13 abril 2010

1945: Morre Franklin Delano Roosevelt

No dia 12 de abril de 1945, um derrame cerebral causou a morte de Franklin Delano Roosevelt, então presidente dos Estados Unidos.

Desde sua quarta reeleição, em 1944, Franklin Delano Roosevelt era um homem doente, sofrendo de hipertensão e sérios problemas cardíacos. Contudo, a notícia de sua morte paralisou a nação norte-americana, que enfrentava os últimos combates na Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos acabavam de perder o único homem que ocupou a presidência do país durante 12 anos.

Sucesso em época de crise econômica

Sua primeira vitória eleitoral fora em novembro de 1932, contra Herbert Hoover, então em exercício. A crise econômica mundial grassava, 14 milhões de norte-americanos estavam desempregados, centenas de milhares amargavam miséria.

Roosevelt agiu rapidamente. O New Deal (Novo acordo) englobava medidas como um programa de ocupação profissional, créditos a juros baixos e a implementação da seguridade social que existe até hoje. Esses esforços foram bem-sucedidos e recompensados com a esmagadora vitória de Roosevelt nas eleições presidenciais de 1936.

Atuação no cenário internacional

Agora o quadro era outro, pois a política norte-americana estava sob crescente influência dos acontecimentos na Europa. Os ditadores à frente da Alemanha e da Itália não eram exatamente amantes da paz. Roosevelt classificou a situação como uma epidemia de imoralidade e criminalidade, convocando a comunidade mundial para combatê-la.

Mas somente em 11 de dezembro de 1941, quatro dias após o ataque japonês em Pearl Harbour, veio a decisão de declarar guerra ao Japão, Alemanha e Itália. Ele atravessou quase quatro anos dessa guerra e as negociações sobre o futuro, porém não viveu o suficiente para vê-las tornarem-se realidade.

Do ponto de vista histórico, Roosevelt é uma personagem controvertida. Isso não impediu que durante muito tempo sua política continuasse sendo admirada. Quando presidente dos EUA, Bill Clinton evocou seu nome ao anunciar a reforma do sistema de saúde. Porém nenhum outro repetirá a façanha de ocupar quatro mandatos seguidos: desde a morte de Franklin Roosevelt, a lei limita em oito anos a permanência máxima do presidente norte-americano no cargo.

Jens Teschke (av)

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