", declarou a cineasta à Agência EFE. "Os filmes produzidos aqui não falam somente de violência, favelas e meninos de rua, embora esses assuntos estejam presentes nas telas por fazerem parte da realidade do país", completou.

Escalada para a abertura da 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com seu primeiro longa-metragem - Capitães da Areia, uma adaptação homônima do livro de seu avô -, Cecília lembrou que a miséria é retratada em seu filme, embora não seja o tema central da trama, que acompanha um grupo de jovens moradores de rua de Salvador.

"Este livro é um verdadeiro clássico, além de leitura obrigatória nas escolas", explicou a cineasta ao reconhecer entre risos que, "da mesma forma que grande parte das meninas", ela também se encantou com o protagonista.

Desta forma, a cineasta carioca tenta contar "uma história universal" não só de pobreza, mas principalmente "de amor, de liberdade e da conflitante passagem que supõe a saída da infância e a chegada da idade adulta", disse.

Apesar da intenção de se manter fiel ao livro, o filme se abstrai da onipresente faceta política para priorizar um retrato social. Assim, a cineasta consegue fazer justiça ao avô, que escreveu o livro aos 24 anos e cheio de convicções comunistas, mas se transformou em um humanista com o passar do tempo.

Cecília Amado também falou sobre a atual realidade do país, onde, segundo ela, "a crise econômica chegou com atraso". A classe média brasileira, com problemas mais existenciais do que financeiros, será tema de seu próximo filme, intitulado Trinta Carnavais. Segundo a cineasta, o filme acompanha a trajetória de dois irmãos que entram em crise ao chegar aos 30 anos.

Mesmo diante do favorável momento econômico, Cecília admitiu que, "apesar do país seguir um bom caminho, ainda há muito o que percorrer".

"A saúde e a educação são duas contas pendentes no país", aponta Cecília, que lamentou que os jovens atores selecionados para atuar no Capitães da Areia, com 13 e 14 anos, "quase não sabiam ler e nem escrever".

A 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que se estende até o dia 22 de maio, projetará mais de 30 longas-metragens de ficção e documentários nas salas do cinema Le Nouveau Latino da capital francesa.
Fonte: Terra

21 março 2012

Trailer do filme Dark Shadows

Trailer do filme Dark Shadows, novo de Tim Burton com Johnny Depp, acabou de sair


Há pouco menos de 2 meses de sua estreia nos cinemas, Dark Shadows ganhou enfim seu 1º trailer. Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Michelle Pfeiffer e Eva Green estrelam o longa metragem, nova produçao do diretor Tim Burton que chega aos cinemas no próximo dia 11 de maio. O filme conta a história do vampiro Barnabas Collins, interpretado por Depp, que acorda em 1972 depois de ter sido queimado vivo 2 séculos atrás e encontra sua propriedade em ruínas, habitada por aqueles que restaram da sua família. 
Debora Schach


Video


Fonte:Blue-Bus 

13 setembro 2011

Cantores que viram atores

Por Luiza Baptista

Alguns cantores não se satisfazem apenas com o sucesso de seus clipes e/ou show. Muitos veem na atuação uma maneira de conseguir mais fãs e dinheiro, claro, existem aqueles que fazem apenas pela arte.
Não é de hoje que personalidades do mundo da música se arriscam como atores. Já em 1956 o Rei do Rock invadia as grandes telas do cinema com Love me Tender. E Elvis não parou no primeiro sucesso, atuando em diversos filmes, como: Loving youG.I. Blues, Feitiço Havaiano eEstrela de Fogo


.Muitos anos depois, outro cantor de Memphis ficou famoso por seus passos de dança, música e atuação. Justin Timberlake, ex-N’sync, conheceu o sucesso na extinta boyband e acabou atuando em algumas produções cinematográficas. O cantor chegou a receber elogios por seu desempenho em EdisonAlpha Dog e no programa Saturday Night Life, mostrando sua veia humorística.


Sua ex-namorada, Britney Spears, também aproveitou o sucesso musical para tentar a carreira de atriz. Seu principal filme foi Crossroads, mas a cantora pop também fez participações especiais nas séries How I met you mother e Glee.

No mundo pop, também temos o exemplo da cantoraMariah Carey, que fracassou ao tentar se lançar como atriz. Seu filme Glitter não atingiu o público esperado, e foi muito criticado na imprensa especializada. Mesmo assim, a cantora ainda participou de produções de sucesso, como Preciosa.


No Brasil são muitos os exemplos de cantores que se misturam com atores. O papito Supla já testou seus talentos para atuação na novela Um anjo caiu do céu e na minissérie Sex Appeal, além de alguns filmes.Maurício Mattar lançou alguns Cds românticos e fez sucesso em novelas.Fábio Junior segue a mesma linha, com papéis em Roque Santeiro Corpo Dourado, por exemplo, da qual foi protagonista. Ainda temos a dupla Sandy e Junior, que estrelou uma série, a novela Estrela Guia e o filme Aquária
.Quais atores/cantores você se lembra?

Fonte:A Trilha Sonora
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