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17 abril 2011

Coleção: DVD Perdidos no Espaço - 1ª a 3ª Temporada


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Coleção: DVD Perdidos no Espaço - 1ª a 3ª Temporada- 23 DVDs


Bill Mumy June Lockhart Guy Williams Marta Kristen Irwin Allen Mark Goddard

1ª Temporada


A saga intergaláctica de maior sucesso nos anos 60 e que conquistou milhares de fãs ao redor do mundo está compilada em um box, com oito DVDs, contendo a primeira temporada completa trazendo todas as aventuras da família Robinson e do Dr. Smith. Com áudio em inglês totalmente remasterizado e áudio original em português, esta edição traz ainda o episódio piloto "No Place to Hide". Um universo de diversão ao seu alcance.

2ª Temporada

A 2ª Temporada de Perdidos no Espaço começa com episódios emocionantes: "Fuga Desesperada", "Estranha Dama de Verde", "Planeta Fantasma" e muito mais. Além de assistir a todas as histórias, você ainda confere entrevistas inéditas.

3ª Temporada

Sua tripulação favorita decola para sua temporada final de aventuras. Para muitos fãs, a terceira temporada contém o melhor da série. É uma corrida de planeta em planeta, encontrando os alienígenas mais incríveis e com trapalhadas ainda mais inacreditávies do Dr. Smith. Esta coleção inclui episódios populares como "Robinson Nº 2" , "Visita a um Planeta Hostil" e "Revolta das Plantas", bem como extras do outro mundo, que não estão disponíveis em nenhum outro lugar.

Informações especiais: Duração: 49 Min. Cada Episódio
Procedência: Nacional
Estúdio: Fox Film
Título Original: Lost in Space
Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2010
Elenco: JUNE LOCKHART & BILL MUMY & GUY WILLIAMS & MARK GODDARD & MARTA KRISTEN
Direção: IRWIN ALLEN
Recomendação: livre
Região do DVD: Região 4
Legendas: Inglês, Português
Idiomas / Sistema de som:
Inglês - Mono
Português - Mono
Formato de tela: FullScreen
País de Orígem: EUA


Eu sou do tempo do televizinho. Você sabe como era. Naquele século passado que Tv era objeto raro, não é como hoje que qualquer lar tem uma. Então o jeito era assistir no vizinho.
Esta série em particular eu morria de medo por tratar de seres de outros planetas. Quando finalmente em 1971(a quanto tempo), eu tive a 1ª TV e  a série estava passando tive coragem de ver.
Agora adoraria poder assistir a série inteira. Para curtir cada episódio, sem precisar tampar os olhos.

16 abril 2011

DVD Coleção de Aniversário Friends - As 10 Temporadas

DVD Coleção de Aniversário Friends - As 10 Temporadas
David Schwimmer Courtney Cox Arquette Matthew Perry Matt Leblanc David Crane Jennifer Aniston, Lisa Kudrow Marta Kauffmann

Os amigos mais conhecidos do mundo em Edição Definitiva.


Coleção Exclusiva para colecionadores em comemoração ao aniversário de Friends, a série de sucesso, incluindo: box especial e livro ilustrado com imagens inéditas dos seis melhores amigos. Você não poderia estar em melhor companhia. Todas as risadas, os amores, os atrasos... Tudo seu! Se divirta com os hilários e aclamados capítulos sobre o adorável grupo de amigos Rachel, Mônica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross que seduziram e conquistaram fãs em todo o mundo.



Friends - 1ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 585 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 2ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 568 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 3ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 589 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 4ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 562 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 5ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 562 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 6ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 574 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.0
Idioma: Inglês
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 7ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 528 minutos
Áudio: Inglês Dolby Surround 2.0, Espanhol Dolby Digital 2.0
Idioma: Inglês, Espanhol
Legenda: Português, Espanhol, Inglês, Coreano, Chinês, Indonésio

Friends - 8ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 526 minutos
Áudio: Dolby Surround 2.0
Idioma: Inglês, Espanhol
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 9ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 577 minutos
Áudio: Dolby Surround 2.0
Idioma: Inglês, Espanhol
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Friends - 10ª Temporada Completa com 4 DVD´s
Duração: 551 minutos
Áudio: Inglês Dolby Digital 5.0, Português Dolby Digital 2.0
Idioma: Inglês, Espanhol
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Informações especiais: Os áudios e as legendas podem variar de acordo com as temporadas. Informações de áudio e legendas somente em caráter informativo.

Procedência: Nacional
Estúdio: Warner
Título Original: Friends: Special Birthday Series
Cor: Colorido
Elenco: DAVID SCHWIMMER & LISA KUDROW & MATT LEBLANC & MATTHEW PERRY & COURTNEY COX ARQUETTE & JENNIFER ANISTON,
Direção: DAVID CRANE & MARTA KAUFFMANN
Recomendação: livre
Região do DVD: Região 4
Legendas: Inglês, Português, Espanhol
Idiomas / Sistema de som:
Inglês - Dolby Digital 5.1
Formato de tela: FullScreen
País de Orígem: EUA

Fonte: Submarino

17 março 2011

Rachel Ripani

Dos palcos para casa. Da casa para os palcos. De quarta a domingo, nos últimos meses e nos que estão por vir, esse será o dia a dia de Rachel Ripani. Mas não se engane: ela adora essa rotina. Em cena no Teatro Abril, em São Paulo, a atriz é uma das protagonistas do musical Mamma Mia!, que tem sua história contada por meio das músicas do quarteto sueco ABBA. E, ao mesmo tempo, ensaia Cabaret Luxúria, musical que ela mesma escreveu e produziu, com estreia na capital paulista em 19 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil. “Vou fazer os dois ao mesmo tempo. Vai ser assim, do trabalho só vou ter pique de ir para a cama”, brinca. “Mas adoro tudo.”

E não é para menos. A atriz se preparou durante dois anos para participar da seletiva do Mamma Mia!, produção que faz sucesso há 12 anos em Londres e há dez em Nova York. Selecionada, ela vive em cena a personagem Tanya, uma perua cheia de humor e de bom coração. “No começo, achava muito engraçado, porque eu não tinha nada a ver com o jeito perua da personagem. Mas já me sinto ela agora (risos). Fora que todo mundo que assiste adora e se identifica com o perfil dela como se fosse uma amiga íntima”, diz.

Já Cabaret Luxúria adianta se tratar de um espetáculo que traz na trilha canções de sucesso de musicais americanos e ingleses. A intenção é falar do amor, do desejo e da luxúria.

“Acredito que essa onda que estamos vendo há alguns anos – de musicais de fora ganharem montagens aqui – vem tornando o Brasil cada vez mais rico culturalmente. Agora é hora de produzirmos também nossos próprios musicais”, comemora.

Formada em gastronomia e secretariado, Rachel tem uma carreira que se estende para além dos tablados. Na televisão, estreou em 1997, aos 22 anos, na novela global Zazá. O último trabalho nas telinhas foi viver a personagem Tatiana em Caras & Bocas, também da Rede Globo. E ainda traz no currículo atuação nos longas-metragens Família vende tudo e Carro de paulista.

Enquanto aguarda a temporada de Cabaret Luxúria, a atriz escolheu os musicais do cinema que marcaram a sua vida. São clássicos com estrelas como Judy Garland, Liza Minnelli e Marilyn Monroe. ©


QUANTO MAIS QUENTE MELHOR,

Billy Wilder

“Além de muito engraçado e sensual, tem a Marilyn Monroe cantando junto com Tony Curtis e Jack Lemmon, o que já vale o filme.”

AGORA SEREMOS FELIZES (esgotado),

Vincente Minnelli

“Entre tantos outros motivos possíveis, eu adoro ver a Judy Garland novinha. Neste musical, ela só tinha 22 anos.”

SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS,

Stanley Donen

“Este musical de 1954 é tão cafona, mas tão cafona, que é bom (risos). E ainda tem uma coisa toda technicolor, com umas camisas em tons berrantes. É genial!”

CABARET,

Bob Fosse

“É um clássico que se passa em um cabaré na Alemanha, em plena ascensão do nazismo. Fora que é protagonizado pela Liza Minnelli e dirigido por Bob Fosse.”

TODOS DIZEM EU TE AMO (esgotado),

Woody Allen

“Imagine só um musical feito por Woody Allen e que tem até a Julia Roberts cantando. Por essas e por outras, é obrigatório assistir.”

Livraria Cultura

09 setembro 2010

Lançamentos em DVD - 09 de setembro

O Preço da Traição
(Chloe)

http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/05/estreia-14-de-maio-de-2010.html


Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)


O badalado diretor egípcio Atom Egoyan (Verdade Nua) colocou em um mesmo filme uma das melhores atrizes americanas - a sempre linda e ruiva Julianne Moore - ao lado da nova queridinha de Hollywood - Amanda Seyfried e seus esbugalhados olhos verdes. Com pitadas de erotismo e alardeando uma polêmica relação homossexual, Egoyan conseguiu bastante divulgação para seu mais recente longa, O Preço da Traição (Chloe). Tudo isso não serviu, porém, para fazer uma produção que valesse todo esse tititi.

O longa parece mais uma tentativa (frustrada) de versão moderna de Atração Fatal, o clássico dos anos 1980 dirigido por Adrian Lyne. Para quem não lembra, este filme sobre traição transformou Glenn Close na amante psicótica que nenhum homem quer ter por perto. Infelizmente, O Preço da Traição não tem metade do brilho do cultuado filme de Lyne.

Versão canadense do longa francês Nathalie X, O Preço da Traição narra a desconfiança da bem-sucedida ginecologista Catherine (Julianne Moore) sobre seu marido, o professor David (Liam Neeson). Ela está convicta que ele é infiel e quer desmascará-lo. Para isso, contrata a prostituta Chloe (Amanda Seyfried) e arma um plano de sedução. Claro que isso vai dar errado.

Entre as reviravoltas do roteiro, que até surpreendem, embora não sejam convincentes, os três atores se esforçam para honrar seus nomes - e do diretor - ao longo da história. Amanda não lembra em nada a mocinha fofa de Querido John - estreia da semana passada - e convence como a prostituta aparentemente de bom coração. Liam Neeson consegue manter até o fim a duablidade de seu personagem. E Julianne Moore, competente como sempre, não perde o rebolado nem nas cenas mais difíceis.

O problema do filme é focar demais nos clichês de trailers eróticos que envolvem traição. Estão ali a loira inofensiva que surta (como em Atração Fatal) e a versão estilizada do picador de gelo de Instinto Selvagem. Vale lembrar também que o título original é melhor do que a versão nacional, afinal, o longa gira em torno das mudanças que a prostituta Chloe faz na vida de uma família.

O Preço da Traição não chega a ser um filme ruim, mas é daqueles que você demora a saber se gostou ou não. E quando descobre, já até esqueceu a história.

Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)

A Fita Branca
(Das weisse Band)


Gênero: Drama


Elenco: Christian Friedel, Ernst Jacobi, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Ursina Lardi, Burghart Klauner, Steffi Kühnert, Josef Bierbichler.
Direção: Michael Haneke
Duração: 144 min.
Distribuidora: Imovision
Estreia: 12 de Fevereiro de 2010

Sinopse: Um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?

http://www.youtube.com/watch?v=z5GH_ndoyAA&feature=player_embedded

Fonte: cinepop

27 julho 2010

Lançamentos em DVD - 27 de julho

Ilha do Medo
(Shutter Island)

Gênero: Policial

Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams, Max von Sydow, Emily Mortimer, Jackie Earle Haley, Patricia Clarkson.
Direção: Martin Scorsese
Duração: 138 min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 12 de Março de 2010

Sinopse: Em 1954, uma dupla de agentes federais investiga o desaparecimento de uma assassina que estava hospitalizada. Ao viajarem para Shutter Island - ilha localizada em Massachusetts - para cuidar do caso, eles enfrentam desde uma rebelião de presos a um furacão, ficando presos no local e emaranhados numa rede de intrigas.

Curiosidades:
» O livro Shutter Island é o terceiro de Dennis Lehane a ser levado para as telas, depois de 'Sobre Meninos e Lobos' (Mystic River), de Clint Eastwood, e o filme de Estreia de Ben Affleck como diretor 'Medo da Verdade' (Gone Baby Gone).
» O título nacional inicial era 'Paciente 67'.
» O filme se chamaria 'Shutter Island', teve o título alterado para 'Ashecliffe' e voltou a se chamar 'Shutter Island'.

http://www.traileraddict.com/trailer/shutter-island/feature-trailer

Crítica por: Janaina Pereira

Um dos maiores diretores americanos da atualidade, Martin Scorsese está de volta após dois anos de hiato. Desde que venceu o Oscar 2008 com Os Infiltrados, o diretor vinha trabalhando em uma história para retorno triunfal. E esta história é a adaptação do livro Paciente 67, de Dennis Lehane (autor também do livro que se transformou em uma das melhores obras de Clint Eastwood, Sobre Meninos e Lobos). Exibido em grande circuito e arrastando multidões aos cinemas, Ilha do Medo (Shutter Island) é a grande homenagem de Scorsese ao cinema. Porque todo grande diretor tem que fazer seu 'filme-referência' - Almodóvar fez o dele, com o recente Abraços Partidos.

Assim como Almodóvar, Scorcese não foi muito feliz em sua esolha. Peca, especialmente, por escolher uma história manjadíssima, daquelas que antes da metade do filme você já saca o final. Não há surpresa, não há mistério, não há nada de novo. Ilha do Medo é piada velha, frustrante. Nem precisa ler o livro - quem leu, garante que a adaptação é fiel, quem não leu, não vai ler porque o filme não desperta essa curiosidade.

Mas, assim como Almodóvar também, Scorsese tem seus fãs fiéis. E sabe filmar seu atual ator preferido, Leonardo Di Caprio, como ninguém. Repetindo uma dobradinha que vem dando certo nos últimos anos, a dupla se tornou cúmplice a tal ponto que, atualmente, ninguém filma Di Caprio com o olhar carinhoso que Scorsese tem por ele. O cineasta consegue mostrar muito mais do que a beleza de Leo - é o talento cada vez mais maduro do ator que fica evidente mais uma vez.

A trama - que chama mais atenção pelos toques hitchcockianos e pela homenagem aos filmes noir - começa no melhor estilo dos filmes do mestre do suspense. A trilha, pesada e marcante, é o ponto alto. A história, no entanto, dá reviravoltas pouco inteligentes. Teddy Daniels (Di Caprio) chega ao presídio psiquiátrico na ilha Shutter acompanhado de nosso novo companheiro, o agente Chuck Aule (Mark Ruffalo). A princípio parece que ele só está lá para investigar o desaparecimento de uma paciente, mas logo descobrimos que Teddy tem questões particulares que o assombram desde a morte de sua esposa, Dolores (Michelle Williams) e a ilha é o lugar para esclarecer tudo.

O filme conta com as preciosas participações de Patricia Clarkson, Ben Kingsley e Max von Sydow, atores que conseguem dar o tom certo a personagens ambíguos e misteriosos. É um bom entretenimento, e se salva mesmo nos três minutos finais, no último diálogo que pode gerar inúmeras interpretações, mas que do meu ponto de vista, tem um significado só.

Apesar de todo clima de terror, da bela fotografia, e do envolvimento que a trama proporciona, não me convenceu. Ainda acho Os bons companheiros o melhor Scorsese de todos. Ainda acho Os Infiltrados melhor do que Ilha do Medo. Mas também acho que Scorsese + Di Caprio formam a verdadeira dupla dinâmica do cinema.

Ilha do Medo é uma espécie de O Gabinete do Dr. Caligari quase 100 anos depois. É uma grande homenagem a diversos genêros cinematográficos e, por que não, a chance de Scoserse exercitar seu lado hitchcockiano. Ele tem todo direito e mérito por fazer isso. O que não significa que soube fazer bem feito.


(Brideshead)


(Chico Xavier - O Filme)

Crítica por: Janaina Pereira


O Brasil é uma país falsamente católico. Ok, oficialmente o catolicismo é a nossa religião, mas muita gente tem um pé no espiritismo. Grande parte dessa força pelo desconhecido vem de nomes como Bezerra de Menezes, o médico que era médium, e Frâncisco Cândido Xavier, o médium que psicografava mensagens do além.

Se você não conhece a doutrina espírita, talvez o filme Chico Xavier, de Daniel Filho, não lhe diga nada. Mas acho pouco provável que alguém não saiba, minimante, quem foi Chico. Homem que atraia multidões ao seu centro espírita, durante muitos anos ele recebeu o título de maior médium brasileiro, tornando-se um símbolo do espiritismo. Calmo, sereno e cheio de fé, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, sem receber direitos autorais e vivendo apenas de seu salário - e posterior aposentadoria - de funcionário público.

Chico Xavier, o filme, estreiou justamente quando seu protagonista, que morreu em 2002, completaria um século de vida. Este é o primeiro de uma série de filmes em homenagem a este homem especial, figura ímpar do universo de bondade que mal estamos acostumados a conviver. E é esta bondade que o longa mostra com convicção.

A partir de uma entrevista dada por Chico nos anos 1970, para a TV Tupi, o filme se desenrola apresentando alguns fatos da vida do médium, desde sua infância - e a influência espiritual da mãe (vivida por Letícia Sabatella) e influência psicológica da madrasta (interpretada por Giovanna Antonelli).

A vida adulta, em que começa a psicografar e é acusado de ser uma grande farsa, também ganha destaque no longa. Neste período, Chico Xavier é interpretado pelo ator Ângelo Antônio (que já fez outro Chico no cinema, o Francisco pai de Zezé di Camargo e Luciano).

Mas é em sua fase envelhecida, quando Nelson Xavier assume o papel de Chico, que o filme se apóia. Com semelhança física e repetindo gestos e trejeitos do médium, o ator consegue uma intepretação sólida e, porque não, mediúnica. É a própria reencarnação de Chico Xavier.

É nesta fase também que o longa aborda como o médium se tornou figura importante da sociedade brasileira, ao ter uma de suas cartas psicografadas usadas para absolver um rapaz acusado de assassinato.

Apesar das boas intenções, Chico Xavier, o filme, é global demais para o meu gosto. Parece que havia uma necessidade absurda de encaixar todos os atores da Globo no filme, o que torna o longa uma espécie de Globo Repórter com um toque de Por toda minha vida, o programa em que a Globo homenageia personalidades da música já falecidas.

Uma das grandes falhas do roteiro - baseado no livro As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Mayor - é dar ênfase ao espírito Emmanuel (intepretado pelo insosso André Dias), o principal guia de Chico, deixando de lado André Luiz, o espírito que deu ao médium diversas psicografias importantes, entre elas a do livro Nosso Lar, o mais importante do espiritismo brasileiro (que chega em adaptação aos cinemas no segundo semestre deste ano).

O interessante é que o roteiro superficial não vai impedir que milhares de pessoas assistam ao filme. Em seu dia de estréia - o feriado católico da sexta-feira santa, dia 2 de abril, exatamente o dia em que Chico completaria 100 anos - os cinemas lotaram, com o filme aplaudido ao final. Ninguém saia até os créditos terminarem. Impressionante. Isso mostra que o homem Chico Xavier é muito mais forte do que qualquer filme possa retratar.

Eu, particularmente, tenho admiração profunda por Chico, uma dessas figuras especiais que passam pela Terra com uma missão única. E que ensinou que não devemos temer os mortos. O medo maior deve ser dos vivos.

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22 julho 2010

Lançamento em DVD - 22 de julho

Entre Irmãos
(Brothers)

Gênero: Drama

Elenco: Natalie Portman, Tobey Maguire, Jake Gyllenhaal, Bailee Madison, Patrick Flueger, Sam Shepard, Mare Winningham, Clifton Collins Jr.
Direção: Jim Sheridan
Duração: 110 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Estreia: 05 de Março de 2010

Sinopse: Sam (Tobey Maguire) é casado com Grace (Natalie Portman), pai de duas meninas, e está seguindo carreira militar. O irmão mais novo,Tommy (Jake Gyllenhaal), se comporta como um eterno adolescente, com frequencia do lado errado da lei e é incapaz de estabelecer um relacionamento de longo prazo. Sam junta-se às forças de paz da ONU no Afeganistão, cai prisioneiro e é dado como morto. Com o desaparecimento do irmão, Tommy passa a ajudar Grace e suas filhas, tentando fazer suas vidas voltar ao curso normal. Inesperadamente, Sam retorna para casa traumatizado e inquieto. Com a dinâmica da casa alterada, os irmãos terão que lidar com o amor, a lealdade e a mulher entre eles.

Curiosidades:
» Refilmagem do longa dinamarquês de 2004.
» Natalie Portman volta a fazer parte de um triângulo amoroso no cinema (como no cultuado 'Closer - Perto Demais').

http://www.youtube.com/watch?v=u-Ex4z3MAjE&feature=player_embedded

Crítica por: Edu Fernandes


O marido de Grace é designado para a Guerra do Iraque. Durante o combate o batalhão de Sam é dado como morto. Enquanto ela se recupera do luto, aproxima-se de Tommy, o irmão problemático de Sam.

Jim Sheridan é um dos diretores que melhor sabe imprimir na tela de cinema histórias com alto teor de emoção. Quem é fã de Terra dos Sonhos (2002) e Meu Pé Esquerdo (1989) logo espera a próxima oportunidade de debulhar-se em lágrimas com sua obra.

No filme Entre Irmãos (Brothers), Jim refaz a produção nórdica da diretor Susanne Bier. O roteiro traz elementos semelhantes ao de Coisas que Perdemos pelo Caminho, a emocionante empreitada de Bier em Hollywood, que também fala de uma viúva que encontra apoio em um homem com vários problemas.

Não é preciso muito para esperar que essa nova fita de Sheridan seja extremamente forte ao coração – ainda mais quando colocamos os talentos do elenco na equação. Infelizmente o que acontece é o contrário e temos um filme morno.

Jim Sheridan foge a todo custo de ser didático ou apelativo demais, mas acaba prejudicando a emotividade que se espera desse roteiro. Pela sinopse é possível prever quais seriam os momentos mais tocantes de Entre Irmãos. Pois bem, “seriam”. Muitas dessas potenciais cenas lacrimosas são totalmente cortadas e o espectador até pode economizar alguns lenços, mas perderá a chance de ver o filme que esperava.

21 julho 2010

Lançamentos em DVD - 21 de julho

Sede de Sangue
(Thirst)
Gênero: Terror

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Crítica por: Georgenor de Sousa Franco Neto


Além dos reinos de Bella Swan e Edward Cullen, há outras histórias de chupadores de sangue, mais sujas, violentas e bem humoradas! Não vou discutir com os fãs do Crepúsculo. Apenas dar um toque: NÃO PERCAM “SEDE DE SANGUE”!!!, último trabalho do diretor sul-coreano Park Chan-wook.


O filme narra a história do padre Sang-Hyun que, após uma transfusão de sangue, se torna um vampiro. No começo, ele trabalha em um hospital dando conforto espiritual ao pacientes. Descontente por não poder fazer algo mais concreto pela humanidade vai para a África ser cobaia. Após testes para uma vacina, ele morre. Porém, por conta da dita transfusão, ele ressuscita.

Vale observar como o diretor adapta as regras do vampirismo para a situação de alguém transformado em vampiro por transfusão sanguínea. O padre não pode se expor à luz do sol (ele queima ao invés de brilhar – desculpem fãs de Edward, mas não poderia perder esta piada infame!)., tem vida eterna, aparência inalterada, como outros clássicos. Porém, não possui caninos, nem suas mordidas têm efeitos; ele bebe o sangue como suco e só dando o seu para alguém beber que este vira vampiro.

É depois de beber o sangue de Sang-Hyun, que a bela Tae-joo se transforma em uma maligna vamp de olhos puxados.

O aparecimento de Tae-joo causa diversos conflitos morais em Sang-Hyun. Primeiro, o apelo sexual dela, depois o desejo da moça por sangue. Enquanto Sang bebe sangue dos pacientes do hospital, Tae-joo não hesita em matar. Ela é o elemento causador das grandes dúvidas moral que atormentam o padre.

Através da trajetória desse padre-vampiro e de sua parceira, a narrativa une etilos. Do drama do começo, passamos pelo mistério, pelo terror, mais adiante suspense com comédia, uma história de amor equilibrando desejo, humor e violência.

É admirável o apuro técnico-artístico que o diretor sul-coreano alcançou neste último trabalho. Trocando a vingança (a trilogia da vingança: Mr. Vingança, Oldboy e Lady Vingança) pelos conflitos entre religião e mundanismo, vida e morte, Park Chan-wook aprofunda o debate sobre a moral humana, sem deixar o humor, suspense, romance e violência de lado.

Como em seus filmes anteriores, a narrativa é exaustiva. Nada de subentendidos acerca do final das personagens. Tudo fica redondinho ao fim. O que não significa menos coisas na cabeça para se conversar na mesa do bar!

http://www.youtube.com/watch?v=sG2NCsz1mFc&feature=player_embedded

Amelia
(Amelia)
Gênero: Drama

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Crítica por: Edu Fernandes


A vida da aviadora Amelia Earhart desde seu primeiro voo sobre o Atlântico, como passageira. Ela teve sua chance no ramo graças a George Putman, com quem depois se casou.

Quando o assunto não é a Grande Depressão, o período entre-guerras normalmente é retratado no cinema com muita elegância. Em Amelia, a situação não é diferente tanto no figurino quanto na fotografia. Especial atenção deve ser reservada para as cenas em que se mostra como a imagem dela era usada para vender produtos. Nessas passagens, há um belo colorido preenchendo a tela.

Assim como em Coco antes de Chanel, o filme gira em torno de uma importante figura feminina do século XX. Diferente da produção francesa, a cinebiografia da piloto foca-se no que interessa: os aviões e longos voos da protagonista.

Se não há amarras para mostrar tudo que há de bonito e tudo que há de condenável nos primórdios da aviação, há um certo melindre nas cenas em que a viada privada de Earhart é colocada na berlinda.

Um exemplo disso está na relação íntima de Amelia e George. Há um primeiro beijo, mas algumas sequências anteriores sugerem que eles já tinham encontros amorosos antes. Amelia tinha ideias bem liberais no campo dos relacionamentos amorosos e um pouco mais de precisão poderia ser aplicada nessa questão.

Quando um filme traz personagens reais, o maior desafio é tornar uma história pública e conhecida em um roteiro animador. Quebrando a linha do tempo, Amelia ganha unidade e ainda consegue criar um bom clímax no desfecho.

Maré de Azar
(Extract)
Gênero: Comédia

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Crítica por: Edu Fernandes


Um acidente de trabalho acontece na fábrica de Joel e a oportunista Cindy se aproveita dessa situação para se aproximar de Step. Ela quer convencê-lo a entrar com um processo e arrancar dinheiro da empresa.


O título Maré de Azar (Extract) resume muito bem o período da vida do protagonista. Sua falta de sorte é tão grande que chega a dar raiva. O sujeito está tentando vender sua empresa para conseguir tirar o pé do acelerador, mas um processo trabalhista retarda as negociações.

Esse é apenas o perrengue profissional de Joel. Em casa, ele não transa com sua esposa a meses, sempre com a desculpa do cansaço por parte dela. Quando sai para relaxar no bar, seu amigo o convence a usar drogas e no meio da viagem acaba tomando decisões que só o empurram mais para o fundo do poço!

Mesmo com tantos problemas, Maré de Azar é uma comédia com o humor baseado na força de seus personagens. Seja o gigolô tapado, o amigo drogado ou o sócio negligente; todos os personagens secundários têm alguma característica que pretende tirar risadas de quem está assistindo. Nesse sentido, vale lembrar que o roteirista e diretor é Mike Judge, criador da dupla Beavis e Butt-Head.

Se estiver procurando por qualquer outro tipo de piada, é melhor escolher outra comédia. Não há espaço para pastelão, diálogos com tiradas espertas ou humor ácido. Se os personagens não forem atraentes para o espectador, o filme não funciona.

No entanto, se essa pegada parece uma boa pedida, há um prêmio: Gene Simmons (vocalista do Kiss) faz uma pequena, porém marcante, participação.

Halloween 2
(H2: Halloween 2)
Gênero: Terror

http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/03/estreias-26-de-marco.html
 
http://www.youtube.com/watch?v=ywAws-rhc1o&feature=player_embedded

Crítica por: Edu Fernandes
 

Mesmo depois de passado tanto tempo, Laurie ainda tem pesadelos com o assassino serial Michael Myers. Enquanto isso, o Dr. Loomis ganha uma pequena fortuna com os livros que escreve sobre o assunto.


A saga de Michael Myers foi reiniciada sob a direção de Rob Zombie, mas a intenção do diretor era ficar em apenas um filme. Com o anúncio da continuação, ele fez questão de se envolver na produção para que sua visão não fosse arruinada por outro profissional. No novo filme ele continua usando a mesma fórmula das grandes franquias de terror dos anos 70 e 80: personagens dados como mortos reaparecem e os vilões são aparentemente invencíveis.

O que não está de acordo com a referência original em H2: Halloween 2 (Halloween II) é a trilha musical. A clássica respiração e as notas tão conhecidas dos fãs foram deixadas de lado e a música só é usada em uma releitura durante os créditos finais.

O que há de novo são alusões a filmes mudos, época em que assustar o público já era comum no escurinho do cinema. Em pequenos detalhes ou em cenas inteiras é possível perceber o visual dos primeiros filmes de vanguarda.

A boa notícia é que dessa vez os espectadores não são mais reféns da distribuidora, que tinha feitos cortes com a delicadeza de um açougueiro no filme anterior. H2 é exibido em solo brasileiro em sua forma integral.

Por outro lado, a produção usa uma muleta dos roteiros de terror do passado. Para que o enredo se desenvolva, é preciso apoiar-se na burrice da protagonista.

Imagine a situação: você é um dos poucos sobreviventes de um serial killer que deveria estar morto, mas cujo corpo nunca foi encontrado. Conforme o aniversário dos ataques se aproxima, pesadelos atormentam suas noites. Aí na exata noite em que o vilão deve voltar, você descobre bons motivos para que o assassino continue na sua cola. Ao invés de fugir para o México, a mocinha toma uma decisão mais esperta e resolve tomar um porre e ficar mais vulnerável! A ideia de um filme de terror não é fazer a plateia torcer pela morte sangrenta da protagonista...

15 julho 2010

Lançamento em DVD - 15 de julho

Um Sonho Possível
(The Blind Side)
Gênero: Drama

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Crítica por: Edu Fernandes

Michael Oher era um jovem desabrigado e traumatizado. Ele é aceito em uma escola cristã por causa de seu porte físico, ideal para jogar futebol americano. Michael consegue se tornar um atleta profissional graças a uma família rica que o adotou.


O título original de Um Sonho Possível (The Blind Side) pode ser traduzido como “O Lado Cego”, em uma alusão ao posicionamento do personagem principal quando participa de um jogo de futebol americano (left tackle, protegendo o lado cego do lançador). O livro que inspirou o roteiro conta a mudança da importância dessa posição no esporte e a jornada de Michael Oher, de desabrigado até astro esportivo. O filme foca-se apenas na segunda parte, deixando o futebol americano funcionara apenas como cenário e não como tema. Graças a isso, a produção tem um apelo mais global.

Para gostar da fita não é necessário saber as regras do esporte, para facilitar a vida do leitor é necessário saber apenas que a função de Oher é não deixar que os adversários derrubem o lançador de seu time. No geral, trata-se de uma história de solidariedade e de união familiar, passando por cima dos laços de sangue.

Entre os Tuohy, o pequeno SJ rouba a cena e funciona como ponto cômico. O menino é muito engraçado e ao mesmo tempo a ligação entre ele e seu novo irmão mais velho convence e emociona. Apesar do trailer ser muito mais apelativo do que o filme em si, momentos tocantes se fazem presentes na tela.

Sandra Bullock (A Proposta) parece ter nascido para o papel de Leigh Anne, retratando muito bem a madame dondoca de temperamento difícil e personalidade forte. Uma característica importante dessa personagem é o fato de reservar-se nos momentos de forte emoção, para não demonstrar fragilidade em público. Por saber dosar muito bem a sutiliza que demanda tal traço, ela merece os elogios que recebe por seu trabalho.

http://www.youtube.com/watch?v=qacQrxVl0Xo&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=iu23kgYcBKA&feature=player_embedded

14 julho 2010

Lançamento em DVD - 14 de julho

Alice no País das Maravilhas
 (Alice in Wonderland)

Gênero: Aventura

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Crítica por: Fred Burle


Subversivo diretor de histórias conhecidas (Planeta dos Macacos; A Fantástica Fábrica de Chocolate), Tim Burton traz às telas, desta vez, uma fusão dos livros de Lewis Carroll – “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá” – roteirizada por Linda Woolverton (O Rei Leão; A Bela e a Fera).

No filme, Alice retorna ao mundo subterrâneo que visitou há treze anos, quando ainda era uma criança. Lá, reencontrará personagens como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), o Coelho Branco e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).

É sabido que Tim Burton não gosta de apenas refilmar histórias. Ele conta a sua versão. Geralmente, o resultado é uma versão mais “apimentada”, sombria. Neste caso, isso não acontece.

O novo “Alice...” continua com o aspecto macabro das histórias originais, seus personagens mantém a essência alucinógena de noção entre o que é realidade ou o que é imaginação, mas o dedo que imperou nesta produção foi o dedo Disney e não o dedo Burton, ou seja, o programa a ser encontrado nos cinemas será muito divertido, mas nada corajoso e com o máximo de lições de moral possível.

A versão em 3D continua com os problemas de sempre: a nitidez ainda não é a mesma que a de uma projeção digital, por exemplo, e o brilho ainda não atinge sua melhor regulagem, pois os óculos 3D tornam a imagem mais escura do que o normal. Mas nada que atrapalhe a sensação ótima de imersão que o formato proporciona, com planos excelentes de plateia da festa de noivado de Alice, destacando cada fileira de pessoas, num imenso corredor de gente cercado de plantas. A sequência em que Alice caiu no buraco da árvore para encontrar a portinha de entrada para Wonderland é vertiginosa e arrisco a advertir os espectadores de estômago mais frágil. Eis um dos poucos momentos em que percebe-se o mão criativa de Tim Burton.

Outra fato que sempre ocorre entre as parcerias Tim Burton X Johnny Depp é o destaque absoluto para o ator, que rouba a cena com talento que impressiona. Depp sai-se muito bem como o Chapeleiro Maluco – exceto por protagonizar uma cena de dança patética, de dar vergonha alheia –, mas finalmente chegou a vez de Helena Bonham Carter (esposa e atriz constante nos filme de Tim Burton) ter os olhos do público voltados para ela. Sua versão para cabeçuda Rainha Vermelha (ou Rainha de Copas) é a típica vilã empática: é sarcástica e engraçada, com a patetice e o deprimente jeito desconjuntado escondidos na perversidade de seus atos desesperados e sua histeria sem fim.

A qualidade da produção, os cenários computadorizados, os figurinos maravilhosos (reparem na quantidade de trocas de roupa de Alice) e o cuidado com os efeitos 3D ressaltam e fazem deste um programa bem divertido e que fará os adultos reviverem a imaginação – e o medo dos personagens – da época em que leram os livros de Lewis Carroll.

Só isso já vale o ingresso, mas só isso não fazem de Alice no País das Maravilhas um filme “maravilhoso”.


A Estrada
(The Road)

Gênero: Drama
http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/04/estreias-23-de-abril.html

Crítica por: Edu Fernandes
Em um futuro pós-apocalíptico, um homem segue com seu filho em direção ao sul. A esperança deles é que no litoral mais quente achem melhores condições de vida.

O fim do mundo é um assunto que inquieta o homem e isso se reflete na produção cinematográfica. Próximo da virada do milênio, o enfoque explorado era o religioso. Por isso, filmes como Stigmata e O Fim dos Dias (ambos de 1999) inundaram o circuito de cinema na ocasião.

Atualmente, com o aquecimento global e fenômenos naturais que dizimam milhares de vida de uma só vez, a preocupação recai sobre os possíveis sobreviventes de um cataclismo. E os filmes novamente espelham esse raciocínio. O cenário desolado pode servir para abrigar cenas de ação (O Livro de Eli), ou discutir os desdobramentos sociais (Ensaios sobre a Cegueira) e psicológicos (Eu Sou a Lenda) dessa situação. A Estrada (The Road) é o mais novo título a integrar a lista da distopia e segue a linha dos dois últimos exemplos.

Por ter uma criança entre seus personagens, a emoção é aumentada. A atuação de Viggo Mortensen (Um Homem Bom) é apenas mais um catalisador para que o público sofra junto com o pai e filho do enredo. Para se ter uma noção do peso da história, o protagonista tem bem claro em sua mente o fato de que um dia não haverá outra saída senão o suicídio de ambos.

Com roteiro baseado no livro homônimo de Cormarc McCarthy, pode-se esperar um desfecho fora do convencional. A boa notícia é que o final não é tão broxante quanto à última cena de Onde os Fracos não Têm Vez, outra adaptação cinematográfica do mesmo autor.

09 julho 2010

Lançamento em DVD: 09 de julho

Bem-Vindo
 (Welcome)

Gênero: Drama

Elenco: Vincent Lindon, Firat Ayverdi, Audrey Dana, Derya Ayverdi, Thierry Godard, Selim Akgul, Firat Celik, Behi Djanati Atai.
Direção: Philippe Lioret
Duração: 110 min.
Distribuidora: Imovision
Estreia: 10 de Julho de 2009

Sinopse: O longa narra a história de Simon (Vincent Lindon) que, para impressionar e reconquistar sua mulher, se coloca em risco para ajudar secretamente um jovem refugiado curdo que deseja atravessar o Canal da Mancha a nado.

http://www.youtube.com/watch?v=NUqXgbK0rXU&feature=player_embedded

08 julho 2010

Lançamento em DVD: 08 de julho

O Livro de Eli
 (The Book of Eli)

Gênero: Aventura

Elenco: Denzel Washington, Mila Kunis, Michael Gambon, Jennifer Beals, Gary Oldman, Evan Jones, Ray Stevenson.
Direção: Albert Hughes e Allen Hughes
Duração: 118 min.
Distribuidora: Sony Pictures
Estreia: 19 de Março de 2010.

Sinopse: Denzel Washington (O Gangster) estrela esse filme dirigido pelos irmãos Allen e Albert Hughes (Do Inferno). Num mundo pós-apocalíptico Eli (Denzel) é um homem solitário que tem de proteger um livro sagrado que pode conter a resposta para salvação da humanidade, mas como todo herói tem seu algoz nessa história não é diferente e para poder obter o livro, um tirano prefeito de uma pequena cidade (Gary Oldman) fará de tudo, mesmo que para isso tenha de matar Eli.

» Crítica por: Edu Fernandes 
Em um futuro distópico, um andarilho luta para proteger um livro que tem os segredos para salvar a humanidade.


Quando Denzel Washington (O Sequestro do Metrô) está no elenco de um filme já podemos deduzir muito de sua sinopse. Ele interpretará um sujeito muito determinado que passará por cima de tudo e de todos para alcançar seu objetivo. Pois bem, O Livro de Eli (The Book of Eli) não foge disso. Por outro lado, Gary Oldman, como o vilão, mostra exatamente o oposto: o sujeito consegue ser Comissário Gordon (Batman) e Sirius Black de forma camaleônica.

Mesmo com esse ar de repetição, o frescor da produção está no cenário distópico e nas cenas de ação muito bem concebidas e dirigidas. O próprio Denzel desempenhou as façanhas físicas de seu personagem, dispensando dublês. Visualmente, a fotografia é meio suja e escura, combinando com a obscuridade do contexto.

No começo o roteiro atrai pela excentricidade desse futuro pós-apocalíptico, depois o espectador é agarrado pela rivalidade criada entre o protagonista e o vilão, e mais para o final há uma grande surpresa que fará alguns quererem assistir novamente ao filme.

Há alguns problemas na dramaturgia. O primeiro é acreditar que a Bíblia, o livro mais vendido no mundo, algum dia será um artigo raro. Como é possível que não se ache sequer um único exemplar dos escritos que estão nas gavetas de criado-mudo de muitos quartos de hotel? Outro ponto é o poder superestimado do livro. Não era possível criar uma seita com qualquer outra escritura? Toda essa mobilização ao redor da Blíblia pode ofender os ateus e agnósticos.

Deixando essas questões de lado, é legal saber que a Bíblia foi o primeiro livro impresso por Gutemberg e o filme recria esse momento em suas cenas finais.

Curiosidades:

» Os irmãos gêmeos Albert e Allen Hughes, mais conhecidos como The Hughes Brothers ('Do Inferno'), dirigem.

http://www.youtube.com/watch?v=t3qJj_ljctE&feature=player_embedded


Cadê os Morgan?
 (Did You Hear About the Morgans?)

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Crítica por: Edu Fernandes

Paul e Meryl Morgan estão se divorciando, apesar de ele querer a reconciliação. Em uma noite, ambos testemunham um assassinato e precisam ficar juntos em uma pequena cidade até que o criminoso seja preso.

Em 2007, o cineasta Marc Lawrence fez um certo sucesso com a comédia romântica Letra & Música. Ele resolveu repetir a parceria com Hugh Grant e leva para as telas Cadê os Morgan? (Did You Hear About the Morgans?). No entanto, a comicidade em seu filme anterior era maior com a decadência de um astro pop dos anos 80 e performances musicais hilariantes.

Dessa vez a aposta recai sobre pessoas urbanas que são obrigadas a ficar em um ambiente rural e se adequarem a ele. Os valores mais humanos associados a esse cenário conquista o coração dos personagens, depois de uma série de situações cômicas, e o enredo acaba tendo uma levada bem óbvia. A fórmula que ficou fofa em Carros não consegue o mesmo efeito na nova comédia.

O casal de protagonista repete as atuações que já foram vistas em trabalhos passados e há uma séria carência de piadas fortes. A atenção e o carisma acabam recaindo sobre os assistentes do casal, que constroem uma relação incendiária e engraçada.

Falar dos assistentes é na verdade um grave sintoma da situação geral de Cadê os Morgan?. Quando o mais interessante de um filme são um par de personagens secundários que aparecem em cenas contáveis nos dedos de uma mão, algo deu errado.

http://www.youtube.com/watch?v=mrWYfkg5OBw&feature=player_embedded

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http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/07/filme-letra-musica.html


Homens que Encaravam Cabras
(The Men Who Stare At Goats)

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Crítica por: Edu Fernandes

Bob Wilton é um jornalista frustrado com a vida depois de ser abandonado pela esposa. Ele tem a oportunidade de mostrar seu valor ao entrar em contato com um homem que diz ter participado de uma divisão paranormal do Exército dos EUA.

Unânime definitivamente não é um termo que pode classificar a comédia Os Homens que Encaravam Cabras (The Men Who Stare at Goats). Para ter alguma ideia se a recepção será positiva ou negativa, é aconselhável que cada leitor assista ao trailer e perceba se consegue se conectar ao tipo esquisito de humor que o filme oferece. Se a ligação acontece, a diversão é garantida.

O maior mérito do elenco está na habilidade que cada um desses atores têm de não se levar tão a sério de vez em quando. Isso não quer dizer falta de talento, uma vez que entre todos os rostos estampados no cartaz, apenas Ewan McGregor (Anjos e Demônios) ainda não levou para casa um Oscar – atenção especial para o "ainda", já que uma indicação ao Globo de Ouro já se concretizou.

Todo o roteiro se baseia em acontecimentos e situações absurdas, mas o mais legal é que não é difícil de acreditar que tais absurdos fossem levados a cabo na época da Guerra Fria. Espionagem e guerra, por mais estranho que possa parecer em um primeiro momento, podem ser um prato cheio para comédias por causa das situações extremas que podem ser criadas. Agente 86 aposta mais no pastelão, enquanto Os Homens que Encaram Cabras segue mais a linha ousada de personagens excêntricos que se encaixam em cenários bizarros.

O filme é, portanto, indicado para quem gosta de explorar tipos raros de comédias.

 http://www.youtube.com/watch?v=ER4RNVFuU0M&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=mrWYfkg5OBw&feature=player_embedded

07 julho 2010

Lançamento em DVD: 07 de julho

Surpresa em Dobro
 (Old Dogs)

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http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/04/estreia-2-de-abril-de-2010.html

Missão quase Impossível
(The Spy Next Door)
Gênero: Comédia/Ação

Elenco: Jackie Chan, Lucas Till, Amber Valletta, Billy Ray Cyrus, George Lopez, Magnús Scheving, Madeline Carroll, Katherine Boecher, Jeff Chase.
Direção: Brian Levant
Duração: --- min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Estreia: 07 de Maio de 2010

Sinopse: Bob 006 (Jackie Chan) acreditava que deixando para trás a vida de super espião da cia finalmente conseguirá levar uma vida normal e tranquila ao lado da sua vizinha e namorada, a bonitona Gillian (Amber Valletta). Bob precisava cumprir só mais uma missão antes de casar com Gillian: conquistar os pestinhas dos filhos dela. Mas os pestinhas tem um plano - tornar a vida de Bob impossível e fazer o cara desistir de casar com a mãe deles. Sem querer, eles entregam a localização de Bob a um terrorista russo e, agora, Bob e as crianças vão ter que deixar as diferenças de lado e se unirem para salvar o mundo.

http://www.traileraddict.com/trailer/the-spy-next-door/trailer
 
O Amor Acontece
 (Love Happens)

Gênero: Comédia Romântica


Elenco: Jennifer Aniston, Aaron Eckhart, Judy Greer, Dan Fogler, Martin Sheen, Joe Anderson, John Carroll Lynch.
Direção: Brandon Camp
Duração: 109 min.
Distribuidora: Playarte Pictures
Estreia: 05 de Março de 2010

Sinopse: O viúvo Burke Ryan (Eckhart) escreveu um livro sobre como lidar com perdas e como se tornou um Best-seller, ele se transformou num guru da autoajuda. Numa viagem de negócios a Seattle, ele conhece Eloise (Aniston) e se apaixona por ela. Eloise assiste ao seminário de Ryan e consegue compreender que na verdade ele não conseguiu ainda enfrentar a morte da esposa.

http://www.traileraddict.com/trailer/love-happens/trailer

06 julho 2010

Lançamento em DVD: 06 de julho

Atraídos pelo Crime
(Brooklyn´s Finest)

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http://retalhosnomundo.blogspot.com/2010/04/estreia-2-de-abril-de-2010.html

Crítica por: Fred Burle (Fred Burle no Cinema)


O grande problema dos chamados “filmes de gueto” norteamericanos é serem restritos demais. O assunto dificilmente varia e a falta de identificação com um público maior fora dos EUA faz com que estes filmes tenham bilheterias pouco expressivas fora de lá.

Mas às vezes acontece de algum longa do gênero se destacar, por conseguir desenvolver bem os clichês do seu nicho.

Atraídos Pelo Crime inicia-se de maneira mais que comum: três policiais do Brooklyn – Eddie (Richard Gere, o típico profissional na última missão de sua carreira), Tango (Don Cheadle) e Sal (Ethan Hawke) –, envolvem-se na investigação de um mesmo crime. Cada um tem uma moral que os guia.

O que diferencia este roteiro dos outros do gênero é que os três tipos investigam o mesmo crime, mas praticamente não se encontram durante todo o filme, mas apesar dos motivos diferentes para querer solucionar o caso, o fato é que ambos desejam incessantemente encerrar aquela carreira perigosa e tocar suas vidas. E o filme mostra bem o porquê dessa vontade.

A trama intrincada e bem amarrada prende a atenção do espectador, mas tudo não passaria de boa intenção se os atores não encarassem seus papéis com seriedade, levando o espectador a acreditar nas verdades deles. Ethan Hawke, em especial, tem uma atuação surpreendente, com um personagem rico em nuances e sem pré-julgamentos se o que ele faz é certo ou errado. Não há juízo de valores.

Após um início frio, uma sequência de acontecimentos paralelos e embalados por uma trilha quente e ininterrupta faz a história decolar. As únicas cenas de pouco sentido são as do caso amoroso de Richard Gere, que parecem estar ali apenas para cumprir a obrigação de haver um romance que agrade o público feminino.

A direção de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) é inteligente e a montagem é dinâmica, evitando bocejos e cochilos de tédio ao longo das mais de duas horas de película. Duração que, aliás e ainda assim, poderia ser menor.

Atraídos Pelo Crime é cinema de machão-hey-dude-mother-fucker, mas que consegue agradar a uma gama maior de espectadores, por trabalhar bem os seus clichês.

É mais do mesmo com o melhor de sempre.
:

05 julho 2010

Lançamento em DVD: 05 de julho

A Bruxinha e o Dragão
 (Hexe Lilli, der Drache und das Magische Buch)

Gênero: Fantasia


Elenco: Alina Freund, Michael Mittermeier, Ingo Naujoks, Anja Kling, Pilar Bardem, Marie-Lou Baumer, Leonard Boes, Yvonne Catterfeld.
Direção: Stefan Ruzowitzky
Duração: 89 min.
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia: 22 de Janeiro de 2010

Sinopse: A bruxa Surulunda ja está velha e precisa encontrar uma sucessora para ocupar o seu cargo, para isso ela conta com a ajuda de Hector, um desajeitado dragão de estimação.
Hector, acaba voando para o quarto da menina Lilly, que topa em ser a nova bruxa, mas a jovem precisa passar em um teste experimental de 99 horas para provar que consegue manter um livro mágico seguro.

Curiosidades:
» Produzido e filmado na Alemanha.

http://www.youtube.com/watch?v=wCXGaJqX1pY&feature=player_embedded

01 julho 2010

Lançamento em DVD- 01 de julho

Simplesmente Complicado
(It’s Complicated)
Gênero: Comédia Romântica


Elenco: Meryl Streep, Steve Martin, Alec Baldwin, John Krasinski, Robert Adamson, Blanchard Ryan, Hunter Parrish.
Direção: Nancy Meyers
Duração: 114 min.
Distribuidora: Universal Pictures
Estreia: 26 de Fevereiro de 2010

Sinopse: Jane é mãe de três filhos adultos, dona de um restaurante em Santa Barbara e tem - depois de uma década de separação - uma relação amigável com o ex-marido, o advogado Jake. Mas, quando Jane e Jake vão à formatura do filho, as coisas começam a ficar complicadas. O inimaginável acontece: começam um affair. O problema é que Jake acabou de se casar novamente e Jane, agora, se vê como a amante. No meio dessa confusão, chega Adam, arquiteto contratado por Jane, que também está se recuperando de um divórcio. Ele apaixona-se por Jane e logo percebe que faz parte de um triângulo amoroso.

Crítica:
Por: Edu Fernandes 

Sinopse: Jane está divorciada de Jake há 10 anos. Ele já está casado com a mulher responsável pela separação do casal, muito mais nova do que ele. Certa noite, depois de algumas bebidas a mais Jane e Jake começam a ter um caso.

Recordista em indicações ao Oscar, Meryl Streep vêm adotando uma interessante rotina em sua carreira. Depois de fazer um filme que lhe renda muitos elogios, indicações e prêmios; ela descansa em uma produção mais leve. Foi assim com Mamma Mia! e é assim com Simplesmente Complicado (It’s Complicated).

Há muito tempo que Nancy Meyers vem escrevendo e dirigindo fitas cor-de-rosa, usando atores que não são exatamente galãs para interpretar os mocinhos das comédias românticas sob sua orquestração. Foi assim com Jack Black em O Amor não Tira Férias, com Jack Nicholson em Alguém Tem que Ceder (2003) e é assim com o triângulo amoroso de Simplesmente Complicado.

Depois de décadas sendo desprezado como um astro-menor de Hollywood, Alec Badwin descobriu um papel de canastrão que diverte o público e lhe rendeu premiações. É assim com 30 Rock e também com Simplesmente Complicado.

A única coisa mais diferente nesse novo filme-Marisa (de mulher pra mulher) é o personagem interpretado por Steve Martin (A Pantera Cor-de-Rosa 2), evitando o atrapalhado de sempre. Ele defende um homem sensível e traumatizado pelo divórcio, mas algumas piadas ainda estão presentes em suas falas.

Para quem acompanha com prazer a filmografia de Nancy Meyers, mais um título para a pilha.


Se Nada mais der Certo
(Se Nada mais der Certo)

Gênero: Drama
 Elenco: Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras, Luiza Mariane, Milhem Cortaz, Eucir de Souza, Murilo Grossi, Leandra Leal, Adriana Lodi.
Direção: José Eduardo Belmonte
Duração: 120 min.
Distribuidora: Imovision
Estreia: 14 de Agosto de 2009

Sinopse: Aquele jogo na Barra Funda não deu certo, aquele serviço com o Gordo não deu certo, aquele truque do Antenor não deu certo, aquele negócio com o padre também não deu certo, aquele cara que o Abílio pediu pra votar não deu certo, aquele trampo era roubada, aquele DVD pirata que comprei não funcionou, aquele final de semana não deu certo... Mas tudo vai dar certo.
http://www.youtube.com/watch?v=1d1rUoICQnM&feature=player_embedded

13 junho 2010

Novidades na sessão pipoca de Junho

Conheça as novidades que já estão nas prateleiras das locadoras neste mês de Junho.

O Lobisomem, da Universal Pictures

Com o desaparecimento de seu irmão, Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) - que viaja com seu Grupo Teatral pela Inglaterra Vitoriana de 1891 - retorna a sua terra natal. A pedido da noiva de seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), Lawrence reencontra-se com seu pai Oscar (Anthony Hopkins) e com o seu passado. Anos assombrados pela morte de sua mãe.
Durante sua investigação, Lawrence chega aos ciganos e a Meleva (Geraldine Chaplin). Uma sombria mulher que conhece a antiga maldição da criatura que caminha pela escuridão em noite de lua cheia.
Mordido pela criatura durante seu ataque ao acampamento dos ciganos, Lawrence é condenado a uma vida sem paz. Enquanto tenta compreender sua nova natureza, ele precisa esquivar-se do investigador Abberline (Hugo Weaving) da Scotland Yard.
Refilmagem do clássico de 1941, O Lobisomem (The Wolfman) do diretor Joe Johnston é empolgante. Mesclando cenas clássicas com modernas, Johnston cria sequências assustadoras. O visual e a transformação da criatura são impressionantes.
O Lobisomem (The Wolfman – EUA/2010 – 119 min. – Terror – Universal Pictures) chega às locadoras no dia 16 de junho.

Legião, da Sony Pictures

Lançado no Brasil direto para o DVD, o thriller ‘Legião’ traz o Arcanjo Miguel travando uma batalha na Terra contra seu próprio exército.
Deus não acredita mais na raça humana. Nos homens que matam e roubam seus próprios semelhantes. Sem esperança em sua criação, ele envia seu poderoso Arcanjo Miguel para impedir o nascimento do novo messias. Mas Miguel (Paul Bettany) desobedece sua ordem e desce à Terra para proteger a mãe da criança. Charlie (Adrianne Palicki), uma garçonete que trabalha na Paradise Fall, uma pequena lanchonete à beira da estrada. Gerenciada por Bob Hanson (Dennis Quaid) e por seu filho Jeep Hanson (Lucas Black), o lugar é frequentado por fregueses ‘perdidos’ em viagem pelas áridas terras da região.
O suspense do diretor Scott Stewart é competente. A sensação de solidão e desamparo do grupo que formam uma linha de frente para enfrentar os enviados de Deus é angustiante. O ritmo, um pouco lento para um filme de ação, é recompensado com várias passagens vibrantes, como a de uma senhora chamada Gladys e a de um Sorveteiro demoníaco.
Nas locadoras, ‘Legião’ (Legion – EUA/2010 – 104 min. – Terror) traz como extras as curiosidades: ‘Criando o Apocalipse’ e ‘A Última linha de defesa da humanidade’.

High School Musical – O Desafio, da Walt Disney

Chega às lojas o DVD (R$ 29,90) de High School Musical – O Desafio (Brasil/2009 – 90 min. – Musical). Para os fãs a Disney preparou um disco com os divertidos extras: Making of, Os Bastidores das Gravações e A Participação de Wanessa Camargo.
High School Musical estreou em janeiro de 2006 no Disney Channel dos EUA, gerando uma febre entre os adolescentes. Sucesso mundial, a franquia expandiu ultrapassando fronteiras.
Rodado na cidade do Rio de Janeiro, o filme traz Olavo Cavalheiro e Renata Ferreira no papel dos protagonistas, que na versão americana foram interpretados por Zac Efron e Vanessa Hudgens.
Nesta nova história, quando a tímida Renata se muda para a casa em frente à de Olavo, o capitão do time de futebol da escola, ela chama a atenção dele. Na ida para a escola, os dois cantam ao lado dos amigos. É o início do ano letivo, sempre repleto de novidades.
Logo no primeiro dia de aula, os alunos são recebidos com a notícia de que novas atividades farão parte do currículo escolar. E de todas as atividades, o Concurso de Música é aquele quem mais atrai a atenção de todos.
Com a participação da ex-aluna do colégio, Wanessa (Wanessa Camargo), como jurada, até quem nunca pensou em cantar decide se inscrever. É o caso de Renata, de Olavo e dos seus amigos do time de futebol, os Lobos Guará. Mas como os meninos são péssimos músicos, Olavo decide pedir a ajuda da talentosa compositora Bia (Beatriz Machado) e do músico da escola Fellipe (Fellipe Guadanucci). Irmão da egocêntrica Paula (Paula Barbosa), ele decide ajudá-los, criando um grande problema com sua irmã que se considera a artista da escola. Sempre acompanhada pelas ‘Invisíveis’ – Karol (Karol Cândido), Clara (Gisele Batista) e Alicia (Michelle Batista) - Paula está decidida a vencer.
Embalado com muita música, dança, encontro e desencontros, o namoro de Renata e Olavo evolui ao longo das aulas.

Viviane França (Blog)

02 junho 2010

Lançamentos em DVD - 2 de junho

O Lobisomem
(The Wolf Man)
Gênero: Terror

Elenco: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Elizabeth Croft, Sam Hazeldine, David Sterne.
Direção: Joe Johnston
Duração: 94 min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 12 de Fevereiro de 2010

Sinopse: Assim como no clássico original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., esta refilmagem também é ambientada na Inglaterra Vitoriana. Na história, Del Toro faz o papel de Lawrence Talbot, um homem que retorna da América para sua terra ancestral e no caminho é mordido por um lobisomem. Talbot começa sua assustadora transformação sob a lua cheia.

Curiosidades:
» Benicio Del Toro interpreta o papel imortalizado por Lon Chaney no original. O roteirista de 'Seven - Sete Crimes Capitais', Andrew Kevin Walker, escreveu a refilmagem.
» Devido à insatisfação da Paramount com a primeira versão do longa, ele foi adiado por 2 anos. O longa sofreu diversas alterações e filmagens extras.


O Lobisomem
O filme O Lobisomem (The Wolfman) vem com o objetivo de trazer de volta aquela "aura" do terror das antigas. Muito sangue, bem no estilo trash, e sustos de fazer os apreciadores do gênero pularem da cadeira. Apesar da classificação etária ser 18 anos, não é nada fora do normal. Nada que outros filmes de terror já não tenham mostrado.
Trata-se de um remake de 1941 e que, mesmo mais de 60 anos depois, o novo diretor tentou manter a criatura assustadora o mais real possível. É impressionante os efeitos especiais usados na hora da transformação do homem para a pele do sanguinário lobisomem. Sem dúvidas é de arrepiar. Mas, na hora que o "monstro" já está totalmente transformado, não passa de um homem mesmo. Achei isso muito legal. Uniram a tecnologia nova com a boa e velha maquiagem e efeitos de estúdio. Fora isso, o longa é fraco e não tem forças para atrair muita gente.
Uma coisa é certa...este novo lobisomem do Benicio Del Toro faz do outro lobisomem popularmente conhecido (Jacob, da saga Crepúsculo) parecer um fofo cachorro chow chow.
A direção é de Joe Johnston (Jumanji/ Mar de Fogo). Anthony Hopkins e Emily Blunt fazem parte do elenco também.
Crítica por: Janis Lyn Almeida Alencar

Educação
(An Education)
Gênero: Drama


Elenco: Peter Sarsgaard, Carey Mulligan, Alfred Molina, Dominic Cooper, Rosamund Pike, Olivia Williams, Emma Thompson.
Direção: Lone Scherfig
Duração: 95 min.
Distribuidora: Sony Pictures
Estreia: 19 de Fevereiro de 2010

Sinopse: Jenny tem 16 anos e vive com a família no subúrbio londrino, em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar em Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece Danny, homem charmoso e cosmopolita de trinta e poucos anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz descobrir o glamour da noite, deixando-a diante de um dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida.

Educação

Sinopse: Jenny é uma colegial de 16 anos que está se esforçando para entrar na Universidade de Oxford. Ela conhece o playboy David, que lhe mostra que nem toda educação está nos livros de escola.

Faz parte do senso comum que a vida é a melhor escola, mas não é por isso que devemos renegar totalmente o aprendizado acadêmico. Essa é a mensagem de Educação (An Education), que se passa na década de 1960, quando as mulheres eram educadas com o único propósito de arrumar um bom partido. Por essa razão, esse filme agradará o mesmo público de O Sorriso de Monalisa (2003).

Apesar da importância do tema, o problema é que na maior parte do enredo o que se vê é Jenny totalmente fascinada pelo novo mundo que ela consegue visitar graças aos contatos de David. Assim como em A Pele (2006), vê-se a protagonista maravilhada com novas amizades e não se consegue perceber um avanço na narrativa.

Outra coisa que pode irritar os homens é que fica muito claro que o que atrai Jenny em David são as coisas que ele pode oferecer por ter dinheiro. Em nenhum momento ela diz achar seus olhos bonitos ou qualquer coisa do gênero.

O que não pode passar em branco é a atuação de Carey Mulligan (Guerra ao Terror), totalmente convincente interpretando uma jovem de 16 anos, uma personagem quase dez anos mais nova do que ela.

Portanto, Educação é um filme de alma feminina, retratando os conflitos clássicos da adolescência, em que o jovem se vê na necessidade de firmar o pé e se afirmar como ser humano. Algumas vezes o ímpeto por tal afirmação pode ser prejudicial, mas o importante é aprender com essa fase da vida, em que ainda é possível cometer alguns erros e dar a volta por cima a tempo.
Crítica por: Edu Fernandes 

http://www.youtube.com/watch?v=qE9fJxjqNoU&feature=player_embedded

29 abril 2010

Lancamento em DVD - 29 de abril

Onde Vivem os Monstros
(Where the Wild Things Are)

Gênero: Aventura/Drama

Elenco: Paul Dano, Forest Whitaker, Catherine Keener, James Gandolfini, Catherine O'Hara, Lauren Ambrose, Tom Noonan
Direção: Spike Jonze
Duração: 101 min.
Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 15 de Janeiro de 2010

Sinopse: O clássico livro de Maurice Sendak, 'Onde Vivem os Monstros', chega às telas do cinema em um conto para todas as gerações, com direção do inovador cineasta Spike Jonze. Onde Vivem os Monstros segue as aventuras de Max, um garoto travesso que é mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Porém, a imaginação de Max está livre para voar, e logo o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max parte para a terra dos Monstros Selvagens, onde as travessuras são lei, e Max é o rei.

» Crítica
A imaginação infantil pode ser extremamente fértil, assim como as crianças podem ser absurdamente cruéis. A espontaneidade e a sinceridade tornam os pequenos muito próximos daquilo que chamamos de ser humano puro. A medida que crescemos, no entanto, perdemos esta pureza, a inocência é deixada de lado e somos corrompidos pelo sistema, ainda que a gente não queira. Ser adulto é estar só, mas ser criança também exige jogo de cintura para lidar com a solidão.

A ternura e a crueldade infantil são os pontos-chaves do clássico livro de Maurice Sendak, 'Onde Vivem os Monstros', que chega às telas, pelas mãos do cineasta Spike Jonze. Talvez o filme seja um pouco assustador para crianças muito pequenas, mas certamente vai tocar o coração dos adultos que não sabem lidar com seus sentimentos mais obscuros. Afinal, cada monstro de Sendak nada mais é do que um sentimento, nem sempre bom, que a gente carrega desde pequeno - e Jonze soube transmitir isso muito bem.
Onde Vivem os Monstros segue as aventuras de Max, um menino levado que, depois de desobedecer a mãe, se transporta para um reino desconhecido. Na terra dos Monstros Selvagens, Max é o rei e as travessuras fazem parte do dia-a-dia. Ele finalmente tem a liberdade que sempre sonhou, mas o mundo pode ser cruel mesmo na imaginação.
Embarcar na aventura de Max e descobrir com ele o lado bom e ruim da vida é o grande charme do filme. Spike Jonze consegue fazer uma das coisas mais sensíveis que o cinema já produziu. Mesmo tratando das questões mais tristes da infância, como a solidão e a raiva, o cineasta não deixa de lado a alegria e a graciosidade dos pequenos. Seus monstros também refletem isso, aparecendo como figuras cheias de personalidade, defeituosas e cruéis como todos nós somos em algum momento da vida.
As imagens captadas em paisagens reais e as atividades dos monstrengos liderados por seu pequeno rei enraivecido encantam. Tudo isso embalado por uma música inesquecível, que é triste sem perder a doçura. E, embora o longa divirta em muitos momentos, mas seja cansativo em outros, tem um final de pura delicadeza, para emocionar, arrancar lágrimas e dar aquele aperto no coração.
Onde Vivem os Monstros é sobre a infância, mas não necessariamente para crianças. Para nós, adultos, é um prato cheio para liberarmos esses monstros internos que nos perseguem e que quase sempre não sabemos lidar.
Crítica por: Janaina Pereira 

 Curiosidades:
» Adaptação do popular livro infantil escrito por Maurice Sendak.
» O filme foi adiado por 2 anos. Segundo fontes, os executivos da Warner estariam extremamente insatisfeitos com a primeira versão do filme.

http://www.youtube.com/watch?v=3OTDR63kqkQ&feature=player_embedded

28 abril 2010

Lançamentos em DVD - 28 de abril

Vidas Cruzadas / A Vida Íntima de Pippa Lee
(The Private Lives of Pippa Lee)

Gênero: Drama

Elenco: Winona Ryder, Keanu Reeves, Monica Bellucci, Blake Lively, Maria Bello, Robin Wright Penn, Julianne Moore, Alan Arkin.
Direção: Rebecca Miller
Duração: 93 min.
Distribuidora: PlayArte Pictures
Estreia: 18 de Dezembro de 2009.

Sinopse: Pode-se dizer que Pippa Lee tem uma vida excelente. Aos 50 anos, mora em uma boa casa, é casada com um brilhante editor 30 anos mais velho e mãe orgulhosa. Até o dia em que seu marido decide que está na hora da aposentadoria e de sair de Nova York. Para embolar de vez, ele também arruma uma amante, bem mais jovem do que ela. Mas as coisas realmente fogem ao controle quando ela começa a ter reações tão diferentes das que tinha quando levava uma vida pacata. E agora, seu mundo, sua vida tranqüila, sua família, tudo o que ela ama está ameaçando ruir.

Curiosidades:
» Adaptação do livro de Rebecca Miller.
» Foi lançado nos cinemas como 'A Vida Íntima de Pippa Lee' e em DVD como 'Vidas Cruzadas'.

26 abril 2010

Lançamento em DVD- 26 de abril

Percy Jackson: O Ladrão de Raios
(Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief)

Gênero: Aventura


Elenco: Rosario Dawson, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Sean Bean, Steve Coogan, Kevin McKidd, Catherine Keener, Logan Lerman, Melina Kanakaredes, Brandon T. Jackson.
Direção: Chris Columbus
Duração: 120 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: 12 de Fevereiro de 2010

Sinopse: O arteiro Percy Jackson está encrencado na escola, mas esse nem de longe é seu maior desafio. Estamos no século 21, mas os deuses do Olimpo saem das páginas dos livros de mitologia grega de Percy e entram em sua vida. Ele descobre que seu pai verdadeiro é Poseidon, deus dos mares, o que significa que Percy é um semideus – metade humano, metade deus. Ao mesmo tempo, Zeus, rei de todos os deuses, acusa Percy de roubar seu raio, a primeira e verdadeira arma de destruição em massa.
Agora, Percy tem de se preparar para a maior aventura de sua vida, e os riscos não poderiam ser maiores.
Com nuvens de tempestade sinistras encobrindo o planeta e com sua vida ameaçada, Percy viaja até um enclave especial, um campo de treinamento para mestiços, onde aperfeiçoa seus recém-descobertos poderes para evitar uma guerra devastadora entre os deuses. É lá que ele conhece dois outros semideuses: a guerreira Annabeth, que procura sua mãe, a deusa Atena; e seu amigo de infância e protetor, Grover, um corajoso sátiro cujas habilidades ainda não foram testadas.
Grover e Annabeth unem-se a Percy numa incrível odisseia transcontinental, que os leva para 600 andares acima da cidade de Nova York (o portal para o Monte Olimpo) e para o famoso letreiro de Hollywood, sob o qual arde o fogo do Mundo dos Mortos.
O destino da humanidade depende do resultado dessa jornada, bem como a vida da mãe de Percy, Sally, que ele terá de resgatar das profundezas do inferno.

Curiosidades:
» Adaptação de 'Percy Jackson e os Olimpianos', uma série de livros juvenis de aventura escritos por Rick Riordan, baseados na mitologia grega.
» Dirigido por Chris Columbus, mesmo diretor dos dois primeiros 'Harry Potter'.

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