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31 agosto 2012

Resenha - O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry


Editora: Circulo do Livro
Nº de Páginas: 96

Sinopse - O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância.De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrençade questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíves na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordaçoes.O reencontro,o homem-menino.

Este livro é exatamente: um livro infantil/adulto.
No livro percebemos que conforme crescemos perdemos a nossa inocência, os sonhos de criança. Ele é apresentado no decorrer da conversa do pequeno príncipe com o aviador perdido no deserto( ele também teve o sonho de criança de ser um grande desenhador e foi desestimulado). É a primeira coisa que o príncipe pede, para fazer um desenho.
Ele adora fazer perguntas e também conta a sua aventura desde que saiu do seu planeta, encontrando vários tipos de habitantes durante a sua visita a vários planetas, que representam os seres humanos( vaidosos, homem de negócios)
No primeiro planeta: um rei.;no segundo:um homem presunçoso; no terceiro: um bêbado; quarto: homem de negócios; quinto: acendedor de lampiões; sexto: gógrafo e no sétimo: o nosso aviador no planeta Terra.
O livro nos faz refletir, se vale a pena, a gente parar de sonhar e realizar nossos sonhos. 

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30 junho 2012

Resenha: Urepês - Monteiro Lobato



Urupês - Monteiro Lobato
Obras Completas de Monteiro Lobato
1ª série -Literatura Geral -Vol  1
Ano: 1959
Editora Brasiliense
Nº de páginas: 300

Sinopse - Urupês - (1918) - Monteiro Lobato

O livro é composto por 13 contos e 1 artigo, que mostram a vida cotidiana e mundana do caboclo do interior do estado de São Paulo, através de suas crenças, costumes e tradições. Monteiro Lobato reuniu na obra alguns contos que a experiência de fazendeiro do Vale do Paraíba lhe proporcionou. Urupês não contém uma única história, mas vários contos e um artigo, quase todos passados na cidadezinha de Itaoca, no interior de São Paulo, com várias histórias, geralmente de final trágico e algum elemento cômico. O último conto, Urupês, apresenta a figura de Jeca Tatu, o caboclo típico e preguiçoso, no seu comportamento típico. No mais, as histórias contam de pessoas típicas da região, suas venturas e desventuras, com seu linguajar e costumes. Foi o segundo livro publicado por Monteiro Lobato. Ele havia publicado antes "O saci-pererê: O resultado de um inquérito", no mesmo ano.

Os contos do livro são: "Os faroleiros", "O engraçado arrependido", "A colcha de retalhos", "A vingança da peroba", "Um suplício moderno", "Meu conto de Maupassant", "Pollice Verso", "Bucólica", "O mata-pau", "Bocatorta", "O comprador de fazendas", "O estigma" e "Urupês". O artigo é "Velha praga".

Em "Os faroleiros", é contado que no Farol dos Albatrozes trabalhavam dois homens: Gerebita e Cabrea. Gerebita alegava que Cabrea era louco. Numa noite, travou-se uma briga entre Gerebita e Cabrea, vindo este a morrer. Seu corpo foi jogado ao mar e engolido pelas ondas. Gerebita alegava ter sido atacado pelos desvarios de Cabrea, agindo em legítima defesa. Mas Eduardo descobre mais tarde que o motivo de tal tragédia era uma mulher chamada Maria Rita, que Cabrea roubara de Gerebita.

Em "O engraçado arrependido", um sujeito chamado Pontes, com fama de ser uma grande comediante e farrista, resolve se tornar um homem sério. As pessoas, pensando se tratar de mais uma piada do rapaz negavam-lhe emprego. Pontes recorre a um primo de influência no governo, que lhe promete o posto da coletoria federal, já que o titular, major Bentes, estava com sérios problemas cardíacos e não duraria muito tempo. A solução era matar o homem mais rápido, e com aquilo que Pontes fazia de melhor: contar piadas. Aproxima-se do major e, após várias tentativas, consegue o intento. Morte, porém inútil: Pontes se esquece de avisar o primo da morte, e o governo escolhe outra pessoa para o cargo.

Em "A colcha de retalhos", um sujeito vai até o sítio de um homem chamado Zé Alvorada para contratar seus serviços. Zé está fora e, enquanto não chega, o sujeito trata com a mulher (Sinhá Ana), sua filha de quatorze anos (Pingo d'Água) e a figura singela da avó, Sinhá Joaquina, no auge dos seus setenta anos. Joaquina passava a vida a fazer uma colcha de retalhos com pedacinhos de tecido de cada vestido que Pingo d'Água vestia desde pequenina. O último pedaço haveria de ser o vestido de noiva. Passado dois anos, ele fica sabendo da morte de Sinhá Ana e a fuga de Pingo d'Água com um homem. Volta até aquela casa e encontra a velha, tristonha, com a inútil colcha de retalhos na mão. 

Em "A vingança da peroba, lemos que sentindo inveja da prosperidade dos vizinhos, João Nunes resolve deixar de lado sua preguiça e construir um monjolo (engenho de milho). Contrata um deficiente, Teixeirinha, para fazer a tal obra. Em falta de madeira boa para a construção, a solução é cortar a bela e frondosa peroba na divisa das suas terras (o que causa uma tremenda encrenca com os vizinhos). Teixeirinha, enquanto trabalha, conta a João Nunes sobre a vingança dos espíritos das árvores contra os homens que as cortam. Coincidência ou não, o monjolo não funciona direito (para a gozação dos vizinhos) e João Nunes perde um filho, esmagado pela engenhoca.

Em "Um suplício moderno", lemos que ajudando o coronel Fidencio a ganhar a eleição em Itaoca, Izé Biriba recebe o cargo de estafeta (entregador de correspondências e outras cargas). Obrigado a andar sete léguas todos os dias, Biriba perde aos poucos a saúde. Resolve pedir demissão, o que lhe é negada. Sabendo da próxima eleição, continua no cargo com a intenção de vingança. Encarregado de levar um "papel" que garantiria novamente a vitória de seu coronel, deixa de cumprir a missão. Coronel Fidencio perde a eleição e a saúde, enquanto o coronel eleito resolve manter Biriba no cargo. 

Em "Meu conto de Maupassant", lemos sobre delegado que investigou a morte de uma velha. O primeiro suspeito era um italiano, dono de venda, que é preso. Solto por falta de provas, vai morar em São Paulo. Passado algum tempo, novas provas incriminam o mesmo e, preso em São Paulo e conduzido de trem ao vilarejo, se joga da janela. Mas depois descobre-se que o assassino era outro. 

Em "Pollice Verso", lemos que Inacinho forma-se em Medicina no Rio de Janeiro e volta para exercer a profissão. Pensando em arrecadar dinheiro para ir a Paris reencontrar a namorada francesa, Inacinho começa a cuidar de um coronel rico. Como a conta seria mais alta se o velho morresse, a morte não tarda a acontecer. O caso vai parar na Justiça, onde dois outros médicos velhacos dão razão a Inacinho. O moço vai para Paris para morar com a namorada, levando uma vida boêmia. 

Em "Bucólica", lemos sobre a trágica história da morte da filha de Pedro Suã. Aleijada e odiada pela mãe, a filha adoeceu e, ardendo em febre numa noite, gritava por água. A mãe não lhe atendeu, e a filha foi encontrada morta na cozinha, perto do pote de água, para onde se arrastou.

Em "O mata-pau", dois homens conversam na mata sobre uma planta chamada mata-pau, que cresce e mata todas as outras árvores ao seu redor. O assunto termina no trágico caso de um próspero casal, Elesbão e Rosinha, que encontram um bebê em suas terras e resolvem adotá-lo. Crescido o menino, se envolve com a mãe e mata o pai. Com os negócios paternos em ruína, resolve vendê-los, o que vai contra os gostos da mãe-esposa. Esta quase acaba vítima do rapaz e vai parar num hospital, enlouquecida.

Em "Bocatorta", lemos que na fazenda do Atoleiro vivia a família do major Zé Lucas. Nas matas da fazenda, havia um negro com a cara defeituosa com fama de monstro: Bocatorta. Cristina, filha do major, morre justamente alguns dias depois de ter ido com o pai ver a tal criatura. Seu noivo, Eduardo, não agüenta a tristeza e vai até o cemitério chorar a morte da amada. Encontra Bocatorta desenterrando a moça. Volta correndo e, junto a um grupo de homens da fazenda, sai em perseguição a Bocatorta. Esse, em fuga, morre ao passar num atoleiro, depois de ter dado o seu único beijo na vida.

Em "O comprador de fazendas", lemos sobre a tentativa de Moreira em se livrar logo da fazenda Espigão (verdadeira ruína para quem a possui). Moreira recebe com entusiasmo um bem-apessoado comprador: Pedro Trancoso. O rapaz se encanta com a fazenda e com a filha de Moreira e, prometendo voltar na semana seguinte para fechar o negócio, nunca mais dá notícias. Moreira vem a descobrir mais tarde que Pedro Trancoso é um tremendo safado, sem dinheiro nem para comprar pão. Pedro, no entanto, ganha na loteria e resolve comprar mesmo a fazenda, mas é expulso por Moreira, que perdeu assim a única chance que teve na vida de se livrar das dívidas.

Em "O estigma", lemos que Bruno resolve visitar o amigo Fausto em sua fazenda. Lá conhece a bela menina Laura, prima órfã de Fausto, e sua fria esposa. Fausto convivia com o tormento de um casamento concebido por interesse e uma forte paixão pela prima. Passado vinte anos, os amigos se reencontram no Rio de Janeiro, onde Bruno fica sabendo da tragédia que envolveu as duas mulheres da vida de Fausto: Laura sumiu durante um passeio, e foi encontrada morta com um revólver ao lado da mão direita. Suicídio misterioso e inexplicável. A fria esposa de Fausto estava grávida e deu a luz a um menino que tinha um sinalzinho semelhante ao ferimento de bala no corpo da menina. Fausto vê o sinalzinho e percebe tudo: a mulher havia matado Laura. Mostra o sinal do recém-nascido para ela que, horrorizada, padece até a morte.

Em "Urupês", Monteiro Lobato personifica a figura do caboclo, criando o famoso personagem Jeca Tatu, apelidado de urupê (uma espécie de fungo parasita). Vive "e vegeta de cócoras", à base da lei do menor esforço, alimentando-se e curando-se daquilo que a natureza lhe dá, alheio a tudo o que se passa no mundo, menos do ato de votar. Representa a ignorância e o atraso do homem do campo.

No artigo "Velha praga", Monteiro Lobato denuncia as queimadas da Serra da Mantiqueira por caboclos nômades, além de descrever e denunciar a vida dos mesmos. O artigo havia sido escrito originalmente em 1914 em forma de carta de protesto quando ele ainda era fazendeiro em Buquira. Durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu essa "indignação" e a enviou para a seção "Queixas e Reclamações" do jornal "O Estado de S. Paulo", edição da tarde, o "Estadinho". Em 12 de novembro de 1914, o jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos e contos para o jornal, incluindo o conto "Urupês", publicado originalmente no jornal em 24 de dezembro de 1914.

Urupês - (1918) - Monteiro Lobato


Este livro é muito interessante faz parte de uma coleção, e traz a vida e obra, cita fontes de estudos, uma ligeira nota sobre a ortografia de Monteiro e Monteiro e a Academia, é bem educativo.
O livro trás 13 contos e um artigo. Exatamente neste livro que aparece a tão famosa figura do Jeca Tatu, representando o nosso caboclo. E o artigo ainda continua atual com o tema.
É uma leitura voltada para as raízes do povo, com histórias intrigantes e interessantes. 



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Resenha - Marcelino Pão e Vinho- José Maria Sánchez-Silva



Marcelino Pão e Vinho
Autor: José Maria Sánchez-Silva
Título original: Marcelino pão e vinho
Ano: 1982
Tradução: Dom Marcos Barbosa
Capa e Ilustração: Inês Lima
Círculo do Livro
Livro: Dividido em 2 partes
          1ª : Marcelino Pão e Vinho- 5 capítulos
          2ª   A grande viagem de Marcelino- 11 capítulos+epílogo

Sinopse
Tradução da obra do espanhol José Maria Sánchez-Silva. É a história de um pequeno bebê deixado à porta de um humilde convento de frades franciscanos na Espanha. O tempo passa e a criança é adotada pelos religiosos ele começa ter uma vida de criança, com travessuras, questionamentos típicos da curiosidade infantil, crescimento interior e uma grande jornada... Tudo mostrado ao leitor de maneira pura e que envolve o leitor para que possa encontrar um pouco do menino Marcelino e seu amigo Manuel na criança que cada um tem dentro de si. 


Este livro comprei em fevereiro de 1991, pelo círculo do livro, de quem eu era sócia. O compromisso era a compra de um livro a cada dois meses de uma variedade de livros. Infelizmente, não existe mais.
Escolhi compra este livro porque um tempo antes, assisti o filme no cinema e me encantei. Mas só agora o estou lendo.
O livro conta a história simples, a curta vida de Marcelino no convivio de frades franciscanos.
Na primeira parte, conta da construção do convento, e o aparecimento de Marcelino.
"Foi então que, certa manhã (estava nascendo o século), quando os galos ainda dormiam, o irmão porteiro ouviu um choro junto à porta, apenas encostada."
E assim, começa a aventura, os frades tentam localizar os pais, por fim, ficam com ele no convento.
Marcelino, é como as crianças comuns, esperto, peralta.
"Quando já tinha quase cinco anos, Marcelino era um garoto robusto e curioso, conhecendo de longe todas as coisas que se moviam, como também as que estavam quietas."
A única restrição para Marcelino era o sótão.
"...só uma proibição pesava sobre o menino a de subir a escada do celeiro e do sótão."
Marcelino armou um plano para ir até lá e descobrir o mistério.
"...não reconheceu logo o que via, porém, pouco a pouco, foi distinguindo como que a figura de um homem muito alto, meio despido, com os braços abertos e a cabeça voltada para ele."
A partir daquele momento, passou sempre que podia visitá-lo e levar-lhe comida.
"- É só pão. Então, o Senhor abaixou um braço e recolheu o pão.
-Bem que hoje você podia descer daí para comer sentado à mesa.
Entãoi o Senhor moveu um pouco a cabeça fitando-o com grande doçura. E, dentro em pouco desceu da cruz e aproximou-se da mesa, sem desviar os olhos de Marcelino.
Por esta cena no cinema aflora todos os sentimentos, é muito emocionante.
O grande desejo de Marcelino é conhecer a mãe e Jesus atende ao seu pedido.
Na segunda parte, é Marcelino no céu conhecendo o local, e contando as suas aventura na Terra e como os frades sobreviveram  após a partida de Marcelino. 


Videos


Principais cenas
http://www.youtube.com/watch?v=OYwZ9sbvH0I



Vale a pena assistir o vídeo, para ver o video para entender a emoção contida nele.



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29 maio 2012

Resenha- Hamlet-Príncipe da Dinamarca


Hamlet- Príncipe da Dinamarca
William Shakespeare
Título original: The tragedy of Hamlet, prince of Denmark
Tradução de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes
Sinopses, Dados Históricos e Notas de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros
Círculo do Livro e EditoraNova Cultural Ltda
São Paulo-1993
129 páginas.


Dados Históricos
O mito de Hamlet é antiquissimo na legenda escandinava. Foi um dinamarquês no século XII, Saxo Grammatieus, que contou a história de Hamlet, no terceiro livro de sua compilação História Danica. François de Belleforest (1530-1583) publica suas Histoires Tragiques em 1576, entre as quais figura a história de Hamlet. Belleforest serve de base para Shakespeare, segundo tudo faz presumir. Similaridades de estrutura e de estilo fazem supor que Thomas Kyd muito contribuiu para o Hamlet do grande poeta e é bem provável que o primitivo trabalho de Kyd (hoje desaparecido) servisse para a composição da peça atual. Há três versões conhecidas desta peça. Os textos hoje usados são, geralmente baseados no Folio I e no Quarto II.
Esta peça foi registrada no Stationer`s Register, a 26 de julho de 1602, e impressa em 1603. Acredita-se que a data de composição fique entre 1601 e 1602.

Personagens:
Claúdio, rei da Dinamarca
Hamlet, filho do falecido rei e sobrinho do atual
Fortimbrás, príncipe da Noruega
Horácio, amigo de Hamlet
Polônio, lorde camarista
Laertes, filho de Polônio
Voltimand, Cornélio, Rosencrantz, Guildenstern, Osric, Um Gentil-Homem, Um Sacerdote, cortesãos
Marcelo, Bernardo- Oficiais
Francisco, Soldado
Reinaldo, servidor de Polônio
Um Capitão
Embaixadores Ingleses
Atores
Dois campônios, coveiros
Gertrudes, rainha da Dinamarca e mãe de Hamlet
Ofélia, filha de Polônio
Espectro do pai de Hamlet
Senhores, Damas, Oficiais, Soldados, Marinheiros, Mensageiros e outros servidores
Cena: Elsenor

Gostei bastante da história. Antes tinha lido, Noite de Reis (comédia) e Romeu e Julieta (tragédia) e esta é  também uma tragédia. Das três, prefiro Hamlet. Em Noite de Reis não senti nenhuma comédia, Romeu e Julieta uma história tão batida, não me empolgou a leitura. Já em Hamlet, houve o elemento surpresa, não conhecia a história, apesar da tão famosa frase: Ser ou não ser, eis a questão. Adorei o espectro logo no inicio da história, acho que foi isso que me encantou.
Bem, temos que considerar, que a época que foram escritas a forma de narrar era bem diferente do nosso tempo. Uma linguagem mais rebuscada e, na verdade, estamos lendo uma tradução, o que depende de cada tradutor colocar a sua interpretação.

O fantasma do  pai de Hamlet surgi para reclamar vingança e Hamlet fica sabendo que o causador da morte de seu pai, foi seu próprio tio Claudio, que agora é seu padastro.
Passa-se por louco e desisti de seu amor por Ofélia, para poder planejar a sua vingança.
O rei suspeita da loucura de Hamlet e acha melhor mandar matá-lo. Na sua viagem para Inglaterra, o navio foi atacado por piratas. Hamlet oferece dinheiro para levá-lo de volta.
Ofélia, enloquecida com a morte do pai, Polônio, se suicida.
Hamlet e Laertes ficam sabendo da morte de Ofélia. O rei aproveita a dor de Laertes para confessar que Hamlet matara Polônio, e assim tentar mais uma vez matá-lo, convencendo Laerte duelar com Hamlet.
Laerte usa um florete envenenado e o rei coloca veneno no vinho para garantir a morte de Hamlet
Conclusão: Laerte fere Hamlet com florete envenenado e então trocam de armas, agora é a vez de Hamlet ferir Laerte. A rainha para comemorar bebe do vinho. Tanto a rainha como Laertes antes de morrerem confessam que foi rei o causador de toda aquela tragédia. Hamlet fere o rei com o mesmo florete.
Conclusão: Todos morrem e fica apenas o seu amigo Horácio para contar a história para prosperidade..
É ganância pelo poder não leva a lugar nenhum.
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30 abril 2012

Resenha: Romeu e Julieta

Romeu e Julieta
William Shakespeare
Título original: The tragedy of Romeo and Juliet
Tradução de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes
Sinopses, Dados Históricos e Notas de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros
Círculo do Livro e Nova Cultural Ltda
São Paulo-1993


Sinopse (F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros)
Tudo começa em Verona, onde duas poderosas famílias eram inimigas de morte . Capuletos, de um lado, e Montecchios, de outro, viviam em constantes guerras, do senhor ao menor dos servidores. Cansado dessas querelas que prejudicavam à vida dos habitantes da cidade, Escalo; Príncipe de Verona, declara que qualquer atentado ao sossego e à paz seria punido com a morte do ofensor. Vivendo abismado em seu amor pela jovem Rosalina, Romeu, filho de Montecchio, vai aconselhar-se com seu parente  Benvólio, o qual acha que ele deve procurar esquecer o objeto de seus amores e, para isso, deveria ir, encoberto por uma máscara, ao baile dos Capuletos. Romeu assim o faz. Tendo conseguido penetrar na casa dos inimigos de sua família, lá se vê logo atraído por uma jovem de extrema formosura e, sabendo tratar-se de Julieta, filha de Capuleto, sente-se desapontado pensando na inutilidade de sua nova paixão. Entretanto, Julieta, agindo da mesma maneira que Romeu, pergunta pelo nome do jovem por quem, também, se sente logo atraída e fica sabendo tratar-se de alguém inimigo de sua família, com a qual seu pai nunca a deixaria casar-se. Enquanto isso se dava, Teobaldo, da família dos Capuletos, reconhece Romeu, mas é impedido de fazer qualquer dano ao intruso pelo velho Capuleto que, respeitador das leis da hospitalidade, não lhe permite desprestigiá-las.
Conseguindo penetrar no jardim dos Capuletos, o apaixonado Romeu ouve a confissão de Julieta, que não podendo fazê-la pessoalmente ao seu amado, conta à estrelas sua paixão. Romeu revela sua presença à Julieta e, dominados pela paixão, resolvem casar-se . No dia seguinte, na cela do Frei Lourenço é realizado o enlace, pois o franciscano, amigo de Romeu, pensa que, com aquela cerimônia, poderia fazer a paz entre as duas famílias.
De volta da cerimônia,Romeu encontra seus amigos. Benvólio e Mercúrio, em briga com Teobaldo que estava a procura de Romeu para tomar-lhe satisfação pela sua ingerência no baile. Imediatamente, Teobaldo desafia Romeu que não responde a provocação, lembrando-se que estava na presença de um parente de sua esposa secreta. Mercúrio, entretanto, que não pode compreender a causa da fraqueza de Romeu, aceita o desafio e, quando Romeu e Benvólio procuravam apartar os dois contendores, Mercúrio é morto, o que faz com que Romeu mate, também, Teobaldo. O príncipe  bane o infrator da lei, que se refugia na cela de Frei Lourenço, onde recebe um anel de Julieta com o aviso de que a fosse ver naquela noite. Romeu, assim o fez e, com nascer da aurora, foge para Mântua. Os pais de Julieta, vendo a aflição da jovem, pensam tratar-se de dor pela morte do primo e resolvem casá-la com Páris, primo do Príncipe Escalo.
Julieta, desesperada, procura Frei Lourenço que a aconselha a fingir a aceitar o casamento e lhe dá um remédio com o qual,  depois de tomá-lo, pareceria morta. Sua família, acreditando realmente que ela tivesse falecido, a colocaria no túmulo dos Capuletos, onde Romeu iria encontrá-la. Julieta aceita o plano de Frei Lourenço e tudo acontece como fora previsto. Toma o remédio, cai em estado de letargia e os Capuletos, acreditando-a morta, promovem o enterro da jovem.
Mas, a carta de Frei Lourenço relatando o plano a Romeu não chega a seu destino. Romeu sabe da morte de Julieta por outra fonte. Desesperado, resolve arriscar a vida. Compra um mortal veneno a um farmacêutico, e volta para Verona. Chegando ao túmulo dos Capuletos, encontra-se com Páris que lá fora colocar flores no túmulo de sua noiva. Nova luta e Romeu mata Páris. Entrando na sepultura, Romeu bebe o veneno que trouxera e morre diante do corpo de Julieta, a quem ele julga morta. Quando Frei Lourenço chega e acorda Julieta, ela vê, horrorizada, morto o seu esposo. Apanhando a adaga, suja de sangue, que Romeu deixara caída no chão, ela se mata, igualmente, com a arma de seu amado. Entram as duas famílias e Frei Lourenço relata o sacríficio dois amantes em razão do ódio existente entre suas famílias. Arrependidos, apertam as mãos jurando esquecerem para sempre as diferenças existentes entre as duas Casas.

Dados Históricos
A Tragédia de Romeu e Julieta é considerada verídica, citando-se mesmo como tendo-se passado nos primeiros anos do século XIV. Apesar disso, é tema muito antigo, já existindo na literatura grega história semelhante. Luigi da Porto é o primeiro a usar o nome de Romeu e Julieta. Bandello adapta a história que foi traduzida para o francês por Pierre de Boisteau de Launay. Artur Brooke traduziu desta última fonte em versos ingleses, dando-lhe o título de Tragical History of Romeo e Juliet, com o qual publica o poema em 1562. Foi daí que Shakespeare tirou inspiração para sua tragédia, que segue fielmente a versão de Brooke. Este último diz ter visto representar o mesmo argumento, o que faz os estudiosos acreditarem ter Shakespeare feito uso de uma peça ainda mais antiga, posssivelmente La Hadriana, tragédia de Luigi Groto, mas tal versão está desaparecida, só existindo hoje a que foi inspirada na obra de Brooke. Foi reapresentada entre 1596-7 e apareceu em edição in quarto, em 1597.
Personagens:
Escalo, principe de Verona
Páris, jovem nobre, parente do príncipe
Montecchio e Capuleto, Chefes de duas famílias inimigas uma da outra
Um velho, da família dos Capuletos
Romeu, filho de Montecchio
Mercúrio, parente do príncipe e amigo de Romeu
Benvólio, sobrinho de Montecchio e amigo de Romeu
Teobaldo, sobrinho da Senhora Capuleto
Frei Lourenço e Frei João, Frades franciscanos
Baltazar, servidor de Romeu
Sansão e Gregório, servidores de Capuleto
Pedro, servidor da Ama de Julieta
Abraão , criado de Montecchio
Um boticário
Três músicos
Pajem de Mercúrio
Pajem de Páris
Outro pajem
Um oficial
Senhora Montecchio, esposa de Montecchio
Senhora Capuleto, esposa de Capuleto
Julieta, filha de Capuleto
Ama de Julieta
Cidadãos de Verona, Homens e Mulheres, parentes de ambas as famílias, Mascarados, Guardas, Aguazis e Séquito
Cena: Verona e Mântua

A história de Romeu e Julieta é conhecida por todos, se não for pelo livro, pelo menos em filmes, teatro ou música. Por isso, não preciso descrever a história e me aterei em alguns detalhes.
As famílias Montecchio e Capuleto são rivais. O amor dos dois jovens representa o amor ideal. Na obra de Shakespeare esta peça representa uma tragédia de amor. Na peça existem 26 personagens, entre os criados, os cidadãos, a guarda, os pajens, a criadagem, os portadores de tochas e os mascarados. (veja a relação acima)
O Coro resume todo o enredo:
"Na bela Verona, onde situamos nossa cena, duas famílias iguais na dignidade, levadas por antigos rancores, desencadeiam novos distúrbios, nos quais o sangue civil tinge mãos cidadãs.
Da entranha fatal desses dois inimigos ganharam vida, sob adversa estrela, dois amantes, cuja desventura e lastimoso fim enterram, com sua morte, a constante sanha de seus pais.
Os terríveis momentos de seu amor mortal e a obsessão de ódio das famílias, que somente à morte de seus filhos pode acalmar, serão, durante duas horas, o assunto de nossa representação.
Se à escutardes com atenção benévola, procuraremos remir-nos com nosso zelo das faltas que houver.
A primeira cena, começa pelos criados das 2 famílias e finalizando com a chegada do principe. Os criados, como parte integrante das famílias , assumem as disputas dos amos sem questionamentos:
"Gregório- A querela é entre nossos amos e entre nós, seus criados.."
O Frei Lourenço, representa a boa conduta e autoridade da igreja:
"Frei Lourenço- Vinde, vinde comigo e agiremos rapidamente; porque, com vosso consentimento, não vos permitirei permanecer sós, até que a Santa Igreja, vos haja incorporado os dois em um só."
E Frei Lourenço aconselha Romeu:
"Frei Lourenço- Esses transportes violentos têm um fim igualmente violento e morrem em pleno triunfo, como o fogo e a pólvora que, ao se beijarem, se consomem. O mais doce mel é repugnante pela própria delícia e estraga o apetite pelo seu excelente gosto. Ama,.portanto, moderadamente, assim se conduz o verdadeiro amor. Tão tarde chega quem depressa demais vai, como quem vai por demais lentamente.(Entra Julieta). Está chegando a dama! Oh! jamais roçará em pé tão de leve o sílex eterno! Um apaixonado poderia cavalgar, sem cair, os tenuíssimos filamentos que se espreguiçam no ar alegre do verão. Como é leve  a vaidade!".
A presença da ama representa uma contra-balança com o Frei Lourenço, prestativa e com características um pouco vulgares. 
Nesta peça, percebemos a morte, o relacionamento amoroso e até questões sociais.
No livro, no rodapé, existem explicações de algumas frases e expressões, o que auxilia muito na leitura.
A mesma é encerrada com o príncipe:
" Príncipe- Uma lúgubre paz acompanha esta alvorada. O sol não mostrará seu rosto por causa de nosso luto. Saiamos daqui para falarmos mais demoradamente sobre estes tristes acontecimentos. Uns serão perdoados e outros punidos, pois nunca houve história mais triste do que esta de Julieta e Romeu. (Saem)"  


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28 abril 2012

Resenha: Contos Coreanos

Contos Coreanos
Contos Coreanos
Ha Krm-chan, Kim Tong-ni, Kim Tong-in, Fim Yu-jung, Son Chang-sup, Hwang Soon-won, Han Mahi-sook, Cho Sun-jak,Choi In-ho
Tradução de Luís Palmery
São Paulo
Edições GRD(Rio de Janeiro)
Rio Arte, 1985
Contos: Literatura coreana

Orelhas
Os contos coreanos apresentados neste volume representam uma abertura da GRD e do Rio-Arte para uma literatura até aqui desconhecida no Brasil.. País profundamente marcado por uma história de guerras prolongadas até nossos dias, quando a nação está separada em 2 repúblicas, a Coréia tem sido, desde tempos imemoráveis,  a pátria de um dos mais refinados povos asiáticos, com uma extraordinária sensibilidade para as letras e para as artes. Desde o século VII, quando os coreanos adotaram os caracteres chineses, introduzidos no país, em alguns círculos, já 200 anos antes de Cristo, floresceu, entre as classes aristocráticas, uma literatura altamente sofisticada.
Antes disso, porém, as letras coreanas ofereceram alguns dos mais belos textos da história, como "O Canto dos Pássaros Amarelos", uma passagem lírica de um poema de amor escrito dezessete séculos antes de Cristo por um rei dos tempos do reino de Kokorid, e que se chama "O Rei Yuri e suas esposas.

De Gerardo Mello Mourão
Viajei as duas Coréias de Norte a Sul. Algumas das belas paisagens do mundo compõem suas províncias. Mas a mais bela das províncias coreanas é, sem dúvida, o contexto de artes e de letras que floresce na Coréia do Sul, onde a dança, a pintura, a poesia e a ficção crescem sempre novos, como as flores amarelas e cor-de-rosa de seus campos, brotadas da raiz milenar. Lembro-me de haver perguntado um dia ao Diretor da Escola de Dança de Seul há quantos anos funcionavam seus cursos: "há 1.600 anos" - foi a resposta.
Assim são esses contos: estupendamente modernos em sua tessitura, eles guardam a pungente beleza dos milênios dessa Coréia do Sul, que as pessoas geralmente conhecem apenas como um formidável empório industrial e comercial da Ásia - um novo Japão - mas que é também um país cujo povo cultiva todas as belezas do espírito. Estes contos, recolhidos e traduzidos por um brasileiro Luís Palmary, que vive desde muito anos em Seul, são simplesmente fascinantes.

Contos Coreanos
O Sofrimento de duas gerações de Ha Kem-chan
A Rocha de Kim Tong-ni
Batatas de Kim Tong-in
Tempo de Camélias de Kim Yu-jung.
Sonho Abandonado de Son Chang-sup
Aguaceiro de Hwang Soon-won
Estrelas de Hwang Soon-won
K de Han Mahi
Tapume Pintado de Cho Sun-jok
O outro quarto de Choi In-ho



Escolhi este livro de contos, imaginando que fossem contos antigos, tipo lendas do país. Não eram. A escolha pelo povo coreano, foi por ser diferente. Do Japão já temos muitas referência. A Coréia é um país sofrido, tendo vivido em guerras.
O livro foi escrito por vários autores, por nós desconhecidos. Pesquisei na internet, para conhecer o estilo dos autores, mas não encontrei nada. Apenas uma pequena bibliografia no próprio livro.(Entrando e Saindo da Estante). Alguns destes escritores ganharam prêmios em seu país
O livro é composto por 10 contos, cada um de um autor, aliás, dois contos são do mesmo autor( Aguaceiro e Estrelas de Hwang Soon-won) e tem uma escritora( K de Han Mahi-sook). Em cada conto, uma descrição de como o povo vive, retratando pessoas pobres com seus dilemas segundo os costumes locais.
Nos contos você sente um povo sofrido, que não tem nenhuma chance de realizar seus sonhos. Os finais dos contos me decepcionaram um pouco, não eram como imaginava que terminariam. Você espera um “happy end” e neste livro não é isso que acontece. Você se surpreende. É a realidade nua e crua. A vida como ela é.
Não é ruim de ler, apenas eu não estava preparada para essa realidade. Vale a pena ler.


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31 março 2012

Resenha: A Cadeira Vazia - Jefferey Deaver

Resolver crimes, manter a mente afiada- é exclusivamente para isso que vive agora o perito criminalista Lincoln Rhyme, desde que perdeu o movimento dos membros num acidente trágico. Ele resolve tentar um novo tratamento para sua lesão em outra cidade, mas ao chegar lá é convocado pela policia local para ajudar na caçada a um sequestrador conhecido como Garoto Inseto.
" Ele é conhecido como garoto inseto, conhece os insetos como ninguém. Sabe como eles vivem e morrem. Sabe como despistar seus perseguidores. E, principalmente, como eles matam.
Garret, o Garoto Inseto, e suspeito em alguns crimes e do sequestro de Mary Beth.
O criminalista Rhyme Lincoln é chamado para solucionar o caso, antes que ele realize a sua operação para recuperar os movimentos. Junto com Amélia Sachs, sua namorada, tentam solucionar o caso.
Todas as provas apontam para o garoto inseto. O livro leva você a cada acontecimento repensar se Garret seria o assassino. Uma história envolvente do principio ao fim.


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Resenha: Noite de Reis-William Shakespeare

O título original desta peça, Twelfth Night, refere-se à décima segunda noite depois do Natal; é a noite de 6 de janeiro, Dia de Reis. Na tradição britânica, o Dia de Reis encerra o ciclo de festejos natalinos, e o costume diz que patrões presenteiam empregados, você presenteia o carteiro que lhe traz a correspondência, etc. E divertir-se era a ordem do dia em tempos elizabetanos. 



Noite de Reis 
Nesta peça, um grupo arma uma cilada para fazer de bobo Malvólio, personagem que não sabe se divertir e muito menos aceitar a diversão dos outros. Uma segunda personagem que não está imbuída do espírito de diversão naquele Dia de Reis é Olívia, que guarda luto severo pela perda de seu irmão – até que isso perde sua importância quando ela conhece Cesário e por ele se apaixona. Aqui entra a genialidade shakespeariana, lidando de modo magistral com questões de amores não correspondidos, afetos impossíveis, identidades falseadas, e levando a trama cômica a um final feliz de acertamentos amorosos. 

Os amores acontecem e desacontecem, o ser amado a um tempo pode ser um e a outro tempo pode ser outro. Não deixa de ser uma visão cética sobre o amor, que em Noite de Reis revela-se altamente circunstancial – e na maioria das vezes romanticamente cômico, ou comicamente apaixonado. 

Esta edição, com nova tradução da professora Beatriz Viégas-Faria (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS), vem a enriquecer o catálogo de obras shakespearianas da Coleção L&PM POCKET, que já disponibiliza ao grande público edições cuidadas dos seguintes títulos: Hamlet, Macbeth, A megera domada, Muito barulho por nada, O rei Lear, Otelo, Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão, A tempestade e Júlio César.



Prefácio no livro:
Com muita probabilidade de acertarmos, podemos fixar a data de 1600-1 como a da composição da comédia Noite de Reis. Vem citada no Diário de um estudante de Middle Temple, de nome Manninghan,  que anotava na data de 12 de fevereiro - "Tivermos em nossa festa uma comédia denominada Noite de Reis ou o que quiserdes, muito parecida com a Comédia dos Erros, ou Menechmi de Plauto, mas muito mais próxima do que os italianos denominaram Inganni." A referência, em certa altura da comédia, ao "novo mapa das Índias aumentadas", diz respeito, sem dúvida, ao mapa de Emmerie Molineus, publicado em 1599. Há duas comédias italianas com o título GI'Inganni, a de Nicolo Secco e a de Carzio Gonzaga; mas há probabilidade de que Shakespeare se inspirasse noutra de título parecido, GI'Ingannati, representada em Siena em 1551 e publicada no volume II Sacrífico , de onde ele tirou também, com pequena variante, o nome de Malvólio. 
O título Noite de Reis não é sugerido pelo enredo da peça, mas provavelmente pela data da primeira representação. É a melhor comédia inglesa, asseverou o poeta laureado John Masifield, que ficará como exemplo de arte perfeita, até que alguém maior do que Shakespeare consiga apresentar coisa mais fina. E, depois , com um pouquinho de maldade: Há tanta beleza infusa nessa peça, que, sem enfado, poderiamos vê-la representada noites seguidas, semana após semana, até mesmo num teatro de Londres.
São famosos as passagens liricas desta peça, sobressaindo-se a canção do bobo, no ato II, que o Duque Orsino recomenda a Cesário, por ser "antiga e muito simples", da predilção das fiandeiras, quando trabalham ao sol, e das raparigas que ainda tem livre o coração?
Não quero que espalhem  flores

sobre o meu negro ataúde
No exemplar do segundo Fólio , que pertenceu ao Rei Carlos I da Inglaterra, este alterou para Malvólio i título original da peça, como a indicar o seu juizo sobre quem deve ser a personagem principal. Contudo, não cabe ao intendente da condessa tão grande responsabilidade. O título Os Enganados diria melhor da situação das figuras do primeiro plano, ainda que seja Viola - tão feminina, até mesmo com um disfarce de homem- o centro de irradiação de todo o enredo e o foco de nossas simpatias, Realmente, todas as personagens desta peça delicada se deixam transviar por suas fantasias.Não é somente Malvólio que se ve colhido pelas malhas fatuidade, para cair vitima dos farpões de seus inimigos; com música e flores alimentava o Duque Orsino e sua paixão pela condessa Olivia, até que pudesse concentrar em Viola - seu servidor "Cesário"- todo o fervor de sua alma enamorada.
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Resenha
Viola e Sebastião, irmãos gêmeos , sofrem um naufrágio, e um pensa que o outro morreu. Viola em segurança, pede ao seu salvador que a apresente ao duque Orsino, disfarçada de homem, de nome Cesário. Orsino o incumbe de ser intermediário entre ele e a condessa Olivia, que está de luto por seu irmão. Olivia encanta-se por Cesário e apaixona-se. 
Enquanto isso, Malvólio, administrador de Olivia, e envolvido em uma armadilha pelos outros empregados do palácio. Contam-lhe que Olivia esta apaixonada por ele. Olivia acredita que Malvolio esteja louco, anda estranho e roupas esquisitas.. Ela o prende por horas.
Viola fica perdida com seu tinteresse por Olivia. Até que surge seu irmão, e Olivia acredita se tratar de Cesário.Sebastião se apaixona por Olivia. A armação dos empregados é descoberta> Malvolio é solto, Viola se revela como mulher e confessa seu amor pelo duque, que se casa com ela.



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