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22 maio 2013

22 de maio- Dia do Abraço

Texto de Laura Martins
Fonte: Bem Forte

Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
Abraços são dados de muitas formas e com diferentes significados.
Há abraços que dizem: "Fico muito contente com a sua amizade..."

Existem abraços que expressam o orgulho que se sente por alguém especial!
Também há abraços que dizem: "Não existe ninguém no mundo igual a você..."

Há abraços doces e ternos que são dados em momentos de tristeza...
Com um abraço também podemos dizer: " Sinto muito", quando alguém está passando por um momento difícil...

Há abraços que damos, para dizer: "Que bom que você veio", e outros que dizem: "Sentirei sua falta quando você estiver longe de mim..."
E não faltam esses abraços perfeitos para fazer as pazes, pedir perdão, dizer " eu te amo", mostrar sentimentos de saudade e carinho em despedidas emocionadas.

Como se vê, existem abraços para diferentes ocasiões; abraços rápidos e abraços demorados, um para cada momento e por uma determinada razão.
O abraço é um excelente tônico, que diminui a depressão e revigora o sistema imunológico. O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O abraço é um santo remédio sem contraindicação, e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
"Abraço é saudável, revigora, rejuvenesce e não tem efeitos colaterais. É absolutamente natural, orgânico, não poluente, não contém ingredientes artificiais, é ambientalmente correto e 100% integral. Abraço é o presente ideal. Excelente para qualquer ocasião, bom para dar e receber, vem em embalagem própria e, certamente, é totalmente restituível. Dispensa pilhas e prestações mensais, é à prova de fogo, de roubo e isento de impostos. Abraço é um recurso, pouco explorado, de poderes mágicos.

Quando abrimos o coração e os braços, estimulamos outros a fazerem o mesmo. Pense nas pessoas de sua vida. Quer dizer alguma palavra a elas? Quer abraçar alguma delas? Está esperando que alguma delas dê o primeiro abraço? Não espere mais! Comece!

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso. Um abraço que diga: "Você está sempre no meu pensamento porque eu te quero muito bem".
Fonte: Mensagens e Poemas/ Charles Faraone

Retalhos no Mundo

12 setembro 2012

Outras Estantes -A segunda vida de Gabriela

Telenovela na SIC
Rosa Ruela (Texto publicado na VISÃO 1018, de 6 de Setembro)

10 de Setembro de 2012
 Estreou, esta noite, na SIC, a nova versão da primeira telenovela a passar na televisão portuguesa, em 1977.

Jorge Amado ia gostar, sim. Não entraria em comparações - o que pode uma Juliana Paes contra a mítica Sónia Braga? - nem alinharia nas críticas que desdenham da nova versão, apondo-lhe o rótulo de soft porn. "Ele era maroto mesmo", já disse numa entrevista a um programa de TV brasileiro o ator Ary Fontoura, coronel em ambas as séries. Quem escreve estas linhas também recorda o seu olho brilhante quando, aos 70 anos, chegava a Lisboa e soltava o cumprimento: "Minha filha, você está..." Paloma e João podem torcer o nariz lá na Baía, mas apetece escrever que o pai, Jorge Amado, ia gostar de ver a sua Gabriela de novo na TV. O mesmo terão pensado na Rede Globo ou o remake da novela baseada no seu romance Gabriela, Cravo e Canela, publicado, pela primeira vez, em 1958, não acabaria agendado precisamente para o ano do centenário do nascimento do escritor brasileiro.
Uma delícia. Um senhor.
"A visão de mundo [de Jorge Amado] fala da opressão e é um autor que colocou a liberação sexual em primeiro plano", nota agora o argumentista da versão de 2012, Walcyr Cardoso, no dossiê de imprensa. "[A novela Gabriela] representa a liberdade sexual em um momento que isso passa a ser discutido no mundo inteiro."
A verdade é que a sua obra foi sempre tão cinematográfica e atual, apesar de o romance se desenrolar em 1925, que logo em 1961 a TV Tupi avançou com uma primeira série de 70 episódios. Realizada por Maurício Sherman, tinha como protagonista a atriz Jeanette Vollu, escolhida por uma comissão que incluía o escritor e a sua mulher, Zélia Gattai. A adaptação não ficaria na memória dos telespetadores brasileiros e Jorge Amado não voltaria a arriscar mais conselhos. A obra ganharia prémios, teria dezenas de edições, seria enredo de samba e história de quadrinhos. "Deus seja servido", concederia o escritor. Mas o mais próximo de uma opinião sua faria manchete numa entrevista ao Diário de Lisboa, sobre o papel interpretado por Fulvio Stefanini: "O seu Tonico é melhor do que o meu."

FOLHETIM DE CAFÉ
Em 1975, quando a Globo quis comemorar os dez anos de existência com uma segunda tentativa de Gabriela, Amado delegaria a incomodidade de acompanhar a adaptação no seu irmão James - também um grande escritor -, que tinha a vantagem de estar distanciado da obra. E uma paciência infinita.
Numa leitura livre de Walter George Durst, a novela teria quase o dobro dos episódios e estabeleceria recordes de audiência, do início ao final. Seriam seis meses em que milhões de brasileiros ficariam grudados aos seus televisores a partir das 10 da noite, sem conseguirem descolar da história da ingénua moça do sertão cujo comportamento chocava com as regras da sociedade conservadora de Ilhéus, uma cidade no Sul da Baía onde os coronéis mais os seus jagunços reinavam e as senhoras "bem" calavam.
Dois anos depois, em maio de 1977, o folhetim que relatava a transformação de uma sociedade patriarcal conservadora estreava-se na RTP - o único canal e a preto e branco -, marcando o início do negócio da exportação da Globo. Pela primeira vez, ouvia-se português do Brasil ao serão - e quem começou por estranhar e criticar acabou admitindo que era uma língua rica e gostosa, com a vantagem de agradar aos muitos cidadãos analfabetos.
Num instante estava tudo a cumprimentar-se com um "oi!" A narrativa por episódios prendia os telespetadores de segunda a sexta-feira, à hora do jantar (em Portugal, a telenovela arrancava às 8 e meia da noite). As personagens eram tão interessantes que ganhavam vida na manhã seguinte, nas conversas ao pequeno-almoço. Os cafés revelavam-se, aliás, os locais mais costumeiros para se assistir ao desenrolar da história, lembra Isabel Ferin Cunha, professora na Universidade de Coimbra, dedicada à análise dos media no espaço lusófono, e autora do estudo Revolução da Gabriela: o ano de 1977 em Portugal (publicado, juntamente com outros, em Memórias da Telenovela - Programas e Recepção, Livros Horizonte, €18).

POLITIZADA, LÁ E CÁ
Numa altura em que o FMI intervinha, pela primeira vez, em Portugal, a pedido do então primeiro-ministro, Mário Soares, havia apenas cerca de 150 aparelhos de televisão por mil habitantes. Como o hábito de ir ao café era, sobretudo, coisa de homens, seriam eles os espectadores mais assíduos e de todos os quadrantes - tendência que poderá regressar por obra e graça das ousadias da personagem de Juliana Paes...
"[Só a Gabriela] realiza o milagre de juntar toda a gente, à mesma hora (incluindo os que consideram o PS o partido mais esquerdista deste mundo e do outro), em frente do televisor e, pelos vistos, por mais que isso nos espante, com sentimentos semelhantes...", notava o escritor e pintor Mário Dionísio, numa crónica publicada no semanário O Jornal, em agosto de 1977.
O concurso A Visita da Cornélia, o outro êxito desse verão, seria rapidamente politizado, mas nada comparável à análise que os repórteres do mesmo jornal farão, dedicando, em outubro, quase quatro páginas à "Gabrielomania instalada em Portugal". Além de auscultarem cidadãos comuns, transcrevem opiniões de políticos de diferentes quadrantes. Enquanto o capitão de Abril Otelo Saraiva de Carvalho dizia que a figura do coronel Ramiro Bastos era parecida com a de Spínola, o socialista Salgado Zenha afirmava que a sociedade de Gabriela tinha muito a ver com a portuguesa por essa província fora - encontrando paralelismos com a relação pais-filhos ou as lutas políticas regionais a nível dos jogos de influência pessoais.
Mais terrena, uma professora da antiga primária referia um "efeito negativo" do folhetim na sua escola: os meninos andavam todos aos beijinhos como o Nacib. "O que seria natural se não fosse estimulado por fatores alheios..." Muito atual - e agora tentamos o salto para 2012 - é o comentário de Tomás, na altura um estudante-trabalhador com 21 anos: "Continua a haver coronéis, sobretudo naquilo que respeita ao aspeto económico."

AI, JULIANA...
A par da libertação sexual e do combate ao coronelismo, a emancipação feminina é outra das temáticas centrais do romance que todas as versões têm transposto para o ecrã - o que explica o êxito e, uma vez mais, a atualidade da obra de Jorge Amado. Não é por acaso que Malvina, a rapariguinha do cabelo de pontas arrebitadas, gera tanto sururu. Ela nasceu para provocar polémica. A atriz que lhe dá voz tinha de ser tão convincente que o realizador, Daniel Filho, testou-a no casting até vê-la explodir. Tanto criticou o seu sotaque ao ouvi-la dizer Veuve Clicquot (marca de champanhe francês) que Elizabeth Savala acabou gritando, furiosa, que estava mais interessada em representar bem do que em receber uma aula de francês.
Quase 40 anos depois, esgotado o tema da libertação sexual da mulher e não havendo censura nem caciquismo declarado para ganhar público, é para o Bataclã de Maria Machadão, onde "seu" Nacib se encontra com a Zarolha antes de conhecer Gabriela, que estão voltadas as atenções. Enquanto em 1975 (1977 em Portugal) as audiências aumentavam sempre que surgiam cenas como a de Gabriela a subir a um telhado para resgatar um papagaio de papel (Ilhéus parava para ver a sua calcinha, Brasil e Portugal também), agora são as cenas passadas naquele bordel que mais fidelizam.
O povo confessa em surdina que faz zapping para ver Juliana Paes nua e, se possível, enrolada com o seu "moço bonito", Nacib. A primeira noite de paixão dos dois seguiu direta para o YouTube, mas não vale a pena correr a clicar agora - o conteúdo foi considerado demasiado explícito para as regras do site de partilha de vídeos. Isabel Ferin Cunha, que assistiu a alguns episódios, nas últimas semanas, numa passagem pelo Brasil, não tem dúvidas: "Se a outra [versão] era sensualizada, esta é erotizada. Tem mais cenas explícitas de sexo."

O PAÍS VAI PARAR?
E tem mesmo. Logo no primeiro episódio, o corpo meio despido de Juliana Paes é explorado em grandes planos, a pretexto de um charco em plena seca, no sertão; por essa altura, no Bataclã, insinua-se que a Zarolha faz sexo oral a Nacib. "Oh, xente! Precisa não...", apetece escrever.
Trinta e cinco anos depois de Gabriela ter provocado o início de Portugal como país televisivo, Isabel Ferin Cunha está a realizar, com investigadores brasileiros, um estudo que envolve pessoas com 25 anos em 1975/77, para avaliar as diferenças dos impactos da novela original e do remake. Diz-se que, nessa época, o País parava. Mário Soares e Álvaro Cunhal eram dois dos políticos que não perdiam um episódio, e correu a lenda, já desmentida por Manuel Alegre, de que, no Parlamento, se aligeiravam as ordens de trabalhos para os deputados regressarem a casa a tempo da transmissão.
Para tanto seria agora preciso muito mais do que nudez e sexo explícito. No Brasil, a novela teima em não estourar, talvez porque o tempo já não é de ditadura nem de censura e a liberdade sexual deixou de ser novidade. Por cá, o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres nota que Gabriela é mítica e faz parte da memória coletiva do País, mesmo para quem não a viu nos anos 1970. Além do público que gosta de novelas, Cintra Torres acredita que o remake suscitará a curiosidade daqueles que acompanharam o original. Ele próprio, que aos 20 anos não perdeu um episódio, estará na cadeira da frente, na próxima segunda-feira, 10.


20 julho 2012

Uma família de três pais: na Califórnia, é possível

No filme “A Razão do Meu Afeto”, de 1998, Jennifer Aniston vive uma assistente social nova-iorquina insatisfeita com o seu relacionamento. Quando ela descobre que está grávida, decide imediatamente romper com Vince, seu namorado, e pedir ajuda ao melhor amigo gay, George, para criar o bebê. A partir daí, muitas coisas acontecem, todas dignas de uma comédia romântica. Nina (Jennifer) se apaixona pelo amigo gay, Vince insiste em se casar, George conhece outro homem e vai ser feliz com ele, Nina se apaixona por um policial e se casa com ele. Quando a criança nasce, não tem apenas um pai e uma mãe dispostos a cuidar dela. Uma das cenas mais bonitas de “A Razão do Meu Afeto” é a final, quando a pequena Molly, então com 6 anos, se apresenta na escola. Ela diz para a mãe: “eu fui a aluna com mais pessoas da família assistindo ao show!”.
A trama, baseada no romance “The object of my afection”, de 1987, escrito por Stephen McCauley, abria o diálogo para algo que, hoje, já virou realidade: as novas famílias. Arranjos como o sugerido na história existem e estão saindo de Hollywood para chegar às leis. Na Califórnia, o senador Mark Leno propôs uma lei que acaba com o limite de dois pais por cada criança. O texto não diz que qualquer um pode ser pai de quem quiser, apenas permite que mais pessoas postulem legalmente o papel que já exercem no dia a dia. Já na segunda instância de votação, a nova lei prevê situações como:
1) Uma mãe se separa do primeiro marido e volta a se casar. O ex-casal e o novo maridoparticipam da formação da criança, com direitos e deveres estabelecidos pelo juiz.
2) Um casal de lésbicas pede ajuda a um amigo próximo para engravidar. Os três participam na criação da criança, com direitos e deveres estabelecidos pelo juiz.
3)  Uma grávida se casa com um homem que não o pai biológico do bebê. Os três participam da formação da criança, com direitos e deveres estabelecidos pelo juiz.
Assim como Leno, que é um dos primeiros políticos assumidamente gays a atuar nos Estados Unidos, entendo que a nova lei dá mais amparo a crianças que, naturalmente, vivem em famílias de novos formatos.
E você, o que pensa?


Fonte:Marie Claire

14 maio 2012

Agora é a vez do Brasil exportar cinema

"Agora é a vez do Brasil exportar cinema", diz Cecília Amado
10 de maio de 2012
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 A diretora brasileira Cecília Amado, neta do escritor Jorge Amado, afirmou nesta quinta-feira (10) que o Brasil precisa começar a exportar cinema com força para mostrar sua cinematografia e o próprio país ao mundo, assim como fizeram e fazem a Itália e a França.

"A temática do atual cinema brasileiro é muito variada", declarou a cineasta à Agência EFE. "Os filmes produzidos aqui não falam somente de violência, favelas e meninos de rua, embora esses assuntos estejam presentes nas telas por fazerem parte da realidade do país", completou.

Escalada para a abertura da 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com seu primeiro longa-metragem - Capitães da Areia, uma adaptação homônima do livro de seu avô -, Cecília lembrou que a miséria é retratada em seu filme, embora não seja o tema central da trama, que acompanha um grupo de jovens moradores de rua de Salvador.

"Este livro é um verdadeiro clássico, além de leitura obrigatória nas escolas", explicou a cineasta ao reconhecer entre risos que, "da mesma forma que grande parte das meninas", ela também se encantou com o protagonista.

Desta forma, a cineasta carioca tenta contar "uma história universal" não só de pobreza, mas principalmente "de amor, de liberdade e da conflitante passagem que supõe a saída da infância e a chegada da idade adulta", disse.

Apesar da intenção de se manter fiel ao livro, o filme se abstrai da onipresente faceta política para priorizar um retrato social. Assim, a cineasta consegue fazer justiça ao avô, que escreveu o livro aos 24 anos e cheio de convicções comunistas, mas se transformou em um humanista com o passar do tempo.

Cecília Amado também falou sobre a atual realidade do país, onde, segundo ela, "a crise econômica chegou com atraso". A classe média brasileira, com problemas mais existenciais do que financeiros, será tema de seu próximo filme, intitulado Trinta Carnavais. Segundo a cineasta, o filme acompanha a trajetória de dois irmãos que entram em crise ao chegar aos 30 anos.

Mesmo diante do favorável momento econômico, Cecília admitiu que, "apesar do país seguir um bom caminho, ainda há muito o que percorrer".

"A saúde e a educação são duas contas pendentes no país", aponta Cecília, que lamentou que os jovens atores selecionados para atuar no Capitães da Areia, com 13 e 14 anos, "quase não sabiam ler e nem escrever".

A 14ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que se estende até o dia 22 de maio, projetará mais de 30 longas-metragens de ficção e documentários nas salas do cinema Le Nouveau Latino da capital francesa.
Fonte: Terra

13 maio 2012

Dia das Mães

Dia das Mães

Fonte:Jornal do Brasil
Dom Orani João Tempesta


O segundo domingo de maio é um dia dedicado a homenagear as mulheres que acolheram em sua vida a missão sublime de gerar ou acolher um filho para educar. Ser mãe é dom gratuito da bondade de Deus para cada mulher, e também a possibilidade de aceitar trabalhar pelo futuro da humanidade. Uma significativa expressão da fidelidade de Deus no sacramento do matrimônio, que torna o amor de um casal fecundo e multiplicador de vida. Esse dia nascido por motivações afetivas, mas muito explorado comercialmente nos dias atuais, pode ser agora uma oportunidade de valorizar a vida e a família. Principalmente, se refletimos sobre a missão importante da mãe (junto com o esposo) de educar seus filhos.

Além de acolher ou procriar fisicamente, gerar um filho para a fé é um compromisso que sinaliza a relação de Deus com seu povo, que é sempre fecunda, capaz de multiplicar a vida, e se dá na plena confiança e entrega à providência divina. No contexto de um capitalismo selvagem, cada vez mais tenta-se destruir os valores verdadeiros da humanidade, ser mãe, o que, para além de uma responsabilidade e de um dom, significa manifestar um compromisso com a vida em todas as suas dimensões. Com as pressões atuais contra a dignidade da vida e a propaganda contra a geração de filhos, constatamos que isso é ferir em uma mulher o direito de ser mãe, ferindo também sua mais profunda dignidade e violando aquilo que de mais belo Deus concedeu a uma mulher: o direito de ser mãe e de contribuir assim com a criação, que continua a ser criada e recriada. "Cada criança que nasce é Deus que volta a sorrir para o mundo" diz a tradição popular.

Homenagear as mães neste dia nos faz recordar a importância da família humana e também a figura de Maria, exemplo de mãe e educadora. Mulher forte e doce, mulher do silêncio, da presença e da esperança que não decepciona. Maria traz consigo as virtudes mais profundas, capazes de fazer de todas as mulheres verdadeiramente mães e mestras, como ela o foi. A humildade, a plena confiança em Deus, seu sim à acolhida do projeto divino em sua vida, conformando-se plenamente a ele, as lutas para proteger o filho, a coragem de lançá-lo no projeto do Pai antes mesmo de "chegar a sua hora", a força para acompanhar o filho no sofrimento e aos pés da cruz, acolher o filho morto ao ser retirado da cruz e contemplar, em seus braços, seu corpo sofrido por amor, a esperança de fazer continuar o projeto de construção do Reino junto com os discípulos amedrontados no Cenáculo, a alegria de ver o filho ressuscitado e Senhor para sempre.

Mães de nosso tempo: pobres, mas incapazes de abandonar os filhos que geraram. Capazes de educar na dificuldade, nunca os deixando de lado. Mulheres de fé, que choram aos pés do Santíssimo Sacramento e da Virgem das Dores, implorando a Deus por seus filhos, escravos das drogas, da prostituição e de tantos outros vícios. Mães que percorrem o calvário com seus filhos, lutam para que não sejam mortos e imploram de Deus uma nova vida de cada um deles.Verdadeiras guerreiras, batalhando e lutando por sua prole, trabalham de sol a sol para estudar os filhos, fazê-los crescer bem e oferecer-lhes melhores condições de vida e novas possibilidades, que, elas mesmas, não puderam receber. Mulheres que choram as dores dos filhos, que sorriem e celebram suas vitórias. Mulheres de aço, mulheres como flores, singelas e frágeis. Amor traduzido em gestos concretos e na mais profunda oferta de vida. Capazes de tudo para garantir aos filhos uma vida de sucesso e de realização.

As Sagradas Escrituras estão cheias dos testemunhos de mulheres, mães, que tudo fizeram para que seus filhos compreendessem e permanecessem no caminho do Senhor. Vale lembrar o desejo de Sara de ser mãe e sua confiança em Deus, que transformou sua impossibilidade e fez de Abraão pai de todas as nações (Gn 18,10); a história de Ana, mãe de Samuel, que deu à luz o filho primogênito (1Sm 1-2); a belíssima história da mãe e dos sete filhos que dão a vida mas não negam o Senhor (2Mc 7, 1-40); a busca da mulher cananeia pela cura de sua filha (Mt 15,21); a alegria de Isabel ao conceber João Batista (Lc 1,12-15) e Maria, modelo novo de maternidade e coragem (Lc 1,26-38).

A figura materna tem nas Sagradas Escrituras um valor profundo que até mesmo a Revelação compara o amor de Deus com algumas características maternas: "... agora vou gritar como a mulher que dá à luz, vou gemer e suspirar" (cf.Is 42, 14); "Sião dizia: o Senhor me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas, pode a mãe esquecer o seu filho, ou a mulher a criança em suas entranhas? Ainda que ela esqueça, eu não esquecerei você" (cf. Is 49,15); "Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês... (cf. Is 66,13).

Na história do cristianismo, tantas mães se santificaram pensando e promovendo o bem para seus filhos. Recordemos Santa Mônica, que tanto rezou pela conversão do filho Agostinho, que se tornou um santo e doutor da Igreja, ou ainda, Santa Rita de Cássia, que rezou a Deus por seus filhos, que não queria vê-los manchados com a culpa do sangue e do ódio entre famílias rivais.

A todas as mães queremos homenagear e rezar para que suas presenças sejam sempre sinal de vida e de fecundidade. Para que sinalizem o amor de Deus com suas vidas, principalmente em nossos tempos, onde o direito de ser mãe vem sendo substituído pelo horror do aborto que fere a dignidade de tantas mulheres iludidas por falsas ideologias. Rezemos também pelas mães que já se encontram junto com Maria na eternidade, na bem-aventurança eterna, para que recebam a recompensa de suas vidas doadas e entregues a Deus e à família.

Que Maria, mãe e mestra, cubra todas as mães com seu sagrado manto de amor, humildade e dedicação. Que ela alcance de Deus para todas as mães as condições necessárias para educarem seus filhos com dignidade, na justiça, fraternidade e solidariedade. Que nenhuma mãe se esqueça de que a melhor herança que podem entregar a seus filhos é a fé.

Maria, mãe de todos os povos, rogai por nós!

*Dom Orani João Tempesta, cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro.

12 abril 2012

Outras Estantes -Vestido muda de cor quando a mulher fica excitada

Moda high-tech

Designer holandês criou o vestido Intimacy 2.0, cujo tecido varia entre o opaco e o transparente conforme o ritmo cardíaco de quem o veste. 

Sexta feira, 6 de Abr de 2012
As mulheres conseguem, muitas vezes, esconder seus sinais de excitação. Mas, com estes novos vestidos isso vai tornar-se mais difícil.

Estas peças, feitas com tecidos inteligentes chamada de Intimacy 2.0, oscilam entre o opaco e o transparente, de acordo com o ritmo cardíaca. Quando os batimentos do coração aceleram, o vestido revela os momentos de excitação femininos.
O designer holandês Daan Roosegaarde, criador do vestido, está em negociações para que o modelo seja produzido comercialmente. A peça ficou em exposição em Londres e conquistou prêmios de Design na Holanda e em países do Extremo Oriente.
Resta apenas saber que mulher vai querer revelar, assim, a sua intimidade...
Fonte:JL-Sociedade, Atualidade

Retalhos no Mundo:
Você usaria este vestido?

14 novembro 2011

O caso da portuguesa milionária assassinada-5


No documento que enviou às autoridades  brasileiras, o advogado relatou que Rosalina Ribeiro tratava com “familiaridade e estima” a mulher   com quem se encontrou antes de morrer.

RF

15:00 Quarta feira, 18 de Ago de 2010

A informação é hoje avançada pelo Diário de Notícias, que publica o fax com o relato que Duarte Lima enviou para a polícia do Rio de Janeiro.

O advogado comunicou aos agentes que se ofereceu para dar boleia a Rosalina Ribeiro para o encontro que tinha agendado com Gisele.

“Era uma senhora de cabelos loiros, com óculos de aro escuro, com idade entre os 45 e 50 anos e estatura mediana. Tanto quanto a Sra. D. Rosalina me disse durante a viagem, a Sra. D. Gisele, levá-la-ia de volta ao Rio de Janeiro depois da reunião. Verifiquei que a Sra. D. Rosalina e a Sra. D. Gisele se tratavam com muita familiaridade e estima.” Explicou Duarte Lima.

Fonte:JL

06 novembro 2011

O caso da portuguesa milionária assassinada-4

·         Homicídio no Rio de Janeiro

Amigas de Rosalina Ribeiro desmentem Duarte Lima

Horas antes de morrer, Rosalina Ribeiro contou a duas amigas que tinha de estar presente num encontro alegadamente marcado pelo advogado Duarte Lima

Ricardo Fonseca
10:06 Terça feira, 17 de Ago de 2010

De acordo com a edição de segunda-feira(16/08/10) do jornal brasileiro Extra, horas antes de Rosalina Ribeiro ser encontrada morta em saquarema, a portuguesa terá confidenciado a duas amigas que tinha recebido um telefonema de Duarte Lima. Nessa chamada, o advogado terá dito à  companheira do milionário Lúcio Feteira que tinha de estar presente numa reunião com um desconhecido- o encontro ficou marcado para a noite de 7 de dezembro de 2009.

As duas testemunhas referidas pelo jornal já relataram a história ao delegado Felipe Renato Ettore, do departamento de homicídios do Rio de Janeiro. De acordo com o depoimento., Rosalina estava bastante nervosa porque não sabia o nome da pessoa com quem se ia encontrar. Duarte Lima terá alegado que não podia revelar o nome porque o telefone poderia estar sob escuta.

Esta versãp é diferente do relato que o advogado apresentou à polícia brasileira. Duarte Lima garantiu aos inspetores que foi Rosalina à pedir-lhe boleia até Maricá, onde tinha um encontro marcado com uma mulher.

Dados importantes:
“Duarte Lima parte para o Rio de Janeiro a 5 de Dezembro
“Rosalina Ribeiro tinha viagem marcada para Portugal a 12 de Dezembro
“Rosalina Ribeiro é encontrada morta a 7 de Dezembro de 2009, tinha 72 anos
“Duarte Lima entregou à polícia brasileira um documento com todos os passos que deu no Rio de Janeiro
“O ex-deputado disse que no dia 7, Rosalina lhe terá pedido para a deixar junto ao Hotel Jangada, onde a esperava a amiga Gisele.
“Depois de deixar Rosalina em Maricá, Duarte Lima conduziu durante 500 quilômetros até Belo Horizonte(os policiais desconfiam desta decisão porque o aeroporto do Rio de Janeiro estava a apenas 90 Km de distância). Partiu no dia seguinte para Lisboa.
Fonte:Visão

04 novembro 2011

O caso da portuguesa milionária assassinada -3

Morte de Rosalina foi "encomendada" e prejudicou herdeiros 


A filha do empresário Tomé Feteira não tem dúvidas de que a morte de Rosalina Ribeiro, secretária e companheira do pai foi “encomenda” e que isso “prejudicou bastante” os herdeiros.


14:09 Quinta feira, 12 de Ago de 2010


Olímpia Feteira Menezes garante que a morte da companheira de Tomé Feteira “em nada a beneficiou”porque já havia provas concretas de que se tinha apoderado de parte do dinheiro do empresário, sendo sua intenção que ela justificasse na justiça porque o fez. “Tem-me dado mais trabalho morta do que em vida”, afirmou, em declarações à agência Lusa.

Olímpia Menezes, filha de uma relação extraconjugal do empresário, garantiu ainda que a morte de Rosalina Ribeiro “não interessou a nenhum dos muitos herdeiros, mais de 20,da parte da viúva” de Tomé Feiteira

“Ninguém tinha interesse na sua morte, pelo contrário, todos estavam contentes porque já tínhamos conseguido documentação que nos ajudava na batalha jurídica”, adiantou.

Questionada sobre quem poderia ter interesse na morte de Rosalina Ribeiro, assassinada a 7 de dezembro de 2009 no Rio de Janeiro, Olímpia Feteira limitou-se a reafirmar que o crime foi cometido por “alguém que a queria calar”, restando agora à policia brasileira descobrir “quem e porquê”.

Aliás, a única filha de Tomé Feteira diz ter prestado declarações na polícia brasileira, por iniciativa própria, logo após o homicídio da também antiga secretária do pai.

Segundo a própria, Rosalina Ribeiro levantou muito dinheiro de várias contas do pai, após a morte de Tomé Feteira, em 2000, aos 98 anos de idade, “que de imediato transferiu” para outras, de outras pessoas.

Sobre a alegada transferência de mais de cinco milhões de euros para uma conta de Duarte Lima, advogado de Rosalina Ribeiro e uma das últimas pessoas a vê-la com vida, Olímpia Feteira não tem “ qualquer justificação” para o procedimento.

Domingos Duarte Lima afirmou esta semana, numa nota enviada aos meios de comunicação, que já prestou declarações às autoridades brasileiras, o que considerou “natural”, uma vez que foi “uma da últimas pessoas que se encontrou com a Sra. Dona Rosalina Ribeiro no dia do seu desaparecimento.”

Rosalina Ribeiro estava a disputar na Justiça brasileira e portuguesa, com a filha do seu companheiro, uma herança milionária de Tomé Feteira. O empresário português tinha negócios em Portugal e também no Brasil.

 

Fonte: Visão

03 novembro 2011

O caso da portuguesa milionária assassinada - 2

Filha de Feteira diz que Duarte Lima recebeu 5 milhões

A filha do empresário Lúcio Tomé Feteira garante que a portuguesa Rosalina Ribeiro, assassinada em dezembro do ano passado, transferiu cerca de 5 milhões de euros para o ex-lider da banda do PSD Duarte Lima.

14:39 Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cerca de 5 milhões de euros terá sido quanto Domingos Duarte Lima recebeu, por transferência bancária, de Rosalina Ribeiro, antiga secretária e companheira de Lúcio Tomé Feteira, empresário português milionário que morreu há 10 anos.
“O que sei é que Rosalina sacou o dinheiro todo, quer na Suiça , quer em Inglaterra, quer nos Estados Unidos, e fez as transferências para Duarte Lima”, afirma a filha de Lúcio Feteira. Olímpia Feteira garante mesmo que já mostrou à policia brasileira os comprovativos das transferências
A filha de Lúcio e Rosalina estariam a disputar na justiça mais de 35 milhões de euros.
A antiga secretária foi assassinada em Dezembro pouco depois de se encontrar com o advogado português Duarte Lima.


Fonte:Visão

04 setembro 2011

Aula de "bruxaria" assusta alunos

Crianças de 11 anos copiam textos sobre poções para atrair um amor e pais questionam escola I Uma aula “sinistra” de português provocou polêmica na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Pavanatti Fávaro, no Jardim São Cristóvão, em Campinas. Os alunos da quinta série aprenderam na última semana como preparar poções mágicas para atrair um amor e a prosperidade financeira. A justificativa para a aplicação do conteúdo é de que os alunos irão ao cinema para assistir ao filme Harry Potter e as Relíquias da Morte.


De acordo com os pais, na quarta-feira da semana passada, os alunos, que têm idades entre 11 e 12 anos, fizeram cópia de dois textos, um deles intitulado “Transformando Homens em Porcos”. No dia seguinte, eles foram ao laboratório de informática, onde receberam orientação do professor para copiar o significado de algumas palavras encontradas em um dicionário on-line de termos usados em umbanda e candomblé. Além das palavras, os alunos precisaram copiar receitas mágicas de um blog. E foram elas que mais assustaram os pais. Entre as poções, há formulas para um beijo ardente, para atrair um amor, fazer poção afrodisíaca e banho incentivador de prosperidade financeira. Preocupados, alguns pais procuraram a escola para pedir explicações sobre o objetivo da aula e a ligação das receitas com a disciplina de português. Uma das mães, a autônoma K.C.S., decidiu tirar o filho da escola. “O meu filho disse que ficou assustado, assim como os outros coleguinhas. Procurei a equipe pedagógica da escola para tentar saber porque o meu filho estava recebendo aquele conteúdo e se fazia parte do cronograma de aula, porque não consegui fazer nenhuma ligação das receitas de magia com os adjetivos, substantivos ou interpretação de textos”, diz. Segundo K., a resposta que recebeu era de que a atividade foi extracurricular e contava no planejamento anual da escola. “Para mim não fazia sentido o meu filho de 11 anos aprender como se faz para atrair um amor. Para que lado ele está indo? Para o ocultismo? É um ritual que não tem nada a ver com o português. Faltou bom senso do professor”, afirma. O garoto parou de frequentar a escola na segunda feira. “Com tudo isso, se ele continuasse na escola, não sei se o rendimento dele seria o mesmo”, afirma a mãe. Outra mãe, C.M.B., não tirou o filho da escola, mas decidiu que não quer mais que ele participe das aulas de português. “Não estamos de acordo que o nosso filho aprenda esse conteúdo na idade em que está. Entendo que o professor quis informar, mas ele se aprofundou de mais sem levar em conta a idade dos alunos”, diz. A Secretaria de Estado da Educação não informou o nome do professor. Outro lado A escola informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto pedagógico da escola tem como foco a leitura e a escrita. Por isso, várias atividades desenvolvidas com os alunos visam o desenvolvimento dessas duas questões educacionais, como foi o caso da lição de português questionada pelos pais. Informou ainda que a atividade de pesquisa sobre magia faz parte da atividade extra-classe que será desenvolvida com os alunos da turma. Os estudantes irão até o cinema para assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte — o filme foi escolhido pelos próprios alunos. A primeira etapa do trabalho consistiu na leitura de um texto sobre magia, retirado de um livro didático. Posteriormente, os alunos fizeram a pesquisa via internet, no laboratório de informática. Após a visita ao cinema, os alunos irão fazer uma redação sobre o tema em sala de aula. Educadora diz que conteúdos são 'ilimitados' Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não existe um limite para aplicação de conteúdo em sala de aula. “Esse limite é colocado na competência da formação do professor. Se ele é bom, você pode dar o tema mais complexo e mais difícil que ele vai saber dar a melhor abordagem. Daí a importância da boa formação do professor e da atuação competente da equipe gestora”, afirma. Segundo a especialista, o próprio educador poderia esclarecer à família o motivo didático-pedagógico para aplicação do tema. “Quando o professor é bom, ele dá conta de fazer a explicação didático-pedagógica. A família pergunta e se sente absolutamente esclarecida. Agora, se o professor não fez a escolha do conteúdo com clareza, ele não vai conseguir justificar”, diz. A decisão da mãe em tirar o filho da escola pode ter sido precipitada, segundo a educadora. “Quem mais se prejudica com essa situação de retirada da escola é o próprio aluno. É na escola que ela faz amigos, aprende com o convívio. Por isso, é preciso ter um motivo muito forte para desvincular a criança de seus laços afetivos. É uma decisão muito séria”, afirma. (IM/AAN) naê Miranda    De acordo com os pais, na quarta-feira da semana passada, os alunos, que têm idades entre 11 e 12 anos, fizeram cópia de dois textos, um deles intitulado “Transformando Homens em Porcos”. No dia seguinte, eles foram ao laboratório de informática, onde receberam orientação do professor para copiar o significado de algumas palavras encontradas em um dicionário on-line de termos usados em umbanda e candomblé. Além das palavras, os alunos precisaram copiar receitas mágicas de um blog. E foram elas que mais assustaram os pais. Entre as poções, há formulas para um beijo ardente, para atrair um amor, fazer poção afrodisíaca e banho incentivador de prosperidade financeira. Preocupados, alguns pais procuraram a escola para pedir explicações sobre o objetivo da aula e a ligação das receitas com a disciplina de português. Uma das mães, a autônoma K.C.S., decidiu tirar o filho da escola. “O meu filho disse que ficou assustado, assim como os outros coleguinhas. Procurei a equipe pedagógica da escola para tentar saber porque o meu filho estava recebendo aquele conteúdo e se fazia parte do cronograma de aula, porque não consegui fazer nenhuma ligação das receitas de magia com os adjetivos, substantivos ou interpretação de textos”, diz. Segundo K., a resposta que recebeu era de que a atividade foi extracurricular e contava no planejamento anual da escola. “Para mim não fazia sentido o meu filho de 11 anos aprender como se faz para atrair um amor. Para que lado ele está indo? Para o ocultismo? É um ritual que não tem nada a ver com o português. Faltou bom senso do professor”, afirma. O garoto parou de frequentar a escola na segunda feira. “Com tudo isso, se ele continuasse na escola, não sei se o rendimento dele seria o mesmo”, afirma a mãe. Outra mãe, C.M.B., não tirou o filho da escola, mas decidiu que não quer mais que ele participe das aulas de português. “Não estamos de acordo que o nosso filho aprenda esse conteúdo na idade em que está. Entendo que o professor quis informar, mas ele se aprofundou de mais sem levar em conta a idade dos alunos”, diz. A Secretaria de Estado da Educação não informou o nome do professor. Outro lado A escola informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto pedagógico da escola tem como foco a leitura e a escrita. Por isso, várias atividades desenvolvidas com os alunos visam o desenvolvimento dessas duas questões educacionais, como foi o caso da lição de português questionada pelos pais. Informou ainda que a atividade de pesquisa sobre magia faz parte da atividade extra-classe que será desenvolvida com os alunos da turma. Os estudantes irão até o cinema para assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte — o filme foi escolhido pelos próprios alunos. A primeira etapa do trabalho consistiu na leitura de um texto sobre magia, retirado de um livro didático. Posteriormente, os alunos fizeram a pesquisa via internet, no laboratório de informática. Após a visita ao cinema, os alunos irão fazer uma redação sobre o tema em sala de aula. Educadora diz que conteúdos são 'ilimitados' Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não existe um limite para aplicação de conteúdo em sala de aula. “Esse limite é colocado na competência da formação do professor. Se ele é bom, você pode dar o tema mais complexo e mais difícil que ele vai saber dar a melhor abordagem. Daí a importância da boa formação do professor e da atuação competente da equipe gestora”, afirma. Segundo a especialista, o próprio educador poderia esclarecer à família o motivo didático-pedagógico para aplicação do tema. “Quando o professor é bom, ele dá conta de fazer a explicação didático-pedagógica. A família pergunta e se sente absolutamente esclarecida. Agora, se o professor não fez a escolha do conteúdo com clareza, ele não vai conseguir justificar”, diz. A decisão da mãe em tirar o filho da escola pode ter sido precipitada, segundo a educadora. “Quem mais se prejudica com essa situação de retirada da escola é o próprio aluno. É na escola que ela faz amigos, aprende com o convívio. Por isso, é preciso ter um motivo muito forte para desvincular a criança de seus laços afetivos. É uma decisão muito séria”, afirma. (IM/AAN)
04/08/2011 - 08h46 . Atualizada em 04/08/2011 - 08h51
Inaê Miranda  

10 março 2011

Os diários públicos das mulheres

Maioria entre os internautas brasileiros, as mulheres também produzem conteúdo - e usam a rede para discutir seus sentimentos


Redação ÉPOCA

LIBERDADE

A cara da internet está cada vez mais feminina. Elas já são 46% dos usuários da rede mundial de computadores. E, ao que tudo indica, a presença delas no mundo virtual só deverá aumentar. No Brasil, o número de mulheres conectadas ao mundo digital em 2009, data do levantamento mais recente sobre o assunto, é maior do que o de homens. São 34 milhões de usuárias, 1 milhão a mais do que os brasileiros conectados.

Os números sugerem que as mulheres descobriram que a liberdade para se expressar e a interação, características básicas da internet, atendem sob medida a um dos anseios femininos mais comuns (e menos compreendidos pelo sexo oposto): compartilhar problemas e opiniões. Às vezes é mais do que uma necessidade de pedir conselhos. É, sobretudo, uma oportunidade de passar os pensamentos a limpo e, assim, encontrar soluções por conta própria.

A pedido de ÉPOCA, o instituto de pesquisa de mercado Qualibest ouviu 600 mulheres e descobriu que os blogs, uma espécie de mural digital de atualização fácil e simples, são uma das formas mais adotadas pelo público feminino para se comunicar. Mais de 20% das entrevistadas disseram manter blogs dedicados a discutir relacionamentos amorosos e sua vida íntima. Quase 70% delas são jovens entre 18 e 29 anos. “A blogosfera feminina costuma ser mais intimista e descompromissada do que a masculina”, diz Alexandre Inagaki, especialista em mídias sociais. “Os homens parecem mais preocupados em atrair grandes audiências e investem em assuntos como humor, carros e tecnologia.”

A carioca Renata Borges, de 28 anos, diz que aquilo que mais a atrai em um blog é a sensação de proximidade com a autora. “Gosto de ter a sensação de estar diante do diário de outra pessoa”, diz ela. Renata procura manter o mesmo espírito em seu próprio blog, fazendo dele uma espécie de diário em que relata fim de namoros e início de novos amores. A blogueira recifense Daniela Arrais, de 27 anos, diz ter descoberto um mundo para se expressar depois de ter criado em 2007 o blog Don’t Touch My Moleskine (http://donttouchmymoleskine.com/). Antes, seus amigos viviam reclamando que Daniela lotava a caixa de e-mails deles com fotos, links e vídeos que encontrava pela internet. “No meu blog, falo sobre o amor em suas várias manifestações: na música, na literatura, na arte, na fotografia.” Ela recebe mais de 60 mil visitas por mês. Daniela também criou uma série chamada “O que é o amor pra você hoje?”. De câmera digital na mão, gravou mais de 60 depoimentos com anônimos e famosos. Com nomes que vão de Marina Silva a Bruna Surfistinha, as entrevistas tiveram 10 mil visualizações no YouTube.

A força da internet é tão grande que transformou jovens blogueiras anônimas em referências no mundo da moda. É o caso de Camila Coutinho, de 22 anos, que atrai 40 mil visitas por dia ao Garotas Estúpidas. O sucesso trouxe anunciantes e fez do blog a profissão de Camila. Hoje, ela acompanha pessoalmente as principais semanas de moda do mundo e posta da sala de desfiles. “Em uma das semanas de moda de Nova York, eu não sabia se filmava, fotografava, tuitava, olhava a passarela ou observava as reações de Anna Wintour, a todo-poderosa editora-chefe da revista Vogue americana. Ela estava bem na minha frente.”
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