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08 março 2014

Dia Internacional da Mulher

Em homenagem a todas nós mulheres, deixo este texto escrito por Maria Cecília Amaral de Rosa

Ah! Mulheres... 


Nem só de beleza e bons perfumes fazem parte do pensamento dessas criaturas supreendentes . Durante muito tempo, a mulher lutou para ampliar seus espaços na sociedade e, para isso, usou de todo o seu talento e ousadia. São verdadeiras Cleópatras quando se trata de determinação para alcançarem seus objetivos e se tornarem poderosas, seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura e até nas guerras.

Enfrentando a guerra  
Ana Neri não vacilou em enfrentar a guerra dedicando-se em salvar vidas com muito carinho. A nossa Anita Garibaldi enfrentou batalhas na terra e no mar sem deixar de ser esposa e mãe apaixonada. Maria Quitéria lutou com garra pela libertação do povo brasileiro e também da mulher que almejava ser livre. A solidariedade da primeira dama Eleanor Roosevelt visitando feridos em meio a batalhas transformou a visão do mundo acerca da fragilidade feminina e abriu-lhes um espaço de reconhecimento. A tímida americana Clara Barton foi enfermeira voluntária nos campos de batalha, mudou a vida dos soldados feridos organizando a Cruz Vermelha Americana e conseguiu a assinatura do Tratado de Genebra pelos EUA.

Nas alturas
O Céu é o limite, diz o antigo ditado. Não para Ada Rogato que, entre outras pioneiras da aviação, tirou sua licença aos 16 anos de idade, sobrevoou a cordilheira dos Andes e apaixonou-se por paraquedismo fazendo inúmeras apresentações. Amélia  Eahart foi mais atrevida: atravessou o Atlântico num voo solo, desafiando tempestades e altitudes e bateu recordes que nem mesmo aviadores experientes ousaram arriscar. E ainda criou um "estilo" de moda todo seu, o charme do lencinho no pescoço e da jaqueta acinturada contnuam em "alta".

Uma arma infalível
A beleza tornou-se uma arma poderosa nas mãos de Helena Rubistein, que prolongou a aparência de juventude das moças de seu tempo e continua fazendo sucesso na pele feminina das tão atarefadas executivas de hoje. Viva HR! Uma "gênia" dos cosméticos!

Esporte é saúde
O setor dos esportes também não pode se queixar, pois foi eleito por belas mulheres como um caminho de desafios e vitória. Hortência chegou ao Hall da Fama por sua dedicação ao Basquete, Daiane dos Santos brilhou nas Olímpiadas e a americana Charlotte Cooper foi cinco vezes campeã em Winbledon quando o tênis abriu as portas para elas... maravilhosas... mulheres!

De doce e de letras
A alma feminina passa por receitas infalíveis e por sonhos singelos como os doces versos de Cora Coralina, que ganhou seu sustento como doceira profissional. Que calda deliciosa!! Tão doce e suave como os passos dos nordestinos retratados por Rachel de Queiroz e tão chocantes quanto as linhas do Diário de Uma Estudante Paquistanesa que revive os temores de Anne Frank muitos anos depois. O mundo mudou, os tempos mudaram, mas a essência da mulher não muda: é movida pelas inquietações do novo, do bonito, do justo...

O brilho das estrelas
O universo da moda brilhou com a criatividade de Coco Chanel que, além de perpetuar o "pretinho básico", um acessório fundamental no guarda-roupa feminino, lançou a calça comprida com corte feminino tão prática para o dia a dia. Conquistaram o mundo cantando e divulgando o país como a encantadora Carmem Miranda que "adotou" o Brasil e o tornou conhecido nos EUA e Europa pelo seu estilo de baiana adorável nas telas e palcos por onde passou. Inezita Barroso, a nossa querida folclorista, enaltece nossas raízes com sua voz inconfundível perpetuando o sertanejo brasileiro.

Na vida da nação
Os altos cargos  do governo do mundo todo também registraram a suave presença de verdadeiras heroinas como a diplomata Maria José Rebello Mendes que precisou lutar para ingressar no Itamaratuy. Já Indira Gandhi e Golda Meir deram suas vidas por um país melhor e melhores condições para toda uma nação. Moças simples, porém com uma visão bem definida em favor dos menos privilegiados Margareth Thatcher e Hillary Clinton mostraram como o amor pode ultrapassar barreiras e sua incrível capacidade de superação.

As ciências
As contribuições femininas para a pesquisa científica foram inúmeras. A curiosidade de Hildegard Bingen resultou num livro sobre botânica e medicina. A matemática espanhola Maria Gaetana Agnesi descobriu a solução para equações que usamos até hoje. As taxas de mortalidade infantil baixaram significativamente depois que Virgínia Apgar criou a escala de testes que avalia recém-nascidos nos primeiros momentos de vida e descobriu que alguns tipos de anestesias usadas no parto prejudicavam os bebês. Marie Curie recebeu oo Prêmio Nobel de Química e o Prêmio Nobel de Física por sua valiosa pesquisa sobre radioatividade, conhecimentos dedicados à melhoria e preservação da humanidade.

Amparadas por Deus
A força da religião moveu mulheres em todas as partes do mundo por um trabalho social em favor dos necessitados a ponto de erguer verdadeiros impérios. São exemplos memoráveis a Madre Teresa de Calcutá que unia muçulmanos e budistas entre outros em favor de sua causa. No Brasil, a Irmã Dulce dedicou sua vida a amenizar o sofrimento de doentes e pessoas carentes, transformando residências em abrigos e conseguiu edificar um hospital de alta tecnologia para salvar vidas. O trabalho da Pastoral feito por Zilda Arns também conseguiu diminuir a mortalidade infantil no nosso país. Mulheres abençoadas que partilharam a graça com milhares de pessoas. Já a fé de Catarina de Siena esteve a serviço da união da igreja no Grande Cisma de Oriente. Apesar de analfabeta, ditou mais de 300 cartas a autoridades e o livro  "Diálogos de Divina Providência" registrado em 1377.

Mulheres na Arte
Entre versos, canções e pinceladas elas adentraram um universo que ficou mais bonito. Superando críticas, como fez Anita Malfatti, persistiu na sua ânsia da expressividade e sagrou-se artista reconhecida mindialmente. Tarsila do Amaral retratou um período muito importante da luta operária no Brasil e o fez com suavidade e impacto. Os enigmas dos crimes articulados por Agatha Christie encantam o pensamento romântico de leitores no mundo todo, a versatilidade com que ela escrevia prende e desafia a nossa mente a decifrar os episódios. O mundo maravilhoso vivido e transcrito por Simone Beauvoir nos transporta para um tempo em que se descobria a liberdade do pensar  em meio a uma modernidade extremamente avançada no relacionamento a dois, nascia a filosofia de Sartre, ganhando o mundo e conduzindo ao pensamento político do iluminismo.

Salvando vidas
Não só a medicina ou a ciência, mas a coragem e ousadia de Aracy Guimarães Rosa possibilitaram uma ponte para a vida para inúmeros judeus e o fez por solidariedade, amor ao próximo. Pequenos gestos que mudaram a história de muitas famílias. Assim como as obras sociais da Princesa Diana aliviaram o sofrimento de muitas crianças famintas. A Lei Maria da Penha é outro exemplo de esforço em benefício da mulher, precisou ficar paraplégica e lutar 20 anos na justiça brasileira para dividir sua causa e proteger todas as mulheres vítimas da violência doméstica que encontram amparo legal capaz de evitar outros crimes.

Superando limites
A trajetória de Chica da Silva mostra a força da mulher que, nascida escrava, tornou-se proprietária de terras, educou os filhos para a sociedade da época sem dever nada aos aristocratas. Chegou à Corte, mas não desamparou suas raízes firmando a esperança de um mundo melhor.
A capacidade de superação humana é comprovada na relação de comunicação entre a mestra e sua pupila. Anne Sullivan e Hellen Keller viajaram o mundo para auxiliar os governos  a implantarem políticas para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiências. Hellen dedicou sua vida a essa causa, investindo principalmente na educação para o trabalho, resgatando-lhes a dignidade de cidadão produtivo. A filósofa Ayn Rand saiu de uma condição de extrema pobreza ao lado de sua família quando emigrou aos Estados Unidos e começou a carreira de roteirista em Hollywood . Ela iniciou o objetivismo com suas considerações sobre o individualismo e a razão acima da emoção, acreditando na sua produtividade. Eva Peron construiu seu próprio destino com uma determinação ímpar, tendo nascido bastarda, tornou-se um ícone da vida política da Argentina enquanto primeira-dama "mãe dos descamisados" . Fez da sua própria luta uma fonte de justiça para os desvalido: criou escolas, hospitais, políticas sociais dedicadas aos trabalhadores que não tinham voz para sanar seus infortúnios.

Ganhando espaço
Transformar a realidade para uma situação de igualdade social sempre fez parte dos anseios femininos. A estadunidense Dorothy Parker ilustra muito bem essa batalha colocando seu talento de escritora a serviço do registro fiel do lado obscuro da vida urbana do século XX , com sua linguagem teatral poética recheada de ironias e sarcamos. A botânica Bertha Lutz trilhou caminhos semelhantes utilizando do seu prestígio para participar de congresso feministas, ampliar o campo educacional para as mulheres no Brasil e, sutilmente, alcançar o congresso nacional, abrindo de forma definitiva os caminhos da política para a participação das brasileiras.

A mulher na Política: um capítulo a parte no Brasil
As decisões contundentes tomadas por mulheres em nosso país tiveram início com a atitude libertadora da Princesa Isabel, na ocasião em que governava o Império. O Rio Grande do Norte foi pioneiro na abertura política, tendo inscrito a primeira mulher eleitora em 1927, a professora Celina G. Vieira. O primeiro voto feminino da América Latina. Não tardou para que o mesmo estado brasileiro tivesse outro importante registro noticiado no mundo todo. Foi pioneiro na candidatura de mulheres  a cargos eletivos quando Alzira Soriano, por indicação da então advogada Bertha Lutz, foi eleita a primeira "mulher prefeita" do Brasil e também da América Latina na cidade de Lajes.

A doutora eleita Deputada Federal
A médica de São Paulo Carlota Pereira de Queiróz  foi a primeira deputada federal eleita no Brasil e os caminhos da história política seguiram com os passos femininos rumo aos mais altos cargos., A educação passou a fazer parte dos orçamentos por conta de Esther F. Ferraz,  pioneira na Ordem dos Advogados do Brasil, foi a primeira brasileira a ocupar um Ministério (da Educação e Cultura) e trabalhou por investimentos na educação, pela carreira docente na reforma universitária e a criação das escolas técnicas federais. A popularidade e o trabalho dedicado às populações amazonenses fizeram de Eunice Michiles  a primeira Senadora da República e a primeira brasileira a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas, pelo Amazonas.

A primeira candidatura à presidência
A campanha eleitoral de 1989 registrou a primeira candidatura de uma mulher à presidência da república brasileira: Maria Pia de Abreu do Partido Nacional (PN). A primeira mulher governadora foi eleita em 1995, Roseana Sarney do estado do Maranhão, e foi também a primeira a se reeleger, em 1998. A defensora da Amazônia, a ambientalista Marina Silva luta pelo planeta e pela igualdade social, sendo reconhecida mundialmente e participou da abertura das Olimpíadas de Londres levando a Bandeira dos Arcos. Pela primeira vez na história política do nosso país temos uma mulher no cargo de presidente: Dilma Rousseff,  que iniciou ainda adolescente na militância. É destaque entre as pessoas mais poderosas do mundo e premiada Chefe de Estado.

Rainhas e Guerreiras
Reinaram pelo mundo guiando nações,. acompanhando o progresso e garantindo boa herança aos seus filhos como a Rainha Elizabeth que seguiu tantas mudanças no desenvolvimento da Inglaterra e a descolonização. Catarina  a Grande,  que aumentou o domínio do seu país agregando territórios. Outras delas assumiram seus cargos junto dos filhos devido ao amor e ao desejo de educar, como ocorreu com a nossa redentora Princesa Isabel. Muitas ecibiram o talento de grandes estrategistas para o bem. A rainha Catarina de Médici, influenciou a vida política da França por 30 anos governando com sabedoria entre católicos e protestantes. Preocupou-se com o progresso, a cultura e a educação incluindo a alimentação e postura à mesa. Cleópatra venceu pela astúcia e beleza, é a rainha mais conhecida de todos os tempos.

Nas notas musicais
Entre  um acorde e outro, a grande compositora brasileira Chiquinha Gonzaga,  pianista e regente de orquestra, levou o cancioneiro popular brasileiro aos salões mais cultos e luxuoso do Rio de Janeiro e tornou-se imortal com a 1ª marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", sucesso nos nosso carnavais. A ousadia da jovem pianista abriu espaço no cenário brasileiro para tanta vozes belíssimas como Elis Regina, Angela Maria , Clara Nunes e um sem-número de cantoras e compositoras excepcionais que habitam o universo sonoro como Ana Carolina, Leci Brandão, Paula Fernandes, Inezita Barroso entre outras.

Na telinha 
Com o advento da televisão no Brasil (1950), passamos a conhecer mulheres lindas, comunicativas, excelentes atrizes, profissionais de alto nível como a pioneira Ruth de Souza que conquistou o público pelo seu talento, a expressividade de Glória Maria, Sandra Passarinho, Ana Maria Braga sempre à frente dos fatos. A brasileira Hebe Camargo  tornou-se um ícone da televisão brasileira, cantou no rádio, foi atriz, humorista e fez história como apresentadora de televisão. A "rainha da televisão brasileira" esteve por mais de 40 anos na "telinha".

Nas telonas
Inúmeras atrizes fizeram sucesso na "telona". Hollywood, a indústria do cinema, foi palco de grandes beldades e talentos inesquecíveis como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Angelina Jolie, Whoopi Golberg, Tilda Swinton, Anjelica Huston, Sally Field, Susan Sarandon e a talentosíssima Fernanda Montenegro .entre muitas outras. Mas não só atuando as mulheres brilham no cinema. Como escritoras e roteiristas também estão conquistando o público pelos quatro cantos do mundo. A série "Harry Potter" é criação de Joanne K. Rowling que traz muito da história da humanidade, da alquimia, e da igreja medieval nos seus enredos e cenas. Outro sucesso espetacular do talento feminino no cinema é a série "Crepúsculo" de autoria de Stephenie Meyer, uma escritora americana que rodou partes do último filme da série em cenário brasileiro.      

Texto intregante:Revista Mulheres Brilhantes- edição histórica    

12 junho 2012

As diversas faces do amor de Romeu e Julieta



Cena de 'Romeu e Julieta'
Por Felipe Candido


“Duas casas, iguais em dignidade - na formosa Verona - apresentam antiga inimizade, manchando mãos fraternas sangue irmão. Do fatal seio desses dois rivais, nasceu um par de amantes malfadados, que em sua sepultura o ódio dos pais depuseram, na morte venturosos”.
Foi com essas palavras que em meados do século XVI o dramaturgo inglês William Shakespeare deu início à história de amor mais conhecida de todos os tempos. A relação proibida entre Romeu e Julieta, filhos de famílias inimigas, se tornou um referencial de amor e romantismo que inspirou (e ainda inspira) artistas de diversas gerações.
Escritores, cineastas, dramaturgos e até compositores se dedicaram a recontá-la. Apesar de trágica, ela é e sempre será também uma referência da paixão. E como estamos no mês em que é celebrado esse sentimento, reunimos alguns desses muitos Romeus e Julietas que ganharam roupagens ao longo da história da arte.
PRIMEIRO ATO: O início
Escrita entre 1591 e 1595, Romeu e Julieta se tornou uma das maiores referências da importância da obra teatral de William Shakespeare. Baseado no mito romano de Píramo e Tisbe, a peça escrita pelo dramaturgo inglês narra as desventuras de um jovem casal apaixonado, Romeu Montecchio e Julieta Capuleto, que pertenciam a famílias rivais e, por essa razão, o inocente e puro amor dos adolescentes é proibido por seus pais.
Para tentar viver plenamente seu romance, o jovem casal chega a medidas extremas que culminam na trágica morte dos dois. Com a esperança de vivência do amor sem limites e concessões, a história de Romeu e Julieta tornou-se arquétipo do amor juvenil, tornando-se um dos maiores signos de romantismo da história.
SEGUNDO ATO: Por entre as letras
Na história da literatura mundial, grandes autores foram beber na fonte de Shakespeare para criar seus enredos. Com sotaque lusitano, nosso patrício Camilo Castelo Branco transpôs para a cidade portuguesa de Visceu a trágica história dos jovens amantes, no caso, Simão e Teresa, em seu romance Amor de Perdição. E, assim como na peça de Shakespeare, o final dos amantes portugueses é trágico, com a morte dos dois jovens apaixonados.
Em terras tupiniquins, um de nossos maiores escritores românticos, José de Alencar, deslocou essa paixão para as florestas, nos primórdios de nossa história. O autor cearense dedicou dois de seus livros, que se tornaram clássicos da literatura brasileira, para narrar a história de amor entre indígenas e colonizadores.
Iracema e O Guarani também remetem à lembrança do texto de Shakespeare. Em Iracema, a virgem dos lábios de mel se entrega ao amor proibido pelo português Martim, que, por amor à jovem índia, abandonou seus costumes e tradições para poder se casar com Iracema. Porém, mesmo com o ato de amor de Martim, não se pode evitar o fim trágico destinado aos amantes.
Já em O Guarani, os papéis são invertidos, e é a jovem portuguesa que se apaixona pelo bravo guerreiro indígena. Peri e Ceci são os protagonistas dessa história de amor ambientada em meio a uma guerra entre Guaranis e Aimorés. Culmina na morte de todos os portugueses partidários dos Guaranis, incluindo os familiares de Ceci, que parte junto a um futuro desconhecido, distanciando-se dos finais trágicos, recorrentes em obras inspiradas no texto de Shakespeare.
Mas não é somente em clássicos da literatura que Romeu e Julieta são revisitados. Autores modernos também recorrem ao mito do amor proibido para criar seus textos.
Em 2008, o autor italiano Paolo Giordano criou um casal de Romeu e Julieta um pouco diferente. Em A Solidão dos Números Primos, ao invés de famílias rivais que proíbem o amor dos jovens, são problemas pessoais e amarguras interiores que barram o relacionamento de Alice e Mattia.
Ela, uma jovem com distúrbios alimentares, e que ficou com dificuldades de locomoção após um acidente. Ele, um rapaz altamente inteligente, mas que vive assombrado pela culpa pelo desaparecimento de uma irmã deficiente mental. Sendo ambos torturados pelas tragédias pessoais, o fato que os liga, mas também os distancia, é o mais inusitado possível: a solidão, conforme descreve o próprio Mattia em determinado ponto do livro: “Nós somos como um casal de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase próximos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente”. O Romeu e Julieta de Giordano, mais que barreiras externas, precisa enfrentar as paredes internas que se tornaram os “números pares” da relação entre eles.
Bella e Edward em Amanhecer - Parte 1
O maior fenômeno editorial entre os jovens nas últimas décadas também é uma reinterpretação pop (e com pitadas sobrenaturais) da clássica história de Romeu e Julieta. A saga Crepúsculo, da escritora americana Stephanie Meyer, trouxe para o universo vampiresco a famosa história. Edward e Bella se tornaram o novo referencial de amor puro e impossível. Mais do que famílias rivais, o fato de pertencerem a raças diferentes e a proximidade constante com a morte são as dificuldades que impedem a realização do amor dos jovens. Ele vampiro e ela humana vivem no limiar entre o que é possível ou não na relação.
Apesar de Edward amar incondicionalmente Bella, ele precisa a todo momento controlar seus instintos de vampiro para evitar atacar a jovem, que, segundo ele, tem o sangue com o melhor odor já sentido pelo jovem vampiro. Lua Nova, segundo livro da série, é o que faz maior referência ao clássico shakespeareano. Após Edward partir da cidade onde moravam, para evitar que a vida de Bella corresse risco em ataques de vampiros, a jovem entra em depressão e começa a enfrentar perigos até que se atira de um penhasco, sendo salva do mar, antes que se afogasse. Ao acreditar que Bella está morta, Romeu Edward decide pôr fim à sua própria vida, assim como na tragédia de Shakespeare, em que Romeu comete suicídio após receber a falsa notícia de que Julieta havia morrido. Mas, fugindo do destino trágico moldado por Shakespeare séculos antes, o casal Edward e Bella resiste, e seu amor triunfa no final da saga.
TERCEIRO ATO: Por novos palcos
Nascido como peça teatral pelas mãos de William Shakespeare, o ideal romântico do amor impossível descrito em Romeu e Julieta também voltou aos palcos de outra forma. Mais musical e contundente. As tragédias de amor impossível são sempre contadas e recontadas no universo da ópera. “Ao falar de amores proibidos, é impossível não se lembrar de uma das maiores histórias de paixão que existem: a ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, que conta a história do amor infeliz entre uma princesa irlandesa e aquele que era seu inimigo, assassino de seu noivo, mas por quem ela acaba se apaixonando. E, para piorar a situação, ela se casa com o tio dele”, lembra André Heller-Lopes, diretor de óperas.
Mais óperas:

Werther, de Massenet, inspirada no livro de Goethe
Billy Budd, de Benjamim Britten
QUARTO ATO: O amor nas grandes telas
O cinema também se inspirou na romântica história de Romeu e Julieta para reviver amores impossíveis. Além de diversas versões cinematográficas para a peça de Shakespeare, como o clássicoRomeu e Julieta, de Franco Zefirelli, de 1968, outros enredos situaram os jovens amantes em outras épocas e lugares.
Baseado em peça musical de sucesso na Broadway, escrita por Arthur Laurents, o filme West Side Story, que teve o roteiro adaptado por Ernest Lehman, levou os amantes para a periferia de Nova York, na década de 1950. Carregado com tintas sociais e políticas, o musical fez nascer na zona oeste de Manhattan o amor entre Tony, líder da gang formada por rapazes brancos, os Jets, e Maria, imigrante porto-riquenha e irmã do líder da gang rival, os Sharks, formada por latinos. Em meio a brigas entre americanos e imigrantes latinos, o casal de jovens busca as melhores maneiras de viver esse amor proibido.

Cenas de Romeu e Julieta, Moulin Rouge e West Side Story
Após reviver de maneira pop o clássico Romeu e Julieta, em 1996, trazendo para a atualidade o casal de namorados, o diretor Baz Luhrmann reeditou a história de amor, dessa vez em Paris, durante o século XIX, contando a história de amor proibido entre um jovem poeta interiorano e a bela cortesã e estrela do mais famoso cabaré da cidade. Moulin Rouge, de 2001, mostra que, apesar de realmente se amarem, o amor de Christian e Satine é impossível, pois ela está prometida a um figurão, que irá salvar as finanças do Moulin Rouge. Vivendo no ambiente boêmio da romântica Paris, o jovem casal não consegue fugir à tragédia que marca o final da história de amor.
Troy e Gabriella pertencem a mundos opostos. Ele é o popular capitão do time de basquete da escola. Ela, uma tímida e estudiosa aluna. Apesar de estarem em universos distintos, os jovens acabam se apaixonando. Como os colegas de Troy e Gabriella reprovam o relacionamento deles, ambos têm que lutar para conseguir viver seu amor. E o grande elo que acaba por unir, não só Troy e Gabriella, como também os distintos grupos de atletas e estudiosos, é a música. Essa é a história do fenômeno teen,High School Musical, que trouxe mais uma vez o romance de amor proibido para as gerações mais novas.
Em telas brasileiras, Romeu e Julieta também puderam ter sua história recontada. Pelas mãos da diretora Lúcia Murat, Maré, Nossa História de Amor, os namorados de Verona passaram pela favela da Maré com o sonho de se tornar bailarinos. Mas a paixão dos jovens não podia ser concretizada, já que o pai de Analídia disputava com o irmão de Jonatha o controle do tráfico de drogas da região.
Maré - Nossa História de Amor
High School Musical
QUINTO ATO: Canções do amor demais
A música popular brasileira também se inspirou na história dos amantes de Verona para criar canções. Autores das mais diversas épocas compuseram suas versões da clássica história. No início da década de 50, a cantora Dalva de Oliveira deu voz a uma triste história de amor impossível.
Escrita por Paulo Soledade e Marino Pinto, a canção “Estrela do Mar” narra as amarguras de um grão de areia que se vê apaixonado por uma linda estrela, mas o amor dos dois não pode se concretizar pela distância e pela impossibilidade do encontro. Mas, apesar de todas as barreiras, misteriosamente depois de um tempo o mundo pode conhecer a estrela do mar.
Também em forma de fábula, a jovem sambista carioca Teresa Cristina contou sua versão de Romeu e Julieta. O amor impossível entre uma borboleta e um pássaro é o que ela conta em “O Passarinho e a Borboleta”, que a própria natureza se encarrega de separar, pois, apesar de não pertencerem a famílias rivais, o fato de serem de espécies distintas faz com que a paixão deles nunca possa ser concretizada.
Já em seu último disco, Chico Buarque narrou as aventuras amorosas proibidas que aconteceram entre um Romeu escravo e uma Julieta branca na canção “Sinhá”. A relação proibida entre eles foi descoberta, e o rapaz foi torturado por ousar dirigir seus olhos para a bela moça, reafirmando o tom de tragédia que ronda as histórias de amor impossível, desde que o dramaturgo William Shakespeare contou ao mundo as desventuras de um jovem casal de Verona.
Fonte: Saraiva Conteúdo




Retalhos no Mundo:
Dos livros e filmes que vocês leram e/ou assistiram, qual seria o casal perfeito?

17 abril 2012

Tropicalismo pop

Caixa reúne material inédito do escritor e músico José Agrippino de Paula, precursor da Tropicália


José Agrippino de Paula (1937-2007) é “um óvni que encaramito e modernidade”, nas palavras do músico Arnaldo Antunes, ou “a compreensão poética de demiurgo”, segundo o cineasta Carlos Reichenbach, e “uma espécie debaile muito doido”, para o escritor Mario Prata.
As definições atribuídas ao escritor e músico estão no livreto que integra Exú 7 Encruzilhadas (R$63, Selo SESC), uma caixa dedicada ao célebre autor de PanAmérica, obra precursora da Tropicália.
A caixa contém um CD com dez faixas inéditas de sua autoria, além de um DVD com dois curta-metragens em super-8 que ele fez na África, sobre o candomblé, e duas entrevistas, concedidas em 1998 e 2005.
Juntamente com o lançamento, entre 12 e 15 de abril o SESC Belenzinho oferece uma série de eventos multimídia gratuitos sobre o artista, misturando música, teatro, cinema e literatura.
Onde: SESC Belenzinho – R. PadreAdelino, 1.000, São Paulo (SP)
Quando: 14/4 a 20/5
Quanto: gratuito
Info.: (11) 2076-9700,www.sescsp.org.br

Fonte: Cult

15 abril 2012

Exposição inédita relembra a trajetória da cantora gaúcha, que completa 30 anos de morte em 2012

“Eu vi Elis pela primeira vez na televisão. A gente estava na minha casa, o Edu Lobo, a Wanda Sá, Dori Caymmi – uma turminha nossa de amigos – e vimos a Elis num estúdio, sentada numa escada cenográfica, uma saia curtinha, uma sobrancelha grossa, um peitão, uma blusa bufante branca. Tão cafona, coitadinha. Me lembro que as meninas foram impiedosas, caíram de pau. Mas todo mundo ficou chapado com o que ela cantava, com a potência da voz dela, a beleza do timbre, a modernidade dela no fraseado e o swing”.
A declaração de Nelson Motta faz parte do documentário Viva Elis, que integra a exposição Nívea Viva Elis, em homenagem aos 30 anos de morte da cantora. Além dos depoimentos de artistas como Gal Costa, Ivan Lins e Gilberto Gil, a mostra traz ainda fotografias, pôsteres, vídeos, revistas e objetos pessoais inéditos, como sua carteira de trabalho, seus boletins escolares e o álbum de casamento.
Onde: Centro Cultural São Paulo – R. Vergueiro, 1.000, São Paulo (SP)
Quando: 14/4 a 20/5
Quanto: gratuito

Info.: (11) 3397-4002, www.centrocultural.sp.gov.br.
Fonte: Cult

20 março 2012

Rock in Rio

Rock in Rio, 1 comercial eletrizante no alto do Morro Dona Marta pelo evento de Lisboa 




Do alto do Mirante Dona Marta, no Rio, ouve-se o chamado que só os gigantes do rock sabem interpretar - "Wake up Portugal!", grita o vocalista do grupo brasileiro Sepultura, enquanto os franceses do 'Tambours Du Bronx' batem com força as suas mensagens - o vôo noturno de helicóptero, o palco, o pisca-pisca das luzes da cidade vista do alto, a trilha sonora... estao lá para avisar que o Rock in Rio Lisboa 2012 is baaaaack! Acaba de entrar no ar o comercial "desta campanha globalizante, introduzida em primeira mao no mercado português, seguindo-se o brasileiro e argentino", diz o release. Dia 25 de maio começa em Lisboa o "maior evento de música e entretenimento do mundo" 
Marise Araujo em Lisboa

Video : 

Wake Up - Rock in Rio-Lisboa 2012


Fonte: Blue Blue

19 fevereiro 2012

Qual é o melhor samba-enredo de todos os tempos?


18.02.12
Por André Bernardo

Quem não gosta de samba, já avisava Dorival Caymmi, bom sujeito não é. Ruim da cabeça ou doente do pé, como dizia a letra de “O Samba da Minha Terra”, pouco importa.
Quem não gosta do gênero costuma dizer que samba-enredo é tudo igual: temas batidos, melodias previsíveis, rimas pobres.

Alguns, mais exaltados, chegam a afirmar que já não se fazem mais sambas-enredos como antigamente. Será mesmo?

Para responder a essa e outras perguntas, reunimos um júri de dez bambas, como o jornalista Haroldo Costa, o compositor Martinho da Vila e a cantora Beth Carvalho.

Juntos, eles ajudaram a eleger o melhor samba-enredo de todos os tempos: “Heróis da Liberdade”, do Império Serrano em 1969.

Coincidência ou não, um samba composto há mais de 40 anos.

Dos 10 especialistas consultados, três votaram em “Heróis da Liberdade”: Ricardo Cravo Albin, Haroldo Costa e Fábio Fabato.

“Esse samba-enredo abriu um clarão poético de luz em plena treva da ditadura militar. Foi um protesto ao mesmo tempo sutil e veemente”, justifica o pesquisador Ricardo Cravo Albin, autor de MPB – A História de Um Século.

Em 1969, no primeiro desfile carnavalesco pós-AI-5, a Império Serrano desfilou na Presidente Vargas sob voos rasantes de um avião da Força Aérea Brasileira.

“A censura, claro, torceu o nariz para a letra do samba e forçou a mudança de uma palavra: ‘É a revolução em sua legítima razão’ virou ‘É a evolução em sua legítima razão’”, salienta o jornalista Fábio Fabato, que está lançando As Três Irmãs – Como Um Trio de Penetras Arrombou a Festa, sobre a Mocidade Independente, Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense.


Um dos autores de “Heróis da Liberdade”, em parceria com Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira, o compositor Silas de Oliveira é considerado o pai do samba-enredo.


Embora tenha votado em “Os Sertões”, do Em Cima da Hora em 1976, o jornalista Sérgio Cabral faz questão de enaltecer a obra do compositor carioca, falecido em 1972.

“É muito difícil escolher apenas um samba-enredo como o melhor. Poderia escolher qualquer um do Silas de Oliveira e estaria muito bem escolhido”, afirma o autor de Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

Quem também votou em um samba-enredo de Silas de Oliveira foi Martinho da Vila.

“O samba-enredo ‘Aquarela Brasileira’, da Império Serrano em 1964, é considerado, por muitos, como o melhor, mas não é perfeito porque cita alguns estados e deixa outros de fora”, afirma o sambista da Vila Isabel

Compositor se faz em casa


Depois da Império Serrano, a escola mais votada foi a Mangueira. A Verde-e-Rosa mereceu votos do pesquisador André Diniz, “Cântico à Natureza”, em 1955; do compositor Ivo Meirelles, “Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira Têm”; em 1986, e da cantora Beth Carvalho, “Cem Anos de Liberdade – Realidade ou Ilusão?”, em 1988.


“Sou do tempo em que o compositor fazia samba para a escola que amava”, orgulha-se o compositor Ivo Meirelles. 

“Hoje em dia, o mesmo compositor escreve samba para várias escolas”, lamenta a sambista Beth Carvalho.

No ranking dos melhores sambas-enredos de todos os tempos, “Chico Rei”, da Salgueiro em 1964, foi votado pelo pesquisador Felipe Ferreira, autor de O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, e “Sublime Pergaminho”, da Unidos de Lucas em 1968, escolhido pelo cantor Neguinho da Beija-Flor. “Foi o que melhor contou a história da libertação do negro no Brasil”, justifica o intérprete da Azul-e-Branco de Nilópolis.

A tese de que os sambas-enredos de hoje em dia não têm o mesmo brilho e fulgor dos carnavais de outrora é quase uma unanimidade entre os especialistas.

“Nos últimos anos, em vez de inovações, o que temos visto são involuções na estrutura dos sambas-enredos, com a perda de qualidade tanto em letra quanto em melodia”, polemiza Fábio Fabato.

Beth Carvalho concorda. “Antigamente, a gente tinha uma verdadeira aula de História do Brasil só de assistir ao desfile das escolas de samba”, exagera.

Durante o Estado Novo, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, instituiu que todos os sambas-enredos abordassem temas nacionalistas. Foi por isso que, em 1939, a escola de samba Vizinha Faladeira, atualmente no Grupo D, foi desclassificada por causa do enredo “Branca de Neve e Os Sete Anões”, inspirado na história de Walt Disney.


Haroldo Costa desafina o coro dos descontentes. Na opinião dele, as escolas de samba continuam a produzir sambas-enredos muito bons.


“Antigamente, as escolas de samba também produziam sambas-enredos ruins. Tanto que a maioria deles caiu no esquecimento. A gente só se lembra dos bons. Dos ruins, a gente se esquece”, graceja o autor de Na Cadência do Samba e 50 Anos de Salgueiro.

Para Haroldo Costa, os sambas-enredos de hoje não são melhores nem piores do que os da década de 50 ou 60. São apenas... diferentes. “Muita coisa mudou de lá para cá. O samba-enredo mudou porque o carnaval também mudou. O tempo de desfile, então, nem se fala”, acrescenta ele.

"Paradinha" de sucesso


Em um aspecto, porém, todos os especialistas concordam: a aceleração progressiva do andamento ajudou a descaracterizar o gênero.


“O que era para ser uma inovação acabou se transformando, lamentavelmente, em uma catástrofe: a aceleração do andamento transformou os sambas-enredos em marchas”, critica Sérgio Cabral.

Mas, afinal, qual teria sido a grande inovação dos sambas-enredos? Para o pesquisador André Diniz, autor de Almanaque do Samba e Almanaque do Carnaval, a famosa “paradinha”, criada por Mestre André, da Mocidade Independente de Padre Miguel, em 1959, pode ser considerada uma das mais importantes. “Esse ano, a Mangueira promete uma paradinha mais ousada”, avisa.


No livro As Três Irmãs, Fábio Fabato cita as muitas versões para a origem da tão famosa “paradinha” do Mestre André.


Uma delas fala de um suposto escorregão de Mestre André na avenida. Sem saber o que fazer, a bateria parou imediatamente de tocar. Refeito do susto, Mestre André se levantou quase em um pulo e, mais que depressa, apontou para o repique. A bateria, então, voltou a tocar.

Diante da novidade, o público que assistia ao desfile foi ao delírio. Mal sabia Mestre André que, naquele exato momento, tinha acabado de criar algo que viraria mania em todas as escolas de samba. “Hoje em dia, existe paradinha de tudo que é tipo: de baião ao funk. A paradinha ganhou vida própria”, diverte-se. 

OS VOTOS

André Diniz – “Cântico à Natureza”, de Nelson Sargento e Alfredo Português (Mangueira, 1955).

Beth Carvalho – “Cem Anos de Liberdade – Realidade ou Ilusão?”, de Hélio Turco, Jurandir e Alvinho (Mangueira, 1988).

Fábio Fabato – “Heróis da Liberdade”, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira (Império Serrano, 1969).

Felipe Ferreira – “Chico Rei”, de Geraldo Babão, Djalma Sabiá e Binha (Salgueiro, 1964).

Haroldo Costa – “Heróis da Liberdade”, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira (Império Serrano, 1969).

Ivo Meirelles – “Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira Têm”, de Ivo Meirelles, Paulinho e Lula (Mangueira, 1986).

Martinho da Vila – “Aquarela Brasileira”, de Silas de Oliveira (Império Serrano, 1964).

Neguinho da Beija-Flor – “Sublime Pergaminho”, de Nilton Russo, Zeca Melodia e Carlinhos Madrugada (Unidos de Lucas, 1968).

Ricardo Cravo Albin – “Heróis da Liberdade”, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira (Império Serrano, 1969).

Sérgio Cabral – “Os Sertões”, de Edeor de Paula (Em Cima da Hora, 1976).
Fonte: Saraiva



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Retalhosnomundo: Aquarela Brasileira do Império Serrano

13 setembro 2011

Cantores que viram atores

Por Luiza Baptista

Alguns cantores não se satisfazem apenas com o sucesso de seus clipes e/ou show. Muitos veem na atuação uma maneira de conseguir mais fãs e dinheiro, claro, existem aqueles que fazem apenas pela arte.
Não é de hoje que personalidades do mundo da música se arriscam como atores. Já em 1956 o Rei do Rock invadia as grandes telas do cinema com Love me Tender. E Elvis não parou no primeiro sucesso, atuando em diversos filmes, como: Loving you, G.I. Blues, Feitiço Havaiano eEstrela de Fogo


.Muitos anos depois, outro cantor de Memphis ficou famoso por seus passos de dança, música e atuação. Justin Timberlake, ex-N’sync, conheceu o sucesso na extinta boyband e acabou atuando em algumas produções cinematográficas. O cantor chegou a receber elogios por seu desempenho em Edison, Alpha Dog e no programa Saturday Night Life, mostrando sua veia humorística.


Sua ex-namorada, Britney Spears, também aproveitou o sucesso musical para tentar a carreira de atriz. Seu principal filme foi Crossroads, mas a cantora pop também fez participações especiais nas séries How I met you mother e Glee.

No mundo pop, também temos o exemplo da cantoraMariah Carey, que fracassou ao tentar se lançar como atriz. Seu filme Glitter não atingiu o público esperado, e foi muito criticado na imprensa especializada. Mesmo assim, a cantora ainda participou de produções de sucesso, como Preciosa.


No Brasil são muitos os exemplos de cantores que se misturam com atores. O papito Supla já testou seus talentos para atuação na novela Um anjo caiu do céu e na minissérie Sex Appeal, além de alguns filmes.Maurício Mattar lançou alguns Cds românticos e fez sucesso em novelas.Fábio Junior segue a mesma linha, com papéis em Roque Santeiro e Corpo Dourado, por exemplo, da qual foi protagonista. Ainda temos a dupla Sandy e Junior, que estrelou uma série, a novela Estrela Guia e o filme Aquária
.Quais atores/cantores você se lembra?

Fonte:A Trilha Sonora
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